Diversidade religiosa parte 1

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Apresentação sobre conceito de religião, origem do sentimento religioso, seu desenvolvimento ao longo da história, e aspectos das doutrinas das principais religiões do mundo. (Hinduísmo, Budismo, Judaísmo, Islamismo, Cristianismo, Umbanda e Espiritismo).

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Diversidade religiosa parte 1

  1. 1. Tolerância Religios a Conhecer para Respeitar
  2. 2. O que, afinal, é religião? • A religião é uma das formas da produção espiritual, cuja história não pode ser desvinculada do desenvolvimento econômico e social global da sociedade. • Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas.
  3. 3. • Dentro do que se define como religião pode-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de fato muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É fato que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades ou deuses. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.
  4. 4. • Em seu sentido geral e sociocultural, a religião é um conjunto cultural suscetível de articular todo um sistema de crenças em Deus ou num sobrenatural e um código de gestos, de práticas e de celebrações rituais; admite uma dissociação entre a “ordem natural” e a “ordem sacral” ou sobrenatural. Toda religião acredita possuir a verdade sobre as questões fundamentais (as chamadas questões metafísicas) do homem, mas apoiando-se sempre numa fé ou crença.
  5. 5. Questões metafísicas • A metafísica clássica ocupa-se das "questões últimas" da filosofia, tais como: há um sentido último para a existência do mundo? A organização do mundo é necessariamente essa com que deparamos, ou seriam possíveis outros mundos? Existe um Deus? Se existe, como podemos conhecê-lo? Existe algo como um "espírito"? Há uma diferença fundamental entre mente e matéria? Os seres humanos são dotados de almas imortais? São dotados de livre arbítrio? Tudo está em permanente mudança, ou há coisas e relações que, a despeito de todas as mudanças aparentes, permanecem sempre idênticas?
  6. 6. Complexidade a que estamos submetidos • http://htwins.net/scale2/lang.html
  7. 7. Morte e Religião • Os registros mais frequentes na arqueologia pré histórica são em relação aos ritos funerários que constituem as fontes mais antigas das ideias religiosas de nossos remotos antepassados. • As cerimônias funerárias são universais e tão antigas quanto o homem. • Algumas características: - Crença na existência pós-morte. – Convencimento da permanência da personalidade. – Necessidade de honrar os mortos. • Diferentes interpretações para o pós-morte: - Entrada em um lugar situado nos céus ou abaixo da terra. – Lugar de delícias ou suplícios. – Reencarnação em outros corpos (humanos ou animais). – o vagar invisível dos espíritos por este mundo . • Esses são aspectos fundamentais na história das religiões.
  8. 8. Arte e religião • Estão unidos estreitamente ao longo de toda história. Sem a arte as ideias religiosas careceriam de uma aparência brilhante, grandiosa, comovedora e de um meio de acolher, ensinar e dirigir os fiéis. • As cavernas pintadas do paleolítico são as precursoras dos templos ricamente decorados.
  9. 9. Aspectos das religiões primitivas • O primitivo vivia aterrorizado pelos os espíritos invisíveis (visíveis e quase reais em sua imaginação), agentes de todas enfermidades e catástrofes, que em sua maioria não explicam a partir de causas naturais, mas atribuem aos mortos ou encantamentos. • Em todos continentes se encontram registros de magia que incluem ritos a partir da convicção de que qualquer ação que se execute sobre a reprodução de um ser repercute sobre o original. • Animismo: a manifestação religiosa imanente a todos os elementos do Cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, fungos, vegetais) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite); Tudo no Cosmo tem ânima; • Todo o ânima é transferível; • Totemismo: É a crença de que existem traços de parentesco entre um grupo humano e outro grupo de seres ou objetos. • Prática comum entre os povos imobilizar o cadáver.
  10. 10. Período Neolítico • Com o início da agricultura (que representou uma revolução fundamental para a vida humana, jamais superada) e a domesticação de animais (em que a mulher teve um papel fundamental), se produziu uma inversão de papéis entre o homem e a mulher, dando início ao matriarcado. • Passagem do nomadismo ao sedentarismo: início da cidade, cidade-estado e ao estado propriamente dito. Passagem da era dos clãs a era dos impérios. • Origem do culto a grande deusa mãe, que foi predominante durante o neolítico sob diversas formas, persistindo até nossos dias, quando falamos em mãe natureza, mãe terra, ou simplesmente natureza, estamos usando dessa tradição.
  11. 11. Algumas ideais religiosas dos primitivos semelhantes a atuais • Na polinésia, os maoris possuíam ideias religiosas semelhantes ao cristianismo. Acreditavam num Deus supremo, bom, providente. Criador e ordenador da divisão da luz e trevas, da água e da terra. • Os Índios da América do Norte: creem num grande espírito na origem e senhor de todos os seres, geralmente confunde-se com o céu (em quase todas religiões aparece essa divindade primordial); O grande dilúvio é aspecto constante em toda a América; O sol como símbolo da vida e cultos em sua homenagem (aspecto quase universal). • As tribos Yamatas adoravam a um Deus supremo com poderes absolutos sobre a vida e a morte, invisível, residente no céu e que julga os homens por suas ações. • Pratica comum a diversas religiões foi também a divinização de seres humanos, as famílias reinantes, normalmente como descendentes do sol, o princípio básico.
  12. 12. As religiões da Índia • Complexidade de ideais religiosas e filosóficas, assim como, sua expressão artística em diversos estilos e suas inumeráveis línguas. • O povo Indiano foi sempre gente muito piedosa, inclinados ao misticismo e grandes aficcionados pela filosofia e seus livros sagrados estão repletos de complexas questões metafísicas (no entanto a filosofia na Índia não alcançou a absoluta independência que obtiveram os gregos, isto limitou sua constituição como ciência a parte livre de complicações teológicas). O princípio básico é que o mundo nasceu da ignorância, e a ignorância é criadora, por isso a missão da religião é libertasse da existência pelo conhecimento. • O Brahma é Deus. Para conhecê-lo deve-se amar e se reconhecer em todos os seres, assim se chega a seu próprio ser (Atman) que abarca o todo. Esse é o fundamento do famoso panteísmo Indiano, que afirma que Deus e o universo se identificam em um só ser.
  13. 13. • Uma das escolas religiosas-filosóficas Indianas mais conhecidas no ocidente é o Yoga que valoriza a prática da saúde física e mental. Ele se subdivide em sete subescolas, a mais espiritual se baseia em cinco princípios essenciais: O homem possui muitas existências, é parte do grande organismo do universo, onde tudo progride até um fim superior em que se cumprirá a perfeição final e absoluta; o homem está submetido a lei de causa e efeito, seus atos anteriores ao momento presente são determinantes inevitáveis de consequências, mas é dono de seu futuro segundo seus atos atuais; não existe o pecado, o perdão nem a redenção o homem tem 5 planos de consciência: física, emocional, intelectual, intuitiva e volitiva, e geralmente exercita as inferiores esquecendo-se das superiores; o objetivo do homem é penetrar na existência de todas consciências.
  14. 14. O hinduísmo • É o complexo de ideias religiosas que se forma no começo da nossa era, de procedência da religião védica (Os Vedas são os textos mais antigos do hinduísmo, e também influenciaram o Budismo, o Jainismo e o Sikhismo. Os Vedas contêm hinos, encantamentos e rituais da Índia antiga. Juntamente com o Livro dos Mortos, com o Enuma Elish, I Ching e o Avesta, eles estão entre os mais antigos textos religiosos existentes. Além de seu valor espiritual, eles também oferecem uma visão única da vida cotidiana na Índia antiga. • Temas proeminentes nas (porém não restritos às) crenças hinduístas incluem o darma (ética hindu), samsara (o contínuo ciclo do nascimento, morte e renascimento), carma (ação e consequente reação), mocsa (libertação do samsara), e as diversas iogas (caminhos ou práticas).
  15. 15. • O Bhagavadgita: Se trata de setecentas estrofes do Mahabharata que são o laço de união entre todos os hinduístas. Uma das principais crenças é a transmigração das almas, que supõe que quando um homem morre, seu espírito volta a reencanar em outro homem, em um animal ou em outro ser. Se a vida que teve foi justa voltará a existência em uma forma superior, se não voltará em uma casta inferior, se foi um grande pecador voltará como um animal imundo. • O hinduísmo é visto como a mais complexa de todas as religiões históricas vivas do mundo • Como doutrina é vago, variado, ironicamente, diz-se que o que une os hinduístas é a crença na vaca como animal sagrado. • Há um sistema rígido de castas. • Brahma cria mundos e eras; Vishnú conserva o universo e rege as leis naturais, Shiva destrói o universo ao final de cada era e o ciclo volta a se refazer.
  16. 16. • Possui crenças opostas, desde a crença em um Deus único, até o mais exagerado politeísmo. • uma grande quantidade de hindus acabaram por abraçar o vegetarianismo numa tentativa de respeitar formas superiores de vida, restringindo a sua dieta a plantas e vegetais. Cerca de 30% da população hindu atual, especialmente em comunidades ortodoxas no sul da Índia, em alguns estados do norte como o Guzerate e em vários enclaves brâmanes à volta do subcontinente, é vegetariana. Portanto, enquanto o vegetarianismo não é um dogma, é recomendado como sendo um estilo de vida sátvico (purificado). • Contrário a crença popular, o hinduísmo prático não é politeístico nem estritamente monoteístico. A variedade de deuses que são adorados pelos hindus são compreendidos como diferentes formas da Verdade Única, algumas vezes vistos como mais do que um mero Deus e um último terreno Divino (Brahman), relacionado mas não limitado ao monismo, ou um princípio monoteístico como Vishnu ou Xiva.
  17. 17. • Acreditando na origem única como sem forma (nirguna brahman, sem atributos) ou como um Deus pessoal (saguna Brahman, com atributos), os Hindus compreendem que a verdade única pode ser vista de forma variada por pessoas diferentes. O Hinduísmo encoraja seus devotos a descreverem e desenvolverem um relacionamento pessoal com sua deidade pessoal escolhida (ishta devata) na forma de Deus ou Deusa. • A maioria dos Hindus adora muitos deuses como expressões variadas do mesmo prisma da Verdade. Entre os mais populares estão Vishnu (como Krishna ou Rama), Shiva, Devi, Ganesha, Skanda e Hanuman.
  18. 18. • O hinduísmo baseia-se no "tesouro acumulado de leis espirituais descobertas por diferentes pessoas em diferentes tempos.“ As escrituras foram transmitidas oralmente, na forma de versos - para auxiliar na sua memorização, muitos séculos antes de serem escritos. Ao longo dos séculos diversos sábios refinaram estes ensinamentos e expandiram o cânone. Na crença hindu pós-védica e moderna a maior parte das escrituras não costuma ser interpretadas literalmente; dá-se mais importância aos significados éticos e metafóricos derivados deles • A história de Krishna é uma das mais belas epopéias Indianas, com ela o amor entre os amantes é o símbolo do que mutuamente sentem Deus e a alma humana. • “O coração de um homem alcança a pureza quando ama qualquer coisa e está disposto a sacrificar sua vida por um animal insignificante”. • “Deves amar a teu próximo como a ti mesmo, porque tu és esse próximo; é ilusório crer que esse próximo seja outro que tu.” • Os hinduistas são tolerantes com todas as religiões, pois consideram; “esforços da alma humana de alcançar o absoluto”
  19. 19. O Budismo • Budismo é uma religião, não-teísta que abrange uma variedade de tradições, crenças e práticas, baseadas nos ensinamentos atribuídos a Siddhartha Gautama, mais conhecido como Buda (páli/sânscrito: "O Iluminado"). Buda viveu e desenvolveu seus ensinamentos no nordeste do subcontinente indiano, entre os séculos VI e IV a. C. • Ele é reconhecido pelos adeptos como um mestre iluminado que compartilhou suas ideias para ajudar os seres sencientes a alcançar o fim do sofrimento, alcançando o Nirvana (uma superação do apego aos sentidos, do material e da ignorância; tanto como a superação da existência, a pureza e a transgressão do físico.) e escapando do que é visto como um ciclo de sofrimento do renascimento.
  20. 20. • Via para salvação é o nobre caminho das oitos trilhas: Enxergar a realidade como ela é, não como ela parece ser; Intenção de renúncia, libertação e inofensividade; Falar de forma verdadeira e não agressiva; Agir de forma não agressiva; Viver de forma não agressiva; Se esforçar para melhorar; Estar atento para enxergar as coisas com a consciência clara; Correta meditação e concentração. estar consciente da realidade presente dentro de si mesmo, sem qualquer desejo ou aversão; • Buda não ensina a adorar Deuses, não inventa nenhum.
  21. 21. • De acordo com o Cânone Páli, As Quatro Nobres Verdades foram os primeiros ensinamentos deixados pelo Buda depois de atingir o nirvana. Algumas vezes, são consideradas como a essência dos ensinamentos do Buda. • a vida como a conhecemos é finalmente levada ao sofrimento e/ou mal-estar (dukkha), de uma forma ou outra; • o sofrimento é causado pelo desejo (trishna). Isso é, muitas vezes, expressado como um engano agarrado a um certo sentimento de existência, a individualidade, ou para coisas ou fenômenos que consideramos causadores da felicidade e infelicidade. O desejo também tem seu aspecto negativo;
  22. 22. • O Carma é a força de samsara sobre alguém. Boas ações e/ou ações ruins geram "sementes" na mente, que virão a aflorar nesta vida ou em um renascimento subsequente. • o sofrimento acaba quando termina o desejo. Isso é conseguido através da eliminação da ilusão (maya), assim alcançamos um estado de libertação do iluminado (bodhi); • esse estado é conquistado através dos caminhos ensinados pelo Buda.
  23. 23. • Cada renascimento ocorre dentro de um dos seis reinos, de acordo com os nossos reinos de desejos, podendo variar de acordo com as escolas: • seres dos infernos: aqueles que vivem em um dos muitos infernos; • preta: o reino de seres que padecem de necessidades sem alívio, sofrimento, remorsos, fome, sede, nudez, miséria, sintomas de doenças, entre outros; • animais: um espaço de divisão com os humanos, mas considerado como outra vida; • seres humanos: um dos reinos de renascimento, em que é possível atingir o nirvana. • semideuses: variavelmente traduzido como "divindades humildes", titãs e antideuses; não é reconhecido pelas escolas Teravada e Maaiana, que os consideram como devas de nível mais baixo; • deva: comparado ao paraíso;
  24. 24. • Cinco mandamentos: não matar, não mentir, não roubar, não desejar a mulher do próximo e não tomar bebidas alcoólicas

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