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Curiosidades:
Ressonância Magnética Nuclear:

       A grande vantagem da RNM reside na sua segurança, já que não usa
radiação ionizante, nas diversas capacidades em promover cortes tomográficos
em muitos e diferentes planos, dando uma visão panorâmica da área do corpo
de interesse e, finalmente, na capacidade de mostrar características dos
diferentes tecidos do corpo.
A estrutura do átomo

       Da estrutura básica do átomo, é sabido que uma nuvem de elétrons
(partículas negativamente carregadas) orbita em torno de uma massa nuclear,
formada de prótons (positivamente carregados) e nêutrons (eletricamente
neutros).

       Diferentemente das imagens de Raios-X, relacionadas com elétrons
orbitais, o sinal da RNM surge a partir do centro do átomo, ou núcleo. Embora
as propriedades químicas de um átomo dependam da estrutura de seus
elétrons, as propriedades físicas dependem largamente do seu núcleo, que é
responsável por quase a totalidade da massa do átomo. Embora prótons
nucleares e elétrons orbitais possuam cargas opostas e de mesma intensidade,
a fim de manter neutralidade elétrica do átomo, o número de prótons e
nêutrons é freqüentemente desigual.

       Esse principio de desigualdade no núcleo do átomo invoca uma
definição em física, chamada de "momento angular" do núcleo. Se os núcleos
contem desigual número de prótons e nêutrons, então, ele possui um momento
angular ou uma resultante angular. Se não existe desigualdade entre o número
de prótons e nêutrons, o momento é zero. Qualquer outra combinação terá
uma resultante diferente de zero.

      Somente aqueles átomos que possuem número impar de prótons e/ou
nêutrons serão capazes de produzir um sinal em RNM. Embora uma variedade
de mais de 300 diferentes tipos de núcleos possuam momento angular, apenas
um seleto grupo tem utilidade em medicina. Dentre esses: Hidrogênio,
Carbono, Sódio, Fósforo, Flúor.

       De todos os átomos, o Hidrogênio é o mais simples, pois ele possui
apenas um próton. Ele é o mais importante átomo para a RNM, sobretudo
porque em humanos, ele corresponde a mais de dois terços do número de
átomos encontrados em nosso corpo. Além de sua abundância nos sistemas
biológicos, o hidrogênio é altamente magnético, o que o torna extremamente
sensível a RNM. Outros núcleos também podem gerar imagens em RM, mas,
porém possuem imagens mais pobres comparadas às do Hidrogênio.

      Propriedades Magnéticas Do Átomo

        O núcleo do átomo de Hidrogênio é formado por um próton, que é uma
pequena partícula positivamente carregada associada a um momento angular
(ou "spin"). A situação representada leva a formação de uma estrutura
imaginária semelhante a uma barra magnética com dois pólos orientados (norte
e sul). Todos os núcleos têm essa propriedade. Pensemos nos átomos como
setas apontando em uma direção. Na ausência de um campo magnético, as
setas estarão apontando aleatoriamente no espaço.

       A fim de produzir uma imagem em RNM, o paciente é exposto a um
poderoso e uniforme campo magnético. Os campos magnéticos são medidos
em unidades de Tesla (T). Na maioria dos sistemas médicos em uso
atualmente esses campos variam de 0,2 T a 2,0 T de intensidade. Para
comparar, o campo magnético do planeta Terra é de aproximadamente 0,
00005 T, com pequenas variações em torno da Linha do Equador e dos Pólos
Glaciais.

       Quando submetidos a um campo magnético, esses prótons (setas)
tendem a alinharem-se contra ou a favor desse campo. Na verdade,
aproximadamente metades desses prótons alinham-se contra e metade a favor
do campo magnético, com discreta predominância de prótons na mesma
direção do campo. A diferença depende do campo magnético aplicado, mas é
mínima em qualquer circunstância. Embora incrivelmente pequena essa
diferença seja suficiente para produzir um sinal em RNM.

      Deveremos sempre ter em mente o número de prótons existentes, que é
da ordem de bilhões e bilhões, 10 elevado a 23ª potência em um cm3 de água,
para ser mais exato. A somatória de todos esses momentos (setas) resultará
em uma única seta, também chamada de vetor resultante.

       Como a discreta maioria da população de prótons submetida a um
campo magnético tende a seguir a direção do campo aplicado, o vetor
resultante também estará com essa orientação.

       Ressonância Do Núcleo

       A ressonância é um fenômeno comum na natureza. Para entendê-la, é
necessário discutir uma outra característica dos prótons. Além de terem um
momento, também chamado de "spin", esses prótons transladam em torno do
eixo do campo magnético, seja o do campo magnético da Terra no nosso dia a
dia, seja o do campo magnético aplicado para produzir uma imagem, como
ocorre com a lua em volta da Terra, como a Terra em volta do sol. A
ressonância, na verdade, é a freqüência com que o próton gira em torno desse
eixo, e foi matematicamente definido por um físico britânico chamado Joseph
Larmor.

      A freqüência, segundo Larmor, é proporcional ao campo aplicado e a
cada núcleo usado.

     Cada aparelho de RM, terá, dessa forma, uma freqüência característica,
baseada apenas na intensidade de seu campo magnético, já que praticamente
usamos sempre o mesmo núcleo (Hidrogênio).

        No espectro eletromagnético temos radiações ionizantes de alta energia
e alta freqüência, que incluem Raios-X e várias outras formas, usados para
imagem médica, pois podem atravessar o organismo. A desvantagem desse
tipo de radiação está no dano que pode causar as células do corpo por seus
efeitos ionizantes. Seguem-se no espectro, radiações de baixa freqüência e
baixa energia, que incluem a luz visível, a luz infravermelha e a ultravioleta.
São potencialmente mais seguras que as radiações ionizantes, mas não tem
muita utilidade em medicina, já que o corpo humano não é transparente a elas.
Finalmente, mais baixa freqüência, mais baixa energia, na variação das ondas
de rádio, por exemplo, o corpo humano uma vez mais se torna transparente e é
essa janela no espectro eletromagnético que é usada em RNM.

       Para se produzir um sinal em RNM e então uma imagem, o vetor
resultante, orientado de acordo com o campo magnético aplicado, deverá ser
deslocado dessa posição e induzir a formação de uma corrente elétrica em
uma bobina especialmente preparada para perceber a mudança de posição.
Em outras palavras, seria como atingir uma bola de sinuca em movimento com
uma outra bola e então registrar a mudança que ocorre na orientação da
primeira. Para mudar a direção do vetor resultante de sua orientação básica
usa-se uma onda de Radio Freqüência (RF) da janela do espectro
eletromagnético. A RF deverá estar em sintonia com a freqüência de
ressonância do sistema.

        A amplitude e a duração da RF poderão ser controladas para se produzir
uma variedade de angulações e mudanças do vetor resultante. Para
tradicionais imagens de RNM usa-se uma RF que varia o angulo de 90 a 180
graus. Existem muitas outras variações com ângulos menores e que são
usados em condições especiais, como para diminuir o tempo de aquisição das
imagens, por exemplo.

       Após cada pulso de RF aplicado, o sistema representado pelo vetor
resultante inicia o que se chama "relaxamento", retornando ao equilíbrio
anterior a RF após um determinado lapso de tempo, chamado de "tempo de
relaxamento".

       Em RNM, esse tempo de relaxamento depende de vários fatores, como
a intensidade da RF e do campo magnético usados, da uniformidade desses
campos magnéticos, do tipo de tecido orgânico, da interação entre prótons,
entre outros.

       Primeiro, após a RF, o vetor resultante tende a perder a orientação no
plano para o qual fora desviado. Isso resulta da falta de homogeneidade do
campo magnético (supondo que apenas Deus seja perfeito, até mesmo um
campo magnético pode ter pequenas variações em seu curso). Essa perda
natural que ocorre com todos os aparelhos de RM é chamada de Tempo 2* de
relaxamento ou T2* (leia-se tempo 2 asterisco ou tempo 2 estrela). Esse tipo de
relaxamento é danoso e deve ser corrigido para que não interfira na produção
da imagem. Para isso, a cada determinado intervalo de tempo, outro pulso de
RF é aplicado e novamente os prótons tendem a alinharem-se no plano
desviado. Esse tempo decorrente chama-se de "echo time" (do inglês
echo=eco; time=tempo), ou ET.

       Cada próton tem seu próprio campo magnético, que começa a se
desorganizar e a afetar núcleos vizinhos em uma reação simultânea, após cada
pulso de RF, transferindo energia entre si e conseqüentemente saindo de fase.
Essa relação próton-próton (ou spin-spin) é também chamada de Tempo 2 de
relaxamento ou simplesmente T2.

       A Aplicação de pulsos de RF adiciona energia ao sistema e faz com que
os prótons mudem para um estado de maior excitação ou de maior energia. O
processo de dissipação dessa energia, no ambiente magnético desses prótons,
e o seu retorno ao estado de mais baixa energia, é chamado de Tempo 1 de
relaxamento ou T1. Como para se formar uma imagem em RNM vários pulsos
de RF são necessários, é imperativo que se aguarde um certo tempo de
relaxamento para que o próximo pulso de RF seja eficiente, ou seja, deve-se
aguardar um determinado T1.

      A Imagem Em Ressonância Magnética

       O Contraste da imagem em RNM é baseado nas diferenças de sinal
entre distintas áreas ou estruturas que comporão a imagem. A RNM tem um
contraste superior a Tomografia Computadorizada (TC) na resolução de
tecidos ou partes moles. Na TC, a atenuação de Raios-X pelo paciente é a
maior fonte de contraste. Desta forma, a quantidade de atenuação reflete a
densidade do elétron do paciente. Por outro lado, o contraste em RNM é o
resultado da interação de diferentes fatores, incluindo a densidade dos prótons,
T1, T2, a susceptibilidade magnética e o fluxo dos líquidos corporais.

       Se apenas a densidade dos prótons fosse a fonte de contraste em RNM,
talvez, então, ela não fosse melhor que a TC em termos de resolução e
contraste. A RNM tem vantagens em outras áreas, mas com respeito às partes
moles, a relação entre a densidade de prótons e a densidade de elétrons varia
da ordem de apenas 10%, o que não seria vantajoso. Felizmente, existem
outras e melhores fontes de contraste em RNM.

       T1 e T2 oferecem contraste em RNM definitivamente superior à TC. Isso
ocorre porque muitas substâncias com similar densidade de prótons e elétrons
resultarão em diferentes sinais na RNM devido a diferentes tempos de
relaxamento em T1 e T2.

      Uma outra forma de contraste em RNM baseia-se na susceptibilidade
magnética de várias substâncias, ou seja, a maneira como elas respondem a
um campo magnético. Essa susceptibilidade é o resultado de propriedades
químicas e físicas de cada substância, e é largamente explorada na produção
de materiais de contraste usados nos exames de RNM. Como exemplos têm
substâncias ditas diamagnéticas (efeito oposto sobre o campo magnético),
paramagnéticas (efeito positivo, potencializando os efeitos do campo e
melhorando a eficiência de T1 e T2) e, finalmente, substâncias
superparamagnéticas e ferromagnéticos (metais, por exemplo) que também
possuem efeitos positivos no campo magnético aplicado.

       O programa de computador do equipamento realiza o armazenamento
dos sinais emitidos pelos vários tecidos do corpo, sejam eles em T1, T2 ou
qualquer outra seqüência e, através de uma operação algorítmica, os
transforma em imagens digitais.

      Desvantagens Da Ressonância Magnética

       O campo magnético de altíssima magnitude é potencialmente perigoso
para aqueles pacientes que possuem implantes metálicos em seus
organismos, sejam marca-passos, pinos ósseos de sustentação, clips
vasculares e etc. Esses pacientes devem ser minuciosamente interrogados e
advertidos dos riscos de aproximarem-se de um magneto e apenas alguns
casos, com muita observação, podem ser permitidos.

      A RNM possui pouca definição na imagem de tecidos ósseos normais,
se comparada à TC, pois esses emitem pouco sinal. Na verdade, essa é uma
desvantagem relativa, já que a falta de sinal pode ser delineada em RNM como
áreas negras, e assim sendo, seria possível observar todo o curso de partes
ósseas. Além disso, alterações na densidade de prótons desses ossos,
promovido por patologias como câncer seriam prontamente acusados pela
RNM.
Resumão:

Prótons de Hidrogênio – Porque utilizamo-lo em RM?

- É o próton mais abundante do corpo humano: pois somos
formados de 65 a70% de H2O – 2 prótons de hidrogênio;

- Possui propriedade de um imã (núcleos c/ nº ímpares de prótons
e/ou nêutrons, apresentam um momento magnético, e qdo estão
em movimento se comporta como um magneto);

- Possui a maior razão giromagnética 42,6 MHz/T



Características das Ponderações:

T1: TR: < 700ms(curto) / TE: < 40ms(curto)

T2: TR: >2.000 a 4.000ms aproximadamente(longo) / TE: > 80 à
120ms(longo)

DP: TR: 800 a 1.500ms(longo) / TE: < 40ms (curto)



Resumo das características de contraste ma anatomia normal e
patológica:

Ausência de sinal (Em T1/ T2):

- Ar, sangue c/ fluxo rápido, ligamentos, tendões, osso cortical,
tecido cicatricial e calcificação.

Hipersinal em T1:

Gordura, hemangioma, lipoma intra-ósseo, após radioterapia
(tecido), depósito de gordura por degeneração, metemoglobina,
cistos c/ líquido proteináceo, meios de contraste paramagnético,
sangue c/ fluxo lento, retinoblastoma, mielinização, melanina,
colesterol líquido, fluidos hiperproteicos, hemorragia subaguda
(meta-hemoglobina intra e extracelulares) e efeitos paramagnéticos;
Hiposinal em T1:

Osso cortical, MAV (má-formação AV), infarto, infecção, tumores,
esclerose, cistos, calcificação, fluxo, água (moléculas livres –ex.
líquor), água (moléculas ligadas a proteínas – ex.edema),
hemossiderina, ferro, fibrose e hematoma na fase aguda (desoxi-
hemoglobina).

Hipersinal em T2:

Líquor, líquido sinovial, hemangioma, infecção, inflamação, edema,
alguns tumores, hemorragia, sangue c/ fluxo lento, cistos, água livre
ou ligada a proteínas e hematoma na fase subaguda
(metahemoglobina extracelular).

Hiposinal em T2:

Osso cortical, ilhotas ósseas, desoxi-hemoglobina, hemossiderina,
calcificação, ferro, melanina, mielinização, fibrose, fungo (Ca++,
Mn++) e hematoma na fase aguda (desoxi-hemoglobina).



As ponderações e suas principais derivações:

T1:

- Útil para visualizar patologias quando faz administração de Gd.

- E visualização da anatomia normal;

T2:

- Útil para visualização de patologias nos tecidos (alterações), os
processos patológicos(o tecido doente, geralmente fica c/ edema e/
ou muito vascularizado) normalmente tem sinal intenso em T2.

DP:

- Útil para a visualização de estruturas como menisco, ligamentos,
muito utilizado para protocolos de músculo esquelético;

T2 GRE:
- Demonstra um efeito angiográfico, mielográfico, ou artrográfico,
pois o sangue, o líquor, e o líquido articular aparecem brilhantes.
Esta sequência é muito útil para imagens de colunas e articulações.

Saturação de gordura (FAT-SAT)/ SPIR(Spectral Inverse
Recovery):

- Método de saturação de gordura usando a pré-saturação espectral
com Inversão e Recuperação (SPIR), utilizando a diferença de
freqüência entre a água e a gordura (aproximadamente 3,4ppm). A
frequência selecionada excita o próton de gordura e depois a água
em tempos diferentes; esta diferença de tempo faz com que haja
um contraste de imagem, pois uma começa antes que a outra seja
lida pelo sistema. Realça edemas em músculo esquelético.

Sequência Inversion Recovery (IR):

- É utilizada para realçar o contraste entre substância branca e a
substância cinzenta no cérebro. Só utilizado para imagens de
Neurologia.

STIR (Short Time Inversion Recovery):

- Variante da IR, que usa um tempo de inversão (TI) curto (em torno
de 90 a 170ms) no momento em que o vetor de magnetização
longitudinal da gordura estiver passando pelo eixo zero. Dessa
forma, não será possível ler o sinal da gordura e, a imagem da
gordura não aparecerá. Esta sequência é muito usada em exames
de músculo esquelético, pois anula o sinal da gordura e, e
contrapartida, faz c/ que lesões c/ edemas apareçam muito
realçadas.

FLAIR (Fluid Acquisition Inversion Recovery):

-Mais uma variante da IR, usando um tempo de inversão (TI) muito
longo, no momento em que o vetor de magnetização longitudinal do
líquor estiver passando por zero. Dessa forma não será possível ler
o sinal do líquor, e a imagem do exame será “desidratada”, sem
líquor. Essa sequência é muito usada em exame de neurologia por
RM, pois realça as lesões na medula vertebral e parênquima
cerebral, não as confundindo c/ lesões expansivas.
RM de Músculo Esquelético:

  Os achados patológicos em músculo esquelético são
inespecíficos, pode ser difícil ou impossível diferenciarem-se
condições traumáticas, inflamatórias e neoplásicas com base
unicamente em sua aparência na RM (só se baseando na imagem).

T1 – auxilia em coleções líquidas e também auxiliam na detecção
de anormalidades na medula óssea adiposa.

T2 – (SE/FAT SAT) – auxiliam nas lesões tanto na medula óssea
como nos tecidos moles.

Indicações: tumores (ósseos ou partes moles), tendinopatias,
lesões ligamentares, fraturas, edemas, infecção, inflamação e
necroses. Sequências adicionais:

   Ax, Cor ou Sag GRE se houver suspeita de sangue (a.
    falciforme) nas articulações

   Sag ou Ax (obliquo) DP nas lesões de LCA ou LCP.

     Se o paciente tiver próteses metálicas na região estudada
      aconselha-se fazer STIR no lugar do T2 fat Sat.

Sequências utilizadas: Cor, Ax, Sag – com ponderações em T1 e T2
FAT SAT e pós gd T1 com FAT SAT.

Importante: sempre colocar um marcador (por ex: vitamina E,
glicerina) no local onde paciente senti dor, pois pode ajudar a
localizar a possível lesão.



RM de Coluna Vertebral:

  A grande variedade de técnicas de obtenção de imagens
possibilita ajustar-se individualmente o exame, aumentando o
máximo às informações obtidas tanto em relação a localizações
anatômicas específicas quanto a condições patológicas.

Indicações:
- Alterações degenerativas nos corpos vertebrais, discos e
estruturas ligamentares da coluna;

- Lesões primárias ou metastáticas da coluna e da medula espinhal

- Osteoporose e outras anormalidades metabólicas;

- Processos infecciosos da coluna ou da medula;

- Anormalidades congênitas;

- Fraturas e traumatismo medulares ou vertebrais;

Sequências adicionais:

   Na coluna cervical fazer axial T2 gre;

   Se o paciente tiver próteses metálicas na região estudada
    aconselha-se fazer STIR no lugar do T2 fat sat; Nesses casos
    qdo for fazer pós-Gd utilizar sequências sem saturação de
    gordura;

Sequências utilizadas: Sag, Ax, Cor, com ponderações em T1 e T2,
fazer somente uma sequência com FAT SAT, por ex: Sag T2 FAT
SAT, e pós gd T1 com FAT SAT.



RM de Mamas:

  A RM não deve ainda ser utilizada isoladamente e tem que utilizar
tanto o método de mamografia, quanto a ultra-sonografia, sempre
associar os métodos para comparar os resultados. As aplicações
das imagens por RM de mama têm atualmente duas categorias: as
comprovadas e as investigacionais.

Indicações:

- Avaliação e a triagem de pacientes com mamas densas e
implantes mamários;

- Avaliação da ruptura de implantes mamários;

- Determinação da extensão de tumores malignos;
- Acompanhamento da mama após a terapia conservadora;

- Monitorização da resposta à quimioterapia ou radioterapia.

A freqüência relativa do silicone é aproximadamente 100 Hz
inferior à do tecido adiposo e 320 Hz inferior à da água a 1.5T.

Sequências utilizadas: Sag, Ax, com ponderações em T1, T2 FAT
SAT, STIR, e pós gd T1 com FAT SAT.



RM de Abdome:

  Foram realizados aperfeiçoamentos significativos nas sequências
de pulsos para geração de imagens por RM do abdome,
especialmente na avaliação de lesões hepáticas, mas a
necessidade de uma sequência ponderada em T1 e outra
ponderada em T2.

  Alguns dados clínicos são necessários, se há fatores de contra-
indicação do exame, queixa e duração (por ser longo o tempo de
exame), se tem cirurgias anteriores, se está fazendo outros
tratamentos, se tem antecedentes alérgicos e exames anteriores;

Preparo: jejum de 4 horas

Considerações Gerais;

- A melhor sequência para identificar metástase é o T2 com técnica
SE e TE próximo de 80ms;

- A melhor técnica para avaliar suspeita de hepatopatia crônica é a
IR;

- O pâncreas é estudado com melhor definição quando se utiliza
técnica de supressão de gordura;

- A distensão gástrica c/ água e o uso de antiespasmódico ajudam a
obter melhores imagens no pâncreas;

- Nas sequências in-phase e out-phase, que são ponderadas em
T1, elas auxiliam em patologias como esteatose hepática, nódulos
nas supra-adrenais e entre outros;
- O uso do sincronizador respiratório melhora a qualidade da
imagem, porém prolonga o tempo do exame; Normalmente a
maioria das sequências é feitas em apnéias, para diminuir o tempo
do exame;

Fígado :

- Detectar lesões neoplásicas primárias ou metastáticas;

- Definir a extensão das lesões para planejamento cirúrgico;

- Diferenciar hemangioma de outras lesões malignas;

- Avaliar a permeabilidade e potência dos vasos intra-hepáticos.

Principais patologias:

   • Hepatopatias focais:

      Cistos hepáticos;

      Hemangiomas;

      Metástases;

      Carcinomas hepatocelulares;

      Hiperplasia nodular focal;

      Adenoma hepatocelular;

      Abcessos hepáticos.

   • Hepatopatias difusas:

      Infiltração gordurosa;

      Cirrose;

      Esteatose;

      Síndrome de Budd-Chiari;

      Hemocromatose/Hemossiderose



Sistema biliar:
A bile apresenta-se acentuadamente hiperintensa nas imagens
ponderadas em T2, de modo semelhante a qualquer líquido, mas
nas imagens em T1, ela pode variar de hipo a hiper.

Principais patologias:

  • Cálculos biliares;

  •     Colescistites:

      Aguda/Crônica;

      Gangrenosa;

  •     Colangiocarcinoma;

  •     Colédoco-litíase;

  •     Carcinoma da vesícula biliar.

Pâncreas:

Principais patologias: obstrução do ducto pancreático

  • Carcinoma pancreático;

  •     Tumores de células das ilhotas:

      Insulinoma;

      Gastrinoma;

      Glucagonomas;

      Vipomas;

  •     Pancreatites.




Baço:

O sinal esplênico normal é hipointenso nas imagens ponderadas em
T1 e hiperintenso em relação ao fígado nas imagens ponderadas
em T2. Principais patologias:
• Linfomas;

   •   Metástases;

   •   Lesões benignas (hemangiomas).

Glândula adrenal:

As massas tumorais adrenais são em sua maioria um achado
acidental, sendo constituída, basicamente, de adenomas não
funcionantes ou de metástases.

Tanto a hemorragia (hiper - T1 e T2) quanto à necrose (sinal misto),
pode alterar as características de sinal de uma massa tumoral
adrenal. Principais patologias:

   • Feocromocitoma;

   •   Neuroblastoma;

   •   Adenoma;

   •   Hiperfunção cortical:

       Hiperaldosteronismo primário;

       Síndrome de Cushing;

       Hiperplasia adrenal secundária.

Rins: Principais patologias:

   • Massas tumorais renais (carcinoma, metástases, linfomas,
     sarcomas e fibromas);

   •   Cistos renais (simples, hemorrágicos e policísticos);

   •    Anomalias congênitas (pélvicos, em ferradura e ectopia
       renal).

       Colangio / Uroressonância:

       Podem ser usadas sequência FSE ou SS-FSE com TE e TR
       muito longos, para produzir imagens intensamente
       ponderadas em T2, nas quais seja visualizado apenas líquido
       (que apresenta um tempo de decaimento muito longo em T2).
RM de Pelve:

  A RM tem-se tornado o método de escolha para a avaliação de
anomalias congênitas e alterações complexas, bem como para o
estadiamento de câncer.

Pelve masculina: Principais patologias:

  • Adenocarcinoma de próstata;

  •   Prostatite crônica;

  •   Granuloma;

  •   Infarto;

  •   Tumores testiculares;

  •   Processos inflamatórios;

  •   Hidrocele;

  •   Avaliação retroperitoneal.

Pelve feminina: Principais patologias:

  • Leiomiomas (submucoso, subseroso ou intramural);

  •   Miomas (degenerados ou não degenerados);

  •   Adenomiose;

  •   Massas ovarianas;

  •   Cistos (simples, proteico, hemorrágico);

  •   Endometriose.

  • Anomalias congênitas;

  •   Carcinoma do endométrio;

  •   Carcinoma da cérvix;

  •   Tumores da vagina;

  •   Avaliação retroperitoneal.
Outras Patologias Pélvicas:

  • Câncer de bexiga;

  •   Estenose de JUP ou JUV;

  •   Malformações ureterais;

  •   Fratura de corpo cavernoso;

  •   Câncer de reto;

  •   Complicações pós-transplante renal.

RM Obstétrica:

  A RM pode ser usada para medir as proporções pélvicas e avaliar
lesões pélvicas coincidentes com a gravidez. O objetivo da
pelvimetria por RM é visualização dos marcos anatômicos ósseos
sacrais e da sínfise pubiana, para permitir medidas precisas.

Indicação:

- Avaliação de desproporção pélvico-cefálica no segundo e terceiro
trimestres da gravidez, e após parto.

- Placenta prévia;

- Avaliação de doença pélvica, coincidente com a gravidez, e de
anormalidades fetais;

Considerações gerais:

  Quando o exame de pelve é feito para pesquisar anormalidades
fetais ou doença pélvica concomitante, pode ser difícil obter uma
boa resolução, em virtude dos movimentos do feto. A
implementação de FSE, tendo em vista uma maior exposição à RF.

Outra alternativa são sequências rápidas como SS-FSE, que podem
ser utilizados com muita eficácia.



RM de Tórax:
A RM tem-se destacado como método de imagem no estudo do
tórax na avaliação de anormalidades específicas do mediastino,
hilos e parede torácica.

A RM tem o seu uso limitado pela perda de sinal causada por
artefatos de suscetibilidade magnética, artefatos cardíacos ,
respiratórios e baixa RSR. Principais patologias:

  • Mediastino e Hilos:

     Câncer pulmonar;

     Metástases;

     Linfadenopatia traqueobrônquica;

     Atelectasia lobar passiva (obstrutiva/   não obstrutiva);

     Malformações artério-venosas;

     Linfomas.

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Bases de Ressonância Magnética

  • 1. Curiosidades: Ressonância Magnética Nuclear: A grande vantagem da RNM reside na sua segurança, já que não usa radiação ionizante, nas diversas capacidades em promover cortes tomográficos em muitos e diferentes planos, dando uma visão panorâmica da área do corpo de interesse e, finalmente, na capacidade de mostrar características dos diferentes tecidos do corpo. A estrutura do átomo Da estrutura básica do átomo, é sabido que uma nuvem de elétrons (partículas negativamente carregadas) orbita em torno de uma massa nuclear, formada de prótons (positivamente carregados) e nêutrons (eletricamente neutros). Diferentemente das imagens de Raios-X, relacionadas com elétrons orbitais, o sinal da RNM surge a partir do centro do átomo, ou núcleo. Embora as propriedades químicas de um átomo dependam da estrutura de seus elétrons, as propriedades físicas dependem largamente do seu núcleo, que é responsável por quase a totalidade da massa do átomo. Embora prótons nucleares e elétrons orbitais possuam cargas opostas e de mesma intensidade, a fim de manter neutralidade elétrica do átomo, o número de prótons e nêutrons é freqüentemente desigual. Esse principio de desigualdade no núcleo do átomo invoca uma definição em física, chamada de "momento angular" do núcleo. Se os núcleos contem desigual número de prótons e nêutrons, então, ele possui um momento angular ou uma resultante angular. Se não existe desigualdade entre o número de prótons e nêutrons, o momento é zero. Qualquer outra combinação terá uma resultante diferente de zero. Somente aqueles átomos que possuem número impar de prótons e/ou nêutrons serão capazes de produzir um sinal em RNM. Embora uma variedade de mais de 300 diferentes tipos de núcleos possuam momento angular, apenas um seleto grupo tem utilidade em medicina. Dentre esses: Hidrogênio, Carbono, Sódio, Fósforo, Flúor. De todos os átomos, o Hidrogênio é o mais simples, pois ele possui apenas um próton. Ele é o mais importante átomo para a RNM, sobretudo porque em humanos, ele corresponde a mais de dois terços do número de átomos encontrados em nosso corpo. Além de sua abundância nos sistemas biológicos, o hidrogênio é altamente magnético, o que o torna extremamente
  • 2. sensível a RNM. Outros núcleos também podem gerar imagens em RM, mas, porém possuem imagens mais pobres comparadas às do Hidrogênio. Propriedades Magnéticas Do Átomo O núcleo do átomo de Hidrogênio é formado por um próton, que é uma pequena partícula positivamente carregada associada a um momento angular (ou "spin"). A situação representada leva a formação de uma estrutura imaginária semelhante a uma barra magnética com dois pólos orientados (norte e sul). Todos os núcleos têm essa propriedade. Pensemos nos átomos como setas apontando em uma direção. Na ausência de um campo magnético, as setas estarão apontando aleatoriamente no espaço. A fim de produzir uma imagem em RNM, o paciente é exposto a um poderoso e uniforme campo magnético. Os campos magnéticos são medidos em unidades de Tesla (T). Na maioria dos sistemas médicos em uso atualmente esses campos variam de 0,2 T a 2,0 T de intensidade. Para comparar, o campo magnético do planeta Terra é de aproximadamente 0, 00005 T, com pequenas variações em torno da Linha do Equador e dos Pólos Glaciais. Quando submetidos a um campo magnético, esses prótons (setas) tendem a alinharem-se contra ou a favor desse campo. Na verdade, aproximadamente metades desses prótons alinham-se contra e metade a favor do campo magnético, com discreta predominância de prótons na mesma direção do campo. A diferença depende do campo magnético aplicado, mas é mínima em qualquer circunstância. Embora incrivelmente pequena essa diferença seja suficiente para produzir um sinal em RNM. Deveremos sempre ter em mente o número de prótons existentes, que é da ordem de bilhões e bilhões, 10 elevado a 23ª potência em um cm3 de água, para ser mais exato. A somatória de todos esses momentos (setas) resultará em uma única seta, também chamada de vetor resultante. Como a discreta maioria da população de prótons submetida a um campo magnético tende a seguir a direção do campo aplicado, o vetor resultante também estará com essa orientação. Ressonância Do Núcleo A ressonância é um fenômeno comum na natureza. Para entendê-la, é necessário discutir uma outra característica dos prótons. Além de terem um momento, também chamado de "spin", esses prótons transladam em torno do eixo do campo magnético, seja o do campo magnético da Terra no nosso dia a
  • 3. dia, seja o do campo magnético aplicado para produzir uma imagem, como ocorre com a lua em volta da Terra, como a Terra em volta do sol. A ressonância, na verdade, é a freqüência com que o próton gira em torno desse eixo, e foi matematicamente definido por um físico britânico chamado Joseph Larmor. A freqüência, segundo Larmor, é proporcional ao campo aplicado e a cada núcleo usado. Cada aparelho de RM, terá, dessa forma, uma freqüência característica, baseada apenas na intensidade de seu campo magnético, já que praticamente usamos sempre o mesmo núcleo (Hidrogênio). No espectro eletromagnético temos radiações ionizantes de alta energia e alta freqüência, que incluem Raios-X e várias outras formas, usados para imagem médica, pois podem atravessar o organismo. A desvantagem desse tipo de radiação está no dano que pode causar as células do corpo por seus efeitos ionizantes. Seguem-se no espectro, radiações de baixa freqüência e baixa energia, que incluem a luz visível, a luz infravermelha e a ultravioleta. São potencialmente mais seguras que as radiações ionizantes, mas não tem muita utilidade em medicina, já que o corpo humano não é transparente a elas. Finalmente, mais baixa freqüência, mais baixa energia, na variação das ondas de rádio, por exemplo, o corpo humano uma vez mais se torna transparente e é essa janela no espectro eletromagnético que é usada em RNM. Para se produzir um sinal em RNM e então uma imagem, o vetor resultante, orientado de acordo com o campo magnético aplicado, deverá ser deslocado dessa posição e induzir a formação de uma corrente elétrica em uma bobina especialmente preparada para perceber a mudança de posição. Em outras palavras, seria como atingir uma bola de sinuca em movimento com uma outra bola e então registrar a mudança que ocorre na orientação da primeira. Para mudar a direção do vetor resultante de sua orientação básica usa-se uma onda de Radio Freqüência (RF) da janela do espectro eletromagnético. A RF deverá estar em sintonia com a freqüência de ressonância do sistema. A amplitude e a duração da RF poderão ser controladas para se produzir uma variedade de angulações e mudanças do vetor resultante. Para tradicionais imagens de RNM usa-se uma RF que varia o angulo de 90 a 180 graus. Existem muitas outras variações com ângulos menores e que são usados em condições especiais, como para diminuir o tempo de aquisição das imagens, por exemplo. Após cada pulso de RF aplicado, o sistema representado pelo vetor resultante inicia o que se chama "relaxamento", retornando ao equilíbrio
  • 4. anterior a RF após um determinado lapso de tempo, chamado de "tempo de relaxamento". Em RNM, esse tempo de relaxamento depende de vários fatores, como a intensidade da RF e do campo magnético usados, da uniformidade desses campos magnéticos, do tipo de tecido orgânico, da interação entre prótons, entre outros. Primeiro, após a RF, o vetor resultante tende a perder a orientação no plano para o qual fora desviado. Isso resulta da falta de homogeneidade do campo magnético (supondo que apenas Deus seja perfeito, até mesmo um campo magnético pode ter pequenas variações em seu curso). Essa perda natural que ocorre com todos os aparelhos de RM é chamada de Tempo 2* de relaxamento ou T2* (leia-se tempo 2 asterisco ou tempo 2 estrela). Esse tipo de relaxamento é danoso e deve ser corrigido para que não interfira na produção da imagem. Para isso, a cada determinado intervalo de tempo, outro pulso de RF é aplicado e novamente os prótons tendem a alinharem-se no plano desviado. Esse tempo decorrente chama-se de "echo time" (do inglês echo=eco; time=tempo), ou ET. Cada próton tem seu próprio campo magnético, que começa a se desorganizar e a afetar núcleos vizinhos em uma reação simultânea, após cada pulso de RF, transferindo energia entre si e conseqüentemente saindo de fase. Essa relação próton-próton (ou spin-spin) é também chamada de Tempo 2 de relaxamento ou simplesmente T2. A Aplicação de pulsos de RF adiciona energia ao sistema e faz com que os prótons mudem para um estado de maior excitação ou de maior energia. O processo de dissipação dessa energia, no ambiente magnético desses prótons, e o seu retorno ao estado de mais baixa energia, é chamado de Tempo 1 de relaxamento ou T1. Como para se formar uma imagem em RNM vários pulsos de RF são necessários, é imperativo que se aguarde um certo tempo de relaxamento para que o próximo pulso de RF seja eficiente, ou seja, deve-se aguardar um determinado T1. A Imagem Em Ressonância Magnética O Contraste da imagem em RNM é baseado nas diferenças de sinal entre distintas áreas ou estruturas que comporão a imagem. A RNM tem um contraste superior a Tomografia Computadorizada (TC) na resolução de tecidos ou partes moles. Na TC, a atenuação de Raios-X pelo paciente é a maior fonte de contraste. Desta forma, a quantidade de atenuação reflete a densidade do elétron do paciente. Por outro lado, o contraste em RNM é o
  • 5. resultado da interação de diferentes fatores, incluindo a densidade dos prótons, T1, T2, a susceptibilidade magnética e o fluxo dos líquidos corporais. Se apenas a densidade dos prótons fosse a fonte de contraste em RNM, talvez, então, ela não fosse melhor que a TC em termos de resolução e contraste. A RNM tem vantagens em outras áreas, mas com respeito às partes moles, a relação entre a densidade de prótons e a densidade de elétrons varia da ordem de apenas 10%, o que não seria vantajoso. Felizmente, existem outras e melhores fontes de contraste em RNM. T1 e T2 oferecem contraste em RNM definitivamente superior à TC. Isso ocorre porque muitas substâncias com similar densidade de prótons e elétrons resultarão em diferentes sinais na RNM devido a diferentes tempos de relaxamento em T1 e T2. Uma outra forma de contraste em RNM baseia-se na susceptibilidade magnética de várias substâncias, ou seja, a maneira como elas respondem a um campo magnético. Essa susceptibilidade é o resultado de propriedades químicas e físicas de cada substância, e é largamente explorada na produção de materiais de contraste usados nos exames de RNM. Como exemplos têm substâncias ditas diamagnéticas (efeito oposto sobre o campo magnético), paramagnéticas (efeito positivo, potencializando os efeitos do campo e melhorando a eficiência de T1 e T2) e, finalmente, substâncias superparamagnéticas e ferromagnéticos (metais, por exemplo) que também possuem efeitos positivos no campo magnético aplicado. O programa de computador do equipamento realiza o armazenamento dos sinais emitidos pelos vários tecidos do corpo, sejam eles em T1, T2 ou qualquer outra seqüência e, através de uma operação algorítmica, os transforma em imagens digitais. Desvantagens Da Ressonância Magnética O campo magnético de altíssima magnitude é potencialmente perigoso para aqueles pacientes que possuem implantes metálicos em seus organismos, sejam marca-passos, pinos ósseos de sustentação, clips vasculares e etc. Esses pacientes devem ser minuciosamente interrogados e advertidos dos riscos de aproximarem-se de um magneto e apenas alguns casos, com muita observação, podem ser permitidos. A RNM possui pouca definição na imagem de tecidos ósseos normais, se comparada à TC, pois esses emitem pouco sinal. Na verdade, essa é uma desvantagem relativa, já que a falta de sinal pode ser delineada em RNM como áreas negras, e assim sendo, seria possível observar todo o curso de partes
  • 6. ósseas. Além disso, alterações na densidade de prótons desses ossos, promovido por patologias como câncer seriam prontamente acusados pela RNM.
  • 7. Resumão: Prótons de Hidrogênio – Porque utilizamo-lo em RM? - É o próton mais abundante do corpo humano: pois somos formados de 65 a70% de H2O – 2 prótons de hidrogênio; - Possui propriedade de um imã (núcleos c/ nº ímpares de prótons e/ou nêutrons, apresentam um momento magnético, e qdo estão em movimento se comporta como um magneto); - Possui a maior razão giromagnética 42,6 MHz/T Características das Ponderações: T1: TR: < 700ms(curto) / TE: < 40ms(curto) T2: TR: >2.000 a 4.000ms aproximadamente(longo) / TE: > 80 à 120ms(longo) DP: TR: 800 a 1.500ms(longo) / TE: < 40ms (curto) Resumo das características de contraste ma anatomia normal e patológica: Ausência de sinal (Em T1/ T2): - Ar, sangue c/ fluxo rápido, ligamentos, tendões, osso cortical, tecido cicatricial e calcificação. Hipersinal em T1: Gordura, hemangioma, lipoma intra-ósseo, após radioterapia (tecido), depósito de gordura por degeneração, metemoglobina, cistos c/ líquido proteináceo, meios de contraste paramagnético, sangue c/ fluxo lento, retinoblastoma, mielinização, melanina, colesterol líquido, fluidos hiperproteicos, hemorragia subaguda (meta-hemoglobina intra e extracelulares) e efeitos paramagnéticos;
  • 8. Hiposinal em T1: Osso cortical, MAV (má-formação AV), infarto, infecção, tumores, esclerose, cistos, calcificação, fluxo, água (moléculas livres –ex. líquor), água (moléculas ligadas a proteínas – ex.edema), hemossiderina, ferro, fibrose e hematoma na fase aguda (desoxi- hemoglobina). Hipersinal em T2: Líquor, líquido sinovial, hemangioma, infecção, inflamação, edema, alguns tumores, hemorragia, sangue c/ fluxo lento, cistos, água livre ou ligada a proteínas e hematoma na fase subaguda (metahemoglobina extracelular). Hiposinal em T2: Osso cortical, ilhotas ósseas, desoxi-hemoglobina, hemossiderina, calcificação, ferro, melanina, mielinização, fibrose, fungo (Ca++, Mn++) e hematoma na fase aguda (desoxi-hemoglobina). As ponderações e suas principais derivações: T1: - Útil para visualizar patologias quando faz administração de Gd. - E visualização da anatomia normal; T2: - Útil para visualização de patologias nos tecidos (alterações), os processos patológicos(o tecido doente, geralmente fica c/ edema e/ ou muito vascularizado) normalmente tem sinal intenso em T2. DP: - Útil para a visualização de estruturas como menisco, ligamentos, muito utilizado para protocolos de músculo esquelético; T2 GRE:
  • 9. - Demonstra um efeito angiográfico, mielográfico, ou artrográfico, pois o sangue, o líquor, e o líquido articular aparecem brilhantes. Esta sequência é muito útil para imagens de colunas e articulações. Saturação de gordura (FAT-SAT)/ SPIR(Spectral Inverse Recovery): - Método de saturação de gordura usando a pré-saturação espectral com Inversão e Recuperação (SPIR), utilizando a diferença de freqüência entre a água e a gordura (aproximadamente 3,4ppm). A frequência selecionada excita o próton de gordura e depois a água em tempos diferentes; esta diferença de tempo faz com que haja um contraste de imagem, pois uma começa antes que a outra seja lida pelo sistema. Realça edemas em músculo esquelético. Sequência Inversion Recovery (IR): - É utilizada para realçar o contraste entre substância branca e a substância cinzenta no cérebro. Só utilizado para imagens de Neurologia. STIR (Short Time Inversion Recovery): - Variante da IR, que usa um tempo de inversão (TI) curto (em torno de 90 a 170ms) no momento em que o vetor de magnetização longitudinal da gordura estiver passando pelo eixo zero. Dessa forma, não será possível ler o sinal da gordura e, a imagem da gordura não aparecerá. Esta sequência é muito usada em exames de músculo esquelético, pois anula o sinal da gordura e, e contrapartida, faz c/ que lesões c/ edemas apareçam muito realçadas. FLAIR (Fluid Acquisition Inversion Recovery): -Mais uma variante da IR, usando um tempo de inversão (TI) muito longo, no momento em que o vetor de magnetização longitudinal do líquor estiver passando por zero. Dessa forma não será possível ler o sinal do líquor, e a imagem do exame será “desidratada”, sem líquor. Essa sequência é muito usada em exame de neurologia por RM, pois realça as lesões na medula vertebral e parênquima cerebral, não as confundindo c/ lesões expansivas.
  • 10. RM de Músculo Esquelético: Os achados patológicos em músculo esquelético são inespecíficos, pode ser difícil ou impossível diferenciarem-se condições traumáticas, inflamatórias e neoplásicas com base unicamente em sua aparência na RM (só se baseando na imagem). T1 – auxilia em coleções líquidas e também auxiliam na detecção de anormalidades na medula óssea adiposa. T2 – (SE/FAT SAT) – auxiliam nas lesões tanto na medula óssea como nos tecidos moles. Indicações: tumores (ósseos ou partes moles), tendinopatias, lesões ligamentares, fraturas, edemas, infecção, inflamação e necroses. Sequências adicionais:  Ax, Cor ou Sag GRE se houver suspeita de sangue (a. falciforme) nas articulações  Sag ou Ax (obliquo) DP nas lesões de LCA ou LCP.  Se o paciente tiver próteses metálicas na região estudada aconselha-se fazer STIR no lugar do T2 fat Sat. Sequências utilizadas: Cor, Ax, Sag – com ponderações em T1 e T2 FAT SAT e pós gd T1 com FAT SAT. Importante: sempre colocar um marcador (por ex: vitamina E, glicerina) no local onde paciente senti dor, pois pode ajudar a localizar a possível lesão. RM de Coluna Vertebral: A grande variedade de técnicas de obtenção de imagens possibilita ajustar-se individualmente o exame, aumentando o máximo às informações obtidas tanto em relação a localizações anatômicas específicas quanto a condições patológicas. Indicações:
  • 11. - Alterações degenerativas nos corpos vertebrais, discos e estruturas ligamentares da coluna; - Lesões primárias ou metastáticas da coluna e da medula espinhal - Osteoporose e outras anormalidades metabólicas; - Processos infecciosos da coluna ou da medula; - Anormalidades congênitas; - Fraturas e traumatismo medulares ou vertebrais; Sequências adicionais:  Na coluna cervical fazer axial T2 gre;  Se o paciente tiver próteses metálicas na região estudada aconselha-se fazer STIR no lugar do T2 fat sat; Nesses casos qdo for fazer pós-Gd utilizar sequências sem saturação de gordura; Sequências utilizadas: Sag, Ax, Cor, com ponderações em T1 e T2, fazer somente uma sequência com FAT SAT, por ex: Sag T2 FAT SAT, e pós gd T1 com FAT SAT. RM de Mamas: A RM não deve ainda ser utilizada isoladamente e tem que utilizar tanto o método de mamografia, quanto a ultra-sonografia, sempre associar os métodos para comparar os resultados. As aplicações das imagens por RM de mama têm atualmente duas categorias: as comprovadas e as investigacionais. Indicações: - Avaliação e a triagem de pacientes com mamas densas e implantes mamários; - Avaliação da ruptura de implantes mamários; - Determinação da extensão de tumores malignos;
  • 12. - Acompanhamento da mama após a terapia conservadora; - Monitorização da resposta à quimioterapia ou radioterapia. A freqüência relativa do silicone é aproximadamente 100 Hz inferior à do tecido adiposo e 320 Hz inferior à da água a 1.5T. Sequências utilizadas: Sag, Ax, com ponderações em T1, T2 FAT SAT, STIR, e pós gd T1 com FAT SAT. RM de Abdome: Foram realizados aperfeiçoamentos significativos nas sequências de pulsos para geração de imagens por RM do abdome, especialmente na avaliação de lesões hepáticas, mas a necessidade de uma sequência ponderada em T1 e outra ponderada em T2. Alguns dados clínicos são necessários, se há fatores de contra- indicação do exame, queixa e duração (por ser longo o tempo de exame), se tem cirurgias anteriores, se está fazendo outros tratamentos, se tem antecedentes alérgicos e exames anteriores; Preparo: jejum de 4 horas Considerações Gerais; - A melhor sequência para identificar metástase é o T2 com técnica SE e TE próximo de 80ms; - A melhor técnica para avaliar suspeita de hepatopatia crônica é a IR; - O pâncreas é estudado com melhor definição quando se utiliza técnica de supressão de gordura; - A distensão gástrica c/ água e o uso de antiespasmódico ajudam a obter melhores imagens no pâncreas; - Nas sequências in-phase e out-phase, que são ponderadas em T1, elas auxiliam em patologias como esteatose hepática, nódulos nas supra-adrenais e entre outros;
  • 13. - O uso do sincronizador respiratório melhora a qualidade da imagem, porém prolonga o tempo do exame; Normalmente a maioria das sequências é feitas em apnéias, para diminuir o tempo do exame; Fígado : - Detectar lesões neoplásicas primárias ou metastáticas; - Definir a extensão das lesões para planejamento cirúrgico; - Diferenciar hemangioma de outras lesões malignas; - Avaliar a permeabilidade e potência dos vasos intra-hepáticos. Principais patologias: • Hepatopatias focais: Cistos hepáticos; Hemangiomas; Metástases; Carcinomas hepatocelulares; Hiperplasia nodular focal; Adenoma hepatocelular; Abcessos hepáticos. • Hepatopatias difusas: Infiltração gordurosa; Cirrose; Esteatose; Síndrome de Budd-Chiari; Hemocromatose/Hemossiderose Sistema biliar:
  • 14. A bile apresenta-se acentuadamente hiperintensa nas imagens ponderadas em T2, de modo semelhante a qualquer líquido, mas nas imagens em T1, ela pode variar de hipo a hiper. Principais patologias: • Cálculos biliares; • Colescistites: Aguda/Crônica; Gangrenosa; • Colangiocarcinoma; • Colédoco-litíase; • Carcinoma da vesícula biliar. Pâncreas: Principais patologias: obstrução do ducto pancreático • Carcinoma pancreático; • Tumores de células das ilhotas: Insulinoma; Gastrinoma; Glucagonomas; Vipomas; • Pancreatites. Baço: O sinal esplênico normal é hipointenso nas imagens ponderadas em T1 e hiperintenso em relação ao fígado nas imagens ponderadas em T2. Principais patologias:
  • 15. • Linfomas; • Metástases; • Lesões benignas (hemangiomas). Glândula adrenal: As massas tumorais adrenais são em sua maioria um achado acidental, sendo constituída, basicamente, de adenomas não funcionantes ou de metástases. Tanto a hemorragia (hiper - T1 e T2) quanto à necrose (sinal misto), pode alterar as características de sinal de uma massa tumoral adrenal. Principais patologias: • Feocromocitoma; • Neuroblastoma; • Adenoma; • Hiperfunção cortical: Hiperaldosteronismo primário; Síndrome de Cushing; Hiperplasia adrenal secundária. Rins: Principais patologias: • Massas tumorais renais (carcinoma, metástases, linfomas, sarcomas e fibromas); • Cistos renais (simples, hemorrágicos e policísticos); • Anomalias congênitas (pélvicos, em ferradura e ectopia renal). Colangio / Uroressonância: Podem ser usadas sequência FSE ou SS-FSE com TE e TR muito longos, para produzir imagens intensamente ponderadas em T2, nas quais seja visualizado apenas líquido (que apresenta um tempo de decaimento muito longo em T2).
  • 16. RM de Pelve: A RM tem-se tornado o método de escolha para a avaliação de anomalias congênitas e alterações complexas, bem como para o estadiamento de câncer. Pelve masculina: Principais patologias: • Adenocarcinoma de próstata; • Prostatite crônica; • Granuloma; • Infarto; • Tumores testiculares; • Processos inflamatórios; • Hidrocele; • Avaliação retroperitoneal. Pelve feminina: Principais patologias: • Leiomiomas (submucoso, subseroso ou intramural); • Miomas (degenerados ou não degenerados); • Adenomiose; • Massas ovarianas; • Cistos (simples, proteico, hemorrágico); • Endometriose. • Anomalias congênitas; • Carcinoma do endométrio; • Carcinoma da cérvix; • Tumores da vagina; • Avaliação retroperitoneal.
  • 17. Outras Patologias Pélvicas: • Câncer de bexiga; • Estenose de JUP ou JUV; • Malformações ureterais; • Fratura de corpo cavernoso; • Câncer de reto; • Complicações pós-transplante renal. RM Obstétrica: A RM pode ser usada para medir as proporções pélvicas e avaliar lesões pélvicas coincidentes com a gravidez. O objetivo da pelvimetria por RM é visualização dos marcos anatômicos ósseos sacrais e da sínfise pubiana, para permitir medidas precisas. Indicação: - Avaliação de desproporção pélvico-cefálica no segundo e terceiro trimestres da gravidez, e após parto. - Placenta prévia; - Avaliação de doença pélvica, coincidente com a gravidez, e de anormalidades fetais; Considerações gerais: Quando o exame de pelve é feito para pesquisar anormalidades fetais ou doença pélvica concomitante, pode ser difícil obter uma boa resolução, em virtude dos movimentos do feto. A implementação de FSE, tendo em vista uma maior exposição à RF. Outra alternativa são sequências rápidas como SS-FSE, que podem ser utilizados com muita eficácia. RM de Tórax:
  • 18. A RM tem-se destacado como método de imagem no estudo do tórax na avaliação de anormalidades específicas do mediastino, hilos e parede torácica. A RM tem o seu uso limitado pela perda de sinal causada por artefatos de suscetibilidade magnética, artefatos cardíacos , respiratórios e baixa RSR. Principais patologias: • Mediastino e Hilos: Câncer pulmonar; Metástases; Linfadenopatia traqueobrônquica; Atelectasia lobar passiva (obstrutiva/ não obstrutiva); Malformações artério-venosas; Linfomas.