O conhecimento

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Slides utilizados para as apresentações do GEFOPI – Grupo de Estudos em Formação de Professores e Interdisciplinaridade, tanto em palestras quanto em mesas redondas ou mini cursos. O GEFOPI é coordenado pela Prof. Ms. Andréa Kochhann, vinculado ao Câmpus São Luis de Montes Belos e se efetiva com projetos de pesquisa e extensão. O intuito do GEFOPI com estes slides é discutir o que é conhecimento. Para tal analisa-se o conceito de conhecimento e explicita sobre o ser do conhecimento. Em seguida apresenta-se os tipos de conhecimento e caracteriza-se o conhecimento científico. Geralmente discutimos essa temática após o público ter assistido o filme “O óleo de Lorenzo”.

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O conhecimento

  1. 1. Ana Paula Costa Nay Brúnio Borges Andréa KochhannAndréa Kochhann A BUSCA PELO CONHECIMENTO: um processoA BUSCA PELO CONHECIMENTO: um processoA BUSCA PELO CONHECIMENTO: um processoA BUSCA PELO CONHECIMENTO: um processo humano e necessáriohumano e necessáriohumano e necessáriohumano e necessário 2015201520152015
  2. 2. Slides utilizados para as apresentações do GEFOPI – Grupo de Estudos em Formação de Professores e Interdisciplinaridade, tanto em palestras quanto em mesas redondas ou mini cursos. O GEFOPI é coordenado pela Prof. Ms. AndréaO GEFOPI é coordenado pela Prof. Ms. Andréa Kochhann, vinculado ao Câmpus São Luis de Montes Belos e se efetiva com projetos de pesquisa e extensão.
  3. 3. O intuito do GEFOPI com estes slides é discutir o que é conhecimento. Para tal analisa-se o conceito de conhecimento e explicita sobre o ser do conhecimento. Em seguida apresenta-se os tipos de conhecimento e caracteriza-se o conhecimento científico.e caracteriza-se o conhecimento científico. Geralmente discutimos essa temática após o público ter assistido o filme “O óleo de Lorenzo”.
  4. 4. Dizer que ninguém produz conhecimento ou que apenas alguns produzem conhecimento é algo inóspito. Para entendermos essa controvérsiaPara entendermos essa controvérsia precisamos conhecer o que é conhecimento e como ele se procede. Todos nós produzimos de uma forma ouTodos nós produzimos de uma forma ouTodos nós produzimos de uma forma ouTodos nós produzimos de uma forma ou outra, conhecimento.outra, conhecimento.outra, conhecimento.outra, conhecimento.
  5. 5. Galliano (1996, p.17) assevera que “conhecer é estabelecer uma relação entre a pessoa que conhece e o objeto que passa a ser conhecido [...] transforma em conceito esse objeto, reconstitui-o em sua mente.” “O conhecimento leva o homem a apropriar-se da realidade e, ao mesmo tempo, a penetrar nela”(GALLIANO, 1996)nela”(GALLIANO, 1996) Cortella (2008, p. 39) afirma que o conhecimento “[...] por se constituir em entendimento, averiguação e interpretação sobre a realidade, é o que nos guia como ferramenta central para nela intervir [...]”.
  6. 6. O que se percebe com a conceituação do termo conhecimento, é que o ser que conhece é o humano. Assim, é importante conhecer o ser humano. Afinal, quem é o ser humano, o ser do conhecimento? Aranha (2006) assevera que o ser humano é o único animal completamente diferente dos demais animais. A autora o define como o ser de cultura.autora o define como o ser de cultura. Assevera que o homem é um animal racional, um bípede implume (concordando com Platão) e cadáver adiado e que “Somos, antes de mais nada, construtores de sentido, porque, fundamentalmente, somos construtores de nós mesmos, a partir de uma evolução natural”.
  7. 7. O ser humano é adaptado ao seu ambiente, e como afirma Cortella (2008), quando o grau de adaptação é superior ao grau de flexibilidade as mudanças de um dado animal, inclusive o ser humano, pode desaparecer. No que tange a ciência da evolução humana ou a paleoantropologia, Cortella (2008) expõe que opaleoantropologia, Cortella (2008) expõe que o homem é da ordem dos primatas, ou seja, teve como ancestrais em algum momento os símios. Há registro de fósseis de mais ou menos 22 milhões de anos.
  8. 8. No decorrer desses milhares de anos que se passaram, muitas alterações surgiram no sistema biológico humano o que segundo Cortella (2008) morosamente foi superando a desvantagem da não especialização humana. DificuldadesDificuldadesDificuldadesDificuldades eeee evoluçõesevoluçõesevoluçõesevoluções Há uma confluência de expressões entre Aranha (1989) e Cortella (2008), principalmente no que tange a cultura. O termo cultura é “de origem romana, originária de colere, que significa habituar-se, tomar conta, criar e preservar”, segundo Hannah Arendt (apud ARANHA, 2006, p. 68).
  9. 9. Para Aranha (1989) a cultura pode ser entendida como: [...] a transformação que o homem exerce sobre a natureza, mediante o trabalho, os instrumentos e as ideias utilizados nessa transformação, bem como os produtos resultantes. E, mais ainda, nesse processo, o homem se auto-produz, se faz a siprocesso, o homem se auto-produz, se faz a si mesmo um homem. Cortella (2008, p. 39) também considera que o meio ambiente, bem como a produção e intervenção do homem estão ligados à cultura, pois “Esse meio ambiente humano, por nós produzido e no qual somos produzidos, é a cultura.”.
  10. 10. No segundo sentido entende-se que há uma referência ao sentido de interesses específicos por isso ou aquilo, seja, nas artes ou nas manifestações intelectuais. No sentido restrito o que se faz é um recorte, e desta forma considerar-se-á orecorte, e desta forma considerar-se-á o seu sentido mais prenotado, seja ele intelectual, filosófico, cientifico, artístico, literário ou religioso.
  11. 11. Nessa disputa conceitual, Cortella (2008, p. 37) assevera que cultura é um “conjunto dos resultados da ação do humano sobre o mundo por intermédio do trabalho.”. Alega inclusive que o homem se faz homem inserido e por conta de uma cultura, pois “o Homem não nasce humano, se sim, torna-se“o Homem não nasce humano, se sim, torna-se humano na vida social e histórica no interior da Cultura.” Assim, o ser do conhecimento, é o ser da cultura.
  12. 12. O Conhecimento VulgarO Conhecimento VulgarO Conhecimento VulgarO Conhecimento Vulgar: Caracteriza-se pelas experiências vividas ou transmitidas por alguém; Considerado superficial e passivo;Considerado superficial e passivo; A linguagem do conhecimento vulgar é utilizada no dia a dia.
  13. 13. Conhecimento FilosóficoConhecimento FilosóficoConhecimento FilosóficoConhecimento Filosófico Caracteriza pelas reflexões do homem e por instrumento exclusivo a racionalidade; Não se restringe nos dados experimentais;Não se restringe nos dados experimentais; Constitui nos valores de forma crítica e reflexiva;
  14. 14. Conhecimento TeológicoConhecimento TeológicoConhecimento TeológicoConhecimento Teológico Caracteriza por basear-se exclusivamente na fé humana; O teólogo é essencial para interpretar e explicar os textos divino; Trata-se do sobrenatural, da essência e da existência do ser humano, e da relação Deus com o homem. Lakatos e Marconi (2003) expõem que suas verdades são consideradas inquestionáveis;
  15. 15. CONHECIMENTO CIENTÍFICOCONHECIMENTO CIENTÍFICOCONHECIMENTO CIENTÍFICOCONHECIMENTO CIENTÍFICO o Caracteriza por ser metódico, sistemático da realidade, rigoroso, exato e objetivo; o Galliano (1996) explica os fatos através dao Galliano (1996) explica os fatos através da observação, investigação e experimentação;
  16. 16. O que se pode inferir é que independente do tipo de conhecimento, o ser humano, é o ser que conhece pela racionalidade e objetividade da compreensão da realidade. É conveniente o entendimentoda realidade. É conveniente o entendimento de que todo conhecimento tem sua verdade relativa.
  17. 17. O CONHECIMENTO CIENTÍFICO: uma compreensão imprescindível Como nosso intuito na Universidade é o conhecimento científico, cumpre apresentar que a ciência se embasa na racionalidade e na objetividade, pois para Galliano (1996, p. 25)“Conhecimento científico racional é aquele que: 1. É constituído porcientífico racional é aquele que: 1. É constituído por conceitos, julgamentos e raciocínios, não por sensações, imagens, modelos de conduta, etc.”. Para o autor o conhecimento científico objetivo “[...] alcança a exatidão da realidade, segundo o nível dos meios de observação, investigação ou experimentação de sua época.” .
  18. 18. O conhecimento científico apresenta características básicas e de fácil identificação segundo Galliano (1996). Para o autor é possível discutir treze características, tais sejam: o conhecimento científico atém-se aos fatos, transcende os fatos, é analítico, requer exatidão e clareza, é comunicável, é verificável, depende declareza, é comunicável, é verificável, depende de investigação metódica, é sistemático, busca e aplica leis, é explicativo, pode fazer predições, é aberto e útil.
  19. 19. Galliano (1996, p. 27) assevera que [...] todas as investigações, descobertas, novas técnicas e hipóteses da atividade científica devem ser comunicadas, a fim de que se multipliquem ascomunicadas, a fim de que se multipliquem as possibilidades de sua confirmação ou refutação. Só assim o resultado de um trabalho pode ser reconhecido como científico.
  20. 20. Como o intuito dessas linhas era discutir sobre o ser humano em constante busca pelo conhecimento, apresentamos as características básicas que diferencia ocaracterísticas básicas que diferencia o homem dos demais animais, mostrando que o trabalho e a cultura lhe possibilitam a humanização. Grande diferença para os demais animais.
  21. 21. Dentre as diferenças está a condição de produção do conhecimento. Nesse ínterim é preciso despertar nos acadêmicos o gosto pela produção científica e o despertar para a construção do conhecimento pelas própriasconstrução do conhecimento pelas próprias mãos. Então, o que é conhecer?
  22. 22. ARANHA, Maria Lúcia Arruda. HistóriaHistóriaHistóriaHistória dadadada EducaçãoEducaçãoEducaçãoEducação eeee dadadada PedagogiaPedagogiaPedagogiaPedagogia.... São Paulo: Moderna, 2006. CORTELLA, Mário Sérgio. AAAA escolaescolaescolaescola eeee oooo conhecimentoconhecimentoconhecimentoconhecimento.... 12. ed. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2008. GALLIANO, Guilherme. OOOO métodométodométodométodo científicocientíficocientíficocientífico:::: teoriateoriateoriateoria eeee práticapráticapráticaprática. São Paulo: Harbra, 1996. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. FundamentosFundamentosFundamentosFundamentos dededede metodologiametodologiametodologiametodologia científicacientíficacientíficacientífica. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2010.
  23. 23. Contatos: andreakochhann@yahoo.com.br Face: GEFOPI AndréaFace: GEFOPI Andréa

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