SlideShare uma empresa Scribd logo

Estado novo ana machado

A
AnaRquel

Este documento descreve o período histórico do Estado Novo em Portugal sob a liderança de António de Oliveira Salazar entre 1928 e 1968. O documento detalha os principais aspectos do regime autoritário de Salazar, incluindo o forte nacionalismo, conservadorismo, catolicismo, controle da imprensa e opositores, e a política colonial expansionista.

1 de 37
Baixar para ler offline
Escola Superior de Educação de Santarém
    1º ano de Educação Social Diurno
         Ano Lectivo 2011/2012




                                  Docente: João Maia Carmo
                                    Discente: Ana Machado
                                        Número:110230010
Da Ditadura Militar ao Estado Novo
   A 28 de Maio de 1926, um golpe de Estado executado pelos militares pôs fim à
     Primeira República parlamentar portuguesa.

  A democracia só voltou a Portugal decorridos sensivelmente 50 anos.
  Instalou-se uma Ditadura Militar que se manteve até 1932-33


   fracassou nos propósitos de “regenerar a pátria” e de lhe devolver a estabilidade.

  Em 1928, a ditadura recebeu um novo alento com a entrada de
António de Oliveira Salazar


tomou posse da pasta das finanças (com a condição,
                                  Fig.1 Salazar

expressa por si, de inspeccionar as despesas de todos os ministérios)
Democracia                     -       Fascismo
Conceito:                              Conceito:
                                       Fascismo é doutrina totalitária .
Democracia vem da palavra grega        Desenvolvida por Benedito Mussolini
  “demos” que significa povo.            na Itália, a partir de 1919 e durante
                                         seu governo.
Nas democracias, é o povo quem detêm
  o poder soberano sobre o poder       A palavra "fascismo" deriva de fascio,
  legislativo e o executivo.             nome de grupos políticos ou
                                         de militância que surgiram na Itália
                                         entre fins do século XIX e começo
                                         do século XX; mas também
                                         de fasces, que nos tempos
                                         do Império Romano era um símbolo
                                         dos magistrados.
Democracia                           - Fascismo
O poder e a responsabilidade cívica
 são exercidos por todos os cidadãos,       Totalitarismo:         baseado   num
 directamente        ou        através      sistema antidemocrático concentra os
 representantes livremente eleitos.         poderes totais nas mãos do líder de
                                            governo.
Consiste:                                   pode tomar qualquer tipo de decisão ou
num conjunto de princípios e práticas         estabelecer leis sem consultar políticos
  que protegem a liberdade humana;            ou representantes da sociedade.
                                            Nacionalismo: valorização do que
proteger   os     direitos  humanos           pertence apenas ao país. Valorização
   fundamentais (como a liberdade de          extrema da cultura do próprio país.
  expressão e de religião; o direito a
  protecção legal igual; e a oportunidade
  de organizar e participar plenamente na   Militarismo: Grandes investimentos
  vida política, económica e cultural da
  sociedade)                                  na produção de armas e equipamentos
                                              de guerra. Objectivo de expansão
                                              territorial através   de    guerras.
As eleições são livres e justas        Culto à força física: O objectivo
                                       do estado fascista era preparar
Reflecte a vida política, social e     soldados fortes   e   saudáveis.
cultural de cada país.
                                       Censura: Proibia qualquer tipo de
Os cidadãos não têm apenas direitos    crítica aos seus governos.
têm o dever de participar no sistema   Nenhuma notícia ou ideia, contrária ao
político (por seu lado, protege os     sistema, poderia ser propagadas.
seus direitos e as suas liberdades)    Aqueles que arriscavam criticar o
                                       governo eram presos e até condenados
                                       à morte.
                                       Propaganda: os líderes fascistas
                                       usavam os meios de comunicação para
                                       divulgarem as suas ideologias.
1928


entrada no Governo de António de Oliveira Salazar;
tomou posse da difícil pasta das finanças;
com a condição expressa por si de inspeccionar as despesas de
 todos os ministérios.

  o país apresentou um saldo positivo no Orçamento

 este facto só foi possível devido a todas as restrições impostas por Salazar.

Este sucesso financeiro conferiu-lhe prestígio acabando por explicar a sua
  nomeação em Julho de 1932, para chefia do governo.
Estado novo  ana machado
“Estado Forte”; “Tudo pela Nação, nada contra
                                     a Nação”
                                        Salazar:
                        Fig2 Slogan do Regime



  Rejeitou o parlamentarismo, a democracia e o liberalismo;


  Proclamou o carácter autoritário, corporativo, conservador e nacionalista.


  Conseguiu convencer grande parte do país da sua política obtendo o apoio
   dos que eram contra a primeira República e que tinham desacreditado na
   sua nação



    (hierarquia religiosa e devotos católicos, grandes proprietários agrários e
    alta burguesia ligada ao comércio colonial e externo, média burguesia,
    monárquicos, integralistas, militares e os simpatizantes do ideário fascista).
Estado Novo


  Ideais do Fascismo
     Salazarista
Forte conservadorismo e Tradição
António de Oliveira Salazar foi uma personalidade
extremamente conservadora.

Estado Novo distingue-se entre os fascismos pelo seu carácter
  extremamente conservador e tradicionalista.

Defendia valores e conceitos que já mais alguém deveria
  questionar:
“Deus, a Pátria, a Família, a Autoridade, a Paz Social, a
  Hierarquia, moralidade e a Austeridade”.

Respeitou as tradições nacionais e promoveu a defesa de tudo o
 que fosse genuinamente português.
A Religião Católica                Religião da Nação Portuguesa
  o Santuário de Fátima testemunhou a forte ligação entre o Estado e a Igreja.
                                             Fig3



     A mulher tinha um papel passivo do ponto de vista:
económico            social          político e    cultural

Existia uma mulher modelo:
devia ser, mulher feminina, uma esposa carinhosa e submissa, uma mãe sacrificada
  e virtuosa deveria ser portanto uma boa esposa e dona de casa.


“verdadeira família portuguesa”
Família católica,
De moralidade austera que repelia os vícios e a falta de regras,
O trabalho feminino fora do lar era tido como uma ameaça à estabilidade familiar.

Defendia-se a política dos                                                          ,
  sendo estas as tradições típicas portuguesas.
Fig.4
Nacionalismo
A recusa do parlamentarismo, da democracia e do liberalismo
   Salazarismo demarcou-se por um nacionalismo exagerado.

   Instituiu um desígnio supremo da sua actuação o bem da nação, expresso no
   slogan “tudo pela Nação, nada contra a Nação”.

   Enaltecia-se a história e o passado do país (como feitos e descobertas).

   À semelhança do fascismo Italiano, o Estado Novo afirmou-se Antiliberal,
   antidemocrático e antiparlamentar.

   Recusou a liberdade individual, pois o interesse na nação sobrepunha-se ao
   interesse individual.

   Os partidos políticos, na medida em que representavam apenas as opiniões e os
   interesses particulares de grupos de indivíduos, constituíam um elemento
   desagregador da unidade da Nação e um factor de enfraquecimento do Estado.
Para Salazar, só a valorização do poder executivo era o garante de um Estado forte e
  autoritário.                                                  Fig.5


Constituição de 1933 reconheceu a autoridade do
Presidente da República

Como 1º poder dentro do Estado,

completamente independente do resto do parlamento,
atribuiu vastas competências ao presidente do concelho (entre elas o poder de legislar
   através de decretos-lei).

A Assembleia Nacional, órgão máximo, do poder legislativo


Limitava-se à discussão das propostas de lei que o governo lhe enviava para aprovação.

Inferiorizando o poder legislativo, quem efectivamente sobressaia, no seio do executivo
   era a figura do Presidente do Conselho.
Salazar interpretou na perfeição a figura de chefe providencial, interprete supremo do
   interesse nacional.
Enquadramento de Massas
A longevidade do Estado Novo pode explicar-se:
pelo conjunto de instituições e processos que de certa forma, conseguiram enquadrar as
   massas e obter a sua adesão ao projecto do regime.

Foi criado o Secretariado de Propaganda Nacional (SPN) em 1933,
divulgava a ideologia do regime, astutamente dirigido por António Ferro que desempenhou um
   papel activo na divulgação do ideário do regime e na padronização das culturas e das artes.
   (O projecto cultural do Regime – A política do Espírito)


Em 1935 criou a Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT),
a sua função era controlar os tempos livres dos trabalhadores.

Controlou-se o ensino, especialmente ao nível do primário e do secundário, expulsaram-se os
  professores oposicionistas e adoptaram-se “livros únicos” oficiais, que veiculavam os valores
  do Estado Novo.
O projecto Cultural do Regime
 A política do Espírito
O estado Novo sentiu a necessidade de uma produção cultural submetida ao Regime.

concebeu um projecto totalizante que fez de artistas e escritores instrumentos privilegiados da
  propaganda do seu ideário

  projecto teve o nome de “política do espírito”

Ferro servia-se assim da política de espírito para mediatizar o regime.

           elevar a mente dos portugueses e alimentar a sua alma.

António Ferro convenceu Salazar da importância das manifestações culturais para o regime.
  Afirmava:

“a arte a literatura e as ciências constituem a grande fachada de uma nacionalidade, o que se
   vê lá de fora”
 pelo que ao estado caberia estimular a criação cultural.

António Ferro e Salazar incutiam no povo o amor da pátria, o culto dos heróis, as virtudes
  familiares, a confiança no progresso, ou seja, o ideário do Estado Novo.
Essa cultura, que se queria Portuguesa e nacionalista, teria, igualmente, que evidenciar uma
  estética moderna e aberta ao seu tempo, aquilo que ferro designava de “bom gosto “.


 No domínio literário, a acção do Secretariado da propaganda Nacional revelar-se-ia
  um fracasso. A Adesão dos escritores foi escassa e dos que o regime nomeou poucos se
  vieram a destacar.

Já nas artes plásticas e decorativas, na arquitectura, no bailado, no cinema e até no teatro, a
   colaboração mostrou-se mais fecunda.

O Estado assumia-se como grande entidade empreendedora, através:
 Exposições nacionais e internacionais, muitas de cariz histórico, como a exposição do
        Mundo Português, realizada em 1940,
 Obras públicas do regime,
 Festas populares,
 Teatro, do cinema e da rádio, do bailado, do turismo e de concursos (como os concursos
  de montras e da “aldeia mais portuguesa”),
 Patrocinaram-se artistas e produções que divulgassem, sobretudo, as tradições nacionais
  e populares e que enaltecessem a grandeza histórica do país e a dimensão civilizadora
  dos portugueses.
Aparelho Repressivo do estado
O Estado Novo rodeou-se de um aparelho repressivo que amparava e
  perpetuava a sua acção.

Existia censura prévia
 à televisão,
 imprensa,
 teatro, entre outros
              era supervisionar os assuntos políticos, militares, morais e religiosos,
  assumindo constantemente um carácter de ditadura intelectual.

Por sua vez
a polícia política - Polícia de Vigilância e de Defesa do Estado (PVDE) mais tarde designada
   por PIDE, Policia Internacional e de Defesa do Estado,
distinguia-se por prender, torturar e matar opositores ao regime.

As suas maiores vítimas foram os militares e simpatizantes do Partido Comunista Português.
A defesa do Ruralismo leva a um condicionamento Industrial
     Criticou-se a sociedade urbana e industrial que era tida como fonte de todos os vícios, enaltecendo-se
assim o mundo rural, pois este era o refúgio seguro da virtude e da moralidade.

    O ruralismo era tido como o ideal do Estado         A Industria não foi uma prioridade do Estado
       Novo, que se traduziu num conjunto de               Novo.
       medidas promotoras da “lavoura
       nacional”.                                       O fraco crescimento Industrial poder-se-á
                                                           explicar pela,
    Foram destinadas verbas para construir              política de crescimento Industrial,
      barragens,                                        esta política lembrava os produtores
                                                           industriais que precisavam de autorização
    a população fixou-se em áreas rurais,                  para todas as medidas que pretendessem
    a produção de alimentos aumentou,                      adoptar.
    exerceu-se um proteccionismo alfandegário
    entre outras medidas.                               Afirmava-se como uma política anti-crise, que
                                                           garantia o
    A defesa do Ruralismo, permitiu assim o              controlo industrial,
       crescimento rural que levou ao                   regulava a concorrência
       aproveitamento do solo e por sua vez o           e diminuiu a super-produção, que levou a
       aumento do emprego em Portugal.                     quedas nos preços e por sua vez a
                                                           despedimentos.
Fig.6
Economia
Modelo económico fortemente intervencionista e austero

Dirigismo económico ficou patente nas políticas financeira, agrícola, de obras públicas,
   industrial e colonial adoptadas.

Deste modo a estabilidade financeira era uma prioridade para Salazar

Exerceu um apertado controlo sobre os ministérios,
Conseguiu um equilíbrio orçamental,
Fez com que diminuíssem as despesas e aumentassem as receitas,
administrou melhor os dinheiros públicos, criou novos impostos, aumentou as tarifas
  alfandegárias sobre as importações e aumentou as reservas do ouro.



As condições rigorosas e austeras de Salazar permitiram um apertado controlo, no que
  diz respeito a gastos públicos.

Assim a estabilização financeira garantiu ao Estado Novo uma imagem de credibilidade
  e de competência governativa.
                 Fig.7
A Política Colonial
O Acto Colonial reflectiu a importância das colónias

Salazar recusou a independência das colónias e reforçou a tutela sobre estas.
  Segundo o Pacto Colonial

Caberia às colónias:
ser apenas fornecedoras de matérias-primas para a indústria metropolitana que
  obtinha escoamento garantido nos mercados coloniais.

O Estado Novo reagia a pressões internacionais, que se faziam sentir sobre as
  colónias portuguesas,

Simultaneamente incutia-se no povo português uma mística imperial, que vários
  congressos, conferências e exposições ajudariam a propagandear, citam-se:
  Exposição Colonial Portuguesa, realizada no Porto em 1934 e Exposição do
  mundo Português em Lisboa em 1940.
                                                Fig.8
As oposições e o
 Sobressalto Político

Início do Fim do
Regime
Nos dias 7 e 8 de Maio de 1945
   derrota da Alemanha.

Salazar tirou deste facto a lição de que o seu regime deveria (pelo menos na
  aparência) democratizar-se ou correria o risco de cair.


Neste contexto, o Governo toma a Iniciativa de antecipar a revisão constitucional,
dissolver a Assembleia Nacional e convocar Eleições antecipadas que seriam
   supostamente “livres”.

Um clima de optimismo instala-se nos que de certa forma vêem com
 maus olhos o Estado Novo.
        A 8 de Outubro

uma Reunião no centro Republicano Almirante Reis nasce o MUD- Movimento de
  Unidade Democrática

reúne as forças clandestinas de oposição ao Regime.
Adesão ao MUD alastra-se

  Para garantir legitimidade do acto eleitoral o MUD formula algumas exigências que
  considera fundamentais.
 Entre elas:
 o adiantamento das eleições por 6 meses (para se instituírem novos partidos),
 a reformulação dos cadernos eleitorais,
 e a liberdade de opinião, de informação e de reunião.

   As esperanças falharam, pois nenhumas das reivindicações do Movimento foi satisfeita,
                              e este desistiu à boca das urnas.
As listas de adesão ao MUD foram recolhidas pelo governo com o objectivo de “examinar a
  autenticidade das assinaturas”
acabando por fornecer à polícia política as informações necessárias para
uma repressão eficaz
muitos aderentes ao MUD foram interrogados, presos ou despedidos do seu trabalho.
Nesse mesmo ano, as forças opositoras voltam a ter nova oportunidade de mobilização.
  Com a candidatura de Norton de Matos às eleições presidenciais.
  Era a primeira vez que um candidato da oposição concorria à Presidência da República.
  A sua candidatura voltou a entusiasmar o país mas.
  Face a uma severa repressão, Norton de Matos apresentou também a sua desistência,
  pouco antes das eleições.
  Nos sucessivos anos, a oposição democrática dividiu-se, acabando por enfraquecer e assim
  o governo pensou ter a situação controlada.

    1958 os animos voltam a exaltar-se com a candidatura de Humberto Delgado,
  e as novas eleições presidenciais desencadearam um autentico terramoto político.

Humberto Delgado fica conhecido como “General sem Medo”, mostrou um carisma e uma
  determinação surpreendentes, entusiasmaram o país.
Anunciou demitir Salazar, caso fosse eleito, o que levou a uma intensa mobilização da
                                                     Fig.9
  população, de tal forma que Salazar acusou o General de provocar ”agitação social,
  desordem e intranquilidade política”.
O resultado final das eleições deu a esmagadora maioria ao candidato Humberto Delgado.

Mas a credibilidade dos resultados e com ela, a do próprio Regime saíram seriamente
  abaladas
Para evitar um novo risco de um “golpe de Estado constitucional”, Salazar anulou o
  sistema de sufrágio directo, passando o chefe de estado a ser eleito por um colégio
  eleitoral restrito.
As eleições acabaram assim por ser desonestas.

Os anos de 1959-62 foram marcados por uma forte diminuição da oposição.

O Bispo do Porto, António Gomes, escreveu uma dura carta a Salazar em que denuncia a
  miséria do Povo e a falta de Liberdades cívicas.

A coragem do Bispo, custou-lhe 10 anos no exílio, mas inspirou um grupo crescente te
  católicos que passaram a criticar o Estado Novo.
A instabilidade crescia e ocorreram dois golpes a fim de derrubar o regime.
A ditadura portuguesa mostrava o seu carácter repressivo ao fazer em apenas dois
   anos mais de 1200 presos políticos e ao reprimir, com mortos e feridos, as
   manifestações do 31 de Janeiro, do 5 de Outubro e do 1º de Maio.

Humberto Delgado é exilado para o Brasil, mas governa de longe contra Salazar.


1ºMomento

  O seu estado de saúde agravou-se
  O presidente da república vê-se obrigado a iniciar os procedimentos institucionais
  para a sua substituição.
  A escolha Recais sobre o professor Marcello Caetano
                                             Fig.10
Primavera Marcelista
2º Momento
Marcello
                            Caetano




Nos primeiros
  meses do
 mandato o                                        Em parte contra
 governo dá                                        o Salazarismo
  sinais de
  Abertura




           Pretendia a
         evolução do país              Era mais liberal
         e mais liberdade
Opositores políticos enchem-se de esperanças,
Faz regressar do exílio algumas pessoas como o Bispo do Porto e Mário Soares,
Modera-se a Polícia Política que por sua vez passa a chamar-se de DGS,
Abranda-se a censura e é aberta a união Nacional.
Este clima de mudança ficou conhecido como Primavera Marcelista. Em 1969
  preparam-se as eleições legislativas.

  Procurando legitimá-las aos olhos da opinião pública, o Governo:
  Alargou o sufrágio feminino;
  Permitiu maior liberdade de campanha à oposição;
  Consentiu a consulta dos cadernos eleitorais;
  Autorizou a fiscalização das mesas de voto.

No entanto, embora possa considerar-se o menos manipulado de todos os que
  ocorreram durante o Estado Novo, o acto eleitoral saldou-se por uma série de
  atropelos aos princípios democráticos.
Marcello Caetano viu-se sem o apoio dos liberais,

  Condenavam-lhe a falta de força para continuar a implementar as reformas
  necessárias.

Obrigado a reprimir um poderoso surto de agitação estudantil, greves
  operárias e até acções bombistas
 Marcello Caetano liga-se cada vez mais à direita e inflecte a sua política
  inicial.
Marcello Caetano toma novas medidas, tais como:
1. Encerra Associações de Estudantes;
2. Aperta a legislação sindical;
3. Polícia Política volta a actuar;
4. Opositores são enviados para o exílio;
5. Américo Tomás é reconduzido para Presidente da República, eleito por
     um colégio eleitoral restrito.
Da Revolução à Democracia
        Em 1973 de Julho, surge o Movimento dos Capitães,

        Nasceu como forma de protesto, contra as diplomacias legais que facilitavam o acesso
  de oficiais milicianos ao quadro permanente do exército.

O Movimento dos Capitães depositou a sua confiança nos Generais Costa Gomes e Spínola,
  respectivamente chefe e vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Vários acontecimento deram força àqueles que, dentro do movimento (agora denominado
  Movimento das Forças Armadas - MFA), acreditavam na urgência de um golpe militar, para
  restaurar as liberdades cívicas e permitissem a tão desejada solução para o problema
  colonial.

O MFA preparou a operação Militar na madrugada de 25 de Abril de 1974 que pôs fim ao
  Estado Novo.
Operação Fim do Regime
Coordenação: Major Otelo Saraiva Carvalho
Plano: Transmissão pela rádio, das canções-senha “E depois do Adeus” de Paulo
   Carvalho e “Grândola Vila-Morena” de Zeca Afonso.
           As unidades militares ocupam as estações de rádio de RTP e controlam o
   aeroporto e os quartéis-generais de Lisboa e Norte e cercam os ministérios
   militares do Terreiro do Paço.
Falha: No Terreiro do Paço a Escola Prática Cavalaria de Santarém, chefiada por
   Salgueiro Maia depara-se com um regimento da cavalaria em defesa do Regime
   (contudo não havia disparos/violência)
Fim do Regime: Marcelo Caetano rendeu-se ao general Spínola e o “Movimento dos
   Capitães” sentia-se já vitorioso.
         Multidão saiu às ruas em apoio aos militares e distribui-lhes cravos
   Vermelhos
Nota: Só a Policia Política resistiu a esta Revolução, acabando por matar 4 pessoas.

Conclusão: A Facilidade com que o regime autoritário caio nas mãos do seu próprio
  exército prova o anacronismo e total isolamento em que tinha mergulhado a vida
  política portuguesa.
25 de Abril de 1974

 Não podemos ficar
    Indiferentes
Bibliografia
Pinto do Couto, Célia; Rosas, Maria, “O Tempo da História parte 1”, Porto Editora
   2010

 Pinto do Couto, Célia; Rosas, Maria, “O Tempo da História parte 2”, Porto Editora
  2010

Cardoso, Eurico, “Segunda República 1926-1974”, Edição do autor 2010

Recomendados

As opções totalitárias - IA
As opções totalitárias - IAAs opções totalitárias - IA
As opções totalitárias - IACarlos Vieira
 
Portugal Estado Novo
Portugal   Estado NovoPortugal   Estado Novo
Portugal Estado NovoCarlos Vieira
 
Do autoritarismo à Democracia
Do autoritarismo à DemocraciaDo autoritarismo à Democracia
Do autoritarismo à DemocraciaCarlos Vieira
 
A regressão do demoliberalismo
A regressão do demoliberalismoA regressão do demoliberalismo
A regressão do demoliberalismohome
 
Portugal. naturalismo e vanguardas
Portugal. naturalismo e vanguardasPortugal. naturalismo e vanguardas
Portugal. naturalismo e vanguardashome
 
A política colonial Estado Novo
A política colonial Estado NovoA política colonial Estado Novo
A política colonial Estado NovoRaQuel Oliveira
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

7 02 o_agudizar_anos 30
7 02 o_agudizar_anos 307 02 o_agudizar_anos 30
7 02 o_agudizar_anos 30Vítor Santos
 
8 02 portugal do autoritarismo à democracia alunos
8 02 portugal do autoritarismo à democracia alunos8 02 portugal do autoritarismo à democracia alunos
8 02 portugal do autoritarismo à democracia alunosVítor Santos
 
6 04 portugal uma sociedade capitalista dependente
6 04 portugal uma sociedade capitalista dependente6 04 portugal uma sociedade capitalista dependente
6 04 portugal uma sociedade capitalista dependenteVítor Santos
 
A questão colonial e o 25 de abril
A questão colonial e o 25 de abrilA questão colonial e o 25 de abril
A questão colonial e o 25 de abrilCarlos Vieira
 
Estado novo
Estado novoEstado novo
Estado novocattonia
 
Historia a-12-ano-resumo
Historia a-12-ano-resumoHistoria a-12-ano-resumo
Historia a-12-ano-resumoEscoladocs
 
Portugal no primeiro pós-guerra.
Portugal no primeiro pós-guerra.Portugal no primeiro pós-guerra.
Portugal no primeiro pós-guerra.home
 
A primeira república portuguesa
A primeira república portuguesaA primeira república portuguesa
A primeira república portuguesacattonia
 
2º vaga de descolonização
2º vaga de descolonização2º vaga de descolonização
2º vaga de descolonizaçãoCarlos Vieira
 
O imobilismo político e crescimento económico português do pós II Guerra Mund...
O imobilismo político e crescimento económico português do pós II Guerra Mund...O imobilismo político e crescimento económico português do pós II Guerra Mund...
O imobilismo político e crescimento económico português do pós II Guerra Mund...Susana Cardoso Simões
 
Salazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado NovoSalazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado NovoRui Nobre
 
9 02 a viragem para uma nova era
9 02 a viragem para uma nova era9 02 a viragem para uma nova era
9 02 a viragem para uma nova eraVítor Santos
 
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogueVítor Santos
 
Mundo capitalista
Mundo capitalistaMundo capitalista
Mundo capitalistahome
 
Estado novo portugal
Estado novo portugalEstado novo portugal
Estado novo portugalTeresa Maia
 
8 01 nascimento e afirmação de um novo quadro geopolítico
8 01 nascimento e afirmação de um novo quadro geopolítico8 01 nascimento e afirmação de um novo quadro geopolítico
8 01 nascimento e afirmação de um novo quadro geopolíticoVítor Santos
 

Mais procurados (20)

O Estado Novo
O Estado NovoO Estado Novo
O Estado Novo
 
O estalinismo
O estalinismoO estalinismo
O estalinismo
 
7 02 o_agudizar_anos 30
7 02 o_agudizar_anos 307 02 o_agudizar_anos 30
7 02 o_agudizar_anos 30
 
8 02 portugal do autoritarismo à democracia alunos
8 02 portugal do autoritarismo à democracia alunos8 02 portugal do autoritarismo à democracia alunos
8 02 portugal do autoritarismo à democracia alunos
 
6 04 portugal uma sociedade capitalista dependente
6 04 portugal uma sociedade capitalista dependente6 04 portugal uma sociedade capitalista dependente
6 04 portugal uma sociedade capitalista dependente
 
A questão colonial e o 25 de abril
A questão colonial e o 25 de abrilA questão colonial e o 25 de abril
A questão colonial e o 25 de abril
 
Estado novo
Estado novoEstado novo
Estado novo
 
Historia a-12-ano-resumo
Historia a-12-ano-resumoHistoria a-12-ano-resumo
Historia a-12-ano-resumo
 
Portugal no primeiro pós-guerra.
Portugal no primeiro pós-guerra.Portugal no primeiro pós-guerra.
Portugal no primeiro pós-guerra.
 
A primeira república portuguesa
A primeira república portuguesaA primeira república portuguesa
A primeira república portuguesa
 
2º vaga de descolonização
2º vaga de descolonização2º vaga de descolonização
2º vaga de descolonização
 
O imobilismo político e crescimento económico português do pós II Guerra Mund...
O imobilismo político e crescimento económico português do pós II Guerra Mund...O imobilismo político e crescimento económico português do pós II Guerra Mund...
O imobilismo político e crescimento económico português do pós II Guerra Mund...
 
Salazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado NovoSalazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado Novo
 
Teste modulo 7
Teste modulo 7Teste modulo 7
Teste modulo 7
 
9 02 a viragem para uma nova era
9 02 a viragem para uma nova era9 02 a viragem para uma nova era
9 02 a viragem para uma nova era
 
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue
7 01 as transformações das primeiras décadas do século xx blogue
 
Mundo capitalista
Mundo capitalistaMundo capitalista
Mundo capitalista
 
Apresentação As opções totalitárias
Apresentação As opções totalitáriasApresentação As opções totalitárias
Apresentação As opções totalitárias
 
Estado novo portugal
Estado novo portugalEstado novo portugal
Estado novo portugal
 
8 01 nascimento e afirmação de um novo quadro geopolítico
8 01 nascimento e afirmação de um novo quadro geopolítico8 01 nascimento e afirmação de um novo quadro geopolítico
8 01 nascimento e afirmação de um novo quadro geopolítico
 

Destaque

Os pilares dos estado novo
Os pilares dos estado novoOs pilares dos estado novo
Os pilares dos estado novoAnabela Sobral
 
Salazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado NovoSalazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado NovoJorge Almeida
 
Salazar e o Estado- Novo
Salazar e o Estado- NovoSalazar e o Estado- Novo
Salazar e o Estado- Novobandeirolas
 
Biografia Gomes Da Costa Joana Fonseca 6 A
Biografia Gomes Da Costa Joana Fonseca 6 ABiografia Gomes Da Costa Joana Fonseca 6 A
Biografia Gomes Da Costa Joana Fonseca 6 Aricardocostacruz
 
1335289995 1 -estado_novo
1335289995 1 -estado_novo1335289995 1 -estado_novo
1335289995 1 -estado_novoPelo Siro
 
Gomes da Costa
Gomes da CostaGomes da Costa
Gomes da Costa20014
 
O papel das mulheres no estado novo
O papel das mulheres no estado novoO papel das mulheres no estado novo
O papel das mulheres no estado novo010693
 
O estado novo e o 25 de abril afonso
O estado novo e o 25 de abril  afonsoO estado novo e o 25 de abril  afonso
O estado novo e o 25 de abril afonsoPaula Morgado
 
Aula de história – 6º ano grecia antiga
Aula de história – 6º ano   grecia antigaAula de história – 6º ano   grecia antiga
Aula de história – 6º ano grecia antigastelawstel
 
C.L.C. 7 - Portugal antes e depois do 25 de Abril
C.L.C. 7 - Portugal antes e depois do 25 de AbrilC.L.C. 7 - Portugal antes e depois do 25 de Abril
C.L.C. 7 - Portugal antes e depois do 25 de AbrilI.Braz Slideshares
 
O Estado Novo
O Estado NovoO Estado Novo
O Estado NovoRui Neto
 
Salazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado NovoSalazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado Novocruchinho
 

Destaque (19)

Os pilares dos estado novo
Os pilares dos estado novoOs pilares dos estado novo
Os pilares dos estado novo
 
Salazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado NovoSalazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado Novo
 
Salazar e o Estado- Novo
Salazar e o Estado- NovoSalazar e o Estado- Novo
Salazar e o Estado- Novo
 
Biografia Gomes Da Costa Joana Fonseca 6 A
Biografia Gomes Da Costa Joana Fonseca 6 ABiografia Gomes Da Costa Joana Fonseca 6 A
Biografia Gomes Da Costa Joana Fonseca 6 A
 
1335289995 1 -estado_novo
1335289995 1 -estado_novo1335289995 1 -estado_novo
1335289995 1 -estado_novo
 
Golpe militar salazar
Golpe militar salazarGolpe militar salazar
Golpe militar salazar
 
Gomes da Costa
Gomes da CostaGomes da Costa
Gomes da Costa
 
O papel das mulheres no estado novo
O papel das mulheres no estado novoO papel das mulheres no estado novo
O papel das mulheres no estado novo
 
PIDE/DGS
PIDE/DGSPIDE/DGS
PIDE/DGS
 
O estado novo e o 25 de abril afonso
O estado novo e o 25 de abril  afonsoO estado novo e o 25 de abril  afonso
O estado novo e o 25 de abril afonso
 
Pide
PidePide
Pide
 
Guerra colonial (1)
Guerra colonial (1)Guerra colonial (1)
Guerra colonial (1)
 
Aula de história – 6º ano grecia antiga
Aula de história – 6º ano   grecia antigaAula de história – 6º ano   grecia antiga
Aula de história – 6º ano grecia antiga
 
Estado Novo
Estado NovoEstado Novo
Estado Novo
 
C.L.C. 7 - Portugal antes e depois do 25 de Abril
C.L.C. 7 - Portugal antes e depois do 25 de AbrilC.L.C. 7 - Portugal antes e depois do 25 de Abril
C.L.C. 7 - Portugal antes e depois do 25 de Abril
 
O Estado Novo
O Estado NovoO Estado Novo
O Estado Novo
 
Salazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado NovoSalazar e o Estado Novo
Salazar e o Estado Novo
 
Ditadura Salazarista
Ditadura SalazaristaDitadura Salazarista
Ditadura Salazarista
 
O Estado Novo
O Estado NovoO Estado Novo
O Estado Novo
 

Semelhante a Estado novo ana machado

Fascismo e Fascistas
Fascismo e FascistasFascismo e Fascistas
Fascismo e FascistasPhyllipa
 
Fascismo
FascismoFascismo
FascismoJo1
 
Fascismo trabalho de história 9ºe
Fascismo trabalho de história 9ºeFascismo trabalho de história 9ºe
Fascismo trabalho de história 9ºeluizinhovlr
 
Você sabe o que é Fascismo.pdf
Você sabe o que é Fascismo.pdfVocê sabe o que é Fascismo.pdf
Você sabe o que é Fascismo.pdfHenrique Pontes
 
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9Laboratório de História
 
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9Laboratório de História
 
Propostas de resolução teste 12º
Propostas de resolução teste 12ºPropostas de resolução teste 12º
Propostas de resolução teste 12ºEscoladocs
 
Sociologia e filosofia
Sociologia e filosofiaSociologia e filosofia
Sociologia e filosofiaSilvana
 
Caderno diário as opções totalitárias n.º 19 1415
Caderno diário as opções totalitárias n.º 19 1415Caderno diário as opções totalitárias n.º 19 1415
Caderno diário as opções totalitárias n.º 19 1415Laboratório de História
 
O tempo-das-ditaduras
O tempo-das-ditadurasO tempo-das-ditaduras
O tempo-das-ditadurasNuno Faustino
 
O Tempo Das Ditaduras
O Tempo Das DitadurasO Tempo Das Ditaduras
O Tempo Das DitadurasRainha Maga
 
Regimes de Exterma-direita
Regimes de Exterma-direitaRegimes de Exterma-direita
Regimes de Exterma-direitarituxka
 
Aula regimes totalitários
Aula regimes totalitáriosAula regimes totalitários
Aula regimes totalitáriosseixasmarianas
 

Semelhante a Estado novo ana machado (20)

Fascismo e Fascistas
Fascismo e FascistasFascismo e Fascistas
Fascismo e Fascistas
 
Fascismo
FascismoFascismo
Fascismo
 
Fascismo trabalho de história 9ºe
Fascismo trabalho de história 9ºeFascismo trabalho de história 9ºe
Fascismo trabalho de história 9ºe
 
Você sabe o que é Fascismo.pdf
Você sabe o que é Fascismo.pdfVocê sabe o que é Fascismo.pdf
Você sabe o que é Fascismo.pdf
 
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9
 
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9
Guia de estudo para o teste aos módulos 7 8 e 9
 
Totalitarismo
TotalitarismoTotalitarismo
Totalitarismo
 
Totalitarismos
TotalitarismosTotalitarismos
Totalitarismos
 
Fundamentos nazifascistas
Fundamentos nazifascistasFundamentos nazifascistas
Fundamentos nazifascistas
 
Propostas de resolução teste 12º
Propostas de resolução teste 12ºPropostas de resolução teste 12º
Propostas de resolução teste 12º
 
O Iluminismo
O IluminismoO Iluminismo
O Iluminismo
 
Sociologia e filosofia
Sociologia e filosofiaSociologia e filosofia
Sociologia e filosofia
 
Caderno diário as opções totalitárias n.º 19 1415
Caderno diário as opções totalitárias n.º 19 1415Caderno diário as opções totalitárias n.º 19 1415
Caderno diário as opções totalitárias n.º 19 1415
 
O tempo-das-ditaduras
O tempo-das-ditadurasO tempo-das-ditaduras
O tempo-das-ditaduras
 
O Tempo Das Ditaduras
O Tempo Das DitadurasO Tempo Das Ditaduras
O Tempo Das Ditaduras
 
Totalitarismo
TotalitarismoTotalitarismo
Totalitarismo
 
Totalitarismo]
Totalitarismo]Totalitarismo]
Totalitarismo]
 
Regimes de Exterma-direita
Regimes de Exterma-direitaRegimes de Exterma-direita
Regimes de Exterma-direita
 
Fascismos
FascismosFascismos
Fascismos
 
Aula regimes totalitários
Aula regimes totalitáriosAula regimes totalitários
Aula regimes totalitários
 

Estado novo ana machado

  • 1. Escola Superior de Educação de Santarém 1º ano de Educação Social Diurno Ano Lectivo 2011/2012 Docente: João Maia Carmo Discente: Ana Machado Número:110230010
  • 2. Da Ditadura Militar ao Estado Novo A 28 de Maio de 1926, um golpe de Estado executado pelos militares pôs fim à Primeira República parlamentar portuguesa. A democracia só voltou a Portugal decorridos sensivelmente 50 anos. Instalou-se uma Ditadura Militar que se manteve até 1932-33 fracassou nos propósitos de “regenerar a pátria” e de lhe devolver a estabilidade. Em 1928, a ditadura recebeu um novo alento com a entrada de António de Oliveira Salazar tomou posse da pasta das finanças (com a condição, Fig.1 Salazar expressa por si, de inspeccionar as despesas de todos os ministérios)
  • 3. Democracia - Fascismo Conceito: Conceito: Fascismo é doutrina totalitária . Democracia vem da palavra grega Desenvolvida por Benedito Mussolini “demos” que significa povo. na Itália, a partir de 1919 e durante seu governo. Nas democracias, é o povo quem detêm o poder soberano sobre o poder A palavra "fascismo" deriva de fascio, legislativo e o executivo. nome de grupos políticos ou de militância que surgiram na Itália entre fins do século XIX e começo do século XX; mas também de fasces, que nos tempos do Império Romano era um símbolo dos magistrados.
  • 4. Democracia - Fascismo O poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, Totalitarismo: baseado num directamente ou através sistema antidemocrático concentra os representantes livremente eleitos. poderes totais nas mãos do líder de governo. Consiste: pode tomar qualquer tipo de decisão ou num conjunto de princípios e práticas estabelecer leis sem consultar políticos que protegem a liberdade humana; ou representantes da sociedade. Nacionalismo: valorização do que proteger os direitos humanos pertence apenas ao país. Valorização fundamentais (como a liberdade de extrema da cultura do próprio país. expressão e de religião; o direito a protecção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na Militarismo: Grandes investimentos vida política, económica e cultural da sociedade) na produção de armas e equipamentos de guerra. Objectivo de expansão territorial através de guerras.
  • 5. As eleições são livres e justas Culto à força física: O objectivo do estado fascista era preparar Reflecte a vida política, social e soldados fortes e saudáveis. cultural de cada país. Censura: Proibia qualquer tipo de Os cidadãos não têm apenas direitos crítica aos seus governos. têm o dever de participar no sistema Nenhuma notícia ou ideia, contrária ao político (por seu lado, protege os sistema, poderia ser propagadas. seus direitos e as suas liberdades) Aqueles que arriscavam criticar o governo eram presos e até condenados à morte. Propaganda: os líderes fascistas usavam os meios de comunicação para divulgarem as suas ideologias.
  • 6. 1928 entrada no Governo de António de Oliveira Salazar; tomou posse da difícil pasta das finanças; com a condição expressa por si de inspeccionar as despesas de todos os ministérios. o país apresentou um saldo positivo no Orçamento este facto só foi possível devido a todas as restrições impostas por Salazar. Este sucesso financeiro conferiu-lhe prestígio acabando por explicar a sua nomeação em Julho de 1932, para chefia do governo.
  • 8. “Estado Forte”; “Tudo pela Nação, nada contra a Nação” Salazar: Fig2 Slogan do Regime Rejeitou o parlamentarismo, a democracia e o liberalismo; Proclamou o carácter autoritário, corporativo, conservador e nacionalista. Conseguiu convencer grande parte do país da sua política obtendo o apoio dos que eram contra a primeira República e que tinham desacreditado na sua nação (hierarquia religiosa e devotos católicos, grandes proprietários agrários e alta burguesia ligada ao comércio colonial e externo, média burguesia, monárquicos, integralistas, militares e os simpatizantes do ideário fascista).
  • 9. Estado Novo Ideais do Fascismo Salazarista
  • 10. Forte conservadorismo e Tradição António de Oliveira Salazar foi uma personalidade extremamente conservadora. Estado Novo distingue-se entre os fascismos pelo seu carácter extremamente conservador e tradicionalista. Defendia valores e conceitos que já mais alguém deveria questionar: “Deus, a Pátria, a Família, a Autoridade, a Paz Social, a Hierarquia, moralidade e a Austeridade”. Respeitou as tradições nacionais e promoveu a defesa de tudo o que fosse genuinamente português.
  • 11. A Religião Católica Religião da Nação Portuguesa o Santuário de Fátima testemunhou a forte ligação entre o Estado e a Igreja. Fig3 A mulher tinha um papel passivo do ponto de vista: económico social político e cultural Existia uma mulher modelo: devia ser, mulher feminina, uma esposa carinhosa e submissa, uma mãe sacrificada e virtuosa deveria ser portanto uma boa esposa e dona de casa. “verdadeira família portuguesa” Família católica, De moralidade austera que repelia os vícios e a falta de regras, O trabalho feminino fora do lar era tido como uma ameaça à estabilidade familiar. Defendia-se a política dos , sendo estas as tradições típicas portuguesas.
  • 12. Fig.4
  • 13. Nacionalismo A recusa do parlamentarismo, da democracia e do liberalismo Salazarismo demarcou-se por um nacionalismo exagerado. Instituiu um desígnio supremo da sua actuação o bem da nação, expresso no slogan “tudo pela Nação, nada contra a Nação”. Enaltecia-se a história e o passado do país (como feitos e descobertas). À semelhança do fascismo Italiano, o Estado Novo afirmou-se Antiliberal, antidemocrático e antiparlamentar. Recusou a liberdade individual, pois o interesse na nação sobrepunha-se ao interesse individual. Os partidos políticos, na medida em que representavam apenas as opiniões e os interesses particulares de grupos de indivíduos, constituíam um elemento desagregador da unidade da Nação e um factor de enfraquecimento do Estado.
  • 14. Para Salazar, só a valorização do poder executivo era o garante de um Estado forte e autoritário. Fig.5 Constituição de 1933 reconheceu a autoridade do Presidente da República Como 1º poder dentro do Estado, completamente independente do resto do parlamento, atribuiu vastas competências ao presidente do concelho (entre elas o poder de legislar através de decretos-lei). A Assembleia Nacional, órgão máximo, do poder legislativo Limitava-se à discussão das propostas de lei que o governo lhe enviava para aprovação. Inferiorizando o poder legislativo, quem efectivamente sobressaia, no seio do executivo era a figura do Presidente do Conselho. Salazar interpretou na perfeição a figura de chefe providencial, interprete supremo do interesse nacional.
  • 15. Enquadramento de Massas A longevidade do Estado Novo pode explicar-se: pelo conjunto de instituições e processos que de certa forma, conseguiram enquadrar as massas e obter a sua adesão ao projecto do regime. Foi criado o Secretariado de Propaganda Nacional (SPN) em 1933, divulgava a ideologia do regime, astutamente dirigido por António Ferro que desempenhou um papel activo na divulgação do ideário do regime e na padronização das culturas e das artes. (O projecto cultural do Regime – A política do Espírito) Em 1935 criou a Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT), a sua função era controlar os tempos livres dos trabalhadores. Controlou-se o ensino, especialmente ao nível do primário e do secundário, expulsaram-se os professores oposicionistas e adoptaram-se “livros únicos” oficiais, que veiculavam os valores do Estado Novo.
  • 16. O projecto Cultural do Regime A política do Espírito O estado Novo sentiu a necessidade de uma produção cultural submetida ao Regime. concebeu um projecto totalizante que fez de artistas e escritores instrumentos privilegiados da propaganda do seu ideário projecto teve o nome de “política do espírito” Ferro servia-se assim da política de espírito para mediatizar o regime. elevar a mente dos portugueses e alimentar a sua alma. António Ferro convenceu Salazar da importância das manifestações culturais para o regime. Afirmava: “a arte a literatura e as ciências constituem a grande fachada de uma nacionalidade, o que se vê lá de fora” pelo que ao estado caberia estimular a criação cultural. António Ferro e Salazar incutiam no povo o amor da pátria, o culto dos heróis, as virtudes familiares, a confiança no progresso, ou seja, o ideário do Estado Novo.
  • 17. Essa cultura, que se queria Portuguesa e nacionalista, teria, igualmente, que evidenciar uma estética moderna e aberta ao seu tempo, aquilo que ferro designava de “bom gosto “.  No domínio literário, a acção do Secretariado da propaganda Nacional revelar-se-ia um fracasso. A Adesão dos escritores foi escassa e dos que o regime nomeou poucos se vieram a destacar. Já nas artes plásticas e decorativas, na arquitectura, no bailado, no cinema e até no teatro, a colaboração mostrou-se mais fecunda. O Estado assumia-se como grande entidade empreendedora, através:  Exposições nacionais e internacionais, muitas de cariz histórico, como a exposição do Mundo Português, realizada em 1940,  Obras públicas do regime,  Festas populares,  Teatro, do cinema e da rádio, do bailado, do turismo e de concursos (como os concursos de montras e da “aldeia mais portuguesa”),  Patrocinaram-se artistas e produções que divulgassem, sobretudo, as tradições nacionais e populares e que enaltecessem a grandeza histórica do país e a dimensão civilizadora dos portugueses.
  • 18. Aparelho Repressivo do estado O Estado Novo rodeou-se de um aparelho repressivo que amparava e perpetuava a sua acção. Existia censura prévia  à televisão,  imprensa,  teatro, entre outros era supervisionar os assuntos políticos, militares, morais e religiosos, assumindo constantemente um carácter de ditadura intelectual. Por sua vez a polícia política - Polícia de Vigilância e de Defesa do Estado (PVDE) mais tarde designada por PIDE, Policia Internacional e de Defesa do Estado, distinguia-se por prender, torturar e matar opositores ao regime. As suas maiores vítimas foram os militares e simpatizantes do Partido Comunista Português.
  • 19. A defesa do Ruralismo leva a um condicionamento Industrial Criticou-se a sociedade urbana e industrial que era tida como fonte de todos os vícios, enaltecendo-se assim o mundo rural, pois este era o refúgio seguro da virtude e da moralidade. O ruralismo era tido como o ideal do Estado A Industria não foi uma prioridade do Estado Novo, que se traduziu num conjunto de Novo. medidas promotoras da “lavoura nacional”. O fraco crescimento Industrial poder-se-á explicar pela, Foram destinadas verbas para construir política de crescimento Industrial, barragens, esta política lembrava os produtores industriais que precisavam de autorização a população fixou-se em áreas rurais, para todas as medidas que pretendessem a produção de alimentos aumentou, adoptar. exerceu-se um proteccionismo alfandegário entre outras medidas. Afirmava-se como uma política anti-crise, que garantia o A defesa do Ruralismo, permitiu assim o controlo industrial, crescimento rural que levou ao regulava a concorrência aproveitamento do solo e por sua vez o e diminuiu a super-produção, que levou a aumento do emprego em Portugal. quedas nos preços e por sua vez a despedimentos.
  • 20. Fig.6
  • 21. Economia Modelo económico fortemente intervencionista e austero Dirigismo económico ficou patente nas políticas financeira, agrícola, de obras públicas, industrial e colonial adoptadas. Deste modo a estabilidade financeira era uma prioridade para Salazar Exerceu um apertado controlo sobre os ministérios, Conseguiu um equilíbrio orçamental, Fez com que diminuíssem as despesas e aumentassem as receitas, administrou melhor os dinheiros públicos, criou novos impostos, aumentou as tarifas alfandegárias sobre as importações e aumentou as reservas do ouro. As condições rigorosas e austeras de Salazar permitiram um apertado controlo, no que diz respeito a gastos públicos. Assim a estabilização financeira garantiu ao Estado Novo uma imagem de credibilidade e de competência governativa. Fig.7
  • 22. A Política Colonial O Acto Colonial reflectiu a importância das colónias Salazar recusou a independência das colónias e reforçou a tutela sobre estas. Segundo o Pacto Colonial Caberia às colónias: ser apenas fornecedoras de matérias-primas para a indústria metropolitana que obtinha escoamento garantido nos mercados coloniais. O Estado Novo reagia a pressões internacionais, que se faziam sentir sobre as colónias portuguesas, Simultaneamente incutia-se no povo português uma mística imperial, que vários congressos, conferências e exposições ajudariam a propagandear, citam-se: Exposição Colonial Portuguesa, realizada no Porto em 1934 e Exposição do mundo Português em Lisboa em 1940. Fig.8
  • 23. As oposições e o Sobressalto Político Início do Fim do Regime
  • 24. Nos dias 7 e 8 de Maio de 1945 derrota da Alemanha. Salazar tirou deste facto a lição de que o seu regime deveria (pelo menos na aparência) democratizar-se ou correria o risco de cair. Neste contexto, o Governo toma a Iniciativa de antecipar a revisão constitucional, dissolver a Assembleia Nacional e convocar Eleições antecipadas que seriam supostamente “livres”. Um clima de optimismo instala-se nos que de certa forma vêem com maus olhos o Estado Novo. A 8 de Outubro uma Reunião no centro Republicano Almirante Reis nasce o MUD- Movimento de Unidade Democrática reúne as forças clandestinas de oposição ao Regime.
  • 25. Adesão ao MUD alastra-se Para garantir legitimidade do acto eleitoral o MUD formula algumas exigências que considera fundamentais. Entre elas:  o adiantamento das eleições por 6 meses (para se instituírem novos partidos),  a reformulação dos cadernos eleitorais,  e a liberdade de opinião, de informação e de reunião. As esperanças falharam, pois nenhumas das reivindicações do Movimento foi satisfeita, e este desistiu à boca das urnas. As listas de adesão ao MUD foram recolhidas pelo governo com o objectivo de “examinar a autenticidade das assinaturas” acabando por fornecer à polícia política as informações necessárias para uma repressão eficaz muitos aderentes ao MUD foram interrogados, presos ou despedidos do seu trabalho.
  • 26. Nesse mesmo ano, as forças opositoras voltam a ter nova oportunidade de mobilização. Com a candidatura de Norton de Matos às eleições presidenciais. Era a primeira vez que um candidato da oposição concorria à Presidência da República. A sua candidatura voltou a entusiasmar o país mas. Face a uma severa repressão, Norton de Matos apresentou também a sua desistência, pouco antes das eleições. Nos sucessivos anos, a oposição democrática dividiu-se, acabando por enfraquecer e assim o governo pensou ter a situação controlada. 1958 os animos voltam a exaltar-se com a candidatura de Humberto Delgado, e as novas eleições presidenciais desencadearam um autentico terramoto político. Humberto Delgado fica conhecido como “General sem Medo”, mostrou um carisma e uma determinação surpreendentes, entusiasmaram o país. Anunciou demitir Salazar, caso fosse eleito, o que levou a uma intensa mobilização da Fig.9 população, de tal forma que Salazar acusou o General de provocar ”agitação social, desordem e intranquilidade política”.
  • 27. O resultado final das eleições deu a esmagadora maioria ao candidato Humberto Delgado. Mas a credibilidade dos resultados e com ela, a do próprio Regime saíram seriamente abaladas Para evitar um novo risco de um “golpe de Estado constitucional”, Salazar anulou o sistema de sufrágio directo, passando o chefe de estado a ser eleito por um colégio eleitoral restrito. As eleições acabaram assim por ser desonestas. Os anos de 1959-62 foram marcados por uma forte diminuição da oposição. O Bispo do Porto, António Gomes, escreveu uma dura carta a Salazar em que denuncia a miséria do Povo e a falta de Liberdades cívicas. A coragem do Bispo, custou-lhe 10 anos no exílio, mas inspirou um grupo crescente te católicos que passaram a criticar o Estado Novo.
  • 28. A instabilidade crescia e ocorreram dois golpes a fim de derrubar o regime. A ditadura portuguesa mostrava o seu carácter repressivo ao fazer em apenas dois anos mais de 1200 presos políticos e ao reprimir, com mortos e feridos, as manifestações do 31 de Janeiro, do 5 de Outubro e do 1º de Maio. Humberto Delgado é exilado para o Brasil, mas governa de longe contra Salazar. 1ºMomento O seu estado de saúde agravou-se O presidente da república vê-se obrigado a iniciar os procedimentos institucionais para a sua substituição. A escolha Recais sobre o professor Marcello Caetano Fig.10
  • 30. Marcello Caetano Nos primeiros meses do mandato o Em parte contra governo dá o Salazarismo sinais de Abertura Pretendia a evolução do país Era mais liberal e mais liberdade
  • 31. Opositores políticos enchem-se de esperanças, Faz regressar do exílio algumas pessoas como o Bispo do Porto e Mário Soares, Modera-se a Polícia Política que por sua vez passa a chamar-se de DGS, Abranda-se a censura e é aberta a união Nacional. Este clima de mudança ficou conhecido como Primavera Marcelista. Em 1969 preparam-se as eleições legislativas. Procurando legitimá-las aos olhos da opinião pública, o Governo: Alargou o sufrágio feminino; Permitiu maior liberdade de campanha à oposição; Consentiu a consulta dos cadernos eleitorais; Autorizou a fiscalização das mesas de voto. No entanto, embora possa considerar-se o menos manipulado de todos os que ocorreram durante o Estado Novo, o acto eleitoral saldou-se por uma série de atropelos aos princípios democráticos.
  • 32. Marcello Caetano viu-se sem o apoio dos liberais, Condenavam-lhe a falta de força para continuar a implementar as reformas necessárias. Obrigado a reprimir um poderoso surto de agitação estudantil, greves operárias e até acções bombistas Marcello Caetano liga-se cada vez mais à direita e inflecte a sua política inicial. Marcello Caetano toma novas medidas, tais como: 1. Encerra Associações de Estudantes; 2. Aperta a legislação sindical; 3. Polícia Política volta a actuar; 4. Opositores são enviados para o exílio; 5. Américo Tomás é reconduzido para Presidente da República, eleito por um colégio eleitoral restrito.
  • 33. Da Revolução à Democracia Em 1973 de Julho, surge o Movimento dos Capitães, Nasceu como forma de protesto, contra as diplomacias legais que facilitavam o acesso de oficiais milicianos ao quadro permanente do exército. O Movimento dos Capitães depositou a sua confiança nos Generais Costa Gomes e Spínola, respectivamente chefe e vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas. Vários acontecimento deram força àqueles que, dentro do movimento (agora denominado Movimento das Forças Armadas - MFA), acreditavam na urgência de um golpe militar, para restaurar as liberdades cívicas e permitissem a tão desejada solução para o problema colonial. O MFA preparou a operação Militar na madrugada de 25 de Abril de 1974 que pôs fim ao Estado Novo.
  • 35. Coordenação: Major Otelo Saraiva Carvalho Plano: Transmissão pela rádio, das canções-senha “E depois do Adeus” de Paulo Carvalho e “Grândola Vila-Morena” de Zeca Afonso. As unidades militares ocupam as estações de rádio de RTP e controlam o aeroporto e os quartéis-generais de Lisboa e Norte e cercam os ministérios militares do Terreiro do Paço. Falha: No Terreiro do Paço a Escola Prática Cavalaria de Santarém, chefiada por Salgueiro Maia depara-se com um regimento da cavalaria em defesa do Regime (contudo não havia disparos/violência) Fim do Regime: Marcelo Caetano rendeu-se ao general Spínola e o “Movimento dos Capitães” sentia-se já vitorioso. Multidão saiu às ruas em apoio aos militares e distribui-lhes cravos Vermelhos Nota: Só a Policia Política resistiu a esta Revolução, acabando por matar 4 pessoas. Conclusão: A Facilidade com que o regime autoritário caio nas mãos do seu próprio exército prova o anacronismo e total isolamento em que tinha mergulhado a vida política portuguesa.
  • 36. 25 de Abril de 1974 Não podemos ficar Indiferentes
  • 37. Bibliografia Pinto do Couto, Célia; Rosas, Maria, “O Tempo da História parte 1”, Porto Editora 2010 Pinto do Couto, Célia; Rosas, Maria, “O Tempo da História parte 2”, Porto Editora 2010 Cardoso, Eurico, “Segunda República 1926-1974”, Edição do autor 2010