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  1. 1. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pt28/09/2006 - Eu preciso aprender a só ser...Eu Preciso Aprender a Só SerComposição: Gilberto Gil - Texto de Isabel CâmaraSabe, genteÉ tanta coisa pra gente saberO que cantar, como andar, aonde irO que dizer, o que calar, a quem quererSabe, genteÉ tanta coisa que eu fico sem jeitoSou eu sozinha e esse nó no peitoJá desfeito em lágrimas que eu luto pra esconderSabe, genteEu sei que no fundo o problema é só da genteÉ só do coração dizer não quando a menteTenta nos levar pra casa do sofrerE quando escutar um samba-cançãoAssim como "Eu preciso aprender a ser só"Reagir e ouvir o coração responder:"Eu preciso aprender a só ser"Oi, galerinhaAos que reclamavam de meu sumiço, vai uma explicação:felizmente estou muito atarefada – aulas no Ponto; mudança deFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  2. 2. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptcasa, de cidade, de estado (finalmente, a tão esperadaREMOÇÃO saiu e estou de volta à minha cidade natal – RIO DEJANEIRO). Já deu pra perceber que não foram poucas asminhas atividades, não é? O tempo tem sido curto para tantacoisa...Enfim, o que interessa é que estou de volta ao espaço aberto,trazendo algumas questões interessantes para analisarmos.Você notou que reproduzi acima a letra de uma linda canção deGil (quando era apenas um brilhante artista).A partir dessa canção, vamos analisar como a posição decertos vocábulos pode alterar o seu sentido na oração (e,algumas vezes, sua classificação morfológica também, ou seja,a classe de palavras a que pertencem).Esse assunto foi abordado em uma prova da Fundação GetúlioVargas - Agente Tributário Estadual de Mato Grosso do Sul - esuscitou inúmeros debates.Qual é a diferença entre “Eu preciso aprender a ser só” e “Eupreciso aprender a só ser”?Bem, no primeiro caso, o vocábulo “só” é um adjetivo queequivale a “sozinho”. Assim, o que se precisa aprender é aficar sozinho.Já a resposta do coração dá outra sugestão: “é precisoaprender a só ser”, ou seja, é preciso aprender a simplesmente“ser”. Esse “só” tem valor circunstancial e recebe aclassificação de “palavra denotativa”. Tem valor de exclusão –é preciso aprender nada além de SER.Apesar de não reconhecidas pela Nomenclatura GramaticalBrasileira (que as classifica à parte dos advérbios, mas semdenominação específica), as palavras denotativas diferenciam-se destes em função das palavras que podem modificar.Os advérbios podem modificar verbos, adjetivos, outrosadvérbios ou orações/enunciações, enquanto que as palavrasdenotativas podem se referir a vocábulos de qualquerclassificação, ou até mesmo a nenhum vocábuloFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  3. 3. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptespecificamente.Podem designar, dentre outras circunstâncias:- INCLUSÃO: até, inclusive, mesmo, também etc.- EXCLUSÃO: apenas, salvo, exceto, só, somente etc.- DESIGNAÇÃO: eis- REALCE: cá (“Eu cá tenho de perguntar”), lá (“E eu lá seiisso!”), é que etc.- RETIFICAÇÃO: isto é, ou melhor, aliás etc.- EXPLICAÇÃO: isto é, ou melhor (a diferença entre este e oanterior depende da construção).- SITUAÇÃO – afinal (Afinal, o que você quer?), agora, então(“Então, diga se já compreendeu a lição.”)Veja um outro emprego da palavra denotativa “só”:“Só eu sei / as esquinas por que passei / Só eu sei” (letra damúsica “Esquinas”, de Djavan).Esse “só” se refere ao pronome “eu” com idéia de exclusão –“ninguém além de mim” ou “de todas as pessoas do mundo,só eu sei...”.Note que não poderíamos classificar esse vocábulo comoadvérbio, uma vez que altera o sentido de um pronome (eu).A questão da prova da FGV explorava a alteração de sentido ede classe gramatical de vocábulos em relação à sua posição.“Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs.”“Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria.”No trecho acima, a inversão das palavras grifadas nãoFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  4. 4. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptprovocou alteração de sentido. Assinale a alternativa em que ainversão dos termos provoca alteração gramatical e semântica.(A) novos papéis / papéis novos(B) várias idéias / idéias várias(C) lúcidas lembranças / lembranças lúcidas(D) tristes dias / dias tristes(E) poucas oportunidades / oportunidades poucasO gabarito foi a letra (B). Antes do substantivo, o vocábulo“várias” é um pronome que atribui a “idéias” um valorindefinido – não se pode precisar quantas idéias.Já posposto ao substantivo, passa a ser um adjetivo,equivalente a “variadas”.Alguns questionaram a alteração gramatical provocada pelainversão dos vocábulos na opção (E). Note que o enunciadoexige que a inversão tenha provocado alteração gramatical Esemântica.Em “poucas oportunidades”, o vocábulo “poucas” é tambémum pronome indefinido – segundo Aurélio: “em quantidade ouem grau menor do que o habitual ou o esperado”.Já em “oportunidades poucas”, o vocábulo passa a ser umadjetivo – segundo Aurélio: “em pequena quantidade; escasso,reduzido”.Houve, portanto, mudança na classificação morfológica dapalavra (de pronome para adjetivo).Contudo, não houve alteração semântica (sentido, significado)– ambos os vocábulos apresentam a idéia de algo reduzido, emquantidade pequena ou menor que a necessária ou esperada.Por hoje é só. (Você percebeu que esse ‘só’ modifica oFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  5. 5. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptpronome “isso” que está subentendido: “Por hoje é só[isso].”?)Abraço.05/07/2006 - Algumas da prova para FISCAL / MS - FGV - Parte 2Oi, gente!Que bom poder contribuir com a preparação e,conseqüentemente, com a aprovação de tantos candidatos.Tem sido muito gratificante ver entre os novos colegas daReceita Federal alguns que, tempos atrás, estavamsentadinhos à nossa frente estudando com afinco.Sejam bem-vindos, novos técnicos e auditores da ReceitaFederal!Também parabéns aos que foram aprovados no concurso deFiscal do Trabalho, Fiscal de Mato Grosso do Sul e da Paraíba.É uma delícia receber essas mensagens de agradecimento,saber que fui lembrada num momento tão feliz de suas vidas!Obrigada pelo carinho de sempre.Aos que persistem na luta, vamos continuar desvendando osmistérios da nossa Língua Portuguesa. Respirem fundo,estufem seus peitos (olha o silicone, hem?) e vamos em frente,pois a fila andou!Primeiramente, um aviso aos “concurseiros” de São Paulo earredores: nos dias 19 e 20 de julho, no Curso Formação,haverá um “intensivão” com exercícios de Direito Tributáriocom o maravilhoso, excelente, excepcional professor EduardoCorrêa. É hora de acertar as arestas para o concurso paraISS/SP, que deve sair em breve, e já (re)começar a preparaçãopara os concursos de 2007!Por fim, é com imenso prazer que começamos dois novoscursos aqui – um teórico, aos que precisam “preparar a base”em Língua Portuguesa para seguir em frente, e outro(relançado) de exercícios com questões da Fundação CarlosChagas, uma banca que vem se firmando cada vez mais nomercado de concursos públicos. O primeiro terá doze aulascom basicamente todo o programa dos principais concursosFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  6. 6. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptpúblicos do país. Só não trataremos dos aspectos relacionadosa interpretação de textos, que requer um curso específico,dada a sua complexidade. Após apresentar os conceitos,praticaremos com questões das diversas bancasexaminadoras. Já o segundo é mais objetivo (seis aulas),relembrando a matéria sob o foco das questões de prova daFCC.Hoje, daremos continuidade à análise de outras questões daprova para Fiscal de MS, aplicada pela Fundação GetúlioVargas." Tinham a convicção que estavam na crista de uma onda queos empurrava inexoravelmente para adiante, para promover atransformação das relações de produção...."5 - A palavra inexorável só não pode ser substituída sob penade alteração de sentido, por:a) implacávelb) indelévelc) inelutáveld) perituroe) sempiternoRealmente, não dá para saber o que se busca com questõescomo essa. Quem faz uma questão como essa deve ter nascidode chocadeira, não é possível! Com tanta coisa interessantepara se perguntar, vem exigir do candidato um conhecimentolexical tantas vezes desnecessário.Para começar, uma palavrinha que ficou na moda há algumtempo: inexorável, que significa “inabalável, austero,imbatível”. O examinador que saber qual dessas opções nãopoderia substituir esse vocábulo.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  7. 7. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptO gabarito foi letra D. O vocábulo "perituro" significa "o que vaiperecer, morrer, acabar", apresentando, portanto, uma idéiacontrária a "inexorável".Mas o que dizer de "sempiterno" (ui!)? Significa “o que durapara sempre”. Ainda que não seja um sinônimo de inexorável,este vocábulo situa-se no mesmo campo semântico deste, nãoapresentando, pois, idéia contrária. Por esse motivo não foiconsiderado o gabarito.Já implacável, indelével e inelutável podem ser consideradossinônimos.7 - As alternativas a seguir desempenham, no texto I, mesmafunção sintática, à exceção de uma. Assinale-a.(N.R.:Adaptamos a questão, apresentando o trecho em que asexpressões em destaque surgiam no texto.)a) “Até hoje, não surgiu nenhum sistema tão capaz DE FAZERCRESCER A ECONOMIA.”b) “...visivelmente não sentem saudades do tempo em queeram obrigados A JORNADAS DE TRABALHO DE 12 HORAS.”c) “O individualismo característico dessas confusas camadasintermediárias as torna muito vulneráveis À SEDUÇÃO DASCLASSES DOMINANTES.”d) “Tinham a convicção de que estavam na crista de uma ondaque os empurrava inexoravelmente para adiante, parapromover a transformação DAS RELAÇÕES DE PRODUÇÃO.”e) “Tinham a convicção que estavam na crista de uma ondaque os empurrava inexoravelmente para adiante, parapromover a transformação das relações de produção e ocrescimento DAS FORÇAS PRODUTIVAS.”Mais uma vez, explora-se, nessa questão, a diferença entreADJUNTO ADNOMINAL e COMPLEMENTO NOMINAL.Já tratamos disso em encontros anteriores, inclusive emcomentários à prova de Agente de Tributos Estaduais/MS,Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  8. 8. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptconcurso realizado pela mesma banca. Mesmo assim, nadamelhor do que relembrar. A diferença baseia-se no seguinte:- COMPLEMENTO NOMINAL - complementa um adjetivo, umadvérbio ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO- ADJUNTO ADNOMINAL - complementa um substantivoconcreto ou um SUBSTANTIVO ABSTRATOVocê deve ter notado que o SUBSTANTIVO ABSTRATOaparece nas duas funções, não é mesmo? Como se diferencia,então?Uma das formas é a partir da idéia que o complementoemprega no termo regente. Se a idéia for ATIVA, é ADJUNTOADNOMINAL (BIZU: tudo com a letra "A" - substantivo Abstratocom idéia Ativa é Adjunto Adnominal)Se a idéia for passiva, é complemento nominal (memoriza porexclusão em relação ao outro).Veja o exemplo:1) a construção do arquiteto - "Construção" é um substantivoabstrato. Vamos analisar a função do complemento: o arquitetoconstrói ou é construído? Constrói. Então ele pratica a ação. Aidéia é ATIVA. Logo, a expressão "do arquiteto" exerce afunção sintática de adjunto adnominal.2) a construção do prédio - O prédio constrói ou é construído?É construído. Sofre a ação verbal. Então a idéia é passiva.Logo, sua função sintática é COMPLEMENTO NOMINAL.Então, vamos lembrar os casos:- COMPLEMENTO NOMINAL - complementa um ADJETIVO, umADVÉRBIO ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO com idéiaPASSIVA.- ADJUNTO ADNOMINAL - complementa um SUBSTANTIVOCONCRETO ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO com idéiaATIVA (tudo com a letra A)Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  9. 9. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptVoltemos à questão de prova:a) capaz de fazer crescer a economia.CAPAZ é um adjetivo. Logo, "de fazer crescer a economia"exerce a função de complemento nominal.b) eram obrigados A JORNADAS DE TRABALHO DE 12HORAS.OBRIGADOS é um adjetivo. Logo, "a jornadas de trabalho de 12horas" é complemento nominal.c) vulneráveis À SEDUÇÃO DAS CLASSES DOMINANTESVULNERÁVEIS é um adjetivo. Assim, o que está sublinhado écomplemento nominal.d) transformação DAS RELAÇÕES DE PRODUÇÃOTRANSFORMAÇÃO é um substantivo abstrato (oba! Vamostestar nossos conhecimentos!). Temos de analisar se ocomplemento apresenta idéia passiva ou ativa. Em "parapromover a transformação das relações de produção", ocomplemento "relações de produção" transformam ou sãotransformadas? Elas são transformadas. Então a idéia épassiva. Com idéia passiva, o termo exerce a função decomplemento nominal.e) crescimento DAS FORÇAS PRODUTIVAS.CRESCIMENTO é também um substantivo abstrato (beleza!).Em "o crescimento DAS FORÇAS PRODUTIVAS", FORÇASPRODUTIVAS irão crescer. Assim, a idéia é ATIVA. Então, esseelemento exerce a função sintática de ADJUNTO ADNOMINAL.É A ÚNICA QUE SE DIFERENCIA DAS DEMAIS. É O GABARITO.13 - Assinale a alternativa em que um dos elementos mórficosda palavra contribuiu não esteja corretamente analisado.a) CONtribuiu = prefixob) conTRIBuiu = raizFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  10. 10. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptc) contribuiU = desinência modo - temporald) CONTRIBUIu = temae) contribuIu = vogal temáticaVamos “dissecar” essa forma verbal:PREFIXO RADICAL VT DMT DNP CON TRIBU I - ULegenda:VT = vogal temáticaDMT = desinência modo temporalDNP = desinência número pessoalAos que já estudaram isso há duzentos anos, vamos relembraros conceitos.RAIZ – elemento mínimo que carrega a significação daspalavras cognatas (de mesma família).RADICAL – elemento comum às palavras cognatas.VOGAL TEMÁTICA – pode estar presente nos nomes (vogais A,E, O) e nos verbos (A, E, I), designando nestes a conjugação aque pertencem (respectivamente, 1ª, 2ª e 3ª).AFIXOS – elementos que se unem ao radical para a formaçãode novos vocábulos.INFIXOS – vogais e consoantes de ligação – não possuemsignificado e servem apenas para facilitar a pronúncia.DESINÊNCIAS – morfemas que se agregam ao radical. Nosverbos, as desinências podem ser:Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  11. 11. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pt DMT – indica o tempo e modo das formas verbais DNP – indica o número e a pessoa dasconjugações verbaisA origem da palavra "contribuir" é latina (contribuere). Omorfema "trib" é a raiz - a mesma de tributar, tributo, retribuir.Portanto, está correta a opção B.O prefixo latino "con" que se liga à raiz indica, dentre outrascircunstâncias, concomitância. Está certa a opção A.O erro está na opção C. O morfema "u" (contribuiU) édesinência número-pessoal (não há desinência modo-temporalnessa forma verbal, como podemos ver no quadro acima),indicando que o verbo está conjugado na 3a. pessoa dosingular.Tema é a união do radical à vogal temática, corretamenteidentificada na opção E como “i”, indicativa de verbo da 3ªconjugação. O tema é, portanto, CONTRIBUI.15 - Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido formadapelo mesmo processo que "acompanhamos":a) rapidíssimosb) encanadac) utilizamosd) repressãoe) intermediáriasGabarito - BACOMPANHAR é resultante do processo chamadoDERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA. Nesse processo de formaçãode vocábulos, ao mesmo tempo, são incluídos um prefixo e umFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  12. 12. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptsufixo.A raiz é COMPANH (de companhia, por exemplo, que, por suavez, já apresenta o prefixo "com"). Para formar o verbo (e porconseqüência suas conjugações, como "acompanhamos"),foram agregados à raiz o prefixo "A" e o sufixo "ar".O mesmo ocorreu em ENCANAR (opção B), cuja raiz é "can"(de "cano"), tendo recebido o prefixo EN e o sufixo ADA(indicativo de particípio).RAPIDÍSSIMO, UTILIZAMOS e REPRESSÃO só receberamsufixos.Já intermediárias apresenta prefixo e sufixo, mas não é umcaso de derivação parassintética, como no paradigmaacompanhamos. É um caso de prefixação e sufixação, já quepermite a formação de vocábulo com somente um dos afixos.Primeiramente, teria sido agregado um sufixo – mediação –para, em seguida, formar-se um outro vocábulo com aprefixação – intermediação.No caso da derivação parassintética, o vocábulo simplesmentenão existe sem um dos dois afixos (não existe "companhar",ou "acompanhia"). Os dois são agregados ao radical ao mesmotempo, o que não acontece com “intermediárias”.Vamos terminar como nos desenhos do Pernalonga: “That’sall, folks!”, ou, em bom português, “É isso aí, pessoal!”.28/06/2006 - Algumas da prova para FISCAL/MSVou começar a cumprir as minhas promessas. Resolveremosalgumas questões da prova para Fiscal/MS, elaborada pelaFGV.Vamos lá.9 - Curiosamente, no momento em que os marxistas (e, comeles, a esquerda em geral) sublinhavam a significação crucialdos valores, da ética, a direita assumia a centralidade daeconomia e passava a acreditar que possuía a chave dacompreensão correta (e da solução) dos problemas que nosafligem no presente. (L.77-82)Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  13. 13. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptAssinale a alternativa correta quanto à classe gramatical efunção sintática, respectivamente, das ocorrências da palavraQUE grifadas no trecho acima. CLASSE GRAMATICAL FUNÇÃO SINTÁTICA(A) pronome relativo adjunto adnominal conjunção integrante objeto direto pronome relativo sujeito(B) conjunção integrante complemento nominal conjunção subordinativa sem função sintática conjunção integrante objeto direto(C) preposição sem função sintática pronome relativo objeto indireto conjunção integrante sem função sintática(D) conjunção integrante sem função sintática conjunção subordinativa objeto indireto conjunção subordinativa objeto direto(E) pronome relativo adjunto adverbial conjunção integrante sem função sintáticaFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  14. 14. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pt pronome relativo sujeitoPrimeira providência - verificar se o "que" se refere a algumtermo antecedente (PRONOME RELATIVO) ou inicia umaoração substantiva (que pode ser substituída por "isso" -CONJUNÇÃO INTEGRANTE).1º. "no momento em que" - esse "que" se refere a momento -PRONOME RELATIVO2º. "passava a acreditar que possuía a chave" - passava aacreditar NISSO - CONJUNÇÃO3º. "compreensão dos problemas que nos afligem" - "que" serefere a "problemas"- PRONOME RELATIVOVamos, agora, às opções - ficamos com as letras A e E: CLASSE GRAMATICAL FUNÇÃO SINTÁTICA(A) pronome relativo adjunto adnominal conjunção integrante objeto direto pronome relativo sujeito(E) pronome relativo adjunto adverbial conjunção integrante sem função sintática pronome relativo sujeitoAgora, precisamos analisar a função sintática de cada umdeles. Já para começar, lembremos que uma conjunçãointegrante não exerce função sintática alguma na oração. Serveapenas para juntar duas orações. Só com essa informação, jáFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  15. 15. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pteliminamos a opção A. Resposta: E.De qualquer forma, vamos analisar as funções dos pronomesrelativos:1º. "no momento em que" - esse "que" se refere a momento -refere-se a uma informação circunstancial (momento) - suafunção é ADJUNTO ADVERBIAL.3º. "compreensão dos problemas que nos afligem" - "que" serefere a "problemas" - os problemas nos afligem - a função é ade SUJEITO.Para analisar a questão 10, vamos reproduzir o trecho em queo segmento aparece no texto.Essa chave é o instrumento simbólico mais eficiente daideologia dominante (que, como dizia Marx, é sempre aideologia das classes dominantes): é ela que insiste em nosconvencer que as desigualdades sociais são naturais, que nãohá alternativa para o capitalismo, que o socialismo já foitentado e fracassou.10 - A oração que não há alternativa para o capitalismo (L.86-87) deve ser corretamente classificada como:(A) oração subordinada substantiva apositiva.(B) oração subordinada substantiva completiva nominal.(C) oração subordinada substantiva objetiva direta.(D) oração subordinada substantiva objetiva indireta.(E) oração subordinada substantiva subjetiva.O verbo CONVENCER é transitivo DIRETO E INDIRETO -Alguém convence alguém a/de alguma coisa - Eu convenci meuirmão (OD) a me dar um dinheiro (OI) / Ele não me(OD) convence de sua inocência (OI).Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  16. 16. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptQuando esse objeto indireto vem sob a forma oracional, apreposição pode ser dispensada (Exemplo: eu gostaria quevocê saísse - GOSTAR DE - TDI; nós concordamos que ele foi omelhor cantor da noite - CONCORDAR COM - TDI)Mas essa omissão não é capaz de modificar sua classificação,que continua sendo uma oração subordinada substantivaobjetiva INDIRETA - OPÇÃO D.11 - Tal como está organizada, a sociedade gira em torno domercado, de acordo com um sistema que alguns chamam de"economia de mercado", e outros, de "capitalismo". Até hoje,não surgiu nenhum sistema tão capaz de fazer crescer aeconomia. As experiências feitas em nome do socialismo nãomanifestaram força própria suficiente para competir, no planodo crescimento econômico, com o capitalismo.A palavra Tal classifica-se como:(A) adjetivo.(B) advérbio.(C) conjunção.(D) pronome demonstrativo.(E) pronome relativo.Essa foi a pior das três. Muita gente boa, de cara, marcaria"pronome demonstrativo" de tanto que decorou listas e listasde classes gramaticais. Só que a análise morfológica deve serfeita no contexto.Em Tal como está organizada, a sociedade gira em torno domercado, esse "tal" indica MODO - circunstância. Troque por"assim" ou "do modo" e continuará fazendo sentido (Assimcomo está organizada / Do modo como está organizada).Assim, notamos que NÁO É PRONOME DEMONSTRATIVO (nãopoderia ser substituída por "essa"), mas ADVÉRBIO - opção B.Não decore, entenda!1/06/2006 - CORRELAÇÃO VERBALFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  17. 17. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptOlá a todos.Um dos assuntos mais recorrentes nos últimos concursospúblicos tem sido “correlação verbal”, ou seja, a harmonia,sintonia que se estabelece entre verbos e modos do mesmoperíodo e, de uma forma mais abrangente, de um texto.Uma incorreta articulação entre os verbos muitas vezes causamal-estar aos ouvidos.Imagine-se ouvindo alguém dizer ao seu lado: “O que vocêespera que eu faço?”... Há algo de errado nisso aí, não émesmo?Observe outro exemplo: “Os professores grevistas poderãosofrer retaliações se não voltassem ao trabalho.”.Entre a locução verbal da primeira oração (verbo auxiliar nofuturo do presente do indicativo) e o verbo da segunda (que seapresenta no pretérito imperfeito do subjuntivo) não houve“sintonia”, pois, enquanto o primeiro indica um fato real (aindaque se perceba uma possibilidade, fruto do valor do verboauxiliar modal: eles poderão sofrer), o segundo verboapresenta valor hipotética, como se fosse uma suposição (“senão voltassem ao trabalho”).Duas formas seriam válidas, a depender do contexto:1) “Os professores grevistas poderiam sofrer retaliações senão voltassem ao trabalho.” – nesse caso, ambas asconstruções situam-se no campo da suposição, da hipótese.Nesse caso, o texto poderia mostrar que os professoresvoltaram às salas de aula. Caso não tivessem feito isso,estariam sujeitos a retaliações;2) “Os professores grevistas poderão sofrer retaliações se nãovoltarem ao trabalho.” – agora, as construções denotam fatosreais. Os professores estão em greve (fato) e poderão sofrerretaliações por esse motivo (fato) caso não retomem suasatividades. Na última oração, nota-se o valor condicional dofuturo do subjuntivo.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  18. 18. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptApresentamos, a seguir, algumas “dobradinhas clássicas”.Nada de sair por aí decorando! Essa é apenas uma listaexemplificativa, apresentada para que você perceba as formasde articulação verbal.- PRESENTE DO INDICATIVO + PRESENTE DO SUBJUNTIVO:“Quero que você me apresente àquele bofe hoje mesmo!”- PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO + PRETÉRITOIMPERFEITO DO SUBJUNTIVO:“Pedi que me viesse à minha sala.”- PRESENTE INDICATIVO+ PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTODO SUBJUNTIVO:“Espero que ele tenha feito boa prova.”- FUTURO DO PRETÉRITO INDICATIVO+ PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMP.SUBJUNTIVO“Gostaria que você tivesse vindo à minha festa.”– FUTURO DO SUBJUNTIVO + FUTURO DO PRESENTEINDICATIVO“Quando eu passar no vestibular, rasparei a cabeça.”- PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO + FUT.PRETÉRITO(simples ou composto) DO INDICATIVO:“Se eu passasse no vestibular, rasparia a cabeça.”- PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO SUBJUNTIVO+ FUT.PRETÉRITO COMPOSTO DO INDICATIVO:“Se eu tivesse passado no vestibular, teria raspado a cabeça.”Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  19. 19. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptEssas são apenas algumas das possibilidades de correlaçãoentre os verbos.Veja, agora, como esse assunto foi cobrado na prova para oTRE/SP pela Fundação Carlos Chagas (uma das maisrecentes).“Está correta a articulação entre os tempos e modos verbais nafrase:(A) Essa visão triangular, que o autor nos recomenda queretomássemos, consiste em que eram atendidas,simultaneamente, as questões sociais, morais e econômicas.(B) Joaquim Nabuco tinha a convicção de que a almejada visãotriangular permitisse que tivessem sido plenamente atendidastodas as necessidades humanas.(C)) No século XIX, a luta de muitos abolicionistas incluía, entreas metas que perseguiam, a de que viessem a integrar-se osplanos da ética, da economia e do progresso social.(D) Percebeu-se, já na luta dos abolicionistas do século XIX,que eles incluíssem entre suas metas a integração que deveráhaver entre os planos da ética, da economia e do progressosocial.(E) Era de se espantar que muitos abolicionistas do século XIX,que têm incluído entre suas metas um progresso em váriosníveis, já consideravam o desenvolvimento sob uma ótica maiscomplexa do que a nossa.”O gabarito foi a letra “C”.As formas verbais “incluía” e “perseguiam” estão no mesmotempo e modo – pretérito imperfeito do indicativo -, enquantoque o verbo auxiliar “vier”, por apresentar fatos hipotéticos(planos que fazem parte de uma luta), foi conjugado nopretérito imperfeito do subjuntivo.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  20. 20. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptAs demais opções estão incorretas.a) Os verbos “recomendar” (o autor nos recomenda) e“consistir” (Essa visão triangular ... consiste) estão nopresente do indicativo. Assim, os verbos “retomar” e “ser”devem situar-se, respeitadas as construções, no mesmoaspecto temporal: “Essa visão triangular, que o autor nosrecomenda que retomemos, consiste em que sejam atendidas,simultaneamente, as questões sociais, morais e econômicas.”.Você percebeu por que o verbo “retomar” está no presente dosubjuntivo? Lembrando que o modo subjuntivo situa os fatosno campo das hipóteses, condições (ou seja, situações sobreas quais não se tem certeza), a forma “retomemos” se justificapor ser uma recomendação do autor, sem que haja, por partedos leitores, a obrigação de adotá-la.b) A relação entre “tinha” e “permitisse” não é apropriada,tendo em vista que a segunda estaria estabelecendo uma idéianão adequada de suposição ou hipótese, enquanto que aoração principal indica uma circunstância real (“JoaquimNabuco tinha a convicção”).O verbo “permitir” deveria ser conjugado no Futuro doPretérito, por retratar um fato posterior a um fato passado (fatopassado: a convicção que tinha J.Nabuco / fato posterior aesse fato passado: os reflexos da visão triangular: oatendimento de todas as necessidades humanas).Já, na seqüência, a construção passiva no pretérito mais-que-perfeito composto “tivessem sido atendidas” estabelece umacorreta articulação com o verbo anterior apresentado no Futurodo Pretérito.Assim, a forma corrigida seria: “Joaquim Nabuco tinha aconvicção de que a almejada visão triangular permitiria quetivessem sido plenamente atendidas todas as necessidadeshumanas”.d) Não há justificativa para o emprego da forma “incluíssem”,por não apresentar hipótese, suposição ou qualquer outracircunstância que exija o modo subjuntivo.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  21. 21. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptO verbo anterior se encontra no pretérito perfeito do indicativo(“Percebeu-se”), o que leva o verbo da oração subordinadatambém para o passado. O fato apresentado nessa oraçãosubordinada (“os abolicionistas incluírem a integração emsuas metas”) ocorreu antes do fato designado na oraçãoprincipal (“parecer”). Por isso, deve-se conjugar o verbo“incluir” no pretérito mais-que-perfeito (tempo que aponta ummomento passado anterior a outro momento passado):“incluíram” (pret.mais-que-perfeito), equivalente à formacomposta “haviam incluído”. Cuidado para não confundir como pretérito perfeito, que apresenta a mesma grafia (incluíram).Na seqüência, por apresentar um fato posterior a um momentopassado, o verbo auxiliar da locução verbal DEVER + HAVERdeve ser conjugada no futuro do pretérito do indicativo:“Percebeu-se, já na luta dos abolicionistas do século XIX, queeles incluíram entre suas metas a integração que deveria haverentre os planos da ética, da economia e do progresso social”.e) O verbo ser, que inicia o período, está no pretéritoimperfeito do indicativo (“Era”), mesmo tempo verbal do verbo"considerar" (“consideravam”). Para destoar, a locução verbalter incluído foi apresentado no PRESENTE. Para corrigir,devemos conjugar esse verbo também para o passado demodo que esteja em harmonia com os demais.É adequada a construção no pretérito mais-que-perfeitocomposto, por se tratar de fato ocorrido anteriormente a outrofato passado: "Era de se espantar que muitos abolicionistas doséculo XIX, que TINHAM INCLUÍDO entre suas metas umprogresso em vários níveis, já consideravam odesenvolvimento sob uma ótica mais complexa do que anossa."Aproveito para desejar uma ótima prova aos que irão prestar oconcurso para Fiscal do Trabalho, no próximo fim de semana.Para não perder o hábito, deixo o pedido: tenham calma nahora da prova e NÃO DEIXEM LÍNGUA PORTUGUESA PARA OFIM, por favor!!!!03/06/2006 - Distinção entre Adjunto Adnominal eComplemento Nominal - parte 2Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  22. 22. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptOlá, pessoalAinda acerca da distinção entre COMPLEMENTO NOMINAL eADJUNTO ADNOMINAL (continuação ao Ponto 33), vamosanalisar outra questão elaborada pela Fundação GetúlioVargas, na prova para Agente Tributário Estadual de MS.Versa sobre uma charge do magnífico argentino Angeli(ADORO a Rê Bordosa!).Infelizmente, meus parcos conhecimentos em Informática meimpossibilitaram de reproduzir aqui o quadrinho (esse é umtrabalho para o Super-João...rs...).Não tem problema nenhum. Se você ainda não leu essa prova,use a sua imaginação a partir de agora...rs....Ela retrata uma família à mesa, com olhares de medo eapreensão (objeto da questão 19 da prova), em volta de umenvelope que representa o salário-mínimo. Acima, os seguintesdizeres atribuídos ao pai: “Tenho medo de abrir! Vai queevapora!”.A questão é:Assinale a alternativa que apresente, respectivamente, acorreta função sintática de medo e de abrir no texto II.(A) adjunto adverbial – objeto indireto(B) predicativo do sujeito – complemento nominal(C) predicativo do sujeito – adjunto adnominal(D) objeto direto – adjunto adnominal(E) objeto direto – complemento nominalAtendendo a pedidos, vamos relembrar as funções sintáticasdos termos na oração.Além dos termos essenciais - sujeito e predicado -, pode haverna oração outros elementos constitutivos: termos integrantes etermos acessórios.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  23. 23. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptOs termos integrantes são os complementos: uns se ligam asubstantivos, adjetivos ou advérbios (complementosnominais); outros se ligam a verbos (complementos verbais),para lhes completar o sentido.Os complementos verbais são: objeto direto, objeto indireto,agente da passiva e os predicativos (do sujeito e do objeto).O complemento nominal vem normalmente ligado por umapreposição a um substantivo abstrato, um adjetivo ou umadvérbio, integrando o seu sentido ou limitando-o.Os termos acessórios trazem informações adicionais, porémdispensáveis, à oração. São eles: o adjunto adverbial, o apostoe o adjunto adnominal.O adjunto adnominal é um termo de valor adjetivo que servepara especificar ou delimitar o significado de um substantivo,qualquer que seja a função deste na oração.No Ponto 33, mostramos algumas formas de identificar se otermo ou expressão exerce a função de complemento nominalou de adjunto adnominal. Quando o termo regente for umsubstantivo abstrato, deve-se analisar o valor que o termoregido apresenta em relação àquele. Se for ativo, a função é deadjunto adnominal (tudo com “a” – substantivo Abstrato comidéia Ativa é Adjunto Adnominal). Se for passivo, écomplemento nominal.Vamos treinar: amor de mãe x amor à mãeEm:1) amor de mãe – a mãe pratica a ação de amar. Por apresentaridéia ativa, a expressão exerce a função de adjunto adnominal;2) amor à mãe – a mãe recebe o amor. Como o valor é passivo,sua função é complemento nominal.Hoje, mostraremos mais algumas formas de distinção.1ª.dica: À exceção da preposição DE (que serve às duasfunções), os complementos introduzidos por qualquer outraFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  24. 24. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptpreposição (a, em, por) será um complemento nominal(chegada ao espaço, resistência em surgir, dedicação ao povo,amor por alguém).2ª.dica: Os complementos que vierem sob a forma verbal sãocomplementos nominais por apresentarem essa idéia passiva.Exemplos:• “osso duro de roer” = a idéia é “duro de ser roído” – idéiapassiva -> complemento nominal• Medo de cair = a idéia é “de sofrer uma queda” – idéia passiva-> complemento nominal• Essa notícia é difícil de acreditar = a idéia é “difícil de seracreditada” – idéia passiva -> complemento nominal.Vamos analisar a questão da prova.O primeiro elemento não deve ter gerado dúvidas. Trata-se deum complemento verbal direto. Assim, a função exercida por“medo”, em “tenho medo” é objeto direto.O segundo elemento liga-se ao primeiro por meio depreposição. O termo regente é medo, um substantivo abstrato.Precisamos definir se a função do termo regido (“de abrir”) éadjunto adnominal ou complemento nominal.Para isso, verificaremos o valor da expressão no contexto:“Tenho medo de abrir! Vai que evapora!”A idéia é: “Tenho medo de que, sendo aberto, evapore” – idéiapassiva (o envelope não vai abrir, mas ser aberto) ->complemento nominal. O gabarito foi letra E.Reconheço que a vontade é grande de indicar a idéia ativa.Afinal, a lógica induz que o sujeito vai abrir o envelope, ou seja,praticar a ação. Essa tendência se justifica pela proximidadecom o verbo de “ter” (ter medo – ação praticada pelo sujeito).Contudo, é preciso fazer a seguinte distinção: o que estárelacionado a “abrir” não é o verbo “ter”, mas a idéia daFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  25. 25. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptabertura – idéia passiva de o envelope ser aberto.Viu por que eu disse, lá no Ponto 33, que esse é um dos pontosmais complicados do estudo da Língua Portuguesa?31/05/2006 - ICMS RONDÔNIAOlá, pessoalPrimeiramente, gostaria de agradecer aos “anjos” que tanto meavisaram da publicação das provas do ICMS/MS pela FGVcomo enviaram os arquivos para mim. Tudo isso, certamente,na esperança de que eu resolva pelo menos algumas daquelas(TERRÍVEIS) questões, certo? Está bem, eu prometo que, namedida do (im)possível, tecerei alguns comentários aqui.Hoje venho resolver com vocês a prova para ICMS Rondônia,aplicada por “não sei qual” banca (gostou dessa? Quemsouber, por favor, avise-me. Eu só recebi os arquivos).Povo do ICMS/SP e ICMS/MS, por favor, essa “passou a frente”porque só havia SEIS questões e HÁ POSSIBILIDADE DERECURSO PARA A QUESTÃO 66.Abraço a todos e bons estudos........................................................................................................................LINGUA PORTUGUESALeia o texto abaixo e responda, em seguida, às questõespropostas.Fatos sociais são criações históricas do povo, que refletemseus costumes, tradições, sentimentos e cultura. A suaelaboração é lenta, imperceptível e feita espontaneamente pelavida social. Costumes diferentes implicam em fatos sociaisdiferentes. Cada povo tem a sua história e seus fatos sociais. ODireito, como fenômeno de adaptação social, não pode formar-se alheio a esses fatos. As normas jurídicas devem achar-seconforme as manifestações do povo. Os fatos sociais, porem,não são as matrizes do Direito. Exercem importante influência,mas o condicionamento não é absoluto. Nem tudo é histórico eFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  26. 26. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptcontingente no Direito. Ele não possui apenas um conteúdonacional, como adverte Del Vecchio. A natureza social dohomem, fontes dos grandes princípios do Direito Natural, deveorientar as “maneiras de agir, de pensar e de sentir do povo” edimensionar todo o jus position. Falhando a sociedade, aoestabelecer fatos sociais contrários à natureza social dohomem, o Direito não deve acompanhá-la no erro. Nestahipótese, o Direito vai superar os fatos existentes, impondo-lhes modificações:(Nader, Paulo. Introdução à ciência do direito. Rio de Janeiro.Forense, 1991.)61 – A tradição gramatical considera inidônea a construçãosintática presente no seguinte trecho do texto:A) Fatos sociais são criações históricas do povo.B) Nem tudo é histórico e contingente no Direito.C) Cada povo tem a sua história e seus fatos sociais.D) Os fatos sociais, porém, não são as matrizes do Direito.E) Costumes diferentes implicam em fatos sociais diferentes.RESPOSTA: ECOMENTÁRIO.O examinador jogou com as palavras no enunciado da questãopara causar a confusão que levou muita gente a marcar umadas opções CORRETAS. Note que o enunciado exige a opçãoERRADA (construção sintática INIDÔNEA).O verbo IMPLICAR, no sentido de ACARRETAR, é, pela normaculta, transitivo DIRETO (não rege a preposição EM).62 – “O Direito, como fenômeno de adaptação social, não podeformar-se alheio a esses fatos.” Dentre as mudanças impostasa essa frase do texto, a que lhe modifica significativamente osentido original é:Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  27. 27. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptA) O Direito não pode formar-se como fenômeno de adaptaçãosocial alheio a esses fatos.B) Como fenômeno de adaptação social, o Direito não se podeformar alheio a esses fatos.C) O Direito, como fenômeno de adaptação social, não se podeformar alheio a semelhantes fatos.D) Enquanto fenômeno de adaptação social, o Direito não podeformar-se arredado desses fatos.E) Não pode o Direito, como fenômeno de adaptação social,conceber-se alheio a esses fatos.RESPOSTA: ACOMENTÁRIO.Note que “como fenômeno de adaptação social* tem valorcausal , equivalente a ‘por ser um fenômeno de adaptação, nãopode formar-se alheio a esses fatos”. Na reescrita, a expressãopassou a exercer função de complemento verbal. Houve,portanto, alteração semântica nessa construção.63 – Há falha de construção quanto ao paralelismo gramaticalem:A) As normas jurídicas devem achar-se conforme asmanifestações do povo.B) Ele não possui apenas um conteúdo nacional , como adverteDel Vecchio.C) Exercem importante influência, mas o condicionamento nãoé absoluto.D) A sua elaboração é lenta, imperceptível e feitaespontaneamente pela vida social.E) Nessa hipótese, o Direito vai superar os fatos existentes,impondo-lhes modificações.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  28. 28. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptRESPOSTA – LETRA DCOMENTÁRIO.A redundância está na relação entre ELABORAÇÃO e FEITA. Oprimeiro vocábulo já carrega o sentido do verbo, o que tornariainadequada a construção.64 – Há erro de conjugação verbal em:A) Nas intervenções, sempre se apunham comentáriosmaliciosos ao meu depoimento.B) Trata-se de uma lei que vigiu na Primeira República e hojerevela-se anacrônica.C) Encontrou-se ontem com a pessoa que delatara à polícia hádois meses.D) Não se pode admitir que o Direito sobresteja o curso dosfatos sociais.E) Disse-me ele que eu às vezes pretiro os limites do bomsenso.RESPOSTA – LETRA BCOMENTÁRIO.O verbo “viger” é defectivo (não possui a 1ª. pessoa dosingular do presente do indicativo) e, nas demais formas, seconjuga como o verbo paradigma BEBER (ele bebeu / elevigeu).A forma “pretiro” (OPÇÃO E), que causou estranheza a muitagente, é a conjugação do verbo PRETERIR (deixar de lado), quese conjuga como seu paradigma PREFERIR – Eu prefiro / eupretiro.65 – Há mau uso do pronome relativo em:A) Era eu o a quem vinham referindo-se como mau gestor dacoisa pública.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  29. 29. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptB) Há sociedades de cujos ditames morais pouco tem ciência omundo contemporâneo.C) É nos fatos sociais, onde está a fonte do Direito, que sebuscam os preceitos legais.D) Nada quanto se diga aqui poderá contribuir para aconstrução de uma nova ordem social.E) As assembléias de parlamentares, às quais presidi em meumandato, sempre foram frutíferas.RESPOSTA: CCOMENTÁRIO.A opção C é o gabarito da prova.Segundo a norma culta, o pronome relativo em análise - ONDE- deve ter como referente algo que se assemelhe a “lugar”(mesmo que de maneira abstrata). Na construção, oantecedente é FATOS, que em nada se parece com lugar. Seriaadequado o emprego de “em que” ou “nos quais”. O “que”após a vírgula faz parte da expressão de realce “É QUE”.A) ESTÁ CORRETO! Quem achou estranho esse “o a quem”não teria visto problema se, em vez do pronome demonstrativo“o”, tivesse sido empregado seu correspondente “aquele”:“Era eu aquele a quem vinham referindo-se como mau gestorda coisa pública". O relativo “quem” está perfeitamenteempregado, uma vez que seu referente é o pronomedemonstrativo "o", que, por sua vez, se refere ao pronome reto“eu”.B) O sujeito da oração adjetiva é O MUNDOCONTEMPORÂNEO. Na ordem direta, e feitas as substituições,a oração seria “O mundo contemporâneo pouco tem ciênciados ditames morais da sociedade". O termo regente “terciência” exige a preposição DE que antecede o pronomerelativo CUJO, corretamente empregado por ligar doissubstantivos relacionados entre si – DITAMES DA SOCIEDADE.D) Perfeito o emprego de “quanto”, uma vez que expressa aFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  30. 30. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptidéia de “quantidade”.E) O pronome relativo AS QUAIS se refere a “assembléias”.Como o verbo exige a preposição “a”, o encontro dapreposição (que se emprega antes do pronome relativo) com“as quais” forma crase e deve receber o acento grave (ÀSQUAIS).66 – No tocante à concordância, há equívoco na redação daseguinte frase:A) São desses fatos sociais que se pode extrair maioresensinamentos no Direito.B) Decerto que aos legisladores não cabe inspirar-seobrigatoriamente nos fatos sociais.C) Duas horas eram o tempo que me restava para opinar sobreas normas jurídicas referidas.D) Impõe-se, pois, ao magistrado tantas questões resolverquantas a ele se oferecerem.E) Não devia haver dúvidas quanto à aplicação das normasjurídicas como instrumento de controle social.RESPOSTA: AEstá CORRETA a estrutura da opção A. Veja o recurso abaixo.Em relação às demais:B) O sujeito do verbo CABER é oracional: “inspirar-seobrigatoriamente nos fatos sociais” - (ISSO) não cabe aoslegisladores. Com sujeito oracional, o verbo se mantém na 3ª.pessoa do singular. Está correta.C) Por pior que possa parecer aos seus ouvidos, aconcordância com o verbo SER pode ser feita com o sujeito(Duas horas) ou com o predicativo do sujeito (TEMPO). Não hádúvidas de que a segunda forma é eufonicamente melhor, masnão se pode afirmar que a primeira esteja EQUIVOCADA.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  31. 31. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptD) Muita gente deve ter assinalado essa opção, imaginandoque o sujeito de IMPOR seria TANTAS QUESTÕES. Cuidado!Essa era a pior questão da prova (e só havia seis questões,hem?). O sujeito é, mais uma vez, oracional. o que se impõe é“RESOLVER TANTAS QUESTÕES QUANTAS A ELE SEOFERECEREM”. Por isso, o verbo está corretamente nosingular.E) O verbo HAVER, no sentido de existência, se mantém na 3ª.pessoa do singular, e essa flexão exige de qualquer auxiliarseu – no caso, o verbo DEVER.RECURSO:Há duas possibilidades de concordância em expressões comoa da opção A, em que o verbo PODER está acompanhado deum verbo no infinitivo e de um pronome apassivador,apresentando, também, um termo no plural.1ª. possibilidade: O verbo PODER faz parte de uma locuçãoverbal, cujo verbo principal é, no caso, EXTRAIR. Por estar emconstrução passiva, cujo sujeito está representado porMAIORES ENSINAMENTOS, o verbo auxiliar PODER irá seflexionar no plural: “São desses fatos sociais que se PODEMextrair maiores ensinamentos no Direito.Essa é a prática mais generalizada, como nos ensinam osmestres Celso Cunha e Lindley Cintra.Contudo, devemos registrar as palavras do professor EvanildoBechara, que apresenta a segunda possibilidade deconstrução:“Quando, porém, o sentido determinar exatamente o sujeitoverdadeiro, a concordância não pode ser arbitrária. Ex: "Quer-se inverter as leis", e nunca "querem-se inverter as leis". Nestecaso, é evidente que o único sujeito possível é INVERTER(João Ribeiro, Gramática Portuguesa, 322).”Assim, a segunda possibilidade seria apresentar, como sujeitoda forma passiva sintética “QUE SE PODE”, a oração reduzidade infinitivo “EXTRAIR MAIORES ENSINAMENTOS” (“PODE-SE/ EXTRAIR MAIORES ENSINAMENTOS”). O sujeito oracionalFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  32. 32. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptmantém o verbo na 3a.pessoa do singular.Por todo o exposto, verifica-se a CORREÇÃO da construçãopresente na opção “A”, apontada inicialmente como o gabaritoda prova.Em virtude de não haver nenhuma opção válida a ser apontadacomo INCORRETA, requer-se sua anulação, atribuindo-se oponto a ela correspondente a todos os candidatos.FONTES BIBLIOGRÁFICAS:CUNHA, Celso e CINTRA, Lindley. Nova Gramática doPortuguês Contemporâneo.3.ed. Ed.Nova Fronteira. 2001.BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 33 ed.Companhia Editora Nacional. 1989.23/05/2006 - DISTINÇÃO ENTRE ADJUNTO ADNOMINAL ECOMPLEMENTO NOMINALPessoal,Fiquei o dia de hoje tentando (em vão) obter a prova doconcurso de ATE e Fiscal do Mato Grosso do Sul, aplicada pelaFundação Getúlio Vargas de SP. Infelizmente, essa banca nãopublica em sua página na internet as provas, somente osgabaritos.Continuo ao aguardo de uma boa alma que encaminhe paramim a prova, mesmo que não tenhamos mais oportunidade depreparar recursos.Um aluno enviou algumas das questões. A mais interessantedelas, na minha opinião, foi a de número 7, que transcrevoabaixo.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  33. 33. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptEla nos dá a oportunidade de rever os conceitos de ADJUNTOADNOMINAL e COMPLEMENTO NOMINAL e perceber adistinção entre essas funções sintáticas, um dos pontos maiscomplicados no estudo da Língua Portuguesa, na opinião demuitos.Então, vamos procurar simplificar as coisas para vocês.7 - As alternativas a seguir desempenham, no texto I, mesmafunção sintática, à exceção de uma assinale-aa ) Até hoje, não surgiu nenhum sistema tão capaz DE FAZER AECONOMIA CRESCER. (ele não indicou a expressão grifada,mas acredito que tenha sido essa em letras maiúsculas.)b) Os trabalhadores têm feito conquistas .... visivelmente nãosentem saudades do tempo em que eram obrigados AJORNADAS DE TRABALHO DE 12 HORAS.c) O individualismo característico dessas confusas camadasintermediárias as torna muito vulneráveis À SEDUÇÃO DASCLASSES DOMINANTESd) Tinham a convicção que estavam na crista de uma onda queos empurrava inexoravelmente para adiante, para promover atransformação DAS RELAÇÕES DE PRODUÇÃO....(idem)Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  34. 34. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pte) Tinham a convicção que estavam na crista de uma onda queos empurrava inexoravelmente para adiante, para promover atransformação das relações de produção e o crescimento DASFORÇAS PRODUTIVAS.Gabarito - EEstão em pauta as seguintes funções sintáticas.- COMPLEMENTO NOMINAL – função exercida por uma palavraou uma expressão que complementa um ADJETIVO, umADVÉRBIO ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO- ADJUNTO ADNOMINAL – neste caso, a palavra ou aexpressão complementa um SUBSTANTIVO CONCRETO ou umSUBSTANTIVO ABSTRATOVocê deve ter notado que o SUBSTANTIVO ABSTRATOaparece nas duas funções, não é mesmo? Como sediferenciam, então? A partir da idéia que o complementoapresenta em relação ao termo regente.Se a idéia for ATIVA, é ADJUNTO ADNOMINAL (bisu: tudo coma letra "A" - substantivo Abstrato com idéia Ativa é AdjuntoAdnominal)Se a idéia for passiva, é complemento nominal (memorize porexclusão em relação ao outro).Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  35. 35. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptA partir de exemplos, tudo fica mais fácil. Veja só:1) a construção do arquiteto - "Construção" é um substantivoabstrato. Vamos analisar a função do complemento: o arquitetoconstrói ou é construído? Constrói. Então ele pratica a ação. Aidéia é ATIVA. Logo, a expressão "do arquiteto" exerce afunção sintática de ADJUNTO ADNOMINAL.2) a construção do prédio - O prédio constrói ou é construído?É construído. Sofre a ação verbal. Então a idéia é passiva.Logo, sua função sintática é COMPLEMENTO NOMINAL.Então, vamos complementar a definição:- COMPLEMENTO NOMINAL - complementa um ADJETIVO, umADVÉRBIO ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO com idéiaPASSIVA.- ADJUNTO ADNOMINAL - complementa um SUBSTANTIVOCONCRETO ou um SUBSTANTIVO ABSTRATO com idéiaATIVA (tudo com a letra A)Voltemos, agora, à questão para analisarmos cada uma dasopções:a) Até hoje, não surgiu nenhum sistema tão capaz DE FAZERFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  36. 36. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptCRESCER A ECONOMIA.CAPAZ é um adjetivo. Logo, "de fazer crescer a economia"exerce a função de complemento nominal.b) Os trabalhadores têm feito conquistas .... visivelmente nãosentem saudades do tempo em que eram obrigados AJORNADAS DE TRABALHO DE 12 HORAS.OBRIGADOS é um adjetivo. Logo, "a jornadas de trabalho de 12horas" é complemento nominal.c) O individualismo característico dessas confusas camadasintermediárias as torna muito vulneráveis À SEDUÇÃO DASCLASSES DOMINANTESVULNERÁVEIS é um adjetivo. Assim, o que está grifado écomplemento nominal.d) Tinham a convicção que estavam na crista de uma onda queos empurrava inexoravelmente para adiante, para promover atransformação DAS RELAÇÕES DE PRODUÇÃO....TRANSFORMAÇÃO é um substantivo abstrato (oba! vamostestar nossos conhecimentos!). Temos de analisar se ocomplemento apresenta idéia passiva ou ativa. Em "parapromover a transformação das relações de produção", ocomplemento "relações de produção" transformam ou sãotransformadas? Elas são transformadas. Então a idéia éFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  37. 37. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptpassiva. Com idéia passiva, o termo exerce a função decomplemento nominal.e) Tinham a convicção que estavam na crista de uma onda queos empurrava inexoravelmente para adiante, para promover atransformação das relações de produção e o crescimento DASFORÇAS PRODUTIVAS.CRESCIMENTO é também um substantivo abstrato (beleza!).Em "o crescimento DAS FORÇAS PRODUTIVAS", FORÇASPRODUTIVAS irão crescer. Assim, a idéia é ATIVA. Então, esseelemento exerce a função sintática de ADJUNTO ADNOMINAL.É A ÚNICA QUE SE DIFERENCIA DAS DEMAIS. Esse é ogabarito......................................................................................................................Fica, então, o pedido: quem puder, por favor, encaminhe paraesta professora (claudia@pontodosconcursos.com.br) asprovas a que, infelizmente, não tivemos acesso.Grande abraço e bons estudos.19/05/2006 - Prova Auditor Fiscal da Paraíba - Fundação CarlosChagasPrezados alunos,Vimos apresentar uma argumentação para subsidiar recurso aser apresentado contra o gabarito da questão 4 da prova "Tipo001" para o cargo de Auditor Fiscal da Paraíba, aplicada pelaFundação Carlos Chagas no último fim de semana.A questão em comento tratava das funções da linguagem.Primeiramente, apresentamos o assunto para, mais adiante,Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  38. 38. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptsugerir o recurso. Afinal, melhor do que dar o peixe é ensinar apescar, já nos ensinava Paulo Freire, não é mesmo?Funções da Linguagem:Na comunicação, com o objetivo de transmitir uma mensagem,a linguagem empregada pelo emissor pode ter as seguintesfunções, de ocorrência simultânea ou exclusiva no texto:• Função Conativa• Função Emotiva• Função Fática• Função Poética• Função Referencial• Função MetalingüísticaFunção ConativaNessa linguagem, o emissor dirige-se diretamente ao receptorda mensagem com persuasão, no intuito de convencê-lo emrelação a algo (conceito ou prática de uma ação). Essa funçãoé comum em linguagem publicitária e tem como característicao emprego do verbo no Imperativo, como "Ligue agora econcorra a prêmios".Não confunda com o sentido conotativo, que é o emprego delinguagem figurada, a se contrapor ao sentido denotativo, queé o sentido literal das palavras. Veja o emprego da palavra“flor” nas duas orações – (1) “É linda essa flor”; (2) “Sua filha éuma flor.”. Em (1), a palavra foi usada em seu significadooriginário – DENOTATIVO, com “d” de “dicionário”. Já em (2),“flor” significa uma pessoa boa, gentil, fora de seu sentidoprimeiro, que é o vegetal. Por isso, foi usada em sentidoconotativo.Função EmotivaCentrada basicamente nas emoções do emissor, essaFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  39. 39. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptlinguagem se utiliza bastante das primeiras pessoas (nós/eu) eemite opiniões ou sensações a respeito de algum tema oupessoa. Também pode ser denominada “função expressiva”. Émuito comum em textos informais e/ou críticos.Função FáticaUm bom exemplo são os textos publicados pelos professoresdo Ponto. Também será visto mais adiante um desses casos,quando falarmos sobre a função metalingüística.Ela ocorre quando o emissor (no caso, eu) utiliza o canal decomunicação (a matéria) para entrar em contato com o receptor(você, leitor), com perguntas como “não é mesmo”, “viu só?”,etc.Função PoéticaA partir do emprego de recursos de retórica, noções demétrica, rima, ordenação das palavras, dentre outroselementos, é a linguagem das obras literárias, principalmentedas poesias, em que as palavras são escolhidas e dispostas demaneira a se tornarem singulares.Função ReferencialTambém chamada de informativa ou denotativa, o objetivodessa linguagem é transmitir a informação objetivamente. Essalinguagem é muito usada em textos científicos ou jornalísticos.Função MetalingüísticaMetalinguagem é a propriedade que tem a língua de voltar-separa si mesma.Tema (conteúdo) e instrumento (forma) mesclam-se,interpenetram-se, e o saldo dessa "confusão" é,paradoxalmente, o distanciamento, que evita que o leitor osconfunda.Ocorre quando principalmente em linguagem artística: música,literatura, gravura. A partir dos exemplos, é mais bemcompreendida essa linguagem.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  40. 40. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptAo compor “As canções que você fez para mim”,brilhantemente interpretada por Maria Betânia, os autoresRoberto Carlos e Erasmo Carlos confundem o ato de comporcom a composição: “Hoje eu ouço as canções que você faz pramim/ Não sei porque razão tudo mudou assim / Ficaram ascanções e você não ficou.”Outro bom exemplo dessa função verifica-se no filme “Queroser John Malkovich”, estrelado por quem? John Malkovich. Ouno filme de Woody Allen, “Rosa Púrpura do Cairo”, em que otítulo do filme de Allen é exatamente o título do filme retratadona tela. Na película, a protagonista (Mia Farrow) é umaespectadora que, de tanto ir ao cinema, acaba sendo convidadapelo protagonista (um arqueólogo, se não me engano) aparticipar, e dá-se a cena clássica em que ela sobe ao palco einvade a tela de cinema. Notou a confusão entre tema einstrumento?A linguagem metalingüística, portanto, é a utilização do códigopara falar dele mesmo: uma pessoa falando do ato de falar,outra escrevendo sobre o ato de escrever.::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::É com base nessas duas últimas acepções que constatamos oequívoco do examinador em indicar a opção “a” como correta.Na metalinguagem, temos "o código pelo código". SamiraChalhub nos esclarece que as possibilidades de organização,criação, relação estão ligadas à noção de repertório quedeterminará, em função do receptor, uma postura face aoobjeto artístico. A autora, ao abordar a metalinguagem poética,também faz referência a intertextualidade e entende que amesma é uma forma de metalinguagem, uma vez que se referea uma linguagem anterior.Contudo, o texto em questão não explora esse conceito deintertextualidade. Trata-se de um texto jornalístico que nãoapresenta elementos para que se afirme o uso demetalinguagem.Observa-se, sim, o emprego de linguagem referencial. Estaocorre quando o tema (referente) é posto em destaque. O textoFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  41. 41. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pthá de ser objetivo e claro, sem margem a duplas interpretaçõesou ambigüidades e uma de suas características é o emprego da3ª pessoa.Em passagens como “Os números do relatório da CPI dedicadaoriginalmente aos Correios são expressivos, dos milhares depáginas de texto e documentos aos mais de cem acusados.”,nota-se o valor narrativo do texto.Já em metáforas como “Um oceano nos separa do resultadoconcreto” ou “...cabe esperar pela travessia do oceano e torcerpara que chegue a um bom porto”, o autor busca, comelementos figurativos, expor os fatos ao leitor, ou seja, adistância que há entre a apuração dos fatos (meio) e ojulgamento (fim).Nota-se, também, a função emotiva da linguagem,especialmente nas passagens em que o autor expõe sua visãocrítica acerca do assunto, como em “Há abusos. Sãolamentáveis, mas inerentes à vida parlamentar, no Brasil e emqualquer país onde haja comissões parlamentares.”.O que invalida a opção “b” é o fato de afirmar que são criadasambigüidades. Nem mesmo quando expõe a duplapossibilidade de interpretação da palavra “comissão”, o autordeixa transparecer qualquer ambigüidade. Ao contrário. Tornaclaro cada um dos significados que o vocábulo podeapresentar: "Comissão", além do significado mercantil(depreciativo, no caso do Parlamento), do dinheiro pago emremuneração de serviço, é também o do grupamentoencarregado de realizar tarefa de interesse comum.”.Não há qualquer sinal de emprego da linguagemmetalingüística ou de ambigüidade no texto, o que leva àimpossibilidade de se indicar qualquer alternativa válida.Diante do exposto, é válida a apresentação de recurso comvistas à anulação da referida questão, atribuindo-se o ponto aela correspondente a todos os candidatos.Bibliografia sugerida:Chalhub, Samira.Funções da Linguagem. Ed.Ática. 11ª edição,2000.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  42. 42. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pt----. Metalinguagem. Ed.Ática. 4ª edição, 2002.1/05/2006 - QUESTÃO 9 DA PROVA TCE/PROlá, bravos concursandosAntes de entrarmos no assunto que me traz aqui hoje, venhoavisar aos candidatos que se preparam para o concurso deFiscal do Trabalho que está em andamento a Turma deExercícios da ESAF, e ainda há tempo de se matricular, fazeros exercícios (questões anteriores) e participar do fórum.Mesmo após a publicação da Aula 10, estaremos à disposiçãopara tirar dúvidas, prestar esclarecimentos ou bater um papo,ouvir um desabafo... Ou seja, até a data da prova, o fórum e asaulas permanecerão ativos.Lembrem-se de que Língua Portuguesa é a única disciplina queexige uma nota mínima isolada – 40% da vinte questões (estoupuxando a brasa mesmo, pois sei o quanto é ruim “bater natrave”). Parece pouco, mas, em se tratando de ESAF, sabemosque a prática e o domínio do tempo são fatores cruciais para aaprovação do candidato. Por isso, fazer provas anteriores é tãoimportante.Dado o recado, vamos ao que interessa.Nesse último fim de semana, houve o concurso para o Tribunalde Contas do Estado do Paraná. A instituição responsável pelocertame foi o Núcleo de Concursos da Universidade Federal doParaná – NC/UFPR.Não conhecia a banca e tive uma grata surpresa: o nível daprova foi muito bom, merecendo destaque especial a questãon° 09 da prova para Assessor Jurídico(http://www.nc.ufpr.br/tce2006/).Alguns candidatos solicitaram a elaboração de recurso sob oargumento de que não encontraram resposta válida.No entanto, foi uma questão correta, bem-feita e “maldosa”,pois exigia do candidato bastante atenção, especialmente noque se refere à classificação morfológica (classe gramatical)das palavras envolvidas.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  43. 43. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptA partir da análise morfológica, podemos fazer a análisesintática (função das palavras nas orações e períodos e suaharmonização com as demais).Vamos relembrar o assunto, mencionado em nosso primeiroencontro “virtual”.As palavras são divididas em classes. Essas, por sua vez,distinguem-se em variáveis e invariáveis:VARIÁVEIS (gênero e/ou número) INVARIÁVEISSubstantivo AdvérbioAdjetivo Palavra invariável (*)Artigo ConjunçãoPronome PreposiçãoVerbo InterjeiçãoNumeralOBS: (*) A Nomenclatura Geral Brasileira (NGB) a classificacomo advérbio, mas alguns consagrados autores fazem essadistinção.Essa classificação é meramente didática. Poderemos nosdeparar com um pronome invariável (ISTO / AQUILO / QUEM),mas como exceção. Em sua maioria esmagadora, os pronomesse flexionam, por isso foram classificados como “variáveis”. Omesmo ocorre com os adjetivos. Mas, enquanto os adjetivospodem se flexionar (em gênero e/ou número), os advérbiosFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  44. 44. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptpermanecem invariáveis.Grosso modo, esse era o cerne da questão. Tente resolvê-laantes de ler os comentários que seguem.O texto a seguir é referência para as questões 07 a 09.“De todos os processos analisados por este conselho atéagora, a materialidade dos fatos atribuídos ao representado é amais indiscutível, incontroversa, incontestável eindubitavelmente comprovada.”(Declaração de Cezar Schirmer sobre relatório que pediu acassação do deputado João Paulo Cunha por envolvimentocom o mensalão. Revista Veja, 15 mar. 2006.)09 - Se, na frase de Schirmer, a expressão “a materialidade dosfatos” for substituída por “os fatos”, serão necessários ajustesna concordância nominal e/ou verbal. Aponte a alternativa emque esses ajustes foram feitos corretamente.a) ...os fatos atribuídos ao representado são o maisindiscutível, incontroverso, incontestáveis e indubitavelmentecomprovados.b) ...os fatos atribuídos ao representado são o maisindiscutível, incontroversa, incontestável e indubitavelmentecomprovado.c) ...os fatos atribuídos ao representado são os maisindiscutível, incontroversa, incontestável e indubitavelmentecomprovados.d) ...os fatos atribuídos ao representado são a maisindiscutível, incontroversa, incontestável e indubitavelmentecomprovada.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  45. 45. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pte) ...os fatos atribuídos ao representado são os maisindiscutíveis, incontroversos, incontestável e indubitavelmentecomprovado.Para começar a resolver a questão, o candidato já deveriaeliminar as opções em que o adjetivo “comprovado” nãoconcorda com o substantivo “fatos” (b/d/e).A partir daí, começa a “via crucis” do pobre estudante.Os vocábulos "indiscutível, incontroversa, incontestável eindubitavelmente" são ADVÉRBIOS.Os advérbios são palavras INVARIÁVEIS (veja a tabela) quemodificam o sentido de verbos (“Ela dirige mal.”), adjetivos(“Ela é muito alta.”), outros advérbios (“Ela dirige muito mal”),ou mesmo sentenças inteiras ou enunciações (“Infelizmente,não pude comparecer.”).Na oração, os advérbios acompanham o adjetivo"comprovada".Acontece que, na construção oracional, a fim de evitar odefeito denominado “eco”, somente o último deles éacompanhado do sufixo “–mente”, mantendo-se os demaissomente com a “base”.A característica desses advérbios é que eles se constroem apartir da forma FEMININA E SINGULAR dos adjetivoscorrespondentes (quando estes apresentam essa flexão): “Elasaiu do lugar CALMAMENTE.” (CALMA + MENTE); “Ele dirigeseu carro CUIDADOSAMENTE.” (CUIDADOSA + MENTE); “Épreciso viver cada minuto INTENSAMENTE.” (INTENSA +MENTE).Acrescente o sufixo “mente” a cada um dos vocábulos econstatará que o que está grafado na opção C é exatamente oque resta após a extração do "mente" (indiscutivelmente /incontroversamente / incontestavelmente).Sabe onde está a maldade da questão?Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  46. 46. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptEstá em levar os candidatos a pensar que “indiscutível,incontroversa e incontestável” seriam, na construção,adjetivos flexionados, em gênero e número, com“materialidade” - o núcleo do sujeito (coincidentemente,FEMININO E SINGULAR).Ao sugerir a troca de “materialidade dos fatos” (núcleo:materialidade) por “fatos”, o examinador proferiu o “golpe demisericórdia”: o candidato, automaticamente, iria buscar aflexão daqueles vocábulos no masculino plural (indiscutíveis,incontroversos, incontestáveis) e NÃO ENCONTRARIARESPOSTA. A banca poderia ter sido mais cruel ainda e, emuma das opções, apresentar a forma flexionada (os fatosatribuídos ao representado são os mais indiscutíveis,incontroversos, incontestáveis e indubitavelmentecomprovados), mas, com isso, provocaria a polêmica emrelação à classificação desses vocábulos, ensejando, assim,um sem-número de recursos.A posposição dos advérbios em relação ao adjetivo deixa claroo valor circunstancial desses elementos. Note: “...os fatosatribuídos ao representado são os mais comprovadosindiscutível, incontroversa, incontestável e indubitavelmente.”.Assim, a opção que apresenta a correta construção após atroca é a de letra C: ...os fatos atribuídos ao representado sãoos mais indiscutível, incontroversa, incontestável eindubitavelmente comprovados.Belíssima questão essa, não é?Espero que as demais bancas examinadoras tenham essemesmo esmero ao elaborar as provas que vêm por aí (recadoespecialmente dedicado à Dona ESAF).Abraço.05/05/2006 - ICMS/SP - Outro recurso - questão 16 - Prova TIPO001Olá, pessoalFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  47. 47. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptUm aluno encaminhou-me este recurso (cuja autoriadesconheço).Realmente, tem razão o candidato que o apresentou, uma vezque não há erro algum na afirmação da opção D.Em relação às aspas, acredito que, dado o valor subjetivo deseu emprego, não há como afirmar categoricamente que aassertiva C esteja errada.Contudo, certo está que a opção D não apresenta erro algum.Por exercer na oração a função sintática de aposto, osegmento poderia ser indicado entre vírgulas, travessões ouparênteses.Assim, fica a critério de cada um solicitar a anulação daquestão 16 (prova tipo 001) ou a mudança do gabarito para aletra C (como propôs o candidato).Obrigada pela colaboração e parabéns ao autor pelaargumentação apresentada.Segue, abaixo, a proposta de recurso.Abraço.p.s. Fui informada, há pouco, de que a autoria do recursoabaixo é do Prof.Décio Senna (RJ). Parabéns ao professor pelaargumentação.RECURSO DE QUESTÃOPROVA PARA FISCAL DE ICMS-SPBANCA: FUNDAÇÃO CARLOS CHAGASQUESTÃO Nº 16Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  48. 48. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptTRANSCRIÇÃO DA QUESTÃO:A única afirmação INCORRETA sobre os sinais de pontuaçãoempregados no texto é:a) Os dois pontos após vice-versa: (linha 4) anunciam umesclarecimento acerca doque foi enunciado.b) Os parênteses em (ou até inventamos) – linhas 5 e 6 –incluem comentárioconsiderado um viés do que se afirma.c) As aspas em “nossos” (linha 10) firmam o caráter irônico daexpressão, exigindoque se entenda o enunciado em sentido contrário (trata-se,assim, de “tempos quenos são estranhos”).d) Os travessões em – este pátio comum ... compartilhado –(linhas 23 a 25) isolamuma apreciação acerca do Mediterrâneo e são equivalentes avírgulas.e) A vírgula antes de não costeando (linha 22) pode sersubstituída, sem prejuízo dacorreção, por travessão.ARGUMENTOS:Permitimo-nos, respeitosamente, discordar da interpretaçãosugerida pela bancaexaminadora para o emprego das aspas empregada novocábulo “nossos”.Para mostrarmos a razão de nossa discordância, passamos aFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  49. 49. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pttranscrever ofragmento textual em que se encontra tal vocábulo, ou seja, oprimeiro parágrafo dotexto relativo às questões de números 12 a 20:Quando começa a modernidade? A escolha de uma data ou deum evento não éindiferente. O momento que elegemos como origináriodepende certamente da idéia denós mesmos que preferimos, hoje, contemplar. E vice-versa: avisão de nossopresente decide das origens que confessamos (ou atéinventamos). Assim acontececom as histórias de nossas vidas que contamos para osamigos e para o espelho: osinícios estão sempre em função da imagem de nós mesmos deque gostamos e quequeremos divulgar. As coisas funcionam do mesmo jeito paraos tempos queconsideramos “nossos”, ou seja, para a modernidade.O desenvolvimento da textualidade deixa-nos perceber que aindicação de umacontecimento, com respeito a seu início, está condicionada,mais que tudo, à nossaapreciação pessoal, subjetiva e, por isso mesmo, passível denão ser exata. Destemodo, um tempo que julgamos nosso pode perfeitamente nãoo ser. Entendemos queas aspas postas no vocábulo “nosso” pretendem mostrar queFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  50. 50. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pto vocábulo deve serentendido como portador de significado que se afasta daliteralidade. Como que a nosindicar que não há, efetivamente, um tempo que seja nosso,uma vez que talnomeação resulta de critérios, antes de tudo, personalísticos.Não vemos, como viu adouta Banca Examinadora, indicação de “tempos que nos sãoestranhos”.De qualquer modo, a afirmativa está impregnada dosubjetivismo de quem a avalia.Não fazemos destas percepções discordantes nosso cavalo-de-batalha. Move-nos, istosim, uma imprópria indicação acerca do emprego do duplotravessão citado naalternativa “d” da questão.Para desenvolvermos nossa argumentação sobre esteemprego, transcrevemos ofragmento textual em que surge, vale dizer, o segundoparágrafo do mesmo texto doqual extraímos a passagem relativa ao emprego das aspas em“nossos”:Bem antes que tentassem me comover de que a data denascimento damodernidade era um espirro cartesiano (...), quando era rapaz,se ensinava que amodernidade começou em outubro de 1492. Nos livros daescola, o primeiro capítuloFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  51. 51. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptdos tempos modernos eram e são as grandes explorações.Entre elas, a viagem deColombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saaraadentro ou intermináveiscaravanas por montes e desertos até a China de nada valiamcomparadas com aaventura do genovês. Precisa ler “Mediterrâneo” de FernandBraudel para conceber oalcance simbólico do pulo além de Gilbratar, não costeando,mas reto para frente.Precisa, em outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo – estepátio comum navegávele navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado– para entender por quea viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáforado fim do mundofechado, do abandono da casa materna e paterna.Fixemo-nos, agora, no emprego dos travessões que isolam ofragmento “este pátiocomum navegável e navegado por milênios, espécie de úterovital compartilhado”.Trata-se de fragmento revestido de valor explicativo para osintagma “o marMediterrâneo”. Podemos observar que está representado porduas afirmativas cujosnúcleos repousam, respectivamente, no substantivo “pátio” eno grupo de valorsubstantivo “espécie de útero”: “este pátio comum navegável enavegado porFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  52. 52. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptmilênios” e “espécie de útero vital compartilhado”. Na verdade,apesar de serem doisgrupos vocabulares, desempenham um único papel naestrutura da oração, já que seentrelaçam, sendo “espécie de útero vital compartilhado” comoque uma ratificação doque antes se afirmou com “este pátio comum navegável enavegado por milênios”. Ofragmento inteiro (“este pátio comum navegável e navegadopor milênios, espécie deútero vital compartilhado”) desempenha, assim, papelmorfossintático de aposto e,desta forma, nenhum prejuízo adviria ao texto, caso ostravessões fossem substituídospor um par de vírgulas, como está sugerido na alternativa “d”.Na verdade, o empregode travessões deve-se ao interesse de o redator pôr em relevoestilístico – dada amenor freqüência com que tais sinais surgem, no confrontocom as vírgulas – o apostomencionado.A afirmativa contida na alternativa “d” está CORRETA e, destemodo, não satisfazao enunciado da questão.Não será procedente o argumento de que tal aposto fazmenção ao núcleo dosintagma “o mar Mediterrâneo”, uma vez que a menção “isolamuma apreciaçãoFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  53. 53. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptacerca do Mediterrâneo” permite que se subentenda, combastante facilidade, ovocábulo “mar”.CONCLUSÃO:Do exposto, chegou-se à conclusão de que a afirmativa contidana alternativa “d” dapresente questão, na verdade seu gabarito, como disposto pelaBanca Examinadora,não padecia de qualquer erro. Assim sendo, não há como seaceitar este gabarito.Dado o grau de subjetividade de que se reveste aargumentação contida para oemprego das aspas no vocábulo “nossos” – alternativa “c” –,embora estejamosconvictos de nossa interpretação para tal emprego, poderáhaver relutância emadotar-se como resposta da presente questão esta alternativa,o que seria,evidentemente, a melhor solução. No entanto, ainda que nãoconcorde conosco, aeminente Banca Examinadora não terá como ignorar a validadedos argumentos queenvolvem a questão do emprego do duplo travessão, e, nestecaso, providenciará aanulação da questão em tela.Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  54. 54. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pt04/05/2006 - ICMS/SP - RECURSO À QUESTÃO 3 - PROVA TIPO001Pessoal,Nos próximos dias, traçarei algumas considerações sobre aprova de Língua Portuguesa do concurso realizado pelaFundação Carlos Chagas – Agente Fiscal de SP.Por enquanto, publico um possível recurso à questão 3 daprova Tipo 001.Cá entre nós, mas que questãozinha safada essa, hem? Erapreciso ser médium (ou qualquer coisa parecida) paraadivinhar o que o examinador queria dizer no enunciado (e nãodisse!).Diante da total falta de opções, alguns devem ter acertado(provavelmente no chute). Por isso, vamos exigir maiorrespeito a todos, professores e concursandos, que, após tantadedicação, têm o direito de mostrar o seu conhecimento, e nãoo seu fôlego (prova longa e cansativa) ou a sua mira.Já deixo registrado que essa banca é muito intransigente (atémais do que a ESAF) e só anula uma questão quando não há amínima possibilidade de defendê-la.De qualquer forma, vamos tentar!Agora, só me resta desejar bom descanso (aos que estão naluta pelas vagas) e bons estudos (aos que, infelizmente, nãotiveram a mesma sorte).PORTUGUÊSInstruções: As questões de números 1 a 11 referem-se ao textoabaixo.A educação é uma função tão natural e universal dacomunidade humana que, pela própria evidência, leva muitotempo a atingir a plena consciência daqueles que a recebem eFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  55. 55. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptpraticam, sendo, por isso, relativamente tardio o seu primeirovestígio na tradição literária. O seu conteúdo,aproximadamente o mesmo em todos os povos, é ao mesmotempo moral e prático. Também entre os Gregos foi assim.Reveste, em parte, a forma de mandamentos, como honrar osdeuses, honrar pai e mãe, respeitar os estrangeiros; consiste,por outro lado, numa série de preceitos sobre a moralidadeexterna e em regras de prudência para a vida, transmitidasoralmente pelos séculos afora; e apresenta-se ainda comocomunicação de conhecimentos e aptidões profissionais a cujoconjunto, na medida em que é transmissível, os Gregos deramo nome de techné. Os preceitos elementares do procedimentocorreto para com os deuses, os pais e os estranhos foram maistarde incorporados à lei escrita dos Estados. E o rico tesouroda sabedoria popular, mesclado de regras primitivas deconduta e preceitos de prudência enraizados em superstiçõespopulares, chegava pela primeira vez à luz do dia, através deuma antiqüíssima tradição oral, na poesia rural gnômica deHesíodo. As regras das artes e ofícios resistiam naturalmente,em virtude da sua própria natureza, à exposição escrita dosseus segredos, como esclarece, no que se refere à profissãomédica, a coleção dos escritos hipocráticos.Da educação, neste sentido, distingue-se a formação doHomem por meio da criação de um tipo ideal intimamentecoerente e claramente definido. Essa formação não é possívelsem se oferecer ao espírito uma imagem do homem tal comoele deve ser. A utilidade lhe é indiferente ou, pelo menos, nãoessencial. O que é fundamental nela é o kalón, isto é, a beleza,no sentido normativo da imagem desejada, do ideal. Aformação manifesta-se na forma integral do Homem, na suaconduta e comportamento exterior e na sua atitude interior.Nem uma nem outra nasceram do acaso, mas são antesprodutos de uma disciplina consciente. Já Platão a comparouao adestramento de cães de raça. A princípio, esseadestramento limitava-se a uma reduzida classe social, anobreza.Obs: gnômico = sentencioso(Adaptado de Werner Jaeger, Paidéia: a formação do homemgrego. Trad. Artur M. Parreira, 4.ed., São Paulo: Martins Fontes,2001, p. 23-24)Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  56. 56. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pt3. A expressão a cujo conjunto os gregos deram o nome detechné está corretamente reformulada, mantendo o sentidooriginal, em:(A) de cujo conjunto se sabe o nome, a que os gregos deramde “techné”.(B) do qual conjunto foi nomeado, pelos gregos, como“techné”.(C) que, pelo conjunto, os gregos mencionaram por “techné”.(D) pelo conjunto dos quais os gregos nominaram de “techné”.(E)) o conjunto dos quais recebeu dos gregos o nome de“techné”.Gabarito oficial: EA fim de subsidiar a argumentação que se segue, abaixo serátranscrito o período em que a expressão objeto da questão 3surge no texto.“e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentos eaptidões profissionais a cujo conjunto, na medida em que étransmissível, os Gregos deram o nome de techné.”As orações que compõem o período são:1) e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentose aptidões profissionais – oração sindética coordenada aditivaem relação a outra oração anterior (não reproduzido)2) a cujo conjunto os Gregos deram o nome de techné – oraçãosubordinada adjetiva restritiva, que apresenta como referente aexpressão “conhecimentos e aptidões profissionais”Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  57. 57. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pt3) na medida em que é transmissível – oração subordinadaadverbial causalPara solucionar essa questão, basta-nos analisar as orações 1e 2.O gabarito oficial, antes dos recursos, aponta a opção E comoa correta, indicando ser o seguinte segmento aquele que, semprejuízo de alteração do sentido, apresenta a formacorretamente reformulada do trecho em epígrafe: “o conjuntodos quais recebeu dos gregos o nome de `techné`.”O texto, após tal reformulação, seria, então:“... e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentose aptidões profissionais o conjunto dos quais recebeu dosgregos o nome de `techné`.”Na lição de Celso Cunha e Lindley Cintra, em Nova Gramáticado Português Contemporâneo, “pronomes relativos são assimchamados porque se referem, de regra geral, a um termoanterior – o ANTECEDENTE. (...) Os pronomes relativosassumem um duplo papel no período por representarem umdeterminado antecedente e servirem de elo subordinante daoração que iniciam”.Em relação ao pronome relativo “cujo”, ensinam-nos osmestres: “Cujo é, a um tempo, RELATIVO e POSSESSIVO,equivalente pelo sentido a ‘do qual’, ‘de quem’, ‘de que’.Emprega-se apenas como pronome adjetivo e concorda com acoisa possuída em gênero e número.” (grifos não do original).Esse pronome estabelece uma ligação entre dois substantivosque apresentam uma relação de subordinação (a que osautores chamam de “posse”), como no exemplo da questão emanálise: “o conjunto de conhecimentos e aptidõesprofissionais”.Na opção E, substituiu-se o pronome “cujo” pelo “dos quais”.Em relação aos pronomes, não há dúvidas de que sãoFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  58. 58. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptequivalentes semanticamente.Contudo, essa afirmação aplica-se somente ao SENTIDO DOPRONOME, sem se levar em conta o contexto em que seapresenta, ou seja, ambos têm o mesmo valor mas não podeum ocupar o lugar do outro, acarretando, em virtude do seuemprego indevido, prejuízo à coerência e correção gramaticaldo período.Essa ausência de conformidade gramatical se reforça a partirda lição de Evanildo Bechara, em Lições de Português pelaAnálise Sintática, a seguir transcrita: “O qual – e flexões queconcordam em gênero e número com o antecedente – substituio ‘que’ e dá à expressão mais ênfase” (grifos nossos).Não há respaldo gramatical para a substituição do pronomerelativo “cujo” por “o qual”. Este último somente pode ocuparo espaço do relativo "que”.Assim, a opção E não pode ser considerada como correta.Por estarem as demais opções igualmente inválidas, REQUER-SE A ANULAÇÃO DA QUESTÁO 3, atribuindo-se o ponto a elacorrespondente a todos os candidatos.Fontes que embasam o recurso:Cunha, Celso & Cintra, Lindley. Nova Gramática do PortuguêsContemporâneo, 3ª.ed.- Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa, 33ª.ed.-São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1989.------. Lições de Português pela Análise Sintática, 16ª.ed. – Riode Janeiro: Editora Lucerna, 2000.28/04/2006 - ICMS/SP - PROVA COMENTADA DE PORTUGUËSDO ÚLTIMO CONCURSO DA FCCOlá, pessoalFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  59. 59. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptComo sei que muita gente costuma deixar o pobrezinho doPortuguês para a última hora (isso quando não o deixa de ladomesmo), venho hoje trazer um presentinho aos que irão prestaro concurso ICMS/SP: comentários à prova de LínguaPortuguesa do concurso mais recente realizado pela FundaçãoCarlos Chagas – Banco do Brasil.Os que tiveram a oportunidade de fazer a turma de exercícios,verão muitos dos casos comentados em aula e confirmarão areincidência das questões de prova.Aos que não a fizeram e nem, ao menos, deram uma “lidinharápida” no material de que dispõem, aproveito a oportunidadepara avisar (olha que quem avisa amigo é!!!): serão 40questões na prova de Língua Portuguesa. Por isso, nãomenosprezem essa disciplina e não a deixem para o últimomomento da prova.Espero que estes comentários venham a auxiliar, mais umavez, na preparação de todos vocês para a prova que seráaplicada no próximo fim de semana.Bons estudos e boa prova!Claudia Kozlowski...............................................................................................................CONHECIMENTOS GERAISAtenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao textoseguinte.O funcionário e as paixõesQuem não leu que leia o romance O amanuense Belmiro, domineiro Cyro dos Anjos. Escrito há cerca de setenta anos,conserva a capacidade de atualização das páginas escritascom arte e verdade. Tem no título uma palavra hoje em desuso– amanuense – que o dicionário esclarece: “escrevente;funcionário de repartição pública que fazia cópias, registros ecuidava da correspondência”. Notaram o tempo dos verbos?Fonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  60. 60. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.pt“Fazia”, “cuidava”... Coisas já do passado. Mas então, qual aatualidade desse livro?Creio que qualquer funcionário público de hoje, por modestaque seja sua função (ou talvez por isso mesmo), saberáencontrar no romance um tema de interesse permanente: oabismo que costuma se instalar entre a nossa rotina detrabalho e as paixões que alimentamos secretamente. Aprevisibilidade do cotidiano nos arremessa para os altossonhos.O sonho desse amanuense Belmiro vem registrado edesenvolvido em seu diário pessoal, que é a forma pela qual oromance se apresenta: anotações metódicas, datadas, em queo funcionário fala do que lhe ocorreu na repartição, ou na rua,ou nos encontros com os amigos. Mas fala também de seuamor por Carmélia, moça que lhe é inacessível, que ele idealizaa não mais poder, fazendo dela o mito de sua vida. O leitor doromance acompanha nas páginas do diário esse ir e vir entre osonho e rotina, entre a vida estreita do funcionário tímido e asprojeções de sua fantasia romântica. A única compensaçãoreal para o amanuense está, de fato, em dar à linguagem de seudiário o capricho da melhor forma possível; seu consolo é aliteratura, ainda que na forma modesta das páginas de umcaderno pessoal.A vida mudou muito, não há dúvida; não existe mais,rigorosamente falando, a função de amanuense. Nem por issodeixaram de existir os funcionários que, no exercício de suasobrigações diárias, olham pela janela ou para dentro de simesmos, buscando fixar a forma de seus desejos, oscontornos de seus sonhos secretos. Hoje, entre umcomputador e um fax, continua a haver espaço suficiente paranossa imaginação querer mais do que a vida nos dá, tal comoqueria o honesto, simpático e amargurado Belmiro.(José Calixto de Mendonça)1. A justificativa para a recomendação Quem não leu que leia oromance O amanuense Belmiro pode ser assim resumida:(A) trata-se do registro de uma função pública que, hoje extinta,deve ser lembrada pela relevância que assumiu em certaFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  61. 61. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptépoca.(B) esse romance, embora não trate de tema que aindadesperte interesse, encanta-nos pela beleza e objetividade desua linguagem.(C) seu autor soube encontrar, em palavras que não maisexistem, a força de uma verdade que preenche de poesia onosso cotidiano.(D)) esse romance já antigo, escrito na forma de um diáriopessoal, cuida de uma questão subjetiva que não é alheia aonosso tempo.(E) trata-se de um diário que vale pela recuperação histórica erealista do cotidiano que viviam os amanuenses em suasrepartições.Gabarito: DComentário.A passagem do 2º parágrafo transcrita adiante confirma aindicação do autor à leitura do livro por tratar de uma questãoque, a despeito de ser antiga, continua atual: “Creio quequalquer funcionário público de hoje, por modesta que sejasua função (ou talvez por isso mesmo), saberá encontrar noromance um tema de interesse permanente: o abismo quecostuma se instalar entre a nossa rotina de trabalho e aspaixões que alimentamos secretamente.”.2. O significado de A previsibilidade do cotidiano nosarremessa para os altos sonhos está mantido nesta outrafrase:(A) Apesar de nossos sonhos serem altos, sentimo-nosarremessados pelo nosso cotidiano mais previsível.(B)) A falta de surpresa do nosso cotidiano nos impulsionaFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K
  62. 62. Visite: www.trabalhosfaceis.home.sapo.ptpara a altura em que pairam os sonhos.(C) Mesmo quando imprevisível, o nosso cotidiano contém ossonhos que nos impulsionam para o que sequer imaginamos.(D) Nos nossos sonhos mais altos, os fatos mais simples docotidiano ganham uma força súbita e imprevista.(E) Se nosso cotidiano fosse menos imprevisível, não seríamoslançados aos sonhos mais altos.Gabarito: BComentário.O que nos remete aos altos sonhos é exatamente a rotina docotidiano. Essa afirmação também está presente na oração daalternativa (B). Note que a passagem “a altura em que pairamos sonhos” tem sentido conotativo.3. Considere as seguintes afirmações:I. Cyro dos Anjos escreveu um romance que apresenta asingularidade de se desenvolver na forma de um diáriopessoal, escrito por um amanuense vocacionado para aliteratura.II. Em seu diário, o amanuense se esquiva de qualquer fato quelembre sua rotina, dedicando-se às fantasias nascidas de suaimaginação romântica.III. Os leitores de O amanuense Belmiro não conseguem seidentificar com as oscilações do funcionário, mas se consolamcom a beleza de sua linguagem.Em relação ao texto, está correto SOMENTE o que se afirma emFonte: pontodosconcursos.com.br Claudia K

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