Cartilha de segurança do trabalho no setor calçadista

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A presente cartilha compreende em muitos anos de estudo e é deveras funcional.
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Cartilha de segurança do trabalho no setor calçadista

  1. 1. A-PDF Merger DEMO : Purchase from www.A-PDF.com to remove the water Cartilha de SEGURANÇA EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA CALÇADOS Requisitos Mínimos de Proteção MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO E EMPREGO NO ESTADO DO Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins RIO GRANDE DO SUL Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial
  2. 2. Cartilha deSEGURANÇA EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA CALÇADOS Requisitos Mínimos de Proteção MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO E EMPREGO NO ESTADO DO Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins RIO GRANDE DO SUL Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial 1ª Edição Novo Hamburgo, RS 2010
  3. 3. EXPEDIENTE Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins PRESIDENTE Heitor Schreiber VICE-PRESIDENTES Davilson Nogueira Marlos Schmidt Raul Ludwig Junior DIRETORA EXECUTIVA Isabel Aguiar EQUIPE TÉCNICA Cristiane Stoffel Daniel Steigleder Kelli Prado CONSULTORES Marcelo Adriano Eduardo Fernando Michelon PROJETO GRÁFICO Ônix Design GráficoABRAMEQ - Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins Rua Lucas de Oliveira, nº 49 - Sala 304 - Centro Novo Hamburgo / RS (51) 3594.2232 www.abrameq.com Ficha Catalográfica ABRAMEQ / SEBRAE-RS Cartilha de Segurança em Máquinas e Equipamentos para Calçados - Requisitos Mínimos de Segurança - Novo Hamburgo / RS, 2010 84 p. ; il. ISBN 978-85-61804-01-5
  4. 4. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO E EMPREGO NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL MINISTRO DO TRABALHO E EMPREGO Carlos LupiSUPERINTENDENTE REGIONAL DO TRABALHO E EMPREGO NO RIO GRANDE DO SUL Heron de Oliveira MTE - Ministério do Trabalho e Emprego Av. Mauá, 1013 - Centro Porto Alegre / RS (51) 3213.2800 www.mte.gov.br
  5. 5. PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO NACIONAL Adelmir Santana DIRETOR PRESIDENTE Paulo Tarciso Okamotto DIRETOR TÉCNICO Carlos Alberto dos Santos DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS José Claudio dos Santos GERENTE UNIDADE ATENDIMENTO COLETIVO INDÚSTRIA Miriam Machado ZitzCOORDENAÇÃO NACIONAL DA CADEIA PRODUTIVA DE COURO E CALÇADOS Anna Patrícia Teixeira Barbosa SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SEPN Qd. 515 - Bloco C - 4º andar UAC Industrial - Bairro Asa Norte Brasília / DF (61) 3348.7282 www.sebrae.com.br
  6. 6. PRESIDENTE Milton Cardoso VICE-PRESIDENTES Almir Manoel Atanazo dos Santos Caetano Bianco Neto Elcio Jacometi José Carlos Brigagão do Couto Luiz Raul Aleixo Barcelos Marco Lourenço Muller Marcio Utsch Paulo Eloi Grings Paulo Roberto Scheffer Ramon Alves Amaral Raul Gastão Klein Ricardo José Wirth Wagner Aecio Poli DIRETORES EXECUTIVOS Rogério Dreyer Heitor Klein CONSULTOR Haroldo FerreiraABICALÇADOS - Associação Brasileira das Indústrias de Calçados Rua Aluízio de Azevedo, 60 - Centro Novo Hamburgo / RS (51) 3594.7011 www.abicalcados.com.br
  7. 7. DIRETORIA EFETIVA CONSELHO FISCAL EFETIVO PRESIDENTE Elário Enio Becker Alvaro Davi Boessio Paulo César da Silveira Santos 1º VICE-PRESIDENTE José Leocir Conceição João Nadir Pires 2º VICE-PRESIDENTE CONSELHO FISCAL SUPLENTE Joâo Ricardo Schaab SECRETÁRIO Aloí Teles Moreira Nelson Gross Clenir Maria dos Santos 2º SECRETÁRIO Jair Eloi Brito da Silveira Roberto Muller TESOUREIRO DELEGADOS REPRESENTANTES EFETIVOS Nilvion Barreto Schroeder 2º TESOUREIRO Almir Dávila Pereira Álvaro José Guilherme da Cruz João Nadir Pires DIRETOR SOCIAL José Carlos Markeviski DELEGADOS REPRESENTANTES SUPLENTES DIRETOR DE PATRIMÔNIO Jandir Zaccaria João Henrique Vitorazzi DIRETOR DE DIVULGAÇÃO Nilvion Barreto Schroeder Norberto Beck DIRETORA DA MULHER Elvira Bervian Graebim SUPLENTES DA DIRETORIA Valdir Raimundo Ramos Juvelino Angelo de Bortoli Silvio Antonio Kirsch Gaspar de Mello Nehering Arlito Klein Eurico Dörr Mareli Hennika Delmar Land Marlene Amaral da Silva Davi Batista Rodrigues da SilveiraFederação dos Trabalhadores nas Indústrias do Calçado e do Vestuário do Rio Grande do Sul Rua Dr.Flores, 307 - Centro Porto Alegre / RS (51) 3227.5175
  8. 8. Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial PRESIDENTE Reginaldo Braga Arcuri DIRETORES Clayton Campanhola Maria Luisa Campos Machado Leal RESPONSÁVEL TÉCNICO Jorge Luís Ferreira Boeira EQUIPE TÉCNICA Vandete MendonçaABDI - Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial SBN Quadra 1 - Bloco B - Ed.CNC - 14º andar Brasília / DF (61) 3962.8700 www.abdi.com.br
  9. 9. APRESENTAÇÃO Em 2007 a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas eEquipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins-ABRAMEQ e aAssociação Brasileira das Indústrias de Calçados-ABICALÇADOS assumiramo desafio de construir, em parceria com o Ministério do Trabalho eEmprego e com a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Calçado edo Vestuário do Rio Grande do Sul, soluções que garantissem a segurançano trabalho nas operações de máquinas e equipamentos utilizados naindústria calçadista. Tal projeto tinha como diretriz desenvolver soluções tecnológicasque focassem a segurança do trabalhador em equilíbrio com a preservaçãoda viabilidade técnica e econômica da produção calçadista e das máquinasutilizadas neste processo. Com a parceria fundamental do Serviço Brasileiro de Apoio àMicro e Pequena Empresa-SEBRAE e da Agência Brasileira deDesenvolvimento Industrial-ABDI, uma série de ações foram desenvolvidaspara o alcance dos objetivos propostos. · Contratação de consultoria para mapear demandas relativas à segurança nas indústrias calçadistas e dar suporte à adequação das máquinas e equipamentos pelos fabricantes de máquinas; · Criação de Comissão Tripartite de Discussão de Segurança em Máquinas e Equipamentos para a Indústria Coureiro-calçadista; · Realização de uma série de reuniões com fabricantes de máquinas e calçados para identificar alternativas técnicas para adequação de máquinas; · Vinda ao Brasil de perita europeia em segurança de máquinas para iniciar trabalho de alinhamento entre normas brasileiras e europeias; · Realização de duas missões internacionais de técnicos brasileiros para alinhar informações e soluções utilizadas na garantia de segurança em máquinas no Brasil e na Europa;
  10. 10. SUMÁRIOPortaria/GAB/SRTE/RS/Nº 019 13Requisitos Gerais de Segurança em Máquinas 15e Equipamentos para CalçadosEtapas do Processo Produtivo de Calçados 17CAPÍTULO 1 - CORTEBalancim de Braço Móvel 23Balancim Ponte 25Máquina de Cortar Tiras por Rolo 27Máquina de Perfurar Tiras Pneumática 28Máquina de Riscar e Marcar Cortes 29Máquina de Dividir 30CAPÍTULO 2 - COSTURAMáquina de Aplicar Adesivo Hot Melt 33Máquina de Cambrê por Borrachão 34Máquina de Cambrê por Facão 35Máquina de Chanfrar Cortes 36Máquina de Colar Fita e Abrir Costura 37Máquina de Costura de 1 e 2 Agulhas 38Máquina de Costura Lateral 39Máquina de Costura Overlock (Strobel) 40Máquina de Dublar Contínua 41Máquina de Refilar 42Máquina de Tirar Rugas e Queimar Fio 43Máquina de Virar Corte 44Máquina de Rebater Costura 45Máquina Tampográfica 46Máquina de Refilar com Pezinho 47Máquina de Pregar Ilhós e Rebite 48Máquina de Pregar Enfeite 49Máquina de Bordar 50
  11. 11. CAPÍTULO 3 - MONTAGEMMáquina de Conformar Traseiro 53Máquina de Pregar Salto 54Máquina Boca de Sapo 55Estabilizador a Frio 56Forno Conformador 57Forno Reativador Horizontal 58Máquina de Aquecer Contraforte 59Máquina Automática de Assentar Salto e Rebater Traseiro 60Máquina de Prato Rotativo 61Máquina de Estirar Cano de Bota 62Máquina de Marcar Altura 63Máquina de Montar Bico 64Máquina de Montar Lado 65Máquina de Passar Cola 66Máquina de Reativar Couraça à Vapor 67Máquina de Rebater Planta 68Máquina de Tirar Rugas 69Dispositivo para Tirar Rugas (Ferro Quente) 70Máquina Pressurizada de Passar Cola 71Máquina de Montar Base com Passador de Cola 72Máquina de Montar Base com Injetor de Cola 73Máquina Sorveteira 74Escova 76Grampeadeira de Palmilha 77Esteira de Transporte 78Frezas Diversas e Lixadeiras 79Máquina de Montar Base e Enfranque 80Máquina de Alta Frequência 81Máquina de Carimbar 82Glossário 83Referências Normativas 84
  12. 12. PORTARIA/GAB/SRTE/RS/Nº 019 DE 03 DE FEVEREIRO DE 2009 Institui a Comissão Tripartite de Discussão de Segurança emMáquinas e Equipamentos para a Indústria Coureiro Calçadista. A Comissão Tripartite de Discussão de Segurança em Máquinase Equipamentos para a Indústria Coureiro Calçadista, composta pelosseguintes representantes:Representantes da Superintendência Regional do Trabalho e Empregono Rio Grande do Sul:Membros Titulares:- Rafael Jassen Gazzolla Aires de Araújo;- Aida Cristina Becker; e- Roberto Misturini.Membro Suplente:- Paulo Antônio Barros OliveiraRepresentantes da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias doCalçado e do Vestuário do Rio Grande do Sul:Membros Titulares:- João Nadir Pires;- Roberto Müller;- João Ricardo Schaab; e- Ângela Machado. 13
  13. 13. Representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados: Membros Titulares: - Rogério Dreyer; e - Edson de Morais Garcez. Membros Suplentes: - Haroldo Ferreira; e - Gisele de Morais Garcez. Representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins: Membros Titulares: - Marcelo Adriano da Silva; e - Eduardo Fernando Michelon. Membros Suplentes: - Sandra Corá Prelle; e - Pier Scheffel. AGRADECIMENTOS: Indústria de Máquinas ERPS Ltda. Mecsul Máquinas e Equipamentos Ltda. WO Máquinas e Peças para Calçados Ltda. Máquinas Tecnomaq Ltda. Máquinas Morbach Ltda. Máquinas Kehl Ltda. COLABORADORES: Kelli Prado Rômulo Cristiano da Silva Sabrina Spier Alexandre Pereira David14
  14. 14. REQUISITOS GERAIS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA CALÇADOS Esta cartilha estabelece requisitos mínimos de proteção paramáquinas e equipamentos utilizados na fabricação de calçados ouassemelhados. Importadores, fabricantes ou proprietários podem projetar ouinstalar sistemas de segurança com recursos tecnológicos avançados, apartir da análise de riscos, desde que atendam às NormasRegulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego, NormasTécnicas oficiais e, na ausência ou omissão destas, às NormasInternacionais vigentes. Nas fases de projeto e de utilização de máquinas eequipamentos deve-se observar a NR-12 (Máquinas e equipamentos),da Portaria 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego,especialmente quanto aos seguintes aspectos: 1) Adequação do arranjo físico e das instalações; 2) Adequação das instalações e dispositivos elétricos, em consonância com a NR-10 (Segurança em instalações e serviços em eletricidade) e com Normas Técnicas oficiais vigentes; 3) Adequação dos dispositivos de partida, acionamento e parada; 4) Observação quanto aos componentes pressurizados e reservatórios ao disposto na NR-13 (Caldeiras e vasos sob pressão); 5) Adaptações das condições de trabalho em máquinas e equipamentos às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza dos trabalhos a serem desenvolvidos, observando os termos da NR -17 (Ergonomia); 6) Compatibilização da velocidade das máquinas e equipamentos, em especial das esteiras, com a capacidade 15
  15. 15. física dos trabalhadores, de modo a evitar acidentes e outros danos à saúde; 7) Adoção de medidas de proteção para o trabalho em máquinas e equipamentos compreendendo proteções coletivas, medidas administrativas ou de organização do trabalho e uso de equipamento de proteção individual, nessa ordem de prioridade; 8) Efetivação de medidas apropriadas sempre que houver pessoas com deficiência envolvidas direta ou indiretamente no trabalho em máquinas e equipamentos; 9) Implementação das medidas de proteção em cumprimento às disposições das NR-9 (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e NR-6 (Equipamentos de Proteção Individual – EPI), atuando sobre os riscos adicionais decorrentes da emissão ou liberação de agentes químicos, físicos ou biológicos por máquinas e equipamentos; 10) Adoção de procedimentos para manutenção, inspeção, preparação, ajustes e reparos; observando, também, as recomendações técnicas dos fabricantes; 11) Sinalização de segurança para advertir os trabalhadores e terceiros sobre os riscos a que estão expostos; 12) Fornecimento de manual de instruções da máquina ou equipamento, em português, pelo fabricante ou importador, contendo informações relativas à segurança em todas as fases de utilização. Inexistindo ou extraviado tal manual este deverá ser reconstituído pelo empregador, sob a responsabilidade de profissional habilitado; 13) Disponibilização e acessibilidade do manual de instruções a todos os usuários nos locais de trabalho; 14) Realização de operação, manutenção, inspeção e demais intervenções em máquinas e equipamentos somente por trabalhadores habilitados, qualificados ou capacitados, autorizados para este fim. Todas as empresas devem observar, ainda, no que couber, as demais Normas Regulamentadoras da Portaria 3.214/78.16
  16. 16. A criação do calçado é formada pelas etapas de design e modelagem. A fabricação é desenvolvida pelos processos de corte, costura, montagem e acabamento. Tais processos podem variar conforme o tipo de calçados, do material utilizado, etc., mas em geral ocorre conforme a imagem acima. O processo produtivo é caracterizado pela aplicação intensiva de mão de obra e descontinuidade do fluxo de produção. Por ser dividido em estágios bem distintos e com operações bastante variadas a mecanização é difícil e ocorre mais dentro de cada etapa. Design: neste ponto o fabricante, baseado no público que ele quer atingir, desenvolve o conceito do produto. Para isto, formula o projeto do produto que engloba desde o desenho do calçado até a discriminação dos insumos necessários para a sua realização. Pela sua importância no restante do processo, pode-se dizer que nesta fase há a maior agregação de valor. Por isso mesmo, esta deve ser uma fase planejada com muita atenção. Modelagem: uma vez definido o estilo e o produto que será fabricado o modelo é desenvolvido pelo modelista. Nesta etapa também são definidos os materiais e a numeração. Uma importante função desta etapa é adaptar o produto projetado para sua manufatura, levando em consideração as especificidades dos materiais, capacidades das máquinas e também os custos envolvidos. O processo tradicional utiliza o pantógrafo, que faz a escala e corta a cartolina para os modelos. Mais recentemente, com o auxílio da tecnologia, os equipamentos CAD (Computer Aided Design) bi e tridimensionais criam modelos a partir de informações digitalizadas que podem ser visualizados e alterados no monitor dos computadores. Tal circunstância, por um lado, torna o processo mais oneroso, por outro lado, aumenta muito sua precisão e agilidade. Corte: com o modelo já preparado o material é cortado para formar as diferentes partes do calçado. O processo tradicional utiliza facas e balancins (máquina para cortar materiais diversos18
  17. 17. couros, termoplásticos, sintéticos, espumas, cortiça, plástico,borracha, EVA, papel, fibras têxteis e outros). Nesta etapa, deve-se tergrande atenção com o desperdício. Para tal, o operador deve observar osentido das fibras, a elasticidade do couro e a existência de defeitos.Após, são definidas as posições do corte para aproveitar o material aomáximo. Os processos com maior aplicação de tecnologia utilizam ocorte à laser ou jato de água, em geral de forma integrada com amodelagem por CAD, resultando em um nível mínimo de desperdícioda matéria-prima (este processo é chamado de CAM – Computer AidedManufacturing). Calçados que buscam oferecer no produto final maiorvalor agregado e que utilizam matéria-prima mais cara e de manuseiomais delicado exigem, devido ao seu alto custo, um menor desperdício;por isso, têm maior investimento em aplicação tecnológica. Esta etapapode também englobar o corte da sola, que pode ainda ocupar umaseção específica ou até ser adquirida de outra empresa. Costura: as diferentes partes do cabedal, cortadasanteriormente, são unidas nesta etapa. As várias peças são costuradas,dobradas, picotadas ou coladas. Outros adornos e enfeites podem sertambém aplicados, de acordo com as determinações do design.Dependendo do tipo de projeto, nesta fase podem ser utilizadasmáquinas de costura de controle numérico (projetos de produtos maispadronizados possibilitam maior grau de automação). Contudo, comoa união das peças é um trabalho com grande detalhamento e cujaforma de junção e costura variam muito de um produto para o outro, aautomação deste processo é difícil e onerosa. Muitas vezes essa etapa éfeita parcialmente ou totalmente por trabalhadores sub-contratados. Montagem: etapa em que ocorre a maior utilização demaquinário. A costura montou o cabedal, que nessa etapa é unido àpalmilha de montagem (quando houver) e ao solado. Esta tarefa podeser feita através de uma nova costura, por colagem ou por prensagem.Depois de fixado o solado é colocado o salto (se houver). 19
  18. 18. Acabamento: A última etapa é quando o calçado é retirado da forma e passa pelos últimos detalhes: colocação de palmilha, enceramento, colocação de etiquetas, entre outros. Geralmente é nesta etapa que acontece o controle de qualidade, com verificação de todos os calçados que saem da linha. Fonte: http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/33460BD8352D43 61832573410063BBBD/$File/00%20relat%C3%B3rio%20final.pdf20
  19. 19. Capítulo 1CORTE
  20. 20. BALANCIM DE BRAÇO MÓVELComando bimanual com simultaneidade e autoteste do tipo IIICde Norma ABNT NBR 14152:1998 no acionamento do braçomóvelAltura do solo até o topo da mesa igual a 1m +/- 0,03m (1000mm+/- 30mm) 23
  21. 21. Chave liga/desliga que permita o bloqueio Aterramento Botão de emergência monitorado por relé de segurança Força máxima para deslocamento do braço móvel: de 50 N (5 Kgf)24
  22. 22. BALANCIM PONTE Proteção fixa dianteira na parte superior do equipamento e proteção no guia do carrinhoComando bimanual comsimultaneidade e autoteste dotipo IIIC da Norma NBR14152:1998 da ABNT noacionamento da punção e nodeslocamento lateral do carroBotão de emergência monitoradopor relé de segurança ( quando obotão de emergência for acionado o mesmo deve desligar o motor dabomba hidráulica, cujo motor deverá ter duas contatoras em série a fimde garantir a redundância) 25
  23. 23. Proteção fixa na parte traseira do equipamento impedindo o acesso a zona de risco, conforme o disposto na NBR NM ISO 13854:2003 Chave liga/desliga que permita o bloqueio Um elemento mecânico garante espaçamento mínimo de 0,12m (120mm) entre o braço móvel e a estrutura da máquina Máquina com dispositivo que permita o aterramento.26
  24. 24. MÁQUINA DE CORTAR TIRAS POR ROLOInstalação de um botão de parada operacionalProteção fixa nas partes móveis do mecanismo de corteEnclausuramento da área da navalhaChave liga/desliga que permita o bloqueioAterramento 27
  25. 25. MÁQUINA DE PERFURAR TIRAS PNEUMÁTICA * Fotografia meramente ilustrativa Proteção fixa na área de operação Proteção nas partes móveis da máquina Proteção do pedal contra acionamento acidental Chave liga/desliga que permita o bloqueio28
  26. 26. MÁQUINA DE RISCAR E MARCAR CORTES A força do cilindro pneumático deve ser limitada a 150N (15Kgf) e a pressão a 490,33kPa (5Kgf/cm2) Proteção do pedal contra acionamento acidental, na hipótese do acionamento ser por pedal Chave liga/desliga com bloqueio, quando o acionamento for elétricoSe utilizado acionamento bimanual, o comando deve ser do tipo IIIA, de acordo com a Norma ABNT NBR 14152:1998. 29
  27. 27. MÁQUINA DE DIVIDIR Botão de parada operacional Proteção fixa no mecanismo de afiação da navalha Proteção fixa na área de operação Chave liga/desliga que permita o bloqueio Aterramento30
  28. 28. Capítulo 2COSTURA
  29. 29. MÁQUINA DE APLICAR ADESIVO HOT MELT * Fotografia meramente ilustrativaProteção fixa nas áreas dianteira e traseira dos rolosProteção do pedal contra acionamento acidentalProteção nas áreas aquecidas com lã de rochaBotão de parada operacionalAterramento 33
  30. 30. MÁQUINA DE CAMBRÊ POR BORRACHÃO Acionamento da aproximação do cilindro através de um dispositivo de ação continuada (pedal de arrependimento) com força limitada à 150N (15Kgf) e pressão de 490,33kPa (5Kgf/cm2) Comando bimanual do tipo IIIA de acordo com a ABNT NBR 14152:1998 Botão de parada operacional Aterramento Chave liga/desliga que permita bloqueio Placa de advertência de superfícies quentes O acionamento do bimanual do tipo IIIA só poderá ocorrer após o cilindro de posicionamento estar no ponto morto inferior. Desenvolver proteção fixa no retorno da máquina, se necessário, caso exista algum ponto de esmagamento.34
  31. 31. MÁQUINA DE CAMBRÊ POR FACÃO * Fotografia meramente ilustrativaÁrea de prensagem permitindo somente a passagem domaterial, impedindo a passagem do dedo do operador [<0,004m(4mm)] ou limitando a força de aproximação a 150N (15kgf) epressão a 490,33kPa (5kgf/cm2)Proteção do pedal contra acionamento acidentalParte inferior do equipamento (corpo da máquina) protegida porproteção fixaBotão de parada operacionalAterramentoChave liga/desliga que permita o bloqueioPlaca de advertência de superfícies quentes 35
  32. 32. MÁQUINA DE CHANFRAR CORTES * Fotografia meramente ilustrativa Botão de parada operacional Proteção fixa na área de corte Proteção fixa na área de afiação de rebolo Procedimento de afiação de navalha registrado em manual Proteção fixa na transmissão do motor Aterramento Chave liga/desliga com dispositivo que permita o bloqueio36
  33. 33. MÁQUINA DE COLAR FITA E ABRIR COSTURA * Fotografia meramente ilustrativaChave liga/desliga que permita o bloqueioAterramentoForça do cilindro pneumático limitada em 150N (15kgf) e pressãode 490,33kPa (5kgf/cm2) para posteriormente acionamento docilindro principalProteção do pedal contra acionamento acidental, no caso doacionamento ser por cilindro pneumáticoPedal de arrependimento para o acionamento do cilindro debaixa pressão 37
  34. 34. MÁQUINA DE COSTURA DE 1 E 2 AGULHAS * Fotografia meramente ilustrativa Proteção fixa no ponto de operação, evitando a projeção da agulha em caso de quebra desta Proteção fixa no mecanismo de transmissão de força Aterramento38
  35. 35. MÁQUINA DE COSTURA LATERAL * Fotografia meramente ilustrativaProteção fixa no ponto de operação, evitando a projeção daagulha em caso de quebra destaProteção fixa no mecanismo de transmissão de forçaChave liga/desliga que permita o bloqueioAterramentoProteção contra acionamento acidental quando a máquinadispor de pedal tipo bolha 39
  36. 36. MÁQUINA DE COSTURA OVERLOCK (Strobel) Proteção fixa no ponto de operação evitando a projeção da agulha em caso de quebra desta Proteção fixa no mecanismo de transmissão de força (volante) Aterramento40
  37. 37. MÁQUINA DE DUBLAR CONTÍNUAProteção fixa na esteira de alimentaçãoProteção fixa na área de retirada do materialEnclausuramento do rolo aquecido dentro de proteção fixaBotão de parada operacionalAterramentoChave liga/desliga que permita o bloqueio 41
  38. 38. MÁQUINA DE REFILAR Abertura entre a área de corte e o apoio menor ou igual a 0,004m (4mm) Aterramento Chave liga/desliga que permita o bloqueio42
  39. 39. MÁQUINA DE TIRAR RUGAS E QUEIMAR FIOProteção fixa na área do bico evitando queimaduras por contatoacidentalAterramento 43
  40. 40. MÁQUINA DE VIRAR CORTE Proteção fixa no ponto de operação ou limitação da abertura a 0,004m (4mm) no máximo Proteção do pedal contra acionamento acidental Aterramento Chave liga/desliga que permita o bloqueio44
  41. 41. MÁQUINA DE REBATER COSTURADistância de prensagem inferior a 0,004m (4mm)Colocação de calço de poliuretano, reduzindo o ruídoAterramentoChave liga/desliga que permita o bloqueio 45
  42. 42. MÁQUINA TAMPOGRÁFICA Limitação de força a 150N (15kgf) e pressão de 490,33kPa (5kgf/cm2) na área de prensagem Proteção fixa nas áreas laterais e posterior da máquina Aterramento46
  43. 43. MÁQUINA DE REFILAR COM PEZINHOAbertura entre a área de corte e o apoio menor ou igual a 0,004m(4mm)AterramentoChave liga/desliga que permita o bloqueio 47
  44. 44. MÁQUINA DE PREGAR ILHÓS E REBITE * Fotografia meramente ilustrativa Proteção fixa nas partes móveis e nos mecanismos de transmissão de força Proteção do pedal contra acionamento acidental Aterramento Chave liga/desliga que permita o bloqueio Proteção fixa no ponto de operação48
  45. 45. MÁQUINA DE PREGAR ENFEITE * Fotografia meramente ilustrativaProteção fixa no mecanismo de transmissãoProteção fixa do aplicadorProteção fixa no ponto de operação 49
  46. 46. MÁQUINA DE BORDAR Proteção fixa no ponto de operação evitando a projeção da agulha em caso de quebra desta Botão de parada operacional Aterramento Chave liga/desliga que permita o bloqueio50
  47. 47. Capítulo 3MONTAGEM
  48. 48. MÁQUINA DE CONFORMAR TRASEIROAcionamento das pinças através Proteção fixa do mecanismode dispositivo de ação continuada superior(pedal de arrependimento) comforça limitada a 150N (15kgf)e Acionamento da aproximaçãopressão de 490,33kPa (5kgf/cm2) do cilindro através de dispositivo de ação continuada (pedal deProteção fixa lateral arrependimento) com força limitada a 150N (15kgf)e pressão de 490,33kPa (5kgf/cm2), para posterior liberação da conformação por botão de acionamento Aproximação a t r a v é s d e comando bimanual do tipo IIIA da norma NBR 14152:1998 da ABNT (aproximação do borrachão até a forma com força limitada a 150N (15kgf)e pressão de 490,33kPa (5kgf/cm2). Quando a distância entre o borrachão e a forma for inferior a 0,004m (4mm), se dá o acionamento da pressão de conformação do cabedal Botão de parada operacional Proteção do pedal contra acionamento acidentalChave liga/desliga que permita obloqueioAterramento 53
  49. 49. MÁQUINA DE PREGAR SALTO Acionamento da aproximação Proteção fixa da caixa de pregos através de dispositivo de ação Chave liga/desliga que permita o continuada (pedal de ar- bloqueio rependimento) com força limita a 150N (15kgf)e pressão de 490,33kPa (5kgf/cm2 ) . Acionamento do segundo e terceiro estágios da máquina (quando a máquina realiza a ação de pregar)através de comando bimanual do tipo IIIA, segundo Norma da ABNT NBR 14152:1998 Proteção para o avanço do abastecedor através de alavanca, de forma que acionada,retorne do abastecedor à posição inicial. Alavanca do abastecedor acionada através de microinterruptores do tipo 1 da ABNT NBR 14153:1998. Possibilidade de proteção do abastecedor através de dispositivo de desengate mecânico retornando à posição inicial quando as mãos do operador ficarem entre o abastecedor e o suporte de colocação do calçado Botão de parada operacional Aterramento Proteção do pedal contra o acionamento acidental Vaso de acúmulo de ar comprimido devidamente testado, com instalação de válvula de segurança e manômetro.54
  50. 50. MÁQUINA BOCA DE SAPO Proteção com dispositivo de intertravamento monitorado por relé de segurança de categoria 4, de acordo com a ABNT NBR 14153:1998 Proteção fixa da área de prensagem Botão de emergência monitorado por relé de segurança de categoria 4, segundo a Norma ABNT NBR 14153:1998 Chave liga/desliga que permita o bloqueioTrava mecânica evitando o acionamentoacidental da prensa quando dacolocação do calçado. Trava commemorial de cálculo para comprovar aresistência mecânica da mesma Recipiente de acúmulo de ar comprimido atendendo os requisitos da NR 13 Máquina com dispositivo que permita o aterramento. 55
  51. 51. ESTABILIZADOR A FRIO Trava mecânica na abertura manual em máquinas com compartimento para limpeza do evaporador Proteção fixa no mecanismo de transmissão de força Chave liga/desliga com dispositivo que permita o bloqueio Botão de parada operacional Aterramento56
  52. 52. FORNO CONFORMADORBotão de parada operacionalLimitação da temperatura externa da superfície do forno,evitando queimadurasProteção fixa no mecanismo de transmissão de forçaChave liga/desliga com dispositivo que permita o bloqueioAterramento 57
  53. 53. FORNO REATIVADOR HORIZONTAL Proteção fixa no mecanismo de transmissão de força Botão de parada operacional Aterramento Chave liga/desliga com dispositivo que permita o bloqueio58
  54. 54. MÁQUINA DE AQUECER CONTRAFORTEProteção fixa em torno da máquina evitando contato acidentalcom superfícies quentesPlaca de advertência de superfícies quentesAterramentoChave liga/desliga que permita o bloqueio 59
  55. 55. MÁQUINA AUTOMÁTICA DE ASSENTAR SALTO E REBATER TRASEIRO * Fotografia meramente ilustrativa Acionamento do cilindro que posiciona a forma por meio manual com dispositivo de ação continuada A força do cilindro pneumático deve ser limitada a 150N (15kgf) e a 490,33kPa (5kgf/cm2) Proteção lateral evitando o acesso de terceiros Botão de parada operacional Chave liga/desliga que permita o bloqueio Aterramento60
  56. 56. MÁQUINA DE PRATO ROTATIVO * Fotografia meramente ilustrativaProteção fixa ou proteção móvel com trava mecânicaProteção fixa nas áreas laterais eposterior da máquinaComando bimanual em caso de proteção móvel ou outrodispositivo de acionamento em caso de proteção fixaBotão de parada operacionalAterramento 61
  57. 57. MÁQUINA DE ESTIRAR CANO DE BOTA Limitação de força a 150N (15kgf)e pressão de 490,33kPa (5kgf/cm2) do fechamento do cilindro das matrizes Placa de advertência de superfícies quentes Botão de parada operacional Chave liga/desliga que permita o bloqueio Proteção do pedal contra acionamento acidental Aterramento62
  58. 58. MÁQUINA DE MARCAR ALTURA * Fotografia meramente ilustrativaAcionamento da trava que segura a forma por meio manual oulimitação da força do cilindro pneumático a 150N (15kgf) epressão a 490,33kPa (5kgf/cm2)Proteção do pedal contra acionamento acidental (no caso doacionamento ser por cilindro pneumático)Aterramento (no caso da máquina possuir algum sistemaenergizado) 63
  59. 59. MÁQUINA DE MONTAR BICO Botão de emergência monitorado por relé de segurança com duas contactoras em série de forma que quando a emergência é acionada, a entrada de energia do CLP é bloqueada Proteção do pedal contra o acionamento acidental Chave liga/desliga que permita o bloqueio Aterramento Relé de segurança Botão de emergência, permitindo ao operador acioná-lo sem o uso das mãos.64
  60. 60. MÁQUINA DE MONTAR LADO Chave liga/desliga que permita o bloqueio Proteção do pedal contra acionamento acidentalProteção fixa no injetor de cola Proteção fixa no eixo cardan Máquina com dispositivo que permita o aterramento. 65
  61. 61. MÁQUINA DE PASSAR COLA Limitação da força entre a área de rolos a 150N (15 Kgf) Instalação de motor em local ventilado, evitando contato com vapores químicos Aterramento Proteção fixa no mecanismo de transmissão de força Informações de Higiene do Trabalho registrado em manual Chave liga/desliga que permita o bloqueio66
  62. 62. MÁQUINA DE REATIVAR COURAÇA À VAPORLimitação da força máxima de fechamento a 150N (15 Kgf)epressão a 490,33kPa (5kgf/cm2)Botão de parada operacionalProteção fixa nas laterais da máquinaPlaca de advertência de superfícies quentesAterramentoChave liga/desliga que permita o bloqueio 67
  63. 63. MÁQUINA DE REBATER PLANTA * Fotografia meramente ilustrativa Proteção fixa no mecanismo de transmissão de força Instalação de coifa para acoplamento ao sistema de ventilação local exaustora Proteção do eixo através de proteção fixa, impedindo o enroscamento Aterramento Botão de parada operacional Chave liga/desliga que permita o bloqueio68
  64. 64. MÁQUINA DE TIRAR RUGASProteção fixa na área de resistências de aquecimentoProteção de pedal contra acionamento acidentalBotão de parada operacionalPlaca de advertência de superfícies quentesAterramentoChave liga/desliga que permita o bloqueio 69
  65. 65. DISPOSITIVO PARA TIRAR RUGAS (Ferro Quente) * Fotografia meramente ilustrativa Placa de advertência de superfícies quentes Aterramento70
  66. 66. MÁQUINA PRESSURIZADA DE PASSAR COLA * Fotografia meramente ilustrativaInstalação de válvula de segurança no recipiente pressurizadoRecipiente de ar comprimido, atendendo os requisitos da NR 13Proteção do pedal contra acionamento acidentalLimitação da pressão a 196,13kPa (2,5 Kgf/cm2)Aterramento 71
  67. 67. MÁQUINA DE MONTAR BASE COM PASSADOR DE COLA Chave liga/desliga que permita o bloqueio Proteção do pedal contra acionamento acidental Anteparo limitando o acesso à área de operação Aterramento72
  68. 68. MÁQUINA DE MONTAR BASE COM INJETOR DE COLAChave liga/desliga que permita o bloqueioProteção fixa frontal na área de operação, evitando respingosde colaProteção do pedal contra acionamento acidentalAterramento 73
  69. 69. MÁQUINA SORVETEIRA Botão de parada operacional Acionamento de sistema de travamento de tampa quando do fechamento Dispositivo de travamento da tampa, mantendo-a fechada enquanto a operação é realizada Recipiente de ar comprimido, atendendo os requisitos da NR-13 Periodicidade das inspeções de segurança do recipiente de ar comprimido registrada em manual Dispositivo, evitando a movimentação da tampa durante o transporte da mesma74
  70. 70. Microinterruptor pneumático, liberando ar para o insuflamento da bolsa quando a tampa é fechada, com dispositivo antiburlaSensor indutivo elétrico, liberando ar para oinsuflamento da bolsa quando a tampa éfechada, com dispositivo antiburlaDispositivo impedindo a movimentação da tampaquando a máquina é transportada 75
  71. 71. ESCOVA Chave liga/desliga que permita o bloqueio Instalação de captores para acoplamento ao sistema de ventilação local exaustora Aterramento76
  72. 72. GRAMPEADEIRA DE PALMILHAMecanismo permitindo a liberação do grampo somente apóseste tocar a superfície (evitando disparo acidental) 77
  73. 73. ESTEIRA DE TRANSPORTE Proteção fixa no mecanismo de transmissão de força Aterramento78
  74. 74. FREZAS DIVERSAS E LIXADEIRAS * Fotografia meramente ilustrativaProteção fixa no mecanismo de transmissão de forçaInstalação de captores para acoplamento ao sistema deventilação local exaustoraProteção fixa na área da ferramenta (enclasurando-a o máximopossível para a realização da operação)AterramentoChave liga/desliga que permita o bloqueio 79
  75. 75. MÁQUINA DE MONTAR BASE E ENFRANQUE Proteção fixa dos dispositivos de fechamento do enfranque Proteção fixa no mordente das pinças Proteção do pedal contra acionamento acidental Chave liga/desliga que permita o bloqueio Aterramento A pressão de aproximação das pinças deve estar limitada em 2 50N/cm80
  76. 76. MÁQUINA DE ALTA FREQUÊNCIAProteção fixa da área de prensagemBotão de emergência monitorado por relé de segurança comduas contactoras em série de modo que, quando o mesmo éacionado, a entrada de energia da máquina é bloqueadaAterramentoChave liga/desliga que permita o bloqueio 81
  77. 77. MÁQUINA DE CARIMBAR Proteção móvel dotada de dispositivo de intertravamento Chave de segurança magnética de categoria 4 Proteção do pedal Relé de segurança de categoria 4 Aterramento Chave liga/desliga que permita o bloqueio82
  78. 78. GLOSSÁRIO1. Botão de Emergência: dispositivo acionado manualmente que tem a função de executar a parada de umamáquina ou equipamento. O mesmo deve ser construído de acordo com as normas técnicas oficiais vigentes.2. Botão de Parada Operacional: dispositivo acionado manualmente que tem a função de executar a parada deuma máquina ou equipamento, sendo utilizado para retirar materiais que ficam presos aos mesmos.3. Chave liga/desliga: dispositivo utilizado para permitir ou não a entrada da fonte de energia na máquina ouequipamento.4. Comando bimanual: dispositivos de acionamento que visam manter as mãos do operador fora da zona deperigo, e devem atender os seguintes requisitos mínimos:a) Possuir atuação síncrona: Um sinal de saída deve ser gerado somente quando os dois dispositivos de atuaçãodo comando forem atuados com um retardo de tempo menor ou igual a 0,5 s. Se os dispositivos de atuação docomando não forem atuados de forma síncrona, o sinal de saída deve ser impedido e deve ser necessária adesatuação dos dois dispositivos de atuação de comando, para nova aplicação dos dois sinais de entrada;b) Estar sob monitoramento automático por interface de segurança;c) Relação entre sinais de entrada e saída: Os sinais de entrada aplicados a cada um dos dois dispositivos deatuação do comando devem juntos iniciar e manter o sinal de saída do dispositivo de comando bimanualsomente durante a aplicação dos dois sinais;d) Término do sinal de saída: O desacionamento de qualquer dos dispositivos de atuação de comando deve geraro término do sinal de saída;e) Prevenção da operação acidental: A probabilidade de operação dos dispositivos de atuação de comandoacidental deve ser minimizada com a adoção de dispositivos que exijam uma atuação intencional;f)Prevenção da burla: A burla do efeito de proteção do dispositivo de comando bimanual deve ser dificultada pormeio de distanciamento e barreiras entre os botões;g)Reinício do sinal de saída: O reinício do sinal de saída somente deve ser possível após a desativação dos doisdispositivos de atuação do comando.5. Dispositivo de Ação Continuada: dispositivo de comando manual que inicia e mantém em operaçãoelementos da máquina ou equipamento apenas enquanto for mantido acionado.6. Dispositivo de Intertravamento: chaves de segurança mecânicas, eletromecânicas, magnéticas ou ópticas,projetadas para este fim; sensores indutivos de segurança que atuam enviando um sinal para a fonte dealimentação, interrompendo o movimento de perigo toda vez que a proteção for retirada ou aberta.7. Enfranque : parte curva do calçado que corresponde aos dois selados laterais do pé.8. Pedal de Arrependimento: dispositivo de comando por pedal que inicia e mantém em operação elementos damáquina ou equipamento apenas enquanto for mantido acionado. 83
  79. 79. REFERÊNCIAS NORMATIVAS 1) NBR NM 213 -1:2000 Segurança de Máquinas: Conceitos Básicos, Fundamentos,princípios gerais. Terminologia Básica. 2) NBR NM 213-2 :2000 Segurança de Máquinas.Conceitos fundamentais,princípios gerais de projeto. Parte 2 Princípios Técnicos e especificações. 3) NBR 14009:1997 Princípios para Apreciação dos Riscos. 4) NBR NM-ISO 13852:2003 – Segurança de Máquinas. Distâncias de Segurança para impedir o acesso a zonas perigosas pelos membros superiores. 5) NBR NM-ISO 13853:2003 – Segurança de Máquinas. Distâncias de Segurança para impedir o acesso a zona de perigo pelos membros inferiores. 6) NBR NM-ISO 13854:2003 - Segurança de Máquinas. Folgas mínimas para evitar o esmagamento de partes do corpo humano. 7) NBR 14153:1998– Segurança de Máquinas. Partes do sistema de comando relacionadas à segurança. Princípios gerais de projeto. 8) NBR 14154:1998 – Segurança de Máquinas . Prevenção contra partida inesperada. 9) NBR 13759:1996 – Equipamentos de parada de emergência.Aspectos funcionais. Princípios gerais para projeto. 10) NBR NM 272:2001 – Requisitos gerais para o projeto e construção de proteções. 11) NBR NM 273 :2001– Dispositivos de intertravamento associados à proteções-Princípios para projeto e construção de proteções. 12) NBR 14152:1998 – Segurança de Máquinas. Dispositivos de comando bi-manual. Aspectos funcionais e princípios para projeto. 13) NBR 13970:1997– Segurança de Máquinas. Temperatura de superfícies acessíveis. Dados ergonômicos para estabelecer os valores limites de temperatura de superfícies aquecidas. 14) EN 12044:2005 – Footwear,leather and imitation leather goods manufacturing machines- Cutting and Punching machines- Safety requirements. 15) EN12203:2003 - Footwear,leather and imitation leather goods manufacturing machines- Shoe and leather presses- Safety requirements. 16) EN 931:1997 – Footwear manufacturing machines- Lasting machines- Safety requirements. 17) EN 12653:1999 - Footwear,leather and imitation leather goods manufacturing machines- Nailing machines- Safety requirements. 18) EN 12387:2005 - Footwear,leather and imitation leather goods manufacturing machines- Modular shoe repair equipment - Safety requirements.84

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