Introdução a engenharia walter antonio bazzo - 6ª edição

4.971 visualizações

Publicada em

Livro - Introdução a Engenharia - Walter Antonio Bazzo - 6ª Edição

Publicada em: Engenharia
  • Seja o primeiro a comentar

Introdução a engenharia walter antonio bazzo - 6ª edição

  1. 1. TODUÇÂO A O "WALTER ANTONIO Bazzo LUIZ Ismael DO xrALia JPEREIRA EMM e ' . ' alnpl V”. .A ' O que i5 engenharia? Neste livro são apresentados elementos para que se compreenda esta profissão' São abordados, dentre OUITOS, OS SCgIIÍIKCS &SSIIDÉOS pertinentes às diversas áreas da engenharia: - metodologia dr. projeto, ' pesquisa tecnológica, - condições para viabilizar os estudos, ° apresentação de trabalhos técnicos, - criatividade profissional, - o engenheiro e a comunicaçao, ' modelagem e simulação de sistemas, ' métodos dc otimização, - campo de trabalhados engenheiros. . Trata-se dc um texto simples que procura abordar, com a devida abrangência para principiantes, algumas das principais habilidades, ferramentas c informações na busca d: : uma sólida atuação profissional. '
  2. 2. INTRODUÇÃÕ i A ENGENHARIA i_-iNi-'Eizsii›ixi)i3 i-'l-JDERAL DE SÁNTA ÚATAiziNA ' Ruliur finda/ fi. /uriqiiiiii Pimm i/ ii Lil: Jiuc-Rviioi' i LÚNU im: Hair/ hn_ isniTriiiA im LIFS_ ("uiisclhii bdlliilldl (JPN/ nf (; lll'/ Ir'liil Viu/ iii ill¡ . Si/ i ii (ÍJ/ 'UHI/ (VVVV/ . luiñ / iiiiii- 'iiiiii Lui: l/uiiiii/ iiriiiu- nlil/ JHÍH¡ Liiiñ liiiiiiiiiii/ u x V *ii/ *iiiiii ii / ".-i'iiiiii¡/ ri / iiirm Jc Iwriiiii *Hiiiiii lfruiiii¡ U/ ii i-iiu / fiiiinii 4 ' rrii Liirizi Hi/ ÇCH i . ã.
  3. 3. _ wALfERANroNio BAZZO 'ii i um_ Iilliiliil uma. ; i, ..i. › i. '[i. 'i¡. i liil Liii- l'i'ii*ii. l . LLÍIZÍTÉDÍEHIADOÀVALE PEREIRA I-iiiiiii. ,›. i.i I iisc -'. .iiiiiii»i~i. i.i-i, i ~ iiilii m UiiIii-i. , . m. ii¡ “lirgJiiCiliílliidiVulihi 'i / 'ii›i, uv/ «.ii~i Hill/ i' wii. ; . mini-iimiiiicuiiiiii. A. mii-. .iiui _ E i INTR0DUÇÁó i i A ENGENHARIA irma. ciimiiigi-'iiiiiiii ii . .i_ii. -~-. .i_ i um. m. . “iiWiiilLsi i iii-Çislhiihi ii. : _ A _ __ r i im. illiiiii; im» . i IiC um l | .imiiiin 'õn @CIIÇÕO _ iiím mui». iJ-. iiiui iUHiiiI ii irimiiiiifiii Li ÍLl 'liihiiln i Liiiçi Aiiiiiiiii- Mil/ All_ Lui¡ 'i Cllllliil Viiiu Pci' ai. ii mi -~ iviuiiuiiiipiiiiu 'Íkiiiili Lil-SC. ?T iii il 1 'um iii. i.. iii. ii ' illi' Ui iiii1iiii_. 'l'¡ili.1 i iiij'. 'iiii. ll'lii-iuni| .4 i iuiigii. . im: [Elxiililliii Hlii' H I ii. il I'lii~ LIJUIJI rim um um ' _ - _ i' iiifuiJiidLiii~ iilii «s u» killiliiix . iu iiiiiiiii~. ig; iii iiiini m. - _ _A _¡_ _. - illi i›i-i. ii, .iii. .i-. i1i. . i iI si' _ EDUORA DA Ui-bL 'A iiiiiiicwiiii iHiiixii Flonangpnii: A _ . › i ' 100¡ “iii iii ii "i 'Jiiiiiiiiiiiiií'iiiiii' aiii? ) iiiliii Ílii wi Ainimi. P_ 1_
  4. 4. Ao pai_ Viior e à' mãe Wanda, V. A.B. _ v. .Ã Berê e à Jujú L. T.V. P. Ii Ílza e à Gabriela_
  5. 5. BATENDO UM PAPO' Dizem que os' estudantes não lêem, Principalmente os de engenharia. Não temos certeza se isso e' mesmo verdadcnAcreditnmos até que, nos ca- sos cm que isto se dá. grande parte da culpa se deve ao' volume de traballio que Faz parte de um curso de engenharia. '_. Também puclera_ um curso de engenharia e' cheio de ntlsterios, concei- tos, equações, exemplos_ deduções, izahelas, estudos _de _caso São 'calliama- ços' de matérias que a cada aula se acumulam nas pastas dos alunosl É o tempo lodo fazendo exercícios, estudando para provas_ desenvolvendo pro- jetos, realizando trabalhoso', No Hnal, não sobra tempo. para tnuita coisa mais, É, val ver que e' porisso mesmo gue os estudantes não lêem! Voce tem lido jornais e revistasiatualmcnte? Confira as reportagens e os artigos sobre o mercado de trabalho para sentir a quantas andam as exí- gêncizis que hoje são Feitas aos profissionais de nivel superior. Fazendo isso você vai logo perceber que já se foi o tempo em que apenas um boni nível de conhecimentos técnicos garantia uma boa colocação no mercado de ira- balho. Hoje, qucm não lê assuhtos variados_ quem não domina minimamente uma lingua estrangeira. quem não se atualiza em temas lbra da sua especiali» zação de origem, pode estar em dificuldades. j Se aquilo que foi afirmado no primeiro parágrafo desta conversa o atingiu em cheio, cuidado: talvez você não esteja se preparando adequada- mente para uma conjuntura em nada. parecidà com a quo-enfrentaram. por exemplo, seus pais ou professores. Não estamos querendo convence-lo a ler este livro de lizirodução á cn- genliarià usando estes argumentos, Esta pequena conversaestéi aqui apenas para ajudá-lo a acordar parei uma realidade irreversível, Se você pretende ~wtiiiii1:i'kl '* eii-ienlit-iiii diitiui a IS “a0 iiiios oii mais, despeito antes que D ' V V. , . K . i ou_ plnçcjxu Lltj lbi-mag-, ãig profissioiiail. que exige um aperfei- iiiuizu Cl IilliiLlO ttciiiiri Llcsiu iiuvti jiaiiiirzimii, não pode tictir restrito - . IN : los conteúdos técnicos abordados pelos jnrovesscires em sala de aula u; mi» é um (list-urso ri-ntia zi universidade_ nu contra os professores '~i| ll¡'Ç'-l nm ; luis ; iHí/ (J/ 'Ltw' #mtv / iiim r : :mirins pmlÍSSSUFCS de uma ¡. ulo li'ii'illlll de Lini curso e : di: ) lu que liÕN ilkfldtllllllllíis iitic n CLil 4 i. '4.'. “i›ik iiiiiii : Iris partes de um ¡Jrilucsso (le liiimkiçiii. : _Hinn ill? Winits', insisiiiiiiis mes¡ Argismeiztos porque nos peirece que - iiil iliUiF UllSiiIEIl' (ilttlii não está ¡iiicrvssatlo um -iiprentleii So voce nao iiiá . ¡lds Illüllk' . im. páilílil) sun zinreiitlizzitlu, não se preocupar com _irliii ifiili «ins Qxitiiikñs min se irlltfl' ll Lui rrieiiiçlci ciueiis são os n. i. mc "win mpvlw no mcicnzlii tle trabalho , - se preociiiaui' com DS icuiiiueum en: ideias nsfczinit. esià *ilormindo no : i- . “¡: 'L"ili)" ao" " , _ll il_i iiiiiiiwv; :iitlii li qu. ; LllliJXPITTiJÉÇ illstlilii' lilleilkl illiplêllêliilf ciupu Llú lfíllJâlllio que izrii su: inicia [vias 'Iimriiis eiinccrunicntt: que a vi. Li geral. aqui cktemaílil. 50h79 4 '. '.“ii'i<'| l'| uiiile íclildíi--lii ; i uiiltznilei um ÍJULtCt) ii-iellioi o que e esta lasciiiann ~. ~i1 . › : io : ;i; i (su: liinti Willi ivieii xl, e liiL^ m' su» Liniiisli. . s (H4: JWWLC ['Iz'lS'li'rll'l'1:. *i'| lC in til-lí CSU¡ ru _M 'r : iesii: texto_ ou cm i . iiiiiit-i DLIPH x3ocô : iuei urcscui iritelieciutilmeiittx er como pessoa. , , , j i . ,- um, ,m-qpsbyvui «migo jgiiiiiii' ciiniii rlistzutei . ii. sua tivrmação _ . , r s . _ , . __ . . -iIliuei-iii- LlL' '~". 'i'_ ü* 'I wii iiiilílWii
  6. 6. 4.iCITl para um oulrn lado, do cuja cx i›ni«: i~'. :1°(; tt>i)a rw HEDHÇÀO DÍLLWI que níio St. *vct me um lilllC inte esta' ganhando, É possivel que este ditado seja tic lato apliuzivel 2 uêlliêlS atividades lniinanas. Na Edit" cartão, temos certeza_ nim o r: Parar. apostar na cert “a ¡Jerenc d' itossas coniprecitsões, rjuiindo o assunto o educação, e tia verdade retroccdcr no tempo. A sociedade não pain Novas Formas (Ii: encarar as coisas a nossa volta . surgem continuamen- te como anuncio nada As releicões ' _ a cada geração, parece que pon- sqcjtiei tlosuoníiavamos. . ias alterações, que tizeinos um. i'Il/ l'()1,›il. 'ç'ci4') t¡ UILZEIl/ "Iñl/ “ILI ainda são tnuilo téitucs Mais zicrescentatnos que mudamos No entanto, acreditarmos que, apenas com isso. o eixo do nosso loco do atenções tenha-se deslocado. criiivergiridci sigam ntais cludfladñiiltfiliu para Liittiriiiivei formação. ' (Íonilntttiiittis acreditando_ erii linhas gerais_ : iii lodo o conteudo que icgistraitirss neste texto Rutiliciimos : i nossa apiostii no ralor das idéias que eiqui cxternanios'. !vias entendemos que tinhamos que sinalizar) goncreta- mente_ nossa aposta ititrri novo momento parti ai educação Sonido cm volta muda_ zilirmiimos. ii educaçao tanihónt dove niutiiii' Ao substituir' a antiga i. )li'lii(li ialia por urna mais atual. . o ^ _tora ciividirla por capitulos, iá deixarmos clnr. , a marca de mudanças, Mais que relacio- riiii* publicaçó s que teriamos iitili 'Hi0 para pesquisar c respaldar as ideias Iiclcndíd' ' regístiadnis no iii' 2 n_ : testamos iacitsando muito mais nos ilillll-ZH. Cada texto : igora rclbriclrn Tielzslíl lyihlirigraliii está estritamente ende- lüçkldu aos tiiiinzis_ "i0 seu pyrrzcotm di: crescimento proñssional e pessoal_ ¡Xlais que urna reluç *i rlz: livros a hihliopratia zigorii c' Limit fome de consul- tas_ em varios casos. inclusive, para coitiplemcnieições dos assuntos tratados tjuejulgaiinos importantes para uma boa Formação Ari wcresoeiilartiiiis uniti seção (rue cicnnmizizimos “Contplementando o upmntitaztdif', atirctlitamtiscstai' Iirmendc est: : iioyt; propósito E ¡tossivcl que alguem espere desta seção uma relação CiêipETgLlHIñS que pudessem Facilitar o processo de avaliação discente. F. é nisso mesmo que acredita- mosl Mas não colocamos nesta seção “perguntas” ou *ctuestões que pudes- sem compor uma “prova Formal classica'. São ciesaños que, contextualiza- dos adequadamente pelos professores, ou mesmo realizados por iniciativa dos proprios alunos, podem fazer muito mais que simplesmente *testar e medir conhecimentos'. podem ajudar signiñcativiamente a construção de conhecimentos de ambos, professores e alunos, Apostamos, em especial, nesta última seçãopara sinalizar o que pen- samos hoje da educação. Se queremos mesmo contribuir para uma salutar e inovadora construção de conhecimentos, temos de lançar desaños concre- tos, motivadores e compativeis para os individuos com quem trabalhamos, Cobrar repetições de lições pouco contribui para a formação de uma perso- nalidade de Futuro. Por isso apostamos todas as nossas fichas na participa- ção, na pesquisa e no dialogo entre alunos, entre professores e entre alunos e jnrofessorcs As informações são parte essencial num processo de Fon-nação profis- sional. Por isso o lado técnico deve ser preservado e trabalhado com serie- dade. Mas ele não deve, em hipótese alguma, sobrepujar as descobertas jaessoais, o processo de construção coletiva de conhecimentos, as particu- laridades dos participantes dos momentos de aprendizagem. No Brasil, não e' um Fato muito comum umlivro didático endereçado a alunos iniciantes dos cursos de engenharia chegara sexta edição. Podiamos. portanto, acreditar ter . cumprido nossa missão e licor imprimindo. na medi- da da necessidade. sempre o mesmo texto_ Entretanto. não e' essa a nossa forma de pensar a educação. Para nos, ela e uni processo Por isso estamos ousando mexer um pouco no livro. Walter Antonio Bazzo VbêlZZD@CmC. UISCibT Luiz Teixeira do Vale Pereira teixelra@'emc. u.fsc. br
  7. 7. 7 . SUMÁRIO PORQUE INTRODUÇÃO Ã ENGENHARIA CONSDERAÇÕES PRELIMINARES . . . . . . . . à o JOVEM E O CURSO . . . . . . . . . . - › - - - - - - - - › VISÃO mTEGRAL Do ENSINO . _ - - - - - - - ~ - ~ 3 CONSIDERAÇOES FINAIS . . . . . . . . . . . . . _ . . - - - - - › ~ - - - - - - - - - - - - 5 . Capítulo - A UNIVERSIDADE. 1.1 ~ ALERTA AOS INICIANTES 1.2 - UMA NOVA FASE . . . . . . . . . . . . 1.3 - POR QUE ESTUDAR? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4 - CONSIDERAÇÕES SOBRE UM MÉTODO DE ESTUDO . . . . . . . . . . 12 1.5 - CONDIÇÕES PARA VIABILIZAR 0 ESTUDO - - - - - « - - « - - « ~ - - - - 14 1.6 - FASES DO ESTUDO - 1.7 - PREPARAÇÃO . . . LS- CAPTAÇÃO . ... . 1.9 - PROCESSAMENTO . . . . . . . , . _ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . LIC-OUTRAS RECOMENDAÇÕES . I . . V . . . . . .~. . . . . . . . . . . . . . Capítulo 2 - PESQUISA TECNOLÓGICA ZJ-CIÊNCIAETECNOLOGIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2 - METODO DE PESQUISA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.a - PROCESSOS Do MÉTODO DE PESQUISA - ~ › - - - - - - - - › - - ~ 37 2.4 - EXEMPLO DE UM TRABALHO DE ENGENHARIA . . . . . . . . . . . . . 44 2.5 . - ExEMPLo DE UM TRABALHO DE PESQUISA . . . . . . . . . . . . . 45 2.6 - ORGANIZAÇÃO DAPESQUISA . . . . . . . . . . . . . . . . . y . . . . . . . - ~ 48 43.2 - 0 PROJETO . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 3 - COMUNICAÇÃO Ç 3.1 - 0 ENGENHEIROE Á COMUNJCAÇÃO . . . . . . . . . . , . . . . . . . . . . 51 3.2 - PROCESSO DE COMUNICAÇAO . . . . . . . . . . . . . . 52 3.3 _ REDAÇÃO . . . . . . . . . . . . . _ . . . . . . . . . . . 53 3.4 - ESTRUTURA DOJTRABALHO . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 3.5 - OUTRAS PARTES COMPONENTES DO_ 'TRABALHO . 61 3.6 - ESTRUTURA FÍSICA DO RELATÓRIO TÉCNICO '. . 52 3.7 - DESENHO NA COMUNICACAO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 Capítulo 4 - PROJETO 4.1 - A ESSBNCIA DA ENGENHARIA . . . . . . . . . .': . . . . . . . . . . . . 71 73 4.3 - PROCESSO DE PROJETO . . . , . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74. 4.4 › ACAO CIENTÍFICA E AÇÃO TECNOLOGICA . . . . . . . . . . 75 4,S~FASESDOP_IIOIETO . . . . , . . . . . . .. z . . . . . . . . . . . . 77 4.6 - INFORMAÇOES COMPLEMENTARES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92 4.7 - ABORDAGEM DE PROBLEMAS EM ENGENHARIA . . . . . . . . . . . . 94 Capítulo 5 - MODEM) 5.1 - MODELAGEM_ 5.2 - CLASSIFICACAO DQS MODELOS . 5.3 - VALOR DOS MODELOS . . . . . . .. 5 . A - O MODELO E 0 SISTEMA FÍSICO REAL . . . . . Ios 5.5 - VALIDADE-DAS HIPÓTESES SIIvIPLII-'ICAIIVAS . . . . III 5.6 - PARA QUE S", UTILIZAM OS MODELOS . . , . . . . . . . . . . . . . . . . 115 Capítulo 6 - SINIULAÇÃO áJ-OQUEÉSMULAR _. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 119 e. : - TLPOS DE SIMULAÇAO . . . . . . . . . . 121 6.3 - 0 COMPUTADOR NA ENGENHARIA . . . . . 13o Capítulo 7 - OTIMIZAÇÃO 7.1 - A PROCURA DE MELHORES SOLUÇÕES . . , . . . . . . . . 135 7.2 -'A MELHOR SOLUÇÃb 137 7.3-MODELOSDEO'IWIZAÇ. ÃÓ. ::: ::: ::: ::: _:: ::: :.. ..~. ::: 139,
  8. 8. 7.4 - MÉTODOS DE OTIMIZAçÃO . . . . . . . . . . . . . . . . , . . . . , . . . . 14o 7.5 - 0171111211950' COM UMA VARLÃVEL . , . . . . . . . . . . . . . . . . . . 145 7.a - OIIMIZAÇAO COM DUAS OU MAIS VARIÁVEIS . . , . . . . . . . . . . 147 7.7 - EXEMPLO DE OTIMIZAÇÃO - PROBLEMA DOXPROJEIU_ . . , , . . . 150_ Capítulo 3 - ORIATIVIDADE 3.1 - UM ATRIBUTO IMPORTANTE . A . . . . . . , . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155 8.2 - REQUISITOS PARA A CRIATIVIDADE . . . ' . . . . . . . . . . . . . . . . . 157 3.3 - o PROCESSO CRIATIVO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 160 3.4 - ESPAÇO DE SOLUÇÕES¡ DE UM PROBLEMA . . . . . _ . . . . . , . . . 151 9.5 - BARREIRAS QUE AFETÀM A CRLATIVIDADE , 1154 8.6 - ESTIMULANDO A CRIATIVIDADE. . . . . . . . . ._ 1153 3.7 - CONCLUSÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177 Capítulo 9 - HISTÓRIA DA ENGENHARIA ~ 9.1- SÍNTESE HISTIÓRICAI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . , . . . . , . . . . 179 9.2 ~ SURGIIVIENTO DA ENGENHARIA MODERNA . ' . . . . 132 9,3 - MARCOS l-IISTORICOS IMPORTANTES . . . . . 134 9.4 - AS PRmEIRAS ESCOLAS DE ENGENHARIA . . . . . . . . 137 9.5 - FATOS MARCANTES DA CIENCIA E DA TECNOLOGIA' . . . 139 9.a -IZNICIO DA ENGENHARIA NO BRASIL . . . . . . . , . . . . . . . . . 191 Capítulo 1'0 - O ENGENHEIRO . 1o. ¡ - ENGENHARIA E SOCIEDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193 10.7" AS FUNÇÕES DO ENGENHEIRO . . . . . ~ . . . . . . . . 195 10.3 - O ENGENHEIRO E o TÉCNICO , . . . . . . . 197 10.4 - QUALIDADES DO PROFISSIONAL . . . Código de Ética . . . . . . . . , . I . . . . . *Capítulo Il - A ENGENHARIA 11.1 -MÚLTEPLAS ATIVIDADES . . . . . . . . . . . . . . . _ ; . . . n . . . . . . 2119 11.2 - PROCESSO DE EORMAÇAO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 211 11.3 ~ ÁREAS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL . . . . . . . . - . . . . . _ . . . . . 221 . Àpémlicc A - SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES a. I -IIIJÇIRAS DE 13919111200 DO . .x1 , . ^ « IIIULTIPLOS E SUEMÚIJFIFI . os A - ALGUNIAS 'II-IANSI-'OIIMAÇÕES DE UNIDADES . . AA ~ 140x155 ESPECIAIS DE ALGUMAS UNIDADES DO . Apñ-ndicc T3 - ALGUMAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES B I - SINAIS E SÍMBOLOS NIATENIÁTICOS . B. : - . ALFAEEID GREGO . › 1a 3 - CONSTAJNITIÉS FÍSICAS B4 . IIIATEIIIÍVFICA . B IsIcA . .. ... . . j. 13.1. -IDRMULAS GEOMÉTRICAS . ... .. Apêndice c - COMPLEMENTANDO o APRENDIZADO . ... ... ... ... ... ... .. :a1 BIBLIOGRAFIA . ... __ . . ... ... ... ... ... ... ... .. .1 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . 271
  9. 9. CAPiTULO É. CHEGANDQ A UNIVERSIDADE Alerta ao: inicianmt, Umifnovafaxe. Por que estudar? Considera- çàer sobre um método de estudo. Condições para viabilizem: errada. Fase: do ermdo. Preparação. Cap/ ação. Captação em . rala de aula. , Caprzzçün aura-chose. Captação pela leitura. Processamento. Ou- tras recomenduçüciz Auta da laboratório. Estágios. Trabalho excu- lar. 1.1 ALERTA AOS mcIANTEs ' '- 4 Chegar à universidade representa um fato marcante na vida de t0- ! dos que por ela passam. Não é por acaso que isto aconteça. A expectativa de adquirir novos conhecimentos e novasamizades renova as esperanças de um futuro melhor. Além do mais, não ha' dúvida: a universidade, ape» sat de algumas deñciências, é ufn local onde as pessoas podem passa¡ bons momentos de suas vidas, desde que interessadas nisso. ! Vias para que isso ocorra deve haver uma decisão pessoal ñrme de aproveitar integralmente tudo o que a ttniversidacte oferece Conhecer . . . . _ _ , _ w _ ' em profundidade a tnstttuiçao, participando intensamente de suas ativida- 5 Iutmrtuçãu à hãrgurt/ ttzrto dos_ um bom caminito para alcançar esta meta Apenas aguardar' que os professores entreguem os conhecimentos previamente elaborados é Lima atitude muito comodista, e incompativelicom os proposito: : maiores de Lima fomiação universitária. Além do mais, agindo desse modo. com passividade', sem analises criticas e reflexões consistentes sobre os conteúdos da constrt i o do conhecimento, excelentes Oportunidades de cres- cimento intelectual terão sido dcspcrdiçadas . A qualidade dc um curso não depende apenas de corpo docente, labo- ratorios, equipamentos, bibliotecas e salas de aula. Depende também da quali- dade do estudante que nele ingressa. Mais ainda, depende dc um clima geral, na instituição, que favoreça os estudos. que estimule-a criatividade e que instigue os estudantes a progredir. Para contribuir com 'este quadro e fazer parte deste aruhiettte de progresso, deve o estudante participar ativamente do seu processo de tbmtaçãu, que começa justamente conhecendo e vivenciando a instituição, Para quciisto aconteça. é necessario que sc csteia motivado a cursar o nivel superior) caso contrário, com toda honestidade. deve-se procurar fazer outra coisa. Deve scr extremamente Frustrante estar na universidade, levando seus estudos apenas com o intuito cle- receber um diploma, fundamentado na ¡ierspeotiva futura dc ganhar altos salários - n que e' l/ Iml/7/'erI1t. YStI_fi: l/St7 -. ou apenas para agradar os ¡Jaigque gostariam de vei o ñllio "doutor". Um exame dc consciência : tpurado deve ser ie *o para que depois o arrependimento não se Faça presente. 'fodas as ¡Jroñs “ves são honradas e nem sempre dependem, ne› rcssariameitle, de um crtrsr superior Não d objetivo central desta introdução «analisar com ponncnores estas ¡Jondcraçóc-s. mas apenas cliatnar a atenção do estudante para alguns aspectos relevantes da vida unbxersitáriad Caso isto desperte alguma ansiedade, a ponto de deixar rlttvidas sobre esta escollitt importantíssima para o Futuro, recomen- tia-se uma boa rellexiao a respeito do assunto, ou mesmo uma consulta a um oiientadot' vocacional l O que está escrito a seguir tem por objetivo auxiliar na ambientação do estudante dentro da universidade e e' endereçado especialmente àqueles que tem consciência do papel que representam perante-a instituição, a profissão e o Cuttluxto social em que vivem
  10. 10. “ Chegou/ a à Univenridadc _9 1.2 UMA NOVA FASE ' Muita coisa'. mdda ao sepassar do curso secundário para o univer- sitário. Talvez a forma de abordar os ensinamentos recebidos seja a mais irnpomnte delas. De agente passivo, o estudante agora deve passar a agen- te ativo doprocesso educacional. Pode-se, nesta novafase¡ direcionar e programa: mais livremente o seu aprendizado_ dosando-o de acordo com suas potencialidades ou interesses. Esta maior liberdade, entretanto, deve ser usufrufcla progressiva- mente, com maturidade. É comum encontrar-se estudantes que, em nome desta liberdade; fogem do esforço exigido pelas leituras recomendadas, chegam tarde ou saem antes do final das aulas, ou mesmo "matam" aulas. Isto representa, na realidade, uma inconseqüente falta de seriedade, indigna de futuros profissionais. __ . V Uma mudança importante que os alunos logo percebem é . quanto à relação professor-aluno_ Nesta nova_ fase o professor passa a ser mais orientador do que fiscalizador. Também percebem rapidamenteque nem todos os professores correspondem ao modelo ideal que eles' tinham cons- truído do mestre de ensino superior. _Entrerantrx devem aprender a enfren- tar de forma madura estas questões. prestando inclusive contribuições à instituição ao tentar resolver estes casos que porventura aconteceram. Com relação à . tua adaptação geral à vida universitária. , o estudan- te deve procura: se colocar à! par de inúmeras novas situações com as quais irá se deparar. Os aspectos de moradia, alimentação e assistência médica, geralmente afetam trials aqueles que se deslocam de seus lugares de origem e têm que se adaptar à nova situação. Nem todos podem morar conforta- velmente em acomodações individuais. Neste caso deve-sc estar preparado para coabitar em repúblicas de estudantes - geralmente casas ulugadas por um grupo de pessoas -. aspecto que exige, para se viver em harmonia, um comportamento social mais equilibrado. Nestas condições, as oportunida» des de distrações - programas* extra-estudos' - aparecerão com mais fre- qüência. podendo colocar em segundo plano @processo centraloue é a dedicação aos estudos. ' V A Este problema é menos sentido por aqueles que' têm domicílio no local de estudo e uma vida social mais estabilizada. Pode parecer um 10 Inrraduçao â Engenharia ztstlettçz irrelevante mas, muitas vezes, se não tratado com a devida aten- çao, pode prejudicar ao jovem que não consiga dosar equilibradamente as suas atividades. ' V A saúde física é fundamental para. o pleno desenvolvimento das atividades intelectuais. Por isso, 'o cuidado com a alimentação, o repouso e as atividades físicas deve ser constante. Além destes aspectos, o estu- dante devc se informar sobre a assistência médica que a universidade ofe» rece, para utiliza-la em eventuais necessidades. v: _ _ Existem inúmeras outras possibilidades e recursos dos quais a universidade dispõe que poderão ser explorados. Alguns a saber: área. ; de lazer atividades desportivas bibliotecas' cursos Letra-curriculares diretórios' acadêmicas láborazórias moradia estudantil promoções culturais ^ restaurante do cumprir. Tudo o que foi comentado acima é de muita importância, porém o fundamental é fazero melhor uso possível dos conhecimentos que esta- rão disponíveis durante a permanência na universidade. Nos próximos itens são abordadas algumas recomendações : jue- objetivam melhorar a performance dos alunos em seus estudos universitá- rios. filas não têm a pretensão de estabelecer um roteiro rigido sobre a icrrna de se estudar. Antes disso. objetivam chamar a atenção sobre a importância do emprego de uma metodologia de trabalho que garanta eco- nomizar tempo e poupar algum esforço. e que, principalmente, melhore a eficiência nos estudos. Mas o estudante não deve se iludir; estas" recomendações não são mágicas. não podendo substituir o esforço que não se quer ter. Além do nm' . terão que ser adaptadas para cada interessado, para que sejam respei- as us caracteristicas pessoais de cada individuo.
  11. 11. -~~--~- ("natalia/ xi n UrnIIU/ *S/ dude l l Ao empregar : alguma metodologia de trabalho, 'com certeza o CSLU' dante poderá utilizar muito' mais eficientemente as suas potencialidades para aproveiiar-iniensamente, e com determinação, aquilo que a universi- dade oferece. ' Nunca é demais repelir: rt Liniversidade dcxyc ser aproveirada na sua pleniLude, e parzfisso @preciso conheçe' ' à / _g/ Figura 1.1 Restaurante universitário. lFnlu' James 'I'. iv1:ircs›AGFCUNI/ UFSCH i'.3 POR QUE ESTUDAR-e _ Em* muitas empresas modernas. hdic em dia, acredilzpseque a” meia-vida de um engenheiro seja dc apenas clcr. anos. Isto a_ metade dc tudo que ele aprendeu no ; seu curso de graduação será considerado como conhecimento obsoleto no decorrer de uma década. No ritmo. om queguêm evoluftlí) a ciência e a tecnologia, ca| cula~se i2 íirirurkiçñii Ii iYiigui/ ¡rrvvu -«-~-------~--r-^-~------ qu: : dL-inro de dez anos o montaiile dc conhecimentos no mundo dobrará, l-'uu' t: apostar laimbom na seguinle prev' ão qucm esta' iniciando hoje um curso de engenharia ainda esLara aiuandu como erigenheiro dentro de 30 anos oi. : mais. A quantidade de conhecimentos nesic tempo, espera-se, deve ser bem ul que aquela ; atualmente dominada isso sem contar que um proüssional 'rui-madri lions, e atuante no mercado de trabalho daqui ha 30 anos. estará às voltas com conhecimentos bastante diferentes dos utilizados na sua formação. Embora essas eslimativas requeiram alguma reflexão_ dc alguma for- ma : das corroboram a idéia dc que o futuro da humanidade estará calcado no lÍPFIlÍHiO c na : manipulação da informação Assim, anão lia outra saída: quem prciendc ser um individuo ativo na sua maturidade ¡Jroñssional deve aprender. deiiniiivamenie, a estudar com eficiência_ Para que isso aconteça, imagina-se que saber usar adequadamente os recursos disponiveis para conseguir uma boa ap : ndizagem e' Fator fundamental na formação do engenheiro. Essa perspectiva Lui lamenta já é motivo mais do que suliciente para se aprender a estudar_ m «CONSIDERAÇÕES somo: uM 'MÉTODO m: ESTUDO A transição do segundo _grau para um durso superior exige do es- Iudunie uma s ie de zilteraçõcs no seu crynporlainento. nem sempre Fáceis de - 1 elbluadus Estas 'alt 'ces são imprescindiwieis pois no tcrcciro grau R. a um deve assumir _deliniiwamenle uma conduta responsavel, conciliando a mu vida social com os estudos, o Line nem sempre é fácil de conseguir. 'Outro aspecto preliminar imponante de seregislrar é que saber esTu-, : lzu com cliciência e eliczicia não c inato no ser Itumano, é algo que ¡Jrecisa ser n¡ dido. Paiiindwse deste [Jrincipio, deve-se aprender a esiudar. E isto tamo mar. e necessário ciuanio mais se conscienlíza o individuo de que, ao passar píllíi um curso superior, deixou de ser aluno - L m entendido aquele que e' wNiricrç/ x: - c passou a ser estudante - que : rprunciu i: artur/ u ¡Jurqize quer, com um. " u u . mb (miau/ lugar) -. devendo eic mópiio. agora, tomar muitas das illlulklllvrlti. ' Estudar não é apenas captar um assumo, mas principalmente orga- nizar na mente, com fluidez, continuidade c encadeamento lógico, diversos
  12. 12. '_~ "°““ C/ ¡ttlrllrldv a uvxivm-iamo i3 tópicos, Formando uma postura critica e coerente, Não se deve confundir aprender com estudar. Estudar é uma faculdade particular do ser humano; aprender e uma característica dos seres vivos, que o homem pratica desde que 113595# &Prandendü a falar. a andar ou' a usar utensílios. _ O que se pretende com esta proposta é apresentar uma metodolo_ gia de trabalho, visando a um melhor i: mais sólido aprendizado. A bem da_ Vefâladei ha_ 9196' Sc ressaltar que o primeiro objetivo deste tópico é o de desmittñcar a idéia, bastante arrnigada ainda no meio universitário (leque i, 4 . P possaexismr uma maneira de estuda: pouco e aprender muito, cujo método dispense o trabalho que não se quer ter. W' _ Outro ponto importante que se deseja deixar bem claro, é a incre- dulidade dos autores de que se possa conciliar a falta absoluta de tempo para estudar com os estudos. As duas coisas_ levadas ao pé da letra, são incoriciliávois. Quem pretende efetivamente estudar deve descobrir ou criar' o sou tempo para istç. básicapuízrlíífbmgízíítâãtxrããmfü uma Preparaçao psicológica - condição › . - o que culmina, /zuma aprendizagem substan- ñflãsãl: e uma host programação do tempo, seja para q e-studpy para o gaba_ para o lazer, sao abordados aqui como condiçoes imprescindíveis para se aplicar esta ou qualquer outra técnica de estudo. l A O estudo eficaz e', via de regra. um processo que exige dedicação “Êuswãs HÃQPOf-“lendrt ser, compartilhado com outra atividade. Por em íraarãlã. recomenda im verdadeiro isolamento quando se estuda_ frita-ca. pequenos inter MOS. para evitar o cansaço prematuro, Devem ainda nortczu-“o estúdantc nas suas atividades, as seguintes observações: ' › a) 1750 ha' regras absolutas no tocante a métodos de estudo; o que existe são recomendações que devem, logicamente, ser adaptadas às particularidades de cada indivíduo, e também às Põculiaridades de cada assunto a ser estudado - eirudar Inate- WÚÍÍCYI 1471.86' Caíruwnamenta: diirinrrzi' dos necesrátias para estudar uma ! mimo estrangeira; b) o estudante. deve estar ciente de que deve aprender a ver um a l l i-L -nn-u-. Inçrtn U E/ iiçurtliaziii í-í- . _ i deteririiiiadu assunto sob diferentes ângulos, a compará-los e a refletir criticamente sobre o tema; ' c. ) sutier fazer purgunuis é uma Litilíssíma ferramenta para sc orientar, ' 'LNJNDIÇTÕES Pix-RA vi/ _inmizniá o nsTLmo uma condição básica para viabilizar o estudo - um pazttajá abar- niiaki nu lietn anterior e ziqui ratificado - é a racionalimção do tempo. lJlttcrininai' o que fztzcr cm cada momento é um excelente conteço para _um estuda: bem sucedido. ' lsto se justifica com basu no lato insolismáxrel de que -uma boa ; irugriiinaçãti evita vaciluigões. indccisõcs e adiamcntos, que levam qúase . s- um: u estudante a preterir determinadas atividades em favor de outras qu: : lhc são : nais agradáveis. Para que não si: estude apenas o que mais du. recomenda-se fazer uma boa programação do tempo. .Evita-se ” z que se deixem de lado assuntos que mereçam mais dedicação, ou inc riu que se deixe de estudar, ,com o pretexto de que outras atividades ¡Jrúllâlllü também devam ser realizadas, Isto pode fazer com que o lazer ; icuim gyievaleccnilu. preiudiczindo os estudos, uma program' I dcvc contemplar. além dos tempos de sala. de aula c trabalho ~ ie existir -, pêTÍOClÓS dctcmpo bem : lesados de estudo entram-luaso para cada matéria. de acordo com o grau de dificuldade de ' ' zasstmto_ avaliado pelo próprio estudante. Assim, por exemplo. wi. - (Jdilaíltf duas huriis _pur noite nus tcrçats c qtiinteisrfelras para l iísicu_ u uma hora em cada tarde ~ rium. horário vaga - das segun- o quanzis-feiras para revisar as aulas de_ química. sugere-se o ylrcciichimenll) de um quadro dc horários como o apresentado na Figura 1.2, zlustacandc: as ativiclailes ; i serum cumpridas ~ uulur, trabalhar etc. Na realidade, n llTlfklflátlllü nu ccmfecçãdítle um horário para estu- do e traballio e que este suja renlístico, para que possa ser bem executado. Um horário não Cumprldn não é só inútil, é também nocivo, porque leva a pensar que se está fazendo ttlgu, quando ria realidade isto não acontece. i7 da'
  13. 13. 16 Introdução à Engenharia imprescindíveis tempos a serem dedicados às recomposições das aulas, lazer etc. Não subestimar a validade do aproveitamento de pequenos perío- dos livres é também uma sábia medida. É só fazer as contas: 15 minutos de estudo por dia representam mais de 100 minutos por semana; em um mês representam 450 minutos (7 .5thoras); em um ano mais de 5400 minu› tos (mais de 90 horas). Estes tempos não podem ser desperdiçados. Não raras vezes, estudantestgue trabalham tem bom desempenho nos seus estudos. Isto deve-se basicamente a dois aspectos. O primeiro é que, participando ativamente no custeio dos seus estudos, acabam por dar-lhes muita importância. O segundo é que, tendo que conciliar estudo com trabalho, fatalmente terão que valorizar ao máximo todo o seu tempo, pois sabem que dificilmente terão _outrah rtunidade. Desta forma, eles automaticamente estarão pondo emprática a racionalização de seu tempo. Entretanto, poderão melhorar ainda mais seu rendimento, tomando precau- ções extras, como as aqui apresenmdas. _ Um último ponto a ser ressaltado é a dedicação de tempo para descanso e lazer, o que é essencíalpara a saúde física e mental. É impor» tante, para quem desenvolve atividades intelectuais, também desenvolver em paralelo atividades que estimulem o sistema psicomotor, ou então culri» var um passatempo em área bastante diferente do trabalho usual. Ao estudar, deve›se lembrar, também, que aproveitar intensamente o tempo de estudo é uma forma de dar sentido às horas de lazer. 1.6 FASES DO ESTUDO Um curso de engenharia tem por objetivos, dentre outros, estimu- lar a criatividade do indivíduo, fomecer-lhe ferramental básico pam fazer frente aos problemas com os quais se deparará na sua profissão e estimu- lá-lo a adota: uma postura crítica e consciente para com a sociedadle_ Para a consecução destes objetivos o estudante deverá estar atento, durante a sua formação, para uma série de recomendações sobre como pro- ceder para tirar o maior proveito Possível dos seus estudos e trabalhos. Isto o levará. logo cedo. a perceber que sempre existem melhores maneiras de _hqzLiL-_ssa_ ter ua» __ ui sex sáb Chegando à Universidade 15 Figura 1.2 Quadro de horários. _ _ Um horario também não pode ser rígido e inflexível, devendo ser Corflgldo e adaptado constantemente, de acordo com as necessidades do periodo. Por exemplo: numa semana de provas, um tempo maior deve ser : :ficado às revisoes globalizadoras - que integram todos as assuntos de a mesma dlSCl/ ¡Ílnú -. nao' podendo, todavia, detxar~se de lado os
  14. 14. Chegando à Universidade 17 se resolver problemas, sejam eles do tipo que forem. Neste item são sintetizadas algumas recomendações e propostas 'de como melhorar o desempenho nos estudos, olímizando procedimentos de trabalho. ' As recomendações aqui contidas. na verdade um método de estu- do, fazem parte de uma proposta maior de comportamento diante de situa- ções novas que sempre estarão esperando pelo engenheiro, às quais ele deverá se habitual' a enfrentar e a saber superar. O método consiste em três etapas distintas de procedimentos que estão presentes no ato de estudaialNa Figura 1.3 estão mostradas quais são estas etapas de estudo. que devem ser seguidas na ordem em que estão apresentadas. Embora raramente perceba isto, o estudante estara' realizando estes passos. n PREPARAÇÃO ' n CAPTAÇÃO I PROCESSAMENTO Figura 1.3 Etapas do método de estudo. Entende-se aqui o estudo como um ato maior; privilégio do ser humano, através do qual se acumula saber e cultura, o que difere de simplesmente aprender, que leva a acumular conhecimentos práticos 'e experiências novas. Um aspecto importante a ser ressaltado é que as recomendações aqui colocadas tem como compromisso' sintetizar procedimentos julgados adequados para o estudo da engenharia, o que certamente diferirá de › recomendações outrasytalvei indispensáveis no processo de formação de profissionais de outras áreas. O estudo das ciências, visando à formação do engenheiro. tem sutis diferenças em relação a outras áreas, pois este lidam. via de regra, mais 00m a tecnologia propriamente dita do que com o processo cientifico, que lhe serve. sim, como base e fundamento, mas não necessariamente como propósito. atettoieca - FACULDADE PITAGORAS 18 Iurrnrlziçdz¡ i2 'rzetvL/ :rirui › ------- - _ 1.7 PREPAR/ *uÇ/ Êllv Hei quctn ter bom desempenho agindo ui. i zrm. . . , podes: : uñrmar que algum '. dos, com . irnportaxitíssimos püllT-l N: lrttlizilltar v; . ' Desde t-t escolha de um bom v silencioso c agraclãix/ cl. nte' ; i pri-pa. .ti. como condição para viabilizar o estudo, r. " vom HÍÊT unida . i e. ¡1z: tw. n.¡. rar etlguém que consiga compeneiran, xixlicicnlcriionle ; a pranto il: : conseguir raciocinar na medida necessária para poclcr capim' : assuntos novnst em ambientes adver- sos. Quando s: : está tentando assimilar Cu mentos através de livros didáticos, que "xigem ; itcn ' : o ex * ' ' c alta (ÍCSC (lc compeneítração, o ambiente pode . se tomar um “uiil . «il po. se obter um bom desempenho. Neste sentido, recomciiclai-sc- ai ; unhlezitc (zon-i as característi- cas acima descritas. além tic Itulríal-l - se r necessárias, deva ser sempre procurado. 'Fmavia isto iicm . sempre é po slvol (ie ser conseguido. Por isso o estudante (leve. como mciliila prática. .saber utiliza: da melhor Forma possível r» ambiente «lispunix ~ Ainda. Litiêtnti) ; i nltl '- estudar sentado. em pusnjàu cri . cadernos, lápis c: todos s demais; assunto com que . sc está lirlsmlv: '- O hábito c do costume. fa» li* r, i5: aqui contidas e até ; (71710 regra geral, › para o estudo são tuclo. sugczesc para apoiar livros. ttiini' ais freio" l Hrtitli: . : w esmrem vários Ivai-sr menos 'narreims a transpor. pcrmitiiulo ntnioi' uunccn met a Ii-lqllliti que e: novo, ou seja" o assunto em estudo. Além (lo nuns: iii . xo kiCVC ter prepzirzxdci neste local de costume tudo o llllllc” nor IÍTlO. Nziocsqut PWQHL' n czslttcio de história. do (lesenlui ill dc. mucfiiixt. ; «li-s m. i«. >l. -_ii_: n.r.1eiite. materiais diferentes. Por último. ainda quanto :1 . ilnuilir 'oológica n perseverança deve scr cncttraclzt como uma carai: 'THHL impommlf ima para se alcançar objetivos. Noladtllllunlc nos . urlus isto é verdade. mis não se pode . sucumbir ao primeiro¡ niwmçnlr- D( i' ~_ ; go 51mm- uma veJL p CSUJÓ( SLICCS! ro no: de foi' secuç: d o tos int bem d como dàtica* a hum isto sc' duo p( 1.8 ( mento rem_- e ganizà alguém lho qul
  15. 15. ._ ("ltcgzw/ r/t: í¡ Lili mentir/ ado 1 9 vez. procurar saber onde está o erro e proceder novaxentativa através de novo estudo ou novo enfoque. . sempre qtte se vislumbra alguma possibilidade de sucesso. - O estudante poderá ter cliliculdade em lograr êxito efetivo e duradou- ro nos estudos. se não estiver realmente consciente de que o seu árduo trabalho de lbrttração o estará colocando a serviço de uma cattsa major. qualiseja, a con- secução das suas metas c a sua integração efetiva num papel social bem delini~ do. _ ' _ Não se pode partir do pressuposto de que possam existir conhecitnen: tos inúteis. Num curriculo de um curso . todos os assuntos têm um papel muito bem dcñnido, embora, às vezes, isto possa não estar claro de pronto. A Fonna como estes conhecimentos são trabalhados, muitas vezes com deficiências di- dáticas, não pode servir dejustificzltiva para considera-los desnecessários. Deve-sc também lembrar que, em cada assunto que se esta estudando. a humanidadejá produziu, algum dia, ao menos um gênio de importancia. e que isto so pôde ter sido alcançado com um alto interesse e dedicação desse indivi- › duo pela sua especialidade. 1.8 CAPTAÇÃO Após a preparação, pode-se iniciar a fase : la captação dos conheci- mentos, fase esta normalmente confundida como sendo o proprio estudo, Po- rém; estudar não e' apenas captar. É sentir-se apto a fixar conhecimentos e or- ganiza-Ios na atente, de lbima sistemática e duradoura. A captação de conhecimentos se da basicamente por iniciativa de alguém, interessado cm aprender algo, que se tltiliza cle alguma técnica de traba- lho que possa leva-lo a alcançar os seus objetivos. Num processo ensino-aprendizagem a captação ocorre usualmente: - quando da apreensão de conhecimentos trabalhados em sala de aula; ^ ' - quando os conhecimentos são construídos através da lei- tura de livros didáticos, ou l 20 Introdução à Engenharia ~ através da participação em experiências e observa- ções. Embora convergentes-para um mesmo tim, em cada uma destas formas existem particularidades que exigem maneiras de abordagem pró- prias para se ter o melhor aproveitamento possível. Uma coisa porém é imprescindível em qualquer caso: a atitude psicológica favorável - da! nasce a necessidade ou motivação para a estudo. Sem isto, estudar não tem significado e parecerá um ¡aesado fardo inútil. _ - Esta fase do processo de estudo pode ser identificada em tem-tos gerais por três formas, como pode ser visto na. Figura 1.4, e que estão abaixo descritas. ' cÀPrAcÃo, II¡ Leitura II Audição ' I Observação Figura 1.4 Formas usuais de captação de conhecimentos. a) Imitura - Esta forma de captação é aquela que mais se con- funde com o próprio processo de estudo; talvez por ser aces- sível e por permitir ao estudante - o leitor - constantes re~ flexões críticas, garantindo o tempo necessário para a perfeita assimilação do assunto. Para ler com eñciência não basta ser apenas alfabetizado, é necessário predisposição, ambiente fa- vorável, motivação e a aplicação de uma técnica de assimila- Ção compatível com o tema da leitura. Através da leitura po- de-se captar palavras, frases. idéias e fórmulas, registradas em anotações e em impressos em geral. b) Audição - É outra forma bastantewcaracterrstica de captação,
  16. 16. Chegando à Universidad: 21 empregada quando se assiste a uma aula ou palestra, ou se participa de um debate. Uma sugestão útil para melhorar a absorção de conhecimentos com esta forma de captação é constantemente interrogai-»se sobre o tema, procurando conca- tenax as idéias num todo ou corri outros assuntos. Tanto é importante esta forma de captação, que muitas pessoas conse- guem fixar melhor osassuntos de Lima leitura quando o fazem em voz alta. Neste caso estão sendo usadas, simultaneamente, leitura e audição; c) Observação - É_o meio próprio de captação de conhecimen- tos quando, por exemplo, se realiza uma experiência, se visita, uma obra, uma indústria ou um laboratorio. Se uülira- da de 'Forma sistemática, e com critério, constitui um útil instrumento de captação. Observa: é entendido, aqui, como um estágio do processo de captação de ocorrências, fatos etc. , que surgem naturalmenteno decorrer de um trabalho. Esta forma de captação é especialmente relevante nos estudos de engenharia, porque deve-se sempre estar identificando sis- temas; fenômenos físicos, processos e variáveis, para a execução dos trabalhos. 1.8.1 Captação em , Sala de Aula O grande momento de estudo que todos têm é o tempo em sala de ' aula. Por isso recomenda-se que este periodo seja. aproveitadointcgialmen- te, através de uma participação ativa. Não se deve levar para casa dúvidas que podem ser sanadas em sala de aula. Não esquecer que dúvidas são , lacunas num campo de conhecimento e que estas certamente se avolumarão com o tempo, pois o perfeito entendimento de outros assuntos poderá ser prejudicado em função destas falhas. . Um dosprincipajs argumentos que _se pode utilimr para justifica: a dedicação exclusiva ao *assunto 'de uma aula é que não se pode conceber que alguém deixe de fazer outra coisa, às vezes até mais atraente, para sentar-se em cadeiras normalmente duras e desconfortáveis, a fim de 22 Introdução á Engenharia ouvir, sem aproveitar, explicações e orientações de alguém mais experiente e entendido no assunto. Seria totalmente incoercnte quem assim procedes- se. ' - Para entender uma aula deve-se apreender a sua organização e objetivos, assimilando a idéia central da explanação do' professor em cada assunto. É normal, ao explicar uma matéria, dar-se uma idéia geral anteci- pada do que será visto. A medida que o professor avança na sua explica- ção, o estudante deve interroganse constantemente. Exemplo: O que já sei sobre este assunto? Qual a. ligação deste tópica com outras? Qual a signifcuçlo ffsico desta fórmula malemática? Se tiver condições de responder a estas perguntas, otimo, estará aprenden- do. Caso contrário, deve redobrar a sua atenção e pedir novas explicações ao professor. ' Captar e anotar idéias com as próprias palavras, para analise posterior, ajuda em muito a participar ativamente da-aula, esümulando o processamento _das informações. Se isto não for conseguido, é porque o assunto não foi bem assimilado. Não se pode acreditar que alguém tenha dificuldades intransponíveis para exprimir idéias que estejam claras e distintas na mente. A atenção deve eslar sempre voltada para aquilo que o professor diz, para permitir a captação e o indispensável processamento das informa- ções, e não para os seus trejeitos ou tom de voz, e muito menos à paisa- gem da _janela ou : LD comportamento dos demais colegas. Há quem queira se convencer de que aproveitada melhor o seu tempo estudando em casa ou na biblioteca. Isto pode até ser verdade; mas apenas nos casos em que o estudante já se encontre perfeitamente motivado e orientado para o estudo, e conhecedor, mesmo que superñcíalmente, do assunto a ser assimilado. Pode-se afirmar ser isto raro de ocorrer e garantir ser altamente vantajoso receber a orientação do professor, que conhece o caminho certo a seguir para se obter os resultados pretendidos. A Figura do professor é importante, porque acaba sendo um exemplo para o estudante, produzindo grandes reflexos na sua formação.
  17. 17. __. ,__. ... .,. ___. _ _____ _. ... ... ____. ._ (7, Sintetiznndtt- t'. L^HlllLi: i1llE'xl(7Di3 te participar : ttivztmcntc das aulas. ptíffltlflí. processando info rmztoncs. talo. Figura 1.5 Sai: : . iii átttlti. .m, iara» mt t». 1.8.2 Captatçíão Extra-Ci Shi* t. ) tempo em sala 'le uttlzi e' lllÉQt'V"i"ll'll. C e ' não se pode imaginar L* til-Se *ter uma dos: assuntos; serum : tiara : gundo à Uni' vcrmkiade 23 entimr de que e' importam respondendo, anotando e ut tm. ¡t<7í. '(*v'. )t''l/ U FSC) sitbstitttívet. Entretanto . tente. E indiscutível a intposi o dos assun- ' c com discussões com lu limit-t (lc aula acredi- , Ilrt ~ 2x tixação dos imente. deve servir 24 Introdução A Engenharia como orientação, pois certamente alguns estudantes necessitarão dedicar mais tempo de estudo, por exemplo, para física e menos para matemática, enquanto outros poderão ter necessidades diferentes. Esta dosagem de tem- po deve ser estabelecida pelo próprio estudante a cada início de periodo letivo, podendo ser ajustada com o tempo. Para 'esta programação deve-se considerar características próprias. possíveis deñciências ou gostos pessoais, não devendo-se, entretanto, cometer o erro de prejudicar os estudos de alguma materia em detrimento de outras. Para garantir um equilíbrio em todas as matérias é que se sugeriu no item 1.5 a confecção de um horário, ou agenda de afazeres particulares, onde se possa estabelecer um! tempo adequado para cada tarefa. Complementando esta sugestão, recomenda-se que se estabeleça um tempo de revisão imediata de cada aula, para recompor e fixar a maté- ria. Isto será de grande valia, pois 'os assuntos ainda estarão vivos na mente e serão de fácil recomposição. Evita-se, assim, que o fenômeno tecnicamente conhecido como Curva de Esquecimento atue de forma inexo- rável. Fazendo com que muitos pontos importantes se percam. Segundo estimativas baseadas em experiências, de um determinado volume de informações apreendidas, cerca do 5% será esquecido em uma hora; mais 10% até o dia seguinte, mais 15% em uma semana e mais 20% em dois meses. Assim, após 60 dias restam cerca de 50% dos conhecimen- tos originalmente apreendidos. Aproveita: para recompor os assuntos quan- ' do eles ainda estiverem acessíveis de Forma fácil. é _uma atitude bastante prudente. _ ' ' 1.8.3 Captação pela Leitura Os livros didáticos são as maiores Fontes de pesquisa dos estudan- tes. Por isso deve-se dar uma atenção especial à bibliografia indicada pelo professor e consulta-la regularmente, de preferência adquirindo os princi- pais títulos. As bibliotecas das escolas estão, na maioria das vezes, razoa- velmente bem aparelhadas para os cursos básicos de graduação. Constantes visitas a. estes locais podem ser de grande valia para os estudos. Embora, a priori. todos os estudantes de nível superior se sintam capazes de bem assimilar os conteúdos de leituras, a realidade tem
  18. 18. Chegando â Universidade 25 demonstrado que isto nem sempre acontece. Esta afirmação vem respalda- da no fato de ser raro encontrar-se estudantes aplicando regras básicas da boa leitura para uma assimilação eñcaz. Entretanto, acredita~se ser fácil a reversão de 12.1 . quadro. Basta que o estudante se conscientize da possibi- lidade de uma melhora e que busque seguir recomendações simples como, por exemplo, as aqui apresentadas. , A seleção daquiloique se vai ler é o primeiro aspecto a ser consi~ derado, porque, logicamente, não se pode 'ler tudo o que é publicado sobre detemiinado assunto, Para se ter uma idéiada impossibilidade disto, calcu- la-se que anualmente a literatura científica e técnica mundial deve produzir em torno de 60 milhões de páginas. Assim, a recomendação de serem lidos os títulos sugeridos por professores e/ ou especialistas e' uma boa medida. Figura 1.6 Biblioteca Universitária. (Fono: James Tavares - AGECOM/ UFSC) De forma geral, a escolha de textos para leitura pode ser baseada 26 Introdução à Engenharia nos seguintes pontos: - título da obra - que normalmente indica o assunto abordado no texto, ou a qual área pertence o traba- lho; - nome e citrrículo do autor r nomes proeminentes e cientificamente respeitáveis são bons indícios 'pa- ra a seleção da leitura. pois devem produzir Haba- lhos consistentesil - leitura do prefácio e da "orelha" da obra - isto Fornece uma idéia tazoávcl da abordagem do texto. podendo-se, assim, verificar se confere com o que se deseja estudar; v leitura do sumáriolou índice) › tem-se assim um panorama geral do conteúdo da obra. além de se conferir corn facilidade se os tópicos procurados estão contemplados no trabalho. Estando selecionado o que ler, deve-se passar à leitura propria mente dita, ação que encerra os maiores problemas da fase de captação. Deve-se saber diferenciar os procedimentos da leitura, por exemplo, de ttm romance da leitura de um livro texto de um curso de eletroniagnetismo. A velocidade de uma leitura informativa, c principalmente a de distração, normalmente é mais rapida, enquanto que a de uma leitura formativa exige reflexão, anotações, cálculos auxiliares e retornos constantes a trechos já lidos, sendo portanto mais lenm. Não é recomendável tempo longo de leitura de textos didáticos, pois com o cansaço vem a redução na fixação, e qualquer ponto que não seja bem esclarecido pode prejudicar severamente o entendimento global de um assunto. . Cada um deve procurar a sua própria velocidade de leitura. para cada tipo de texto, lembrando sempre que o principal é a compreensão. De
  19. 19. ' Chegando à Universidade 27 forma geral, :leve-se procurar aumentar a velocidade, porque se ganha tempo e por jáestar «comprovado que, aumentando a velocidade, aumen- ta-se a compreensão. Isto' talvez aconteça por se dar mais atenção à leitura, deixando-se de se ater a aspectos não pertinentes ao assumo. Uma boa f velocidade de leitura representa algo em tomo de 200 a 300 palavras por minuto. Para textos técnicos este ritmo devera baixar sensivelmente. Alguns sintomas comuns que identificam maus leitores são: - leitura de palavra por palavra. O movimento dos olhos durante a 'leitura é intermitente e a leitura propriamente dita só se da durante as paradas. Esta será tanto mais rápida quanto maior o grupo de palavras fixado em cada parada; - movimentação dos lábios ou vocaliznção enquanto se lê. isto diminui a velocidade. Numa leitura eli- ciente deve-se olhar um conjunto de palavras e interpretar o significado, sem anecessidade de pro- nunciá-las, nem mesmo mentalmente; - retornos constantes ao que se acabou de ler. Isso é sintoma de desatenção. Não confundir com retor- nos feitos com o objetivo de integrar os assuntos de um texto. Dlnuuicu-i - rncuuunu: nmuutulã Num texto, cada capítulo procura transmitir uma idéia, da mesma forma que um parágrafo. Assim, para que se consiga uma leitura eficiente; captando, retendo e integrando as informações lidas, deve-se identificar e extrair as idéias principais, sabendo destaca-las das idéias acessórias que gravítam à sua volta. Uma das- formas mais_ eficientes de se ler um livro, é esta: cons- tantemente procurando pelas idéias principais, sublinhando-asou fazendo anotações, quando for livro próprio. A'-técnica de sublinhar, além de ser simples, e' de extrema utilidade para as revisões, pois evita, nestes casos, uma releitura completa, indo-se direto as idéias principais. Deve-se subli- 28 Introduction língen/ Iu/ 'Iu _lmmw_ , _ _ ___ nhar o menos possivel - so' o essencial ; mz-a destacar uma idéia -, e sempre com a mesma convenção Por exemplo_ com um traço horizontal sob as ¡vala- vras para destacar idéias principais; com dois traços horizontais para marcar exemplos; com um traço vertical ao lado do texto para evidenciar orações completas. ' . No estudo da engenharia é comum a utilização de grzilicos. tabelas e fónnulas matemáticas como auxilio à compreensão Por is _ recomenda-se o hábito de interpretar os seus significados. Uma lbiniulzt matemática nada mais e' do que a representação de uma situação fisica real - IN/ nHLI/ Hienfc_ na exit/ do da engenharia. tunfenõnreno #sim -, através de' uma linguagem de signilicado imutável c universal. Gráficos c tabelas. na verdade, não ¡Jassam do recursos para mostrar alguma relação entre variáveis ou a evolução de algum fenômeno Deve-se, então. aarantir a perfeita interpretação destes recursos e a compreen- são dos seus signilicados 1.9 PROCESSAMllZNTO “ Feita aicaptação de um conhecimento. deve-se processa-lo para reler e integrar os assuntos, Naturalmente o processamento das informações já está acontecendo quando se lê um livro ou quando se participa de uma aula. Porém são impres- cindíveis alguns procedimentos posteriores para uma boa absorção dos conteu- dos. Cita-se como exemplo a realização 'de revisões imediatas logo apos as aulas ou leituras de textos. Estas revisões podem ser lcilas confeccionandtv-se esquemas e resumos dos assuntos aprendidos_ o que pernútira. além da iixação. uma fun-na rápida de sc consultar estes pontos. Um esquema consiste_ basicamente, numa reprodução de um assunto onde apenas asideias mostras. os_ principais titulos e dclinições compõem um todo sintético, E uma reprodução 'da linha diretriz seguida pelo autor_ devendo scr simples. claro e objetivo. O resumo de um texto e uma compactação, com frases completas. do assunto lido. Ele deve ser uma extração das ideias principais: não uma criação Deve, portanto_ ser tiel ao texto, _tendo como objetivo a condensação para di-
  20. 20. _H_________~, ,_ , _ Chegando à Linirerxírlade 29 minuíl' o tempo de revisões. além dc forçar uma boa leitura. Alias_ nunca e de- mais repetir a leitura e um dos caminhos mais eñcazes para o aprendizado. Após estudar um determinado volume de topicos deve-se realizar uma revisão globalizadora, quetem como objetivo a integração de todos os assuntos estudados para se obter um todo homogêneo e boncatenaclo_ Um dos objetivos das avaliações programadas em disciplinas e' justamente o de induzir os alunos a realizarem tais revisões. NÍngUÓlTl pode garantir que uma ¡Jrox/ a, por melhor que tenha sido elaborada. meça adequadamente os conhecimentos de um estudante. pois há muitos fatores, inclusive pessoais, que influenciam no seu rendimento. Ha indi- viduos que rendem melhor quando trabalham em equipe e outros só conseguem bom desempenho quando sozinhos. Existem os que ñcam inibidos quando estão sendo avaliados em provas orais e , os que licam nervosos em provas escritas. Entretanto uma coisa e corta: o estudante dcveesmerar-se ao máximo para ter bom rendimento em avaliações, pois elas serão o termômetro que aferirá o seu aprendizado durante a maioria das disciplinas. Além do mais, apesar das inume- ras discussões sobre este tema, parece que ainda não Foi encontrado um metodo tão simple' rápido e eliciente quanto as provas tbrmais. F. na fase doprocessamento das informações que se deve procurar interligar os assuntos vistos num terno, numa (lisciplina e no encadeamento logico de todo o curso, para garantir uma boa visão de cortjunto. Uma disciplina é parte de uma estratégia de ensino preestabelecida_ com planos. metas e técnicas de aprendizagem, Dedicar um tempo extra para entender astra lógica c as suas relações com outras matérias é o mínimo que se pode esperar rle um aluno que leva a serio os seus estudos. As revisões imedia~ tas e globalizadoras 'auxiliam que isto aconteça, tornando o aproveitamento nos estudos mais eñcaz. ' 1.10 OUTRAS RECOIVIENLDACÕES Em relação à fase dacaptaçao, deve-se destacar, ainda que procedi- mentos semelhantes aos anteriormente recomendados devem ser postos em pratica também em situações como as descritas a seguir. 50 Introdução àEngenharin l.10.1 Aula de Laboratório Com os constantes aperfeiçoamentos dos equipamentosde medição a com o aparecimento de novos e modemos equipamentos industriais, é de vital importância que o estudante de graduação tenha contato com a Instru- nentação e aprenda a realizar ensaios de laboratórios; isto lhe conferirá naior versatilidade, o que será de grande valia na sua vida profissional. As aulas de laboratório devem ser enoaradas não como meros ami: Íícíos didáticos, mas como uma excelente oportunidade de se verificar a zeorla. É importante anotar os resultados obtidos, os equipamen tos utiliza- ios etc. , para a confecção de um -relatório técnico final, mesmo que o Jrofessur não exija. , V As aulas práticas, com o desenvolvimento de experiências em aboratórios ou em campo, têm como objetivos: a) permitir melhor fixação dos conhecimentos abordados nas aulas teóricas; b) desenvolver a sensibilidade na avaliação dos parâmetros da engenharia; c) Contribuir para o desenvolvimento do estudante _na aplicação dos princípios básicos teóricos para a solução de problemas; d) familiarizar o estudante no uso da instrumentação empregada na engenharia; e) desenvolver o espírito crítico na interpretação e avaliação dos resultados experimentais; f) desenvolver a habilidade para a execução de relatórios técni- 'c0s, bem como a apresentação de resultados através de gráñ- cos, tabelas e equações; g) ensina: a tirar conclusões, a partir de resultados experimen-
  21. 21. Chegando à Universidad: 31 tais; h) contribuir para desenvolver a capacidade criativa; i) contribuir para a fàmilíarização de manuais e normas técni- cas de engenharia; ~ ' J) desenvolver olespíritode traballio em gmpo; 1.10.2 Estágios Na área de engenharia, reputa-se ser da maior importância a reali- zação de estágios em empresas que trabalhem no campo profissional do curso. Isto permitirá contatos diretos com o seu futuro campo de trabalho e também auxiliará. em muito, o próprio processo de formação, pois ter-se-ão assim exemplos práticos para identificar uma série de problemas e formulações encontrados na vida acadêmica. Se o curso específico do estudante não exige a realização de está- gios - básicos ou projíssíonais -, ele próprio deverá 'procurar faze-los, e com isso só terá a lucrar. Durante a realimção destas atividades, o estagiário deverá se intei- rar dos processos e equipantentos utilizados pela empresa bem como de tudo a respeito dos produtos fabricados, suas especificações técnicas etc. A confecção de relatórios também aqui e recomendada. 1.10.3 Trabalho Escolar a Bastante comum nos cursos universitários, o trabalho escola: - ra- refa para ccua -, é um excelente recurso didático. Elc constitui um proces- so de realização e sublimação intelectual, pois propicia. oportunidades de exercitar a pesquisa bibliográfica, a observação e a reileicão de determina- dos fenômenos. Também desperta o rigor científico, a obediência ao méto- do, a organização, a estética e a criatividade. É uma atividade imprescindí- vel para uma boa formação e. como ml, deve o estudante alela dedicar-se com seriedade, realizando sempre, ele própriof- todos os trabalhos requisi- 32 Introdução ü Engenharia tados. Um trabalho escola: visa a desenvolver no estudante uma ou mais capacidades, que podem ser assim ordenadas pelos seus níveis de comple- Xidade: - conhecimento, compreensão c fixação de um con- ceito; ' - aplicação de lei física a uma""situação problemati- zada; '- - análise de um fenômeno ou de um processo; - síntese de conceitos_ teorias, leis, experiências e normas para elaboração de um projeto. Desta forma, pode-se classificar os trabalhos escolares da seguinte maneira: ' experiência de laboratório ou de campo pesquisa bibliográñca projeta relatórios técnicas resolução de problemas seminários. ' É fundamental ressaltar ainda que a leitura sempre é um reforço importante para que o estudante aperfeiçoa o seu vocabulário. Um vocabu- lário substancioso dará mais segurança na comunicação. tanto oral quanto escrita e, com isso, uma potente ferramenta estará à disposição do enge- nheiro em seus contatos profissionais. A obediência a um método de trabalho _e aos princípios da organi- zação de atividades intelectuais facilita aaprendiugem, economiza tempo e possibilita um melhor desempenho na execução de qualquer tipo de ativi- dade. Mesmo estando o estudante cético em relação às recomendações aqui feitas, deve no mínimo considerar o seguinte: dão custa nada tentar. *Wi*
  22. 22. cnPíruLo 2 PESQUISA TÉCNOLÓGlCA a Ciência e tecnologia. Método de pesquisa. Processos da método de pesquisa. Pesquisa bíbliogmjim. Observação. Hipótese. Experimen- Iaçrlo. Indução. Dedução. Artdlire e síntese. Teoria. Exemplo de um trabalho de engenharia, Exemplo de um ! mb/ ilha de pequim. Orga- niznçuu 11a pesquisa¡ 2.1 CIÊNCIA E TECNOLOGIA o ~ É comum aparecerem dúvidas quando se trata de definir o que são ciência e tecnologia. E quando diante de dúvidas, é fácil fantasiar-se um pouco em relação ao que cada uma delas representa. Estas incertezas, muitas vezes, induzem o estudante a pensar que compete ao engenheiro apenas o desenvolvimento tecnológico, ficando este profissional completamente à margem dos problemas que dizem respeito àpesquisa científica. Mas, de fato, o engenheiro não trabalha apenas com uma delas. Ao contrário, deve estar apto a desenvolver suas atividades, de preferência, com o auxílio 'de ambas. _ A intenção neste capítulo e' discutir estas questões, para deixar cla- 34 Introdução à Engenharia ro ao estudante de engenharia que elas estãomttito proximas. Na verdade, evoluem em paralelo, se inter-relacionando constantemente. O que é pesquisa? Pesquisa é um conjunto de investigações, ope- rações e trabalhos intelectuais ou práticos, que objetiva a descoberta de novos conhecimentos, a invenção de novas técnicas e a exploração ou cria- ção de novas realidades. Em termos genéricos, POdErE-e afirmar que a pesquisa acontece de duas fonnas: a fundamental e a aplicada. A pesquisa fundamental visa a essencialmente descobrir as : leis da natureza; a pesquisa aplicada visa, em especial, inventar aplicações práticas para as leis fundamentais. O desenvolvimento tecnológico está relacionado, sobretudo, à deti- nição de procedimentos técnicos, tão eficazes quanto possível, para permi- tir a produção de algum bem ou serviço. A ciência procura _descobrir leis e explicações que possam desven- dar os fenômenos da natureza. A tecnologia, através dos conhecimentos disponíveis, especialmente dos científicos, procura obter instrumentos, processos e sistemas e planejar linhas de ação que tenham valor prático. Os desenvolvimentos científico e tecnológico devem seguir cami- nhos paralelos, pois o sucesso de um possibilita a. sublimação do outro. A ciência, através dos conhecimentos, permite a evolução da tecnologia e, reciprocarnente, a tecnologia , permite à ciência dar corpo às mais audacio- sas idéias. ' ' Assim, podese dizer que as pesquisas científica e tecnológica se diferenciam basicamente pelas suas ñnalidades. Não se pode añrmar que uma pesquisa científica seja mais de caráter teórico e a tecnológica mais experimental. Existem pesquisas tecnológicas que durante o seu desenvol- vimento não saem do papel ou do computador. Reforçando esta diferenciação, pode-se comparar a tecnologia a uma viagem com data e hora marcadas para a saída e a chegada, e com iti- nerário preñxado. Fazer ciência seria partir para . uma viagem mais aven- tureíra, onde a estrada vai sendo aberta segundo a necessidade, e a obten- ção de um resultado diferente do esperado e perfeitamente cabível. Além disso, pode-se dizer que a ciência também se diferencia da tecnologia pelo seu público. A ciência se dirige diretamente aos pares que a julgam e que, chegando aum consenso, a transformam em verdade. A
  23. 23. tecnologia se dirige a clientes - pessoas frisar, _empresas ou. à própria comunidade cientgíca -, e á sua verdade consiste' nas' viabilidades técnica e econômica de um estudo. __ Ciência e tecnologia se preocupam em obter soluções para proble- mas, oriundos de necessidades detectadas, usando para isto procedimentos semelhantes de traballio. Porém, são diferentes os problemas abordados por elas. Os problemas científicos são cognitivos, enquanto os tecnológicos são eminentemente práticos. ' Existem pesquisas, entretanto, que são virtualmente impossíveis de serem assim diferenciadas, como por exemplo aquelas que objetivam estudar supercondutores, ou que analisam as adaptações do ser humano a ambientes adversos, como o espaço extraterrestre. Nestes casos toma-se inclusive dúbia esta classificação, pois se está trabalhando nas fronteiras dos conhecimentos cientíñco e tecnológico. O estudante de engenharia tem uma importante contribuição a prestar para o desenvolvimentoda ciência e da tecnologia. De que forma? Através de uma formação profissional consistente, de uma conscientimção das necessidades da sociedade em que vive e__de uma visão realística de uma perspectiva de futuro para a humanidade. : Não basta apenas aprender a teoria de como pesquisar ou projetar, ou apenas assimilartodos os conteúdos repassados durante o curso. Deve- se também procurar criar condições que colaboram para a sua. própria evo- lução. Isto pode ser conseguido através da participação concreta no seu processo educacional. Desta forma, com toda a certeza, se estará também ' contribuindo para o progresso da ciência e , da tecnologia e, por via de conseqüência, da própria sociedade. _2.2 IVIÉTODO DE PESQUISA Há uma forte semelhança entre os procedimentos necessários para se realizar uma pesquisa científica ou um desenvolvimento«tecnológico Desde a atitude psicológica favorável até o próprio método de trabalho a ser empregado, muitas semelhanças podem ser identiñcadas. Tantas são elas que um método estabelecido para fazer ciência também pode ser utili- , _Pz. tqui. rrz Tecnológica 35 r y 36 Introdução à Engenharia zada, com pequenas adaptações, para fazer tecnologia. Isto é añrmado porque a diferença básica entre ambas está nos objetivos finais - como comentado anteriormente. A organização das duas é análoga e o pesquisador e' quem deverá escolher a metodologia apropria- da de acordo com o tema e os objetivos pretendidos. Acima de tudo, deve-se planejar e aplicar um método coerente e eficaz. pois ele poderá ser o responsável pelo sucesso ou pelo fracasso do trabalho. Definindo o conhecer como uma relação que se estabelece entre 0 sujeito da ação e o objeto conhecido, rpode-se _distinguir dois tipos básicos de conhecimento: _ ' ' ~ Conhecimento sensível - entendido como pro- vocador de uma modificação no comportamento de um órgão corporal do sujeito que se apropria do conhecimento. Por exemplo: uma onda lumi- nosa ou um som são percebidos pelo sujeito cognoscerite - aquele que se apropria do conhe- cimento - através da sensibilização de órgãos apropriados. " v - ~ Conhecimento intelectual - é aquele que se dá quando o sujeito cognoscente se apropria de conceitos, princípios e leis. _ _Numa pesquisa, sejaela do tipo _que for, sempre estarão presentes os dois tipos de conhecimentos. Num primeiro instante, usa-se o conheci_ mento sensível para a absorção e, em seguida, 'o intelectual para o preces. samento das informações e reflexões necessárias. Para proceder a umainvestigação são necessárias condições análm gas as mencionadas como recomendáveis ao estudo. Em primeiro lugar, deve o investigador estar imbuído de um espírito científico favorável ao trabalho, que se traduz numa atitude ou disposição que, na maioria das vezes, se reflete em aspectos subjetivos. Esta característica, tal qua] o ato de estudar, não é inata no pesquisador, devendo, portanto, ser aprendida. 'O' espirito cientfñco. que é uma atitude psicológica favorável à
  24. 24. Pesquisei Tecnológica 37 pesquisa, deve vir germinado por um espirito critico, inovador e isento de preconceitos. L Porém isto não é tudo. Há a necessidade, ainda, da adoção de um método, isto e, um conjunto ordenado de procedimentos que conduza os trabalhos de forma sistemática e criteriosa. O método é a lógica geral da investigação, é a estratégia de ação, e, como tal, deve ser estabelecido pelo investigador em função do assunto e dos objetivos da pesquisa. Método é uma palavra derivada dos com nentes gregos META' que significa: ao longo di: ou ao largo de e 0D S, que significa; cami- nho, via. Assim, por MÉTODO entende-se: caminho ao longo do qual pode-se chegar a um ponto desejado. A aplicação de um plano de ação consistente e realístíco é sempre recomendável, pois, conforme deixa ver a história, muitos progressos da ciência e da tecnologia devem-se mais a ele do que _a cérebros brilhantes. Porém, o método jamais poderá substituir completamente o talento de quem o usa. A reflexão e a criatividade do pesquisador sempre serão insubstituíveis. _ › ' 2.3 rnocnssos DO MÉTODO m: PESQUISA Procederla uma pesquisa cientifica ou tecnológica é realizar con- cretamente uma investigação previamente planejada e desenvolvida de acordo com metodologias apropriadas ao tema. Um método de irabalhoé um conjunto ordenado de procedimentos - ou processor -, quevsão escolhidos por quem pesquisa, tomando como base principalmente o tipo de tarefa e os resultados pretendidos. Dos processos a seguir. apresentados, alguns ou todos podem ser empregados numa pesquisa, e não necessariamente naquelaiordem. 2.3.1 Pesquisa Bibliográfica Uma pesquisa nem sempre precisa ter' como resultado final uma. conclusão original, embora esta seja uma idéia corrente entre os estu- dantes. Ela pode também serum resumo de assunto. Aliás, é esta a BIBLIOTECA - FACULDADE PITAGORAS' 38 Introdução à Engenharia principal forma de pesquisa dos estudantes, que realizam este trabalho através de um procedimento de investigação denominado pesquisa biblio- gráfica. Presente em praticamente todos os trabalhos, sejam eles científicos ou tecnológicos, a pesquisa bibliográfica consiste na seleção. leitura e 1 análise dos trabalhos que tratam do assunto de interesse. Não se deve pretender realizar _uma pesquisa bibliográfica comple- ta, pois, no mais das vezes, é utópica tal pretensão: É muito mais realista uma seleção bibliográfica capaz de ser lida e analisada no tempo disponí- vel. Através desta pesquisatoma-se conhecimento do assunto e verifica-se o que já foi feito, na área, por outros investigadores. v Não deve o estudante iludir-se julgando ser este tipo de pesquisa menos importante do que outros, que envolvem diferentes processos de investigação. O que acontece, na realidade, e' que a grande maioria das pesquisas, em qualquer área de conhecimento, é iniciada exatamente com uma pesquisa bibliográfica. Portanto, deve-se aproveitar bem o tempo de formação para aprender, exercitar e aperfeiçoar este tipo de atividade. Os pesquisadores; auavés dos seus procedimentos científicos ou tecnológicos, trabalham para o progresso da_ ciência e para o avanço das técnicas. O estudante, através de um . de seus principais métodos de traba- lho, a pesquisa bibliográfica, treina passos no caminho da ciência_ envidando esforços com caráter de redescoberta e de conquista para si próprio. ' ' 2.3.2 Observação O processo de observação consiste na aplicação dos sentidos para o exame cuidadoso e crítico de um fenômeno. Durante este processo se re- gistram e analisam os diferentes fatores e circunstâncias que parecem influenciar o fenômeno, sem nele interferir. São observadas as relações entre as diversas variáveis envolvidas, num contexto natural, não prepara» do pelo observador. embora escolhido e interpretado por ele. A observação situa-se normalmente na faseinicial de uma pesquisa, mas continua por todo. o seu desenrolar_ A observação, como parte integrante de uma pesquisa, é algo mais ›. »mnrwn
  25. 25. Pesquisa Tecnológica 39 que a mera percepção de fatos. No cotidiano das pessoas, ela é inteiramen- te passiva, assistemática e não intencional. A observação, como parte de uma pesquisa-requer na verdade a intenção de conhecer e o interesse pelo que se vai observar, sendo, portanto, necessário ter-se conhecimentos prévios sobre o tema. Observar não é simplesmente ver, mas, antes de tudo, vigilar. 2.3.3 Hipótese Hipótese é uma suposição provisória, ou seja, é uma opinião pré- via do pesquisador em relação à solução do problema proposto. Tem como ñnalidade Fixar uma diretriz de ação, estabelecendo metas, elementos e idéias que orientam a pesquisa na direção da causa provável, ou que facili- tem a sua inteligibilidade e desenvolvimento. v' Os passos seguintes da pesquisa podem confirmar ou negar as hi- póteses iniciais, mas até lã elas já terão ao menos cumprido a sua função orientadora”. y A hipótese estabelece uma relação de causa e efeito entre alguns fenômenos, podendo ser estabelecida por dedução de resultados já conheci- dos ou pela experiência do' pesquisador. 2.3.4 Experimentação Como ncm sempre é possivel observar fenômenos, seja porque eles acontecem com pouca freqüência ou porque as condições nas quais eles ocorrem não oferecem as variações e a flexibilidade desejáveis, deve-se recorrer à experimentação. A experimentação e um processo muito usado na engenharia. Con- siste. basicamente, num conjunto de procedimentos aplicados com a ñna- lidade de confirmar uma hipótese. obter dados ou testar sistemas. Difere da observação principalmente no fato de que neste processo alteram-se as variáveis envolvidas no problema para verificar as conseqüências ou as relações existentes entre elas. " Fazer uma experimentação significa reproduzir fenômenos em condições previamente estabelecidas, com controle de variáveis. Uma 40 Introdução à Engenharia_ experiência, cientíñca ou tecnológica, deve ser realizada segundo um pla- nejamento prévio e nunca feitas esmo, na tentativa de descobrir aleatoria- mente algo que não se sabe. Figura 2.1 Experimento em laboratório. (rom: Paulo Dum. . AGECOM/ UFSC) Para realizaiuse uma boa experimentação alguns cuidados básicos devem ser tomados, tais como: ' a) Escolha da aparelhagem › Os equipamentos selecionados de- vem ser adequados ao tipo de trabalho a ser desenvolvido, e também ter resolução - menor unidadg qug pode Se, - meadd com o aparelho_- e precisão - porcentagem de erro provável - adequadas. A conveniência de utilização, o uso adequado e ° cus") d°3 eílliíPamentos também são 'fatores importantes a
  26. 26. i 2, Perquisa Tecnológica 41 considerar. , . b) Método de ensaio - Os resultados obtidos em ensaios distin- tos sobre um mesmo tema devem ser comparáveis, ou seja, a experiência deve ser realizada deforma a permitir a repeti- ção dos resultados em qualquer lugar ou época. Numa pes- quisa deve-se cuidar especialmente em distinguir quais-são as variáveis desprezáveis e quais as relevantes nos ensaios, fazendo as simplificações possíveis e controlando os parâme- tros efetivamente mais significativos. 2.3.5 Indução A indução é uma forma de raciocinio ou de argumentação, consis- tindo num dos principais veículos do experimentalismo modemo. É um processo através do qual se parte de verdades particulares para concluir verdades gerais, baseando-se na generalização de proprieda- des comuns a um determinado número de casos observados (Figura 2.2). É um processo ampliador que normalmente culmina numa lei. Lei é uma proposição que estabelece uma relação constante entre as variáveis presen~ tes num fenômeno, enunciada após a confirmação dos fatos mediante a experimentação. _ ' , GENÉRALIZAÇÃO ' AMOSTRA ' POPULAÇÃO Figura 2.2 Processo de Indução. 42 Introdução à Engenharia Um exemplo de raciocinio indutivo, que pode auxiliar no seu entendimento, é o seguinte: F01' constatado que os materiais A, B e C, todos metais, são bons condutores de calor. Ora, se A, B e C são bom conduzores de calar e são "mais, conclui-se que todos as metais são bons condutores de calor! ~ E importante atentar para o fato de que as generalizações das rela- çoes devem ser compativeis com_ os fenômenos estudados, e bem funda- mentadas, para que não se chegue a conclusões falsas. 2.3.6 Dedução ' O processo de dedução parte do geral para d particular, explicitan- do verdades particulares contidas em verdades universais (Figura 2.3). É PAnTlcuLARizAçÂo. AMOSTRA POPULAÇÃO Figura 2.3 Processo de dedução. Um exemplo de processo de dedução é o seguinte: Sabe-se que os metais são condutores de eletricidade. Senda o cobre um metalmode-se deduzir que ele : também conduz eletricidade!
  27. 27. Perquisa Tecnológica 43 Tal qual a indução, a dedução é uma forma de raciocinio ou de argumentação, sendo portanto uma forma de reflexão, e não apenas de pensamento. O pensamento é dispersivo e espontâneo, enquanto a reflexão requer esforço e concentração intencionais. _ 2.3.7 Analise e Síntese A analise é um processo metódico de trammento de um problema, que implica a decomposição de um todo em suas partes. Ou seja, é a sepa- ração do objeto de estudo em' seus elementos constituintes. Desta forma, pode-se estudar mais fácil e detalhadamente estes elementos, e conhecer melhor as relações _de causalidade. V Com este procedimento facilim-se uma pesquisa, pois é muito mais fácil trabalhar com tópicos mais restritos do que com assuntos mais complexos. Neste último caso, a inter-relação entre as diversas variáveis ' envolvidas, e as muitas vezes complexas relações de causa e efeito, estabe- lecem fatores complicativos adicionais. i A síntese e a complementação da análise, sendo a composição ge- ral das conclusões desta. sintetizar consiste em reconstruir ou recompor os tópicos analisados numa seqüência compacta e lógica. Deve-se, no entanto, ter um cuidado adicional na hora da reconsti- _ tuição do todo, para não se fazer um somatório simplista dos fenômenos analisados. As decorrências e implicações das partes de um problema devem ser pensados com critica e ponderação em função de estudar as suas conseqüências no todo. Análise e síntese são processos essenciais no estudo de problemas complexos e estão quase sempre juntas, presentes numa investigação. São processos complementares, sendo a primeira sempre precedente, e a segun- da, conclusão. y 2.3.8 Teoria . _ ¡ › O termo teoria não é aqui empregado no sentido de oposição à prática, mas para designar uma construção intelectual resultado do trabalho filosóñco e/ ou científico. 44 Introdução à Engenharia Teoria é um conjunto de princípios fundamentais que procura explicar, elucidar, interpretar ou unificar um dado dominio de fenômenos ou de conhecimentos. Estabelecer uma teoria implica necessariamente for- mula: hipóteses dos fenômenos analisados. Assim, uma teoria só passa a fazer parte dos conhecimentos aceitos quando foi' comprovada a sua sus- tentação, de forma direta ou indireta, * i As teorias científicas, pode-se dizer, são explicativas, conforme pode ser deduzido pelos seguintes exemplos: Teoria da evolução Teoria_ da relatividade Teoria dos gLIJEA' perfeitos Teoria do big «bang Teoria dos quanta. 2.4 EXEMPLO DE UM TRABALHO DE ENGENHARIA _ Um exemplo tipico de erigenharia, que envolve alguns dos proces- sos acima, pode ser visto na Figura 2.4. Na figura está representado o caso de um galpão, com cobertura metálica, que ruíu Sob a ação de uma forte rajada de vento. _ _r V v Chamado a estudar o caso, para identificar a causa do colapso e emitir um laudo técnico, o engenheiro observou a estrutura acidentada, analisando asregiõcs de ruptura, a direção de incidência do vento, a geometria geral da construção e os materiais empregados na obra, dentre outros aspectos. Tendo observado que a ruptura dos pilares de sustentação ocorreu para uma carga de vento inferior à estabelecida em normas oficiais, e tendo conferido que o cálculo _estrutural do galpão foi bem realizado, o engenheiro formulou a seguinte hipótese para justificar o colapso ocorrido: o ferro utilizado na armação do concreto- armado era de baixa qualidade. Para verificar esta hipótese, foram retirados corpos de prova - pedaços de ferro da própria estrutura sirtístrada - para a realização de experiências em laboratório.
  28. 28. í H OBSERVAÇÃO / ANÁLISE 'É VENTO' CAkBO oe AÇO TELHADO DE ALuMlNlü N TELHADO APÓS › o ACIDENTE PILAR DE CONCRETO ' REGIAO DE ARMADO RUPTURA "'“"' * / Wiàvñ/ &SÍÊ z. FERRO DA ARMAÇÃO nos PH__ARES DE CONCRETO _ NAO RESISTIU A SOLICITAÇAO t DIAGFLAMA _ TENSAO- DEFORMÀÇAO HIPÓTESE EXPERIMENTAQÂO TENSÃO RUPTURA ESCOAMENTO' DEFoRMAçÂp Figura 2.4 Exemplo de um trabalho em engenharia. Pesquisa Tecnológica 45 46 Introdução à Engenharia Um destes testes, para verificar a máxima resistência de ruptura do material, 'foi ensaiar os corpos de prova em uma máquina de tração. Nesta máquina, os corpos de prova são Eracionados até a ruptura, sendo traçados, simultaneamente, diagramas tensão x deformação - como a apresentada na Figura 2.47 Diagramas como esses permitem conhecer o comportamento do material sob carga. De posse destes dados, o engenhei- ro pôde conferir a veracidade da sua hipótese. Comprovada a hipótese, foi emitido um laudo técnico apresentando as causas do colapso do galpão. 2.5 EXEMPLO DE UM TRABALHO DE PESQUISA Está mostrado na Figura 2.5 um dispositivo experimental, utiliza- do para a monitoração das evoluções de temperatura e do conteúdo de umi- dade no interior de um corpo de prova de concreto celular autoclavado. O experimento foi realizado sem perturbação do_ fenômeno, graças ao uso de um banco gamamétrico. A extremidade do corpo de prova foi exposta a uma corrente de ar, que circulava em circuito fechado, e condicionada em umidade relativa por um reservatório contendo uma solução salina super-sa- turada. A temperatura foi controlada por trocadores de calor e por elemen- to de aquecimento elétrico, através de um regulador. As variações de umi- dade, no interior do material, foram medidas pela atenuação de um feixe de raios gama, emitidos por uma fonte radioaLiva colimada. O sistema fon- te-detector foi deslocado continuamentevde modo a acompanhar as varia- ções de umidade em todas as regiões do corpo de prova. Esta experiência faz parte de testes de laboratório 'realizados durante o desenvolvimento de uma tese de doutoramento. A descrição do experimento acima, apesar da sua complexidade, não tem por intuito assustar o recém-ingresso na universidade, fazendo-o crer que uma pesquisa seja algo inatingível. Ao corno-ado, a grande mensa- gem do texto é, exatamente, mostrar que cada pesquisa tem sua singulari- dade e, portanto, para realiza-la, o pesquisador tem-que dominar termino- logias, saber operar equipamentos específicos, consultar artigos especiali- zados, enñm, deve espeeializarwse em determinada área_
  29. 29. Perquisa Tecnológica 47 DEFECT HDI-I HADlAÇ o _COLIMÀDOH BANHO TEIWOSTATICO vErrriuooH 22352# S ENSOH DE Homme: ngm¡ meo/ mon J: - DECALUH / l- -_-, _ vr , ;a3 . x SENSOR SOLU ÚSÀLÍNÀ ' _i oersmeeanrum m , QRXBEH l VENTILADOR 'WCLltNltltft/ i. _MJ HADIOATIVR A i S ÍÉM MECÃNlCÔ DE DESLDCÀMENTO DÁ “N” FIOSNTE Êoo oerscron oe HADIAÇÀD Figura 2.5 Bancada de testes 'de uma pesquisa. (Cortesia: Prof. José Antônio Bellini du Cunha Neto - EMC/ UFSC) A comunicação vazada em termos ¡nuitas vezes desconhecidos inclusive por profissionais experientes não deve ser motivo de preocupa. - ção, pois, da mesma maneira como acontece com a leitura de qualquer tex- to, o conhecimento do jargão técnico utilizado é ñmdamental. Muitas vezes estes códigos só-são conhecidos por especialistas no assunto. ' Deve-se lembra: que a experimentação é ferramenta fundamental, 48 ! mirar/ lição (i líquen/ mma _ como já comentado anteriormente_ para a realização de uma pesquisa_ seia ela cientifica ou tecnológica, Mas também em muitos trabalhosvcorriqueiros de engenharia a experimentação e' importante. Por isso, e' recomendado exercitar- se continuamente nesta tarefa. ' 2.a ORGANIZAÇÃO DA PESQUISA Não ha mais quem possa defender a idéia de que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia depende estritamente do trabalho de gênios Houve. sim, uma época em que isto tinha aceitação. Porem, hoje em dia. esta sacramen- tada a idéia de que estes desenvolvimentos são fortemente dependentes de um . método de trabalho, e em especial a tecnologia. A organização cle uma pesquisa começa pela escolha do tema, que não nasce ao acaso, mas e tinto de um processo de seleção e de maturação que passa por muita leitura, estudo e reflexão. Esta definição também pode ser re- sultado de sugestão de um orientador_ como acontece em dissertações de mes- trado ou teses de doutorado, sendo ainda o processo corriqueiro de apareci- mento de assuntos de trabalhos escolares. 'Deve-se lembrar que a experiência do pesquisador o leva a um amadw recimenlo científico-tecnológico talque o capacita a fazer abordagens consis- tentes em cletenninadas áreas de conhecimento, Selecionado o assunto, deve-se partir para a sua plena compreensão, .que só estarei assegurada quando o pesquisador for capaz de: - explica-lo claramente a outros; - exemplíñcar com casos particulares; - apresentar possíveis aplicações dos resultados; - desenvolver o tema e analisa-lo com propriedade e fluidez. O domínio completo do assunto pode ser conseguido através de uma pesquisa bibliogràñca. onde tem-se oportunidade de fazer os primeiros questio- namentos e as delimitações do trabalho. Ato continuo, deve-se transformar o assunto em problema_ porque
  30. 30. lí ~ › , Pesquisa Tecnológica 49 uma pesquisa só temsentido quando se procura uma solução. Antes de_ estar formulado o problema não há o que solucionar. Acredita-se ser mais importante saber formular bem um problema do que resolve-lo. Isto por- que encontrar soluções para um problema mal formulado pode ser um n-a- ballio completamente inútil. vencidas estas etapas iniciais parte~se para a confecção do plano da pesquisa propriamente dita, que, logicamente, não poderá ser rigido, mas deverá admitir alterações de acordo com o andamento dos trabalhos. De uma forma geral, uma pesquisa segue os seguintes passos, em alguns casos nesta ordem, em outros, numa seqüência diferente: a) Definição do tema; b) Pesquisa_ Bibliográfica, para verificar quais estudos foram realizados sobre o' assunto e para colher dados; c) Delimitação do assunto, com a definição do enfonue a ser adotado; ' d) Definição dos objetivos a serem alcançados; e) Escolha do título da pesquisa; D Justificativa da pesquisa, indicando as contribuições que o trabalho poderá trazer; i g) Formulação do problema; h) Enunciado de hipóteses; i) Definição dos instrumentos necessários aos uabalhos; j) Execução do plano de trabalho que determine a forma da realização da pesquisa e a coleta e análise dos dados; 50 Introdução à Engenharia l) Definição do cronograma de desenvolvimento dos trabalhos i A _ __ ' estabelecendo o orçamento necessário para a provisao de des- pesas com pessoal, materiais, serviços etc; m) Realização do trabalho propriamente dito; 11) Discussão dos resultados obtidos; 0) Conclusão e observações sobre o projeto; P) Confecção de Relatório. . Deve-se considerar ainda que os passos acima descritos nem sem. pre estarão presentes numa pesquisa. Cabe ao pesquisado¡ a decisão de quais deles, e em que ordem, deverão aparecer_ air** me ob: pri sal na err 01'( IOS
  31. 31. CAPÍTULO 3 com” 'JN ICAÇÃO_ 0 engenheiro e a comunicação. Processo de comunicação. Redação. i Linguagem técnica. Artificias auxiliares da redação. Estrutura do trabalho. Utula. Irtrroduçdo. Desenvolvimento. Conclusão. Biblio~ gro/ ia. Outras pane: componentes do trabalho. Estrutura _Mica da relatório técnica. Apresentação do trabalha. Núcleo do trabalho. Partes acessórias. O desenha ria comunicuçãos¡ 3.1 o ENGENHEIRO E A COMUNICAÇÃO Para ser um bom engenheiro não basta' apenas saber usar correta- mente os conhecimentos adquiridos na escola. Não é suficiente aprender a utilizar 'eximiamente 'técnicas e instrumentos, muitos dos quais já obsoletos e outros de que jamais, farão uso em sua vida profissional. Um profissional eficiente é, _antes›de mais nada, aquele que sabe se expressar, sabendo comunicar com eficácia o seu trabalho. Um bom trabalho preso na cabeça de seu criador é completamente inútil. O engenheiro precisa saber se comunicar. Aliás, a comunicação; em especial a escrita, é parte inerente ao seu uabalho. Ele precisa expedir ordens para os seus subordinados na hierarquia da empresa, realizar proje» tos para clientes ou órgãos financiadores, confeccionar relatórios para a. 52 Introdução à Engenharia' direção da empresa, preparar manuais de utilização de produtos, divulgar seus trabalhos em congressos, seminários, revistas técnicas etc. A capacidade de buscar, selecionar e armazenar informações é um fator preponderante para garantir ao profissional - natadamenrc da área tecnológica - o acompanhamento do estado da arte de sua profissão. So assim ele consegue desenvolver bem o seu trabalho e comunimr, para si e para outros, tudo o que de importante acontece relativo à sua área de atuação. _ No entanto, deve-se ressaltar que muitos estudantes não têm leva- do muito a sério esta 'importantíssima habilidade, pois relegam a segundo plano a importância da comunicação na engenharia. Isto acontece na medi- da em que eles retletem a imagem popular de um engenheiro como sendo um indivíduo que decide, projeta, calcula etc. , assumindo assim que a co- municação - em especial a escrita - e al go inteiramente irrelevante para os futuros profissionais. « Mas a eficiência dos engenheiros depende tanto da qualidade do seu trabalho quanto da sua habilidade de fazer com que as pessoas o enten- dam. Ser compreendido é tão importante quanto ser competente tecnica- mente. . 3.2 PROCESSO DE . COMUNTCAÇÃO O processo de comunicação pressupõe. no mínimo, a existência de cinco elementos que devem ser tratados com clareza por quem deseja se expressar bem. São eles: a) emissor - aquele que envia a mensagem; b) mensagem « ovassunto a ser transmitido, que deve relatar com precisão o traballio realizado e seus resultados; c) receptor - aquele que decodiñca e capta a mensagem; d) canal de comunicação - o meio dc transmissão; a folha de
  32. 32. ' , Comunicação 53 papel, no caso (le um relatório escrito; e) código - a linguagem, que deve-scr' entendida por ambos, emissor o receptor. Deve-se lembrar que o tipo de 'linguagem - código -, 'e a apresentação gráfica devem ser adequadas ao público-alvo - o receptor. Várias formas dc comunicação podem serusadas. Embora a co- municação escrita seja uma das mais importantes. , por ser mais duradoura, outras formas de comunicação devem ser trabalhadas, tais como: oral, grá- ñca ou através de modelos icõnlcos. Cedo se descobre que, para a enge- nharia, todas têm seu valor. 3.3 REDAÇÃO Não há atalhos para se conseguir escrever bemxPara garantir uma boa redação de um trabalho é necessário, no mínimo, o domínio do código a ser utilizado para transmitir osconhecimentos. O emprego deste código, quando se tratar de textos escritos, implica, necessariamente, o uso escru- puloso das rcgras gramaticais vigentes, em especial no tocante à ortografia, àpontuação e à concordância gramatical. _ , _ _ Porém, isto nem sempre é condição indispensável e, em muitos casos, não garante uma boa redação. ato de escrever bem também pode ser conseqüência da prática constante da redação, e da boa leitura. . Uma boa medida para facilita: a redação de um trabalho é a docu- mentação de tudo o que é feito durante o seu desenvolvimento. Não se deve perseguir, num primeiro momento, uma forma perfei- ta de redação. As interrupções para conversas, revisões ou verificações de grafia de palavras, ou mesmo para a procura de'- termos mais apropriados, podem cortar o fluxo de idéias e comprometer a espontaneidade que dá unidade e interesso à redação. Redigir rapidamente para depois revisar é a melhor solução. Aliás, todos dcvcriam escrever regularmente, pois escrever ajuda a lembrar, observar, pensar, planejar. organizar e comunicar. 54 Introdução ã Engenharia, 3.3.1 Linguagem Técnica A linguagem técnica deve ser simples, clara, precisa e, tanto v quanto possível, vazada em frases curtas. Não se deve recorrer a imagens literárias, metáforas poéticas ou qualquer outro recurso retórico, pois cada palavra usada deve ser empregada no seu sentido direto, sem dar margem a segundas interpretações, . Não esquecer que esclarecimentos colaterais podem confundir mais do que ajudar a entender. Na linguagem técnica deve-se evitar o emprego de expressões l teleológicas, que emprestam atributos humanos, ou que dão vida, a coisas r inanimadas. Expressões como: "a equação (a) diz que", pois as equações não falam, "os dados apontam para", pois os dados não apontam, devem ser evitadas. Por outro lado, já é de uso comum, na linguagem do dia-a-día das pessoas, o emprego deste tipo de figura, o _que toma prati- x camente inevitável o seu emprego na_ língua portuguesa. Recomenda-se que uma redação técnica também contenha as se~ guintes características, além das acima descritas: ' l'. . l y, a) Impersonalidade - O_ trabalho técnico deve ter caráter ímpes- l soal. Deve-se redigir na terceira pessoa, evitando expressões como: "meu trabalho", "minhas conclusões". Ao invés destas l expressões deve-se usar, por exemplo: "o presente trabalho", l' "conclui-se que". Esta orientação é contestada por alguns autores, sob : a alegação de que quem assim escreve parece . pretender isentar-se da responsabilidade do que añrma. No 5 entanto, julga-se ser esta forma de comunicação mais precisa, Í e como esta característica é altamente desejável em uma reda- * ção técnica, justifica-se o seu emprego. b) objetividade - A linguagem técnica deve ser objetiva e pre- cisa, devendo_ evitar-se o uso exagerado de expressões de reserva ou ressalva. Expressões do tipo: "é provável que", "possivelmente", devem ser usadas comedídamente, e apenas onde for extremamente necessário, pois elas podem ser tradu-

×