Seminário 06: Pele sensível

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A apresentação faz parte do curso: Estrutura, fisiologia e bioquímica da pele aplicadas à ciência cosmética. A citação do termo pele sensível tem sido feita muitas vezes de forma inapropriada no meio cosmético. A presente apresentação vem esclarecer o que se sabe hoje sobre esse fenômeno biológico que muito interessa a formuladores de produtos de uso tópico.

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Seminário 06: Pele sensível

  1. 1. Estrutura, fisiologia e bioquímica da pele aplicadas à ciência cosmética. Alexandre Ferreira Pele Sensível
  2. 2. Considerações Iniciais • Possível através de teste dizer que um produto está livre de potencial irritante • Não é incomum a cosmetovigilância receber relatos de percepções sensoriais não preditas • Apesar de transitórias e sem resposta dermatologia visual, influencia fortemente a preferência do consumidor
  3. 3. Considerações Iniciais • 78% dos que se dizem com pele sensível evitam o uso de algum produto devido seu efeito sensorial desagradável • Alta prevalência no mundo industrializado – Maioria das mulheres nos EUA, Europa e Japão – Aumento significativo com passar dos anos – Aumentando prevalência entre Homens
  4. 4. Considerações Iniciais • Afeta negativamente a qualidade de vida das pessoas que sofrem de pele sensível • Pessoas com histórico de dermatite atópica são predispostas.
  5. 5. Tema pouco conhecido Pele Sensível É um fenômeno Fisiológico Real??? Culturalmente elegante dizer que se tem pele sensível Desordens psicológica com os mesmos sintomas • Síndrome da intolerância a cosméticos • não-doença dermatológica Alguns Interpretam: “Efeito a princesa e a Ervilha” Falta de sinais dermatológicos e dificuldades de mensurar end-points subjetivos Falta de bibliografia acessível Fatores que prejudicam a investigação sobre o tema: Resposta exagerada a estímulos considerados como inofensivos
  6. 6. Status Atual • Hoje considerado um fenômeno fisiológico original • Ainda um fenômeno de manifestação subjetiva • Etiologia pouco clara • Sem teste de diagnóstico aprovado
  7. 7. Características • Sem sinais previsíveis ou clássicos de irritação • Sem resposta imunológica detectável • Fácil identificar pessoas com pele sensível • Difícil fazer associação, correlações e generalizações consistentes – (Causa x Efeito) • Apresentam hiper-reatividade dos vasos sanguíneos da pele
  8. 8. Características • Pode não ser uma condição única – Diversas categorias de sensibilidade – Diferentes mecanismos – Pode ser um fenômeno heterogêneo • Sistema nervoso não trabalha isolado – Interação íntima com o sistema imunológico e estrutura da pele (muitos contatos celulares) – Se comunicam por via de citocinas e neurotransmissores
  9. 9. Associação com alergias • Pessoas com histórico de dermatite atópica são predispostas. • Apresentam resposta alérgicas – Respondem 10x mais a substâncias alergênicas – 3x mais suscetíveis a substâncias cosméticas alergênicas – Sensível a detergentes: mostram maior reatividade ao produto que pessoas insensíveis • Apresentam ↓ produção de sebo & pele seca
  10. 10. Associação com alergias • Reportam 5x mais terem alergias na pele • Incidência de atopia maior em sujeitos com pele sensível • Indivíduos com atopia reportam significativamente mais sensibilidade genital CONTUDO Não é considerado um fenômeno de origem alérgica
  11. 11. Relação com outras desordens PELE SENSÍVEL Dermatite Atópica Rosácea Dermatite seborreica Como Testar?? IRRITAÇÃOCUTÂNEA (Manifestação subclínica) (Manifestação clínica) Percepção Sensorial Eritema Alterações físicas Costumam ser confundidos com pele sensível •Link entre as duas (prevalência) •Indução por citocinas similar • Fluxo sanguíneo • Hidratação • pH • etc… Processo fisiológico complexo multifatorial
  12. 12. Produtos Higiene UVFatores Ambientais Cosméticos SabõesÁgua Estresse Hormônios Roupas Manifestação Pele Sensível (Muitas x não acompanhado sinal visual) Percepção Sensorial Manifestação Clínica Eritema Agulhadas Queimação Ardência Coceira Dor Formigamento Desordem Neurológica Uso Contínuo
  13. 13. Fatores Ambientais Respostas Sensoriais desconfortáveis Ar condicionado Vento Frio Sol Poluição Calor
  14. 14. Tipos • Tipo I – Grupo com função barreira comprometida • Tipo II – Grupo com função barreira normal, mas com mudanças imunológicas • Tipo III – Grupo pseudo-saudável, sem mudanças imunológicas e na função barreira
  15. 15. Sítio Anatômico Couro cabeludo Pés Mãos Pescoço Torso Costas Face • Liminar de sensitividade ≠ áreas • ≠ densidades de nervos
  16. 16. Face • Uso mais frequente de produtos • Epiderme mais fina / Barreira menos eficiente • ↑ Quantidade de terminações nervosas Dobra naso-labial Região malar Queixo Lábio Superior Testa
  17. 17. Genitálias • Pele mais fina • Barreira lipídica menos estruturada • Mais permeável que pele • Poucas evidências de relação de uso de produtos de higiene feminina e pele sensível • Reatividade a produtos de uso tópico (maioria das vezes)
  18. 18. Fatores que Afetam • Sexo Feminino • Status Hormonal • Suscetibilidade à queimadura solar • Aspectos culturais • Suscetibilidade a rubor • Pigmentação da pele • Epiderme fina • ↓ função barreira • ↑ inervação epidermal • ↑ glândulas sudoríparas • ↓ lipídeos neutros / ↑ esfingolipídios • ↓ Lipídeos • ↑ TEWL • Atopia
  19. 19. Sexo • > incidência • Epiderme mais fina • Hormônios que podem produzir sensibilidade inflamatória • Ciclo menstrual • < incidência • Aumentando • Tornando culturalmente aceitável se declarar com pele sensível Teste clínico Teste Subjetivo (recentes) Não foram capazes de mostrar diferenças entre os sexos
  20. 20. Idade ↓ Sensibilidade Percepção Sensorial Determinação Clínica Idade ↑ Sensibilidade 50 anos
  21. 21. Raça Asiáticos > Caucasianos > Afrodescendentes Sensibilidade Inversamente proporcional à cor da pele *Dados tem dificuldade de comprovação estatística
  22. 22. Cultura • Devido a hábitos mais do que por diferenças fisiológicas • Práticas que implica exposição a diferentes irritantes – Uso de duchas, perfumes, medicações, produtos antimicrobianos, anticoncepcionais, etc
  23. 23. Tipo de pele • Pele seca • Pele oleosa • Pele clara • Pele sujeita a rubor • Pele com telangiectasias • Pele menos elástica
  24. 24. Mecanismo Fisiológico
  25. 25. Disfunção na Barreira Cutânea Alteração na Resposta Neuronal Resposta Imunológica Substância Potencialmente irritantes • ↓ limiar de estímulo • aceleração da resposta do nervo Exposição das terminações Nervosas CNS ↑ Permeabilidade Acesso facilitado à células apresentadoras de antígeno Condições Atópicas
  26. 26. Disfunção na Barreira • ↓ do conteúdo de ceramidas • Desorganização dos lipídeos da barreira • ↑ TEWL
  27. 27. Terminações nervosas da pele Fibras nervosas dérmicas se espalham pela derme e epiderme Rede pouco caracterizada Densidade varia no sítio anatômico Pode explicar diferenças de sensibilidade Envolve: • Fibras nervosas • Receptores −Calor −Coceira −Queimadura −de Endotelina • Fatores de crescimento Responsáveis pela percepção pele sensível
  28. 28. Inflamação neurogênica ESTIMULO Neurotransmissores: • Substância-P, • Pep. Relacionado ao gene da calcitonina • Pep. Intestinal Vasoativo Vasos Sanguíneos Vasodilatação Degranulação Interleucinas: • IL-1 • IL-8 • prostaglandina E2 • Prostaglandina F2 • TNF- Inflamação não específica Mastócitos
  29. 29. Alteração Neurológica • Aumento da atividade neural • Estimulo de áreas cerebrais adicionais às normais quando sob estimulação química da pele (Foto-documentação por ressonância magnética funcional) • Percepção sensorial facilmente perturbada por estímulos fracos
  30. 30. Mecanismo Molecular ESTIMULO Sensação de Dor Coceira Terminações Nervosas Queratinócitos Fibroblastos Mastócitos Cels. Endoteliais prostaglandina E2 leucotrieno B4 (Loop de Amplificação) Receptores TRPV1
  31. 31. Identificação • Falta de parâmetro acurado para classificar pele em sensível ou não sensível • Falta de sinais visíveis (físicos/histológicos) • Testes baseados em relatos de efeitos sensoriais • Uso de questionários como forma de avaliação
  32. 32. Método de Diagnósticos • Não existe manifestação física para ser detectada • Grande variação interpessoal e entre diferentes sítios anatômicos / mesmo sítio anatômico mas membros distintos • Visão tradicional atrapalha abordagem moderna – Busca por testes objetivos (efeitos físicos) em detrimento dos sensoriais • Modelos experimentais usados até o momento são incompletos e ineficientes
  33. 33. Métodos de diagnóstico • Não existe correlação entre testes de irritabilidade com os sintomas de pele sensível – Testes tradicionais de irritabilidade não são bons para predizer pele sensível • Testes com diversos irritantes não mostraram boa correlação – Teste com um irritante não prediz sensibilidade a outro • Ótima correlação entre TEWL e pele sensível
  34. 34. Métodos de diagnóstico • Necessário metodologias com capacidade de identificar pele sensível com precisão • Identificação de irritação subclínica pode ser a chave para entender a pele sensível • Desenvolvimento de novas técnicas não invasivas tem o potencial de aumentar a compreensão da pele sensível
  35. 35. Teste BTK • Boa correlação percepção sensorial com irritabilidade • Produz mais irritação que Patch test (mais sensível) • Reprodutível ❶ ❷ ❸ ❹
  36. 36. Luz Polarizada • Permite observar até 1mm de profundidade • Possível ver alterações em doses subclínicas Luz Normal Luz Polarizada
  37. 37. Scanner termográfico IR • Reações imunológicas / ↑ temperatura • Alta precisão da medida • Correlação com escalas visuais
  38. 38. Determinação Molecular • Remoção de lipídeos da superfície da pele • Análise de diferentes citocinas – ↑ IL-1RA / ↑ IL-8 • Ainda não foi aplicado a pele sensível
  39. 39. Métodos Usados Método Efeito Sensorial Efeito Físico Vantagens Desvantagens Ácido Lático Ferroada - Sensível e específico Não prediz efeito de outros irritantes Capsaicina Ferroada - Sensível / limiar de detecção Não prediz efeito de outros irritantes Lauril Sufato de Sódio Queimação Eritema Barato, rápido, confiável Não prediz efeito de outros irritantes / Relação questionada Luz Polarizada cruzada - Eritema sub-clínico Permite detecção de mudanças físicas não aparentes / Não invasivo equipamento especializado Scanner termográfico - Aumento de temperatura Objetivo, quantitativo, não invasivo equipamento especializado Sebutape - Citocinas produzidas na pele Objetivo, quantitativo, não invasivo, potenciamento muito sensível Treinamento / equipamento especializado / Não validado
  40. 40. Tratando pele sensível • Não existe tratamento clínicos específicos reconhecidos • Apenas: – Reconhecimento de agente indutor e evitar contato
  41. 41. Oportunidades no Tratamento PELE SENSÍVEL + UV Pele Seca Fotoproteção Hidratação Barreira Cutânea Promotores de Barreira + + Anti-inflamatórios Prostaglandinas TRPV1 + Inibidores
  42. 42. Desafios Futuro • Compreender a etiologia dessa desordem que ainda é pouco conhecida • Entender a relação entre os efeitos subjetivos e suas manifestações físicas • Criar critérios de diagnósticos para pele sensível
  43. 43. KnowWhy treinamentos especializados Alexandre HP Ferreira, Ph.D. www.linkedin.com/company/knowwhy alexhpf@yahoo.com.br Campinas - SP www.facebook.com/KnowWhy.br twitter.com/knowwhy_br br.linkedin.com/in/alexandrehpferreira/

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