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  1. 1. nLíngua Portuguesa | 7º anoSofia MeloManuela RioA Casa da Língua BEM-VINDOS!CADERNO DO PROFESSOR 1. O TÍTULO 2. A CASA 2.1. Divisões da casa / Organização das unidades 2.2. Rubricas das diferentes unidades 2.3. Anexos a) Caderno do Aluno – Arrumar a Casa b) Guia do Professor c) Acetatos d) CD Áudio e) Suplementos 3. SELECÇÃO DOS TEXTOS 4. OBRAS PARA LEITURA ORIENTADA 5. O MANUAL E... 5.1. As novas áreas curriculares não disciplinares 5.2. Os temas transversais do currículo 5.3. As tecnologias da informação e comunicação
  2. 2. 2 A CASA DA LÍNGUA1. O TÍTULO O título A Casa da Língua sugere uma metáfora que desde o início acompa-nhou as autoras na elaboração deste manual para a disciplina de LínguaPortuguesa do 7.º ano. A partir do título e do seu poder sugestivo, norteámostoda a estrutura do livro. Trata-se de uma casa semelhante a tantas outras, por-que contém as tradicionais divisões – hall, sala, quarto, salão, escritório, cozi-nha, casa de banho –, mas ao mesmo tempo única, porque quem a habita são osfalantes/escreventes da Língua Portuguesa.2. A CASA2.1. Divisões da casa / Organização das unidades Como em qualquer casa, o hall surge como primeiro espaço de abordagem.No entanto, o percurso que o professor traçará e que será seguido pelos alunosao longo das divisões será feito de acordo com o perfil da turma, com o projectocurricular da mesma e com a planificação anual. O ponto de partida será omesmo, o ponto de chegada será diverso. A cada uma das divisões desta casa corresponde uma unidade, onde predo-mina o estudo de determinado tipo de texto. Assim, temos a seguinte “planta”: A – Hall Unidade introdutória que visa dar a conhecer a estrutura interna e externa do manual, assim como os textos e os autores do Programa. · encontrar-se-á aqui uma ficha de avaliação diagnóstica, para que o docente possa recolher informações sobre o grupo- -turma nos vários modos da disciplina e, a partir delas, elabo- rar a planificação. B – Sala de estar Unidade centrada na abordagem do texto narrativo; aqui encontrar-se-ão: · textos de autores portugueses e estrangeiros indicados no Programa; · propostas de estudo e análise de obras para leitura orientada: – Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís; – O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen; – A Estrela, de Vergílio Ferreira; – A Fuga de Wang-Fô, de Marguerite Yourcenar (tradução de Luís Miguel Nava); – textos do património literário oral universal, como Gata Bor- ralheira, O Capuchinho Vermelho, fábulas, adivinhas e contos tradicionais portugueses; · propostas de actividades relacionadas com os diferentes modos da disciplina*: – modo oral (compreensão e expressão oral) – modo escrito (leitura e expressão escrita) – conhecimento explícito da língua. ISBN 972-0-90214-0
  3. 3. Caderno do Professor 3 C – Quarto Motivação para o estudo do texto de poesia com a abordagem dos textos orais pronunciados pelos próprios jovens e que apre- sentam algumas características poéticas: fórmulas de escolha, adivinhas, trava-línguas, lengalengas, dedicatórias. · abordagem do texto poético, a partir de textos dos poetas pro- postos pelo Programa: Almeida Garrett, João de Deus, Saúl Dias, Sebastião da Gama, António Gedeão, Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Eugénio de Andrade; · sugestões de actividades que aproximam a poesia de outras artes: pintura, fotografia, música; · sugestões de trabalho que vão ao encontro de temas transver- sais como: Direitos Humanos, Educação para a Saúde, Educação para a Cidadania; · actividades que proporcionam interdisciplinaridade e/ou arti- culação com Área de Projecto e Formação Cívica; · propostas de actividades relacionadas com os diferentes modos da disciplina*: – modo oral (compreensão e expressão oral) – modo escrito (leitura e expressão escrita) – conhecimento explícito da língua. D – Salão Espaço privilegiado para a abordagem do texto dramático e dos conteúdos programáticos com ele relacionados. · actividades que estabelecem a relação entre este tipo de texto e o espectáculo teatral; · propostas de actividades relacionadas com os diferentes domí- nios da disciplina*: – modo oral (compreensão e expressão oral) – modo escrito (leitura e expressão escrita) – conhecimento explícito da língua. E – Escritório, cozinha e casa de banho · Outros textos: – textos da imprensa escrita (notícia, reportagem); – carta; – textos electrónicos (e-mail, sites da Internet); – banda desenhada; – texto publicitário; – receitas de culinária; – instruções de uso de um electrodoméstico; – bula de medicamento.Nota:* Estas sugestões de trabalho vão ao encontro das competênciais gerais e espe-cíficas, dos temas transversais e das finalidades das áreas curriculares não disci-plinares consignadas no Decreto-Lei n.º 6/2001 e no “Currículo Nacional doEnsino Básico”.
  4. 4. 4 A CASA DA LÍNGUA Cada divisão da Casa é antecedida de um separador que contém uma ilustra-ção e um texto introdutório. Pensamos que a exploração dos separadores, nassuas componentes visual e textual, motivará a turma para a abordagem dos con-teúdos e dos textos que se seguem e, por outro lado, o facto de cada tipo detexto se associar metaforicamente a um compartimento ajudará o aluno a com-preender a especificidade do mesmo. A terminar cada unidade, podemos encontrar uma ficha de avaliação formativa.A sua realização permitirá ao aluno e ao professor avaliar o processo de ensino--aprendizagem até àquele momento, considerando os conteúdos tratados. Arubrica que introduz a ficha é Sabes se sabes?.2.2. Rubricas das diferentes unidades Em todas as unidades encontramos rubricas que sugerem actividades a pro-pósito do texto ou da imagem e que abordam conteúdos programáticos dos dife-rentes modos da disciplina. Julgamos que a exploração dos títulos e das fotos das diferentes rubricasenriquecerá o tratamento das mesmas e auxiliará o aluno a perceber, por vezes,a especificidade dos textos. No início do ano lectivo, essa exploração permitiráao discente ter uma visão global dos diversos modos da disciplina.LER COM CABEÇA E CORAÇÃO Esta rubrica remete para actividades de leitura e interpretação textuais esugere a racionalidade e o envolvimento emocional que um texto literário exigedo leitor. No texto da banda desenhada Pág. 251 , os alunos serão surpreendidos com avariante Ler (e ver) com cabeça e coração. A própria rubrica remete para a íntimarelação que existe entre a palavra e a imagem neste tipo de texto.LER COM OLHOS, CABEÇA E CORAÇÃO Podemos ter variações na formulação da rubrica, uma vez que os textos dife-rem e são variados na sua forma, conteúdo e natureza. Por exemplo, na Pág. 207 ,temos Ler com olhos, cabeça e coração, já que os textos em análise pertencemà poesia visual/concreta e reclamam do leitor uma atenção redobrada perante asua disposição gráfica na folha.LER COM CABEÇA Na unidade E, que engloba textos de natureza diversificada, podemos encon-trar esta rubrica, porque nos textos em análise predomina a objectividade.
  5. 5. Caderno do Professor 5A LÍNGUA FUNCIONA! Trata-se de um espaço dedicado ao tratamento dos conteúdos de funciona-mento da língua. O título da rubrica sugere a organização, as regras e a siste-matização que subjazem à língua.A ESCREVER É QUE A GENTE SE ENTENDE Nesta rubrica sugerem-se actividades de escrita, nas suas diversas modalidades: · Escrita expressiva e lúdica Pág. 73 1. O casamento de palavras 1.1. Vamos propor-te uma tarefa original: casar duas palavras. Admirado? Não sabes como fazer? É simples. Relê o teu “top” de dez palavras e escreve, no cimo de uma folha de papel, aquela que consideraste mais bonita e que ocupa o primeiro lugar e a palavra que surge em último. Olha bem para ambas e regista, de forma rápida e espontânea, tudo o que te sugerem. exemplo 1.2. Chegado a esta fase, vais tentar elaborar um texto narrativo ou descritivo (ver Suplementos págs. 274, 275) no qual integres, obrigatoriamente, as duas palavras seleccionadas do “top” e algumas ideias que tenham surgido. Bom trabalho! Pág. 184 1. Escolhe um fruto que seja do teu agrado pela forma, cor e sabor e redige um breve exemplo poema sobre ele. Podes recorrer a diversas figuras de estilo e o texto será tanto mais rico quanto fores capaz de transmitir de forma sugestiva as sensações agradáveis que o fruto escolhido te proporciona. · Escrita para apropriação de técnicas e de modelos Pág. 31 1. Produz um texto descritivo em que: 1.1. Enumeres as tuas próprias qualidades: enquanto pessoa, aluno, filho, amigo, colega, cidadão... 1.2. Enumeres as qualidades de uma pessoa de que gostes muito. exemplo Lembra-te que deves usar palavras e expressões como: “e”, “ou”, “assim como”, “acrescente-se”, “também”, “igualmente”, “ainda”, “além disso”, “sem esquecer”, e outras equivalentes.
  6. 6. 6 A CASA DA LÍNGUAPág. 197 1. A partir dos dados recolhidos no jogo anterior sobre o(a) teu(tua) colega, elabora uma página do seu diário. exemplo 1.1. Imagina-te na sua pele, integrado na sua família e com a sua identidade sexual. Na página a redigir, respeita as regras deste tipo de texto e regista os sentimentos, sensações e acontecimentos vividos pelo enunciador. · Aperfeiçoamento de textoPág. 138 1. O que terá acontecido a João Grilo dentro do palácio? Será que conseguiu encon- trar as jóias da princesa e obter a recompensa prometida pelo rei? 1.1. Imagina o desenvolvimento deste conto a partir da última frase transcrita e cria um desenlace para a aventura do rapaz no palácio real. exemplo 1.2. No final do trabalho, pede ao teu professor para ouvires a leitura da continuação do conto e compara as duas narrativas – aquela que é transmitida pelo povo e a da tua autoria. Julgamos que as diferentes propostas permitirão uma interiorização consoli-dada de hábitos de escrita e a vivência de situações de prazer, o reforço da auto-confiança e da auto-estima e a promoção da partilha e da divulgação de escritos.COMO SE ESCREVE? Neste ponto do questionário, apresentam-se exercícios que visam o aperfei-çoamento das competências de escrita, sobretudo no que diz respeito à correc-ção ortográfica. São exercícios que surgem com alguma recorrência, sempreque se consideram pertinentes. Pág. 25 1. Não comas o s! a) b) 1.1. Repara: s . fascinante . piscina . crescer c) 1.2. Preenche estas “palavras em feixe”: a) que nasce, que começa a aparecer; b) colecção de escritos sobre diversos assuntos, no mesmo volume; c) arte de produzir e criar peixes. exemplo
  7. 7. Caderno do Professor 7 Pág. 31 . surdez . cortês . norueguês . português (-ês: sufixo que tem o sentido de relação, procedência, origem.) . altivez (de altivo) . honradez (de honrado) . surdez (de surdo) (-ez: sufixo que faz derivar um substantivo de um adjectivo.) exemplo 1. Completa agora no teu caderno: a) pequen c) insensat e) estupid g) japon b) invalid d) ingl f) rapidVAI UM JOGO? Nesta rubrica privilegiam-se as actividades lúdicas, associadas aos maisdiversos conteúdos. Acreditamos que o jogo contribui para o desbloqueamentodas competências de comunicação oral e escrita no aluno, para a consolidaçãode conhecimentos, para a promoção do espírito de grupo e, sem dúvida alguma,para a perspectivação da língua escrita e oral, como ponte para a fruição esté-tica e para a consciência da sua importância como meio de comunicação. Assim,são diversas as propostas lúdicas que se apresentam, mantendo sempre umarelação de coerência com o texto que as inspirou. Vejam-se os seguintes exemplos: Pág. 73 1. Avalia a beleza da tua língua! 1.1. Apresentamos-te a seguir uma lista de palavras. Vais ordená-las de acordo com a sua “beleza”, ou seja, consoante o que cada palavra desperta em ti. Estás prepa- rado? Então vamos lá! Manhã Xaxualhar Lua Amigo Guerra Serpente Cantar Fome Tangerina Gelo Ódio Pássaro O meu “top” de palavras: 1.a 2.a 3.a 4.a exemplo 1.2. Para ti, qual é a palavra mais bonita da tua língua? Porquê?
  8. 8. 8 A CASA DA LÍNGUAPág. 261 Um leilão Trabalho de grupo: 1.° Distribuição dos objectos por cada grupo Grupo A: retalho de pano liso Grupo B: grande argola de plástico Grupo C: tubo de papelão Grupo D: uma perna ou braço de boneca velha Grupo E: um prego. 2.° Cada grupo faz o inventário das possíveis aplicações do objecto que lhe coube e organiza os argumentos relativos a variadas funções, por exemplo: beleza, durabili- dade, etc. exemplo 3.° Selecção do aluno que será o leiloeiro. 4.° O leiloeiro tentará convencer cada membro do auditório (todos os colegas da turma) a avançar com ofertas (em feijões) para adquirir o objecto.PARA SABER MAIS São propostas de trabalho dirigidas ao aluno ou a grupos de alunos e quetêm como objectivo o alargamento cultural ou o aprofundamento de temas econteúdos. Por outro lado, convidam o discente a pôr em prática competênciase técnicas de pesquisa de informação, adquiridas no âmbito da disciplina delíngua materna e da área de Estudo Acompanhado. De realçar a coerênciaentre esta rubrica e as restantes actividades propostas acerca de determinadotexto. Pág. 68 1. Os acontecimentos narrados no texto “Um Nome” têm lugar na véspera de um feriado nacional (“Amanhã é o 25 de Abril e vamos todos para o parque.”). 1.1. Consulta uma enciclopédia, o Dicionário de História de Portugal ou mesmo o teu livro de História e recolhe informações sobre este dia. Sugerimos-te alguns temas e áreas de pesquisa: . razões histórico-políticas que levaram a que este dia fosse decretado feriado nacio- nal; . música da década de setenta (incluindo os temas que assinalaram o início da revolu- ção e de músicos como Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Zeca Afonso, Brigada Vítor Jara); . símbolos/ícones da revolução que poderás ver representados nos inúmeros cartazes alusivos a esse facto histórico e às sucessivas comemorações do mesmo; . moda dos anos 70 (feminina e masculina: penteados mais usados, adereços, indu- sores, etc.; . slogans revolucionários. exemplo mentária, etc.); poderás recolher fotografias dessa época junto de familiares, profes-
  9. 9. Caderno do Professor 9SABIAS QUE... E FIXA Este é o espaço reservado a breves textos informativos que complementam oestudo dos textos e dos conteúdos dos diferentes modos da disciplina. Normalmente surgem destacados num fundo colorido, de forma a realçar asua pertinência. Pág. 132 Fixa Os substantivos podem apresentar-se com o seu sentido alterado, com uma nota de valorização afectiva, denotando carinho, simpatia, ou então significando dimen- sões reduzidas. Dizemos então que se encontram no grau diminutivo. É o caso de “Chapeuzinho” e “menininha”. Mas, por outro lado, podem acentuar, na forma como surgem, uma significação exagerada ou terem um sentido depreciativo, ou seja, pouco favorável à realidade que nomeiam. Os substantivos que retiraste do texto (questão 3.) transmitem uma ideia depre- exemplo ciativa e ao mesmo tempo sugerem as dimensões disformes e assustadoras da per- sonagem. Estão no grau aumentativo.SABES SE SABES? Surge no termo das unidades e constitui uma ficha de avaliação formativa.Procura abordar os conteúdos tratados na unidade que a antecede, para que oaluno possa fazer uma auto-avaliação do seu percurso de aprendizagem, e seráum elemento relevante para o docente, no sentido de lhe facultar elementos quepoderão condicionar a reformulação ou a optimização da planificação a médio ea longo prazo.
  10. 10. 10 A CASA DA LÍNGUA2.3. Anexos O livro A Casa da Língua apresenta-se sob duas formas: uma dirigida ao alunoe outra dirigida ao professor. n n Língua Portuguesa | 7º ano Língua Portuguesa | 7º ano Sofia Melo Manuela Rio 7 Sofia Melo Manuela Rio 7 A Casa da Língua A Casa da Língua Apoio na Internet Apoio na Internet www.portoeditora.pt/manuais www.portoeditora.pt/manuais Exemplar do Inclui CADERNO DO ALUNO OFERTA AO ALUNO Professor Manual do aluno + Guia do Professor Inclui CADERNO DO ALUNO OFERTA AO ALUNO · no manual integrado exclusivo do docente surgem margens laterais que acompanham as páginas comuns às do volume do aluno, onde poderão ser encontradas informações que julgamos úteis e pertinentes no que diz respeito ao processo de ensino-aprendizagem da língua materna e que se apresentam como sugestões de trabalho – o Guia do Professor. A enriquecer a oferta pedagógica do projecto, temos: n Língua Portuguesa | 7º ano · o Caderno do Aluno, Língua Portuguesa › 7.° n Acetato 8 Arrumar a Casa; A CASA DA LÍNGUA pág. 132 Chapeuzinho Amarelo Sofia Melo Manuela Rio 7 Língua Portuguesa › 7.° A CASA DA LÍNGUA pág. 132 Língua Portuguesa › 7.° A CASA DA LÍNGUA pág. 132 Chapeuzinho Amarelo n n Acetato 8 Acetato 8 A Casa da Língua Chapeuzinho Amarelo Apoio na Internet www.portoeditora.pt/manuais CADERNO DO ALUNO A R R U M A R A CA S A . um conjunto de acetatos relacionados com diversas OFERTA AO ALUNO actividades propostas; · um CD áudio onde o professor poderá encontrar alguns textos seleccionados do manual, interpretados por acto- res, e um conjunto de excertos de programas radiofónicos.a) Caderno do Aluno / Arrumar a Casa Sendo esta A Casa da Língua, procurámos, com a escolha da designaçãoArrumar a Casa, remeter para a necessária sistematização, aplicação e consoli-dação das regras e procedimentos essenciais ao falante e escrevente da línguaportuguesa, contemplando os conteúdos e as competências com eles relaciona-dos. Por outro lado, ao empreendermos a “arrumação” de toda a casa, reflectimoso carácter transversal destes mesmos conteúdos e competências, que surgem aolongo de todo o manual.
  11. 11. Caderno do Professor 11 Na elaboração deste auxiliar, tivemos a preocupação de integrar os exercíciosno âmbito de uma abordagem textual. Nesta perspectiva, todas as propostas detrabalho decorrem da leitura de um texto. Os textos seleccionados apresentamuma forte coesão temática e reflectem, muitas vezes, situações de comunicaçãomuito frequentes no dia-a-dia do aluno. No manual do aluno e no exemplar do professor, são indicadas de forma claraas remissões para este auxiliar, sempre que se julgaram pertinentes e com vistaà articulação efectiva entre ambos os materiais.b) Guia do Professor (nas margens laterais) . fundamentações teóricas de algumas subunidades; . sugestões de actividades lúdicas; . propostas de articulação das actividades com as áreas curriculares não dis- ciplinares, como Estudo Acompanhado, Formação Cívica e Área de Projecto; . relação dos textos e da sua abordagem com os temas transversais do currículo; . referências bibliográficas; . indicações de páginas da Internet cuja oferta complementará ou enriquecerá o estudo de determinado conteúdo; . sugestões de resposta a algumas questões que surgem nas diversas rubricas; . textos informativos; . exploração dos acetatos que acompanham o exemplar do professor; . sugestões de outros recursos audiovisuais que poderão enriquecer a prática pedagógica, nomeadamente as leituras dramatizadas de textos e os excertos radiofónicos reunidos no CD áudio; . remissões para os Suplementos no final do manual.c) Acetatos Um conjunto de 12 acetatos, que oferecem material diversificado (reproduçãode imagens, esquema-síntese, tiras de banda desenhada, temas para debate,mapas) e que surgem assinalados no exemplar do professor ( Acetato ), com asrespectivas pistas de exploração.d) CD Áudio As leituras dramatizadas de textos do manual, bem como os excertos radiofó-nicos reunidos no CD áudio surgem assinalados no exemplar do professor( ) e são complementados com sugestões de exploração.e) Suplementos Na estrutura externa do manual, os Suplementos surgem no final do mesmo. Aqui, podem encontrar-se textos informativos sobre as diferentes TipologiasTextuais, que aprofundam e complementam informações e orientações dadasao longo das unidades. Assim, temos: . Ora conta... Texto narrativo . Como é que é? Texto descritivo . Faço saber que... Texto informativo . Quando os factos são argumentos Texto argumentativo . Conversa desfiada Texto dialogal . Ler para fazer Texto de instrução
  12. 12. 12 A CASA DA LÍNGUAPág. 278 Dialogar também tem as suas regras. Aquilo que dizemos tem que vir a propósito do que o outro disse: por exemplo, podemos concordar, discordar, generalizar, exemplificar, justificar, concluir, particu- larizar em face daquilo que já foi dito; para isso: – temos de ouvir o que o outro diz; – enquanto ouvimos, temos que programar mentalmente aquilo que vamos dizer; – temos de saber manter a atenção do outro para aquilo que estamos a dizer (função fática e função apelativa da linguagem); – temos de dominar razoavelmente outros tipos de produção textual, porque, aquando das trocas verbais que efectuamos ao dialogar, contamos, descrevemos, informamos e argumentamos; – temos que saber falar com os olhos, com expressões faciais e com os gestos. Se assim não for, não estamos a dialogar, mas a juntar o nosso monólogo ao monólogo de alguém. exemplo A entrevista, o debate, a reunião de trabalho são exemplos de realização do texto dialogal. Ainda nos Suplementos, o aluno poderá recolher informações relativas à bio-bibliografia dos principais autores cujos textos surgem no manual: . Agustina Bessa-Luís; . Marguerite Yourcenar; . Almeida Garrett; . Maria Alberta Menéres; . António Gedeão; . Saúl Dias; . Cecília Meireles; . Sebastião da Gama; . Eugénio de Andrade; . Sophia de Mello Breyner Andresen; . João de Deus; . Vergílio Ferreira. . Manuel Bandeira;BIOBIBLIOGRAFIA AGUSTINA BESSA-LUÍS Nasceu em Vila Meã (Amarante), em 1922. de Autores. Outras obras não mencionadas: O Romancista, novelista, dramaturga e autora de bio- Inseparável (teatro); Os Incuráveis, A Muralha, O Susto, grafias romanceadas. Inicia a sua fecunda carreira de O Manto, Os Quatro Rios, Canção Diante de uma Porta escritora com o romance Mundo Fechado, em 1948. Fechada, As Pessoas Felizes e As Férias (romance); Santo Todavia, a obra que começaria a impor o seu nome, António, Florbela Espanca, Sebastião José e Os Meninos de na nossa república das letras, é Sibila, que, em 1954, Oiro (biografia). obteria os Prémios Delfim Guimarães e Eça de Queiroz (...). Em 1984 recebeu o Grande Prémio VIANA, António Manuel Couto – Breve Dicionário de Autores Portugueses, Verbo Ed. do Romance e Novela, da Associação Portuguesa Em relação aos autores mencionados, são apresentados dados relativos àsua vida e obra, de uma forma clara e concisa. Pensamos que este conjunto debiobibliografias poderá ser pretexto para a elaboração, por parte dos alunos, detextos sobre outros escritores não abordados mas representados no manual.
  13. 13. Caderno do Professor 133. SELECÇÃO DOS TEXTOS Os textos que constituem o manual foram seleccionados considerando a faixaetária dos destinatários, os conteúdos e modos da disciplina, as competênciasgerais e específicas, as áreas não disciplinares do currículo, nomeadamente, aFormação Cívica, o Estudo Acompanhado, as TIC e os temas de abordagemtransversal. Tivemos ainda a preocupação de, a par da presença dos autores do Programa edaqueles que se exprimem em língua portuguesa, assegurar textos que remetempara a literatura universal: Umberto Eco, Gianni Rodari, Marguerite Yourcenar,Albert Jacquard, Luís Fernando Veríssimo e Michel Tournier. É de destacar a forte relação temática entre os textos e a sequência coerentepela qual se apresentam ao longo do livro. Por outro lado, uma leitura maisatenta dá conta da recorrência temática que se verifica ao longo da obra, demodo a sugerir o tecido intertextual em que se baseia.4. OBRAS PARA LEITURA ORIENTADA Da lista de obras para leitura orientada no 7.º ano, proposta pelo Programa deLíngua Portuguesa, seleccionámos as seguintes: . Dentes de Rato, Agustina Bessa-Luís; . O Cavaleiro da Dinamarca, Sophia de Mello Breyner Andresen; . A Estrela, Vergílio Ferreira; . A Fuga de Wang-Fô, Marguerite Yourcenar; . À Beira do Lago dos Encantos, Maria Alberta Menéres; . poemas de todos os poetas sugeridos. Para a abordagem destes textos procurámos diversificar a oferta em termosde actividades. No caso dos textos narrativo e dramático, apresentamos algunsexcertos que não dispensarão a leitura integral das obras, se o perfil da turma opermitir. Pensamos que as obras escolhidas, os seus temas e mensagens veicu-ladas vão ao encontro dos interesses e das preocupações dos nossos alunos.Paralelamente, o carácter universal e atemporal dos temas permite um trabalhoque contemple a implementação de estratégias articuladas com as áreas nãodisciplinares do currículo e com os temas transversais.5. O MANUAL E...5.1. As novas áreas curriculares não disciplinares Na concepção e elaboração de A Casa da Língua foram tidos em conta os pres-supostos e as finalidades do projecto de reorganização curricular do ensinobásico. No que diz respeito às três áreas curriculares não disciplinares – For-mação Cívica, Estudo Acompanhado e Área de Projecto –, o presente livro propõeactividades cujos objectivos se aproximam daqueles que norteiam as referidasáreas e pensamos que permitem o desenvolvimento de competências comuns.
  14. 14. 14 A CASA DA LÍNGUAFormação Cívica Trata-se de um tempo e de um espaço privilegiados para a realização da edu-cação para a cidadania, permitindo a formação de um cidadão que se pretenderesponsável, participativo na vida da comunidade, conhecedor dos seus direitose deveres, tolerante e crítico, com uma mentalidade aberta ao mundo, à inova-ção, ao diferente e diverso culturalmente. Muitos são os textos constantes domanual em que a temática subjacente se presta ao desenvolvimento destas ati-tudes e à promoção do perfil do futuro cidadão: . vejam-se as fábulas seleccionadas, cuja função pedagógica e moralizante é ancestral; . na página 40, pode-se encontrar uma proposta de trabalho de grupo que remete para a recolha de informação sobre diferentes culturas: Pág. 40 Da próxima vez que olhares para um espelho, demora mais uns segundos. Imagina que és um extraterres-tre que vê o corpo humano pela primeira vez. Quais são as suas características principais? (...) Quando olhas em volta, vês muitos seres humanos. Têm cores diferentes, desde quase branco até cor--de-rosa, castanho-claro, castanho-escuro e quase preto. Alguns são altos e outros são baixos, alguns são maislargos e outros são mais estreitos. Isto deve-se, em parte, ao facto de umas pessoas serem mais velhas e exemplooutras serem mais novas. O corpo cresce e modifica-se pela vida fora. No entanto, somos todos humanos,feitos com os mesmos ingredientes básicos. Se o extraterrestre conseguisse espreitar para dentro da pele,veria que por dentro somos todos muito parecidos. PARKER, Steve – O Corpo Humano. Uma visão espantosa de como somos por dentro!, Ed. Caminho . na página 51, a propósito do estudo de Dentes de Rato, nomeadamente das relações interpessoais da protagonista, propomos ao aluno que construa o “mapa” da sua vida – ao conhecer e avaliar a sua família, o seu grupo de ami- gos, ao identificar a rede de relações que existem no seu quotidiano, o jovem poderá reconhecer-se como parte integrante da mesma, com obrigações e um papel muito específico, essenciais à sua construção enquanto ser humano; . aquando da abordagem do texto “Um nome”, de Alice Vieira, julgámos perti- nente a análise da função de alguns cartões identificativos do aluno, como por exemplo bilhete de identidade, cartão de estudante, cartão jovem, etc.; ainda no âmbito do estudo deste texto, sugerimos um trabalho de pesquisa acerca de um facto da História recente de Portugal – a revolução de 25 de Abril de 1974; para a realização deste trabalho, o discente terá de operacionalizar e de desenvolver competências de áreas como o Estudo Acompanhado e as TIC.Estudo Acompanhado Com o intuito de estabelecer uma articulação entre a disciplina de LínguaPortuguesa e esta área, pensámos em actividades a desenvolver na sala de aulaque contribuirão para a consolidação de competências úteis para a aquisição demétodos de estudo eficazes. Assim, apresentamos: . instruções exactas de consulta de dicionários, de enciclopédias, de hiper- texto e gramáticas; . orientações de composição textual – história, carta, convite, resumo – de diversa natureza, função e destinatário e de interacção discursiva – debate; . diferentes técnicas de leitura – selectiva, em voz alta, em grupo – conside- rando contextos, destinatários e objectivos diversificados; . recolha de informação através da audição, daí a inclusão de registos radio- fónicos no CD áudio.
  15. 15. Caderno do Professor 15Área de Projecto A disciplina de Língua Portuguesa tem um papel estruturante e estruturadorquando se pensa em desenvolvimento de projectos, sobretudo num contextopedagógico. A variedade temática dos textos constantes do manual e a diversi-dade de actividades de complemento e enriquecimento cultural dão origem a inú-meras possibilidades de articulação entre esta disciplina e a Área de Projecto. Caberá ao docente da disciplina e aos docentes dos diferentes conselhos deturma a definição do tema ou temas/problemas a trabalhar com a turma.Pensamos que o presente manual poderá dar um importante contributo para odesenvolvimento desse mesmo projecto.5.2. Os temas transversais do currículo Os temas transversais do currículo surgem disseminados ao longo do manuale não foram alheios à selecção textual feita pelas autoras. Inúmeras actividadespropostas (de escrita, de trabalho de pesquisa, de leitura complementar) permi-tem explorar estas vertentes temáticas e podem ser trabalhadas em articulaçãocom outras disciplinas.Educação para a cidadania Pág. 253 MIGUEL – “Cor Primária”, in Público Magazine, Domingo, 04-06-95 LER (E VER) COM CABEÇA E CORAÇÃO 1. Qual é o tema da conversa entre estas duas personagens? 2. Quais as razões que o primeiro locutor (aquele que fala em primeiro lugar) aponta para demonstrar que o racismo é uma posição errada? 2.1. Consideras que o segundo locutor fica correctamente convencido de que o exemplo racismo está errado? Justifica a tua resposta. 3. Porque é que o autor desta banda desenhada optou por desenhar três caras na quarta vinheta (uma amarela, uma verde e uma roxa)?Educação sexual Na sequência da abordagem dos textos “Regresso à montanha”, de Sebastiãoda Gama (pág. 193), “Dor de alma”, de António Gedeão (pág. 194) e “O meu corpono espelho”, de Luísa Ducla Soares (pág. 196), propomos actividades que susci-tarão um exercício de auto-reflexão por parte do adolescente relativamente aoseu desenvolvimento pubertário, consoante a sua identidade sexual. É de destacar o facto de a sequência dos textos poéticos respeitar uma coe-rência temática, estando presentes nos primeiros textos os temas da infância,seguindo-se os da adolescência, da evolução do indivíduo ao longo da sua exis-tência, da idade adulta e da velhice, nos derradeiros poemas. Paralelamente,surge o tema amoroso, tão caro aos destinatários do manual e que poderá sus-citar uma abordagem ao nível das relações afectivas e dos comportamentos comelas relacionados, a partir da experiência dos alunos.
  16. 16. 16 A CASA DA LÍNGUAEducação ambiental eEducação para a prevenção rodoviária e segurança pessoal Podemos encontrar estes temas sobretudo na unidade referente ao texto narra-tivo. Vejam-se, por exemplo, as narrativas pertencentes ao património literário oral.Educação para a saúde Para documentar a presença deste tema na obra, podemos referir, na unidade EOutros Textos, a actividade de escrita sobre algumas doenças e suas causas.Pág. 268 A alimentação no tempo dos Descobrimentos No século dos Descobrimentos aconteceram muitas coisas aos portugueses, algumas boas e outras más. Graças a esse acontecimento os portugueses passaram a trazer para Portugal alguns produtos de outros países, principalmente produtos alimentares. Mas nessas viagens pelos oceanos os portugueses sofreram muitas doenças causadas pela falta de alguns alimentos. (…) As doenças no tempo dos Descobrimentos A época dos Descobrimentos, tão importante pelo contacto com culturas diferentes e pelo desenvolvi- mento que proporcionou ao país, trouxe novas doenças e problemas médicos. E, se a SIDA pode ser considerada a praga do século XX, a Peste Negra foi, sem dúvida, o espectro da morte do século XV. Seguiram-se muitas outras doenças como o paludismo, a cólera e o escorbuto, responsáveis por eleva- das taxas de mortalidade e pelo enfraquecimento geral da população. O escorbuto foi a principal causa de morte a bordo das naus portuguesas. (…) A geração de um novo mundo Os Descobrimentos portugueses permitiram o desenvolvimento de uma mentalidade científica e o novo gosto pela investigação. Neste contexto, não será de estranhar que algumas das especialidades médi- cas da actualidade tivessem o seu início nesta época (...). À semelhança do que aconteceu há cinco séculos atrás com a medicina de alto-mar tropical, a medicina aeronáutica é hoje considerada um ramo totalmente novo do conhecimento médico. A descoberta de novas terras e novos povos permitiu-nos, há quinhentos anos atrás, a descoberta de novas plantas e substâncias fundamentais no tratamento de algumas doenças. A única hipótese para as causas do escorbuto era o consumo excessivo de peixe salgado, biscoitos alte- rados e outros alimentos em más condições. exemplo Doenças como a sífilis, a cólera e a febre-amarela, tão comuns naqueles tempos, conseguiram sobrevi- ver até aos nossos dias, apesar do desenvolvimento da Medicina. http://educom.fct.unl.pt/proj/por-mares/alimentacao.htm5.3. As tecnologias da informação e comunicação Esta área não foi esquecida e em diversos momentos, no Guia do Professor,são referidos sites cuja informação é considerada útil e que poderá enriquecer aoferta pedagógica do manual. Quanto a actividades dirigidas ao aluno neste âmbito, elas surgem sobretudona unidade E, relativa a Outros Textos. São trabalhados textos com suportesdiversificados, como por exemplo as mensagens por telemóvel, o e-mail (éexplorada a sua recepção e produção, págs. 247, 248) e as páginas da Internet. Reconhecemos a importância e atracção que estes textos exercem nas activi-dades quotidianas dos jovens, daí o aproveitamento pedagógico dos mesmos.Apresentámos instruções de navegação, regras de elaboração de texto, glossá-rio específico da área e alertámos os alunos para alguns dos perigos da navega-ção na Internet. Por outro lado, procurámos promover, através de algumassugestões de actividades, uma visão crítica e consciente destas novas tecnolo-gias no que diz respeito às suas vantagens e desvantagens.

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