Cultura de paz

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Cultura de paz

  1. 1.  Projeto Educação para uma Cultura de PAZ Educar para a paz é educar para a vida, não apenas através de conteúdos didáticos, mas, sobretudo de valores. Transmitir saberes desvinculados aos valores resulta na sociedade que temos hoje. Ajude-nos a transformar essa realidade.
  2. 2. Educar para uma cultura depaz implica:  Romper com os paradigmas da educação a serviço do capital que a considera como uma mercadoria e como instrumento ideológico de controle;
  3. 3. Diante dessa conjuntura: Não é possível educar a si mesmo para intervir nas dimensões sociais e políticas, longe da própria contradição que se impõe; Educar implica assumir em primeira pessoa a responsabilidade em transformar as situações que impedem o exercício da própria educação; Organização e participação ativa em movimentos populares;
  4. 4. Pode ficar pior?
  5. 5. País perde 12 posições em ranking de educaçãoO Brasil perdeu 12 posições no índice de educação feito pelaUnesco, o braço da ONU (Organização das Nações Unidas) para aeducação e a cultura.A queda, do 76º para o 88º lugar entre 128 países, ocorreuprincipalmente em razão da piora no índice de crianças quechegam até a quarta série. Segundo a Unesco, de 80,5%, em2005, o percentual caiu em 2007 para 75,6%.Com isso, o IDE (Índice de Desenvolvimento Educacional) doBrasil, caiu de 0,901 para 0,883 em uma escala de 0 a 1, o menorentre todos os países do Mercosul. Isso mantém o país em umpatamar considerado mediano pela Unesco.Os primeiros lugares ficaram com Noruega, Japão e Alemanha. Osúltimos, com Etiópia, Mali e Niger, todos no continente africano((Por Maria Odete, em 25 de janeiro de 2010.)
  6. 6. Continuação: De que saberes temos necessidades para implementar novas políticas públicas que atendam nossas necessidades? Temos consciência que a transformação individual e social é um ato profundamente político? Quais são as aprendizagens necessárias a um educador comprometido para enfrentar os desafios da nossa vida individual, familiar, cultural, social e planetária?
  7. 7. Para pensar:“ As fontes multiplicadas de saber interrogam hoje nossas maneiras de aprender e de ensinar tanto nas instituições de educação e de formação, como nos sistemas informais associativos e comunitários. O sistema educativo, numa sociedade determinada, é simultaneamente agente de controle e de domesticação uma força de integração e de exclusão. Frente a esses paradoxos, em qual sistema de educação podemos aprender e nos formar no decorrer da vida, enquanto cidadãos participantes, responsáveis, capazes de decidir e agir com autonomia e solidariedade? Qual é hoje o perfil profissional do educador ou do formador? O que quer dizer “ser aluno, estudante ou formando” na sociedade contemporânea, marcada pela mundialização, pela tecnologia e pelo consumo? (fonte: EDUCAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL INTERROGUEMOS NOSSAS PRÁTICAS CRUZAMENTO DE SABERES E DE PRÁTICAS NO CONTEXTO DO PENSAMENTO DE PAULO FREIRE, consulta em 10/01/11 http://portal.unesco.org/education/en/file_download.php/75ea83973093cb4dffdd9faa84eefd81relatorio_seminario_recife_cpf.pdf
  8. 8. Sugestões para uma prática transformadora Sabe fazer análise de conjuntura; Sabe fazer mediações; Saber articular as diferentes ações de um processo; Aprender a se desterritoriar; organizar socialmente as ações e ter um projeto planejado, delineado, com objetivos a serem alcançados, metas a serem almejadas, metodologias.
  9. 9. Educar para uma cultura de pazna família, na escola e nasociedade“Na educação, em especial, tais relações têmsubmetido as experiências educacionais aos interessesdo mercado, em um processo de reconversão materiale cultural. Neste sentido, a educação tem sido utilizadacomo instrumento de reprodução das desigualdadessociais, conformando as consciências, justificandorelações sociais desumanizantes através de uma culturado egoísmo, da competição e de pedagogias quetomam os seres humanos como objetos e não comosujeitos.”(fonte: FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO SANTA MARIA-RS/BRASILEDUCAÇÃO : ECONOMIA SOLIDÁRIA E ÉTICA PLANETÁRIA, consulta em: 10/01/2011 emhttp://www.forummundialeducacao.org/article311.html)
  10. 10. Educação: Espaço detransformação pessoal, social epolítico
  11. 11. Educação: Reprodução outransformação sócio-cultural-político?
  12. 12. Ética na Família, na Sociedadee na Política O que constrói a humanidade do homem é uma atitude ética diante de si mesmo, do próximo, da comunidade, do diferente, do meio ambiente e do divino. A causa da barbárie é a despolitização do homem, isto é, a sua fragmentação , a perda do sentido da pluralidade, do pertencer a ... Por isso os romanos, empregava expressões como viver e estar entre os homens e morrer e deixar de estar entre os homens...
  13. 13. Partilha: expressão do amorcristão, concretização da ética
  14. 14. Projeto Cultura de Paz Surgiu em Floresta em 2002; Coordenadora Maria José de Araújo; Cartilhas, Palestras/Formação de professores, Caminhadas, Fóruns, Curso de pós-graduação Latu Sensu pela UESB-Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; Apresentações teatrais; Caravana Anti-Nuclear; Atende as cidades de Floresta, Carnaubeira da Penha, Itacuruba, Cabrobó, Belém do São Francisco, Tacaratu, Itaparica, Jatobá e Ibimirim;
  15. 15.  Parceria com a CEI- Comissão Episcopal Italiana Igrejas Cristãs Prefeituras GRE-FLORESTA Cartilhas/ CHESF
  16. 16. Em Belém do São Francisco... Estamos em 3 das 4 escolas estaduais... Todas as escolas municipais e na maioria das particulares Nível Infantil, Fundamental I e II e Médio; Mais de 400 professores, milhares de alunos;
  17. 17. Temáticas Afetividade  Influência dos Meios de Comunicação Sexualidade  Sociedade de Consumo Auto-estima  Violência Social Responsabilidade  A Lei Maria da Penha Compromisso  Educar para a Paz Individualismo/Individualidade  Diversidade cultural, étnica e religiosa; Meio Ambiente  Planeta nossa casa nossa vida; Concepções e Modelos de Família  Alteridade; Valores Familiares  Ética; Aprendizagem escolar  Interculturalidade;  Cidadania; Voto consciente Direitos humanos  Inclusão Social; Diversidade étnico-racial  Redução da Pobreza; Diversidade sexual  Violência Eqüidade de gênero  Drogas Ações afirmativas  Solidariedade
  18. 18. Dificuldades Avanços Recursos;  Numa pesquisa foi apontada como um dos motivos que Imagem da PAZ como algo ajudaram na diminuição da inerte e submisso; violência na região; Desmotivação de Professores  Aproximação e Gestores; professor/aluno; Todas as atividades  Melhoria na qualidade do dependem de donativos; ensino; Atender também à família;  Engajamento de outros profissionais dentro do projeto;  Engajamento de Professores de inúmeras religiões: Espíritas, Evangélicos, Católicos, Religiões de matrizes africanas...
  19. 19. Disciplinas na pós graduação Políticas inclusivas e gestão  Oficina Temática: Apresentação dos democrática na educação pública; Projetos em forma de artigos Educação e desenvolvimento  Antropologia Geral integral da pessoa humana  Antropologia do homem brasileiro Violência, Inclusão Social e Redução nordestino da Pobreza  Ética I Economia, Políticas solidárias e  Ética da Alteridade auto-sustentáveis  Seminário: Criação de Projetos para Metodologia da pesquisa científica Cultura de Paz Educação e Novas Tecnologias em  Pesquisa e prática docente Rede  Educação, Direito e Cidadania Filosofia da Educação Didática e pedagogia educacional Sociologia da educação Psicologia da Educação
  20. 20. Economia Solidária Fazenda Bom Jesus-Floresta; Alfafa, Avestruzes; Associação x Cooperativa; Na cooperativa todos são donos do terreno e do maquinário; Na associação em caso de desistência os associados não levam o patrimônio; Comodato- Empréstimo das instalações-contrato de cedência; Psicultura- Jatobá, Itacuruba, Coité; Melhora no salário, sem hierarquia de trabalho; Regras próprias; O que eles ganham é dividido igualemente entre todos; São orientados a contribuir para a previdência; Antes em outras fazendas recebiam um salário, hoje por volta de 2.000 reais; ajudaram no crescimento da comunidade; Auxílio de eng. de pesca; Mulheres e homens funções iguais; rotação de coordenadores, o lucro é maior, mas o trabalho também é, a associação vende para o atacado e centra as atenções na produção e qualidade, menor impacto ambiental do que grandes empresas, a associação motiva as pessoas a voltar a estudar para ter maior autonomia;
  21. 21. Quando as pessoas vão entender que quem está no poder são elas?
  22. 22. O QUE PODEMOS FAZER NO NOSSO COTIDIANO Não aceitar em casa brincadeiras desrespeitosas, ofensas, tapas, proibição de sair, ocultação de documentos. Não aceitar piadas, músicas ou programas que desqualifiquem a Mulher. Não prestigiar artistas e figuras públicas que são agressores.
  23. 23.  Não criar meninos e meninas de forma a acentuar as diferenças, como não cobrar dos meninos o cuidado da casa e exigir somente das meninas auxílio nas tarefas de limpeza e cozinha. Transmitir aos filhos e filhas os valores da tolerância e do respeito aos demais. Não estimular a participação das meninas em concurso de rainha, princesa e outros do gênero que trás a preocupação em agradar os homens e se considerar realizada se bonita, bem vestida, maquiada, com o corpo perfeito. Denunciar sempre qualquer tipo de agressão que ocorra conosco ou com as pessoas próximas.
  24. 24. DESCONSTRUIR VALOARES MACHISTASQuando uma pessoa Se for homem Se for mulherse comporta de forma: dizemos que ele é: dizemos que ela é: Ativa Inquieto Nervosa Insistente Tenaz Teimosa Desenvolta Vivaz (ativo) Grosseira Desinibida Espontâneo Desavergonhada Temperamental Exaltado Histérica Diligente Inteligente Curiosa Extrovertida Comunicativo Assanhada Não submissa Firme, forte Dominadora Se quer superar-se Ambicioso Caprichosa Se muda de opinião Reconhece os erros Insegura Se lê muito Tem futuro Perde tempo Obediente Respeitoso Submissa, fraca Se revela um segredo Age por uma causa nobre Fofoqueira JHRTorres
  25. 25. MULHERES ENCARCERADAS Pertencimento étnico-racial: 55,6% são negras (15,7% pretas e 39,9% pardas) e 43,2% brancas.Fonte: DEPEN – Departamento Penitenciário Nacional do Ministérioda Justiça
  26. 26. DADOS DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NO BRASIL Fonte: SPM - Secretaria de Políticas para Mulheres  De cada 100 Mulheres assassinadas – 70 são em casa.  A cada 15 segundos uma Mulher apanha = 5760 Mulheres são espancadas por dia.  De cada 5 faltas ao trabalho 1 é motivada pela violência.  69% das mulheres foram agredidas, e apenas 10% denunciaram.  Cárcere privado - 7 casos por dia, desses 65% dizem que os filhos assistem a violência e 47% são também violentos.
  27. 27. Como compreender a violência de gênero? A violência é um fenômeno complexo, multifacetado e amplo, atravessado por fatores (culturais, históricos, políticos e econômicos), envolvendo relações afetivas, raciais e étnicas, geracionais, de gênero, de classe, etc, o que impõe grandes dificuldades para pesquisá-la , ou analisá-la.
  28. 28. Como compreender a violência de gênero? A violência contra a mulher apresenta-se, no contexto atual, como um sério problema social, e como violação dos direitos humanos. Desde 1990, a Organização Mundial de Saúde reconheceu a violência contra a mulher como um problema de saúde pública que exige dos governantes políticas públicas mais eficientes no combate e prevenção do fenômeno.
  29. 29. Como compreender a violência de gênero? Podemos pensar as violências como ações ou omissões que independentemente das intenções do seu autor produzem efeitos de aniquilamento, destruição ou danos profundos a uma pessoa, sejam eles físicos, psíquicos, morais ou materiais.
  30. 30. A violência de gênero• Problemática tratada sob a ótica de diferentes referenciais teóricos.• A partir da década de 1980 no Brasil a literatura sobre violência de gênero começa a surgir na perspectiva de dar visibilidade a essa temática, principalmente pelos movimentos de mulheres, com o intuito de combater essa violência por meio de intervenções sociais, psicológicas, e jurídicas.• * SOS mulher• * Conselhos• * Delegacias
  31. 31. Sobre a Lei Maria da Penha• É conhecida como Lei Maria da Penha a lei número 11.340/06 decretada pelo Congresso Nacional;• Dentre as várias mudanças promovidas pela lei está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar• A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006. ( Wikipédia )
  32. 32. Violência Contra a Mulher Pode ser manifestada de  A mulher por temor de forma verbal, física, ser exposta à sexual e psicológica; sociedade, entre outros motivos, hesita em denunciar; Os autores podem ser os parceiros sentimentais,  No Brasil mais de 15 amigos e familiares; milhões de casas abrigam a violência doméstica sem que tais fatos venham a público (TELES, 2003). 41
  33. 33. Violência física Violência psicológica Violência sexualTapas Humilhações Expressões verbais ou corporais agressivasEmpurrões Ameaças de agressão Toques e carícias não desejadosChutes Privação da liberdade Exibicionismo e voyeurismoBofetadas Impedimento ao trabalho Prostituição forçadaPuxões de cabelo Danos propositais a objetos Participação forçada em queridos pornografiaBeliscões Danos a animais de estimação Relações sexuais forçadasMordidas Danos ou ameaças a pessoas ******* queridasQueimaduras ****** *******Tentativa de asfixia ******* *******Ameaça de faca ******* *******Tentativas de Caracterização das violências dehomicídio ******** gênero (SCHRAIBER, 2005. p.38)
  34. 34. Racismo Ambiental é o conjunto deideias e práticas das sociedades eseus governos, que aceitam adegradação ambiental e humana,com a justificativa da busca dodesenvolvimento e com anaturalização implícita dainferioridade de determinadossegmentos da população.Afetados – negros, índios, migrantes,extrativistas, pescadores/as,trabalhadores/as pobres, dentreoutros, que sofrem os impactosnegativos do crescimento econômicoe a quem é imputado o sacrifício emprol de um benefício para os demais.“O conceito de Racismo Ambientalsurge a partir da revolta demoradores negros de WarremCounty, em 1982, contra a instalaçãode um depósito de rejeitos de sítiosdescontaminados” (HERCULANO:2006).
  35. 35.  Ecologista defende que água do São Francisco não pode beneficiar agricultura irrigada Finalmente alguém do governo teve a coragem de reconhecer que a transposição do rio São Francisco não é e nunca foi para levar água a quem tem sede. Por coragem ou descuido, pouco importa, o Sr. Rômulo de Macedo Vieira, do Ministério da Integração Nacional, deixa claro que ao ser concebida para a segurança hídrica dos reservatórios, a transposição servirá ao maior usuário dos reservatórios e adutoras – a agricultura irrigada. Ela garantirá os crescentes volumes de água exigidos pelo agronegócio exportador. Esta é a razão pela qual o governo preferiu ignorar solenemente o Atlas do Nordeste, da Agência Nacional de Água, por projetar obras para abastecimento humano. A opção do governo é a finalidade econômica. Simples assim. É a primeira vez que um representante do governo e, por dever de ofício, defensor da transposição tem o caráter e a hombridade de deixar de lado os falsos argumentos e apresentar a verdade como ela é e como sempre foi exposta pelos movimentos sociais. Aproveitamos a inesperada sinceridade para reafirmar que um projeto equivocado, como a transposição do rio São Francisco, atenderá os privilegiados de sempre e manterá as freqüentes imagens de rios completamente secos, de açudes exauridos e de ricas áreas irrigadas ao lado da mais impensável aridez, simplesmente porque não visa criar garantias de acesso à água. Se for para levar água a quem já tem acesso não há necessidade de qualquer projeto, bastando aumentar a eficiência no gerenciamento e nos usos da açudagem disponível. Para isto, não é necessário fazer nada muito complicado, muito menos um projeto como a transposição do rio São Francisco. Pelo menos, no momento em que o IBAMA concede a L.I., a mentira do argumento "levar água a quem tem sede" ficou exposta. Já é um começo. PS: Henrique Cortez(henriquecortez@ecodebate.com.br) é coordenador do site Ecodebate
  36. 36. Seminário “Revitalização ouTransposição do rio São Francisco Henrique Cortez Portal EcoDebate Henrique Cortez 45
  37. 37. Transposição argumento de “fundo”“levar água a quem tem sede”... Henrique Cortez 46
  38. 38. A lógica e a metodologia Esta transposição segue a lógica centenária de que a seca no semi-árido pode ser combatida com grandes intervenções, grandes obras e, agora, com um salvacionista programa de obras, tão monumental quanto o problema da seca. Henrique Cortez 47
  39. 39. A lógica e a metodologia  O DNOCS já construiu 291 açudes públicos, armazenando mais de 15,3 bilhões de metros cúbicos de água.  Na verdade, o conjunto de açudes e reservatórios, públicos e privados, do Nordeste possuem potencial de armazenamento superior a 30 bilhões de metros cúbicos de água Henrique Cortez 48
  40. 40. 30 bilhões de metroscúbicos... E daí ? O que mudou ? Henrique Cortez 49
  41. 41. O que mudou ? Nada !!! Henrique Cortez 50
  42. 42. Por que? O conceito de uso dos reservatórios e adutoras  Origem oligarca  Visão utilitarista  Valor econômico Henrique Cortez 51
  43. 43. Família e Sociedade Jorge Miranda de Almeida
  44. 44.  Existe um “modelo” de Sociedade? Sociedade e neoliberalismo Sociedade e consumo Sociedade fluída; Sociedade fragmentada; Educação: Espaço de transformação pessoal, social e político;
  45. 45. • Sociedade fragmentada; Educação: Espaço de transformação pessoal, social e político;• Educar para uma cultura de paz na família, na escola e na sociedade;• Ética na Família, na Sociedade e na Política
  46. 46.  Para pensar: “Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.” Rubem Alves
  47. 47. Para pensar II “Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.” Rubem Alves
  48. 48. Formas de sociedade “o Modelo”de sociedade capitalista: maximizar a concentração e o lucro, o que é igual, a maximizar a concentração de riquezas através do livre comércio, da imposição e controle de economias em desenvolvimento ou periféricas. Implicações: desigualdade social e econômica; exploração, fome, exclusão em todos os sentidos; a degradação do meio ambiente, a submissão do homem ao capital, como acertadamente disse Marx, o homem se transforma em mercadoria, deixa de ser pessoa.
  49. 49. Sociedade e Neoliberalismo“a ideologia neoliberal apresenta essa pretensa novarealidade globalizada como produto da vitória dodesenvolvimento natural dos mercados sobre qualquer tipode regulação ao seu livre funcionamento. O que se observa,de fato, é que a internacionalização do capital, em todas assuas formas (capital-dinheiro, produtivo e capital-mercadoria), antes de um processo natural de evoluçãomercantil, é fruto de políticas de desregulamentação,liberalização e abertura dos próprios países, centrais eperiféricos, do capitalismo mundial .“ fonte: A ATUALIDEOLOGIA CONSERVADORA E O CAPITALISMOCONTEMPORÂNEO: UMA CRÍTICA À TEORIAPÓSMODERNA NEOLIBERAL , consulta em 11/01/2011 ,http://www.anpec.org.br/encontro2008/artigos/200807091134410-.pdf
  50. 50. A questão da violênciadoméstica e social: desafiosno mundo de hoje
  51. 51. (...) os homens tendem a pensar que a valentia demonstrada na violência interpessoal ou nos encontros sexuais agressivos, será o único meio quelhes permitirá obter uma identidade pessoal e ganhar respeito, inacessível de uma outra maneira (Coser, Lewis. (s/d.). Nuevos aportes a la teoria del conflicto social. Buenos Aires, Amorrortu editores.s/d.: 78 – tradução livre).
  52. 52. No dia 22 de setembro de 2006 entrou emvigor a Lei 11.340, de 07 de agosto de2006, que cria mecanismos para coibir eprevenir a violência doméstica e familiarcontra a mulher, dispõe sobre a criaçãodos Juizados de violência doméstica efamiliar contra a mulher e estabelecemedidas de assistência e proteção àsmulheres em situação de violênciadoméstica e familiar
  53. 53. Artigo 5 da Lei Maria daPenha:Violência Física –entendida como qualquerconduta que ofenda aintegridade ou a saúdecorporal da mulher. Ainfração penal queconfiguram essa forma deviolência é a lesãocorporal e as vias de fato.A ação penal é públicaincondicionada.
  54. 54. Violência Psicológica – entendida comoqualquer conduta que lhe cause danoemocional e diminuição da auto-estima ou quelhe prejudique e perturbe o plenodesenvolvimento ou que vise degradar oucontrolar suasações, comportamentos, crenças edecisões, medianteameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilânciaconstante, perseguiçãocontumaz, insulto, chantagem, ridicularização,exploração e limitação do direito de ir e vir ouqualquer outro meio que lhe cause prejuízo àsaúde psicológica e à autodeterminação.Infrações penais: Perturbação datranqüilidade, Injúria, Constrangimentoilegal, Cárcere Privado, Ameaça, Vias de fato eAbandono material. A Ação Penal é pública
  55. 55. Violência Psicológica
  56. 56. Violência Sexual –entendida como qualquer condutaque a constranja a presenciar, amanter ou a participar de relaçãosexual não desejada, medianteintimidação, ameaça, coação ou usoda força; que a induza a comercializarou a utilizar, de qualquer modo, a suasexualidade, que a impeça de usarqualquer método contraceptivo ouque a force a matrimônio, àgravidez, ao aborto ou àprostituição, mediantecoação, chantagem, suborno oumanipulação; ou que limite ou anuleo exercício de seus direitos sexuais ereprodutivos. Infrações penais sãoestupro e atentado violento ao pudor.A ação penal pode ser pública ouprivada.
  57. 57. Violência Patrimonial – entendidacomo qualquer conduta queconfigureretenção, subtração, destruiçãoparcial ou total de seusobjetos, instrumentos detrabalho, documentospessoais, bens, valores e direitosou recursos econômicos, incluindoos destinados a satisfazer suasnecessidades. Infrações Penais:Roubo, Furto, Extorsão, Estelionato etc. Quanto à Ação Penal, se forcônjuge separado(a), deverá havera representação criminal por parteda ofendida para iniciar oprocedimento policial (Art.182, I, CP). Se houver violência ougrave ameaça, a ação será públicaincondicionada.
  58. 58. Violência Moral – entendida como qualquer conduta queViolência Moralcalúnia, difamação ou injúria. As infrações penais configure – entendidacomo qualquer conduta que A ação penal é privada. são injúria, calúnia e difamação.configure calúnia, difamaçãoPenha”, da Secretaria Especial de Fonte: “Cartilha Lei Maria da Políticas para as Mulheres, da Presidência da República.ou injúria. As infrações penais Brasília, 2007são injúria, calúnia edifamação. A ação penal éprivada.Fonte: “Cartilha Lei Maria daPenha”, da Secretaria Especialde Políticas para as Mulheres,da Presidência da República.Brasília, 2007
  59. 59.  A construção da unidade é estimada em R$ 10 bilhões. Segundo os defensores do projeto, motivo para atrair empresas e melhorar a qualidade de vida da população. Os opositores falam que esse tipo de usina oferece riscos, e Pernambuco dispõe de recursos naturais, como o sol e o vento, suficientes para produzir energia mais limpa e segura.
  60. 60.  Na concepção do governo pernambucano, o melhor seria implantar a usina nuclear numa área próxima ao Rio São Francisco. O local ficaria longe do polo fruticultor,entre os lagos de Itaparica e Sobradinho. Aí, acrescenta João Bosco, o estado desponta com outra vantagem: a rede de transmissão de energia elétrica da Chesf, recurso que facilitaria o envio da produção para os grandes centros urbanos. Há quem defenda, no entanto, a instalação das usinas perto do mar, como técnicos da Eletronuclear. “Nossa região litorânea é focada no turismo”, descarta o secretário estadual.
  61. 61.  Os ecologistas questionam a necessidade de usinas nucleares no estado. “Unidades desse tipo criam poucos empregos permanentes, geram lixo radioativo perigosíssimo e consomem enorme quantidade de água para resfriar o reator. Sem contar com o risco de graves acidentes”, critica o presidente estadual do Partido Verde (PV), Sérgio Xavier. Os verdes sabem que a implantação de projetos como esses obedecem a questões técnicas e econômicas, mas passam pelo crivo político. Foi o que ocorreu na Alemanha, nos anos 90, quando o chanceler Gerhard Schroeder assumiu o compromisso de desativar as usinas do país até 2021.
  62. 62. Usina Nuclear de Itacuruba – Boato ou Verdade? Desde o inicio do ano de 2011, vem acontecendo vários boatos através de blogs e sites, em que seria instalado uma Usina Nuclear no município de Itacuruba, que fica localizado no Sertão de São Francisco Pernambuco, e tem uma população de 4 mil habitantes sendo que 15% deles são indígenas Pankara, esses boatos ganhou força até acontecer a catástrofe do Japão. Só que ainda hoje a população local e as das regiões próximas a Itacuruba, ainda temem que essa obra seja concretizada, pois todos sabem os riscos e impactos que uma usina nuclear causa a vida e ao meio ambiente dos que moram próximos a ela. O presidente do sindicado de Trabalhadores Rurais de Itacuruba o Sr. Ademilton Luiz diz que “o estado de Pernambuco tem leis que proíbe a construção de obras que causam grandes impactos ambientais”, e se posiciona contra a construção dessa Usina. Mas o que preocupa principalmente as comunidades indígenas, é que mesmo sem consultar a sociedade civil, as obras da transposição do Rio São Francisco estão sendo realizadas. E será que caso uma lei vai esbarrar a construção dessa usina?
  63. 63.  Em conversa com representantes do povo Pankara de Itacuruba, sentimos a indignação e preocupação desse povo, pois eles como um povo originário da região, que presenciaram as diversas mudanças catastróficas causadas pelos não indígenas em sua região, exemplo disso foi a construção da Barragem de Itaparica há 23 anos, em que inundou seu território espiritual, e os forçaram a migrar para outros lugares. Por conta disso os Pankara convocam a todas as organizações indígenas, indigenistas, parentes indígenas, quilombolas e todos os seguimentos que são ribeirinhos do rio São Francisco, para que se mobilizem contra a construção dessa Usina, caso ela venha acontecer de fato. Sabemos que o desenvolvimento sustentável de uma comunidade não parte pela destruição dela, e temos mais uma vez que o programa de erradicação da pobreza no pais, seja através do extermínio das comunidades pobres, e não é porque em Itacuruba possui apenas 4 mil almas, que devemos esquecer do raio de impacto do alcance de uma Usina Nuclear. E para que isso não aconteça temos que nos mobilizar sim, pois todo boato tem um fundo de verdade, assim falam os mais velhos.
  64. 64.  A baixa densidade populacional ajudou. Segundo o IBGE 2010, Itacuruba só tem 4.400 almas. Uma usina nuclear geralmente é instalada em área de baixa densidade por conta dos planos de segurança, que prevêem retirada de todas as pessoas próximas da planta industrial, em caso de emergência. (...) O empreendimento tem custo estimado em R$ 10 bilhões em até oito anos. Segundo o documento, a Central do Nordeste teria seis usinas, com capacidade de geração de cerca de 6.600 megawatts,com seis reatores e vida útil de 60 anos. Com expectativa de lucro de R$ 630 milhões por ano, o retorno do projeto ocorreria em até 16 anos. As usinas estão programadas para entrar em funcionamento até 2030. (Jornal do Commercio).
  65. 65.  “Priorizar usinas nucleares é não reconhecer nossa vocação. O Brasil é um país com grande capacidade para produzir energia solar e eólica”.(Economista Ecológico Clóvis Cavalcanti Ele aponta como referência estudos que mostram que a costa do Atlântico, no país, tem potencial para gerar energia eólica três vezes mais do que as usinas nucleares planejadas pela União. O governo rebate e afirma que é muito mais cara a produção de energia a partir do sol e dos ventos e sem a mesma eficácia da hidrelétrica e nuclear, pois depende da estabilidade da natureza. Diário de Pernambuco
  66. 66. Nota do EcoDebate De um administrador público espera-se um mínimo de sobriedade e cuidado com projetos. Não se brinca com coisa séria. Uma usina nuclear é uma termelétrica cujas turbinas são acionadas por vapor. Logo, a oferta firme de água é componente essencial para sua viabilidade e segurança. As tais usinas projetadas no novo Programa Nuclear Brasileiro demandam um volume de água equivalente ao consumido por uma cidade de 100 mil habitantes. E, deve-se supor, que até o secretário estadual de Recursos Hídricos e Articulação Regional de Pernambuco saiba que o rio São Francisco agoniza, cada vez mais assoreado e com vazões perigosamente irregulares. Se, atualmente, já não existem volumes disponíveis para outorga cabe perguntar, de que rio São Francisco fala o secretário? E, finalmente, quem combinou com a população ribeirinha se ela quer uma usina nuclear no seu quintal? Só pode ser uma bricadeira de mau gosto. Henrique Cortez coordenador do EcoDebate
  67. 67.  “O preço da energia eólica já está mais barato que o de hidrelétricas de grande porte no Brasil” Revista Brasil Energia
  68. 68.  Usinas solares e eólicas no Saara vão abastecer até 20% da Europa
  69. 69.  Usinas solares e eólicas no Saara vão abastecer até 20% da Europa Linhas de transmissão atravessarão o mar -E o Governo Brasileiro fica investindo em empreendimentos da década de 70 Acorda Brasil sai desta sonolência que paira sobre esta nação ...... A usina solar térmica Andasol 3, na Espanha, pode gerar energia também à noite LATINSTOCK BERLIM - A Europa busca nos desertos um caminho para suprir sua demanda energética. Em 2011, a Espanha começou a usar a todo vapor a maior usina solar no mundo, instalada numa das regiões mais áridas do país. Mas o mais ambicioso projeto europeu está em curso na África, no Deserto do Saara. É lá que o consórcio Desertec, formado por 50 empresas alemãs, começa a construir este ano uma usina de energia solar colossal. A ideia é construir usinas solares em várias partes do Saara para atender de 15% a 20% das necessidades europeias. A primeira usina, que ocupará uma área de 12 quilômetros quadrados, fornecerá 500 megawatts de energia para o Velho Continente a partir de 2014. Mas, de acordo com Paul van Son, chefe do projeto, ainda não foi decidido se será usada a tecnologia de solartermia (aquecimento da água para a movimentação de uma turbina a vapor), ou o método fotovoltaico. A geração fotovoltaica tem a vantagem de ser mais barata, produzindo energia pela ação da luz do Sol no silício das células captadoras. Já a geração fotovoltaica, usada na usina egípcia Kuraymot é mais cara, mas tem a vantagem de permitir a produção de energia à noite. A usina egípcia foi construída pela empresa alemã Solar Millenium, que faz parte do consórcio Desertec e também construiu as usinas Andasol 1, 2 e 3 na Andaluzia, Espanha, entre as mais modernas do mundo e um exemplo do que será a usina do Saara. Christine Krebs, porta-voz da Solar Millenium, explica que a configuração das usinas espanholas permite que o calor do dia seja guardado para geração à noite: — O calor é armazenado, o que torna possível a produção de energia também depois do pôr do sol. Com sede na cidade de Erlangen, a Solar Millenium está instalada onde antigamente funcionava também a filial da empresa Siemens Kraftwerkunion (KWU), responsável pela construção das usinas nucleares brasileiras Angra 2 e 3. Apesar de o sistema de geração ainda não ter sido decidido, a primeira usina terá um investimento previsto de 2 bilhões de euros. Ao todo, o projeto, que prevê a construção de mais usinas em Marrocos, Egito, Argélia e outros países, deverá custar 400 bilhões de euros, sendo 50 bilhões $ó nas linhas de transmissão. Há poucos dias, também foi assinado um acordo com o grupo argelino Sonelgaz para a construção de usinas de energia solar no país africano.
  70. 70.  Os cabos de transmissão já começaram a ser instalados no Mar Mediterrâneo. Para isso, foi fechado um acordo com o grupo francês Medgrid, um consórcio de 20 empresas do país. A DII (Iniciativa Industrial), o grupo que realiza o projeto Desertec, já assinou acordos de cooperação também com uma empresa espanhola que já tem uma linha de transmissão de energia entre Espanha e Marrocos com capacidade de 1.400 megawatts. Embora o Marrocos tenha Sol em abundância, ele importa energia da Espanha. Com o projeto da Desertec, ha$á produção de energia também para consumo local. Fazem parte do consórcio alemão, criado em 2009, algumas das mais importantes empresas do país nos setores tecnológico (Siemens e ABB); de energia (RWE e E.on); e financeiro (Deutsche Bank e a companhia de resseguros Münchner Rück). Günther Oettinger, comissário de Energia da União Européia, vê o projeto Desertec como a opção do futuro de uma Europa sem energia atômica. Por enquanto, apenas a Alemanha decidiu por lei abandonar o uso da energia nuclear, mas as alternativas renováveis são vistas como o futuro de todo o continente. Atualmente, 80% da energia da França vêm de centrais atômicas. — Há agora uma perspectiva concreta para a produção de energia solar $eólica para o proveito das populações na Europa, Norte da África e Oriente Médio — diz Oettinger. Noureddine Bouterc, chefe da Sonelgaz, conta que a meta de seu país é atingir 40% do abastecimento de energia vinda de fontes renováveis até 2030. Ao participar do projeto Desertec, a Argélia planeja exportar 10 gigawatts por ano. Segundo Paul van Son, a ideia de produzir energia no deserto para o consumo na Europa deixou de ser uma visão para tornar-se uma realidade concreta. Um dos obstáculos, porém, é o ainda alto custo desta energia. Em comparação com as fontes tradicionais, a geração solar é mais cara. Mas os responsáveis pelo projeto contam com subsídios, pelo menos dos governos europeus, e com uma redução dos custos a longo prazo. — A tecnologia é ainda nova, os custos devem baixar — pondera o chefe do Desertec. Atualmente, os custos da energia solar e eólica — as centrais do deserto do Saara terão também turbinas para produção de energia eólica — são muito mais altos do que os das ener$nuclear, hidrelétrica ou de usinas de carvão. Christine Krebs calcula que uma quilowatt-hora de energia hidrelétrica custa seis centavos de euro. Já a mesma quantidade de energia solar custa 40 centavos de euro. Segundo ela, no começo essa forma de energia renovável vai depender dos subsídios públicos. Mas como na Alemanha decidiu depois da catástrofe de Fukushima, no Japão, desativar as usinas nucleares do país em um prazo de cerca de dez anos, a disposição do governo em dar subsídios para o projeto Desertec é grande, mesmo com a crise do euro. Ainda este ano, o consórcio vai decidir quantas usinas e qual será a área total do deserto a ser ocupada com sua rede de usinas solares e eólicas.
  71. 71.  Alemanha decidiu depois da catástrofe de Fukushima, no Japão, desativar as usinas nucleares do país em um prazo de cerca de dez anos, a disposição do governo em dar subsídios para o projeto Desertec é grande, mesmo com a crise do euro. Ainda este ano, o consórcio vai decidir quantas usinas e qual será a área total do deserto a ser ocupada com sua rede de usinas solares e eólicas. A visão alemã reflete a opinião pública do resto da Europa, continente em que "a maioria dos países pesquisados tem uma visão negativa com relação ao uso de energia atômica para gerar eletricidade". Realizado pela GlobeScan a pedido da BBC, o levantamento ouviu 23,2 mil pessoas em 23 países (12 deles já operando usinas nucleares), entre junho e setembro. A margem de erro é de 3,1 a 4,4 pontos percentuais.
  72. 72. Quais são os tipos de energia limpa existentes? São cinco os principais tipos de energia limpa – aquela que não libera (ou libera poucos) gases ou resíduos que contribuem para o aquecimento global, em sua produção ou consumo Revista Vida Simples – 04/2009-*Débora Didonê, Leandro Sarmatz, Priscilla Santos Saiba, a seguir, um pouco mais sobre essas fontes energéticas: • SOLAR A energia luminosa do sol é transformada em eletricidade por um dispositivo eletrônico, a célula fotovoltaica. Já as placas solares usam o calor do sol para aquecer água. Maiores produtores: Japão e EUA. PRÓS: fonte inesgotável de energia; equipamentos de baixa manutencão; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega. CONTRAS: producão interrompida à noite e diminuída em dias de chuva, neve ou em locais com poucas horas de sol. • EÓLICA O vento gira as pás de um gigantesco catavento, que aciona um gerador, produzindo corrente elétrica. Maiores produtores: Alemanha, Espanha e EUA. PRÓS: fonte inesgotavel de energia; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega. CONTRAS: poluicão visual (um parque eólico pode ter centenas de cataventos) e, às vezes, sonora (alguns cataventos são muito barulhentos); morte de pássaros (que, muitas vezes, se chocam com as pás dos cataventos).
  73. 73.  • DAS MARÉS As águas do mar movimentam uma turbina que aciona um gerador de eletricidade, num processo similar ao da energia eólica. Não existe tecnologia para exploracão comercial. Franca, Inglaterra e Japão são os pioneiros na producão. PRÓS: fonte de energia abundante capaz de abastecer milhares de cidades costeiras. CONTRAS: a diferenca de nível das mares ao longo do dia deve ser de ao menos 5 metros; producão irregular devido ao ciclo da maré, que dura 12h30. • BIOGÁS Transformacão de excrementos animais e lixo orgânico, como restos de alimentos, em uma mistura gasosa, que substitui o gás de cozinha, derivado do petróleo. A matéria-prima é fermentada por bactérias num biodigestor, liberando gás e adubo. PRÓS: substitui diretamente o petróleo; dá um fim ecológico ao lixo orgânico; gera fertilizante; os produtores rurais podem produzir e até vender o gás, em vez de pagar por ele. CONTRA: o gás é difícil de ser armazenado. •BIOCOMBUSTÍVEIS Geracão de etanol e biodiesel para veículos automotores a partir de produtos agrícolas (como semente de mamona e cana-de-acúcar) e cascas, galhos e folhas de árvores,que sofrem processos físico-químicos. O Brasil está entre os maiores produtores mundiais. PRÓS: substitui diretamente o petróleo; os vegetais usados na fabricação absorvem CO2 em sua fase de crescimento. CONTRA: producão da matéria-prima ocupa terras destinadas a plantio de alimentos. Fontes: Mauro Passos, presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina, Leda Lorenzo Montero, ecologista, e Ricardo Dutra, engenheiro do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel)
  74. 74. Energia Nuclear A energia nuclear, também chamada atômica, é obtida a partir da fissão do núcleo do átomo de urânio enriquecido, liberando uma grande quantidade de energia. A energia nuclear mantém unidas as partículas do núcleo de um átomo. A divisão desse núcleo em duas partes provoca a liberação de grande quantidade de energia.
  75. 75.  Atualmente os Estados Unidos lideram a produção de energia nuclear, porém os países mais dependentes da energia nuclear são França, Suécia, Finlândia e Bélgica. Na França, cerca de 80% de sua eletricidade é oriunda de centrais atômicas. No fim da década de 1960, o governo brasileiro começou a desenvolver o Programa Nuclear Brasileiro, destinado a implantar no país a produção de energia atômica. O país possui a central nuclear Almirante Álvaro Alberto, constituída por três unidades (Angra 1, Angra 2, e Angra 3). Está instalada no município de Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. Atualmente, apenas Angra 2 está em funcionamento. Essa fonte energética é responsável por muita polêmica e desconfiança: a falta de segurança, a destinação do lixo atômico, além da possibilidade de acontecerem acidentes nas usinas, geram a reprovação da utilização da energia nuclear por grande parte da população. Alguns acidentes em usinas nucleares já aconteceram, entre eles estão: Three Miles Island – em 1979, na usina localizada na Pensilvânia (EUA), ocorreu a fusão do núcleo do reator e a liberação de elevados índices de radioatividade que atingiram regiões vizinhas. Chernobyl – em 1986 ocorreram o incêndio e o vazamento de radiação na usina ucraniana, na extinta União Soviética, com milhares de feridos e mortos, podendo a contaminação radioativa ter causado 1 milhão de casos de câncer nos 20 anos seguintes.
  76. 76.  A energia nuclear apresenta vários aspectos positivos, sendo de fundamental importância em países que não possuem recursos naturais para a obtenção de energia. Estudos mais aprofundados devem ser realizados sobre essa fonte energética, ainda existem vários pontos a serem aperfeiçoados, de forma que possam garantir segurança para a população. Aspectos positivos da energia nuclear: - As reservas de energia nuclear são muito maiores que as reservas de combustíveis fósseis; - Comparada às usinas de combustíveis fósseis, a usina nuclear requer menores áreas; - As usinas nucleares possibilitam maior independência energética para os países importadores de petróleo e gás; - Não contribui para o efeito estufa. Aspectos negativos: - Os custos de construção e operação das usinas são muito altos; - Possibilidade de construção de armas nucleares; - Destinação do lixo atômico; - Acidentes que resultam em liberação de material radioativo; - O plutônio 239 leva 24.000 anos para ter sua radioatividade reduzida à metade, e cerca de 50.000 anos para tornar-se inócuo. Por Wagner de Cerqueira e Francisco-Graduado em Geografia Equipe Brasil Escola
  77. 77. Consequências da radiação nuclear Cérebro: Danos cerebrais podem causar delírio, convulsões e morte. Olhos: Danos nos lhos podem provocar catarata. Boca: Lesões à boca podem incluir úlceras bucais. Estômago e Intestino: Estômago e intestino quando lesados, provocam náuseas e vômitos. Infecções intestinais podem levar à morte. Fetos: Danos à criança em gestação podem incluir retardo mental, particularmente se a exposição à radiação ocorrer no início da gravidez. Ovários e Testículos: Danos aos ovários (ou testículos) provocam esterilidade ou afetam os filhos que o indivíduo possa vir a ter. Medula Óssea: Lesões na medula óssea podem conduzir a hemorragias ou comprometer o sistema imunológico. Vasos Sangüíneos: Ruptura dos vasos sangüíneos leva à formação de hematomas.
  78. 78.  Como usam a fissão nuclear, aumentam o inventário global de material radioativo, fazendo com que o risco de contaminação radioativa aumente. Considerando o tempo de vida útil da instalação geradora de energia, o material radioativo produzido deve ser guardado de forma controlada pelas próximas gerações, já que alguns materiais só deixarão de ser perigosos em cenários de 1000 anos. Onde é guardado o lixo nuclear das usinas brasileiras? por TARSO ARAÚJO Dentro da própria usina ou em depósitos na vizinhança, dependendo do nível de radioatividade.
  79. 79.  Autoridades detectam presença de césio em leite em pó para bebês no Japão Uma empresa japonesa informou nesta terça-feira que detectou césio radioativo em lotes de leite em pó para bebês, embora em níveis muito abaixo do limite máximo de segurança estabelecido pelo Governo. A empresa Meiji, produtora da fórmula láctea infantil, indicou que localizou em suas análises até 30,8 becquerels de césio radioativo por quilo, frente ao limite máximo de 200 becquerels por quilo estabelecido pelo Executivo japonês. Embora ainda não se saiba como o isótopo radioativo chegou ao produto, comercializado com o nome de Meiji Step, a suspeita é que possa ter origem de vazamentos da usina nuclear de Fukushima Daiichi, danificada pelo terremoto e o tsunami de 11 de março, indicou a agência local "Kyodo".
  80. 80.  Manifesto da Articulação Antinuclear Brasileira Nós, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e pesquisadores, abaixo-assinados, mobilizados pelo grave acidente nuclear de Fukushima, declaramos nossa firme oposição à retomada do Programa Nuclear Brasileiro, pelas seguintes razões: A energia nuclear é suja, insegura e cara. O ciclo do nuclear – da mineração do urânio, ao problema insolúvel da destinação do lixo radioativo – revela-se insustentável do ponto de vista social, ambiental e econômico. A usina nuclear é uma falsa solução para evitar o aquecimento global. Como os reatores não emitem gás carbônico (CO2) – o principal dos gases do efeito estufa – os defensores desta energia tentam convencer a sociedade que ela é limpa e segura. Não é limpa, de forma alguma, pois o ciclo de produção de seu combustível – que começa com a mineração do urânio e termina no descomissionamento das instalações – apresenta relevantes e cada vez maiores emissões de gases de efeito estufa. Há suficiente produção de energia no Brasil, porém mal distribuída. Atualmente o consumo se concentra em seis setores da indústria: siderurgia, cimento, papel e celulose, alumínio, petroquímica e ferro- liga, atividades que respondem por 30% da demanda de energia no país. Só o consumo anual da indústria de alumínio é equivalente a duas vezes o total da energia produzida por Angra 2.
  81. 81.  Não existe lugar apropriado para confinar o lixo nuclear em nenhuma parte do mundo. Rechaçamos qualquer política energética que ameace as gerações presentes e futuras. O manejo e transporte de substâncias radioativas pelas precárias estradas e portos brasileiros é inseguro e coloca em risco cidades vizinhas das rodovias e portos, bem como moradores de grandes cidades como Rio de Janeiro e Salvador. A geração de energia nuclear é caríssima. E o custo para o encerramento adequado das atividades das usinas antigas é altíssimo, o que torna irracional, em termos financeiros, o investimento neste tipo de energia. A energia nuclear representa menos de 2% da matriz energética brasileira. Investindo-se em eficiência energética é perfeitamente possível dar fim a essa produção, sem ônus para o contribuinte e para a geração de energia. A energia nuclear é perigosa para a humanidade, pois seu sub- produto pode ser usado para produzir armas atômicas. Cada instalação nuclear é uma ameaça em caso de acidente, atentado ou guerra.
  82. 82.  Não há transparência ou participação popular no acesso à informações sobre o ciclo da energia nuclear. Sob o falso argumento do “segredo militar”, alimenta-se a desinformação da população sobre um assunto que diz respeito à sua vida e segurança. Os acidentes nucleares de Three Miles Island, Chernobyl, Goiânia e Fukushima revelam que as normas nacionais e internacionais de segurança não são cumpridas. Em Goiânia (1987), 19g de Césio abandonado irregularmente num hospital desativado causou a morte de 4 pessoas, a contaminação direta e indireta de milhares de pessoas e gerou mais de 6.000 toneladas de lixo radioativo. A mineração em Caetité, recordista em acidentes e multas ambientais (não pagas) na Bahia, vem contaminando a água no entorno da mina, ameaçando a integridade ambiental, a segurança alimentar e a saúde da população. Há suspeita de ter contaminado seus trabalhadores. Nas duas usinas de Angra dos Reis, onde há um histórico de acidentes e interrupções de funcionamento por problemas técnicos (inclusive com a contaminação de empregados), não existe um plano - sério e crível - de evacuação da população, em caso de emergência. Os reatores não sofreram significativas alterações ou inovações tecnológicas que garantam a sua total segurança, continuando a apresentar riscos sérios, inerentes à manipulação do átomo.
  83. 83. Top 10: Piores acidentes nucleares Relembre os principais acidentes nucleares do mundo 1ºChernobyl, 26 de abril de 1986 O reator número 4 da usina soviética de Chernobyl, na Ucrânia, explodiu durante um teste de segurança, causando a maior catástrofe nuclear civil da história e deixando mais de 25 mil mortos, segundo estimativas oficiais. O acidente recebeu a classificação de nível máxima, 7. O combustível nuclear queimou durante 10 dias, jogando na atmosfera radionuclídeos de uma intensidade equivalente a mais de 200 bombas atômicas iguais à que caiu em Hiroshima. Três quartos da Europa foram contaminados. 2ºEUA, 28 de março de 1979 Em Three Mile Island (Pensilvânia), uma falha humana impediu o resfriamento normal de um reator, cujo centro começou a derreter. Os dejetos radioativos provocaram uma enorme contaminação no interior do recinto de confinamento, destruindo 70% do núcleo do reator. Um dia depois do acidente, um grupo de ecologistas mediu a radioatividade em volta da usina. Sua intensidade era oito vezes maior que a letal. Cerca de 140 mil pessoas foram evacuadas das proximidades do local. O acidente foi classificado no nível 5 da escala internacional de eventos nucleares (INES), que vai de 0 a 7. 3ºJapão, 12 de março de 2011 O terremoto de 9 pontos da Escala Richter que atingiu o Japão em 11 de março, causou estragos na usina nuclear Daiichi, em Fukushima, cerca de 250 quilômetros ao norte de Tóquio. Explosões em três dos seis reatores da usina deixaram escapar radiação em níveis que se aproximam do preocupante, segundo as autoridades japonesas.O acidente foi classificado no nível 5 da escala internacional de eventos nucleares (INES) pelas autoridades japonesas. 4ºEUA, agosto de 1979 Um vazamento de urânio em uma instalação nuclear secreta perto de Erwin (Tennessee) contaminou cerca de mil pessoas. 5ºJapão, janeiro-março de 1981 Quatro vazamentos radioativos na usina nuclear de Tsuruga, uma cidade na província de Fukui, a 300 quilômetros de Tóquio, deixaram 278 pessoas contaminadas por radiação.
  84. 84.  5ºJapão, janeiro-março de 1981 Quatro vazamentos radioativos na usina nuclear de Tsuruga, uma cidade na província de Fukui, a 300 quilômetros de Tóquio, deixaram 278 pessoas contaminadas por radiação. 6ºRússia, abril de 1993 Uma explosão na usina de reprocessamento de combustível irradiado em Tomsk-7, cidade secreta da Sibéria Ocidental, provocou a formação de uma nuvem e a projeção de matérias radioativas. O número de vítimas é desconhecido. A cidade, hoje chamada de Seversk, é fechada e só pode ser visitada a convite. Possui diversos reatores nucleares e indústrias químicas para separação, enriquecimento e reprocessamento de urânio e plutônio. 7ºJapão, março de 1997 A usina experimental de reprocessamento de Tokai (nordeste de Tóquio) foi parcialmente paralisada depois de um incêndio e de uma explosão que contaminou 37 pessoas, em um acidente ocorrido no dia 11 de março de 1997. 8ºJapão, setembro de 1999 A mesma usina voltou a ser palco de um novo acidente nuclear em 30 de setembro de 1999, devido a erro humano, provocando a morte de dois técnicos. Mais de 600 pessoas, funcionários e habitantes dos arredores, foram expostos à radiação e cerca de 320 mil pessoas foram evacuadas. Os dois técnicos haviam provocado uma reação nuclear descontrolada, Ao utilizar uma quantidade de urânio muito superior à prevista durante o processo de fabricação. 9ºJapão, 9 de agosto de 2004 Na usina nuclear de Mihama, a 320 quilômetros a oeste de Tóquio, um vapor não radioativo vazou por um encanamento que se rompeu em seguida, ao que parece, por uma grande corrosão, provocando a morte de cinco funcionários por queimaduras. 10ºFrança, 23 de julho de 2008 Durante uma operação de manutenção realizada em um dos reatores da usina nuclear de Tricastin, no sul da França, substâncias radioativas vazaram, contaminando muito levemente uma centena de empregados. Segundo autoridades francesas, as substâncias chegaram a atingir dois rios próximos ao local. Autoridades chegaram a proibir o consumo de água e a prática de pesca e esportes nos rios.
  85. 85. Brasil Em setembro de 1987, a violação de uma cápsula de césio- 137 por sucateiros da cidade de Goiânia, no Brasil, mata quatro pessoas e contamina 249. Três outras pessoas morreriam mais tarde de doenças degenerativas relacionadas à radiação. Em julho de 1997, o reator nuclear de Angra 1, no Brasil, é desligado por defeito numa válvula. Segundo o físico Luiz Pinguelli Rosa, foi "um problema semelhante ao ocorrido na usina de Three Mile Island", nos Estados Unidos, em 1979. Em outubro de 1997, o físico Luiz Pinguelli adverte que estava ocorrendo vazamento na usina de Angra 1, em razão de falhas nas varetas de combustível. Na época ele declara: "Está ocorrendo vazamento há muito tempo. O nível de radioatividade atual é progressivo e está crítico."
  86. 86. Goiania-GO 14-09-2007  Ha 20 anos acontecia o maior acidente radiologico da historia, ocorrido em Goiania-GO, Brasil, no mes de setembro de 1987. Conhecido como Cesio 137, o acidente deixou varios mortos e um numero incontavel de vitimas que sofrem com mutacoes geneticas causadas pela radioatividade, sendo o cancer o principal diagnostico. No deposito radioativo de Abadia de Goias, parentes seguram fotos de vitimas do acidente. O acidente foi um grande marco psicologico e fisico na vida das pessoas. No deposito radioativo estao 6000 toneladas de lixo radioativo, em 989 caixas metalicas de aco. Foto: Weimer Carvalho/Jornal O Popular
  87. 87.  O acidente radiológico de Goiânia, amplamente conhecido como acidente com o Césio-137, foi um grave episódio de contaminação por radioatividade ocorrido no Brasil. A contaminação teve início em 13 de setembro de 1987, quando um aparelho utilizado em radioterapias das instalações de um hospital abandonado foi encontrado, na zona central deGoiânia, no estado de Goiás. Foi classificado como nível 5 na Escala Internacional de Acidentes Nucleares. O instrumento, irresponsavelmente deixado no hospital, foi encontrado por catadores de um ferro velho do local, que entenderam tratar-se de sucata. Foi desmontado e repassado para terceiros, gerando um rastro de contaminação, o qual afetou seriamente a saúde de centenas de pessoas. O acidente com Césio-137 foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora das usinas nucleares.
  88. 88.  Após vinte e quatro anos do desastre radioativo, as várias pessoas contaminadas pela radioatividade reclamam por não estarem recebendo os medicamentos, que, segundo leis instituídas, deveriam ser distribuídos pelo governo. E muitas pessoas contaminadas ainda vivem nas redondezas da região do acidente...
  89. 89. Consequências...Uma das conseqüências de Chernobyl foi oaumento progressivo de doenças, em particular emcrianças, incluindo os fetos que estavam intra-úterona época do acidente, em 1986. Fonte: JEAN-PIERRE DUPUY - Publicado na ScieloOs sobreviventes vítimas da radiação de Chernobyltornaram-se suscetíveis ao câncer.
  90. 90.  Vamos observar algumas outras particularidades e conseqüências relacionadas aos dois acidentes mais graves registrados até hoje, os das usinas nucleares de Three Mile Island e de Chernobyl: Uma testemunha que morava numa cidade próxima à usina de Three Mile Island relatou dessa forma a situação logo após a confirmação do acidente: "As famílias estavam sendo reunidas desesperadamente e as ruas estavam uma loucura. Houve acidentes em frente à escola. Pais histéricos vinham apanhar as crianças no colégio, trombando uns com os outros, atravessando sinais vermelhos, numa situação de pânico geral." Estudantes que faziam a medida do nível de radiação com contador Geiger nessa escola encontraram leituras de 250 dentro do estabelecimento e de 350 do lado de fora do prédio. A leitura normal seria de 50. Totalmente em pânico, as pessoas começaram a sentir um gosto metálico na boca e algumas também um formigamento na pele... Nos meses que se seguiram ao acidente, alguns fazendeiros da região notaram que seus animais estavam adoecendo, morrendo ou apresentando um comportamento estranho. Um fazendeiro que havia perdido parte de seu gado devido à radiação, notou que suas porcas ficaram no cio durante todo o inverno. Ele também percebeu que as árvores morreram ou tiveram suas folhas escurecidas muito antes do outono. Um outro fazendeiro observou que algumas árvores ficaram totalmente desfolhadas, e que os frutos de duas pereiras, apesar de não terem caído, estavam deformados. Numa fazenda vizinha, o proprietário contou que todas as suas 125 galinhas haviam morrido depois de terem apresentado grandes dificuldades para respirar. Todas as suas quatro crias de coelhos nasceram mortas no ano seguinte ao acidente. Muitos moradores da Pensilvânia apresentaram posteriormente vários problemas psicológicos. A esse respeito, o doutor Michael Gluck, clínico geral numa cidade próxima à usina, disse: "O efeito mais devastador que vi nesta área foi uma grave depressão psicológica."
  91. 91.  Em Chernobyl, depois do acidente, foram mobilizadas aproximadamente dois milhões de pessoas no processo de limpeza de toda a região atingida. Em abril de 1992, um comunicado oficial do governo estimava que o número de mortes naquele grupo, devido à radiação, situava-se entre 7 mil e 10 mil. Três anos depois, em abril de 1995, o Ministério da Saúde ucraniano informava que mais de 125 mil pessoas haviam morrido entre 1988 e 1994, vítimas da radiação. Segundo o ministrou Andrei Serdiuk, "a radiação repercutiu na piora generalizada da situação demográfica e do estado de saúde da população da Ucrânia;1 aumentaram as doenças no sangue, no sistema nervoso, nos órgãos digestivos e respiratórios." Em 1996, a estimativa de mortes em razão do acidente, elaborada em conjunto pela Ucrânia e a Bielorússia, já fora ajustada para 300 mil… O número total de pessoas contaminadas seria de cinco milhões, e a área inutilizada pela radiação era de cerca de 140 mil km², equivalente a um Portugal e meio. Um trabalho científico publicado na revista Nature, em 1995, informava que os índices de câncer de tiróide em crianças ucranianas haviam quintuplicado de uma maneira geral, e naqueles que moravam mais próximos de Chernobyl esse índice era 30 vezes maior. Dois anos depois, a OMS informava que o índice de câncer na tiróide entre as crianças era, na verdade, cem vezes superior ao nível de antes da tragédia. De acordo com a Organização, a radioatividade desprendida no acidente foi 200 vezes superior à liberada pelas bombas de Hiroxima e Nagasaki juntas. Em julho de 1995, durante uma reunião da Sociedade para o Estudo da Evolução, em Montreal, o cientista Robert Baker apresentou surpreendentes indícios de que o arganaz (espécie de ratinho silvestre da região atingida) estava passando por uma evolução extremamente rápida. Segundo o cientista, o índice de evolução em algumas espécies animais desde o acidente era maior do que o ocorrido normalmente em 10 milhões de anos. Exames demonstraram que os ratos de Chernobyl apresentavam várias rupturas em seus fios de DNA. Segundo o Dr. Baker, o organismo do animal estava tentando reconstruir o DNA, mas essa restauração imprecisa pode provocar mutação dos genes, que são transmitidos às novas gerações de células. Algumas mutações tornam a divisão celular descontrolada e o resultado é o câncer. Já as mutações ocorridas nas células dos óvulos e dos espermatozóides podem ser repassadas aos descendentes dos animais; em alguns casos os resultados são defeitos congênitos que podem apressar a morte dos descendentes.
  92. 92.  De acordo com o geneticista ucraniano Vyacheslav Konovalov, em algumas regiões próximas a Chernobyl até 80% de todos os animais nascem monstros mutantes, como potros de oito patas e bezerros com duas cabeças. Todos esses efeitos danosos é o que a ciência conseguiu descobrir até agora, após o acidente de Chernobyl. Pode-se apenas especular o que adviria de um acidente nuclear ainda mais grave, ou das explosões de algumas bombas de hidrogênio na atmosfera. Ainda em julho de 1995, um relatório da CIA americana mostrou que em dez reatores ativos na Eslováquia, Lituânia, Rússia, Bulgária e Ucrânia, havia "grande probabilidade de ocorrer desastres nas dimensões do de Chernobyl". Na própria usina de Chernobyl foram detectadas 260 fissuras no sistema de resfriamento de um dos reatores em outubro de 1997; um porta-voz disse que "as rachaduras foram descobertas a tempo de evitar vazamento de radioatividade." A OMS estima em 200 milhões de dólares o total de recursos necessários para se continuar investigando as conseqüências do acidente nuclear de Chernobyl nos próximos 15 anos…
  93. 93.  Enquanto médicos e cientistas vão descobrindo mais efeitos danosos de Chernobyl, outros acidentes nucleares, de "menor monta", continuam a ocorrer em todo o planeta, ao mesmo tempo em que vêm à tona agora também notícias de acidentes até então desconhecidos. Em abril de 1995, uma usina nuclear perto de Bombaim (Índia) deixou vazar água radioativa. A notícia do acidente só foi divulgada em julho. Em outubro daquele ano, um jornal de Tóquio divulgou a notícia de um acidente com um submarino nuclear chinês, que afundara em 1983 próximo de Vladivostok, na Rússia; o acidente causou a contaminação da região e foi mantido como segredo militar pela ex-União Soviética e pelo atual comando da frota russa. Em dezembro de 1995, no Japão, vazaram cerca de duas toneladas de sódio líquido do sistema de refrigeração do "super reator nuclear" da usina de Monju. Os especialistas haviam escolhido esse tipo de reator porque o uso de sódio no lugar de água para refrigeração tornava mínimo o risco de vazamentos, por diminuir os fatores de corrosão… Também em dezembro, cientistas japoneses descobriram, na neve da Antártida, uma concentração de radioatividade 500 vezes superior à normal, à qual atribuíram os testes nucleares americanos realizados na atmosfera em 1963; segundo esses cientistas, "ficou comprovado que as provas nucleares afetam qualquer parte do globo, independentemente de onde tenham sido realizadas."
  94. 94. Energias Renováveis
  95. 95.  Porque Energia Solar? Porque é uma energia limpa, não poluente, confiável, racional, que não requer manutenção e não consome nenhum combustível. Por essas razões, pode ser utilizada em inúmeras aplicações. No Brasil, onde somos privilegiados pelo Sol, existem milhares de instalações para eletrificação rural, cercas elétricas, bombeamento de água e telecomunicações que usam Energia Solar Fotovoltaica. Energia Solar Fotovoltaica é cara? Ao longo dos últimos 20 anos, o custo da Energia Solar Fotovoltaica caiu de forma espetacular. Hoje em dia, para a grande maioria das aplicações, consegue-se pagar o investimento feito em cerca de dois anos, ou menos.
  96. 96. Após Fukushima, 79% dos brasileirosnão querem novas usinas nucleares A rejeição da opinião pública global ao uso de energia atômica aumentou após o acidente com a usina nuclear de Fukushima, no Japão, segundo indica pesquisa encomendada pela BBC. Na média geral entre os 12 países que já têm usinas nucleares ativas – Brasil incluído –, 69% dos entrevistados rejeitam a construção de novas usinas, enquanto 22% defendem novas estações. No Brasil, 79% dos entrevistados dizem se opor à construção de novas usinas. Esses 79% incluem pessoas que acham que o Brasil deve usar as usinas nucleares que já tem, mas não construir estações novas (44%), e pessoas que acham que, como a energia atômica é perigosa, todas as usinas nucleares operantes devem ser fechadas o mais rápido possível. Apenas 16% dos entrevistados brasileiros acham que a energia nuclear é relativamente segura e uma importante fonte de eletricidade e que, portanto, novas usinas devem ser construídas.
  97. 97. Questionamentos e Justificativas... (1) Nenhum cientista afirmou nem pode afirmar que a segurança de um reator nuclear é absoluta. Erros humanos, falhas técnicas, acidentes naturais ocorreram em Three Mile Island, Chernobyl e Fukushima. As populações vizinhas sofreram os males das radiações, o mesmo acontecendo com seus descendentes. Por que lançar em Angra dos Reis ou em qualquer outro ponto do território brasileiro essa mesma ameaça? (2) A usina nuclear não é limpa. Todo reator produz rejeitos que continuarão radioativos por milhares de anos. Até o presente, não houve solução segura para o problema de armazenar o lixo atômico. (3) A energia nuclear não é barata. Angra 3 custará, no mínimo, 8 bilhões de reais. Sendo curto o seu tempo de operação (20 a 25 anos), será preciso desativá-la e desmontá-la, o que importa o dispêndio de somas consideráveis. Para o consumidor, as tarifas serão mais altas do que as calculadas para a energia provinda de fontes eólicas, solares ou derivadas da biomassa. (4) A decisão de construir usinas nucleares no Brasil foi antidemocrática. A população em geral e os vizinhos dos reatores em particular não tiveram oportunidade de manifestar-se. Na Itália um recente referendum popular rejeitou maciçamente o programa nuclear do governo. E no Brasil? (5) A Alemanha suspendeu o seu programa energético nuclear depois do desastre de Fukushima. Se em um país que não tem os recursos naturais do Brasil a construção de usinas foi considerada desnecessária, por que não poderemos lutar para que em nosso país se incentivem formas de energia renováveis, limpas e seguras?
  98. 98. Obrigada!ana-valeria-20@hotmail.comFacebook: Ana Valéria Silva

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