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“Saúde é um estado
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(OMS)
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social do paciente.


Saúde:
equilíbrio entre os fatores físico, psíquico
e social.

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Há um contínuo
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homens no exercício normal de sua
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(aquilo que se encontra mais
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* Anomalia (omalos) – variação, diferença
* Anormal (nomos) – normas, leis
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Patológico:
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Sofrimento:
Angústia e ansiedade do indivíduo

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

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Transtornos Maníacos.
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Pacientes que apresentam ao longo da vida freqüentes
períodos de leves sintomas...
Transtorno Bipolar tipo I e II
Transtorno bipolar = Psicose Maníaco Depressiva.


Tipo I:
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depressivos leves ...
Tratamento dos Transtornos Afetivos.
1- Carbonato de lítio.


Também usado em pacientes violentos ou
com raiva impulsiva ...
Tratamento dos Transtornos Afetivos.


Apresentação de comprimidos de 300mg ou de
liberação longa de 450 mg.



Podem ca...
Tratamento dos Transtornos
Afetivos.


Pode ocorrer ganho de peso. Podem ocorrer
distúrbios tireoidianos.

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Deve-se ped...
Tratamento dos Transtornos Afetivos.
2- Carbamazepina


É um anticonvulsivante.



Comprimidos de 200 e 400 mg, solução ...
Tratamento dos Transtornos Afetivos.


Podem ser usadas somadas ao lítio.



Melhores para pacientes com ciclos rápidos....
Tratamento dos Transtornos Afetivos.
3- Ácido Valpróico (Valproato).
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Comprimidos e solução.
Também são antic...
Tratamento dos Transtornos Afetivos.
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  • É a partir do embasamento nos conceitos da psiquiatria européia, como degenerescência moral, organicidade e hereditariedade do fenômeno mental, que a psiquiatria brasileira intervém no comportamento considerado como desviante e inadequado às necessidades do acúmulo de capital, isolando-o e tratando-o no hospital psiquiátrico.
  • O impacto que os Transtornos Alimentares exercem sobre as mulheres é mais prevalente, ainda que a incidência masculina esteja aumentando assustadoramente. A Vigorexia, por exemplo, tem sido predominante nos homens, mas já se estão detectando casos de mulheres obcecadas pelo músculo. Já os Transtornos Dismórficos acometem igualmente ambos sexos.
  • Resumo prova 1º bimestre

    1. 1.  A Psiquiatria no Brasil surge, com a chegada da Família Real ao Brasil, com o objetivo de colocar ordem na urbanização e disciplinar a sociedade  O saber e o poder médico, artificialmente, criam uma legitimidade de intervenção da classe dominante sobre os despossuídos através da nova especialidade - a psiquiatria – e da nova instituição.
    2. 2.  O objeto dessa intervenção, o sofrimento mental, é reduzido através de um artifício conceitual, a categoria de “doença mental”, subtraindo-se toda a complexidade de fenômenos diversos, singulares e compreensíveis, no contexto da existência humana.  O Manicômio, dentre outros dispositivos disciplinares igualmente complexos, atravessou séculos até os nossos dias, conformando uma sociedade disciplinar.
    3. 3. Manicômios:  Asile, madhouse, asylum, hospizio, denominam as instituições cujo fim é abrigar, recolher ou dar algum tipo de assistência aos "loucos”.  Designa o hospital psiquiátrico, com a função de dar atendimento médico, sistemático e especializado, aos doentes mentais.
    4. 4.  Os internados nestas instituições são vítimas da solidão, do abandono e da impessoalidade.  O tempo é considerado morto, os doentes tem como único caminho a seguir aquele determinado pelo hospital.  Seus objetivos são unicamente o bom funcionamento da instituição e acabam por serem responsáveis também pela morte do indivíduo, da pessoa como um ser humano.
    5. 5.  Segundo Goffman (1974), os pacientes internados nos manicômios eram submetidos a uma série de rebaixamentos, degradações, humilhações e profanações do “eu”, sendo muitas vezes mortificados.  Ainda segundo Goffman (1974), o indivíduo começava a passar por mudanças radicais que afetavam profundamente sua consciência moral, gerando uma deformação pessoal decorrente do fato de a pessoa perder seu conjunto de identidade.
    6. 6. •O interior destes hospitais era baseado no isolamento e organizado como um espaço asilar, assemelhando-se com instituições prisionais. • Constituía-se nestes locais uma relação terapêutica baseada na autoridade.
    7. 7.  Nenhum critério é, por si só, indicador de conduta anormal.  Nenhum critério é, por si só, suficiente para definir uma conduta como anormal.  A anormalidade deve ser definida por vários critérios.  Um sintoma isolado não é patológico, pois pode ser encontrado em determinadas circunstâncias em pessoas normais (Por exemplo: Alucinações).
    8. 8.  Saúde: Estado do indivíduo cujas funções orgânicas, físicas e mentais se acham em situação normal; estado do que é sadio ou são.  Doença: Denominação genérica de qualquer desvio do estado normal. Conjunto de sinais e/ou sintomas que têm uma só causa; moléstia. Dicionário Aurélio
    9. 9. “Saúde é um estado de completo bemestar físico, mental e social e não somente a ausência da doença.” (OMS)
    10. 10. Doença é o desequilíbrio entre o físico e o emocional e suas intercorrências com a realidade social do paciente.
    11. 11.  Saúde: equilíbrio entre os fatores físico, psíquico e social.  Doença: transtorno de saúde que pode afetar sentimentos, pensamentos e o comportamento.
    12. 12.  “Saúde Mental é o conjunto de ações de promoção, prevenção e tratamento referentes ao melhoramento ou à manutenção ou à restauração da Saúde Mental de uma população” (Saraceno, 1999). Tem correlação com dimensões legislativas, sociais, econômicas, culturais e políticas.  Abordagem holística e pluridisciplinar, abordagem complexa e orientada à comunidade e não exclui a abordagem biológica.  Psiquiatria (modelo biomédico) X Saúde Mental (holismo biopsicossocial)
    13. 13. Há um contínuo entre normal e anormal sem nenhuma linha divisória absoluta
    14. 14.  “A SAÚDE é a vida no silêncio dos órgãos.”  “A DOENÇA é aquilo que perturba os homens no exercício normal de sua vida e em suas ocupações e, sobretudo, aquilo que os faz sofrer.” (René Leriche)
    15. 15.  NORMAL como Fato - descritivo (aquilo que se encontra mais frequentemente ou está na média) NORMAL como Valor – avaliativo (aquilo que é como deve ser) 
    16. 16. * Anomalia (omalos) – variação, diferença * Anormal (nomos) – normas, leis  Importante: Se a anomalia não apresentar repercussão negativa na funcionalidade do indivíduo, não será considerada anormal.
    17. 17. Patológico:  Qualquer modificação indesejável de uma função , ou mudança negativa na estrutura de um órgão ou sistema do corpo.  Tem qualidade diferente.  Não é encontrado nas pessoas normais
    18. 18.    Anormalidade positiva e negativa Inteligência Toda patologia é anormalidade, mas nem toda anormalidade é patologia.
    19. 19.  O doente enquanto vive, está normatizado por uma norma conservadora, que se repete, idêntica a si mesma.  A doença não é uma variação da dimensão da saúde, ela é uma nova dimensão da vida.
    20. 20. DOENÇA MENTAL: Imperativo de criação e conservação SAÚDE MENTAL: Margem de tolerância as infidelidades do meio. Mulher sentada diante da janela
    21. 21. › Normalidade como ausência de doença. › Normalidade estatística. › Normalidade como bem estar. › Normalidade funcional. (Paulo Dalgalarrondo)
    22. 22. › Normalidade como processo. › Normalidade subjetiva. › Normalidade como liberdade. › Normalidade operacional (Paulo Dalgalarrondo)
    23. 23.  Sofrimento: Angústia e ansiedade do indivíduo  Má adaptação: Funcionamento cotidiano prejudicado
    24. 24.  Popularmente há uma tendência em se julgar à sanidade da pessoa, de acordo com seu comportamento, de acordo com sua adequação às conveniências sócio-culturais como, por exemplo, a obediência aos familiares, o sucesso no sistema de produção, a postura sexual, etc.
    25. 25.  Causas: Internas e externas. › Internas: resultado de alterações orgânicas e psicológicas no organismo; › Externas: depende da reação da pessoa e experiência anterior, onde a hereditariedade e o meio ambiente é que determinam qual intensidade e o tipo de tensão que um indivíduo pode suportar e aprender a lidar com situações emocionais durante a vida.
    26. 26.  Fatores sócio-econômicos ;  Doença mental prévia;  Desemprego;  Baixa renda;  Tendência a suicídio.
    27. 27.  Há duas classificações básicas de doenças mentais, que são as neuroses, e as psicoses. › A - Neurose é chamada neurose toda a psicopatologia leve, onde a pessoa tem a noção (mesmo que vaga) de seu problema. › Ele tem contato com a realidade, porém há manifestações psicossomáticas, que são notadas por este, e que servem de aviso para a pessoa procurar um tratamento psicológico, ou psiquiátrico. › É um fator comum a ansiedade exacerbada.
    28. 28. B - Psicose: se caracteriza por uma intensa fuga da realidade. É, como a Filosofia e as artes chamam, a loucura, propriamente dita. › Pode ser classificada de três formas: › A) pela manifestação; › B) pelo aspecto neurofisiológico; › C) pela intensidade.
    29. 29.  A reforma psiquiátrica pretende modificar o sistema de tratamento clínico da doença mental, eliminando gradualmente a internação como forma de exclusão social.  Este modelo seria substituído por uma rede de serviços territoriais de atenção psicossocial, visando a integração da pessoa que sofre de transtornos mentais à comunidade.
    30. 30.  A rede territorial de serviços proposta na pela Reforma Psiquiátrica inclui centros de atenção psicossocial (CAPS), centros de convivência e cultura assistidos, cooperativas de trabalho protegido (economia solidária), oficinas de geração de renda e residências terapêuticas, descentralizando e territorializando o atendimento em saúde, conforme previsto na Lei Federal que institui o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.  Esta rede substituiria o modelo arcaico dos manicômios do Brasil.
    31. 31.  Na perspectiva da Reforma Psiquiátrica, e em defesa da humanização da atenção em saúde mental, o papel das emergências psiquiátricas, sobretudo em hospital geral, vem sendo redefinido nas últimas décadas.  A internação deixou de ser a única opção de tratamento.
    32. 32.  Segundo a Lei 10.216 no parágrafo único, incisos I e II refere sobre os direitos da pessoa portadora de transtorno mental e diz: I – ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades; II – ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade;
    33. 33.  A reforma psiquiátrica a desativação gradual dos manicômios, para que aqueles que sofrem de transtornos mentais possam conviver livremente na sociedade.  Ocorre que muitos deles sequer têm nome conhecido, documentos, familiares, dificultando a reinserção social. Também não possuem acesso aos benefícios sociais oferecidos pelo Estado, como a aposentadoria e auxílio-doença.
    34. 34.  Redireciona a assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária, dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais, mas não institui mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios.
    35. 35.  Existem em funcionamento hoje no país 689 Centros de Atenção Psicossocial e, ao final de 2004, os recursos gastos com os hospitais psiquiátricos passam a representar cerca de 64% do total dos recursos do Ministério da Saúde para a saúde mental.
    36. 36. ADMISSÃO EM NEUROPSIQUIATRIA
    37. 37. Admissão em Neuropsiquiatria                    Atendimento ao Paciente Psiquiátrico: Não despreze ou condene os pacientes pelos seus atos; Demonstre confiança e habilidade profissional; Não se envolva em amizades particulares com os pacientes; Não dê valor demasiado as observações dos pacientes; Manter serenidade; Cultive a paciência que procede da compreensão; Seja sincero; Seja sensível; Os pacientes são seres humanos, trate-os como tais; Atenda os pacientes sem pressa individualmente; Trata com cordialidade; Manifestar interesse cortez; Cultive a paciência; Tenha trato; Estimule a independência; Seja paciente; Elogie quando eles conseguem realizar trabalhos em grupo; Dê atenção a todos, até mesmo a aqueles que não requerem atenção.
    38. 38. Admissão ao Doente Mental       Receber cordialmente; Controle dos sinais vitais e peso (semanalmente); Observar cicatriz, equimose, manchas, parasitas; Apresentação de pessoal e planta física; Explicar sobre rotina; Anotações de enfermagem dia e hora da internação, aceitação da internação: se veio acompanhado e condições do paciente.
    39. 39. Classificação  Uma classificação é um modo de ver o mundo de um ponto no tempo.  Norman Sartorius  Diretor da Divisão de Saúde Mental - OMS  Responsável pela CID - 10
    40. 40. Doenças Mentais Causas: Internas e externas. Internas: resultado de alterações orgânicas e psicológicas no organismo; Externas: depende da reação da pessoa e experiência anterior, onde a hereditariedade e o meio ambiente é que determinam qual intensidade e o tipo de tensão que um indivíduo pode suportar e aprender a lidar com situações emocionais durante a vida.
    41. 41.  Seja qual for a causa original, ela deve ser comumente considerada como a manifestação de um disfunção comportamental, psicológica ou biológica na pessoa.  Nem desvio de comportamento, por exemplo, político, religioso ou sexual, nem os conflitos que são primariamente entre o indivíduo e a sociedade são considerados transtornos mentais, a menos que o desvio ou conflito seja um sintoma de uma disfunção na pessoa, conforme descrito acima. (APA 1987)
    42. 42. Doenças Mentais Fatores de Risco Fatores sócio-econômicos ; Doença mental prévia; Desemprego; Baixa renda; Tendência a suicídio.
    43. 43. Formas de Manifestações  Psicóticos – perda do teste de realidade com delírios e alucinações  Neuróticos – sem perda do teste de realidade; baseado principalmente em conflitos intrapsíquicos ou acontecimentos ansiogênicos.
    44. 44. Formas de Manifestações  Funcionais – ausência de um dano estrutural ou fator etiológico claro que explique o comprometimento.  Orgânico – Doença causa por um agente específico que causa uma alteração estrutural no cérebro
    45. 45. A importância dos diagnósticos Facilitar a comunicação;  Estabelecer a história natural das doenças;  Testarmos tratamentos de tal forma que seus resultados possam ser extrapolados;  Possibilitar pesquisas epidemiológicas 
    46. 46. A importância dos diagnósticos Facilitar a comunicação;  Estabelecer a história natural das doenças;  Testarmos tratamentos de tal forma que seus resultados possam ser extrapolados;  Possibilitar pesquisas epidemiológicas 
    47. 47. Apresentação dos grupos diagnósticos 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Transtornos geralmente diagnosticados pela primeira vez na infância ou adolescência Delirium, demências e outros transtornos cognitivos Transtornos devidos a condições médicas gerais Relacionados a substâncias Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos Transtornos do Humor Transtornos de Ansiedade
    48. 48. Transtornos  É conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferências com funções pessoais.  Desvio ou conflito social sozinho, sem disfunção pessoal, não deve ser incluído em transtorno mental, como aqui definido Obs – não usa-se os termos doença ou enfermidade
    49. 49. Transtornos Alimentares  O comportamento alimentar inclui algumas dimensões complementares: Dimensão fisiológica-nutritiva,  Dimensões psicodinâmicas e afetiva (fome e alimentação vinculam-se à satisfação a ao prazer),  Dimensão Relacional ( no desenvolvimento da criança a boca é o mediador da primeira relação mãe-filho).  Compulsão X Impulsão.
    50. 50. Transtornos Alimentares 1) Compulsão Alimentar Episódica (CAE)  São episódios de compulsão alimentar, com consumo exagerado de calorias.  Dois fatores (restrição alimentar e humores negativos) parecem ser importantes na manutenção da CAE e subseqüente purgação.  2% das mulheres da população geral. Na proporção entre os sexos de 3:2 (M/H).
    51. 51. Transtornos Alimentares  Embora obesidade não seja um pré-requisito, existe uma superposição substancial entre CAE e obesidade.  Obesos com CAE têm mais diagnóstico de depressão maior, Pânico e Transtorno da personalidade (Yanovski el al. 1992).  Dois fatores (restrição alimentar e humores negativos) parecem ser importantes na manutenção da CAE e subseqüente purgação.
    52. 52. Transtornos Alimentares Bulimia Nervosa:  Preocupação persistente com o comer e um desejo irresistível de comida. Afeta 1 a 2% das mulheres.  Aparecimento no final da adolescência e início da idade adulta. Iniciando com uma preocupação com o peso, insatisfação com o corpo e restrição alimentar importante.
    53. 53. Transtornos Alimentares. Bulimia Nervosa:  Etiologia: psicológico, neuroquímicos (restrições e serotonina) e sociais (padrão de beleza).  Prevenção: discussão de hábitos alimentares saudáveis, particularmente entre adolescentes. Imposição do padrão de beleza.
    54. 54. Transtornos Alimentares. Anorexia Nervosa:  Transtorno caracterizado pela acentuada perda de peso auto-induzida(15% abaixo do peso ideal) por abstinência de alimentos ou por comportamento purgativos, uso de anorexígenos ou exercícios físicos, excessivos.  Existe um medo intenso em ganhar peso, um distúrbio na existência da forma do corpo e amenorréia, em mulheres.
    55. 55. Bulimia x Anorexia  São consideradas enfermidades psiquiátricas pela OMS, do grupo de transtornos alimentares.  Os Transtornos Alimentares são definidos como desvios do comportamento alimentar que podem levar ao emagrecimento extremo (caquexia) ou à obesidade, entre outros problemas físicos e incapacidades.
    56. 56. Bulimia x Anorexia     Bulimia Transtorno que leva a pessoa ingerir grandes quantidades de comida e, logo após provoca emese, por culpa, pelo excesso cometido. Nem sempre há perda acentuada de peso. Pode usar diuréticos e laxantes. Mais comum, mas menos letal Anorexia      Desejo patológico de emagrecer. Redução drástica da alimentação Uso de exercícios físicos intensos, induzir o vômito, jejuar, tomar diuréticos e usar laxantes. Entre 5% a 18% morrem em decorrência desse transtorno. Ocorre entre os 14 e 18 anos.
    57. 57. Sintomas Bulimia       Osteoporose, por falta de nutrientes; Arritmias; Queda do cabelos e alopecia; Dores abdominais; Inflamações intestinais e descontrole intestinal; Ansiedade e depressão.         Anorexia Queda do cabelo; Hipotermia; Visão distorcida do corpo; Ressecamento das unhas; Interrupção do ciclo menstrual, infertilidade; Depressão, pânico, TOC; Perda de tecidos ósseos; Arritmias
    58. 58. Transtornos Psicóticos.  Caracterizam-se por ter sintomas típicos como delírios e/ou alucinações, distúrbios do pensamento e comportamento bizarro.  Os psiquiatras clássicos dão ênfase a perda de contato com a realidade.
    59. 59. Transtornos Psicóticos. 1) ESQUIZOFRENIA.  Aproximadamente 1% da população é afetada pela Esquizofrenia.  Equivalente em ambos sexos (17 a 27 anos homens e 17 a 37 anos nas mulheres).  Sintomas de Primeira Ordem de Kurt Schneider:    percepção delirante; alucinação com vozes de comando; eco do pensamento; roubo do pensamento; difusão do pensamento; vivência de influência. Existe um perda da relação eu-mundo, imposição do que vem de fora. Sintomas negativos:  distanciamento afetivo, retração social, empobrecimento da fluência verbal, diminuição da vontade, autonegligência, lentificação psicomotora.
    60. 60. Transtornos Psicóticos. 1)ESQUIZOFRENIA.  Sintomas positivos:   Sintomas negativos:   alucinação, delírios, comportamento bizarro,agitação psicomotora, neologismos. distanciamento afetivo, retração social, empobrecimento da fluência verbal, diminuição da vontade, autonegligência, lentificação psicomotora. Classicamente se divide a esquizofrenia em três tipos.
    61. 61. Transtornos Psicóticos. 1)ESQUIZOFRENIA. Classicamente se divide a esquizofrenia em três tipos:  Forma Paranóide: idéias delirantes de cunho persecutório.  Forma Catatônica: alterações motoras, hipertonia, flexibilidade cerácea, negativismo, mutismo.  Forma hebefrênica: pensamento desorganizado, comportamento bizarro, afeto pueril.  Forma simples: sem sintomas característicos, observa-se um lento empobrecimento psíquico, comportamental, embotamento afetivo e distanciamento social.
    62. 62. Transtornos Delirantes Que Evoluem Sem Déficits. 2) Paranóias:  Caracterizam por delírios sistematizados (encistado ou cristalizado), com preservação da personalidade e da cognição. Após os 35 anos. 3) Parafrenias:  Início tardio, delírios e alucinações de forma “fantasiosa”.
    63. 63. Tratamento dos Transtornos Psicóticos  O tratamento das psicoses é feito através:     1 – Psicofarmacologia; 2- Psicoterapias; 3 – Reabilitação Psicossocial. O fio condutor é não deixar o paciente perder seus laços sociais e familiares, buscando sua subjetividade, entendendose aqui também a criação de aparatos que impeçam a perda de sua cidadania.       Antipsicóticos. Antipsicóticos convencionais. Haloperidol (Haldol). Tioridazina (Melleril). Clorpromazina (Amplictil). Levomepromazina (Neozine).
    64. 64. Transtornos Maníacos.  Sintoma central: euforia, exaltação do humor.  Deve estar presente a aceleração de todas as funções psíquicas (taquipsiquismo), apresentando agitação motora.  Aumento da auto-estima; elação (engrandecimento do eu); insônia; logorreia; hipertenaz, hipervigil; irritabilidade; heteroagressividade;desinibição social e sexual; compras exageradas; delírios de grandeza; alucinações; labilidade afetiva.
    65. 65. Transtornos Maníacos.     1 )Mania franca e grave. Sintomas citados acima de forma muito acentuada. Idosos ou com lesões cerebrais prévias podem se apresentar confusos, consciência rebaixada. 2) Hipomania. Sujeito mais disposto que o normal, fala muito mas sem fuga de idéias, sem limites. Pouco sono, excessivo nas atividades diárias. Sem disfunção social.
    66. 66. Transtornos Maníacos. 3) Ciclotimia.   Pacientes que apresentam ao longo da vida freqüentes períodos de leves sintomas depressivos seguidos de períodos de hipomania. Isto ocorre sem que o indivíduo apresente um episódio completo de mania ou depressão. 4) Mania com sintomas psicóticos.  Sintomas graves de mania acompanhados por delírios de grandeza, perseguição ou místicos, agitação psicomotora, alucinações auditivas.
    67. 67. Transtorno Bipolar tipo I e II Transtorno bipolar = Psicose Maníaco Depressiva.  Tipo I:  episódios depressivos leves a graves, intercalados com fase de anormalidade e de fases maníacas bem caracterizadas.  Tipo II:  episódios depressivos leves a graves intercalados com períodos de normalidade e seguidos de fase hipomaníacas.
    68. 68. Tratamento dos Transtornos Afetivos. 1- Carbonato de lítio.  Também usado em pacientes violentos ou com raiva impulsiva ou episódica.  Criados nos anos 40.  É necessário a monitorização sérica para o tratamento ser seguro e não causar riscos de intoxicação.
    69. 69. Tratamento dos Transtornos Afetivos.  Apresentação de comprimidos de 300mg ou de liberação longa de 450 mg.  Podem causar irritação gástrica, diarréia e náuseas.  O sintoma colateral mais comum é o tremor, principalmente nos dedos.  Podem também reclamar de esquecimentos.
    70. 70. Tratamento dos Transtornos Afetivos.  Pode ocorrer ganho de peso. Podem ocorrer distúrbios tireoidianos.  Deve-se pedir exames laboratoriais periódicos para avaliar a função renal dos pacientes em litioterapia.
    71. 71. Tratamento dos Transtornos Afetivos. 2- Carbamazepina  É um anticonvulsivante.  Comprimidos de 200 e 400 mg, solução oral.  Sintetizada em 1957, mas só na década de 70 começou ser usada na psiquiatria como estabilizador do humor.
    72. 72. Tratamento dos Transtornos Afetivos.  Podem ser usadas somadas ao lítio.  Melhores para pacientes com ciclos rápidos.  É usada para controle da impulsividade.  Deve ser monitorizada com exames de dosagem sangüínea e hemogramas para evitar distúrbios sangüíneos (agranulocitose e anemia aplástica).  Não devem ser usadas em pacientes grávidas.
    73. 73. Tratamento dos Transtornos Afetivos. 3- Ácido Valpróico (Valproato).       Comprimidos e solução. Também são anticonvulsivantes. Eficaz no controle da mania aguda. Profilático do transtorno bipolar.Distúrbios gastrointestinais, náusea, vômitos, tremor e sedação. Teratogêmicos. Monitorização sangüínea.
    74. 74. Tratamento dos Transtornos Afetivos.

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