MÓDULO:PSICOPEDAGOGIA: AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO.                            AUTORIA:        ME. DORALICE VEIGA ALVES       ...
Módulo de: Psicopedagogia: Avaliação e Diagnóstico.Autoria: Me. Doralice Veiga AlvesPrimeira edição: 2007Todos os direitos...
A     PRESENTAÇÃOA Psicopedagogia é uma disciplina que se ocupa com as dificuldades do processo deaprendizagem humana, col...
O      BJETIVOCapacitar profissionais para atuarem na área de Psicopedagogia, através de uma formaçãointerdisciplinar, ref...
S        UMÁRIOAPRESENTAÇÃO .................................................................................................
UNIDADE 11 ..................................................................................................................
UNIDADE 27 ..................................................................................................................
U      NIDADE        1Objetivo: informar como surgiu e o que é Psicopedagogia.Lembre-se na Educação a distância a aprendiz...
primeiro curso oficial de Psicopedagogia foi oferecido pelo Instituto Sedes Sapientiae/SP, em1980. Após o término daquele ...
como reconhecê-las, tratá-las e preveni-las. Este objeto de estudo, que é um sujeito a serestudado por outro sujeito, adqu...
psicopedagogia é uma disciplina interdisciplinar que vêm com a proposta de unirconhecimentos de outras disciplinas para fo...
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as condições evolutivas da aprendizagem apontando caminhos para um aprender maiseficiente.  Vejamos a definição sobre os d...
e todas as suas inter-relações com outros fatores que podem influenciá-lo, das influênciasemocionais, sociais, pedagógicas...
Acesse o site do Ministério do Trabalho e Emprego, entre na Classificação Brasileira de  Ocupações (CBO), e busque “Psicop...
A dimensão cognitiva está relacionada ao desenvolvimento das estruturas cognoscitivas dosujeito aplicadas em diferentes si...
Reflexão sobre as áreas de estudo que perpassam o conhecimento psicopedagógico.Faça uma lista com as áreas de estudo e a s...
U      NIDADE        3Objetivo: estudar a evolução do entendimento humano sobre aprendizagem, desde aantiguidade até a déc...
pedagogia da personalidade visava a formação individual e pedagogia humanista quetrabalhava os indivíduos numa linha onde ...
Hull afirmava que a força do hábito, além dos estímulos originados pelas recompensas,constituía um dos principais aspectos...
U      NIDADE        4Objetivo: dar sequência ao estudo da evolução histórica sobre aprendizagem, apresentandoalgumas defi...
podem ser considerados natos, como o ato de aprender a falar, a andar, necessitando queele passe pelo processo de maturaçã...
linguagem escrita são resultantes não apenas do processo pedagógico de ensino-aprendizagem propriamente dito, mas das rela...
Assista ao vídeo LEV VYGOTSKY. Série Grandes Educadores. Apresentação: MartaKohl de Oliveira. São Paulo: ATTA Mídia e Educ...
O processo de aprendizagem na abordagem de Piaget                       Jean Piaget ( 9/10/1896 a 16/09/1980) estudou inic...
Esta equilibração é necessária porque se uma pessoa só assimilasse, desenvolveria apenasalguns esquemas cognitivos, esses ...
À primeira vista, o desabrochamento da personalidade parecedepender, sobretudo, dos fatores afetivos; na realidade, aeduca...
U      NIDADE        5Objetivo: entender o processo de aprendizagem pós-piagetiano.Mergulhe no texto com atenção e prazer....
HipoacomodaçãoA acomodação consiste em adaptar-se para que ocorra a internalização. A sintomatização daacomodação pode dar...
hiperacomodativa/hipoassimilativa pode não ser visto como tendo “problemas deaprendizagem”, pois, consegue reproduzir os m...
U      NIDADE          6Objetivo: sintetizar as três concepções mais utilizadas sobre o processo de aprendizagem.Faça as t...
deve investigar o nível de conhecimento do aluno, identificando seus pontos fortes e fracos eadaptando os conteúdos de for...
É necessário que o psicopedagogo tenha um olhar abrangente sobre as causas dasdificuldades de aprendizagem, indo além dos ...
U      NIDADE        7Objetivo: compreender em que consistem as dificuldades de                             aprendizagem e...
dificuldades não são esperadas com relação à idade e a outras dificuldades acadêmicascognitivas; não são um resultado de d...
sons, grafemas – diferentes, dificuldades no reconhecimento e na leitura de palavras quenão têm significado, alterações na...
freqüência, pois ficam escravos da rota fonológica, que é morosa em seu funcionamento.Diante disso, os erros habituais são...
U      NIDADE          8Objetivo: compreender a Disgrafia e a Discalculia, dificuldades comuns de aprendizagem.Leia com at...
O termo Discalculia é usado frequentemente para caracterizar, especificamente, a inabilidadede executar operações matemáti...
• A inabilidade de dizer qual de dois números é o maior.   • Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental etc.   • ...
U         NIDADE       9Objetivo: tratar sobre o que é diagnóstico.O texto utilizado foi extraído de trechos do artigo int...
Diagnóstico provém do (<grego original διαγηοστικόη, pelo latim diagnosticu =[dia="atravésde, durante, por meio de"]+ [gno...
imediata e de longo prazo, organização de figuras e praxias orofaciais), teste de leitura(segmentação de palavras – sons u...
O encorajamento, a ajuda, a compreensão e a paciência (pois o                          disléxico leva mais tempo para real...
com a criança, expressando sentimentos, demonstrando interesse, tendo vocabulário e falafluente e estimulando suas habilid...
U      NIDADE        10Objetivo: exercitar os conteúdos das unidades anteriores.Responda as questões com afinco, pois, est...
• De acordo com o material estudado na Unidade 04, comente a afirmação: O serhumano nasce potencialmente inclinado a apren...
U      NIDADE        11Objetivo: As unidades 11, 12 e 13 terão por finalidade aprofundar questões relativas ao temadiagnós...
Após esta data, muito se tem discutido e abordado sobre o assunto, visto a importância nocontexto da aprendizagem, surgind...
Há pelo menos dois grupos que se distinguem pelo quadro que apresentam. Enquanto numpodemos encontrar crianças com um quad...
estratégias para aprender, manifestados na falta de organização e utilização de funçõesmetacognitivas, comprometendo o suc...
U         NIDADE     12Objetivo: aprofundar questões relativas ao tema diagnóstico.Continuaremos    trabalhando       o   ...
Além disso, costuma-se considerar quatro critérios adicionais no diagnóstico de distúrbios deaprendizagem. Para que a cria...
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  1. 1. MÓDULO:PSICOPEDAGOGIA: AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO. AUTORIA: ME. DORALICE VEIGA ALVES Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  2. 2. Módulo de: Psicopedagogia: Avaliação e Diagnóstico.Autoria: Me. Doralice Veiga AlvesPrimeira edição: 2007Todos os direitos desta edição reservados àESAB – ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL LTDAhttp://www.esab.edu.brAv. Santa Leopoldina, nº 840/07Bairro Itaparica – Vila Velha, ESCEP: 29102-040 2 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  3. 3. A PRESENTAÇÃOA Psicopedagogia é uma disciplina que se ocupa com as dificuldades do processo deaprendizagem humana, colocando-se além dos limites da Psicologia e da própria Pedagogia.Este módulo versa sobre a história da Psicopedagogia, bem como apresenta os conceitos,os campos de atuação e as áreas de estudo que referendam a prática psicopedagógica.Ao longo das unidades, além de refletir sobre as origens teóricas da Psicopedagogia, vocêvai compreender a complexidade do processo de aprendizagem e as suas vinculações comas influências emocionais, sociais, pedagógicas e orgânicas.Finalmente, o conteúdo do módulo suscita questões éticas e conceituais que perpassam ostemas “avaliação e diagnóstico” e são cruciais para a psicopedagogia, sobretudo, no quetange a formação do psicopedagogo.Desejo-lhe bom estudo. Lembre-se que na Educação a distância a aprendizagem acontecede maneira independente e autônoma. Torne-se ativo no seu processo de aprendizagem.Organize o seu tempo para o estudo. Com certeza colherá bons resultados. 3 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  4. 4. O BJETIVOCapacitar profissionais para atuarem na área de Psicopedagogia, através de uma formaçãointerdisciplinar, reflexão crítica e participação na produção e sistematização do saberpsicopedagógico.E MENTAHistória, conceituação, campos de atuação e áreas de estudo. Conceitos e definições sobreaprendizagem. O processo de aprendizagem. Dificuldades de aprendizagem. Diagnóstico eInstrumentos. Relato de Experiência. Inteligências Múltiplas. Educação para a paz.S OBRE O AUTORDoralice Veiga Alves:Mestre em Serviço Social, pela PUC/SP, 2000;Especialização em Aperfeiçoamento em Didática do Ensino Superior, Universidade BrázCubas, 1995;Especialização em Atualização em Psicologia Clínica, Universidade Federal do EspíritoSanto, 1981;Graduação em Serviço Social, Universidade Federal do Espírito Santo, 1981. 4 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  5. 5. S UMÁRIOAPRESENTAÇÃO .................................................................................................................... 3OBJETIVO................................................................................................................................ 4EMENTA................................................................................................................................... 4SOBRE O AUTOR ................................................................................................................... 4SUMÁRIO ................................................................................................................................. 5UNIDADE 1 .............................................................................................................................. 8 Psicopedagogia: história e conceituação. ............................................................................. 8UNIDADE 2 ............................................................................................................................ 12 Psicopedagogia: campos de atuação e áreas de estudo .................................................... 12UNIDADE 3 ............................................................................................................................ 18 O que é aprendizagem ........................................................................................................ 18UNIDADE 4 ............................................................................................................................ 21 Definições de aprendizagem ............................................................................................... 21 O processo de aprendizagem na abordagem de Vygotsky ................................................. 22 O processo de aprendizagem na abordagem de Piaget ..................................................... 25UNIDADE 5 ............................................................................................................................ 28 O processo de aprendizagem pós-piagetiano ..................................................................... 28UNIDADE 6 ............................................................................................................................ 31 As três concepções sobre o processo de aprendizagem .................................................... 31UNIDADE 7 ............................................................................................................................ 34 Dificuldades de aprendizagem I .......................................................................................... 34UNIDADE 8 ............................................................................................................................ 38 Dificuldades de aprendizagem II ......................................................................................... 38UNIDADE 9 ............................................................................................................................ 41 Diagnóstico: o que é?.......................................................................................................... 41UNIDADE 10 .......................................................................................................................... 46 Revisão das unidades anteriores ........................................................................................ 46 5 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  6. 6. UNIDADE 11 .......................................................................................................................... 48 Diagnóstico ......................................................................................................................... 48UNIDADE 12 .......................................................................................................................... 52 Diagnóstico ......................................................................................................................... 52UNIDADE 13 .......................................................................................................................... 55 Diagnóstico diferencial ........................................................................................................ 55UNIDADE 14 .......................................................................................................................... 59 Diagnóstico e avaliação: alguns instrumentos .................................................................... 59UNIDADE 15 .......................................................................................................................... 62 Metodologia e instrumentos ................................................................................................ 62UNIDADE 16 .......................................................................................................................... 65 Testes projetivos ................................................................................................................. 65UNIDADE 17 .......................................................................................................................... 68 Testes projetivos na Psicopedagogia .................................................................................. 68UNIDADE 18 .......................................................................................................................... 73 Provas ................................................................................................................................. 73UNIDADE 19 .......................................................................................................................... 75 Testes de Critérios (T.C.) .................................................................................................... 75UNIDADE 20 .......................................................................................................................... 77 Testes de critério – Planejamento de ensino ...................................................................... 77UNIDADE 21 .......................................................................................................................... 81 Testes de critério – objetivos de ensino .............................................................................. 81UNIDADE 22 .......................................................................................................................... 84 Testes de critério - revisão .................................................................................................. 84UNIDADE 23 .......................................................................................................................... 87 Portfólio ............................................................................................................................... 87UNIDADE 24 .......................................................................................................................... 89 Relato de experiência ou prática ......................................................................................... 89UNIDADE 25 .......................................................................................................................... 93 Relato de experiência ou prática ......................................................................................... 93UNIDADE 26 .......................................................................................................................... 96 Relato da prática ou experiência ......................................................................................... 96 6 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  7. 7. UNIDADE 27 ........................................................................................................................ 100 Modelos de relato de experiência ..................................................................................... 100UNIDADE 28 ........................................................................................................................ 105 Inteligências múltiplas ....................................................................................................... 105UNIDADE 29 ........................................................................................................................ 108 Educação para a paz ........................................................................................................ 108UNIDADE 30 ........................................................................................................................ 115 Avaliação do Módulo ......................................................................................................... 115GLOSSÁRIO ........................................................................................................................ 117BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................... 139 7 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  8. 8. U NIDADE 1Objetivo: informar como surgiu e o que é Psicopedagogia.Lembre-se na Educação a distância a aprendizagem acontece de maneira independente eautonôma. O tutor é um mediador, dá suporte e atua como orientador da aprendizagem dosalunos. Torne-se ativo neste processo. Tenha disciplina, organize o seu tempo para oestudo. Com certeza colherá bons resultados.Nesta unidade trabalharemos com fragmentos da Dissertação de Mestrado “Construindo umespaço: ambiente computacional para aplicação no processo de avaliação psicopedagógica”.Sueli de Abreu, UFRJ/NCE, 2004.Desejo-lhe bom estudo. Leia o texto com atenção. Procure o significado das palavrasdesconhecidas. Faça as tarefas sugeridas, pois, estas lhe darão mais informações para oentendimento do conteúdo das unidade.Psicopedagogia: história e conceituação.Como surgiu a psicopedagogia A psicopedagogia surgiu, no final do século XIX, com a característica de uma pedagogia curativa. Ou seja, despontou como possibilidade de se trabalhar crianças com lesões cerebrais e neurológicas, adquiridas ou genéticas. Dessa forma, emerge com o objetivo de recuperar aquelas crianças com dificuldades de aprendizagem, que não acompanhavam,em sala de aula, o ritmo dos demais colegas, Daí, sua natureza curativa.No Brasil, segundo Maria Irene Maluf, presidente da Associação Brasileira dePsicopedagogia - ABPp, a Psicopedagogia começou a ser ensinada em cursos esporádicos,ministrados por especialistas provenientes, inicialmente, da Argentina e do Uruguai. O 8 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  9. 9. primeiro curso oficial de Psicopedagogia foi oferecido pelo Instituto Sedes Sapientiae/SP, em1980. Após o término daquele curso, um grupo de pedagogas, liderado por Leda Barone eEdith Rubinstein, resolveu fundar uma Associação, que congregasse o grande número deprofissionais, com formação em cursos livres de Psicopedagogia, em torno do estudo e dadivulgação da profissão.Ainda hoje, o termo “psicopedagogia” é desconhecido por grande parte da populaçãobrasileira. Os psicopedagogos, até então, são pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, enfim,profissionais com pós-graduação em Psicopedagogia. A profissão de psicopedagogo, aindanão foi regulamentada, a exemplo de outros países, em especial da França e de Portugal.Em 2005, o primeiro curso de graduação em psicopedagogia, nível graduação, foi oferecidopela PUC/RS. Nesta época, existiam outros cursos em andamento: no Centro UniversitárioLa Salle,(Canos, RS) e no Centro Universitário FIEO (Osasco, São Paulo). O primeiromestrado acadêmico, com área de concentração em psicopedagogia, foi recomendado, em2006, pela CAPES A regulamentação brasileira tem avançado a partir do Projeto de Lei nº128/2000 e da Lei nº 10.891. Entretanto, a regulamentação de qualquer nova profissão, aexemplo da psicanálise, têm encontrado uma forte barreira constitucional, pois o Art. 5º daConstituição Brasileira prevê o "livre exercício profissional", então, entende-se que édesnecessário e oneroso para o Estado a regulamentação de profissões, exceto quando hárisco eminente para a sociedade.Enfim, o que é Psicopedagogia? ”A Psicopedagogia se ocupa da aprendizagem humana – o problema de aprendizagem, colocando num território pouco explorado, situado além dos limites da Psicologia e da própria Pedagogia – e evolui devido à existência de recursos, para atender esta demanda, constituindo-se assim, numa prática.Como se preocupa com o problema de aprendizagem, deve ocupar-se inicialmente doprocesso de aprendizagem. Portanto, vemos que a psicopedagogia estuda as característicasda aprendizagem humana: como se aprende como esta aprendizagem varia evolutivamentee está condicionada por vários fatores, como se produzem as alterações na aprendizagem, 9 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  10. 10. como reconhecê-las, tratá-las e preveni-las. Este objeto de estudo, que é um sujeito a serestudado por outro sujeito, adquire características específicas a depender do trabalho clínicoou preventivo.” (Sueli de Abreu, 2004).Atualmente, o enfoque da Psicopedagogia prioriza o processo de aprendizagem em suaamplitude e complexidade. Representa uma área de conhecimento interdisciplinar, pois,utiliza o conhecimento de várias disciplinas para desenvolver um quadro de referênciasteóricas adequadas a sua demanda. Portanto, a Psicopedagogia é um estudo que seconstrói, originalmente, a partir de dois saberes e práticas, a Pedagogia e a Psicologia. Noentanto, o campo dessa mediação recebe, também, influências da lingüística, da semiótica,da sociologia, da neuropsicologia, da psicofisiologia, da filosofia e da medicina. A Psicopedagogia representa uma prática interdisciplinar. A interdisciplinaridade surgiu da necessidade de criar laços/diálogos entre as disciplinas, em meados do século XX. Pesquisadores, como Jean Piaget, Edgar Morin, Eric Jantsch dentre outros, começaram a romper com as fronteiras entre as disciplinas. E, sobretudo, com a visão clássica do mundo, onde o conhecimento era excessivamente compartimentalizado. A interdisciplinaridade lida com a transferência de métodos de uma disciplina para outra. É muito importante que você compreenda o conceito de interdisciplinaridade para transitar bem pelo módulo de Psicopedagogia. Você deve pesquisar e ler mais sobre o tema.No final do século XIX, demonstrando um significativo avanço do pensamento, surge umembrião da psicopedagogia: a pedagogia curativa. Entendemos como avanço, pois, aproposta de se romper com a compartimentalização do conhecimento surge somente noséculo XX, após a emergência da física quântica. Os cientistas rompem à época com aciência clássica e com os paradigmas que davam sustentação a física clássica. Portanto, a 10 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  11. 11. psicopedagogia é uma disciplina interdisciplinar que vêm com a proposta de unirconhecimentos de outras disciplinas para fortalecer a pesquisa e a prática sobre o processoda aprendizagem humana. É uma disciplina deverás complexa, pois, a neurociência, alingüística, a filosofia etc estão em processo acelerado de descobertas que precisam,cotidianamente, serem apropriadas pela psicopedagogia. Para entender melhor o conceito de Interdisciplinaridade acesse o site http://ensino.univates.br/~4iberoamericano/trabalhos/trabalho052.pdf e leia as definições e as reflexões acerca do temaConsiderações sobre o desenvolvimento deste módulo: 1) Este módulo foi elaborado para constituir-se material marcado pela: - Facilidade nas abordagens. Os textos, feitos por meio de pesquisas na internet, são apresentados de forma simples e direta. A idéia central foi a defavorecer técnicas para que você possa elaborar material de auxílio para o seu futurotrabalho.2) Várias opções de material teórico você poderá encontrar como sugestão de leitura eobrigação de estudo na Bibliografia.3) Na prova presencial sempre cairá perguntas similares ao que foi trabalhado nos exercícioson-line e atividades reflexivas existentes nos textos. Por isto, se você realizar todos osexercícios e as propostas para os estudos levantados o sucesso estará garantido. 11 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  12. 12. U NIDADE 2Objetivo: tratar sobre os campos de atuação e as áreas de estudo da Psicopedagogia.Seja curioso, pesquise. Esclareça suas dúvidas. Faça as tarefas sugeridas, pois, estas lhedarão mais informações para o entendimento do conteúdo da unidade.Neste unidade, trabalharemos com fragmentos da Dissertação de Mestrado “Construindo umespaço: ambiente computacional para aplicação no processo de avaliação psicopedagógica”.Sueli de Abreu, UFRJ/NCE, 2004Psicopedagogia: campos de atuação e áreas de estudoOs campos de atuação da psicopedagogiaVimos que a psicopedagogia nasceu da necessidade de uma melhor compreensão doprocesso de aprendizagem e se tornou uma área de estudo específica que buscaconhecimento em outros campos e cria seu próprio objeto de estudo. Ocupa-se do processode aprendizagem humana: seus padrões de desenvolvimento e a influência do meio nesseprocesso. A clínica psicopedagógica corresponde a um de seus campos de atuação, cujo objetivo é diagnosticar e tratar os sintomas emergentes no processo de aprendizagem. O diagnóstico psicopedagógico busca investigar, pesquisar para averiguar quais são os obstáculos que estão levando o sujeito à situação de não aprender, aprender com lentidão e/ou com dificuldade; esclarece uma queixa dopróprio sujeito, da família ou da escola.A distinção entre o trabalho clínico e o preventivo é fundamental. O primeiro visa buscar osobstáculos e as causas para o problema de aprendizagem já instalado; e o segundo, estudar 12 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  13. 13. as condições evolutivas da aprendizagem apontando caminhos para um aprender maiseficiente. Vejamos a definição sobre os dois campos de atuação da psicopedagogia: O trabalho clínico dá-se na relação entre um sujeito com sua história pessoal e sua modalidade de aprendizagem, buscando compreender a mensagem de outro sujeito, implícita no não-aprender. Nesse processo, onde investigador e objeto-sujeito de estudo interagem constantemente, a própria alteração torna-se alvo de estudo da Psicopedagogia. Isto significa que, nesta modalidade de trabalho, deve o profissional compreender o que o sujeito aprende - como o sujeito aprende e porque o sujeito aprende, além de perceber a dimensão da relação entre psicopedagogo e o sujeito, de forma, a favorecer a aprendizagem.No enfoque preventivo a instituição, enquanto espaço físico e psíquico da aprendizagem - éobjeto de estudo da Psicopedagogia, uma vez que são avaliados os processos didático-metodológicos e a dinâmica institucional que interferem no processo de aprendizagem. No exercício clínico, o psicopedagogo deve reconhecer seu processo de aprendizagem, seus limites, suas competências, principalmente a intrapessoal e a interpessoal, pois seu objeto de estudo é um outro sujeito, sendo essencial o conhecimento e possibilidade de diferenciação do que é pertinente de cada um. Essa inter-relação de sujeitos, em que um procuraconhecer o outro naquilo que o impede de aprender, implica uma temática muito complexa.O psicopedagogo tem como função identificar a estrutura do sujeito, suas transformações notempo, influências do seu meio nestas transformações e seu relacionamento com oaprender. Este saber exige do psicopedagogo o conhecimento do processo de aprendizagem 13 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  14. 14. e todas as suas inter-relações com outros fatores que podem influenciá-lo, das influênciasemocionais, sociais, pedagógicas e orgânicas. Conhecer os fundamentos da Psicopedagogiaimplica refletir sobre suas origens teóricas, compreendendo o movimento interdisciplinar. E,sobretudo, perceber e garantir a aplicação dos conhecimentos disciplinares num novo quadroteórico próprio, nascido de sementes em comum.Áreas de estudo da psicopedagogia A Psicologia e a Pedagogia são as áreas “mães” da psicopedagogia, mas não são suficientes para embasar todo o conhecimento necessário. Desta forma, foi preciso recorrer a outras áreas, como a Filosofia, a Neurologia, a Sociologia, a Psicolingüística e a Psicanálise etc, no sentido de alcançar uma compreensão multifacetada do processo de aprendizagem.O campo de atuação da psicopedagogia é focado no estudo do processo de aprendizagem,diagnóstico e tratamento dos seus obstáculos, sendo o psicopedagogo responsável pordetectar e tratar possíveis obstáculos no processo de aprendizagem; trabalhar o processo deaprendizagem em instituições de indivíduos ou grupos e realizar processos de orientaçãoeducacional, vocacional e ocupacional, tanto na forma individual quanto em grupo. Psicopedagogia é a área de estudo dos processos e das dificuldades de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos. Além de trabalhar em escolas, esse profissional pode atuar em hospitais, auxiliando os pacientes a manter contato com as atividades normais de aprendizado. Pode trabalhar também em centros comunitários ou em consultório, público ou particular, orientando estudantes e seus familiares. 14 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  15. 15. Acesse o site do Ministério do Trabalho e Emprego, entre na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), e busque “Psicopedagogo”, abrirá um link com o código 2394.25. Clique, do lado esquerdo, em Tabela de Atividades, para descobrir quantas são as atribuições desse profissional. http://www.mtecbo.gov.br/busca/dacum.asp?codigo=2394As áreas de estudo se traduzem na observação de diferentes dimensões no processo deaprendizagem: orgânico, cognitivo, emocional, social e pedagógico. A interligação dessesaspectos ajudará a construir uma visão da pluricausalidade deste fenômeno, possibilitandouma abordagem global do sujeito em suas múltiplas facetas.A dimensão emocional está ligada ao desenvolvimento afetivo e sua relação com aconstrução do conhecimento e a expressão deste através de uma produção gráfica ouescrita. A psicanálise é a área que embasa esta dimensão, trata dos aspectos inconscientesenvolvidos no ato de aprender, permitindo-nos levar em conta a face desejante do sujeito.Neste caso, o não aprender pode expressar uma dificuldade na relação da criança com seugrupo de amigos ou com a sua família, sendo o sintoma de algo que não vai bem nestadinâmica.A dimensão social está relacionada à perspectiva da sociedade, onde estão inseridas afamília, o grupo social e a instituição de ensino. A Psicologia Social é a área responsável poreste aspecto. Encarrega-se da constituição dos sujeitos, que responde às relaçõesfamiliares, grupais e institucionais, em condições socioculturais e econômicas específicas eque contextualizam toda a aprendizagem. Um exemplo de sintoma do não aprenderrelacionado a este aspecto pode acontecer pelo fato do sujeito estar vivendo realidades emdois grupos de ideologia e prática com muitas diferenças. 15 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  16. 16. A dimensão cognitiva está relacionada ao desenvolvimento das estruturas cognoscitivas dosujeito aplicadas em diferentes situações. No domínio desta dimensão, devemos incluir amemória, a atenção, a percepção e outros fatores que usualmente são classificados comofatores intelectuais. A Epistemologia e a Psicologia Genética são as áreas de pano de fundopara este aspecto. Encarregam-se de analisar e descrever o processo construtivo doconhecimento pelo sujeito em interação com os outros objetos. A dimensão pedagógica está relacionada ao conteúdo, metodologia, dinâmica de sala de aula, técnicas educacionais e avaliações as quais o sujeito é submetido no seu processo de aprendizagem sistemática. A Pedagogia contribui com as diversas abordagens do processo ensinoaprendizagem, analisando-o do ponto de vista de quem ensina.A dimensão orgânica está relacionada à constituição biofisiológica do sujeito que aprende. Amedicina e, em especial, algumas áreas específicas contribuem para o embasamento desteaspecto. Os fundamentos da Neurolingüística possibilitam a compreensão dos mecanismoscerebrais que subjazem ao aprimoramento das atividades mentais. Sujeitos com alteraçãonos órgãos sensoriais terão o processo de aprendizagem diferente de outros, pois precisamdesenvolver outros recursos para captar material para processar as informações.A Lingüística é a área que atravessa todas as dimensões. Apresenta a compreensão dalinguagem como um dos meios que caracteriza o tipicamente humano e cultural: a línguaenquanto código disponível a todos os membros de uma sociedade e a fala como fenômenosubjetivo, evolutivo e historiado de acesso à estrutura simbólica.Nenhuma dessas áreas surgiu para responder especificamente a questões da aprendizagemhumana. No entanto, fornecem meios para refletirmos cientificamente e operarmos no campopsicopedagógico. 16 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  17. 17. Reflexão sobre as áreas de estudo que perpassam o conhecimento psicopedagógico.Faça uma lista com as áreas de estudo e a sua correspondência nas diversasdimensões. Exemplo: Dimensão emocional: Psicanálise. Dimensão Social; Dimensãoorgânica etc. Isto vai ajudá-lo a fixar o conhecimento, bem como a refletir sobre acomplexidade interdisciplinar. 17 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  18. 18. U NIDADE 3Objetivo: estudar a evolução do entendimento humano sobre aprendizagem, desde aantiguidade até a década de trinta.Leia o texto com atenção e tranquilidade. Lembre-se você tem autonomia e independênciapara organizar o seu tempo e a sua aprendizagem. Seja responsável. Trabalharemosfragmentos de textos extraídos da wikipedia. Disponível emhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem#Hist.C3.B3rico.O que é aprendizagemA psicopedagogia tem seu campo de atuação focado no estudo do processo deaprendizagem, diagnóstico e tratamento dos seus obstáculos. Esta unidade fará um brevehistórico sobre a evolução do conceito de aprendizagem, desde a antiguidade até os diasatuais. Pois, especialmente para o psicopedagogo, é essencial a compreensão sobre o que éaprendizagem, antes de se propor a diagnosticar e tratar as suas dificuldades.Vamos, então, conhecer a história:O processo de aprendizagem traduz a maneira como os seres adquirem novosconhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento. Trata-se de umprocesso complexo que, dificilmente, pode ser explicado apenas através de recortes do todo.Como veremos, mas é interessante ponturar, uma definição sobre aprendizagem seráderivada de pressupostos politico-ideológicos, relacionados a determinada concepção/visãode homem, de sociedade e de saber. Desde a antiguidade, o processo de aprendizagem é estudado e sistematizado. No Egito, China e Índia a aprendizagem tinha como finalidade transmitir as tradições e os costumes. Os gregos e os romanos, conceituaram a aprendizagem como 18 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  19. 19. pedagogia da personalidade visava a formação individual e pedagogia humanista quetrabalhava os indivíduos numa linha onde o sistema de ensino era representativo darealidade social e a ênfase era para a aprendizagem universal. Durante a Idade Média, a aprendizagem e o ensino, passaram a ser determinados pela religião e seus dogmas. No século XVI, com o advento do humanismo, as teorias de ensino e aprendizagem passam a ser estudadas separadamente, e com certa independência em relação ao clero.Entre o século XVII até o início do século XX, a teoria central sobre a aprendizagem,procurava demonstrar cientificamente que determinados processos universais regiam osprincípios da aprendizagem. À época a concepção científica era mecanicista, ou seja,Descartes viu o mundo como uma máquina, comparando a natureza a um relógio de cordas.O método proposto por ele, era pegar um relógio, desmontá-lo e reduzi-lo a um punhado depeças para entender o todo.Portanto, as pesquisas desenvolvidas sobre a aprendizagem eram sistematizadas de acordocom o método cartesiano/mecanicista. A metodologia da pesquisa visava enquadrar ocomportamento de todos os organismos num sistema unificado de leis, à exemplo dasistematização efetuada pelos cientistas para a explicação dos demais fenômenos dasciências naturais.Muitos acreditavam que a aprendizagem era uma questão ligada ao condicionamento. Nestaépoca a teoria behavorista teve grande ascensão. Uma experiência sobre o condicionamentofoi realizada pelo fisiólogo russo, Ivan Pavlov, que condicionou cães para salivarem ao somde campainhas.Nos anos 30, os cientistas Edwin R. Guthrie, Clark L. Hull e Edward C. Tolman pesquisaramsobre as leis que regem a aprendizagem.Guthrie acreditava que as respostas, ao invés das percepção/percepções ou os estadosmentais, poderiam formar as componentes da aprendizagem. 19 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  20. 20. Hull afirmava que a força do hábito, além dos estímulos originados pelas recompensas,constituía um dos principais aspectos da aprendizagem, a qual se dava num processogradual.Tolman ensinava que o princípio objetivo, visado pelo sujeito, era a base comportamentalpara a aprendizagem. Percebia o ser humano no contexto social, e, por essa razão, afirmavaser necessaria uma maior observação de seu estado emocional.Vamos parar por aqui - na próxima unidade, daremos sequência a evolução histórica doconceito de aprendizagem, estudando algumas definições, a partir da década da trinta, sob aótica de autores contemporâneos. Pesquise e reflita sobre os conceitos de ensino e aprendizagem. Lembre-se que na antiguidade não se fazia distinção entre esses termos. E hoje, são conceitos distintos que os definem? Ou não? 20 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  21. 21. U NIDADE 4Objetivo: dar sequência ao estudo da evolução histórica sobre aprendizagem, apresentandoalgumas definições, sob a abordagem de autores contemporâneos.Nesta unidade trabalharemos fragmentos de textos extraídos da wikipedia. Disponível emhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem#Hist.C3.B3ricoDefinições de aprendizagemAlgumas definições de aprendizagem Segundo alguns estudiosos, a aprendizagem é um processo integrado que provoca uma transformação qualitativa na estrutura mental daquele que aprende. Essa transformação se dá através da alteração de conduta de um indivíduo, seja por condicionamento operante, experiência ou ambos, de uma forma razoavelmente permanente. As informações podem ser absorvidas através de técnicas de ensino ou até pela simplesaquisição de hábitos. O ato ou vontade de aprender é uma característica essencial dopsiquismo humano, pois somente este possui o caráter intencional, ou a intenção deaprender; dinâmico, por estar sempre em mutação e procurar informações para aaprendizagem; criador, por buscar novos métodos visando à melhora da própriaaprendizagem, por exemplo, pela tentativa e erro. Um outro conceito de aprendizagem é umamudança relativamente durável do comportamento, de uma forma mais ou menossistemática, ou não, adquirida pela experiência, pela observação e pela prática motivada. Naverdade a motivação tem um papel fundamental na aprendizagem. Ninguém aprende se nãoestiver motivado, se não desejar aprender.O ser humano nasce potencialmente inclinado a aprender, necessitando de estímulosexternos e internos (motivação, necessidade) para o aprendizado. Há aprendizados que 21 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  22. 22. podem ser considerados natos, como o ato de aprender a falar, a andar, necessitando queele passe pelo processo de maturação física, psicológica e social. Na maioria dos casos aaprendizagem se dá no meio social e temporal em que o indivíduo convive; sua condutamuda, normalmente, por esses fatores, e por predisposições genéticas.O processo de aprendizagem na abordagem de Vygotsky Lev Semionovitch Vygotsky (1896-1934) foi um psicólogo, descoberto nos meios acadêmicos ocidentais depois da sua morte, causada por tuberculose, aos 37 anos. Pensador importante, foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais (e condições de vida). Apesar da vida breve, foi autor de uma obra muito importante, junto com seus colaboradores Alexander Luria e Alexei Leontiev - eles foram responsáveis pela disseminação dos textos de Vygostky, muitos deles destruídos com a ascensão de Stálin ao Kremlin; devido à censura soviética seus trabalhosganharam dimensão há pouco tempo, inclusive dentro da Rússia. No ocidente, seu livroPensamento e Linguagem foi lançado apenas em 1962 nos Estados Unidos.O ponto de partida desta análise é a concepção vygotskyana de que o pensamento verbalnão é uma forma de comportamento natural e inata, mas é determinado por um processohistórico-cultural e tem propriedades e leis específicas que não podem ser encontradas nasformas naturais de pensamento e fala. Uma vez admitido o caráter histórico do pensamentoverbal, devemos considerá-lo sujeito a todas as premissas do materialismo histórico, que sãoválidas para qualquer fenômeno histórico na sociedade humana (Vygotsky, 1993 p.44)Sendo o pensamento sujeito às interferências históricas às quais está o indivíduo submetido,entende-se que, o processo de aquisição da ortografia, a alfabetização e o uso autônomo da 22 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  23. 23. linguagem escrita são resultantes não apenas do processo pedagógico de ensino-aprendizagem propriamente dito, mas das relações subjacentes a isto. Vygotsky diz aindaque o pensamento propriamente dito é gerado pela motivação, isto é, por nossos desejos enecessidades, nossos interesses e emoções. Por trás de cada pensamento há umatendência afetivo-volitiva. Uma compreensão plena e verdadeira do pensamento de outremsó é possível quando entendemos sua base afetivo-volutiva (Vygotsky, 1991 p. 101).Desta forma não seria válido estudar as dificuldades de aprendizagem sem considerar osaspectos afetivos. Avaliar o estágio de desenvolvimento, ou realizar testes psicométricos nãosupre de respostas às questões levantadas. É necessário fazer uma análise do contextoemocional, das relações afetivas, do modo como a criança está situada historicamente nomundo. Na abordagem de Vygotsky a linguagem tem um papel de construtor e de propulsordo pensamento, afirma que aprendizado não é desenvolvimento, o aprendizadoadequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento váriosprocessos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer(Vygotsky, 1991 p. 101).A linguagem seria então o motor do pensamento, contrariando assim a concepçãodesenvolvimentista que considera o desenvolvimento a base para a aquisição da linguagem.Vygotsky defende que os processos de desenvolvimento não coincidem com os processosde aprendizagem, uma vez que o desenvolvimento progride de forma mais lenta, indo atrásdo processo de aprendizagem. Isto ocorre de forma seqüencial.Os livros citados no texto acima:VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo, Martins Fontes, 1991VYGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem. São Paulo, Martins Fontes, 1993 23 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  24. 24. Assista ao vídeo LEV VYGOTSKY. Série Grandes Educadores. Apresentação: MartaKohl de Oliveira. São Paulo: ATTA Mídia e Educação, 2001. (41 min)Lev Semionovitch Vygotsky foi um psicólogo, descoberto nos meios acadêmicosocidentais depois da sua morte, causada por tuberculose, aos 37 anos. Pensadorimportante, foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das criançasocorre em função das interações sociais (e condições de vida). Apesar da vida breve, foiautor de uma obra muito importante, junto com seus colaboradores Alexander Luria eAlexei Leontiev - eles foram responsáveis pela disseminação dos textos de Vygostky,muitos deles destruídos com a ascensão de Stálin ao Kremlin; devido à censura soviéticaseus trabalhos ganharam dimensão há pouco tempo, inclusive dentro da Rússia. Noocidente, seu livro Pensamento e Linguagem foi lançado apenas em 1962 nos EstadosUnidos. 24 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  25. 25. O processo de aprendizagem na abordagem de Piaget Jean Piaget ( 9/10/1896 a 16/09/1980) estudou inicialmente biologia, na Suíça, e, posteriormente, se dedicou à área de Psicologia, Epistemologia e Educação. Foi professor de psicologia na Universidade de Genebra de 1929 a 1954, conhecido principalmente por organizar o desenvolvimento cognitivo em uma série de estágios. Piaget revolucionou as concepções de inteligência e de desenvolvimento cognitivo partindo de pesquisas baseadas na observação e em entrevistas que realizou com crianças. Interessou-se, fundamentalmente, pelas relações que se estabelecem entre o sujeito que conhece e o mundo que tenta conhecer. Considerou-se um epistemólogogenético porque investigou a natureza e a génese do conhecimento nos seus processos e estágiosde desenvolvimento.O papel da equilibraçãoNos estudos de Piaget, a teoria da equilibração, de uma maneira geral, trata de um ponto deequilíbrio entre a assimilação e a acomodação, e assim, é considerada como um mecanismoauto-regulador, necessária para assegurar à criança uma interação eficiente dela com omeio-ambiente.Piaget postula que todo esquema de assimilação tende a alimentar-se, isto é, a incorporarelementos que lhe são exteriores e compatíveis com a sua natureza. E, postula também, quetodo esquema de assimilação é obrigado a se acomodar aos elementos que assimila, isto é,a se modificar em função de suas particularidades, mas, sem com isso, perder suacontinuidade (portanto, seu fechamento enquanto ciclo de processos interdependentes), nemseus poderes anteriores de assimilação. (Piaget,1975, p.14)Em outras palavras, Piaget (1975) define que o equilíbrio cognitivo implica em afirmar apresença necessária de acomodações nas estruturas; bem como a conservação de taisestruturas em caso de acomodações bem sucedidas. 25 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  26. 26. Esta equilibração é necessária porque se uma pessoa só assimilasse, desenvolveria apenasalguns esquemas cognitivos, esses muito amplos, comprometendo sua capacidade dediferenciação; em contrapartida, se uma pessoa só acomodasse, desenvolveria uma grandequantidade de esquemas cognitivos, porém muito pequenos, comprometendo seu esquemade generalização de tal forma que a maioria das coisas seria vista sempre como diferentes,mesmo pertencendo à mesma classe.Essa noção de equilibração foi a base para o conceito, desenvolvido por Sara Paín, sobre asmodalidades de aprendizagem, que se servem dos conceitos de assimilação e acomodação,na descrição de sua estrutura processual. Veremos a teoria de Paín na próxima unidade.Se a criança não consegue assimilar o estímulo, ela tenta, então, fazer uma acomodação,modificando um esquema ou criando um esquema novo. Quando isso é feito, ocorre àassimilação do estímulo, e, nesse momento, o equilíbrio é alcançado. Segundo a teoria daequilibração, a integração pode ser vista como uma tarefa de assimilação, enquanto que adiferenciação seria uma tarefa de acomodação, contudo, há conservação mútua do todo edas partes. Assista ao vídeo: JEAN PIAGET. Série Grandes Educadores. Apresentação: Yves de La Taille. São Paulo: ATTA Mídia e Educação, 2001. 1 vídeo cassete (53 min.): NTSC / VHS : son., color.É de Piaget o postulado de que o pleno desenvolvimento da personalidade sob seusaspectos mais intelectuais é indissociável do conjunto das relações afetivas, sociais e moraisque constituem a vida da instituição educacional. 26 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  27. 27. À primeira vista, o desabrochamento da personalidade parecedepender, sobretudo, dos fatores afetivos; na realidade, aeducação forma um todo indissociável e não é possível formarpersonalidades autônomas no domínio moral se o indivíduoestiver submetido a uma coerção intelectual tal que o limite aaprender passivamente, sem tentar descobrir por si mesmo averdade: se ele é passivo intelectualmente não será livre moralmente. Mas reciprocamente,se sua moral consiste exclusivamente numa submissão à vontade adulta e se as únicasrelações sociais que constituem as relações de aprendizagem são as que ligam cadaestudante individualmente a um professor que detém todos os poderes, ele não podetampouco ser ativo intelectualmente. (Piaget, 1982)Piaget afirma que "adquirida a linguagem, a socialização do pensamento manifesta-se pelaelaboração de conceitos e relações e pela constituição de regras. É justamente na medida,até, que o pensamento verbo-conceptual é transformado pela sua natureza coletiva que elese torna capaz de comprovar e investigar a verdade, em contraste com os atos práticos dosatos da inteligência sensório-motora e à sua busca de êxito ou satisfação" (Piaget, 1975p.115). Descubra mais sobre o autor, lendo os livros citados no texto acima: PIAGET, Jean. A equilibração das estruturas cognitivas. Rio de Janeiro : Zahar, 1975. PIAGET, Jean e INHELDER, Bärbel. A psicologia da criança. São Paulo : Difel, 1982. 27 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  28. 28. U NIDADE 5Objetivo: entender o processo de aprendizagem pós-piagetiano.Mergulhe no texto com atenção e prazer. Como anda a concentração? Você tem conseguidodisciplinar seus estudos? Nesta unidade trabalharemos fragmentos de textos extraídos dawikipedia. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem#O_processo_de_aprendizagem_p.C3.B3s-piagetianoO processo de aprendizagem pós-piagetianoSara Paín (1989) descreve as modalidades de aprendizagem sintomática, tomando por baseo postulado piagetiano. Descreve como a assimilação e a acomodação, atuam no modocomo o sujeito aprende, e, como isso, pode ser sintomatizado, tendo assim características deum excesso ou escassez de um desses movimentos, afetando o resultado final.Na abordagem de Piaget, o sujeito está em constante equilibração. Paín parte dessepressuposto e afirma que as dificuldades de aprendizagem podem estar relacionadas a umahiperatuação de uma dessas formas, somada a uma hipoatuação da outra, gerando asmodalidades de aprendizagem sintomática a seguir:Hiperassimilação Sendo a assimilação o movimento do processo de adaptação pelo qual, os elementos do meio são alterados para serem incorporados pelo sujeito, numa aprendizagem sintomatizada pode ocorrer uma exacerbação desse movimento, de modo que o aprendiz não se resigna ao aprender. Há opredomínio dos aspectos subjetivos sobre os objetivos. Esta sintomatização vemacompanhada da hipoacomodação. 28 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  29. 29. HipoacomodaçãoA acomodação consiste em adaptar-se para que ocorra a internalização. A sintomatização daacomodação pode dar-se pela resistência em acomodar, ou seja, numa dificuldade deinternalizar os objetos.Hiperacomodação Acomodar-se é abrir-se para a internalização, o exagero disto pode levar a uma pobreza de contato com a subjetividade, levando à submissão e à obediênciaacrítica. Essa sintomatização está associada à hipoassimilação.HipoassimilaçãoNesta sintomatização ocorre uma assimilação pobre, o que resulta na pobreza no contatocom o objeto, de modo a não transformá-lo, não assimilá-lo de todo, apenas acomodá-lo. Aaprendizagem normal pressupõe que os movimentos de assimilação e acomodação estãoem equilíbrio. O que caracteriza a sintomatização no aprender é predomínio de ummovimento sobre o outro.Quando há o predomínio da assimilação, as dificuldades de aprendizagem são da ordem danão resignação, o que leva o sujeito a interpretar os objetos de modo subjetivo, nãointernalizando as características próprias do objeto.Quando a acomodação predomina, o sujeito não empresta sentido subjetivo aos objetos,antes, resigna-se sem criticidade. O sistema educativo pode produzir sujeito muitoacomodativos se a reprodução dos padrões for mais valorizada que o desenvolvimento daautonomia e da criatividade. Um sujeito que apresente uma sintomatização na modalidade 29 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  30. 30. hiperacomodativa/hipoassimilativa pode não ser visto como tendo “problemas deaprendizagem”, pois, consegue reproduzir os modelos com precisão.Estudo dirigidoDescreva os conceitos piagetianos de assimilação e acomodação: • Assimilação; • Acomodação.Conceitue as modalidades de aprendizagem propostas por Paín. • Hiperassimilação; • Hipoacomodação; • Hiperacomodação; • Hipoassimilação. 30 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  31. 31. U NIDADE 6Objetivo: sintetizar as três concepções mais utilizadas sobre o processo de aprendizagem.Faça as tarefas sugeridas, pois, estas lhe darão mais informações para o entendimento doconteúdo da unidade.Perceba as nuances entre as diversas concepções do processo de aprendizagem. Os textosutilizados são fragmentos da wikipedia. Disponível emhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem#O_processo_de_aprendizagem_em_outras_concep.C3.A7.C3.B5esAs três concepções sobre o processo de aprendizagemNas unidades anteriores, estudamos a aprendizagem em diversos períodos da históriahumana. Foi feito um roteiro sobre o que é aprendizagem e algumas de suas definições.Agora, vamos verificar a existência de três concepções distintas sobre o processo deaprendizagem, cada uma cunhada sob distintas teorias. Vejamos:Concepção da Análise do ComportamentoDe acordo com a concepção da Análise do Comportamento, o processo de aprendizagemacontece na relação entre o objeto de conhecimento e o aluno. O professor programa aforma como o objeto de conhecimento será organizado, respeitando as característicasindividuais do aluno. O objetivo é que o aluno se interesse pelo processo de conhecimento ehaja sobre o objeto de conhecimento. Apesar do que alguns críticos erroneamente afirmam,para os analistas do comportamento, o aluno não deve assumir uma posição passiva duranteo aprendizado. Pelo contrário, responder a questões, formular questões e relacionardiferentes conteúdos é fundamental. Para que a aprendizagem seja mais efetiva, o professor 31 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  32. 32. deve investigar o nível de conhecimento do aluno, identificando seus pontos fortes e fracos eadaptando os conteúdos de forma a facilitar o ensino.Concepção RacionalistaNa concepção racionalista, a aprendizagem é fruto da capacidade interna do aluno. Ele é, ounão, “inteligente” porque já nasceu com a capacidade, ou não, de aprender. Suaaprendizagem também estará relacionada à maturação biológica, só podendo aprenderdeterminados conteúdos quando tiver a prontidão necessária para isso. O aluno já traz umacapacidade inata para aprender. Quando não aprende, é considerado incapaz, se aprendediz-se que tem um bom grau de quociente intelectual (Q.I.). Nesta concepção, o papel doprofessor é de organizador do conteúdo, levando em consideração a idade do indivíduo.Concepção ConstrutivistaA concepção construtivista define a aprendizagem como um processo de troca mútua entre omeio e o indivíduo, tendo o outro como mediador. O aluno é um elemento ativo que age econstrói sua aprendizagem. Cabe ao professor instigar o sujeito, desafiando, mobilizando,questionando e utilizando os “erros” de forma construtiva, garantindo assim umareelaboração das hipóteses levantadas, favorecendo a construção do conhecimento. Nestaconcepção o aluno não é apenas alguém que aprende, mas sim o que vivencia os doisprocessos sendo ao mesmo tempo ensinante e aprendente.A Psicopedagogia defende que “para que haja aprendizagem, intervêm o nível cognitivo e odesejante, além do organismo e do corpo” (Fernández, 1991, p.74), por isso aproxima-se dosreferenciais teóricos do construtivismo, pois foca a subjetivação, enfatizando ointeracionismo; acredita no ato de aprender como uma interação, crença esta fundamentadanas idéias de Pichon Rivière e de Vygotsky; defende a importância da simbolização noprocesso de aprendizagem baseada nos estudos psicanalíticos, além da contribuição deJung. 32 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  33. 33. É necessário que o psicopedagogo tenha um olhar abrangente sobre as causas dasdificuldades de aprendizagem, indo além dos problemas biológicos, rompendo assim com avisão simplista dos problemas de aprendizagem, procurando compreender maisprofundamente como ocorre este processo de aprender, numa abordagem integrada na qualnão se toma apenas um aspecto da pessoa, mas sua integralidade. Necessariamente, nas dificuldades de aprendizagem que apresenta um sujeito, está envolvido também o ensinante. Portanto, o problema de aprendizagem deve ser diagnosticado, prevenido e curado, a partir dos dois personagens e no vínculo.Assim, cabe ao psicopedagogo voltar seu olhar para esses sujeitos, ensinante e aprendente,como para os vínculos e a circulação do saber entre eles. Como afirma Paín, uma tarefaprimordial no diagnóstico é resgatar o amor. Em geral, os terapeutas tendem a carregar nastintas sobre o desamor, sobre o que falta, e poucas vezes se evidencia o que se tem e ondeo amor é resgatável. Sem dúvida, isto é o que nos importa no caminho da cura (Paín, 1989,p.35). Observe, a partir das concepções acima, na escola em que tem proximidade, a concepção utilizada no processo de aprendizagem dos alunos. Faça uma observação com um roteiro previamente elaborado com as características de cada concepção. Reflita sobre a justaposição de teorias. Perceba quando acontece a justaposição. Reflita e anote as características da educação oferecida. 33 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  34. 34. U NIDADE 7Objetivo: compreender em que consistem as dificuldades de aprendizagem e,especificamente, entender o que é dislexia.Os textos utilizados são fragmentos extraídos de trechos do artigo intitulado DISLEXIA deDany Kappes, Gelson Franzen, Glades Teixeira e Vanessa Guimarães. Disponível emhttp://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=888Dificuldades de aprendizagem IAs dificuldades de aprendizagem são decorrentes de aspectos naturais ou secundários sãopassíveis de mudanças através de recursos de adequação ambiental.As dificuldades de aprendizagem decorrentes de aspectos secundários são advindas dealterações estruturais, mentais, emocionais ou neurológicas, que repercutem nos processosde aquisição, construção e desenvolvimento das funções cognitivas.Veremos as dificuldades mais comuns, como a Dislexia, Disgrafia e Discalculia.Dislexia(do grego: dus = difícil, dificuldade; lexis = palavra) é um distúrbio ou transtorno deaprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maiorincidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que cerca de10 a 15% da população mundial é disléxica.“A definição mais utilizada, segundo a ABD é a de 1994 da International Dyslexia Association(IDA): “Dislexia é um dos muitos distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio específico deorigem constitucional caracterizado por uma dificuldade na decodificação de palavrassimples que, como regra, mostra uma insuficiência no processamento fonológico. Essas 34 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  35. 35. dificuldades não são esperadas com relação à idade e a outras dificuldades acadêmicascognitivas; não são um resultado de distúrbios de desenvolvimento geral nem sensorial. Adislexia se manifesta por várias dificuldades em diferentes formas de linguagemfreqüentemente incluindo, além das dificuldades com leitura, uma dificuldade de escrita esoletração.”Dentro do quadro da dislexia devemos estar atentos ao histórico familiar para parentespróximos que apresentem a mesma deficiência de linguagem. Também a aspectos pré, perie pós-natal se o parto foi difícil, se pode ter ocorrido algum problema de anoxia (asfixiarelativa), prematuridade do feto (peso abaixo do normal), ou hipermaturidade (nascimentopassou da data prevista para o parto). Se a criança adquiriu alguma doença infecto-contagiosa, que tenha produzido convulsões ou perda de consciência, se ocorreu algumatraso na aquisição da linguagem ou perturbações na articulação da mesma, se houve umatraso para andar, e algum problema de dominância lateral (uso retardado da mão esquerdaou direita), entre outros.Dentro da etiologia da dislexia sempre deverão ser considerados dois aspectos, que podemestar isolados ou relacionados, como também serem complementares: causas genéticas ecausas adquiridas. A etiologia pode ser dividida em: genética, adquirida e multifatorial oumista.Tipos de DislexiaA dislexia pode ser classificada de várias formas.Alguns autores classificam a dislexia tendo como base testes diagnósticos, fonoaudiológicos,pedagógicos e psicológicos.Conforme Ianhez (2002), a dislexia pode ser classificada em:1 Dislexia disfonética: dificuldades de percepção auditiva na análise e síntese de fonemas,dificuldades temporais, e nas percepções da sucessão e da duração (troca de fonemas – 35 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  36. 36. sons, grafemas – diferentes, dificuldades no reconhecimento e na leitura de palavras quenão têm significado, alterações na ordem das letras e sílabas, omissões e acréscimos, maiordificuldade na escrita do que na leitura, substituições de palavras por sinônimos);2 Dislexia diseidética: dificuldade na percepção visual, na percepção gestáltica, na análise esíntese de fonemas (leitura silábica, sem conseguir a síntese das palavras, aglutinações efragmentações de palavras, troca por equivalentes fonéticos, maior dificuldade para a leiturado que para a escrita);3 Dislexia visual: deficiência na percepção visual; na coordenação visomotora (não visualizacognitivamente o fonema);4 Dislexia auditiva: deficiência na percepção auditiva, na memória auditiva.5 Dislexia mista: que seria a combinação de mais de um tipo de dislexia.Para Rotta (2006), é possível classificar a dislexia em três tipos:1 Dislexia fonológica (sublexical ou disfonética): caracterizada por uma dificuldade seletivapara operar a rota fonológica durante a leitura, apresentando, não obstante, umfuncionamento aceitável da rota lexical; com freqüência os problemas residem no conversorfonema-grafema e/ou no momento de juntar os sons parciais em uma palavra completa.Sendo assim, as dificuldades fundamentais residem na leitura de palavras não-familiares,sílabas sem sentido ou pseudopalavras, mostrando melhor desempenho na leitura depalavras já familiarizadas. Subjacente a essa via, encontra-se dificuldades em tarefas dememória e consciência fonológica. Considerando o grande esforço que fazem parareconhecer as palavras, portanto, para manter uma informação na memória de trabalho, sãoobrigados a repetir os sons para não perdê-los definitivamente. Como conseqüência, todaessa concentração despendida no reconhecimento das palavras acarreta em dificuldades nacompreensão do que foi lido.2. Dislexia lexical (de superfície): as dificuldades residem na operação da rota lexical(preservada ou relativamente preservada a rota fonológica), afetando fortemente a leitura depalavras irregulares. Nesses casos, os disléxicos lêem lentamente, vacilando e errando com 36 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  37. 37. freqüência, pois ficam escravos da rota fonológica, que é morosa em seu funcionamento.Diante disso, os erros habituais são silabações, repetições e retificações, e , quandopressionados a ler rapidamente, cometem substituições e lexicalizações; às vezes situamincorretamente o acento prosódico das palavras.3. Dislexia Mista: nesse caso, os disléxicos apresentam problemas para operar tanto com arota fonológica quanto com a lexical. São assim situações mais graves e exigem um esforçoainda maior para atenuar o comprometimento das vias de acesso ao léxico. Entre as conseqüências da dislexia encontramos a repetência e evasão, pois se o problema não é detectado e acompanhado, a criança não aprende a ler e escrever. Acontece também o desestímulo, a solidão, a vergonha, e implicações em seu autoconceito e rebaixamento de sua auto-estima, porque o alunoperde o interesse em aprender, se acha incapaz e desprovido de recursos intelectuaisnecessários para tal.Pode apresentar uma conduta inadequada com o grupo, gerando problemas decomportamento, como agressividade e até envolvimento com drogas. Como podemosconstatar que as seqüelas são as mais abrangentes, em todos os setores da vida. Começacom um distúrbio de leitura e escrita e acaba com um problema que pode durar a vida inteira,como depressão e desvio de conduta.”.CuriosidadeAlguns disléxicos famosos: Agatha Christie (escritora); Charles Darwin (cientista); Cher(cantora); Leonardo Da Vinci (artista e inventor); Napoleão Bonaparte (imperador da França); Pablo Picasso (artista plástico); Robin Williams (ator); Thomas A. Edison (inventor dalâmpada) ; Tom Cruise (ator); Vincent van Gogh (pintor); Winston Churchill (primeiro-ministrobritânico); Walt Disney (fundador dos estúdios Disney); Whoopi Goldberg (atriz). 37 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  38. 38. U NIDADE 8Objetivo: compreender a Disgrafia e a Discalculia, dificuldades comuns de aprendizagem.Leia com atenção e curiosidade. Desejo-lhe um bom estudo. A origem das informações é awikipedia. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/DiscalculiaDificuldades de aprendizagem IIDisgrafia e a DiscalculiaA Disgrafia é uma alteração da escrita normalmente ligada a problemas perceptivo-motores.A escrita disgráfica pode observar-se através das seguintes manifestações: • Traços pouco precisos e incontrolados; • Falta de pressão com debilidade de traços; • Traços demasiado fortes que marcam o papel; • Grafismos não diferenciados nem na forma nem no tamanho; • Escrita desorganizada que se pode referir não só a irregularidades e falta de ritmo dossignos gráficos, mas também a globalidade do conjunto escrito; • Realização incorreta de movimentos de base, especialmente ligados a problemas deorientação espacial.Discalculia é definida como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade deuma pessoa para compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por umdéficit de percepção visual. 38 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  39. 39. O termo Discalculia é usado frequentemente para caracterizar, especificamente, a inabilidadede executar operações matemáticas ou aritméticas. Mas é definido por alguns profissionaiseducacionais, como uma inabilidade fundamental, para entender o número como umconceito abstrato de quantidades comparativas.É uma inabilidade menos conhecida, bem como e potencialmente relacionada à dislexia e adispraxia. A discalculia ocorre em pessoas que têm frequentemente problemas específicoscom matemática, tempo, medida, etc. Discalculia não é rara. Muitas daquelas pessoas comdislexia ou dispraxia, podem apresentar, também, discalculia. A discalculia atinge crianças eadultos.A palavra discalculia vem de grego (dis, mal) e do Latin (calculare, contar) formando:contando mal. Essa palavra calculare vem, por sua vez, de cálculo, que significa o seixo ouum dos contadores em um ábaco.Discalculia é um impedimento do entendimento da matemática, junto com outras limitações,tais como a introspecção espacial, o tempo, a memória pobre, e os problemas da ortografia.A discalculia pode ser detectada em uma idade nova e medidas podem ser tomadas parafacilitar o enfrentamento dos problemas dos estudantes mais novos. O problema principalestá compreendido na maneira em que a matemática é ensinada às crianças. A discalculia éo menos conhecido destes tipos de desordem de aprendizagem e assim não é reconhecidofrequentemente.Sintomas potenciais da discalculia: • Dificuldades freqüentes com os números, confusão com os sinais: +, -, ÷ e x. • Problemas de diferenciar entre esquerdo e direito. • Falta de senso de direção (para o norte, sul, leste, e oeste) e, pode também, indicardificuldade com um compasso. 39 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  40. 40. • A inabilidade de dizer qual de dois números é o maior. • Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental etc. • Melhor nos assuntos tais como a ciência e a geometria, que requerem a lógica maisque as fórmulas, até que um nível mais elevado que requer cálculos seja necessário. • Dificuldade com tempo conceitual e com o julgar a passagem do tempo. • Dificuldade com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos. • A inabilidade de compreender o planejamento financeiro: exemplo: estimar o custo dosartigos em uma cesta de compras. • Dificuldade mental para estimar a medida de um objeto ou de uma distância (porexemplo, se algo está afastado 10 ou 20 metros). • Inabilidade em apreender e recordar conceitos matemáticos, regras, fórmulas, eseqüências matemáticas. • Dificuldade de manter a contagem durante jogos.Os exemplos de distúrbios de aprendizagem apresentados, nas duas unidades acima, sãoilustrativos, e, não pretendem abarcar o universo de classificação, atualmente utilizado pelaciência. Existem autores que trabalham com outras classificações. Ainda, classificamdisgrafia ou disortografia como a dificuldade do aprendizado e do desenvolvimento dahabilidade da linguagem escrita expressiva.O essencial para o profissional, não é rotular a criança, o jovem ou o adulto, mas, sim,diagnosticar suas dificuldades para posteriormente, planejar uma intervenção adequada paracada caso. 40 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  41. 41. U NIDADE 9Objetivo: tratar sobre o que é diagnóstico.O texto utilizado foi extraído de trechos do artigo intitulado DISLEXIA de Dany Kappes,Gelson Franzen, Glades Teixeira e Vanessa Guimarães. Disponível emhttp://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=888Diagnóstico: o que é?Como vimos anteriormente,O campo de atuação da psicopedagogia é direcionado ao estudo do processo deaprendizagem, diagnóstico e tratamento de seus entraves. O psicopedagogo é responsávelpor diagnosticar e tratar os transtornos no processo de aprendizagem.A psicopedagogia estuda as características da aprendizagem humana, ou seja, como seaprende - como a aprendizagem varia historicamente e está condicionada por inúmerosfatores, como reconhecer as alterações na aprendizagem, como tratá-las e preveni-las. O diagnóstico psicopedagógico busca investigar, pesquisar para averiguar quais são os obstáculos que estão levando o sujeito à situação de não aprender, aprender com lentidão e/ou com dificuldade; esclarece uma queixa do próprio sujeito, da família ou da escola.Alerta:No exercício clínico, o psicopedagogo deve sentir a complexidade de conhecer no outronaquilo que o impede de aprender. Os rótulos são desnecessários, e, extremamentelimitadores da ação.Vamos estudar um texto sobre diagnóstico, em que o foco é a dislexia. 41 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  42. 42. Diagnóstico provém do (<grego original διαγηοστικόη, pelo latim diagnosticu =[dia="atravésde, durante, por meio de"]+ [gnosticu="alusivo ao conhecimento de"]).“Se nos atemos à origem etimológica e não ao uso comum (que pode significar rotular,definir, etiquetar), podemos falar de diagnóstico como “um olhar - conhecer através de”,relacionado com um processo, com um transcorrer, com um ir olhando através de alguémenvolvido mesmo como observador, através da técnica utilizada e, nesta circunstância,através da família.” (FERNANDEZ, 1991).Para fazer um diagnóstico correto, deve-se verificar inicialmente, se na história familiarexistem casos de dislexia ou de dificuldades de aprendizagem e se na históriadesenvolvimental da criança, ocorreu um atraso na aquisição da linguagem, pois as pessoasdisléxicas pensam primariamente através de imagens e sentimentos, e não com sons epalavras, sendo bastante intuitivas.O primeiro passo é excluir as possibilidades de outros distúrbios. Há problemas de origemneurológica, sensoriais, emocionais ou mesmo dificuldades de aprendizagem por falta deensino adequado ou de um meio sócio-cultural satisfatório.Segundo orientação da ABD, o diagnóstico só pode ser feito após a alfabetização, entre aprimeira e a segunda série. Pois a escola alfabetiza precocemente, e a criança nãoacompanha porque não tem maturidade neurológica suficiente.Como o diagnóstico é realizado por uma equipe multidisciplinar, a avaliação deveráidentificar dificuldades e necessidades da criança, assim como suas potencialidades.A avaliação tem seu início com o psicólogo entrevistando os pais, e enviando umquestionário para o professor. Após, o psicólogo realizará uma bateria de testes, ondeavaliará o nível de inteligência e aplicará testes visomotores, neuropsicológicos e depersonalidade.Seguindo a avaliação, o fonoaudiólogo e o psicopedagogo aplicarão testes de lateralidade(direita, esquerda, mista) e avaliação da aquisição das habilidades (organização espacial etemporal, discriminação e percepção visual e auditiva, memórias tátil e cinestésica, memória 42 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  43. 43. imediata e de longo prazo, organização de figuras e praxias orofaciais), teste de leitura(segmentação de palavras – sons unitários e em sílabas, grupos consonantais, dígrafos,vocabulário adquirido, leitura oral e silenciosa, com compreensão e habilidade para aaquisição fonológica) e testes de linguagem escrita (ditado, cópia, escrita espontânea ematerial escolar). Também, são solicitados parecer neurológico e testes oftalmológicos eaudiométrico.O diagnóstico final só acontece quando a equipe discute e direciona as suas necessidades,através da entrevista devolutiva, que é feita com os pais.Se o disléxico não for submetido a uma instrução especializada, pode permanecer analfabetoou semi-alfabetizado. Geralmente os disléxicos ficam excluídos das profissões e vocaçõesque exigem uma preparação acadêmica.A criança com dislexia precisa de acompanhamento para estudar. Condemarin (1986), dizque o objetivo principal do tratamento re-educativo é solucionar as dificuldades localizadasno diagnóstico, que impedem ou dificultam o desenvolvimento normal do processo da leitura.O tratamento inclui dinâmicas com exercícios auditivos, visuais e de memória. Há programasde computador desenvolvidos para isso.É importante definir um programa em etapas e somente passar para a seguinte apósconfirmar que a anterior foi devidamente absorvida, sempre retomando as etapas anteriores.É o que se chama de sistema MULTISSENSORIAL e CUMULATIVO”.O papel dos pais“Os pais conhecem seus filhos melhor do que ninguém, por este motivo, devem ser atentosas frustrações, tensões, ansiedades, baixo desempenho e desenvolvimento. É deles aresponsabilidade de ajudar a criança a ter resultados melhores, e deve partir deles, a procurapor profissionais para realizar um diagnóstico multidisciplinar acerca das dificuldades dacriança, porque quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e intervenção melhor, maioressão as oportunidades de sucesso. 43 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  44. 44. O encorajamento, a ajuda, a compreensão e a paciência (pois o disléxico leva mais tempo para realizar algumas tarefas, e poderá ter de repeti-las várias vezes para retê-las), fazem parte do papel dos pais, assim como ir em busca de uma instituição educacional que atenda da melhor maneira às necessidades da criança (por exemplo, estudar o currículo da escola e seu método de ensino). E ter umarelação de troca, fazendo um intercâmbio entre os acontecimentos em casa, na escola e comos profissionais envolvidos. .Apesar de suas dificuldades o disléxico apresenta muitas habilidades e talentos, como afacilidade para construir, ou consertar as coisas quebradas, ser um ótimo amigo, ter idéiascriativas, achar soluções originais para os problemas, desenhar e/ou pintar muito bem, terótimo desempenho nos esportes e na música, demonstrar grande afinidade com amatemática, revelar-se bom contador de histórias, sobressair-se como ator ou dançarino elembrar-se de detalhes.Portanto, é importante que os pais focalizem sempre o que ele faz melhor, encorajando-o afazê-lo. Faça elogios, por ele tentar fazer algo que considera difícil e não o deixando desistir.Ressalte sempre as respostas corretas e não as erradas, valorizando seus acertos.Tranqüilize a criança, pois apesar das dificuldades de aprendizagem, ela é inteligente eesperta. E não deixe a criança sentir que o seu valor está relacionado ao seu desempenhoescolar.É importante, a criança notar que as pessoas a sua volta estão auxiliando-a, isso a deixarámais segura. O acompanhamento e/ou programas especializados na alfabetização tambémauxiliam. Os pais precisam mostrar que estão interessados em sanar a sua dificuldade, poisquanto mais ajuda, zelo, carinho, afeto e compreensão mais ela se sentirá capaz paraevoluir.Os pais podem auxiliar seu filho disléxico, programando o seu dia, através do horário dosono, incentivando a comunicação (falar e escutar são importantes), conversando bastante 44 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  45. 45. com a criança, expressando sentimentos, demonstrando interesse, tendo vocabulário e falafluente e estimulando suas habilidades. Para o disléxico organizar-se, é necessário dividir o tempo, para fazer as lições de casa, dividir trabalhos longos em partes menores, ter um lugar específico para fazer as lições e atividades, usar agenda, calendário visíveis e fazer planejamento diário para suas tarefas. O fundamental é identificar o problema e dar instrumentos para a criança, apesar da dificuldade, levar vida normal do ponto de vista acadêmico, familiar e afetivo. Há indivíduos que vão dependersempre de um corretor de texto. Mas, muitos escritores famosos fazem isso semconstrangimento. Como eles, os disléxicos, também podem escrever livros belíssimos, desdeque corretamente orientados e incentivados.” 45 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  46. 46. U NIDADE 10Objetivo: exercitar os conteúdos das unidades anteriores.Responda as questões com afinco, pois, estas lhe darão entendimento quanto ao conteúdoestudado. E, também, serão importantes para o seu desempenho nas avaliações.É hora de verificar o entendimento dos conteúdos das nove unidades anteriores. Fazerexercícios. Responder questões pertinentes a cada unidade estudada. Bom estudo!Revisão das unidades anterioresEstudo dirigido • Quando surgiu a psicopedagogia? Qual era a sua natureza à época? Justifique • Qual é o objeto de estudo da psicopedagogia? • A Psicopedagogia é uma prática interdisciplinar. Por quê? Justifique. • Quais são os campos de atuação da Psicopedagogia? Faça as distinções. • Cite algumas áreas que embasam o conhecimento da Psicopedagogia. • Diferentes áreas de estudo perpassam o conhecimento psicopedagógico e têmcorrespondência com determinada dimensão do processo de aprendizagem. Localize asdisciplinas em cada uma das dimensões: orgânica, cognitiva, emocional, social epedagógica. • Como os gregos e os romanos conceituavam a aprendizagem? • Qual era a teoria geral da aprendizagem entre os séculos XVII e início do século XX? • Com base na Unidade 04, elabore um conceito sobre aprendizagem. 46 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  47. 47. • De acordo com o material estudado na Unidade 04, comente a afirmação: O serhumano nasce potencialmente inclinado a aprender. • O que Vygotsky afirma sobre o pensamento? Mergulhe na concepção vygostskyiana eresponda a questão. • Comente a teoria da equilibração, de Piaget, conceituando a assimilação e aacomodação. • Como Sara Paín classifica as modalidades de aprendizagem? • Defina as três concepções sobre o processo de aprendizagem? • Em que consistem as dificuldades de aprendizagem? • Comente sobre a dislexia. • Quais são os tipos existentes de dislexia. • Comente sobre a Disgrafia e a Discalculia. • O que é diagnóstico? • Quais os recursos utilizados para se fazer um diagnóstico? Agora, acesse sua sala de aula, no site da ESAB, e faça a Atividade 1, no link “Atividades”. 47 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  48. 48. U NIDADE 11Objetivo: As unidades 11, 12 e 13 terão por finalidade aprofundar questões relativas ao temadiagnóstico.DiagnósticoQuestões éticas e conceituais perpassam os temas “avaliação e diagnóstico” e são cruciaispara a psicopedagogia, sobretudo, no que tange a formação do psicopedagogo. Entendemoseste debate como permanente, dinâmico e pertinente, portanto, a proposta das três próximasunidades é estimular a reflexão acerca da essência do fazer psicopedagógico. Leia o textocom tranquilidade. Destaque as partes mais significativas.Trabalharemos o artigo intitulado Uma caracterização sobre distúrbios de aprendizagemde Lourdes P.de Souza Manhani, Regina Célia T.Craveiro, Rita Cássia A.Rodrigues, RoseInês Marchiori. Disponível em http://www.abpp.com.br/artigos/58.htm. “Nas literaturas sobre aprendizagem, muito se tem discutido sobre distúrbios versos dificuldade de aprendizagem, ficando claro que não são sinônimos. Sem pretensão de esgotar o assunto, apresentamos uma revisão bibliográfica na visão de diversos autores sobre as terminologias adotadas.No Brasil, foi (Lefèvre:1975) que introduziu o termo distúrbio de aprendizagem como sendo:“Síndrome que se refere à criança de inteligência próxima à média, média ou superior àmédia, com problemas de aprendizagem e/ou certos distúrbios do comportamento de grauleve a severo, associados a discretos desvios de funcionamento do Sistema Nervoso Central(SNC), que podem ser caracterizados por várias combinações de déficit na percepção,conceituação, linguagem, memória, atenção e na função motora”. 48 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  49. 49. Após esta data, muito se tem discutido e abordado sobre o assunto, visto a importância nocontexto da aprendizagem, surgindo diversos trabalhos e outras definições sobre o assunto.Conforme Fonseca, distúrbio de aprendizagem está relacionado a um grupo de dificuldadesespecíficas e pontuais, caracterizadas pela presença de uma disfunção neurológica. Já adificuldade de aprendizagem é um termo mais global e abrangente com causas relacionadasao sujeito que aprende, aos conteúdos pedagógicos, ao professor, aos métodos de ensino,ao ambiente físico e social da escola.Já Ciasca e Rossini (2000) defendem que a dificuldade de aprendizagem é um déficitespecífico da atividade acadêmica, enquanto o distúrbio de aprendizagem é uma disfunçãointrínseca da criança relacionada aos fatores neurológicos. Os fatores neurológicos citados pelos autores, significam que essas dificuldades estão relacionadas à aquisição e ao uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas que se referem às disfunções no sistema nervoso central. Não podemos também deixar de considerar que as dificuldades de aprendizagem muitas vezes podem ocorrer concomitantemente com outras situações desfavoráveis, como:alteração sensorial, retardo mental, distúrbio emocional, ou social, ou mesmo influênciasambientais de qualquer natureza.Diante de todo o contexto envolvendo distúrbios de aprendizagem, é necessário que muitose reflita acerca de como podemos contribuir na aprendizagem dessas crianças. Umaconclusão prévia que já nos atrevemos a traçar é de que não é prudente inserirmos todas ascrianças com distúrbio de aprendizagem num mesmo grupo.Para melhor distinção entre os distúrbios de aprendizagem, é evidente que devemos tomarcomo base as manifestações mais evidentes que produzem impacto no desempenho dacriança. 49 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  50. 50. Há pelo menos dois grupos que se distinguem pelo quadro que apresentam. Enquanto numpodemos encontrar crianças com um quadro de deficiência mental, sensorial (visual,auditiva) ou motora, resultem de retardo mental, afecções neurológicas ou sensoriais, deoutro lado, ou outro grupo de crianças que apresentam como manifestação os problemasescolares decorrentes de alterações de linguagem cuja inteligência, audição, visão ecapacidade motora estão adequadas, sendo, então, o quadro de distúrbio de aprendizagemdecorrente de disfunções neuropsicológicas que acometem o processamento da informação,resultando em problemas de percepção, processamento, organização e execução dalinguagem oral e escrita.Uma das questões fundamentais nesse contexto é detectar as manifestações dessesdistúrbios. A princípio parece-nos óbvio que alguns casos são perfeitamente perceptíveis,porem, é relevante e necessário que saibamos como podem aparecer as manifestações dedistúrbio de aprendizagem. Alguns autores já abordaram o assunto de uma forma que nos fica evidente como os sintomas aparecem ou são manifestados. Um dos autores que trata esse assunto de uma forma bastante clara é Lerner (1989), que descreveu as manifestações da seguinte forma:Distúrbios da atenção e concentração que retrata os comportamentos das crianças com esem hiperatividade e impulsividade;Problemas receptivos e de processamento da informação diz respeito à competêncialingüística, como as atividades de escrita, distinção de sons e de estímulos visuais, aquisiçãode léxico, compreensão e expressão verbal;Dificuldades de leitura manifestada pela aquisição das competências básicas relacionadasa fase de decodificação, como sendo a compreensão e interpretação de textos, asdificuldades de escrita e presença de erros ortográficos em gera.Dificuldades na matemática, que se revelam na aquisição da noção de números, no lidarcom quantidades e relações espaços-temporais e problemas de aquisição e utilização de 50 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  51. 51. estratégias para aprender, manifestados na falta de organização e utilização de funçõesmetacognitivas, comprometendo o sucesso na aprendizagem. “ Qual é o conceito de distúrbio de aprendizagem introduzido por Lefèvre? 51 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  52. 52. U NIDADE 12Objetivo: aprofundar questões relativas ao tema diagnóstico.Continuaremos trabalhando o artigo Uma caracterização sobre distúrbios deaprendizagem de Lourdes P.de Souza Manhani, Regina Célia T. Craveiro, Rita CássiaA.Rodrigues, Rose Inês Marchiori. Disponível em http://www.abpp.com.br/artigos/58.htm.As autoras listam como principais distúrbios de aprendizagem: a Dislexia, a Disgrafia eDiscalculia, a exemplo do texto estudado na unidade 07.DiagnósticoO que é Distúrbio de Aprendizagem?“Designam-se crianças que apresentam dificuldades de aquisição de matéria teórica, emboraapresentem inteligência normal, e não demonstrem desfavorecimento físico, emocional ousocial. Segundo essa definição, as crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem não são incapazes de aprender, pois os distúrbios não é uma deficiência irreversível, mas uma forma de imaturidade que requer atenção e métodos de ensino apropriados. Os distúrbios de aprendizagem não devem ser confundidos com deficiência mental.Considera-se que uma criança tenha distúrbio de aprendizagem quando: a) Não apresentaum desempenho compatível com sua idade quando lhe são fornecidas experiências deaprendizagem apropriadas; b) Apresenta discrepância entre seu desempenho e suahabilidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas; expressão oral e escrita,compreensão de ordens orais, habilidades de leitura e compreensão e cálculo e raciocíniomatemático. 52 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
  53. 53. Além disso, costuma-se considerar quatro critérios adicionais no diagnóstico de distúrbios deaprendizagem. Para que a criança possa ser incluída neste grupo, ela deverá: a) Apresentarproblemas de aprendizagem em uma ou mais áreas; b) Apresentar uma discrepânciasignificativa entre seu potencial e seu desempenho real; c) Apresentar um desempenhoirregular, isto é, a criança tem desempenho satisfatório e insatisfatório alternadamente, nomesmo tipo de tarefa; d) O problema de aprendizagem não é devido a deficiências visuais,auditivas, nem a carências ambientais ou culturais, nem problemas emocionais.Diagnósticos de distúrbios de aprendizagemO processo de diagnosticar é como levantar hipóteses. Uma boa hipótese ou teoria explicauma grande quantidade de dados observáveis que são originados de diferentes níveis deanálise.O diagnosticador apresenta vantagens importantes que compensam. Uma delas é que elepossui muito mais dados sobre um sujeito do que geralmente um pesquisador tem sobretodo o grupo de sujeitos.Para diagnosticar deve haver: • Sintomas apresentados; • O histórico inicial do desenvolvimento; • Histórico escolar; • O comportamento durante os testes; • Os resultados dos testes;Como diagnosticadores e terapeutas, é importante ter um bom domínio de quaiscaracterísticas caem em qual categoria (algumas são típicas da espécie e outras são únicasdo indivíduo). 53 Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

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