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Encontro Paper 3.pptx

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  1. 1. ENCONTRO PAPER 3
  2. 2. Conversa SELVAGEM Ailton Krenak e Marcelo Gleiser – 17/04/2020 https://www.youtube.com/watch?v=xeAI7GDOefg Caetano Veloso – Um Índio: E aquilo que nesse momento se revelará aos povos Surpreenderá a todos não por ser exótico Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto Quando terá sido o óbvio...
  3. 3. Ecologia do Saber Vagner do Nascimento https://www.youtube.com/watch?v=hNxQsVnbRbQ&index=11&list=PL A9qHoDitstqENOIYLdWy-r7JZbRXC_c2 [2:19‘]
  4. 4. Felwine Sarr https://www.youtube.com/watch?v=eVS21_c7gDY
  5. 5. É possível pensar um mundo de igualdade na diferença sem pensar outras epistemologias?
  6. 6. Sílvia Cusicanqui • Não se trata de ignorar os clássicos do Norte, mas de estabelecer uma relação crítica eu-tu, e não privilegiá-los em detrimento de outros saberes que desafiam a lógica dada; desenvolver a “mirada periférica”, perceber que há uma gramática de ação na realidade. Valorizar a vagância, a itinerância, olhar as coisas “sem importância”, sem olhar nada em particular, conjugada com os outros sentidos. • Epistemologia como ética, como um “conhecer com o corpo”, como uma autoconstrução a partir do diálogo. Uma ética que se transforma em estética, um pensar em comum que é também um fazer em comum. • [Paulo Freire: a cabeça pensa onde os pés pisam]
  7. 7. EPISTEMOLOGIAS DO SUL Boaventura de Sousa Santos e Maria Paula Meneses • Nos últimos dois séculos dominou uma epistemologia que eliminou da reflexão epistemológica o contexto cultural e político da produção e reprodução do conhecimento. • Quais as consequências de tal descontextualização? São possíveis outras epistemologias? • Impacto do capitalismo e do colonialismo modernos na construção das epistemologias dominantes. • Não há epistemologias neutras. Contextuais. • Toda a experiência social produz e reproduz conhecimentos. _____________________________________________________________ • Epistemologia = toda a noção ou ideia, refletida ou não, sobre as noções do que conta como conhecimento válido.
  8. 8. EPISTEMOLOGIAS DO SUL Boaventura de Sousa Santos e Maria Paula Meneses Ideias mestras compartilhadas pelos diferentes autores ao longo do livro: 1. Epistemologia dominante é uma epistemologia contextual assentada numa dupla diferença: a diferença cultural do mundo moderno cristão ocidental e a diferença política do colonialismo e capitalismo → pretensão de universalidade plasma a ciência moderna, resultado da intervenção epistemológica baseada na força com que a intervenção política, econômica e militar do colonialismo e do capitalismo modernos se impuseram aos povos e culturas não- ocidentais e não-cristãos; 2. Epistemicídio: supressão dos conhecimentos locais → homogeneização do mundo, obliterando as diferenças culturais. 3. Ciência moderna não foi, nos últimos dois séculos, nem um mal incondicional nem um bem incondicional. Ela própria é diversa internamente, o que lhe permite intervenções contraditórias na sociedade → institucionalidade (legitimação). 4. Crítica desse regime epistemológico é possível devido a um conjunto de circunstâncias → revolução da informação e da comunicação. Visualização da diversidade cultural e epistemológica do mundo; visibilidade fruto dos movimentos sociais, de novas dinâmicas. 5. Reconhecimento da diversidade epistemológica tem lugar no interior assim como na relação entre ciência e outros conhecimentos. Epistemologias do sul.
  9. 9. EPISTEMOLOGIAS DO SUL Boaventura de Sousa Santos e Maria Paula Meneses “(...) o colonialismo, para além de todas as dominações por que é conhecido, foi também uma dominação epistemológica, uma relação extremamente desigual de saber-poder que conduziu à supressão de muitas formas de saber próprias dos povos e/ou nações colonizados. As epistemologias do sul são o conjunto de intervenções epistemológicas que denunciam essa supressão, valorizam os saberes que resistiram com êxito e investigam as condições de um diálogo horizontal entre conhecimentos. A esse diálogo entre saberes chamamos ecologias dos saberes” (p.13). [Epistemologias do Sul: desmonumentalizar o ocidente – aumentar a conversa do mundo – outras conversas, outros sujeitos que não cabem na concepção ocidental do mundo]
  10. 10. PARA ALÉM DO PENSAMENTO ABISSAL Boaventura de Sousa Santos • Concessão à ciência moderna do monopólio da distinção universal entre o verdadeiro e o falso → formas científicas e não-científicas de verdade. • Invisibilidade de formas de conhecimento (desaparecem como conhecimentos relevantes, compreensíveis ou comensuráveis por se encontrarem para além do universo do verdadeiro e do falso). Exclusão. • Não existe justiça social global sem justiça cognitiva global. • “Na ecologia de saberes a busca de credibilidade para os conhecimentos não-científicos não implica o descrédito do conhecimento científico” (todos os conhecimentos têm limites internos e externos – intervenção no real): “A utopia do interconhecimento é aprender outros conhecimentos sem esquecer os próprios. É esta a tecnologia de prudência que subjaz à ecologia dos saberes. Ela convida a uma reflexão mais profunda sobre a diferença entre a ciência como conhecimento monopolista e a ciência como parte de uma ecologia dos saberes” (p.47). • Todos os conhecimentos sustentam práticas e constituem sujeitos. • Tradução intercultural (possibilidades – impasses) • Incompletude • Proposta de um programa de pesquisa para a construção epistemológica de uma ecologia dos saberes (p. 55).
  11. 11. DAVI KOPENAWA Estou sempre em busca de outras palavras; palavras que eles ainda não conhecem. Quero que se surpreendam e que prestem atenção. (...) São palavras que vêm do primeiro tempo, mas que, apesar disso, vou buscar no fundo de mim.
  12. 12. Cultura com aspas Manuela Carneiro da Cunha • “O pensamento indigenista, ou seja, como os índios são pensados pelos que os regiam – políticos, administradores ou missionários -, é e sempre foi histórico. Sua historicidade significa que não intervêm na política indigenista apenas conveniências e expedientes, mas todo um debate de ideias renovado a cada época por novas razões ao mesmo tempo religiosas ou filosóficas, políticas, sociais, jurídicas, em suma, todo um universo de representações...” (p.10). • “Numa surpreendente mudança de rumo ideológico, as populações tradicionais da Amazônia, que até recentemente eram consideradas como entraves ao “desenvolvimento’, ou na melhor das hipóteses como candidatas a ele, foram promovidas à linha de frente da modernidade. Essa mudança ocorreu basicamente pela associação entre essas populações e os conhecimentos tradicionais e a conservação ambiental. Ao mesmo tempo, as comunidades indígenas, antes desprezadas ou perseguidas pelos vizinhos da fronteira, transformaram-se de repente em modelos para os demais povos amazônicos despossuídos” (p.277). • Conhecimentos tradicionais são conjuntos duradouros de formas particulares de gerar conhecimentos. O conhecimento tradicional, segundo essa visão, não é necessariamente antigo. Tradicionais são seus procedimentos – suas formas, não seus referentes” (p.365)
  13. 13. Relações e dissensões entre saberes tradicionais e saber científico Manuela Carneiro da Cunha • Enorme diferença entre os conhecimentos tradicionais e o saber científico. • O conhecimento científico se afirma, por definição, como verdade absoluta, até que outro paradigma o venha a sobrepujar. • Universalidade do conhecimento científico não se aplica aos saberes tradicionais (que acolhem as diferenças). • Há pelo menos tantos regimes de conhecimento tradicional quanto existem povos. • Ambos são formas de procurar saber e agir sobre o mundo. E ambos são obras abertas, inacabadas, se fazendo constantemente. • Conhecimento tradicional consiste tanto ou mais em seus processos de investigação quanto nos acervos já prontos transmitidos pelas gerações anteriores. Processos. Modos de fazer. Outros protocolos. • Tempo de experimentação • Profundas diferenças quanto à definição e ao regime.
  14. 14. Relações e dissensões entre saberes tradicionais e saber científico Manuela Carneiro da Cunha • O conhecimento científico é hegemônico. • É possível criar pontes entre eles? • Lógicas diferentes. Unidades conceituais/unidades perceptuais (qualidades sensíveis). Lévi- Strauss. • Lógica conceitual→ gerou grandes conquistas tecnológicas e científicas • Lógica perceptual → permite descobertas, invenções e associações notáveis (fundamentado no peso das experiências visuais, auditivas e perceptivas). • O que as ciências tradicionais podem aportar à ciência? Farmacologia, medicina tradicional, saber ecológico ___________________________________________________________________ Não é simples validação de conhecimentos tradicionais (condescendência), mas reconhecimento de que os paradigmas e práticas das ciências tradicionais são fontes potenciais de inovação da nossa ciência. Um dos corolários dessa postura é que as ciências tradicionais devem continuar funcionando e pesquisando.
  15. 15. Relações e dissensões entre saberes tradicionais e saber científico Manuela Carneiro da Cunha • Conhecimento tradicional considerado patrimônio da humanidade até 1992 – propriedade intelectual. • Patentes • Biopirataria por estrangeiros e por brasileiros. • O Brasil “está perdendo uma oportunidade histórica, a de instaurar um regime de colaboração e intercâmbio respeitosos com suas populações tradicionais” (p.309). • Desenvolver ciência e tecnologia para a floresta de pé – conhecimentos tradicionais e científicos lado a lado, em interação e colaboração, não fusão. Seu valor está na diferença. Encontrar os meios institucionais adequados para preencher três condições: 1. Reconhecer e valorizar as contribuições dos saberes tradicionais para o conhecimento científico; 2. Fazer participar as populações que as originaram nos seus benefícios; 3. Preservar a vitalidade da produção do conhecimento tradicional.
  16. 16. A serpente cósmica Jeremy Narby (1995) • “Minha hipótese sugere que o DNA descrito pelos cientistas corresponde às essências animadas, comuns a todas as formas de vida, às quais os xamãs se referem e com as quais se comunicam em transe. No entanto, a biologia moderna se fundamenta na ideia de que a natureza não tem inteligência nem objetivo, ou seja, não está animada por espírito algum nem pode se comunicar”. • Os xamãs levam a consciência até o nível molecular, recebendo, a partir daí, informação biomolecular. • Possibilidade de se estabelecer uma conexão entre a rede formada pelo conjunto dos seres vivos à base de DNA e uma consciência humana, só perceptível em estado de consciência alterada. • O acaso é a única verdadeira fonte de inovação - natureza desprovida de intenção → “postulado da objetividade” impede que seus seguidores enxerguem qualquer intenção na natureza → a abordagem racional tende a minimizar aquilo que ela não entende. • Ângulo cego do olhar racional e fragmentado da biologia contemporânea, explicando por que razão minha hipótese está previamente condenada.
  17. 17. A serpente cósmica Jeremy Narby “Os acordos da ECO 92, assinados pelos governos do mundo, reconhecem o valor dos conhecimentos dos povos indígenas em matéria de botânica e biodiversidade, além de afirmar a importância de remunerá-los “equitativamente”. Apesar disso, como creio ter mostrado neste livro, o mundo ocidental não está pronto para se envolver num diálogo verdadeiro com esses povos, dado o bloqueio epistemológico que impede a ciência biológica de receber aquele saber. A meu ver, tal incapacidade para o diálogo paradoxalmente constitui uma vantagem para os povos indígenas, dando-lhes algum tempo para que se preparem. De fato, se a hipótese aqui elaborada estiver correta (mesmo não coincidindo com os pressupostos atuais da biologia), isso significa que eles dispõem não só de preciosos conhecimentos sobre plantas e remédios específicos como também de uma verdadeira fonte insuspeitada de saber biomolecular, de valor financeiro inestimável, relevante principalmente para a ciência do futuro”. (p.150) “O xamanismo do qual os povos da Amazônia são os guardiões representa um acúmulo milenar de saber, no ponto mais biologicamente diversificado da Terra”.
  18. 18. A serpente cósmica Jeremy Narby “O racionalismo separa as coisas para compreendê-las. Mas as suas disciplinas fragmentárias têm perspectivas limitadas e ângulos cegos (...) Para chegar a uma compreensão mais completa da realidade, a ciência terá que mudar a sua observação. Poderá o xamanismo ajudar a ciência a se desfocar? Minha experiência indica que a abordagem do saber xamânico requer a consideração de um grande número de disciplinas e a reflexão sobre a forma como elas se encaixam entre si”. (p.163)

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