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Como a amamentação pode contribuir para um Planeta mais saudável
Autoria: SILVIA MARINA ANARUMA – docente (aposentada) – UNESP - Câmpus de Rio Claro – SP
– Brasil email: silviarcsp@gmail.com
Resumo
Este artigo tem o objetivo de esclarecer como o aleitamento materno pode ajudar na preservação do
Planeta – tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2020. Primeiramente, contextualiza o leitor
sobre a prevalência do aleitamento materno no Brasil e no mundo, a fim de mostrar o quanto as ações de
promoção do aleitamento materno são importantes; aborda as principais vantagens da amamentação e o
quanto é superior aos outros leites. Finalmente, apresenta uma vantagem pouco falada, que é o fato do
aleitamento materno contribuir para a preservação do meio ambiente, já que é natural e evita o descarte de
materiais que podem prejudicar a natureza. Argumenta sobre a urgência de ações mais responsáveis
indicando a amamentação como um caminho possível.
Palavras chave: aleitamento materno – amamentação – sustentabilidade – preservação do ambiente
Summary
How breastfeeding can contribute to a healthier planet
This article aims to clarify how breastfeeding can help preserve the Planet - the theme of the World
Breastfeeding Week 2020. First, it contextualizes the reader on the prevalence of breastfeeding in
Brazil and in the world, in order to show the how important actions to promote breastfeeding are;
addresses the main benefits of breastfeeding and how much it is superior to other milks. Finally, it
presents a little talked about advantage, which is the fact that breastfeeding contributes to the
preservation of the environment, since it is natural and avoids the disposal of materials that can
harm nature. It argues about the urgency of more responsible actions, indicating breastfeeding as a
possible way.
Keywords: breastfeeding - breastfeeding - sustainability - preservation of the environment
Introdução
Este texto tem como objetivo esclarecer como o aleitamento materno pode ser um
meio de contribuir para um Planeta mais saudável - tema da Semana Mundial do
Aleitamento Materno de 2020. Foi matéria de uma Live proferida para profissionais de
saúde e comunidade em geral, por ocasião da 22a Semana do Aleitamento Materno no
Município de Rio Claro - Estado de São Paulo.
Inicialmente, gostaria de fazer uma atualização dos dados sobre a prevalência do
aleitamento materno no mundo e no Brasil a fim de contextualizar o tema em questão e
mostrar o quão necessário é continuar com ações de promoção do aleitamento materno.
Na II Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e
Distrito Federal (BRASIL, 2010) e em Anaruma e Moretti (2019) um dado se destaca: com
apenas 1 mês de vida, pelo menos 15 % dos bebês já tinham bebido água, chás ou leite e,
de 6 a 9 meses, ingerido alimentação não saudável: bolacha, café, refrigerante e
salgadinho. Em pesquisa mais recente de Karnopp et al (2017) foi observado que os
alimentos ultra processados estiveram presentes em 17,9% da alimentação de crianças
abaixo de 24 meses.
Na pesquisa apresentada pela OPAS ([Organização Pan Americana das Américas]
/ BRASIL, 2020) foi demonstrado que:
- 1 em cada 2 mães amamentam na 1ª hora de vida
- 4 em cada 10 mães amamentam até os 6 meses
- 3 em cada 10 mães amamentam até os 2 anos.
Como pode ser visto, os índices estão abaixo do ideal preconizado pela OMS, ou
seja, que todos os bebês sejam amamentados de forma exclusiva até os 6 meses e a
partir daí, adotem a amamentação complementar até os dois anos ou mais.
O resultado não é muito diferente no Brasil. De acordo com os dados preliminares
do Estudo Nacional de Alimentação em Nutrição Infantil - ENANI (UFRJ, 2020) com 14505
crianças até os 5 anos:
- 60% dos bebês estava em amamentação exclusiva até os 4 meses.
- 45,7% em Amamentação Exclusiva até os 6 meses
- 53,1% em Amamentação Continuada entre 12 e 15 meses
- 60,9 % amamentadas por menos de 24 meses.
Se o percentual de bebês que amamentam até os dois anos ou mais fosse
aumentado em 10%, a mortalidade infantil diminuiria – daí a importância das Políticas
Públicas.
Fazendo uma comparação dos dados brasileiros com a realidade mundial (OPAS)
observamos que estamos um pouco acima da média no que tange ao A.M.E. e quanto a
amamentação até os dois anos, o dobro da média, o que é muito positivo.
O fato é que nos últimos 14 anos a amamentação exclusiva até os 4 meses
aumentou em 15 vezes e até os 6 meses em 8,6 vezes no Brasil e mais da metade dos
bebês têm sido amamentados até 1 ano (O GLOBO, 2020).
A OMS estipulou que os países devem atingir até 2025 a meta de 50% de
aleitamento materno em bebês até os 6 meses. Na verdade, o ideal seria que todos os
bebês fossem amamentados, seja por ser um direito, seja porque, do ponto de vista da
saúde, o leite materno é o melhor alimento nos primeiros anos de vida.
Fatores que interferem sobremaneira nos resultados são: a escolaridade da mãe, a
inserção da mulher no ambiente de trabalho, a situação socioeconômica, a idade materna,
a situação conjugal, as redes de apoio, a experiência negativa, a intenção de amamentar,
a desinformação e os mitos e crendices, dentre outros (FALEIROS; TREZZA;
CARANDINA, 2006).
Há também um grande interesse comercial e econômico no desmame pela indústria
alimentícia e farmacêutica. A força deles é tão grande que o consumo de leite em pó, de
mamadeiras, de chupetas, de comidinhas prontas e processadas, desde o nascimento,
são considerados normais hoje em dia.
Embora desde os tempos dos faraós já houvesse a presença das mamadeiras nas
escavações - o que demonstra que a mulher já usava outros meios de alimentar o bebê -
foi a partir da produção do leite artificial no séc. XIX que a amamentação sofreu uma das
suas maiores quedas tendo como consequências: o aumento da morbimortalidade infantil,
o desmame precoce e a perda de autoconfiança das mães (ICHISATO; SIMO,2002).
Ainda temos o problema de o leite artificial ser um alimento ultra processado,
contendo muitos ingredientes e aditivos alimentares artificiais, que só deveriam ser
oferecidos para o bebê na impossibilidade dele ser amamentado.
Tanto o leite em pó, como o composto lácteo e o leite de vaca, não é recomendado
para o bebê antes de 1 ano. No entanto, nos últimos 5 anos, quase que dobraram as
vendas de compostos lácteos, o que pode indicar que esta orientação não esteja sendo
seguida (REA, 2020).
Como se observa, o trabalho de promoção do aleitamento materno é fundamental,
tanto para conscientizar a sociedade sobre as propriedades do leite materno, como para
alertar sobre suas inúmeras vantagens e, principalmente, aumentar a prevalência.
Tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2020:
Por um Planeta mais saudável
As Semanas Mundiais do Aleitamento Materno - que acontecem em mais de 120
países – ajudam muito na tarefa de promover o aleitamento materno. Durante estas
semanas não só se chama a atenção sobre a importância do aleitamento materno, como
se reforça ações realizadas ao longo do ano, sejam nos consultórios, nas Maternidades,
nas UBS, nas escolas, nas Pastorais, etc. unindo todos em um único esforço.
Não faltam motivos para comprovar a importância da amamentação. O leite materno
é um alimento completo, por isso, o mais adequado para o bebê e a criança até os dois
anos ou mais. Seus benefícios podem ser percebidos a curto, médio e longo prazo. O leite
materno aumenta a inteligência, previne o diabetes tipo 2 e a obesidade na fase adulta.
Sem contar os benefícios para a mãe: a prevenção do câncer de ovário, de útero e
de mama; evita hemorragia pós-parto, libera o hormônio ocitocina, que acalma a mãe e
reduz o estresse. A amamentação fortalece o vínculo entre mãe e bebê.
Para entendermos melhor o quanto o leite materno faz a diferença na alimentação
do bebê, vou usar uma analogia: se a cada amamentação fosse colocada uma moeda
dentro de um cofrinho, no final de 1 ano teríamos uma surpresa, iríamos facilmente encher
um pote.
Cada moeda poderia representar uma carga de nutrientes que, além de interferir no
desenvolvimento orofacial, fonoaudiológico, cognitivo e psicológico, também contribui para
a prevenção de doenças, inclusive as respiratórias. Não é a toa que agosto é considerado
o mês do laço dourado – porque o leite materno é considerado o padrão ouro em
alimentação infantil.
Mas não é só pela saúde física e mental do bebê e da mãe, pela questão
econômica, social e nutricional que nós mulheres devemos amamentar. É também pela
saúde do Planeta. A amamentação pode ajudar o Planeta Terra a se tornar mais saudável
porque ela atua na preservação do meio ambiente, tão premente no momento atual.
Neste sentido, a IBFAN (International Baby Food Action Network [Rede Internacional
em Defesa do Direito de Amamentar]), órgão responsável por eleger os temas a serem
focados nas Campanhas Mundiais escolheu este tema para ser abordado durante a
Semana Mundial deste ano de 2020: Amamentação: Por um Planeta mais saudável.
Infelizmente, por anos, seguimos acompanhando a destruição dos nossos biomas, o
aumento da poluição, a extinção de várias espécies animais, o aquecimento global e,
paralelamente, o crescimento da fome e da miséria.
É certo que a questão é complexa e que muitas das causas são atribuídas aos
grandes capitais, porém, muitas pessoas se comportam como se fossem apartadas do
Planeta, gerando lixo além do normal, desperdiçando recursos naturais e poluindo o meio
ambiente. E, na verdade, nós não somos donos, mas nós pertencemos ao Planeta Terra, o
que muda a referência que temos de superioridade.
Pensando numa perspectiva holística, nós formamos uma unidade com o Planeta.
Nós estabelecemos com ele uma relação dialética, de forma que toda ação vai gerar uma
reação. Ações positivas geram consequências positivas e ações negativas geram
consequências negativas, tanto em nível macrossocial como em nível macrossocial.
Neste sentido, vejamos como a amamentação contribui para a preservação do
Planeta. De acordo com o Guia Alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos
(BRASIL, 2019):
A amamentação contribui efetivamente para a sustentabilidade
ambiental e segurança alimentar e nutricional. O leite materno
é um alimento natural, não industrializado, produzido e
fornecido sem poluição e sem prejuízos aos recursos naturais.
Dispensa a produção leiteira animal, reduzindo o seu impacto
na natureza, evitando resíduos que contribuem para a emissão
de gás metano, com resultado direto no efeito estufa. Reduz a
produção industrial de fórmulas lácteas e toda uma cadeia de
produtos geradores de detritos, como toneladas de latas,
plásticos e rótulos (p.24) .
O leite materno não causa poluição; além de ser natural, é renovável e seguro. Vem
na temperatura certa, na quantidade certa e é espécie específico, ou seja, próprio para a
espécie humana. A amamentação não tem custo. Não precisa de transporte.
No momento atual, em que se volta toda a atenção à higiene (por conta da
contaminação pelo COVID 19), o leite materno ainda tem outra vantagem: é limpo, não é
preciso desperdiçar água, nem gás para ferver ou esterilizar (como acontece quando se
faz uso das mamadeiras, chupetas e chuquinhas).
Para se ter uma ideia do impacto que alguns materiais relacionados à alimentação
infantil exercem no meio ambiente, basta fazer um cálculo: só este ano, até o momento,
já nasceram 107.718.694 bebês (WORDOMETER, 2020). Se cada um desses bebês fosse
alimentado com o leite artificial ou fórmula quantas latas seriam descartadas? Sem contar
que uma lata de leite só é suficiente para uma semana. Além destes, quantas mamadeiras,
chupetas e outros materiais devem estar sendo usados, todos poluentes? Quanto se
utiliza de energia na sua produção, normalmente provenientes de combustíveis fósseis,
emitindo carbono na natureza? Como se vê, o impacto para o meio ambiente seria
enorme.
Nos próprios Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que entrou em vigor
no ano de 2015, justamente para que se fizesse um pacto entre os países para melhorar a
condição do Planeta foi constatado que a amamentação está envolvida em quase todas as
metas como: A erradicação da Pobreza, Fome zero e agricultura sustentável, Saúde e bem
estar e Consumo e Produção Responsável (NAÇÕES UNIDAS BRASIL, s/d)
Considerações Finais
A amamentação não só trás benefícios para o bebê, como para a família, a
sociedade e o Planeta. Seres humanos que são amamentados tem a tendência de serem
mais saudáveis e mais felizes e podem fazer a diferença no mundo.
A Ciência comprova que, até o momento, nenhuma substância se equiparou ao leite
materno, seja pela superioridade das suas propriedades nutricionais e imunológicas, seja
por sua composição perfeita. Mas nem sempre este argumento é suficiente para a
sociedade apoiar a amamentação.
Nós temos tudo para vivermos em harmonia com o nosso Planeta se tomarmos uma
atitude urgente de preservação do meio ambiente, o que nos beneficia igualmente. As
consequências de uma desarmonia com o meio ambiente são deletérias e nós já estamos
vivenciando isso. Esta é outra razão para que as gerações futuras continuem, cada vez
mais, amamentando. Por estes motivos, além de ser um ato ecológico, amamentar é um
compromisso com o Planeta.
Como diz Yogananda (2013):
O mundo é como um ser vivo, com idade predeterminada. Somos
filhos da grande mãe Terra. Sugamos o seu peito para usufruir o
alimento produzido. Ela também nos nutre por meio de correntes
circulatórias de oxigênio, luz solar e água existentes em sua
atmosfera (p.63).
A Terra simboliza nossa grande mãe, que tudo nos dá. Nós dependemos do
Planeta. O homem pode potencializar os seus recursos se quiser ou pode continuar no
caminho da destruição. Isto porque nós temos um compromisso com as gerações que
criamos, com nossos filhos, por isso, temos que adotar um desenvolvimento sustentável,
ou seja, que nossas ações não comprometam as gerações futuras. Se o Planeta não está
saudável, nós também não estamos esta é a verdade. Por isso, vamos assumir cada um a
sua responsabilidade de reverter esta situação.
Agradecimentos
À Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro na figura da Dra Denise da Silva Lopes,
coordenadora do Banco de Leite de Rio Claro.
Ao Jornal Cidade que com seus competentes profissionais e recursos garantiram a
qualidade desta apresentação.
À UNESP, Câmpus de Rio Claro, pois devo à ela todo o conhecimento e experiência que
adquiri na área da pesquisa, ensino e extensão – atualmente na posição de aposentada.
REFERÊNCIAS
ANARUMA, S.M.; MORETTI, P. Pesquisa Nacional de Prevalência do Aleitamento Materno nas
Capitais Brasileiras (2008) adaptado para Mapas. Disponível em:
https://pt.slideshare.net/Anaruma/pesquisa-nacional-am-2008. Acesso em; 30 set 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno em Municípios
Brasileiros. Brasília – DF, 2010. Disponível em: http://www.redeblh.fiocruz.br/media/pamuni.pdf.
Acesso em: 30 set 2020.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção Primaria à Saúde. Departamento de
Promoção da Saúde. Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos / Ministério da
Saúde, Secretaria de Atenção Primaria à Saúde, Departamento de Promoção da Saúde. – Brasília
: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em:
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/guia_da_crianca_2019.pdf. Acesso em: 29
set 2020.
FALEIROS, Francisca Teresa Veneziano; TREZZA, Ercília Maria Carone; CARANDINA, Luana.
Aleitamento materno: fatores de influência na sua decisão e duração. Rev. Nutr., Campinas , v.
19, n. 5, p. 623-630, out. 2006 . Disponível em
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-
52732006000500010&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 15 out. 2020.
https://doi.org/10.1590/S1415-52732006000500010.
ICHISATO, Sueli Mutsumi Tsukuda; SHIMO, Antonieta Keiko Kakuda. Revisitando o desmame
precoce através de recortes da história. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto , v. 10, n. 4,
p. 578-585, July 2002 . Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-
11692002000400016&lng=en&nrm=iso>. access on 10 Sept. 2020.
https://doi.org/10.1590/S0104-11692002000400016.
KARNOPP, Ediana Volz Neitzke et al . Consumo alimentar de crianças menores de seis anos
conforme o grau de processamento. J. Pediatr. (Rio J.), Porto Alegre , v. 93, n. 1, p. 70-78, Feb.
2017 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-
75572017000100070&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 21 set 2020.
https://doi.org/10.1016/j.jped.2016.04.007.
NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Sobre o nosso trabalho para alcançar os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável no Brasil. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em:
15 out 2020.
O GLOBO. Amamentação infantil melhora no país na última década, mas pandemia impõe
desafios. In: O Vale. 05/08/2020. Disponível em:
https://www.ovale.com.br/_conteudo/brasil/2020/08/110708-amamentacao-infantil-melhora-no-pais-
na-ultima-decada--mas-pandemia-impoe-desafios.html. Acesso em: 10 set 2020.
OPAS/BRASIL. Brasil lança campanha de amamentação durante Semana Mundial do Aleitamento
Materno. 4 de agosto de 2020. Disponível em:
https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6242:brasil-lanca-
campanha-de-amamentacao-durante-semana-mundial-do-aleitamento-materno&Itemid=839.
Acesso em: 30 set 2020.
REA, M. Seminário debateu Amamentação para um Planeta Saudável. 25/07/2020. Disponível em:
http://aleitamento.com/promocao/conteudo.asp?cod=2529. Acesso em: 31 ago 2020.
UFRJ. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil
– ENANI-2019: Resultados preliminares – Indicadores de aleitamento materno no Brasil. UFRJ: Rio
de Janeiro, 2020. 9 p. Disponível em: https://enani.nutricao.ufrj.br/index.php/relatorios/ 1. Estudo
Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil. 2. Aleitamento materno. Acesso em: 20 ago 2020.
WORDOMETER. População Mundial. Disponível em: https://www.worldometers.info/br/. Acesso
em: 9 out 2020.
YOGANANDA, PARAMAHANSA. O Romance com Deus. Ed. Self Realization Fellowship.
Califórnia. Impresso por Bandeirantes (Brasil). 2013. v. II.

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  • 1. Como a amamentação pode contribuir para um Planeta mais saudável Autoria: SILVIA MARINA ANARUMA – docente (aposentada) – UNESP - Câmpus de Rio Claro – SP – Brasil email: silviarcsp@gmail.com Resumo Este artigo tem o objetivo de esclarecer como o aleitamento materno pode ajudar na preservação do Planeta – tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2020. Primeiramente, contextualiza o leitor sobre a prevalência do aleitamento materno no Brasil e no mundo, a fim de mostrar o quanto as ações de promoção do aleitamento materno são importantes; aborda as principais vantagens da amamentação e o quanto é superior aos outros leites. Finalmente, apresenta uma vantagem pouco falada, que é o fato do aleitamento materno contribuir para a preservação do meio ambiente, já que é natural e evita o descarte de materiais que podem prejudicar a natureza. Argumenta sobre a urgência de ações mais responsáveis indicando a amamentação como um caminho possível. Palavras chave: aleitamento materno – amamentação – sustentabilidade – preservação do ambiente Summary How breastfeeding can contribute to a healthier planet This article aims to clarify how breastfeeding can help preserve the Planet - the theme of the World Breastfeeding Week 2020. First, it contextualizes the reader on the prevalence of breastfeeding in Brazil and in the world, in order to show the how important actions to promote breastfeeding are; addresses the main benefits of breastfeeding and how much it is superior to other milks. Finally, it presents a little talked about advantage, which is the fact that breastfeeding contributes to the preservation of the environment, since it is natural and avoids the disposal of materials that can harm nature. It argues about the urgency of more responsible actions, indicating breastfeeding as a possible way. Keywords: breastfeeding - breastfeeding - sustainability - preservation of the environment Introdução Este texto tem como objetivo esclarecer como o aleitamento materno pode ser um meio de contribuir para um Planeta mais saudável - tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2020. Foi matéria de uma Live proferida para profissionais de saúde e comunidade em geral, por ocasião da 22a Semana do Aleitamento Materno no Município de Rio Claro - Estado de São Paulo.
  • 2. Inicialmente, gostaria de fazer uma atualização dos dados sobre a prevalência do aleitamento materno no mundo e no Brasil a fim de contextualizar o tema em questão e mostrar o quão necessário é continuar com ações de promoção do aleitamento materno. Na II Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal (BRASIL, 2010) e em Anaruma e Moretti (2019) um dado se destaca: com apenas 1 mês de vida, pelo menos 15 % dos bebês já tinham bebido água, chás ou leite e, de 6 a 9 meses, ingerido alimentação não saudável: bolacha, café, refrigerante e salgadinho. Em pesquisa mais recente de Karnopp et al (2017) foi observado que os alimentos ultra processados estiveram presentes em 17,9% da alimentação de crianças abaixo de 24 meses. Na pesquisa apresentada pela OPAS ([Organização Pan Americana das Américas] / BRASIL, 2020) foi demonstrado que: - 1 em cada 2 mães amamentam na 1ª hora de vida - 4 em cada 10 mães amamentam até os 6 meses - 3 em cada 10 mães amamentam até os 2 anos. Como pode ser visto, os índices estão abaixo do ideal preconizado pela OMS, ou seja, que todos os bebês sejam amamentados de forma exclusiva até os 6 meses e a partir daí, adotem a amamentação complementar até os dois anos ou mais. O resultado não é muito diferente no Brasil. De acordo com os dados preliminares do Estudo Nacional de Alimentação em Nutrição Infantil - ENANI (UFRJ, 2020) com 14505 crianças até os 5 anos: - 60% dos bebês estava em amamentação exclusiva até os 4 meses. - 45,7% em Amamentação Exclusiva até os 6 meses
  • 3. - 53,1% em Amamentação Continuada entre 12 e 15 meses - 60,9 % amamentadas por menos de 24 meses. Se o percentual de bebês que amamentam até os dois anos ou mais fosse aumentado em 10%, a mortalidade infantil diminuiria – daí a importância das Políticas Públicas. Fazendo uma comparação dos dados brasileiros com a realidade mundial (OPAS) observamos que estamos um pouco acima da média no que tange ao A.M.E. e quanto a amamentação até os dois anos, o dobro da média, o que é muito positivo. O fato é que nos últimos 14 anos a amamentação exclusiva até os 4 meses aumentou em 15 vezes e até os 6 meses em 8,6 vezes no Brasil e mais da metade dos bebês têm sido amamentados até 1 ano (O GLOBO, 2020). A OMS estipulou que os países devem atingir até 2025 a meta de 50% de aleitamento materno em bebês até os 6 meses. Na verdade, o ideal seria que todos os bebês fossem amamentados, seja por ser um direito, seja porque, do ponto de vista da saúde, o leite materno é o melhor alimento nos primeiros anos de vida. Fatores que interferem sobremaneira nos resultados são: a escolaridade da mãe, a inserção da mulher no ambiente de trabalho, a situação socioeconômica, a idade materna, a situação conjugal, as redes de apoio, a experiência negativa, a intenção de amamentar, a desinformação e os mitos e crendices, dentre outros (FALEIROS; TREZZA; CARANDINA, 2006). Há também um grande interesse comercial e econômico no desmame pela indústria alimentícia e farmacêutica. A força deles é tão grande que o consumo de leite em pó, de
  • 4. mamadeiras, de chupetas, de comidinhas prontas e processadas, desde o nascimento, são considerados normais hoje em dia. Embora desde os tempos dos faraós já houvesse a presença das mamadeiras nas escavações - o que demonstra que a mulher já usava outros meios de alimentar o bebê - foi a partir da produção do leite artificial no séc. XIX que a amamentação sofreu uma das suas maiores quedas tendo como consequências: o aumento da morbimortalidade infantil, o desmame precoce e a perda de autoconfiança das mães (ICHISATO; SIMO,2002). Ainda temos o problema de o leite artificial ser um alimento ultra processado, contendo muitos ingredientes e aditivos alimentares artificiais, que só deveriam ser oferecidos para o bebê na impossibilidade dele ser amamentado. Tanto o leite em pó, como o composto lácteo e o leite de vaca, não é recomendado para o bebê antes de 1 ano. No entanto, nos últimos 5 anos, quase que dobraram as vendas de compostos lácteos, o que pode indicar que esta orientação não esteja sendo seguida (REA, 2020). Como se observa, o trabalho de promoção do aleitamento materno é fundamental, tanto para conscientizar a sociedade sobre as propriedades do leite materno, como para alertar sobre suas inúmeras vantagens e, principalmente, aumentar a prevalência. Tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2020: Por um Planeta mais saudável As Semanas Mundiais do Aleitamento Materno - que acontecem em mais de 120 países – ajudam muito na tarefa de promover o aleitamento materno. Durante estas semanas não só se chama a atenção sobre a importância do aleitamento materno, como
  • 5. se reforça ações realizadas ao longo do ano, sejam nos consultórios, nas Maternidades, nas UBS, nas escolas, nas Pastorais, etc. unindo todos em um único esforço. Não faltam motivos para comprovar a importância da amamentação. O leite materno é um alimento completo, por isso, o mais adequado para o bebê e a criança até os dois anos ou mais. Seus benefícios podem ser percebidos a curto, médio e longo prazo. O leite materno aumenta a inteligência, previne o diabetes tipo 2 e a obesidade na fase adulta. Sem contar os benefícios para a mãe: a prevenção do câncer de ovário, de útero e de mama; evita hemorragia pós-parto, libera o hormônio ocitocina, que acalma a mãe e reduz o estresse. A amamentação fortalece o vínculo entre mãe e bebê. Para entendermos melhor o quanto o leite materno faz a diferença na alimentação do bebê, vou usar uma analogia: se a cada amamentação fosse colocada uma moeda dentro de um cofrinho, no final de 1 ano teríamos uma surpresa, iríamos facilmente encher um pote. Cada moeda poderia representar uma carga de nutrientes que, além de interferir no desenvolvimento orofacial, fonoaudiológico, cognitivo e psicológico, também contribui para a prevenção de doenças, inclusive as respiratórias. Não é a toa que agosto é considerado o mês do laço dourado – porque o leite materno é considerado o padrão ouro em alimentação infantil. Mas não é só pela saúde física e mental do bebê e da mãe, pela questão econômica, social e nutricional que nós mulheres devemos amamentar. É também pela saúde do Planeta. A amamentação pode ajudar o Planeta Terra a se tornar mais saudável porque ela atua na preservação do meio ambiente, tão premente no momento atual.
  • 6. Neste sentido, a IBFAN (International Baby Food Action Network [Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar]), órgão responsável por eleger os temas a serem focados nas Campanhas Mundiais escolheu este tema para ser abordado durante a Semana Mundial deste ano de 2020: Amamentação: Por um Planeta mais saudável. Infelizmente, por anos, seguimos acompanhando a destruição dos nossos biomas, o aumento da poluição, a extinção de várias espécies animais, o aquecimento global e, paralelamente, o crescimento da fome e da miséria. É certo que a questão é complexa e que muitas das causas são atribuídas aos grandes capitais, porém, muitas pessoas se comportam como se fossem apartadas do Planeta, gerando lixo além do normal, desperdiçando recursos naturais e poluindo o meio ambiente. E, na verdade, nós não somos donos, mas nós pertencemos ao Planeta Terra, o que muda a referência que temos de superioridade. Pensando numa perspectiva holística, nós formamos uma unidade com o Planeta. Nós estabelecemos com ele uma relação dialética, de forma que toda ação vai gerar uma reação. Ações positivas geram consequências positivas e ações negativas geram consequências negativas, tanto em nível macrossocial como em nível macrossocial. Neste sentido, vejamos como a amamentação contribui para a preservação do Planeta. De acordo com o Guia Alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos (BRASIL, 2019): A amamentação contribui efetivamente para a sustentabilidade ambiental e segurança alimentar e nutricional. O leite materno é um alimento natural, não industrializado, produzido e fornecido sem poluição e sem prejuízos aos recursos naturais. Dispensa a produção leiteira animal, reduzindo o seu impacto na natureza, evitando resíduos que contribuem para a emissão de gás metano, com resultado direto no efeito estufa. Reduz a produção industrial de fórmulas lácteas e toda uma cadeia de
  • 7. produtos geradores de detritos, como toneladas de latas, plásticos e rótulos (p.24) . O leite materno não causa poluição; além de ser natural, é renovável e seguro. Vem na temperatura certa, na quantidade certa e é espécie específico, ou seja, próprio para a espécie humana. A amamentação não tem custo. Não precisa de transporte. No momento atual, em que se volta toda a atenção à higiene (por conta da contaminação pelo COVID 19), o leite materno ainda tem outra vantagem: é limpo, não é preciso desperdiçar água, nem gás para ferver ou esterilizar (como acontece quando se faz uso das mamadeiras, chupetas e chuquinhas). Para se ter uma ideia do impacto que alguns materiais relacionados à alimentação infantil exercem no meio ambiente, basta fazer um cálculo: só este ano, até o momento, já nasceram 107.718.694 bebês (WORDOMETER, 2020). Se cada um desses bebês fosse alimentado com o leite artificial ou fórmula quantas latas seriam descartadas? Sem contar que uma lata de leite só é suficiente para uma semana. Além destes, quantas mamadeiras, chupetas e outros materiais devem estar sendo usados, todos poluentes? Quanto se utiliza de energia na sua produção, normalmente provenientes de combustíveis fósseis, emitindo carbono na natureza? Como se vê, o impacto para o meio ambiente seria enorme. Nos próprios Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que entrou em vigor no ano de 2015, justamente para que se fizesse um pacto entre os países para melhorar a condição do Planeta foi constatado que a amamentação está envolvida em quase todas as metas como: A erradicação da Pobreza, Fome zero e agricultura sustentável, Saúde e bem estar e Consumo e Produção Responsável (NAÇÕES UNIDAS BRASIL, s/d)
  • 8. Considerações Finais A amamentação não só trás benefícios para o bebê, como para a família, a sociedade e o Planeta. Seres humanos que são amamentados tem a tendência de serem mais saudáveis e mais felizes e podem fazer a diferença no mundo. A Ciência comprova que, até o momento, nenhuma substância se equiparou ao leite materno, seja pela superioridade das suas propriedades nutricionais e imunológicas, seja por sua composição perfeita. Mas nem sempre este argumento é suficiente para a sociedade apoiar a amamentação. Nós temos tudo para vivermos em harmonia com o nosso Planeta se tomarmos uma atitude urgente de preservação do meio ambiente, o que nos beneficia igualmente. As consequências de uma desarmonia com o meio ambiente são deletérias e nós já estamos vivenciando isso. Esta é outra razão para que as gerações futuras continuem, cada vez mais, amamentando. Por estes motivos, além de ser um ato ecológico, amamentar é um compromisso com o Planeta. Como diz Yogananda (2013): O mundo é como um ser vivo, com idade predeterminada. Somos filhos da grande mãe Terra. Sugamos o seu peito para usufruir o alimento produzido. Ela também nos nutre por meio de correntes circulatórias de oxigênio, luz solar e água existentes em sua atmosfera (p.63). A Terra simboliza nossa grande mãe, que tudo nos dá. Nós dependemos do Planeta. O homem pode potencializar os seus recursos se quiser ou pode continuar no caminho da destruição. Isto porque nós temos um compromisso com as gerações que criamos, com nossos filhos, por isso, temos que adotar um desenvolvimento sustentável,
  • 9. ou seja, que nossas ações não comprometam as gerações futuras. Se o Planeta não está saudável, nós também não estamos esta é a verdade. Por isso, vamos assumir cada um a sua responsabilidade de reverter esta situação. Agradecimentos À Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro na figura da Dra Denise da Silva Lopes, coordenadora do Banco de Leite de Rio Claro. Ao Jornal Cidade que com seus competentes profissionais e recursos garantiram a qualidade desta apresentação. À UNESP, Câmpus de Rio Claro, pois devo à ela todo o conhecimento e experiência que adquiri na área da pesquisa, ensino e extensão – atualmente na posição de aposentada. REFERÊNCIAS ANARUMA, S.M.; MORETTI, P. Pesquisa Nacional de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras (2008) adaptado para Mapas. Disponível em: https://pt.slideshare.net/Anaruma/pesquisa-nacional-am-2008. Acesso em; 30 set 2020. BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno em Municípios Brasileiros. Brasília – DF, 2010. Disponível em: http://www.redeblh.fiocruz.br/media/pamuni.pdf. Acesso em: 30 set 2020. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção Primaria à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primaria à Saúde, Departamento de Promoção da Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/guia_da_crianca_2019.pdf. Acesso em: 29 set 2020. FALEIROS, Francisca Teresa Veneziano; TREZZA, Ercília Maria Carone; CARANDINA, Luana. Aleitamento materno: fatores de influência na sua decisão e duração. Rev. Nutr., Campinas , v. 19, n. 5, p. 623-630, out. 2006 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415- 52732006000500010&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 15 out. 2020. https://doi.org/10.1590/S1415-52732006000500010. ICHISATO, Sueli Mutsumi Tsukuda; SHIMO, Antonieta Keiko Kakuda. Revisitando o desmame precoce através de recortes da história. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto , v. 10, n. 4, p. 578-585, July 2002 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-
  • 10. 11692002000400016&lng=en&nrm=iso>. access on 10 Sept. 2020. https://doi.org/10.1590/S0104-11692002000400016. KARNOPP, Ediana Volz Neitzke et al . Consumo alimentar de crianças menores de seis anos conforme o grau de processamento. J. Pediatr. (Rio J.), Porto Alegre , v. 93, n. 1, p. 70-78, Feb. 2017 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021- 75572017000100070&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 21 set 2020. https://doi.org/10.1016/j.jped.2016.04.007. NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Sobre o nosso trabalho para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 15 out 2020. O GLOBO. Amamentação infantil melhora no país na última década, mas pandemia impõe desafios. In: O Vale. 05/08/2020. Disponível em: https://www.ovale.com.br/_conteudo/brasil/2020/08/110708-amamentacao-infantil-melhora-no-pais- na-ultima-decada--mas-pandemia-impoe-desafios.html. Acesso em: 10 set 2020. OPAS/BRASIL. Brasil lança campanha de amamentação durante Semana Mundial do Aleitamento Materno. 4 de agosto de 2020. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6242:brasil-lanca- campanha-de-amamentacao-durante-semana-mundial-do-aleitamento-materno&Itemid=839. Acesso em: 30 set 2020. REA, M. Seminário debateu Amamentação para um Planeta Saudável. 25/07/2020. Disponível em: http://aleitamento.com/promocao/conteudo.asp?cod=2529. Acesso em: 31 ago 2020. UFRJ. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil – ENANI-2019: Resultados preliminares – Indicadores de aleitamento materno no Brasil. UFRJ: Rio de Janeiro, 2020. 9 p. Disponível em: https://enani.nutricao.ufrj.br/index.php/relatorios/ 1. Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil. 2. Aleitamento materno. Acesso em: 20 ago 2020. WORDOMETER. População Mundial. Disponível em: https://www.worldometers.info/br/. Acesso em: 9 out 2020. YOGANANDA, PARAMAHANSA. O Romance com Deus. Ed. Self Realization Fellowship. Califórnia. Impresso por Bandeirantes (Brasil). 2013. v. II.