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  1. 1. A pesquisa fenomenológica e a enfermagemMaria Dalva de Barros Carvalho1* e Elizabeth Ranier Martins do Valle21 Departamento de Enfermagem, Universidade Estadual de Maringá, Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringá, Paraná, Brasil.2 Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, Av. Bandeirantes, 3900, Campus Universitário, 14040-902, RibeirãoPreto, São Paulo, Brasil. *Autor para correspondência. RESUMO. Este trabalho tece considerações sobre a fenomenologia como método de pesquisa na enfermagem. Aborda as questões básicas da fenomenologia e aponta fenômenos humanos passíveis de serem investigados por essa metodologia. Destaca o aspecto humanizador da ciência na pesquisa fenomenológica e sua importância para a enfermagem, uma vez que sua prática é com o homem, precisando compreendê-lo no seu mundo vivido. O cuidar, finalidade da enfermagem, implica a coexistência e a participação na compreensão da vivência de estar doente, de estar são, de estar em equilíbrio, de estar vivendo. Palavras-chave: enfermagem, fenomenologia, pesquisa. ABSTRACT. Phenomenological research and nursing. Phenomenology as a research approach in nursing is provided and analyzed. The study investigates the basic problems of phenomenology and pinpoints human phenomena that may be focussed upon by this methodology. The humanizing aspect of science and its importance for nursing is highlighted as one of the characteristics of phenomenological research. This is due to the fact that nursing deals with people who require comprehension in the context in which they live. Caring, the aim of nursing, implies in coexistence and participation, in the comprehension of being sick, healthy, balanced, in being alive. Key words: nursing, phenomenology, research. O homem, como mero organismo, máquina em A enfermagem no seu desenvolvimento históricofuncionamento, onde a soma das partes, e apenas em direção à cientificidade também trilhou e trilhaessa soma, completa o ser, é, como geralmente tem os caminhos da ciência dita positiva. Nesse seusido visto pelas ciências das áreas de saúde. trajeto em busca da maioridade científica, a A pesquisa nessas áreas tem procurado enfermagem inspirou-se no modelo tradicionalestabelecer causas para explicar os fatos que ocorrem biomédico das ciências naturais e experimentais. Ocom o ser humano. No estabelecimento da relação modelo biomédico obedece às exigências dolinear de causa-efeito, esse tipo de investigação positivismo, que não aceita o conhecimento que nãorecorre ao dedutivismo, à repetição dos eventos para venha da experimentação.o estabelecimento de uma generalização, quer dizer, As pesquisas que favoreceram a sistematização deao objetivo, ao científico. Isso pressupõe uma um saber específico da enfermagem caracterizaram-separação radical entre o estudioso e o seu objeto de se por esse teor positivista, concreto, palpável,investigação, de tal modo que ele, cientista apenas comparável. Esse direcionamento no pensar e noreflita de forma objetiva sobre o que deseja fazer pesquisa acabou influindo decisivamente naconhecer. Vista dessa forma, a investigação funda-se prática da enfermagem. Passou de um fazerna experimentação, que acaba se transformando na empírico, assistemático, a uma prática voltada para ofonte de verdade para o conhecimento. objetivo, para os resultados, para o fim em si mesmo. Dessa forma, essa modalidade de pesquisa está Com o vigoroso avanço científico dos últimosvoltada para a observação dos fatos e para o tempos, a enfermagem sofreu profundassignificado destes, considerando-os em si mesmos modificações, que se caracterizaram principalmente(Forghieri, 1993). pela fragmentação, pela compartimentalização do O conhecimento, ou seja, a ciência, nessa objeto de seu cuidado. Como conseqüência lógica e,perspectiva, é conceituada como uma sistematização poderíamos dizer inevitáveis, dessa fragmentação,metodológica, limitando-se aos fatos que podem ser surgiram e se impuseram de forma efetiva as regras,verificados e às relações constantes entre eles. rotinas, normas e regulamentos, que acabaram porActa Scientiarum Maringá, v. 24, n. 3, p. 843-847, 2002
  2. 2. 844 Carvalho & Vallemassificar o cuidado de enfermagem. Mais do que conhecimento, há uma vida operante (Martins et al.,isso, esse cuidado se tornou de tal modo impessoal 1990).que se referia mais à doença que ao homem, Assim, voltada para a experiência, a reflexãoperdendo a visão do todo humano. A sofisticada fenomenológica inclui a possibilidade de olhar astecnologia, os aparatos mecânicos que possibilitaram coisas como elas se manifestam.o prolongamento artificial da vida, os transplantes, a Experienciando-se o mundo, este se abre para oobstinada luta contra a morte e a doença, colocaram homem, e esse abrir para o homem, esse se desvelaro homem e sua humanidade em segundo plano, para o homem, é o fenômeno1.quando do assistir, do cuidar da enfermagem. A preocupação da fenomenologia é descrever o A Sistematização da Assistência de Enfermagem fenômeno, não explicá-lo; é compreendê-lo, nãocompreendida como ordenamento e direcionamento achar relações causais. A descrição rigorosa doao trabalho do enfermeiro, como metodologia da fenômeno é que permite chegar à sua essência2.profissão de enfermeira (George, 1993), que permite Ao se voltar para as coisas mesmas e para ouma prática sistemática, objetiva, científica, não mundo vivido, objetivando apreender a essência doescapa também da armadilha da perda da fenômeno, acaba-se por negar sujeito e mundohumanidade do indivíduo a quem essa assistência como existentes independentes um do outro. Oestá sendo prestada. objeto do conhecimento não é nem o sujeito, nem o Ferraz et al (1991), em relação a essa faceta do mundo, mas o mundo enquanto vivido pelo sujeito.exercício profissional, comenta que a Sistematização Essa concepção põe em evidência o conceito deda Assistência de Enfermagem tem favorecido a intencionalidade da consciência, isso é, a sua direção.normatização do cuidado, que acaba Segundo Chauí (1996), a consciência não é umahomogeneizando e massificando a assistência, substância, mas uma atividade constituída por atos,através de planos rotinizados, privilegiando a com os quais ela visa algo. Os atos da consciência sãopatologia, a terapêutica e a tecnologia. noesis3 e o que é visado por ela são os noemas4. Estes caminhos de investigação e assistência Todos os atos humanos são intencionais e essaembora dicotomizem a relação sujeito/objeto, não se intencionalidade sempre é um comportamentomostram, suficientes para desvendar as complexas dirigido a alguma coisa no mundo. A consciênciasituações que envolvem as relações saúde-doença e o portanto, é sempre consciência de alguma coisa. Elacuidar em enfermagem. É forçoso reconhecer a só é consciência quando dirigida para um objeto, e onecessidade de um novo modo, uma nova forma de objeto só pode ser definido em relação com aver o homem, de investigá-lo e, nesse caso, o consciência, ele é sempre objeto para um sujeitohomem na relação saúde-doença e o homem no Dartigues, (1973). Daí se conclui que consciência ecuidar na enfermagem, na sua totalidade, objeto não são entidades separadas, mas que seanalisando-o como ser concreto que vive o definem a partir dessa correlação entre o interior quefenômeno na totalidade de sua existência (Ferraz et se volta e o objeto para o qual ele se volta. Sujeito eal., 1991). objeto estão intimamente ligados. Dessa forma, a Colocada como a terceira via entre o positivismo fenomenologia não vê o homem separado doe o discurso especulativo da metafísica, a mundo, mas busca focalizar a forma pela qual ofenomenologia aparece como método alternativo de mundo se apresenta ao homem. Assim, o mundopesquisa. Como qualquer outro, não é o único nem pode ser considerado como fenômeno, como ele seo melhor, mas uma trajetória escolhida pelo mostra ao homem (Merleau Ponty, 1994) .investigador e que tem significado para ele. Essaterceira via é aquela que, antes de todo raciocínio,colocaria-nos no mesmo plano da realidade, ou 1 Fenômeno : Tudo que se mostra, se manifesta, se desvela paracomo diz Husserl, das “coisas mesmas” (Dartigues, a consciência. Do grego fainomenon significa discurso esclarecedor a respeito daquilo que se mostra para o sujeito1973). interrogador (Martins e Bicudo, 1989). A fenomenologia tem como princípio que o que 2 Essência: visão do sentido ideal que atribuímos ao fatofundamenta todas as ciências é uma volta ao mundo materialmente percebido e que nos permite identificá-lo (Dartigues, 1973).da experiência, ao mundo vivido. Essa postura 3 Noesis: aspecto subjetivo da vivência, constituído por todos osrompe de modo definitivo com o modelo das atos de compreensão que tendem a apreender o objeto, como o perceber, o recordar, o imaginar.ciências naturais: antes da realidade objetiva há um 4 Noemas: aspecto objetivo da vivência, ou seja, o objetosujeito conhecedor, antes da objetividade há o considerado pela reflexão em seus diferentes modos de serhorizonte do mundo e antes do sujeito, da teoria do dado (por ex: o percebido, o recordado, o imaginário). O objeto é distinto do noema, por exemplo, o objeto de percepção da arvore é a arvore, mas o noema desta percepção é “o percebido enquanto tal” (Abbagnano, 1986).Acta Scientiarum Maringá, v. 24, n. 3, p. 843-847, 2002
  3. 3. A pesquisa fenomenológica e a enfermagem 845 Essa possibilidade de abertura, de ir em direção Na compreensão está sempre subentendida aàs coisas mesmas, àquilo que vai se apresentar como interpretação. Ela possibilita ao investigador aceitarfenomenal, no sentido do que se mostra à os resultados da redução como afirmativas que têmexperiência, exige um olhar cuidadoso, meditativo. significados para ele, “mas que apontam para aEsse olhar deve preceder qualquer teoria, experiência do sujeito, isto é, apontam para a consciência quepreconceitos, crenças ou explicações, quando o este tem do fenômeno” (Martins, 1992). A interpretaçãofenômeno se mostra. refere-se ao fenômeno que é percebido e vivido; na Esse olhar é o que Husserl chamou de epoché: realidade trata-se de interpretar a existência.suspensão ou parada; uma saída da maneira comum Retomando a pesquisa em enfermagem nosde olhar e abandonar os preconceitos e pressupostos moldes das ciências naturais, certos fenômenos, taisem relação a ela (Martins et al. 1990). Significa como: morte, vida, saúde, doença, dor e sofrimento,suspender as crenças referentes ao mundo natural, que habitam o mundo cotidiano da profissão, não seassumindo uma atitude neutra, não no sentido de permitem ser atingidos em sua compreensão. Assim,negar o mundo ou as experiências, mas sim, de “o conceito de saúde, bem como o conceito de vida, não sãorefletí-los e questioná-lo. Isso possibilita o emergir definidos com precisão. A doença é uma facticidade não só dodo sentido de fatos que não tinham sido observados. corpo de alguém, mas de todo o seu ser humano, de ser-no- Com essa atitude, a trajetória fenomenológica mundo” (Capalbo,1994).procura estabelecer um contato direto com o A pessoa que fica doente não está só, está emfenômeno que está sendo vivido. Para compreender relação com os outros, estes são co-presentes. Seesse fenômeno é preciso então buscar a descrição da uma das finalidades da enfermagem é o cuidar doexperiência pelos sujeitos que o vivenciam. A outro, isso implica a coexistência e a participação, naessência objetivada pela fenomenologia não é um compreensão da vivência de estar doente:conteúdo conceitual passível de definição, mas uma compreender.significação da essência existencial, que como tal No mundo da vida da enfermagem, no seudeve ser descrita. Essa descrição deve ser a mais aspecto profissional, está inserida a consciêncianatural e espontânea possível; não é opinião nem o intencional desses profissionais. De acordo comque se pensa, mas o que o sujeito está Capalbo (1994), essa consciência se volta para oexperienciando. Uma palavra, uma definição não mundo e retorna para si mesma. Ela se abre para opoderá dizer o que há a dizer. É preciso recorrer ao mundo e aos outros no entrecruzamento de suasdiscurso, à descrição, para a aproximação maior experiências vividas e se volta para si mesma comopossível da densidade semântica do fenômeno consciência de si, centro irradiador de intenções,humano (Rezende, 1990). desejos, vontades, sentimentos e ações, como um A descrição de experiência por quem vivencia ego temporal e histórico.um fenômeno é o caminho para a compreensão dele, A pesquisa fenomenológica na enfermageme a linguagem é uma das formas que se abrem para alerta no sentido de que fenômenos como saúde-essa compreensão. A linguagem não tem função doença, vida-morte, relações enfermeiro-paciente,apenas de comunicação, mas também de revelação não podem ser compreendidos isolados da pessoade um ser que existe em si e para os outros, como que os vive concretamente na totalidade de suasingular e idêntico (Augras, 1981). A linguagem, existência. É preciso compreender o fenômeno noporatanto, não é só um modo de expressão, mas nela ser que o vivencia, numa maneira humana de existir,se manifesta a essência daquilo que somos. Para na qual esse ser concreto está existencialmenteHeidegger toda compreensão se consuma na confrontado (Capalbo, 1994).linguagem. A totalidade significativa da Tratar essas questões sob o prisma objetivado docompreensibilidade vem à palavra (Heidegger, empirismo, longe da situacionalidade de quem o1995)5. experiência, é não estar comprometido com a Compreender um comportamento humano é autenticidade do mundo-vida, mais do que isso, épercebê-lo do interior, do ponto de vista da intenção acreditar que o fenômeno se esgota em si mesmo, eque o anima, logo, naquilo que o torna não que ele se dá em perspectiva, havendo semprepropriamente humano e o distingue de um facetas a serem desveladas.movimento físico (Dartigues, 1973). O trabalho da enfermagem é com o humano, o que propicia o olhar fenomenológico para o outro5 “A compreensibilidade do ser-no-mundo, trabalhada por uma situado no mundo em sua totalidade de vida. Ele está disposição, se pronuncia como discurso. Existencialmente, o no mundo de maneira dinâmica; não é pronto e discurso é linguagem porque aquele ente, cuja abertura se articula em significações, possui o modo de ser-lançado-no- acabado, mas um vasto horizonte de possibilidades, mundo, dependente de um mundo” (Heidegger, 1995, p.220).Acta Scientiarum Maringá, v. 24, n. 3, p. 843-847, 2002
  4. 4. 846 Carvalho & Valleque vão se concretizando ou não, no transcorrer de pelo ser, com possibilidades, vitórias ou derrotassua existência, através da liberdade. (Olivieri, 1985). Por isso o pesquisador deve ser Existe, então, uma inter-relação e uma engajado, compromissado com o ser humano. Ainterdependência entre enfermeiro e o ser humano participação do pesquisador então é inevitável, e suaque é cuidado e investigado, sendo possível afirmar presença não é apenas física, ele carrega também suaque um e outro são sempre sujeitos e objetos que se visão de homem e de mundo, que precisa serinteiram e interagem para uma consciência. Nesse explicitada.sentido, a fenomenologia se mostra como um A relação pesquisador / sujeito deve ter comocaminho importante para a pesquisa e, suportes a cooperação e a participação. O sujeito nãoconseqüentemente, para a prática em enfermagem, pode se sentir questionado, avaliado; ele, seujá que é um chamado à reflexão, à compreensão, algo discurso e suas ações podem ser a chave para ainerente ao ser-humano, e um contraponto “às teorias compreensão das situações investigadas, permitindodo conhecimento, modelos de enfermagem e mais um ao pesquisador penetrar no seu mundo vivido.universo tecnológico presente” (Ferraz et al., 1991) que Estimular o sujeito a participar da investigação éacabam impedindo o pesquisador de enxergar o colocá-lo por inteiro na situação, e desse modo,simples, esquecendo o fundamental. facilitar a cooperação e a participação. O caminho fenomenológico não pode ser A coleta de dados manifesta-se comoimposto ao pesquisador, sequer sugerido. Precisa ser intersubjetividade, já que é o encontro entre obasicamente uma opção, uma visão de mundo. sujeito que conhece e vivencia uma situação e oSendo assim, a postura do investigador difere pesquisador que a desconhece.fundamentalmente da do pesquisador das ciências A atitude de empatia, o diálogo, a liberdade e anaturais, pois procura compreender o homem como cooperação do investigador que vai favorecer asujeito que tem seu mundo vivido para ser desvelado compreensão, levam ao alargamento de seue, para tanto, vai buscar sentido nas suas falas e horizonte, fundindo-o com o horizonte doações. Empatia, integração, participação, diálogo, pesquisado.liberdade pessoal e social, encontro, À fenomenologia coube mostrar outro caminhointersubjetividade, perpassam uma situação de de opção além da ciência dita positiva, voltar aopesquisa nessa modalidade (Capalbo, s.d.). mundo da vida, humanizar a ciência, buscar um O adoecer e o morrer são algumas das inúmeras sentido para as coisas. É preciso mais que conhecer apossibilidades que tem a vida e que, por sua coisa em si, é preciso conhecê-la em si mesmo. Estáindeterminação, podem ocorrer a qualquer interessada naquilo que é factível. Não pretende darmomento. O homem tem consciência do seu existir um caminho aos fatos, mas desvelar os caminhos dose da sua finitude. Ele é um horizonte de fatos, o seu acontecer.possibilidades e o tempo é constitutivo do seu Esse caminho pode ser trilhado pelaexistir. Sua vida é orientada para o futuro, mas o enfermagem, porque sua prática é com o serpassado também faz parte do existir presente. Essas humano em situações de saúde-doença, ao longo depossibilidades inerentes ao viver sofrem um sua etapa evolutiva e necessita compreendê-lo no seuimpacto, desestruturam-se frente a ameaças como mundo vivido, o qual é o campo do conhecimentodor, medo, sofrimento. Isso acaba por bloquear suas humano.perspectivas de futuro. Nessa perspectiva “há interesse pela totalidade do As mais variadas reações ocorrem com o homem homem, por sua unidade de vida, pelo seu ser de liberdade eque enfrenta a situação de doença. Pode deixar de participação responsável por suas vivências” (Capalbo,ser-si-mesmo fugindo da situação, transferindo o 1994).controle de si para outro; assumir sua autenticidadee voltar-se para si mesmo, aceitando o sofrimento. Referências A doença traz modificações, e exige adaptações ABBAGNANO, N. Diccionario de filosofia. México: Fondopor parte de quem adoece. Existem mudanças Cultura Economica,1986.concretas e objetivas como a quebra da rotina, o estar AUGRAS, M. O ser da compreensão.Petrópolis: Vozes, 1981.em ambiente estranho, e mudanças subjetivas, como CAPALBO, C. Considerações sobre o método fenomenológico e aos limites pessoais, dependências, impotências e enfermagem. Rev. Enf. UERJ, Rio de Janeiro, v.2,n.1,p.26-isolamento. 32,1994. O ser doente é difícil de ser apreendido e CAPALBO, C. Fenomenologia e ciências humanas. Rio deinterpretado. Não há um doente efetivo, mas um Janeiro: Ozen Editor, sd.projeto em andamento e um “tempo vivido doente”Acta Scientiarum Maringá, v. 24, n. 3, p. 843-847, 2002
  5. 5. A pesquisa fenomenológica e a enfermagem 847CHAUÍ, M.S. Vida e Obra. In: Pensadores. Heidegger. MARTINS, J.; BICUDO, M.A.V. A pesquisa qualitativa emSão Paulo: Nova Cultural, 1996. psicologia: fundamentos e recursos básicos. São Paulo:DARTIGUES, A. O que é fenomenologia? Rio de Janeiro: Moraes/Educ, 1989.Eldorado, 1973. MARTINS, J. et al. A fenomenologia como alternativaFERRAZ, C.A. Sistematização da assistência de metodológica para pesquisa-algumas considerações. Sãoenfermagem no referencial fenomenológico. Ribeirão Paulo: Cadernos.da Sociedade de Estudos e Pesquisa.Preto, Anais (Semana Wanda de Aguiar Horta), 1991. Qualitativa, cad. 01, 1990.FORGHIERI, Y.C. Psicologia fenomenológica: fundamentos, MERLEAU PONTY, M. Fenomenologia da percepção. Sãométodos e pesquisa. São Paulo: Pioneira, 1993. Paulo: Martins Fontes, 1994.GEORGE, J.B. Teorias de enfermagem. Porto Alegre: Artes REZENDE, A. M. Concepção fenomenológica da educação. SãoMédicas, 1993. Paulo: Cortez, 1990.HEIDEGGER, M. Ser e tempo. Rio de Janeiro: Vozes, OLIVIERI, D.P. O ser doente. São Paulo: Moraes, 1985.1995. Received on February 08, 2002.MARTINS, J. Um enfoque fenomenológico do currículo: Accepted on May 20, 2002.educação como poésis. São Paulo: Cortez, 1992.Acta Scientiarum Maringá, v. 24, n. 3, p. 843-847, 2002

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