UM SONHO COMPARTILHADO    Um desejo impossível pode se tornar realidade?                                   Alberto Studart
   Nem posso acreditar, achava impossível acontecer, mas foi    possível. Entrar e participar do sonho de outras pessoas ...
   Definitivamente não era uma cabeça masculina que    sonhava daquela maneira. Eu tentava desesperadamente    impor a mi...
   Até o ambiente era diferente daquele que eu costumava    sonhar, menos carnal, mais romantizado, colorações    róseas ...
   Não sei como não acordava de vez com tanta    excitação, consciente e testemunhando os mais    secretos impulsos de um...
   E ai ela relaxou e deixou que tudo acontecesse. De    qualquer maneira era um sonho, e nos sonhos pode-se    até voar ...
   SÓ QUE EU ESTAVA LÁ SENSORIALMENTE, MAS A    SENSAÇÃO ERA FÍSICA. Quando beijei aquela boca    sensual e apalpei aquel...
   Decidi ousar mais ainda, tirei toda a roupa e com    surpresa percebi que apesar do corpo físico dela estar    de calc...
   Nota do Autor:    (1) Fortal fonte: Wikipédia,    O Fortal é uma micareta realizada todos os anos na    cidade de Fort...
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Um sonho compartilhado

  1. 1. UM SONHO COMPARTILHADO Um desejo impossível pode se tornar realidade? Alberto Studart
  2. 2.  Nem posso acreditar, achava impossível acontecer, mas foi possível. Entrar e participar do sonho de outras pessoas sempre foi tudo o que quis. Imagine uma bela mulher, aquela pela qual você tem o maior desejo, mas que é inatingível. É linda demais para você e nem te olha. De repente, numa noite insone, me concentrei nesta mulher e entrei no estado lusco-fusco, sabe como é não é? Um estado que você nem está totalmente acordado, mas também não está totalmente adormecido Quase como num delírio fantástico entrei num sonho que não era o meu, estava consciente que a ação do sonho era desenvolvida por outro cérebro, era outra maneira de conduzir o pensamento, o sonho.
  3. 3.  Definitivamente não era uma cabeça masculina que sonhava daquela maneira. Eu tentava desesperadamente impor a minha maneira de pensar, mas não podia, era como se um pensamento parasita interferisse no meu cérebro. Eu queria sonhar à minha maneira, e como estava em parte consciente, decidi que esta seria uma oportunidade de sonhar o que quisesse e como desejasse. Aquilo era a realização do que eu também queria, que era conduzir meu sonho do jeito que desejasse, mas estranhamente aquele sonho não era exclusivo meu, era COMPARTILHADO!
  4. 4.  Até o ambiente era diferente daquele que eu costumava sonhar, menos carnal, mais romantizado, colorações róseas com matizes suaves de azul bebê, cores anormais de uma concepção exógena, alienígena. Definitivamente eu não pensava assim, não via as cores nem sentia os odores daquela maneira. AQUILO ERA LOUCURA, UM NOVO QUE CONFUNDIA. Era um sonho de menina moça na cabeça de uma mulher adulta e realista. E EU ESTAVA NAQUELE SONHO.Num choque brusco, atemorizante, senti que ela percebia minha presença naquele sonho que era dela, relaxei, eu tinha PLENA consciência do que ocorria.
  5. 5.  Não sei como não acordava de vez com tanta excitação, consciente e testemunhando os mais secretos impulsos de um ser humano, sua suprema intimidade. Temi rejeição, esperei alguma reação contrária, mas me dei conta que para ela eu era apenas uma aparição absurda daquelas que só acontecem nos sonhos. Ela sonhava de verdade, como sempre fazia, e nos sonhos tudo é possível, até a presença daquele cara com quem convivia no trabalho, mas que não despertava maiores atenções, era apenas mais um homem atraído pela sua beleza, e que desejava possuir aquele corpo perfeito.
  6. 6.  E ai ela relaxou e deixou que tudo acontecesse. De qualquer maneira era um sonho, e nos sonhos pode-se até voar como um pássaro ou participar de um jantar com a rainha da Inglaterra. Tomei chegada e ousei. Covardia, eu consciente, para mim não era um sonho no sentido literal, era sim um sonho que se realizava na plenitude da minha consciência, no quarto, na cama daquela deusa, que por vezes sem conta me levava ao amor solitário. Mesmo assim tremi um pouco, será que ela não desconfiava que eu estivesse completamente desperto, vivendo aquela situação, conduzindo e influenciando aquele sonho que não era só meu? Fiquei tranqüilo, ela dormia pesado e sonhava de verdade.
  7. 7.  SÓ QUE EU ESTAVA LÁ SENSORIALMENTE, MAS A SENSAÇÃO ERA FÍSICA. Quando beijei aquela boca sensual e apalpei aqueles seios fartos, porém rijos, o corpo físico inerme na cama reagiu de imediato, percebi que a excitação a dominava, e todo o seu corpo deixavam escapar umidade e odor de desejo. Temi que a excitação a acordasse, mas sabia que ela estava na fase mais profunda do sono. Os olhos faziam movimentos por baixo das pálpebras fechadas, a boca entreaberta exalava um hálito doce e a língua buscava um caminho onde pudesse satisfazer uma necessidade primordial, ajudar a boca naquilo que era o mais primitivo desejo, chupar, sugar, como aquela chupeta macia que a mãe sempre lhe oferecia ao dormir quando ainda era uma menininha.
  8. 8.  Decidi ousar mais ainda, tirei toda a roupa e com surpresa percebi que apesar do corpo físico dela estar de calcinha, sem sutiã, no estado de sonho estávamos completamente nus. Esquisito mesmo, por um lado um corpo escultural que dormia, e nos meandros neuronais uma mulher liberta que sonhava. E EU VIA AS DUAS FORMAS! Lá fora, na rua fria, a noite já a findar, alguns carros vindos do Fortal (1) trafegavam ao final da esbórnia (2), recheados de adolescentes bêbados, fazendo todo o barulho que julgavam ter direito, e eu preocupado. E SE ELA ACORDAR?
  9. 9.  Nota do Autor: (1) Fortal fonte: Wikipédia, O Fortal é uma micareta realizada todos os anos na cidade de Fortaleza sempre no final das férias de julho há 17 anos. É considerada a maior das micaretas do Brasil. Constante e versátil, virou tradição sempre cheia de novidades e grandes atrações, seduzindo não apenas o público local, mas turistas de todos os cantos do Brasil e do mundo. (2) Esbórnia: farra, bagunça, entretenimento ruidoso

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