Microbiologia aplicada aula08 fisiologia

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Microbiologia aplicada aula08 fisiologia

  1. 1. Microbiologia aPlicaDa CEMAL- Meio Ambiente -Turma 0113 Prof.: Msc.Amanda Fraga Disciplina: Microbiologia Aplicada
  2. 2. Fisiologia microbiana Nutrição e crescimento Nutrição microbiana Componentes necessários às células Meios de cultura Condições ambientais Crescimento populacional Velocidade de crescimento Tempo de geração Medidas do crescimento
  3. 3. • Nutricionalmente são os mais versáteis e diversificados • Alguns podem viver com poucas substâncias inorgânicas • Outros são tão exigentes quanto o homem • Para caracterizar suas propriedades (morfológicas, fisiológicas e bioquímicas) é necessário o cultivo em laboratório: - Cultivo in vitro: quando se conhece as exigências nutricionais - Cultivo in vivo: quando não se conhece as exigências nutricionais Exemplo de microrganismos que precisam de hospedeiro para ser cultivado: - Mycobacterium leprae (causador da hanseníase) - Glomus clarum (fungo simbionte) Introdução Nutrição de microrganismos
  4. 4.  Para o cultivo laboratorial (in vitro) são utilizados meios de cultura que simulam e até melhoram as condições naturais.  Os elementos químicos principais para o crescimento das células são denominados macronutrientes (C, N, H, O, S, P).  O carbono é um dos elementos mais importante para o crescimento microbiano. Necessidade de meios de cultura adequados Com exceção para CO2, os compostos orgânicos são os que contém carbono
  5. 5. Macronutrientes: - Necessários em grande quantidade. - Tem papel importante na estrutura e metabolismo. Micronutrientes: - Necessários em quantidades mínimas. - Funções enzimáticas e estruturais das biomoléculas Matéria seca Água C N H P, S, K, Na ... célula
  6. 6. Componentes necessários às células Macronutrientes  Fonte de carbono: - Compostos orgânicos (microrganismos heterotróficos): carboidratos lipídeos proteínas - Dióxido de carbono (microrganismos autotróficos): É a forma mais oxidada do carbono, assim a fonte de energia deve vir da luz ou de outros compostos inorgânicos.  Fonte de Nitrogênio: - É elemento necessário em maior quantidade depois do carbono, cerca de 12 %. (constituinte das proteínas, ácidos nucléicos, etc.) moléculas orgânicas (aminoácidos, peptídeos) moléculas inorgânicas (NH3, NO3 - , N2) A capacidade de algumas bactérias em utilizar o nitrogênio atmosférico (FBN) é de fundamental importância para a vida de todos os seres.
  7. 7. • Hidrogênio: - Principal elemento dos compostos orgânicos e de diversos inorgânicos (água, sais e gases) • Função: Manutenção do pH Formação de ligações de H entre moléculas Fonte de energia nas reações de oxi-redução na respiração Componentes necessários às células • Oxigênio: - Elemento comum encontrado nas moléculas biológicas (aminoácidos, nucleotídeos, glicerídeos) - É obtido a partir das proteínas e gorduras. Na forma de oxigênio molecular (O2), é requerido por muitos para os processos de geração de energia.
  8. 8.  P – Síntese de ácidos nucléicos, ATP  S – Estabilidade de aminoácidos, componente de vitaminas  K – Estabilidade dos ácidos nucléicos, bomba de Na/K  Mg – Estabilidade dos ribossomos  Ca – Estabilidade da parede celular e termoestabilidade de endósporos  Na – Requerido em maior quantidade por microrganismos marinhos. Bactérias halofílicas extremas não crescem com menos de 15 % de sal.  Fe – Papel-chave na respiração, componente dos citocromos e das proteínas envolvidas no transporte de elétrons. Componentes necessários às células Outros macronutrientes:
  9. 9. • Metais em quantidades muito pequenas (traços) na composição de um meio de cultura: Zn, Cu, Mn, Co, Mo e B ► Exercem função estrutural em várias enzimas (ativação) - Nem sempre sua adição é necessária - Meios sintéticos com compostos de alto grau de pureza e água ultra pura podem apresentar deficiências desses elementos. Ex: Mo+6 é necessário para a nitrogenase, a enzima que converte o N2 para NH3 durante a FBN. Componentes necessários às células Micronutrientes
  10. 10. • Água: - Componente absolutamente indispensável (com exceção dos protozoários que englobam partículas sólidas) No laboratório de utiliza água destilada, filtrada e deionizada. Outros aditivos: Função de aumentar a conversão, evitar precipitação de íons, controlar a espuma, provocar inibição, estabilizar o pH: • Quelantes: na autoclavagem ocorre a precipitação dos fosfatos metálicos EDTA, ácido cítrico, polifosfatos. • Inibidores Ex: produção de ácido cítrico por Aspergillus niger Utiliza-se Fosfato e pH < 2 para reprimir o ácido oxálico Água e outros aditivos
  11. 11. • Tampões - Carbonato de cálcio - Fosfatos - Proteínas (peptona) Indutores: a maioria das enzimas de interesse comercial precisa de indutores. Ex: celulose induz a celulase pectina induz a pectinase amido induz a amilase Antiespumantes: cultivos com aeração ocorre a produção de espuma – Remoção de células, perda do produto, contaminação – Redução do volume do meio álcoois, ácidos graxos, silicones, poliglicóis: reduzem a tensão superficial das bolhas Outros aditivos
  12. 12. Meios de cultura Classes Quimicamente definidos (sais, compostos orgânicos purificados, água) Complexos (utilizam hidrolisados carne e soja, extratos de levedura, sangue, soro, leite, solo e rúmem de bovino) Não existe um meio de cultura universal, mas Existem vários tipos meios para diversas finalidades Para obter sucesso no cultivo de microrganismos é necessário o conhecimento de suas exigências nutricionais, para que os nutrientes sejam fornecidos de forma e proporção adequada. Soluções de nutrientes para promover o crescimento de microrganismos.
  13. 13. Meios de cultura
  14. 14. Meios quimicamente definidos são utilizados para determinar as necessidades nutricionais Controle é um meio mínimo com apenas glicose e sais. 3 isolados bacterianos sendo testados quanto a necessidade de suplementos orgânicos. Meio de cultura solidificado com 1,5 % de ágar. Até 1880 os microrganismos eram cultivados em meios líquidos. Robert Koch introduziu os meios de cultura sólidos, os quais permitiram o estudo de espécies isoladas (culturas puras).
  15. 15. Meios de cultura • Embora não existam meios específicos para todos os microrganismos, existem centenas de formulações para inúmeras finalidades. Alguns são meios gerais: permitem o crescimento de muitas espécies Outros são meios específicos: servem para identificação de espécies, por ex. Escherichia coli e Shigella sonnei em meio MacConkey
  16. 16. Microplacas com diferentes meios de cultura para identificação de enterobactérias.
  17. 17. Meios de cultura para bactérias • Normalmente imitam o habitat normal Ex. Se a bactéria prefere os nutrientes encontrados no sangue, então o sangue é adicionado no meio de cultura. Meio definido para quimioautotróficas Meio definido para heterotróficas Meio complexo para heterotróficas
  18. 18. Meios de cultura para fungos • Todos os fungos são heterotróficos Geralmente são utilizados meios ricos contendo grande variedade de compostos orgânicos providos pela peptona e extratos de carne ou soja. Também são utilizadas maiores concentrações de açúcares (4%) e pH menor (3,8 a 5,6) do que os meios para bactérias. Essa combinação permite inibir o crescimento de bactérias.
  19. 19. Meios de cultura para protozoários • Os protozoários são heterotróficos aeróbios com exigências nutricionais complexas Muitos não são cultivados in vitro. Os que são necessitam muitos complementos, como emulsões de tecidos cerebrais, soro fetal, infusão de fígado e células bacterianas. Ex: Tetrahymena pyriformis necessita de um meio contendo 10 aminoácidos, 7 vitaminas e sais inorgânicos. Tetrahymena pyriformis não é patogênico mas é utilizado em pesquisas médicas e biológicas.
  20. 20. Meios de cultura para algas • As algas utilizam luz como energia, dióxido de carbono, água e íons inorgânicos solúveis. São fotoautotróficos. Ao contrário dos meios para bactérias e fungos, existem poucos meios prontos para algas. Preparar um meio definido para algas marinhas pode ser muito trabalhoso, pois muitos sais contidos na água do mar poderão ser necessários. Maré vermelha. Algas que produzem toxinas. Algas unicelulares
  21. 21. Meios especiais  Meios para anaeróbios: adição de agentes redutores (tioglicolato de sódio)  Meios seletivos: favorece o crescimento de um tipo particular ou suprime outros. Ex. meio ágar verde brilhante.  Meios diferenciais: para diferenciar microrganismos dentro de uma cultura mista. Ex. meio com sangue para distinguir as hemolíticas.  Meios seletivos/diferenciais: Ex. Meio McConkey que contém sais de bile e cristal violeta.  Meios de enriquecimento: se objetiva o aumento de uma determinada espécie sem inibir as demais. Ex. isolar bactérias que oxidam fenol, fornecendo fenol como única fonte de carbono.
  22. 22. MEIOS DE CULTURA Composição elementar média (% do peso seco) Elemento Bactéria Fungo Carbono 52 51 hidrogênio 7 7 Nitrogênio 13 8,5 Fósforo 2,5 0,4-4,5 Enxofre 0,6 0,1-0,5 Potássio 2,5 0,2-2,5 Sódio 0,75 0,02-0,5 Cálcio 0,55 0,1-1,4 Magnésio 0,25 0,1-0,5 Cloro 0,5 - Ferro 0,1 0,15 Relação C:N média 4:1 6:1 Relação C:N:P:S 85:23:4:1 Passo 1: utilizar dados da composição elementar Ex: Para produzir 10 g de células bacterianas são necessários de 1,3 g (13%) de N ou 7,2 g de (NH4)2SO4 (18% de N) Obs: Sais com dois componentes [(NH4)2SO4] podem introduzir o excesso de um deles. Com relação ao carbono considerar também fração para energia e manutenção (heterotróficos) Fração para biomassa: 1,3 x 4 = 5,2 g de C ou 13 g de glicose (40% de C) Fração para energia e manutenção (45%): YX/S = 55% 13/0,45 = 28,9 g de glicose Relação C:N = 28,9/7,2 = 4:1 e assim por diante. Passo 2: otimização Meios de Cultura Como determinar uma composição inicial para um meio de cultivo?
  23. 23.  Temperatura  Oxigênio  pH  Pressão osmótica, atmosférica, hidrostática  Radiação eletromagnética Condições ambientais (fatores abióticos)
  24. 24. Temperatura Grupos 1. Psicrófilos – temperatura ótima abaixo de 15 o C, suscetíveis de crescer a 0 o C. 2. Mesófilos – temperatura ótima 20o - 40 o C, maioria dos patógenos humanos. 3. Termófilos – temperatura ótima acima de 45 o C. A velocidade de crescimento duplica a cada aumento de 10 ºC.
  25. 25. Aeróbio Anaeróbio Facultativo Microaerófilo Anaeróbio aerotolerante Efeito do oxigênio no crescimento microbiano Meio gelatinoso com indicador redox: Rosa quando oxidado Incolor quando reduzido Durante as reações de redução do O2 são formados vários intermediários tóxicos. Ex: H2O2, OH°, O2 - Os microrganismos aeróbios e facultativos utilizam enzimas como a catalase para destruir as formas tóxicas
  26. 26. Sistema para cultivo de anaeróbios
  27. 27. Sistema para cultivo de aeróbios Equipamentos que transferem oxigênio ao meio de cultura
  28. 28. pH • Ao contrário da temperatura, o pH ótimo para o crescimento encontra- se no valor médio da variação sobre o qual o crescimento acontecerá, • Os microrganismos são encontrados em todos os ambientes e portanto em todas as condições de pH. • Quando cultivados in vitro, o meio sofrerá alterações à medida que os metabólitos ácidos ou alcalinos são produzidos. - Necessário a adição de um tampão ao meio.
  29. 29. Pressão osmótica • Não devem existir grandes diferenças na concentração de solutos dentro e fora da célula, pois podem desidratar-se ou romper-se. Ex: microrganismos marinhos necessitam de teores de sais mais elevados.
  30. 30. • Em microbiologia crescimento geralmente é o aumento do número de células • Na maioria dos procariotos ocorre a fissão binária: crescimento e divisão Varia de minutos até dias Depende muito das condições ambientais CRESCIMENTO MICROBIANO
  31. 31. O padrão de crescimento é o exponencial
  32. 32. Tratando-se bactérias, algas unicelulares e leveduras que se multiplicam por divisão binária, temos: 21 > 22 > 23 > 24 Onde N = n° microrganismos ao fim de n divisões (gerações) N0 é o número inicial O número de gerações será: A velocidade exponencial de crescimento (R) é expressa pelo número de divisões no tempo: A recíproca de R é o tempo de geração: n 0N =N .2 0n = 3,3(logN-logN ) 0 n R = t - t 01 t - t G = = R n
  33. 33. O ciclo de crescimento • A fase exponencial reflete apenas uma parte do ciclo de crescimento de uma população microbiana • O crescimento de microrganismos apresenta um ciclo típico com todas as fases de crescimento.
  34. 34. 1) Fase Lag Período de adaptação da cultura • Mudança de meio, preparação do complexo enzimático • Reparação das células com danos. 2) Fase exponencial Fase mais saudável das células onde todas estão se dividindo. • A maioria dos microrganismos unicelulares apresentam essa fase, mas as velocidades de crescimento são bastante variáveis: - Procarióticos – crescem mais rapidamente que os eucarióticos - Eucarióticos menores crescem mais rapidamente que os maiores
  35. 35. 3) Fase estacionária: Num sistema fechado (tubo, frasco ou biorreator) o crescimento exponencial não pode ocorrer indefinidamente. • Ocorre a limitação por depleção de nutrientes e acúmulo de metabólitos. Divisão = morte → crescimento líquido nulo Ainda pode ocorrer catabolismo e produção de metabólitos secundários 4) Fase de morte (declínio): • A manutenção de uma cultura no estado estacionário por longo tempo conduz as células ao processo de morte. A morte celular é acompanhada da lise celular
  36. 36. MEDIDAS DO CRESCIMENTO • Podem ser realizadas pelos seguintes métodos: 1) Peso seco total das próprias células filtração, secagem e pesagem 2) Peso de algum componente celular extração, secagem e pesagem 3) Variação no número de células a) contagem de células totais (direta) b) contagem de células viáveis (indireta)
  37. 37. Técnicas de Coloração e Contagem Microbiológica Contagem direta ou microscópica Contagem de microrganismos viáveis em placa Semeadura em profundidade ou “Pour Plate” Semeadura em superfície
  38. 38. Contagem microscópica direta • Vantagens: método rápido e fácil • Desvantagens: Não distingue as células vivas das mortas Pode-se omitir células pequenas Células móveis precisam ser imobilizadas Utilizam-se câmaras especiais de contagem (lâmina com grade quadriculada) Ex.: Câmara de Neubauer
  39. 39. Contagem de células viáveis (indireta) Contagem das colônias formadas em meio de cultura em placas.
  40. 40. São empregadas várias diluições decimais porque é difícil prever o número de viáveis. É contada a placa com 30 a 300 colônias • Diluição das suspensões celulares Amostras concentradas precisam ser diluídas
  41. 41. MEDIDAS DO CRESCIMENTO MICROBIANO - Outros métodos - Turbidimetria As células dispersam a luz e quanto mais células mais turvo é o meio Pode ser medida com um espectrofotômetro • O uso da turbidimetria exige a construção de uma curva padrão Turbidez X quantidade de células
  42. 42. - Contagem eletrônica

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