Américo Reis                           IGOT/CEG – UL      2as Jornadas de Segurança Urbana                           29 Ab...
Tópicos da Apresentação Migração Como Fenómeno Global    nota introdutória    migração internacional em números    pop...
Relatório de Desenvolvimento                                Humano 2009 - UNDP“É comum que o tema da migração seja tratado...
Migração: Fenómeno Global Estimativas das Nações Unidas apontam para cerca de 200 milhões de pessoas a residir fora do se...
Cinco décadas de migração:       mudanças regionaisCCG – Estados do Conselho do Golfo
Evolução da população estrangeira emPortugal, com estatuto legal deresidente, 1991 - 2009      Dados estatísticos provisór...
Movimento da população estrangeira emPortugal, 1990 - 2009    A rubrica “População estrangeira com estatuto legal de resid...
População estrangeira com estatuto legal deresidente (principais nacionalidades), 2009
População estrangeira com estatuto legal deresidente, segundo as principais nacionalidades
População estrangeira que solicitou estatuto legal deresidente, segundo as principais nacionalidades
População estrangeira com estatuto legal de      residente – País, Região, Sub-região e                             Concel...
A grande QuestãoSerá que os        números:países maisdesenvolvidospodem passarsem os fluxosmigratóriosinternacionais ?
Padrões de evolução da populaçãoactiva, por Grandes Regiões
Estimativa de evolução de rácios dedependência total (Jovens + Idosos)
Que Resposta??? Perante as perspectivas de evolução populacional e as  dinâmicas demográficas nos diferentes mundos, não ...
Porque é que as pessoas emigram?1. Razões económicas: push/pull factors2. Razões políticas: push factors3. Razões Sociais:...
Exemplo de migrações internas, por               razões económicas
França: Retratos de Violência        Urbana, desencadeada por factores                      sociais•Paris, Outubro de 2005...
Haiti: Retratos de ViolênciaUrbana, desencadeada por factores            ambientais
Será que a imigração é umaameaça à segurança? Para muitos, a imigração enquadra-se nas ameaças não  tradicionais à segura...
Será que a imigração é umaameaça à segurança? (2)   como consequência, existem cerca de 20,5 milhões de    estrangeiros a...
Será legítimo apelidar a imigraçãode ameaça? Várias questões se devem levantar.    É mais uma ameaça à comunidade intern...
Será legítimo apelidar a imigraçãode ameaça?(2) Existem inúmeros aspectos envolvidos no link migração –  segurança. A mi...
Os grandes espaços urbanos são mais vulneráveis às ameaças, em geral! O crescimento urbano descontrolado em regiões críti...
O Contexto Urbano: Geografia do      Risco e da Vulnerabilidade                      2000     2010            2020        ...
Maiores concentrações    urbanas mundiais: 2010(acima de 10 milhões   de habitantes)
As Megacidades Mundiais, 2007 e 2025
Potenciadores de Conflito – Cadeia Causal Sintetizada                                    Causas Potenciais de Conflito    ...
Actual Paradigma da Segurança Aplicado ao              Espaço Urbano
Tipificação de Ameaças em Áreas                 Urbanas É possível individualizar três ameaças maiores à safety e securit...
Ameaça à safety               Risco                      Resposta                          Resultado  e security   urbana ...
Categorias, Tipos e Manifestações de Violência em Áreas Urbanas   Categoria de violência        Tipos de violência por    ...
Ameaça Terrorista O 11 de Setembro de 2001 faz reequacionar as formas  de lidar e perspectivar a ameaça terrorista em esp...
Ameaça Terrorista no Espaço Urbano Historicamente, as cidades têm sido o lugar de intensa  actividade económica social e ...
Américo Reis   IGOT/CEG – ULareis@campus.ul.pt
II Jornadas Segurança Urbana 29 abril_2011_AReis
II Jornadas Segurança Urbana 29 abril_2011_AReis
II Jornadas Segurança Urbana 29 abril_2011_AReis
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

II Jornadas Segurança Urbana 29 abril_2011_AReis

357 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
  • Seja o primeiro a comentar

II Jornadas Segurança Urbana 29 abril_2011_AReis

  1. 1. Américo Reis IGOT/CEG – UL 2as Jornadas de Segurança Urbana 29 Abril 2011Universidade Católica Portuguesa – Pólo de Viseu
  2. 2. Tópicos da Apresentação Migração Como Fenómeno Global  nota introdutória  migração internacional em números  população estrangeira em Portugal  o papel da migração nos diferentes mundos actuais Migração Internacional e Segurança  Conceitos, causas, factores e consequências  Abordagens e respostas ao fenómeno migratório Potenciadores Genéricos de Conflito  Clima, População, Recursos Retratos de Violência Urbana  Haiti  França Tipificação de Violência em Áreas Urbanas
  3. 3. Relatório de Desenvolvimento Humano 2009 - UNDP“É comum que o tema da migração seja tratado com impopularidade pelos meios de comunicação.Estereótipos negativos que representam os migrantes como alguém que nos vem “roubar os empregos” ou que vive “às custas do contribuinte” abundam nas secções dos media e junto da opinião pública, especialmente em épocas de recessão.Para outros, porém, a palavra “migrante”poderá evocar imagens de pessoas em situações de extrema vulnerabilidade.O Relatório de Desenvolvimento Humano de este ano, Ultrapassar Barreiras: Mobilidade e desenvolvimento humanos, vem desafiar esses estereótipos, procurando alargar e reequilibrar as percepções que existem da migração, de modo a reflectir uma realidade que se afigura mais complexa e bastante variável.” (Helen Clark, in: Prefácio HDR 2009)
  4. 4. Migração: Fenómeno Global Estimativas das Nações Unidas apontam para cerca de 200 milhões de pessoas a residir fora do seu país de nascimento, em meados de 2010;  Destes, cerca de 1/3 mudaram-se de um país em desenvolvimento para um país desenvolvido. Deslocações forçadas para outro país, por motivos de insegurança e/ou conflitos, estimam-se em cerca de 14 milhões (refugiados);  Os refugiados a viver fora do seu país de origem representam cerca de 7% dos migrantes mundiais. O número global de migrantes internacionais mais que duplicou desde a II Grande Guerra.
  5. 5. Cinco décadas de migração: mudanças regionaisCCG – Estados do Conselho do Golfo
  6. 6. Evolução da população estrangeira emPortugal, com estatuto legal deresidente, 1991 - 2009 Dados estatísticos provisórios relativos a 31 de Dezembro de 2009 indicam que 451 742 estrangeiros possuíam um título de residência em Portugal, representando um aumento de 15 722 (3,6%) face ao ano anterior. Estes não incluem os estrangeiros a permanecer em Portugal detentores de Vistos de Longa Duração prorrogados (2 449) e Vistos de Longa Duração concedidos (3 115).
  7. 7. Movimento da população estrangeira emPortugal, 1990 - 2009 A rubrica “População estrangeira com estatuto legal de residente” compreende exclusivamente os indivíduos de nacionalidade estrangeira titulares de uma autorização de residência.
  8. 8. População estrangeira com estatuto legal deresidente (principais nacionalidades), 2009
  9. 9. População estrangeira com estatuto legal deresidente, segundo as principais nacionalidades
  10. 10. População estrangeira que solicitou estatuto legal deresidente, segundo as principais nacionalidades
  11. 11. População estrangeira com estatuto legal de residente – País, Região, Sub-região e Concelho, 2009
  12. 12. A grande QuestãoSerá que os números:países maisdesenvolvidospodem passarsem os fluxosmigratóriosinternacionais ?
  13. 13. Padrões de evolução da populaçãoactiva, por Grandes Regiões
  14. 14. Estimativa de evolução de rácios dedependência total (Jovens + Idosos)
  15. 15. Que Resposta??? Perante as perspectivas de evolução populacional e as dinâmicas demográficas nos diferentes mundos, não serão os movimentos migratórios internacionais determinantes nas sociedades actuais? O que leva as pessoas a deslocaram-se do seu país ou região natal para outros destinos, dentro ou fora do seu país? Que consequências para os países de origem e de destino? Que aspectos securitários se levantam?
  16. 16. Porque é que as pessoas emigram?1. Razões económicas: push/pull factors2. Razões políticas: push factors3. Razões Sociais: pull factors4. Razões ambientais: push/pull factors 1. Processos lentos 2. Processos bruscos e violentos
  17. 17. Exemplo de migrações internas, por razões económicas
  18. 18. França: Retratos de Violência Urbana, desencadeada por factores sociais•Paris, Outubro de 2005 –distúrbios civis eclodem emsubúrbios , prolongando-seaté Novembro. •Confrontos violentos entre forças de segurança e manifestantes, carros incendiados, edifícios vandalizados, decretado Estado de Emergência (08NOV05).•Paris, Março de 2006 –novos confrontos entreautoridade e população civil.
  19. 19. Haiti: Retratos de ViolênciaUrbana, desencadeada por factores ambientais
  20. 20. Será que a imigração é umaameaça à segurança? Para muitos, a imigração enquadra-se nas ameaças não tradicionais à segurança! A imigração internacional integra, na actualidade, o catálogo das ameaças não tradicionais, devido a:  escala sem precedentes do fenómeno da migração internacional;  todos os países Europeus enfrentam enormes desafios resultantes dos movimentos migratórios:  em 40 anos, entre 1960 e 2000, a Europa Ocidental encaixou cerca de 16,7 milhões de pessoas, metade das quais na última década de 1990.
  21. 21. Será que a imigração é umaameaça à segurança? (2)  como consequência, existem cerca de 20,5 milhões de estrangeiros a viver na Europa Ocidental. No sentido oposto, a Europa Central e de Leste sofreu um fluxo de saída de população durante as décadas mais recentes.  entre 1960 e 2000 cerca de 4,7 milhões de pessoas emigraram desta região, metade delas durante a década de 1990.
  22. 22. Será legítimo apelidar a imigraçãode ameaça? Várias questões se devem levantar.  É mais uma ameaça à comunidade internacional ou a um estado?  A que nível deve ser ela tratada – nacional, como parte da estratégia nacional de segurança, ou ao nível internacional, e.g. União Europeia?  A imigração é já uma ameaça ou apenas um desafio à segurança?  É a imigração por si só uma ameaça ou apenas uma vertente da complexidade dos movimentos migratórios, constituindo as migrações ilegais a ameaça à segurança?
  23. 23. Será legítimo apelidar a imigraçãode ameaça?(2) Existem inúmeros aspectos envolvidos no link migração – segurança. A migração internacional relativamente à segurança nacional pode ser esquematizada em três aspectos fundamentais.1. A migração internacional pode ser a consequência de outras ameaças à segurança, tais como violação de direitos humanos, conflitos étnicos, guerras internas;2. A migração internacional pode constituir em si mesmo uma ameaça à segurança internacional quando é massiva e de feição incontrolável;3. A migração internacional pode resultar noutras ameaças à segurança (e.g. xenofobia e violência racial).
  24. 24. Os grandes espaços urbanos são mais vulneráveis às ameaças, em geral! O crescimento urbano descontrolado em regiões críticas do mundo é problemático, comportando:  sérios problemas de segurança;  dificuldades e fragilidade de governação;  situações de stress a que o governo não consegue dar resposta; Por exemplo, Dhaka (Bangladesh) passou de 400.000 habitantes em 1950 para 12 milhões em 2000, com inegáveis impactos na safety e security da sua população.
  25. 25. O Contexto Urbano: Geografia do Risco e da Vulnerabilidade 2000 2010 2020 2000 2010 2020 (milhões (milhões (milhões (%) (%) (%) População 6086 6843 7578 100,0 100,0 100,0 mundial total Países em 4892 5617 6333 80,4a 82,1a 83,6adesenvolvimento Populaçãourbana mundial 2845 3475 4177 46,7a 50,8a 55,1a total Países em 40,3b 45,5b 50,7b 1971 2553 3209desenvolvimento 69,3c 73,5c 76,8c a) Percentagem da população total mundial; b) Percentagem da população total dos países em desenvolvimento; c) Percentagem do total da população urbana mundial. Fonte: UN-HABITAT, 2007. Enhancing Urban Safety and Security. Global Report on Human Settlements 2007.
  26. 26. Maiores concentrações urbanas mundiais: 2010(acima de 10 milhões de habitantes)
  27. 27. As Megacidades Mundiais, 2007 e 2025
  28. 28. Potenciadores de Conflito – Cadeia Causal Sintetizada Causas Potenciais de Conflito "Seguindo as consequências das Elevação do consequências ..." nível do mar Efeitos e Respostas Sociais – Maior Acutilância em Espaço Urbano Mais Incremento eventos da escassezclimáticos Instabilidade de recursosextremos política Instabilidade Migração ”Conflito” económica (Violento) Redução na subsistência (livelihood) Resposta Fragmentação inadequada social Segurança Segurança em em sentido sentido lato estrito Adaptado de: CSCW – Centre for the Study of Civil War 30
  29. 29. Actual Paradigma da Segurança Aplicado ao Espaço Urbano
  30. 30. Tipificação de Ameaças em Áreas Urbanas É possível individualizar três ameaças maiores à safety e security das cidades, que são:  crime e violência urbana;  insegurança da propriedade e desalojamentos forçados; e  desastres naturais e induzidos pelo homem. Nos últimos 5 anos , 60% do total de residentes urbanos em países em desenvolvimento foram vitimas de crime. O roubo com recurso a armas é outra ameaça maior nas áreas urbanas nos países em desenvolvimento.
  31. 31. Ameaça à safety Risco Resposta Resultado e security urbana Ameaças, Riscos,Justiça criminal mais efectiva, Perda de bens, injúriasCrime e violência Roubo, assalto, Respostas e Resultados estupro, homicídio e sistemas de vigilância, sistemas de corporais, danos ataques terroristas, transporte e espaços públicos, emocionais e psicológicos, activos, medo, redução do investimento urbanoInsegurança da Factores e processos Ao nível individual e doméstico, Resultados incluempropriedade e socioeconómicos que redes sociais e organizações privação, perdas de bens ,desalojamentos incluem pobreza, políticas para resistir aos despejos perdas de rendimento eforçados exclusão social, forçados e advogar pelos direitos fontes de sustento, danos políticas de humanos. físicos ou morte, se os planeamento Ao nível institucional, as respostas despejos forem violentos. ineficazes. incluem leis de planeamento urbano mais efectivas , legislação sobre direitos de habitação,Desastres naturais e Inundações, sismos, Medidas ex ante incluem desenho As respostas podeminduzidos pelo tornados, tsunamis, espacial das cidades mais incluir danos físicos,homem erupções vulcânicas, efectivo, seguros domésticos. perda de rendimentos e acidentes Medidas ex post incluem sistemas bens, danos em tecnológicos, de resposta a emergências, construções e infra- guerras. reconstrução de edifícios e infra- estruturas, assim como estruturas, assim como a stress reabilitação de instituições em emocional/psicológico. zonas de guerra.
  32. 32. Categorias, Tipos e Manifestações de Violência em Áreas Urbanas Categoria de violência Tipos de violência por Manifestações agente e/ou vítimaPolítica Violência estatal e não estatal Conflito de guerrilha Conflito paramilitar Assassinatos de políticos Conflitos armados entre facções políticas.Institucional Violência estatal e de outras Mortes extrajudiciais por agentes instituições “informais”. policiais. Sector Privado “Linchamentos” populares Limpeza social de gangs e “crianças de rua”.Económica Crime organizado Intimidação e violência como forma Interesses comerciais de resolver disputas económicas. Delinquentes Assaltos e roubos de rua Ladrões Rapto, tráficos, contrabando,Social /Económica Gangs Violência de base territorial ou de “Crianças de rua” identidade, rixas comunitárias, Violência étnica abusos sexuais, Violência sexual Conflitos inter-geracionais
  33. 33. Ameaça Terrorista O 11 de Setembro de 2001 faz reequacionar as formas de lidar e perspectivar a ameaça terrorista em espaços urbanos. As grandes concentrações urbanas e densidades populacionais tornam-se alvos apetecíveis para acções terroristas e alvos muito fáceis de visar. A grande dependência de um elevado número de infra- estruturas (críticas) aumenta a vulnerabilidade das populações urbanas.
  34. 34. Ameaça Terrorista no Espaço Urbano Historicamente, as cidades têm sido o lugar de intensa actividade económica social e política, suportada por inúmeros serviços fornecidos pelas respectivas infra- estruturas Se pensarmos que essas infra-estruturas são o veículo de transporte da totalidade dos serviços necessários para suportar aquelas actividades e necessidades humanas diárias, a definição de Sistemas de Infra-estruturas deve incluir instituições e pessoas, tal como condutas, bombas, cabos, dispositivos de comando, …. ! Por via disto, o desafio de assegurar a continuidade dos serviços vitais perante a ameaça terrorista (e outros desastres!) é muito mais complexa e complicada do que as “simples” medidas físicas de protecção!!!
  35. 35. Américo Reis IGOT/CEG – ULareis@campus.ul.pt

×