Oculos curvados (3)

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Um forma mais detalhada de explicar a necessidade de uma dispensação específica de lentes para armações curvadas.

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  • É um imenso prazer estar na Lapa em uma unidade pela qual tenho tanto carinho e que é nossa parceira no curso de Técnico em Óptica, com os melhores profissionais da região.
    Também gostaria destacar o agradecimento aos parceiros que divulgam e tornam possível este evento.
  • Oculos curvados (3)

    1. 1. Problemas relativos a adaptação de óculos solares curvados
    2. 2. A “MAGIA” DOS SOLARES ?
    3. 3. APÓS UM EXTENSA PESQUISA
    4. 4. NECESSIDADE AUTO IMAGEM • Conforto • Proteção contra luz forte (meio- dia, praia, neve, etc.) • Mistério • Elegância • Ousadia • Sedução • Esportividade • “Bad Boy” • Moda
    5. 5. Queixas  Ocorrem quando tentamos “colocar grau” em armações com curvatura acentuada. Chão torto Tontura Mal estar
    6. 6. Curvatura da armação Ângulo Pantoscópico Os ângulos da armação
    7. 7. GABARITO PARA MEDIÇÃO DO ÂNGULO DE CURVATURA DA ARMAÇÃO 2 4 6 8 10 12 14 0 1618 2022 24
    8. 8. Figura 4 – Angulo de curvatura na armação. Ângulo de curvatura ÁPICE CORNEANO MÁCULA Figura 3 – Comparação entre alinhamentos
    9. 9. Explicação Preocupamo-nos com o centro óptico da lente e esquecemos o eixo óptico, que é a reta imaginária na qual se encontra o ponto focal e que é perpendicular à mesma, sendo o nosso conhecido “centro óptico” - ponto que em uma lente real é chamado de vértice anterior da lente. Outro aspecto importante são os cálculos mais simples que consideram lentes muito finas, mas nem sempre a espessura pode ser desprezada. PONTO FOCAL “CENTRO ÓPTICO” Figura 1 – Eixo óptico
    10. 10. ÁPICE CORNEANO MÁCULA Figura 2 – Eixo visual Numa condição normal para adaptação de óculos o eixo óptico da lente deve estar alinhado com o eixo visual do olho, que é a reta imaginária que liga a mácula (região mais nobre da retina) com o ápice corneano, como ilustrado na figura 2. Quando utilizamos o pupilômetro é justamente o ponto que passa pelo eixo visual que encontramos.
    11. 11. Figura 3 – Comparação entre alinhamentos No caso de armações muito curvadas, não é possível obter o alinhamento. Dependendo da armação podemos encontrar ângulos de até 20º entre o eixo da lente e o eixo do olho, que está relacionado com o que chamamos de ângulo de curvatura da armação. Outro ângulo mais conhecido, o pantoscópico, tem função de atender à necessidade fisiológica de alinhamentos dos eixos.
    12. 12. A inclinação da lente produzida pelo ângulo de curvatura induz um astigmatismo com eixo a 90º de mesmo sinal que o esférico da receita, além de aumentar a potência da dioptria esférica, também induz a um prisma de base temporal que depende essencialmente da espessura da lente e de sua base. Um ângulo pantoscópico mal definido induz efeitos semelhantes, porém com um astigmatismo com eixo a 180º e prisma base inferior ou superior. Considerando uma armação curvada, que apresentará simultaneamente o ângulo pantoscópico e o ângulo de curvatura, em que for aplicada uma prescrição que apresente dioptria cilíndrica e, portanto, astigmatismo, todos estes fatores devem ser considerados na fabricação da lente. Se a lente for fabricada conforme a prescrição, sem considerar os ângulos envolvidos, ela aparentemente estará correta ao ser medida no Lensômetro comum que não possui qualquer dispositivo para compensar a inclinação da lente. No Lensômetro comum o eixo óptico da lente está alinhado com o do próprio Lensômetro. Torna-se, então, necessário produzir uma lente com uma prescrição completamente diferente da existente na receita, quando medida no Lensômetro, mas que neutralizará os astigmatismos e prismas induzidos, gerando na posição de visão do usuário a prescrição que ele necessita.
    13. 13. Exemplificando: Cliente: •Prescrição de -5,00 DE •Armação com ângulo de curvatura de 30º, e, portanto 15º de inclinação para cada olho, •Lente em CR39, Terá diante de seu eixo visual uma dioptria de -5,11 DE <> -0,37 DC x 90°(1), além de um prisma de base temporal de 0,32 dioptrias prismáticas (2). Para garantir que o paciente tivesse diante de seu eixo visual o valor correspondente a prescrição de -5,00, a lente a ser confeccionada deveria ter a potência de -4,56 DE<>-0,33 DC x 180º, além de se incluir um prisma de base nasal de 0,32 dioptrias prismáticas, que seria obtido através de uma descentração do centro óptico da lente.
    14. 14. Efeito da inclinação da lente Dioptria da lente: +5,00 esf Percebido pelo usuário: +5,11 esf +0,37 cil x 90° D 15° Percebido pelo usuário: 0,61 prisma base temporal
    15. 15. SoluçãoLente a confeccionar: +4,91 esf -0,29 cil x 90° Prisma 0,32 base nasal Percebido pelo usuário: +5,00 esf 15°
    16. 16. Outro Exemplo
    17. 17. Posição “como em uso” Linhadevisão Lente entrega -4,32 esf -1,09 cil x 90° e um prisma de 0,61 Base Temporal Laboratório surfaçou -4,00 esf Borda Nasal Ponto convencional de verificação Linhadevisão Laboratório surfaçou -3,22 esf -0,57 cil x 180° com 0,49 de prisma base nasal Lente entrega -4,00 esf na posição “como em uso” Borda Nasal Ponto convencional de verificação
    18. 18. Posição “como em uso” Lente medida no Lensômetro fica em uma posição diferente da que ficará em frente ao olho.
    19. 19. COM ASTIGMATISMO 0D +1,50 ESF – 1,75 CIL X 50° OE +1,25 ESF -1,00 CIL X 130° OD +1,37 ESF -1,62 CIL X 50° PRISMA 0,25 BI OE +1,12 ESF -0,87 CIL X 129° PRISMA 0,25 BI CURVATURA: 15° PANTOSCÓPICO: 8°
    20. 20. OPÇÕES DISPONÍVEIS
    21. 21. OPÇÕES DISPONÍVEIS
    22. 22. CONCLUSÃO O processo de cálculo da lente, considerando os ângulos e a distância vértice certamente levarão a uma receita que lida no lensômetro parecerá diferente daquela necessária ao cliente. Normalmente os fabricantes apresentam um documento que mostra a receita do cliente e a medida que obteremos no lensômetro. O aspecto subjetivo da aceitação da lente deve ser levado em conta: É preciso querer usar? Por que os laboratórios não tentam desenvolver lentes semelhantes?
    23. 23. Curiosidade Posição ideal do Centro Óptico 1 milímetro para cada 2° de ângulo pantoscópico
    24. 24. Curiosidade Efeito da inclinação nas aberrações do progressivo
    25. 25. MUITO SUCESSO À TODOS!! alexdias@optica.eng.br

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