PROEJA FIC EM SALVADOR DO SUL: uma experiência de construção coletiva. Cárin Daniele Schmitz Cladis Luisa Sost Erno Kirch ...
<ul><li>Tema: Conhecimentos tácitos dos educandos de EJA. </li></ul><ul><li>Delimitação do tema: A pesquisa se desenvolveu...
Caracterização dos    espaços e sujeito <ul><li>Os alunos do PROEJA FIC de Salvador do Sul formam dois grupos distintos: o...
Caracterização dos    espaços e sujeito
Problema central <ul><li>A metodologia utilizada pelos professores do PROEJA FIC valoriza os conhecimentos tácitos dos edu...
Objetivos <ul><li>Identificar as estratégias metodológicas mais significativas para os estudantes, sua relação com os sabe...
Metodologia <ul><li>Aplicação de um questionário para os alunos; </li></ul><ul><li>Análise dos mesmos a partir do estudo d...
Justificação teórica   da Pesquisa <ul><li>Paulo Freire (1996)  “[...] os saberes das pessoas precisam ser respeitados e c...
Justificação social    da Pesquisa <ul><li>Observamos que este grupo que retornou a escola possui uma convivência social m...
Justificação profissional    da pesquisa <ul><li>A valorização dos saberes gerados na vida pessoal e no mundo do trabalho,...
Análise    teoria e prática   <ul><li>Podemos relacionar algumas falas dos alunos em relação ao que foi desenvolvido em sa...
Análise    teoria e prática <ul><li>A preocupação com o meio-ambiente tem sido algo muito focado pela mídia, pelos governo...
Considerações   finais <ul><li>Constatamos que a metodologia utilizada pelos educadores reconheceram e aproveitaram os con...
<ul><li>Durante o período de formação os professores trabalharam interdisciplinarmente utilizando as vivências, a cultura,...
<ul><li>A partir do momento em que o aluno constata que seus conhecimentos são aproveitados em sala de aula é possível que...
Referencial <ul><li>AUSUBEL, David P.  Psicologia Educacional . Rio de Janeiro: Interamericana, 1980. </li></ul><ul><li>BR...
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PROEJA-FIC - PROEJA-FIC em Salvador do Sul: Uma Experiência de Construção Coletiva - EMEF Selma Wallauer - Salvador do Sul-RS

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PROEJA-FIC - PROEJA-FIC em Salvador do Sul: Uma Experiência de Construção Coletiva - EMEF Selma Wallauer - Salvador do Sul-RS

  1. 1. PROEJA FIC EM SALVADOR DO SUL: uma experiência de construção coletiva. Cárin Daniele Schmitz Cladis Luisa Sost Erno Kirch Eva Cabrera Micheli Taís Schmidt Veridiana Rabaioli Fernanda Zorzi Escola Municipal de Ensino Fundamental Selma Wallauer Salvador do Sul
  2. 2. <ul><li>Tema: Conhecimentos tácitos dos educandos de EJA. </li></ul><ul><li>Delimitação do tema: A pesquisa se desenvolveu com os alunos e professores do PROEJA FIC (Ensino Fundamental) na cidade de Salvador do Sul, no ano de 2009/2010 . </li></ul>Tema e delimitação temática
  3. 3. Caracterização dos espaços e sujeito <ul><li>Os alunos do PROEJA FIC de Salvador do Sul formam dois grupos distintos: os que pararam de estudar a muito tempo - adultos excluídos da escola, com filhos que frequentam o ensino médio ou a universidade; e, os jovens que repetiram de série diversas vezes, abandonaram os estudos na metade do ano e retornaram no ano seguinte, não parando de estudar por muito tempo, representando o grupo excluído na escola. </li></ul>
  4. 4. Caracterização dos espaços e sujeito
  5. 5. Problema central <ul><li>A metodologia utilizada pelos professores do PROEJA FIC valoriza os conhecimentos tácitos dos educandos para a construção do conhecimento escolar e constituem uma aprendizagem significativa? </li></ul>
  6. 6. Objetivos <ul><li>Identificar as estratégias metodológicas mais significativas para os estudantes, sua relação com os saberes trazidos da vida e do trabalho, bem como o quanto estes contribuíram para a construção do conhecimento escolar do grupo de estudantes, representou o esforço de pesquisa e construção coletiva dos professores envolvidos no processo. </li></ul>
  7. 7. Metodologia <ul><li>Aplicação de um questionário para os alunos; </li></ul><ul><li>Análise dos mesmos a partir do estudo de caso; </li></ul><ul><li>Registro de conversas informais; </li></ul><ul><li>Relato de experiências metodológicas que estabeleçam relação entre conhecimentos tácitos e conhecimentos escolares, na visão do professor e do aluno. </li></ul>
  8. 8. Justificação teórica da Pesquisa <ul><li>Paulo Freire (1996) “[...] os saberes das pessoas precisam ser respeitados e compartilhados no ato cognoscente.” (p. 16) </li></ul><ul><li>Para Libâneo (1994), o objetivo primordial do ensino é “assegurar o processo de transmissão e assimilação dos conteúdos do saber escolar e, através desse processo, o desenvolvimento das capacidades cognoscitivas dos alunos” (p.80). </li></ul><ul><li>Como afirma Piaget (1967) “ A inteligência humana somente se desenvolve no indivíduo em função de interações sociais que são, em geral, demasiadamente negligenciadas.” (p. 40) </li></ul><ul><li>Ausubel/Moreira (2009) aprendizagem significativa caracteriza-se como sendo um material de introdução do conteúdo de maneira mais geral, que relaciona as ideias importantes presentes na estrutura cognitiva, destinando-se a tornar mais fácil a aprendizagem significativa, servindo de relação entre o que o aluno já sabe e o que precisa saber para aprender o novo. </li></ul>
  9. 9. Justificação social da Pesquisa <ul><li>Observamos que este grupo que retornou a escola possui uma convivência social muito ampla e saberes próprios constituídos na vida e no trabalho. </li></ul><ul><li>Reconhecer esses saberes no espaço escolar e utilizar-se disto para orientar a aprendizagem do aluno é um desafio para o professor, pois representa outro olhar sobre a escola e sobre o conhecimento. Neste momento o aluno estará relacionando subjetividade, conhecimentos tácitos e a construção de novos significados para apropriação do conhecimento científico. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  10. 10. Justificação profissional da pesquisa <ul><li>A valorização dos saberes gerados na vida pessoal e no mundo do trabalho, potencializados pelos anseios dos alunos em relação à escola, aos professores e a si próprio, promovem o alcance dos seus objetivos e a constituição de sua autoestima. Para tanto é necessário que a experiência de aprendizagem seja de sucesso, onde o aluno acredita em si mesmo, percebendo-se como um cidadão pensante e ativo no processo e na sociedade. </li></ul>
  11. 11. Análise teoria e prática <ul><li>Podemos relacionar algumas falas dos alunos em relação ao que foi desenvolvido em sala de aula: </li></ul><ul><li>“ Observei várias mudanças no meu dia-a-dia, e principalmente no meu emprego. Como no meu emprego preciso me expressar com as pessoas, passando-lhes informações, observando, escutando e encaminhando as pessoas, e depois passar tudo isso a minha equipe, por escrito e também preciso preencher formulários mensalmente, depois de participar do PROEJA, sinto-me mais confiante em mim mesma, pois com certeza diminui erros de português e melhorei muito a maneira de me expressar.” (Sujeito 8) </li></ul>
  12. 12. Análise teoria e prática <ul><li>A preocupação com o meio-ambiente tem sido algo muito focado pela mídia, pelos governos, pelas instituições religiosas, cabe à escola desenvolver seu papel de conscientização e valorização da natureza. No PROEJA FIC de Salvador do Sul, trabalhamos este tema interdisciplinarmente. Os aprendizados contribuíram para a conscientização dos educandos e estes passaram a usá-lo no seu dia-a-dia, proporcionando uma aprendizagem significativa. Abaixo seguem os depoimentos que confirmam o que descrevemos. </li></ul><ul><li>Sujeito 3: “Como eu trabalho também na agricultura, aumentou a preocupação com o meio ambiente. Por exemplo: Aquecimento global, erosão, cuidado com as águas potáveis, destino do lixo, uso de agrotóxicos. Parece que as pessoas tem mais confiança nas minhas ideias, melhorou a auto confiança, a capacidade de se comunicar e argumentar.” </li></ul>
  13. 13. Considerações finais <ul><li>Constatamos que a metodologia utilizada pelos educadores reconheceram e aproveitaram os conhecimentos tácitos trazidos pelos educandos. Cada professor soube evidenciar estes em sua prática utilizando estratégias próprias no intuito de tornar suas aulas significativas. O resgate destes conhecimentos contribui na construção do conhecimento formal. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Durante o período de formação os professores trabalharam interdisciplinarmente utilizando as vivências, a cultura, os anseios compartilhados pelo grupo. Neste cenário o professor foi um mediador, pois esta interação entre a subjetividade de cada educando contribuiu para a formação coletiva dos saberes, por meio das relações que construímos com o outro construímos o próprio eu. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>A partir do momento em que o aluno constata que seus conhecimentos são aproveitados em sala de aula é possível que adquira maior segurança em si próprio. Nos relatos dos educandos ficou evidente que eles perceberam que detinham conhecimento e que este foi valorizado no processo de ensino-aprendizagem. Acreditamos que o trabalho desenvolvido no decorrer das aulas interferiu significativamente na vida e nos objetivos destes sujeitos, contribuindo para seu autoconhecimento e o sua formação cidadã. </li></ul>
  16. 16. Referencial <ul><li>AUSUBEL, David P. Psicologia Educacional . Rio de Janeiro: Interamericana, 1980. </li></ul><ul><li>BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. PROEJA – Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos. Documento Base . Brasília, 2007. </li></ul><ul><li>D’AMBRÓSIO, Ubiratan. Etnomatemática- Elo entre as tradições e a Modernidade . São Paulo: Ática, 2001. </li></ul><ul><li>FONSECA, Maria da Conceição. Educação Matemática de Jovens e Adultos: Especificidades, desafios e contribuições. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. </li></ul><ul><li>______. Lembranças da Matemática Escolar: A constituição dos alunos da EJA como sujeitos da aprendizagem. Educ. Pesqui. , jul a dez 2001, vol 27. n°.2. p. 339-354 </li></ul><ul><li>FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa . São Paulo: Paz e Terra, 1996. </li></ul><ul><li>LIBÂNEO, J.C. Didática. Editora Cortez. São Paulo,1994. </li></ul><ul><li>MENÉNDEZ, Pedro Plaza; PALACIOS, María Jesus Gonzáles; MEDINA, Beatriz Montero; Rodriguéz,Carlos Rubio. Matemáticas críticas y transformadoras em La educacion de MOREIRA, Marco Antonio. Aprendizagem significativa crítica. Porto Alegre: Centauro, 2009. </li></ul><ul><li>MOREIRA, Marco Antonio. MASINI, Elcie F. Salzano. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Centauro, 2009. </li></ul><ul><li>MORAES, Roque; GALIAZZI, Maria do Carmo. Análise Textual Discursiva . Ijuí: Unijuí, 2007. </li></ul><ul><li>SILVA, A. F. G. . O Currículo na Práxis da Educação Popular: Projeto Pedagógico Interdisciplinar - Tema Gerador / Rede Temática. Caderno Pedagógico Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2002. </li></ul><ul><li>PAVIANI, Jayme. Ensinar: deixar aprender. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. </li></ul><ul><li>PIAGET, Jean. A Psicologia da inteligência. Rio de Janeiro: Zahar, 1958; Fundo de Cultura, 1967. </li></ul>

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