393 aula 09_movimentacao_e_armazenamento_de_materiais

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393 aula 09_movimentacao_e_armazenamento_de_materiais

  1. 1. MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS (MAM)
  2. 2. Definições ‰ MAM é a arte e ciência de mover, armazenar, proteger e controlar os materiais MAM visa fornecer a: ‰ Quantidade certa do material desejado ‰ Na condição correta ‰ No local correto ‰ No momento correto ‰Pelo custo correto ‰ Pelo método correto
  3. 3. Princípios da MAM Princípio da simplificação ‰ Planejar as operações de modo que o material que já passou por uma fase, se encontre no local e na posição desejados na fase seguinte ‰ Visa evitar os duplos manuseios
  4. 4. Princípios da MAM Princípio da utilização do espaço ‰O espaço de MAM é melhor considerado em termos de capacidade cúbica Princípio da gravidade ‰Sempre que existir uma diferença de nível – que pode ser projetada de propósito – considerar esse princípio
  5. 5. Calha para transporte dos assentos
  6. 6. Princípios da MAM Princípios da segurança e da ergonomia Tela de segurança nas laterais das prateleiras
  7. 7. Princípios da MAM Princípio da padronização ‰Desenvolver manuais / procedimentos com as melhores práticas de MAM ‰Reduzir variedade de contenedores e equipamentos de movimentação ‰ Facilita manutenção, reposição de peças, minimiza falta de peças (vale a pena manter peças de reposição em estoque)
  8. 8. Princípios da MAM Princípio da padronização
  9. 9. Princípios da MAM Princípio da flexibilidade do equipamento de movimentação ‰Um equipamento deverá ser capaz de fazer tantos diferentes trabalhos quanto possível ‰ Ex: ponte rolante x empilhadeiras ‰Tendo em vista o alto custo de aquisição, os equipamentos devem continuar sendo úteis em um horizonte de longo prazo
  10. 10. Princípios da MAM Princípio do tempo ocioso ‰O tempo de permanência do equipamento de movimentação nos locais de carga e descarga deve ser reduzido ao mínimo compatível com a operação ‰A unitização da carga contribui para esse princípio Maximizar o uso do veículo que puxa os vagões
  11. 11. Princípios da MAM Princípio da manutenção ‰Planejar a manutenção preventiva de todos os equipamentos de movimentação Princípio do custo do ciclo de vida ‰Os custos do ciclo de vida incluem todos os custos desde o planejamento da compra de um equipamento até que o equipamento antigo seja totalmente substituído ‰ Ex: custos de treinamento, testes, manutenção, descarte final, combustível,...
  12. 12. Unidades de carga ‰É a unidade a ser movida ou manuseada de uma só vez ‰ Implica em objeto muito grande para movimentação manual ‰Em alguns casos, uma unidade de carga é um item de produção, em outros é uma caixa contendo inúmeros itens da produção ‰A vantagem de usar unidades de carga é o aumento da capacidade de mover mais itens de uma vez, reduzindo número de viagens, custos de movimentação, custos de carga e danos ao produto
  13. 13. Movimentação manual x unitizada
  14. 14. Unidades de carga ‰ Buscar a integridade da unidade de carga ‰Encaixotamento, filme plástico ao redor da carga, cintas de amarração, não fazer pilhas de altura excessiva, aumentar aspereza do palete,... ‰Limites para o tamanho da unidade de carga ‰Fragilidade do material, resistência estrutural do pallet, capacidade dos equipamentos de movimentação, dimensões das prateleiras / racks, espaçamento entre pilares, dimensões de corredores e portas, dimensões das esteiras de movimentação (se houver esteiras), adaptação ao transporte intermodal
  15. 15. Exemplos de pallets A paletização é o método mais comum de construir unidades de carga Dimensões mais comuns dos pallets • 800 mm x 1000 mm •800 mm x 1200 mm •1100 mm x 1100 mm* (mais vantajoso) •1000 mm x 1200 mm •1200 mm x 1600 mm •1200 mm x 1800 mm É mais adequado à operação da empilhadeira por qualquer lado e tem o melhor aproveitamento da largura dos caminhões
  16. 16. Exemplos de amarração da carga e padrões de empilhamento A amarração da carga só é obtida com a formação de camadas desencontradas
  17. 17. Especificando a carga paletizada
  18. 18. Planejando a carga unitizada 1. Determinar a aplicabilidade do conceito de carga unitizada ‰ A movimentação é suficientemente longa e frequente para justificar a unitização? ‰ Os modos de transporte são adequados para movimentar cargas unitizadas? ‰ A carga unitizada será aceita pelo cliente? ‰ A mercadoria é transformável em carga unitizada (forma, tamanho, fragilidade,...)? ‰ Qual o custo de unitizar e desmanchar a carga?
  19. 19. Planejando a carga unitizada 2. Selecionar o tipo de unitizador 3. Estabelecer a origem e o destino da carga unitizada 4. Determinar o tamanho da carga unitizada 5. Estabelecer a configuração da carga unitizada 6. Determinar o método de unitização da carga
  20. 20. Equipamentos de manuseio de materiais Categorias de equipamentos ‰Contenedores e equipamentos de unitização (inclui paletizadores e despaletizadores) ‰Equipamentos de transporte ‰ Equipamentos de armazenagem ‰Equipamentos de comunicação e identificação automática
  21. 21. Equipamentos de transporte São distinguidos uns dos outros por características como: ‰ Grau de automação (o equipamento pode ser de operação manual) ‰ Padrões de fluxo (contínuo vs. intermitente) ‰ Caminho fixo ou variável ‰ Localização (subsolo, nível do piso, em altura) ‰ Capacidade de carga
  22. 22. Transportadores de caminho fixo ‰Usados quando o material vai ser movido frequentemente entre pontos específicos e há grandes volumes ‰ Uso de roletes é mais econômico do que esteiras lisas ‰Contudo, se os itens são irregulares, esteiras lisas são melhores ‰Calhas por gravidade são uma boa opção ‰A desvantagem é que os itens podem virar e bloquear a passagem
  23. 23. Transportadores com roletes
  24. 24. Calhas para materiais granulares
  25. 25. Monovia para carrinhos
  26. 26. Automated Guided Vehicles (AGV) ‰Veículo industrial sem motorista que segue caminho pré-definido ‰O caminho pode ser um simples loop ou rede mais complexa ‰AGV pode ser projetado para operar como um trator, puxando um ou mais carros, ou pode ser a própria unidade carregadora de cargas ‰Cabos-guia embutidos no piso emitem sinais de rádio frequência que são captados por antenas no AGV
  27. 27. AGV
  28. 28. AGV
  29. 29. Guindaste giratório Guindaste girátorio montado em pilar Guindaste girátorio montado na parede Guindastes giratórios são apropriados para cargas menores (100 kg - 5000 kg). Para manuseio de partes menores ou para transporte de material dentro de um posto de trabalho, guindastes giratórios são ideais.
  30. 30. Guindastes giratórios
  31. 31. Pontes rolantes Ponte rolante montada no teto Ponte rolante montada em pilares Pontes rolante montadas podem cobrir uma grande área dentro da fábrica e são adequados para cargas pesadas. Para manuseio de peças menores ou para transpore de material dentro da área de trabalho, este tipo de guindaste não é pratico
  32. 32. Guindaste giratório e ponte rolante Exemplo de instalação combinando ponte rolante e guindaste giratório
  33. 33. Veículos industriais
  34. 34. Exemplos de empilhadeiras Empilhadeira manual Empilhadeira elétrica Empilhadeira à combustão
  35. 35. Empilhadeira elétrica
  36. 36. EQUIPAMENTOS DE ARMAZENAMENTO
  37. 37. Carrossel vertical
  38. 38. Prateleira tipo cantilever
  39. 39. ƒ armazenamento pode ser feito diretamente na estante ou sobre pallets Prateleiras tipo cantilever
  40. 40. Prateleira de alta densidade ƒ Ex: armazenamento de chapas de metal
  41. 41. Equipamento móvel para armazenar peças de pequeno e médio porte no posto de trabalho
  42. 42. Equipamentos de identificação e comunicação automática ‰ Sistemas de código de barras. São compostos por: ‰Código de barras ‰Leitor do código de barras (por contato e sem contato) ‰Impressora do código de barras ‰ Código de barras é usado para identificação de cargas, local de estoque, contagem de inventário, rastreamento do material ‰Geralmente associados a receptores-transmissores de rádio frequência (RF) ‰ Permitem atualização das transações em tempo real
  43. 43. Benefícios ‰ Entrada manual de dados é eliminada (menos erros), pois eles entram no sistema no momento em que são escaneados ‰ Visão precisa dos níveis de estoque ‰ Ex: quando um embarque ocorre, caixas com códigos de barras são lidas e o inventário é atualizado imediatamente (não espera o final do dia para isso) ‰O atendimento ao cliente pode ser melhorado, pelo fornecimento de informações precisas sobre o tempo de espera e situação dos pedidos
  44. 44. Terminal de rádio frequência e leitor de código de barras de pulso
  45. 45. Planejamento de armazéns Funções de um armazém: ‰Abrigar estoque de matérias-primas ou produtos acabados para lidar com variações de demanda ‰Centros de distribuição ‰ Consolidar produtos de várias fábricas de uma mesma empresa, ou de várias empresas, para embarque conjunto a clientes comuns ‰ Encurtar distâncias e permitir rápida resposta às demandas dos clientes
  46. 46. Funções de um armazém
  47. 47. Recebimento e envio: arranjos possíveis
  48. 48. Usar docas para recebimento e envio
  49. 49. Docas perpendiculares ou angulares?
  50. 50. Cross-docking ‰O produto chega a um armazém e é despachado sem ir para o estoque
  51. 51. Cross-docking ‰O correio pratica o cross-docking a muitos anos ‰ Cargas de caminhão de cartas e pacotes chegam nos depósitos e são classificadas para rotas de saída ‰Também praticado por varejistas de produtos alimentícios de vida curta (ex: alimentos frescos, bolos, frutas e vegetais)
  52. 52. Requisitos mínimos para o cross-docking ‰O local de destino do produto precisa ser conhecido, já quando o mesmo é recebido ‰O cliente precisa estar pronto para receber o material expedido imediatamente (pedido confirmado) ‰As necessidades de controle de qualidade precisam ser mínimas ‰Não seria prático ter cross-docking quando grande parte do produto espera liberação do CQ
  53. 53. Cross-docking em instalações de manufatura Em uma abordagem tradicional, o produto iria da embalagem à estocagem
  54. 54. Planejamento do layout dos armazéns Princípios a serem considerados: ‰ Popularidade ‰ Similaridade ‰ Tamanho ‰ Características do material ‰ Utilização do espaço
  55. 55. Popularidade ‰ Os materiais mais populares (> número de transações de entrada e saída) devem ser estocados em locais que percorram as menores distâncias
  56. 56. Itens mais populares devem ser colocados em arranjos em profundidade Distância do ponto de referência Prof. de 1 unidade. Prof. de 2 unidades. Prof. de 3 unidades. Distância de A1 6 4 4 Distância de A6 1 1 1 Distância de B1 12 7 6 Distância de B6 7 4 3 Distância média percorrida 6.5 4 3.5
  57. 57. Popularidade Se os materiais entram e deixam a área de armazenamento em diferentes pontos e são recebidos e enviados na mesma quantidade (n. de viagens para receber é igual ao n. de viagens para expedir): ‰Nesse caso, os itens mais populares devem ser posicionados ao longo das rotas mais diretas entre os pontos de entrada e saída
  58. 58. Popularidade Se os materiais entram e deixam a área de armazenamento em diferentes pontos e são recebidos e enviados em diferentes quantidades ‰Nesse caso, os itens mais populares tendo a menor taxa recebimento / expedição devem ser posicionados próximos ao ponto de expedição * A taxa recebimento / expedição é a taxa entre viagens para receber e viagens para expedir um material
  59. 59. Exemplo Produto Viagens para recebimento Viagens para envio Recebimento/Envio A 40 40 40/40=1.0 B 100 250 100/250=0.4 C 200 400 200/400=0.5 D 30 43 30/43=0.7 E 10 100 10/100=0.1 F 250 125 250/125=2.0
  60. 60. Similaridade Itens que são recebidos e/ou enviados juntos, devem ser armazenados juntos ‰Mesmo se os itens não são recebidos juntos, é uma boa prática armazená-los conjuntamente se forem enviados dessa forma ‰ Ex: armazenar todas as partes do carburador próximas ‰ Ao realizar o armazenamento de itens similares na mesma área, minimiza-se o tempo de deslocamento para realizar o picking (buscar os itens indicados no pedido)
  61. 61. Tamanho Armazenar itens pequenos em espaços projetados para peças grandes é um desperdício ‰Por outro lado, é indesejável que itens grandes não caibam no espaço designando pelos outros princípios de estocagem (similaridade, popularidade) ‰Se existem incertezas a respeito do tamanho das partes, então o sistema deve ser projetado para se ajustar às necessidades ‰ Ex: variedade de tamanhos de prateleiras, racks de altura regulável
  62. 62. Características do material Alguns materiais requerem políticas de estocagem diferentes: ‰ Perecíveis: podem requerer ambiente controlado, por exemplo refrigeração ‰ Forma irregular: necessitam de armazenamento em espaço livre pois não podem ser colocados nos locais comuns ‰ Materiais perigosos (inflamáveis, ácidos,...) ‰ Segurança contra roubo de itens de valor ‰ Incompatibilidades (ex: manteiga e peixe em um mesmo ambiente refrigerado)
  63. 63. Utilização do espaço ‰ Ênfase excessiva em utilização de espaço pode levar à falta de acessibilidade aos materiais ‰ Corredores devem ser suficientemente largos e locados de forma que cada face de uma prateleira tenha acesso por corredores ‰ Corredores não deveriam ser posicionados ao longo de paredes, a menos que estas tenham portas
  64. 64. Boa solução (as setas indicam acesso às unidades armazenadas)
  65. 65. Modelos de armazenamento ‰ Armazenamento dedicado ‰ Armazenamento randômico ‰ Armazenamento dedicado baseado em classes ‰ Armazenamento compartilhado

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