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CONTRACULTURA 
PROFº ALTAIR
CONTRACULTURA 
 Surgida nos Estados Unidos 
na década de 1960, a 
contracultura pode ser 
entendida como um 
movimento de contestação 
de caráter social e cultural. 
Nasceu e ganhou força, 
principalmente entre os 
jovens desta década, 
seguindo pelas décadas 
posteriores até os dias 
atuais.
CONTRACULTURA 
 Jovens inovando estilos, voltando-se 
mais para o anti-social aos olhos 
das famílias mais conservadoras, com 
um espírito mais libertário, resumido 
como uma cultura alternativa ou 
cultura marginal, focada principalmente 
nas transformações da consciência, 
dos valores e do comportamento, na 
busca de outros espaços e novos canais 
de expressão para o indivíduo e 
pequenas realidades do cotidiano, 
embora o movimento Hippie, que 
representa esse auge, almejasse a 
transformação da sociedade como um 
todo, através da tomada de consciência, 
da mudança de atitude e do protesto 
político.
CONTRACULTURA 
 Os precursores da revolução 
contracultural foram os 
chamados beatniks, cuja 
característica mais importante 
foi o inconformismo com a 
realidade do começo da década 
de 1960. Os líderes do 
movimento beatnik, que serviu 
de base para o movimento 
hippie, foram Jack Kerouac, 
Allen Ginsberg e William 
Burroughs.
CONTRACULTURA 
 Com relação ao mundo musical, 
podemos citar a cantora Janis 
Joplin como o símbolo deste 
movimento na década de 1960. 
As letras de suas canções e seu 
estilo fugiam do convencional, 
criticando, muitas vezes, o 
padrão musical estabelecido 
pela cultura de massa. Os 
músicos Jim Morrison e Jimi 
Rendrix também se encaixam 
neste contexto cultural.
CONTRACULTURA 
 Atualmente a contracultura ainda vive, porém 
esta preservada em pequenos grupos sociais e 
artísticos que contestam alguns parâmetros 
estabelecidos pelo mercado cultural, governos e 
movimentos tradicionalistas.
CONTRACULTURA 
- valorização da natureza; 
- vida comunitária; 
- luta pela paz (contra as guerras, 
conflitos e qualquer tipo de repressão); 
- vegetarianismo: busca de uma 
alimentação natural; 
- respeito às minorias raciais e culturais; 
- experiência com drogas psicodélicas, 
- liberdade nos relacionamentos sexuais 
e amorosos, 
- anticonsumismo 
- aproximação das práticas religiosas 
orientais, principalmente do budismo; 
- crítica aos meios de comunicação de 
massa como, por exemplo, a televisão; 
- discordância com os princípios 
do capitalismo e economia de mercado
CONTRACULTURA NO BRASIL 
 A cultura jovem brasileira dos anos 
50 sofreu uma influencia direta dos 
Estados Unidos, pois nessa época o 
Brasil havia entrado na onda da 
industrialização permitindo, com a 
política desenvolvimentista de 
Juscelino Kubitschek, que a cultura 
estrangeira se incorporasse à 
cultura nacional, propiciando o 
surgimento de novos movimentos 
como a bossa nova. O rock’n’roll 
também chegou ao Brasil através do 
cinema e seus sucessos foram 
regravados por cantores e cantoras 
brasileiras.
CONTRACULTURA NO BRASIL 
 Foi somente a partir dos anos 
60 que a juventude se mostrou 
mais engajada e politizada. A 
guerra do Vietnã e os 
movimentos negros motivaram 
os jovens a lutar pela 
transformação da sociedade. 
Esse quadro político e social 
propiciou o aparecimento da 
canção de protesto, mas, ao 
mesmo tempo houve a ascensão 
do rock britânico através de 
bandas como os Beatles e os 
Rolling Stones.
CONTRACULTURA NO BRASIL 
 Na segunda metade dos anos 60, houve 
uma radicalização dos movimentos 
jovens, foi um período marcado pela 
contracultura, fenômeno no qual o jovem 
passava a se conduzir de forma 
contrária os valores estabelecidos pela 
sociedade. Os movimentos de 
contracultura, como por exemplo o 
hippie, nasceram do desejo de uma 
felicidade individual, simples, distante 
da sociedade de consumo e do 
moralismo. Daí veio o culto à paz, 
harmonia, o amor livre o misticismo e o 
uso de drogas como o LSD.
CONTRACULTURA NO BRASIL 
 No Brasil, a década de 60 foi marcada por uma 
profunda agitação política e diversas correntes 
culturais. Havia a cultura engajada dos Centros 
Populares de Cultura que continha uma intensa 
militância política na qual uma parte do movimento 
da bossa nova evoluiu para as canções de protesto 
com o objetivo de conscientizar as classes 
populares. Por outro lado, havia a cultura de 
consumo, representada pela Jovem Guarda e 
baseada na cultura do rock cujos maiores 
representantes eram Roberto Carlos, Erasmo 
Carlos e Wanderléia. No meio do caminho entre 
essas duas correntes surgiu o Tropicalismo, 
movimento liderado por Caetano Veloso, Gilberto 
Gil e inspirado no antropofagismo das vanguardas 
modernistas brasileiras dos anos 20. Por não se 
encaixar nem nos padrões estéticos da cultura 
engajada esquerdista nem no padrão de consumo 
industrial, o Tropicalismo teve curta duração.
CONTRACULTURA NO BRASIL 
 Quando falamos do movimento de 
contracultura no Brasil, não podemos 
esquecer de grandes nomes como Raul 
Seixas e Paulo Coelho, dois artistas 
intelectualizados, adotaram gestos e 
gírias contraculturais, lançaram um 
manifesto, e começaram a fazer 
sucesso com músicas e alguns textos 
em que narravam experiências, 
atitudes e indagações que marcaram o 
período, especialmente a 
transformação de valores que o fim da 
década de 60 assistiu, quem não se 
lembra da sociedade alternativa.
MOVIMENTO HIPPIE 
 Os hippies eram parte do que se convencionou 
chamar movimento de contracultura dos anos 
60. Adotavam um modo de vida comunitário ou 
estilo de vida nômade, negavam o nacionalismo e 
a Guerra do Vietnã, abraçavam aspectos de 
religiões como o budismo, hinduísmo, e/ou as 
religiões das culturas nativas norte-americanas 
e estavam em desacordo com valores 
tradicionais da classe média americana. Eles 
enxergavam o paternalismo governamental, as 
corporações industriais e os valores sociais 
tradicionais como parte de um establishment 
único, e que não tinha legitimidade. O termo 
derivou da palavra em inglês hipster, que 
designava as pessoas nos EUA que se envolviam 
com a cultura negra. O termo hippie foi 
utilizado pela primeira vez, em um jornal de São 
Francisco, um artigo do jornalista Michael 
Smith.
MOVIMENTO HIPPIE 
 Por volta de 1970, muito do estilo 
hippie se tornou parte da cultura 
principal, porém pouco se sabe da sua 
essência. A grande imprensa perdeu 
seu interesse na subcultura hippie 
como tal, apesar de muitos hippies 
terem continuado a manter uma 
profunda ligação com a mesma. Como 
os hippies tenderam a evitar 
publicidade após a era do Verão do 
Amor e de Woodstock, surgiu um 
mito popular de que o movimento 
hippie não mais existia. De fato, ele 
continuou a existir em comunidades 
mundo afora, como andarilhos que 
acompanhavam suas bandas 
preferidas, ou às vezes nos 
interstícios da economia global. Ainda 
hoje, muitos se encontram em 
festivais e encontros para celebrar a 
vida e o amor, como no Peace Fest.
FESTIVAL DE WOODSTOCK 
 Com o final da década de 60, o período 
histórico mais conturbado do mundo em 
consequência das guerras mundiais, de 
repente a população percebeu-se em paz, 
mas sentido como se não tivesse novos 
objetivos, novo rumos para seguir. 
 O movimento Hippie nasceu nas ruas de 
São Francisco, Califórnia, mais 
precisamente na esquina das ruas Haight 
e Ashbury. Mas a maior celebração desse 
movimento de contracultura ocorreu em 
uma fazenda a alguns quilômetros de 
Nova York, perto da cidade de 
Woodstock (na verdade, o festival de 
musica aconteceu numa cidadezinha 
vizinha, Bethel, mas Woodstock levou a 
fama).
FESTIVAL DE WOODSTOCK 
 Nos dias 15, 16 e 17 de 
agosto de 1969, 450 mil 
jovens se reuniram para uma 
celebração de paz, amor e 
musica: o Woodstock 
Festival. Todas as estradas 
de acesso a fazenda da 
Woodstock ficaram 
congestionadas, no maior 
engarrafamento registrado 
na historia de Nova York.
FESTIVAL DE WOODSTOCK 
 A maior importância desse evento 
não e simplesmente musical, pois 
marcou também o encerramento de 
uma década em que o jovem 
americano convivia com a Guerra 
do Vietnã e quebrava valores da 
sociedade. O protesto era feito 
com flores, musica e drogas, e a 
influencia de Woodstock passou a 
ser sentida na década seguinte, em 
que uma serie de tabus e 
preconceitos da conservadora 
sociedade americana foram 
quebrados.
FESTIVAL DE WOODSTOCK 
 Hoje o festival é tido como o 
protagonista de tantos shows 
de rock que reúnem vários 
artistas e grupos musicais 
além de servir como exemplo 
aos jovens de hoje que utopia 
e idealismo podem ser postas 
no plano da realidade.
GRANDES NOMES DA MUSICA 
CONTRACULTURAL 
 Janis Joplin 
 Janis Lyn Joplin nasceu em 19 de 
janeiro de 1943, e até hoje é 
reconhecida como uma das vozes mais 
marcantes do blues, sob influência do 
rock, que já passou pelo nosso 
planeta. Nasceu na cidade de Port 
Arthur, estado do Texas, EUA. Nos 
tempos de universidade iniciou uma 
postura rebelde cantando blues e 
folk. Em 1963, foi morar em San 
Francisco, onde trabalhou como 
cantora. Nesta época já era usuária 
de drogas e bebidas, o que logo 
comprometeria a sua vida.
GRANDES NOMES DA MUSICA 
CONTRACULTURAL 
 Janis Joplin 
 O sucesso levou a banda para a Columbia 
Records, que lançou o álbum “Cheap 
Thrills” em 1968, consagrando a cantora. 
A carreira solo de Janis Joplin foi 
iniciada em 1969, sua fama só aumentava 
sobre uma personalidade instável e 
dependente das drogas. Quando veio ao 
Brasil, na época em plena ditadura militar, 
Janis aprontou todas: fez um topless na 
praia de Copacabana, foi expulsa do 
Copacabana Palace por ficar nua na 
piscina e desfilou na Sapucaí. Joplin 
morreu em 4 de outubro de 1970, na 
cidade de Los Angeles, Califórnia, aos 27 
anos de idade, de overdose de heroína. A 
cantora foi homenageada de várias 
formas, as cinzas de seu corpo cremado 
foram jogadas no Oceano Pacífico.
GRANDES NOMES DA MUSICA 
CONTRACULTURAL 
 John Lennon 
 Nascido no dia 9 de outubro de 1940, em 
Liverpool, Inglaterra, John Winston Ono 
Lennon foi cantor, guitarrista e compositor 
dos Beatles, além de ter uma carreira solo de 
sucesso. Com Paul McCartney formou um das 
duplas mais criativas da história da música. 
Com a explosão do fenômeno Beatles no início 
dos anos 60, a banda chamava a atenção de 
multidões por onde passava. Com os Beatles 
seguiu até 1970, quando a banda e o sonho 
para os fãs acabou oficialmente. Porém, 
Lennon continuou fazendo grande sucesso 
pelo planeta com álbuns e canções de impacto, 
em sua carreira solo. Porém, no dia 8 de 
dezembro de 1980, Lennon foi morto a tiros 
quando saia de seu apartamento em Nova 
Iorque, Estados Unidos. Por sua carreira solo 
e com os Beatles, John Lennon é reverenciado 
até hoje como uma das lendas da história da 
música.
GRANDES NOMES DA MUSICA 
CONTRACULTURAL 
 Jim Morrison 
 James "Jim" Douglas Morrison foi 
um cantor, compositor e poeta 
norte-americano, mais conhecido 
como o vocalista da banda de rock 
The Doors. Foi o autor da maior 
parte das letras da banda. Após 
aumento explosivo da fama do The 
Doors em 1967, Morrison 
desenvolveu uma grave dependência 
de drogas e do álcool que culminou na 
sua morte com 27 anos de idade em 
Paris. Ele é acusado de ter morrido 
de uma overdose de heroína, mas 
como não foi realizada autópsia, a 
causa exata de sua morte ainda é 
contestada.
GRANDES NOMES DA MUSICA CONTRACULTURAL 
 Jimi Hendrix 
 James Marshall “Jimi” Hendrix, (27 de 
novembro de 1942; 18 de setembro de 1970) 
foi um guitarrista estadunidense, cantor, 
compositor e produtor que é amplamente 
considerado um dos mais importantes 
guitarristas da história do rock. Um momento 
marcante na carreira de Hendrix foi sua 
apresentação no Festival de Woodstock em 
1969, quando ele fez a interpretação mais 
enlouquecida que se conhece do hino 
americano, tirando ruídos industriais de sua 
guitarra e imitando metralhadoras em 
protesto a Guerra do Vietnã. As mudanças de 
formação e a inconstância foram fatores 
importantes no controverso e trágico final da 
carreira de Hendrix, que morreu em 1970.
TROPICALIA 
 A tropicália foi um movimento 
musical e cultural que aconteceu na 
musica brasileira a partir de 1967. 
O nome foi extraído por Caetano 
Veloso de uma instalação do artista 
plástico Hélio Oiticica, participante 
ativo da consolidação do movimento, 
que incorporava elementos da 
contracultura dos hippies 
americanos e foi inspirada na tese 
antropofágica da Semana da Arte 
Moderna. O movimento foi chamado 
de Tropicalista a partir de 
fevereiro de 1968.
TROPICALIA 
 Inconformados com o que acontecia 
na musica brasileira naquela época, 
Caetano Veloso e Gilberto Gil e se 
uniram a Tom Zé, Maria Bethânia, 
Gal Costa, Nara Leão, o grupo Os 
Mutantes e mais outros artistas, e 
resolveram começar um movimento 
musical que fosse o avesso da Bossa 
Nova. O que eles queriam era criar 
um som que fugisse da mesmice e 
ingenuidade da Jovem Guarda, algo 
que mesclasse a musica pop da 
época, nacional e estrangeira, com 
ritmos mais tradicionais do Brasil, 
como Baião e Samba.
TROPICALIA 
 O movimento desagradou 
algumas correntes da MPB, que 
preferiam se manter fieis as 
raízes e a musica de protesto da 
época. O Tropicalismo também 
teve dificuldade em ser aceito 
pelas forcas estudantis, que 
preferiam o lado de raiz ou de 
protesto da musica brasileira e 
achavam que as guitarras 
influenciadas pela musica dos 
Beatles deviam ser eliminadas 
da face da Terra.
TROPICALIA 
 Durante o III Festival de Canção, 
Caetano e Os Mutantes foram 
vaiados pela plateia repleta de 
estudantes, que atiravam tomates 
e ovos no palco. Caetano fez um 
discurso irado que ficou na 
historia. O cantor foi 
desclassificado do festival e as 
perseguições continuaram.
TROPICALIA 
 Discurso historico de Caetano Veloso 
 “Mas e isso que e a juventude que diz que 
quer tomar o poder? Vocês tem coragem de 
aplaudir, este ano, uma musica, um tipo de 
musica que vocês não teriam coragem de 
aplaudir no ano passado. São a mesma 
juventude que vão sempre, sempre, matar o 
amanha o velhote inimigo que morreu ontem. 
Vocês não estão entendendo nada. Nada! 
Nada! Absolutamente nada! Eu hoje vim 
dizer aqui que quem teve coragem de 
assumir a estrutura do Festival- não com o 
medo que o senhor Chico de Assis pediu, mas 
com a coragem-, quem teve essa coragem de 
assumir essa estrutura e faze-la explodir foi 
Gilberto Gil e fui eu. Não foi ninguém! Foi 
Gilberto Gil e fui eu! Vocês estão por fora! 
Vocês não dão pra entender. Mas que 
juventude e essa? Que juventude e essa?”
TROPICALIA 
 Caetano Veloso 
 Caetano Emanuel Viana Teles Veloso nasceu 
na Bahia no dia 7 de agosto de 1942, mais 
conhecido como Caetano Veloso, é 
um músico, produtor, arranjador e escritor 
brasileiro. Com uma carreira que já 
ultrapassa quatro décadas, Caetano 
construiu uma obra musical marcada pela 
releitura e renovação e considerada 
amplamente como possuidora de grande 
valor intelectual e poético. Em 1968, face 
ao endurecimento do regime militar no 
Brasil, compôs o hino "É Proibido Proibir", 
que foi desclassificado e amplamente 
vaiado durante o III Festival Internacional 
da Canção.
TROPICALIA 
 Gilberto Gil 
 Gilberto Gil (1942) é um músico brasileiro 
e um dos criadores do movimento 
tropicalista nos anos 60. 
 Gilberto Gil nasceu em Salvador. Filho de 
médico, viveu durante um tempo no 
interior da Bahia, onde recebeu grande 
influência da música popular. Ainda na 
infância, ganhou um violão de presente da 
mãe e conheceu a música de João 
Gilberto, o que lhe deu grande impulso 
para se tornar músico. 
 Na faculdade, conheceu Caetano Veloso, 
Tom Zé, Gal Costa e Maria Bethânia. 
Posteriormente, realizaram a primeira 
apresentação no teatro Vila Velha, em 
1964, com o Show intitulado "Nós, Por 
Exemplo".
TROPICALIA 
 Os Mutantes 
 Os Mutantes é uma banda brasileira de rock 
psicodélico formada no ano de 1966, em São Paulo, 
por Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), Rita 
Lee (vocais) e Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocais). 
Também participaram do grupo Liminha (baixista) e 
Dinho Leme (bateria). A banda é considerada um dos 
principais grupos do rock brasileiro. Os Mutantes 
iniciou suas atividades em 1966, como um trio, 
quando se apresentaram em um programa da TV 
Record, até terminar em 1978 com apenas Sérgio 
Dias como integrante original. Ao longo destes doze 
anos, foram gravados nove álbuns - sendo que dois 
deles, O A e o Z e Tecnicolor, foram lançados 
apenas na década de 1990. Foi nessa década que foi 
reconhecida no cenário do rock nacional e 
internacional a importância dos Mutantes como um 
dos grupos mais criativos, dinâmicos, radicais e 
talentosos da era psicodélica e da história da música 
brasileira e mundial.
FEITO POR: 
 Professor Altair

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  • 2. CONTRACULTURA  Surgida nos Estados Unidos na década de 1960, a contracultura pode ser entendida como um movimento de contestação de caráter social e cultural. Nasceu e ganhou força, principalmente entre os jovens desta década, seguindo pelas décadas posteriores até os dias atuais.
  • 3. CONTRACULTURA  Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumido como uma cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano, embora o movimento Hippie, que representa esse auge, almejasse a transformação da sociedade como um todo, através da tomada de consciência, da mudança de atitude e do protesto político.
  • 4. CONTRACULTURA  Os precursores da revolução contracultural foram os chamados beatniks, cuja característica mais importante foi o inconformismo com a realidade do começo da década de 1960. Os líderes do movimento beatnik, que serviu de base para o movimento hippie, foram Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William Burroughs.
  • 5. CONTRACULTURA  Com relação ao mundo musical, podemos citar a cantora Janis Joplin como o símbolo deste movimento na década de 1960. As letras de suas canções e seu estilo fugiam do convencional, criticando, muitas vezes, o padrão musical estabelecido pela cultura de massa. Os músicos Jim Morrison e Jimi Rendrix também se encaixam neste contexto cultural.
  • 6. CONTRACULTURA  Atualmente a contracultura ainda vive, porém esta preservada em pequenos grupos sociais e artísticos que contestam alguns parâmetros estabelecidos pelo mercado cultural, governos e movimentos tradicionalistas.
  • 7. CONTRACULTURA - valorização da natureza; - vida comunitária; - luta pela paz (contra as guerras, conflitos e qualquer tipo de repressão); - vegetarianismo: busca de uma alimentação natural; - respeito às minorias raciais e culturais; - experiência com drogas psicodélicas, - liberdade nos relacionamentos sexuais e amorosos, - anticonsumismo - aproximação das práticas religiosas orientais, principalmente do budismo; - crítica aos meios de comunicação de massa como, por exemplo, a televisão; - discordância com os princípios do capitalismo e economia de mercado
  • 8. CONTRACULTURA NO BRASIL  A cultura jovem brasileira dos anos 50 sofreu uma influencia direta dos Estados Unidos, pois nessa época o Brasil havia entrado na onda da industrialização permitindo, com a política desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, que a cultura estrangeira se incorporasse à cultura nacional, propiciando o surgimento de novos movimentos como a bossa nova. O rock’n’roll também chegou ao Brasil através do cinema e seus sucessos foram regravados por cantores e cantoras brasileiras.
  • 9. CONTRACULTURA NO BRASIL  Foi somente a partir dos anos 60 que a juventude se mostrou mais engajada e politizada. A guerra do Vietnã e os movimentos negros motivaram os jovens a lutar pela transformação da sociedade. Esse quadro político e social propiciou o aparecimento da canção de protesto, mas, ao mesmo tempo houve a ascensão do rock britânico através de bandas como os Beatles e os Rolling Stones.
  • 10. CONTRACULTURA NO BRASIL  Na segunda metade dos anos 60, houve uma radicalização dos movimentos jovens, foi um período marcado pela contracultura, fenômeno no qual o jovem passava a se conduzir de forma contrária os valores estabelecidos pela sociedade. Os movimentos de contracultura, como por exemplo o hippie, nasceram do desejo de uma felicidade individual, simples, distante da sociedade de consumo e do moralismo. Daí veio o culto à paz, harmonia, o amor livre o misticismo e o uso de drogas como o LSD.
  • 11. CONTRACULTURA NO BRASIL  No Brasil, a década de 60 foi marcada por uma profunda agitação política e diversas correntes culturais. Havia a cultura engajada dos Centros Populares de Cultura que continha uma intensa militância política na qual uma parte do movimento da bossa nova evoluiu para as canções de protesto com o objetivo de conscientizar as classes populares. Por outro lado, havia a cultura de consumo, representada pela Jovem Guarda e baseada na cultura do rock cujos maiores representantes eram Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia. No meio do caminho entre essas duas correntes surgiu o Tropicalismo, movimento liderado por Caetano Veloso, Gilberto Gil e inspirado no antropofagismo das vanguardas modernistas brasileiras dos anos 20. Por não se encaixar nem nos padrões estéticos da cultura engajada esquerdista nem no padrão de consumo industrial, o Tropicalismo teve curta duração.
  • 12. CONTRACULTURA NO BRASIL  Quando falamos do movimento de contracultura no Brasil, não podemos esquecer de grandes nomes como Raul Seixas e Paulo Coelho, dois artistas intelectualizados, adotaram gestos e gírias contraculturais, lançaram um manifesto, e começaram a fazer sucesso com músicas e alguns textos em que narravam experiências, atitudes e indagações que marcaram o período, especialmente a transformação de valores que o fim da década de 60 assistiu, quem não se lembra da sociedade alternativa.
  • 13. MOVIMENTO HIPPIE  Os hippies eram parte do que se convencionou chamar movimento de contracultura dos anos 60. Adotavam um modo de vida comunitário ou estilo de vida nômade, negavam o nacionalismo e a Guerra do Vietnã, abraçavam aspectos de religiões como o budismo, hinduísmo, e/ou as religiões das culturas nativas norte-americanas e estavam em desacordo com valores tradicionais da classe média americana. Eles enxergavam o paternalismo governamental, as corporações industriais e os valores sociais tradicionais como parte de um establishment único, e que não tinha legitimidade. O termo derivou da palavra em inglês hipster, que designava as pessoas nos EUA que se envolviam com a cultura negra. O termo hippie foi utilizado pela primeira vez, em um jornal de São Francisco, um artigo do jornalista Michael Smith.
  • 14. MOVIMENTO HIPPIE  Por volta de 1970, muito do estilo hippie se tornou parte da cultura principal, porém pouco se sabe da sua essência. A grande imprensa perdeu seu interesse na subcultura hippie como tal, apesar de muitos hippies terem continuado a manter uma profunda ligação com a mesma. Como os hippies tenderam a evitar publicidade após a era do Verão do Amor e de Woodstock, surgiu um mito popular de que o movimento hippie não mais existia. De fato, ele continuou a existir em comunidades mundo afora, como andarilhos que acompanhavam suas bandas preferidas, ou às vezes nos interstícios da economia global. Ainda hoje, muitos se encontram em festivais e encontros para celebrar a vida e o amor, como no Peace Fest.
  • 15. FESTIVAL DE WOODSTOCK  Com o final da década de 60, o período histórico mais conturbado do mundo em consequência das guerras mundiais, de repente a população percebeu-se em paz, mas sentido como se não tivesse novos objetivos, novo rumos para seguir.  O movimento Hippie nasceu nas ruas de São Francisco, Califórnia, mais precisamente na esquina das ruas Haight e Ashbury. Mas a maior celebração desse movimento de contracultura ocorreu em uma fazenda a alguns quilômetros de Nova York, perto da cidade de Woodstock (na verdade, o festival de musica aconteceu numa cidadezinha vizinha, Bethel, mas Woodstock levou a fama).
  • 16. FESTIVAL DE WOODSTOCK  Nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969, 450 mil jovens se reuniram para uma celebração de paz, amor e musica: o Woodstock Festival. Todas as estradas de acesso a fazenda da Woodstock ficaram congestionadas, no maior engarrafamento registrado na historia de Nova York.
  • 17. FESTIVAL DE WOODSTOCK  A maior importância desse evento não e simplesmente musical, pois marcou também o encerramento de uma década em que o jovem americano convivia com a Guerra do Vietnã e quebrava valores da sociedade. O protesto era feito com flores, musica e drogas, e a influencia de Woodstock passou a ser sentida na década seguinte, em que uma serie de tabus e preconceitos da conservadora sociedade americana foram quebrados.
  • 18. FESTIVAL DE WOODSTOCK  Hoje o festival é tido como o protagonista de tantos shows de rock que reúnem vários artistas e grupos musicais além de servir como exemplo aos jovens de hoje que utopia e idealismo podem ser postas no plano da realidade.
  • 19. GRANDES NOMES DA MUSICA CONTRACULTURAL  Janis Joplin  Janis Lyn Joplin nasceu em 19 de janeiro de 1943, e até hoje é reconhecida como uma das vozes mais marcantes do blues, sob influência do rock, que já passou pelo nosso planeta. Nasceu na cidade de Port Arthur, estado do Texas, EUA. Nos tempos de universidade iniciou uma postura rebelde cantando blues e folk. Em 1963, foi morar em San Francisco, onde trabalhou como cantora. Nesta época já era usuária de drogas e bebidas, o que logo comprometeria a sua vida.
  • 20. GRANDES NOMES DA MUSICA CONTRACULTURAL  Janis Joplin  O sucesso levou a banda para a Columbia Records, que lançou o álbum “Cheap Thrills” em 1968, consagrando a cantora. A carreira solo de Janis Joplin foi iniciada em 1969, sua fama só aumentava sobre uma personalidade instável e dependente das drogas. Quando veio ao Brasil, na época em plena ditadura militar, Janis aprontou todas: fez um topless na praia de Copacabana, foi expulsa do Copacabana Palace por ficar nua na piscina e desfilou na Sapucaí. Joplin morreu em 4 de outubro de 1970, na cidade de Los Angeles, Califórnia, aos 27 anos de idade, de overdose de heroína. A cantora foi homenageada de várias formas, as cinzas de seu corpo cremado foram jogadas no Oceano Pacífico.
  • 21. GRANDES NOMES DA MUSICA CONTRACULTURAL  John Lennon  Nascido no dia 9 de outubro de 1940, em Liverpool, Inglaterra, John Winston Ono Lennon foi cantor, guitarrista e compositor dos Beatles, além de ter uma carreira solo de sucesso. Com Paul McCartney formou um das duplas mais criativas da história da música. Com a explosão do fenômeno Beatles no início dos anos 60, a banda chamava a atenção de multidões por onde passava. Com os Beatles seguiu até 1970, quando a banda e o sonho para os fãs acabou oficialmente. Porém, Lennon continuou fazendo grande sucesso pelo planeta com álbuns e canções de impacto, em sua carreira solo. Porém, no dia 8 de dezembro de 1980, Lennon foi morto a tiros quando saia de seu apartamento em Nova Iorque, Estados Unidos. Por sua carreira solo e com os Beatles, John Lennon é reverenciado até hoje como uma das lendas da história da música.
  • 22. GRANDES NOMES DA MUSICA CONTRACULTURAL  Jim Morrison  James "Jim" Douglas Morrison foi um cantor, compositor e poeta norte-americano, mais conhecido como o vocalista da banda de rock The Doors. Foi o autor da maior parte das letras da banda. Após aumento explosivo da fama do The Doors em 1967, Morrison desenvolveu uma grave dependência de drogas e do álcool que culminou na sua morte com 27 anos de idade em Paris. Ele é acusado de ter morrido de uma overdose de heroína, mas como não foi realizada autópsia, a causa exata de sua morte ainda é contestada.
  • 23. GRANDES NOMES DA MUSICA CONTRACULTURAL  Jimi Hendrix  James Marshall “Jimi” Hendrix, (27 de novembro de 1942; 18 de setembro de 1970) foi um guitarrista estadunidense, cantor, compositor e produtor que é amplamente considerado um dos mais importantes guitarristas da história do rock. Um momento marcante na carreira de Hendrix foi sua apresentação no Festival de Woodstock em 1969, quando ele fez a interpretação mais enlouquecida que se conhece do hino americano, tirando ruídos industriais de sua guitarra e imitando metralhadoras em protesto a Guerra do Vietnã. As mudanças de formação e a inconstância foram fatores importantes no controverso e trágico final da carreira de Hendrix, que morreu em 1970.
  • 24. TROPICALIA  A tropicália foi um movimento musical e cultural que aconteceu na musica brasileira a partir de 1967. O nome foi extraído por Caetano Veloso de uma instalação do artista plástico Hélio Oiticica, participante ativo da consolidação do movimento, que incorporava elementos da contracultura dos hippies americanos e foi inspirada na tese antropofágica da Semana da Arte Moderna. O movimento foi chamado de Tropicalista a partir de fevereiro de 1968.
  • 25. TROPICALIA  Inconformados com o que acontecia na musica brasileira naquela época, Caetano Veloso e Gilberto Gil e se uniram a Tom Zé, Maria Bethânia, Gal Costa, Nara Leão, o grupo Os Mutantes e mais outros artistas, e resolveram começar um movimento musical que fosse o avesso da Bossa Nova. O que eles queriam era criar um som que fugisse da mesmice e ingenuidade da Jovem Guarda, algo que mesclasse a musica pop da época, nacional e estrangeira, com ritmos mais tradicionais do Brasil, como Baião e Samba.
  • 26. TROPICALIA  O movimento desagradou algumas correntes da MPB, que preferiam se manter fieis as raízes e a musica de protesto da época. O Tropicalismo também teve dificuldade em ser aceito pelas forcas estudantis, que preferiam o lado de raiz ou de protesto da musica brasileira e achavam que as guitarras influenciadas pela musica dos Beatles deviam ser eliminadas da face da Terra.
  • 27. TROPICALIA  Durante o III Festival de Canção, Caetano e Os Mutantes foram vaiados pela plateia repleta de estudantes, que atiravam tomates e ovos no palco. Caetano fez um discurso irado que ficou na historia. O cantor foi desclassificado do festival e as perseguições continuaram.
  • 28. TROPICALIA  Discurso historico de Caetano Veloso  “Mas e isso que e a juventude que diz que quer tomar o poder? Vocês tem coragem de aplaudir, este ano, uma musica, um tipo de musica que vocês não teriam coragem de aplaudir no ano passado. São a mesma juventude que vão sempre, sempre, matar o amanha o velhote inimigo que morreu ontem. Vocês não estão entendendo nada. Nada! Nada! Absolutamente nada! Eu hoje vim dizer aqui que quem teve coragem de assumir a estrutura do Festival- não com o medo que o senhor Chico de Assis pediu, mas com a coragem-, quem teve essa coragem de assumir essa estrutura e faze-la explodir foi Gilberto Gil e fui eu. Não foi ninguém! Foi Gilberto Gil e fui eu! Vocês estão por fora! Vocês não dão pra entender. Mas que juventude e essa? Que juventude e essa?”
  • 29. TROPICALIA  Caetano Veloso  Caetano Emanuel Viana Teles Veloso nasceu na Bahia no dia 7 de agosto de 1942, mais conhecido como Caetano Veloso, é um músico, produtor, arranjador e escritor brasileiro. Com uma carreira que já ultrapassa quatro décadas, Caetano construiu uma obra musical marcada pela releitura e renovação e considerada amplamente como possuidora de grande valor intelectual e poético. Em 1968, face ao endurecimento do regime militar no Brasil, compôs o hino "É Proibido Proibir", que foi desclassificado e amplamente vaiado durante o III Festival Internacional da Canção.
  • 30. TROPICALIA  Gilberto Gil  Gilberto Gil (1942) é um músico brasileiro e um dos criadores do movimento tropicalista nos anos 60.  Gilberto Gil nasceu em Salvador. Filho de médico, viveu durante um tempo no interior da Bahia, onde recebeu grande influência da música popular. Ainda na infância, ganhou um violão de presente da mãe e conheceu a música de João Gilberto, o que lhe deu grande impulso para se tornar músico.  Na faculdade, conheceu Caetano Veloso, Tom Zé, Gal Costa e Maria Bethânia. Posteriormente, realizaram a primeira apresentação no teatro Vila Velha, em 1964, com o Show intitulado "Nós, Por Exemplo".
  • 31. TROPICALIA  Os Mutantes  Os Mutantes é uma banda brasileira de rock psicodélico formada no ano de 1966, em São Paulo, por Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), Rita Lee (vocais) e Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocais). Também participaram do grupo Liminha (baixista) e Dinho Leme (bateria). A banda é considerada um dos principais grupos do rock brasileiro. Os Mutantes iniciou suas atividades em 1966, como um trio, quando se apresentaram em um programa da TV Record, até terminar em 1978 com apenas Sérgio Dias como integrante original. Ao longo destes doze anos, foram gravados nove álbuns - sendo que dois deles, O A e o Z e Tecnicolor, foram lançados apenas na década de 1990. Foi nessa década que foi reconhecida no cenário do rock nacional e internacional a importância dos Mutantes como um dos grupos mais criativos, dinâmicos, radicais e talentosos da era psicodélica e da história da música brasileira e mundial.
  • 32. FEITO POR:  Professor Altair