VAMPIRE DIARIES BRASIL       Bonnie e Damon: Após o HorárioEssa é uma pequena e doce história com alguma violência. Não é ...
Bonnie McCullough digitou laboriosamente em seu laptop, enquanto liade um post-it cor de rosa coberto com uma pura letra r...
“Que favor?” agora o Sr. Breyer não estava sorrindo mais.       “Eu quero,” Bonnie parou, enquanto se permitia enfim ver o...
Poucos minutos depois, Bonnie ecoou alegremente “Boa noite, sr.Breyer” através da biblioteca, seguida pelo som da pequena ...
“Agora cale a boca e me deixe comer em paz. Nós teremos que tirar ocarro antes que seja tarde demais. É notável.”       A ...
trabalhar rápido. Ela pegou um livro, e o abriu no primeiro post-it rosa queencontrou.                                    ...
como se um canudinho tivesse chegado ao fim do copo “por horas. Bem agora.A gente poderia... brincar.”       Houve uma lon...
Rapidamente, de quatro, ela começou a se afastar da voz e da cadeira.Ela encontrou um canto escuro na seção infantil para ...
Ok. Não havia como Bonnie negar a verdade agora. Havia duas coisasno escuro com ela, e elas estavam se aproximando cada ve...
criatura que você obtém quando as combina era hedionda. Além de serem lisase peludas, com patas longas demais na frente e ...
Tick...       “Morte.”       Apesar de que todos os instintos de Bonnie diziam que correr era inútil,ela se virou para cor...
Juntando tudo, ela era um adorável pequeno ornamento, com finas veiasazuladas em sua pele naturalmente translúcida.       ...
Os olhos castanhos se arregalarem e as pupilas se dilataram com medo,então a garota deu olhadas rápidas pelo recinto e par...
dele, como se para agarrar o salvador impossível de se agarrar, Damon estavadesnorteado. Havia algo... algo irreal nesse m...
“Oh, você entende,” a garota respondeu, soluçando, e colocou a cabeçano ombro dele.       “Qual a época que você precisa? ...
Algo bem no fundo de sua mente a mandou olhar para trás.      Ela olhou, mas não viu nada além de um magnífico corvo preto...
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Bonnie & damon afterhours

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Bonnie & damon afterhours

  1. 1. VAMPIRE DIARIES BRASIL Bonnie e Damon: Após o HorárioEssa é uma pequena e doce história com alguma violência. Não é terrivelmente perturbador, mas esteja avisado... TÍTULO ORIGINAL: BONNIE & DAMON: AFTER HOURS AUTORA: L.J. Smith Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  2. 2. Bonnie McCullough digitou laboriosamente em seu laptop, enquanto liade um post-it cor de rosa coberto com uma pura letra redonda que incluiapequenos círculos sobre os i‟s: A Consciência de Uma Rainha. Era seurelatório de história, que iria determinar trinta por cento de seu primeirosemestre na matéria de História Européia. E ela tinha uma boa idéia para ele:original, de fácil entendimento, mas que provocaria reflexão. O que, de acordocom a sua teoria, teria sido da Inglaterra se Catarina de Aragão não tivessesido tão obediente ao marido que a havia renegado, e tivesse se aliado com aEspanha (o local de onde ela viera, em primeiro lugar) e então levasse essasforças combinadas com os ingleses que ainda eram leais a ela para a batalhacontra o exército de Henrique VIII. Ela fora aconselhada a fazer isso comfrequencia, e só recusava a levantar a mão contra o seu marido. Catarinapoderia ter sido capaz de estabilizar sua filhinha, Mary, sucedidamente comoherdeira, ao invés de deixar Henrique fazer tudo de seu jeito; e a segunda filhade Henry, Rainha Elizabeth, nunca teria nascido. Nada de Rainha Elizabeth!Nada de Sir Walter Raleigh! Nada de Império Britânico -- provavelmente, nadade América! Nada teria acontecido da forma que tinha acontecido, até os diasmodernos. Uma feroz e enorme pilha de livros de história se assomava sobreBonnie bem à sua direita. Uma pilha igualmente formidável se inclinava sobreela da esquerda. A maioria tinha post-its colados neles, aonde ela haviaencontrado evidências para corroborar as suas teorias. Havia apenas um problema, Bonnie pensou, sua pequena cabeça comcachos cor de morango se inclinando quase até a mesa da biblioteca. Orelatório era para o dia depois de amanhã, e tudo o que ela tinha era o título. De alguma forma ela tinha que combinar os fatos desses livros quetinham evidências para sustentar a sua teoria. Outros fatos estavam esperandopor ela pela internet, representado agora pela tela do computador alegrementeacesa na frente dela. Mas como, como fazer algo coerente à partir disso tudoem apenas dois dias? Claro, ela poderia pedir por um aumento do prazo. Mas ela podiaimaginar a expressão no rosto do Sr. Tanner se ela fizesse isso. O quanto ele aconstrangeria sem piedade na frente da turma. Eu posso ficar sem dormir por dois dias, Bonnie pensou resolutamente. Como se impulsionados pelo pensamento dela, as luzes da livraria seapagaram e então acenderam, e então repetiram o ciclo. Oh, não! Dez horas, já? E ela seriamente precisava de um pouco decafeína. Bonnie alcançou a bolsa ao seu lado, e então hesitou. Seus palpites,como sempre, eram bons. O Sr. Breyer veio andando, descendo pelo corredor,olhando para os compartimentos de estudo à esquerda e direita. “Porque... Bonnie! Você ainda está aqui?” “Aparentemente,” Bonnie disse, com uma risada nervosa. Tudodependia de suas habilidades como atriz agora. “Bem, mas a biblioteca está fechando. Você não viu as luzes?” Bonnietinha ouvido falar que o Sr. Breyer sempre cochichava dentro da biblioteca,mesmo antes do horário de abrir, e depois do horário de fechar. Agora elapodia confirmar que isso era verdade. “Sr. Breyer, eu quero te pedir um favor,” Bonnie disse, olhando para elecom tanta expressividade quanto pôde através de seus olhos castanhos. Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  3. 3. “Que favor?” agora o Sr. Breyer não estava sorrindo mais. “Eu quero,” Bonnie parou, enquanto se permitia enfim ver o rosto do Sr.Breyer, “ficar na biblioteca durante a noite.” O Sr. Breyer estava sacudindo a cabeça. “Sinto muito, Bonnie. Mas a livraria fecha às dez, sem exceções. Achaque é a única que me pediu?” O Sr. Breyer ficou meio ausente e murmurou porum momento, como se estivesse contando. “Porque você é a vigésimaestudante a me fazer essa mesma pergunta.” Ele parecia tirar um pouco deconforto da precisão. Ele estava pegando a mochila dela para lhe dar. Bonnierapidamente a pegou, preocupada que ela pudesse esparramar seu conteúdo.“E eu disse a todos esses que me perguntaram isso o que eu vou dizer paravocê: „a biblioteca fecha às dez, mas amanhã é outro dia.” “Não, para mim não é!” Bonnie sentiu lágrimas de verdade fluírem paraos seus olhos e sobre suas bochechas. “Oh, Sr. Breyer, eu não sairei até oamanhecer. Eu estarei trancada aqui” -- com todos os fantasmas e sombrasassustadoras, a sua mente adicionou involuntariamente - “tão segura quanto...quanto possível. Até amanhã de manhã. Nada pode me alcançar.” “Mas pense na sua pobre mãe...” Bonnie sacudiu a cabeça. “Ela pensa que eu estou na casa de umaamiga.” “Oh, nossa,” - sob as luzes brilhantes da biblioteca, o Sr. Breyer pareciaestar considerando. Ele até sorriu. “Nós costumávamos fazer o mesmo quandoéramos crianças,” ele murmurou. “Dizer para um pai uma casa, e para o outro,a primeira casa. Nós chamávamos isso de „álibi duplo‟, ou às vezes de„revelação dupla‟.” Ele estava quase radiante. “Então você vai me deixar ficar?” Bonnie olhou para ele pateticamente. “O que? Oh, não. Não. Nunca. Era uma coisa muito repreensível a sefazer, e nós éramos pegos e duramente punidos por isso,” o Sr. Breyer disse,parecendo que esta memória era tão prazerosa quanto a outra. “Não, Bonnie,” o Sr. Breyer disse, “Estou certo de que você podepesquisar em casa. Há mais na internet do que há em todos esses livrosjuntos,” ele disse, agitando uma mão para os livros que Bonnie tinha atulhadocom post-its para marcar passagens à favor de sua teoria sobre Catarina deAragão. “Mas você tem que sair da biblioteca agora. Agora! Já se passaramseis minutos desde as 10!” Ele parecia horrorizado com seu próprio atraso. Tudo bem. Quando o plano A não funciona, vá para o plano B. “Ok, Sr.Breyer. Você não pode culpar uma garota por tentar. Só me deixe pegar o meulápis, e o meu boneco Elmo da sorte” - este era um pequeno boneco deventosa que Bonnie sempre tinha com ela quando ia estudar ou fazer provas,“E eu irei ao banheiro, e então vou pra casa.” “Os banheiros estão fechados,” o Sr. Breyer olhou para o rosto molhadode lágrimas de Bonnie, desconfortável. “Mas eles não trancam. Eu acho quevocê pode ir.” “Obrigada, Sr. Breyer,” disse Bonnie, olhando para ele com tantaexpressão, como se esse favor fosse tão importante quanto deixá-la ficardurante a noite. Ela balançou sua bolsa sobre um ombro e deixou o recanto deestudo. Ela também deixou uma bagunça de papéis amassados, tocos de lápise velhos copos de isopor que ela sabia que o Sr. Breyer não conseguiria resistirpara levar para o lixo. Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  4. 4. Poucos minutos depois, Bonnie ecoou alegremente “Boa noite, sr.Breyer” através da biblioteca, seguida pelo som da pequena porta da bibliotecase fechando. O Sr. Breyer respondeu “Boa noite, Bonnie.” Ele verificou,entretanto, enquanto fechava as portas da frente da biblioteca, de que obrilhante caro verde que Bonnie sempre dirigia tinha saído do estacionamento. Bonnie, que havia rastejado de volta depois de “sair” audivelmente, seempoleirou novamente sob seus pés em um assento de um dos toaletes nobanheiro feminino, esperou até que as luzes se apagassem. Isso precisou deum tipo de coragem que ela raramente alcançava. Tremendo, com lágrimasainda escapando de debaixo de suas pestanas, ela imediatamente quebrou aRegra 1 de seu plano B ao ligar a lanterna poderosa que ela tinha em suamochila sem contar até sessenta. Então a escuridão estava suportável - quase.Mas ela conhecia a rotina do Sr. Breyer das últimas duas noites, quando elatinha observado a biblioteca depois de estudar, e ele saía e ia direto para casa,como se fosse automático. Assim que ela acendeu a lanterna, ela saiu da cabine e acendeu umadas luzes do banheiro. Isso a fez se sentir muito melhor. E quando ela acendeuas luzes na área do computador nos fundos da biblioteca, ela sabia que estavasegura. Vá embora! Ela disse para uma preocupação que não queria sair de suamente. Você conseguiu! Você está bem! Agora tudo de que você precisa é deum pouco de cafeína... Ela arranhou a sua mochila, procurando uma garrafatérmica que estava cheia do café mais forte que ela conseguira fazer aoamontoar colheres de sopa de café instantâneo - e engoliu dois No Dozes(n.d.t.: Um tablete de cafeína) só para se garantir, enquanto tomava um gole.Agora você está pronta para uma longa, longa noite com esses livros dereferência. Bonnie tirou seus sapatos, destravou o seu computadordeterminadamente, e foi ao trabalho. ***** Do lado de fora, havia duas sombras escuras debruçadas sobre algoquebrado e sem movimento no chão. “Viu?” uma delas perguntou, em uma voz gutural. “É melhor vir aonde aslinhas de Poder se cruzam no chão. A carne é mais doce.” “Eu vejo,” a segunda disse, e a sua voz era espessa, porque a sua bocaestava cheia de... alguma coisa. “As linhas dão Poder para força vital humana.” “Carne doce - há mais doce, esperando pela gente ali,” riu a voz gutural.“Eu sei todas as regras desta biblioteca. A pequena ruiva terá que sair doprédio antes que amanheça.” Houve um som de algo sendo roído. “Depois dessas mortes, teremosque ir para longe,” a segunda voz sussurrou. “Eles não nos caçar como cães;eles vão encontrar o nosso cheiro.” “Eles não irão,” a voz gutural respondeu. “Eles podem pegar o nossocheior, mas eu comprei uma poção de ervas que irá confundir os cães. É bemsimples - um cheiro forte que nós soltamos quando chegarmos a uma multidão.Depois disso, todo mundo anda na opçção - e o nariz do cachorro é vencido.” A voz que roía deixou sair uma risada chiada. “Você deveria saber,irmão! Você deveria saber sobre cães!” Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  5. 5. “Agora cale a boca e me deixe comer em paz. Nós teremos que tirar ocarro antes que seja tarde demais. É notável.” A voz que roía se calou. O seu dono não queria dizer que havia umsentimento de dificuldade - de preocupação - no fundo de sua mente. Isso seriaestúpido. Eles seriam lobisomens vadiando livres no mundo humano, em umacidade em que ninguém os conhecia, ninguém tinha razão para temê-los, eacima de tudo, ninguém tinha razão para suspeitar do que eles realmenteeram. Eles eram invencíveis. ***** Apesar da luxúria de enfiar os seus pés na espessa pilha de carpetepeludo (logo debaixo de uma placa que dizia “SAPATOS DEVEM SERUSADOS O TEMPO TODO”), Bonnie tinha um sentimento evanescente dedificuldade que não queria ir embora. Ela não sabia o que era. Ela sabia - ela podia sentir, de alguma forma -que não havia ninguém na biblioteca. Mas ainda assim, no fundo da sua mente,ela estava inquieta. No fundo de sua mente... hey, era isso! Toda aquela escuridão atrásdela. Bonnie realmente odiava escuridão. Ela conhecia muito bem as coisas que ela podia imaginar que poderiamsair dela. Apesar de que sua mente racional tinha aceitado que não existiamessas coisas de vampiros, bruxas, lobisomens e por aí, ela não tinha muitacerteza sobre os fantasmas. Ela tinha visto alguns poucos fantasmas em suavida e era difícil esquecê-los como se fossem remanescentes de sonhos. Você não deveria ter pegado aquele livro de espiritualismo, sua menteralhou com ela. Deu a você todo tipo de idéias. Agora, em algum lugar aíembaixo, você realmente acredita que é psíquica. Graças a Deus que você nãocontou isso para ninguém. O que Caroline e Meredith diriam? O que Raymond,seu atual namorado, diria? Mais importante, o que Elena diria? Mas a vovó MacLachlan, que sempre sabia aonde encontrar chavesperdidas e controles remotos da televisão desaparecidos, e que sempre sabiaquando o telefone ia tocar - ela tinha olhado gravemente para a mão de Bonnieem sua última vista através do Oceano Atlântico. “Uma vida cheia de animação,” ela tinha dito, lenta e pensativamente,“mas não uma vida de estabilidade. E você tem a Visão, minha garota. Muitomais do qualquer MacLachlan antes de você. Adicione a isso os talentos dosMcCullough, e...” Ela olhara afiadamente para Bonnie, que na idade de trezeanos preferia estar brincando com as amigas, ou olhando os garotos. “Vocêsabe do que eu estou falando, garota?” Bonnie tinha sacudido seu cabelo vermelho e esvoaçando, olhandopara os olhos graves, velhos e cinzentos que normalmente estavam pensandocom deleite sobre as suas netas, ou olhando pacificamente para algumapaisagem distante. Agora aqueles olhos cinzentos estavam ninhando e sepreocupando com Bonnie. “Não,” vovó dissera, “Você não sabe nada sobre isso agora. Massaberá, garota. Enquanto você ainda é uma mocinha, você saberá.” Bem, Bonnie interrompeu a sua própria meditação, eu não tenho tempo para“saber” disso agora. Eu tenho que “saber” Catarina de Aragão. E eu tenho que Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  6. 6. trabalhar rápido. Ela pegou um livro, e o abriu no primeiro post-it rosa queencontrou. ***** A figura que pertencia à voz gutural e a figura que pertencia à voz queroía estavam deitadas de costas, repletas, mas incomodadas em suas mentes.“Eu gostaria de ver a garota dentro desse prédio agora,” a voz que roíareclamou. Houve o som de um golpe afiado. “Você quer estragar tudo, depois de toda nossa pesquisa?” perguntou avoz gutural, exigente. “Você quer, talvez, quebrar uma janela, disparar umalarme? Bem, vá em frente - você não terá nem um pouco de ajuda minha. Euserei apenas um rosto na multidão. Você terá a culpa completa, pelo garoto epela garota.” A voz que roía fungou, “Eu não quis dizer fazer algo com a biblioteca. Eusó queria dar uma farejada nas janelas e portas.” Houve um som de outra bofetada afiada e um lamento. “Eu conheço assuas farejadas,” rosnou a voz gutural. “Elas terminam com patadas ebisbilhotadas e vidro quebrado, e então você dirá, „Bem, já que a janela jáestava quebrada, eu vou entrar.‟ Idiota!” Por um tempo, não houve barulho, a não ser o som de um osso sefragmentando e uma sucção, como se o tutano estivesse sendo retirado. “Desta forma nós entraríamos em problemas?” a voz que roía perguntou emfim. O golpe no nariz de seu dono não fora apenas doloroso, mas tambémincapacitante. Quem poderia cheirar com um nariz cheio de sanguecoagulando? O roedor o esfregou com ternura. “Eu te avisei mais de uma vez! Nós estaremos no próximo condado -droga, no próximo estado, antes que dêem por falta da garota. Nós teremosbastante tempo para correr!” Houve uma pausa, e então a voz do roedor disse lentamente, “Mas -quem virá abrir a biblioteca? Tem um alarme...” “A mulher, seu idiota! Nos dias de semana, o homem vem primeiro eabre as portas. Nos finais de semana, a mulher vem e abre. Depois doamanhecer, ela virá, e nós teremos ela e a garota. Nós vamos fazer a mulherabrir a porta, e então forçar ela e a garota a entrarem no nosso carro. Mortasou vivas, elas virão conosco, e nós estaremos confortavelmente seguros emalgum lugar, bem antes que alguém sinta falta delas. Nas sextas feiras, não hámuitos estudantes que vêm direto para a biblioteca.” Houve uma pausa. Então, quase timidamente, o roedor disse, “Mas e sealguém vier com a mulher?” “Dividir para conquistar. Não seria a primeira vez que nós pegamos três.”O da voz gutural estava claramente cansado de perguntas. “Mas...” “Mas, mas, mas! É bom que essa pergunta seja boa, ou eu vou te darum chute na bunda!” Uma pausa momentânea, e então, lentamente: “Mas... o homem trancoua porta. Ele deve der a mesma chave que a mulher. Nós poderíamos desligar oalarme. E então poderíamos dar a garota por...” houve um som de sucção, Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  7. 7. como se um canudinho tivesse chegado ao fim do copo “por horas. Bem agora.A gente poderia... brincar.” Houve uma longa pausa, e então a voz gutural falou de novo. Elaparecia menos chateada, até um pouco menos áspera quando respondeu,“Não é má idéia. Pode significar que tenhamos que desistir da mulher..” “Mas a garota!” o lobisomem com a voz roedora disse. “Ela será tão doce... eos jogos que faremos na escuridão...” Houve um som que sugeria que eleestava babando. “Tudo bem! Tudo bem!” a voz gutural disse. “Mas primeiro, temos queachar as chaves, Senhor Esperto.” “Eu já as tenho!” O roedor disse, de forma triunfante. “Viu como eupensei tudo isso. Deveríamos nos Transformar?” “Vamos ficar assim, meio transformados,” a voz gutural respondeu e deusua risada. “Quando elas nos vir assim, vai enlouquecer de medo! O roedor soltou sua risada baixa e rosnada. “Nós podemos brincar democinho e vilão. Ela correria direto para os nossos braços.” “Ela irá gritar,” constatou o da voz gutural, “Gritar e implorar. E nenhumaajuda virá. Nenhuma ajuda.” Ele retirou a chave do rosnador e então foi lentamente para a biblioteca.Então ele colocou a chave na porta. ***** Tick. Bonnie não podia ver nada, não podia ouvir nada agora, vindo da frenteda biblioteca, mas tinha certeza de que tinha ouvido um “tick”. O que isso poderia significar? Não havia luz sendo acessa, seja daslâmpadas ou de uma lanterna, e isso seria a primeira coisa que um professorou zelador faria, não era? Acender algum tipo de luz. A não ser que a pessoanão estivesse vindo assegurar que as regras da escola estavam sendoobedecidas. A não ser que tivessem vindo atrás dela. Bonnie não acreditava em fantasmas, não de verdade. Mas dentro desua mente, havia centenas de portas trancadas, cada uma prendia atrás de sium monstro. Eles eram monstros que ela tinha prendido atrás de portas firmesquando era criança, mas à noite... à noite eles tendiam a sair. E também foi o que fizeram os próprios instintos de Bonnie, comoaqueles de um gato. Na verdade, quando os monstros abriam as suas portas esaiam atrás dela, ela se tornava mais animal do que humana. Elasimplesmente deixava seus próprios instintos a levarem aonde quer que elesquisessem. A lâmpada que ela acendera se apagou. E os instintos de Bonnie, em dois movimentos, a colocou três metrospara a direita. Bonnie pousou de quatro. Alguma coisa havia aterrissado nacadeira. E tinha deixado a cadeira em pedaços. “Ei, garota... venha por esse caminho. Tem uma saída!” sussurrou umavoz que soava humana. Na verdade, soava como se fosse um garoto legal, nãomuito mais velho do que Bonnie. Mas Bonnie tinha um instinto - era muitacoincidência que um cara legal entrasse junto com um monstro. Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  8. 8. Rapidamente, de quatro, ela começou a se afastar da voz e da cadeira.Ela encontrou um canto escuro na seção infantil para se defender. Leve esuave como uma folha na primavera, ela escorregou para debaixo da mesa.“Seu... seu monstro,” a voz legal estava dizendo. “Leve-me! Só deixe a garotafora disso!” “A carne é doce,” cantou a voz terrível - um som como ossos sendoroídos. “E o cheiro de medo aqui perto também é.” A voz começou a ririnsanamente. “Eu não tenho medo de você,” a voz legal disse. E então suspirou denovo “Venha, garota. Na direção da minha voz.” Bonnie não se moveu. Não porque ela não confiasse na voz legal -apesar de que ela não confiava. Ela não se moveu porque não conseguia.Seus músculos idiotas estavam congelados. Meredith estava certa, Meredith estava certa. Porque Meredith sempreestava certa? Mas quando encontrassem Bonnie, Bonnie seria apenas umapilha de ossos quebrados e polidos, e Meredith só saberia então que Bonnieapenas tinha fingido ter sido convencida de que passar a noite na biblioteca erauma idéia realmente estúpida. Bonnie era boa em falar rápido - até mesmo sozinha. Tudo isso sepassou em sua cabeça antes que os ecos da voz legal tivessem desaparecido.Ela estava encravada no canto agora, sob a mesa, protegida em três ladosmas extremamente exposta no quarto, e ela não tinha arma nenhuma. Timidamente, como aranhas que ela mandou para missões em direçõesopostas, ela tateou com seus dedos. Ela sabia que o Sr. Breyer e a Sra. Kempsempre mantinham o que podiam ver na biblioteca imaculado. Ela tambémsabia que os dois eram míopes que havia um tesouro de lixo debaixo dasmesas da biblioteca. Depois de um momento, sua aterrorizada mão direita entrou em contadocom algo que rolou levemente e era alto e curvado e - oh, Deus, era apenasum velho copo de plástico, um grande, com certeza, McDonald‟s Extra Grande,mas o que aquilo faria contra um inimigo? Cuidado! Ou você sentirá a irá domeu copo de plástico! Mas a sua trêmula mão esquerda fez uma descoberta válida. Umarégua. E não qualquer régua, mas uma de aço. Apressada, ela trocou osobjetos nas mãos, ao mesmo tempo em que a voz legal alcançava o fim damesa à sua direita. “Rápido,” ele sussurrou, “pegue a minha mão agora.” De jeito nenhum que Bonnie iria pegar a sua mão em qualquermomento, mas especialmente não agora que a voz tinha assumido umaqualidade glutinosa e viscosa, como se ela estivesse tentando não salivar. “Nós estamos aquiiiiiii,” disse a voz que roía, da esquerda. Ela pareciaestar chegando cada vez mais próxima, no mesmo ritmo da voz legal. E então houve um som vindo da mesa. O barulho soou à sua direita. O barulho soou à sua esquerda. Como se um pedaço de osso afiado, ou uma garra, estivesse batendoem cima da mesa. Tick. Tick. Tick. Os barulhos estavam mais próximos. Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  9. 9. Ok. Não havia como Bonnie negar a verdade agora. Havia duas coisasno escuro com ela, e elas estavam se aproximando cada vez mais, e ela maupodia ver através das duas cadeiras infantis pelas quais ela passara antes deentrar sob a mesa. Algo estava estranho, ela percebeu de repente. Quando elatracejara para debaixo da mesa, ela não fora capaz de ver nada - fora umacorrida cega e instintiva. Agora ela podia ver, ainda que muito levemente, porcausa das janelas altas da biblioteca. Isso queria dizer que ela podia vervagamente o caminho da saída. Mas ela seria capaz de apostar que as duas coisas podiam ver muitomelhor no escuro do que ela. Eles sabiam exatamente onde ela estava. E essepressentimento foi terrivelmente confirmado quando o “tick” seguinte veio dascostas de uma cadeira - mais baixa do que a mesa. Eles te acharam. Tick. Tick. Ainda mais baixo. Eles podem te ver. Tick. Tick. Tick. Em um minuto, eles irão tirar de você o seu único caminho de fuga... Tick, Tick. Tick... “Saia,” a voz “legal” disse, e agora ela não estava maisfingindo ser legal, mas estava gutural e rascante. “Saia e brinque... ou devemosentrar e pegar você?” SAIA! A mente de Bonnie gritou para ela. “Eu conheço alguns jogos legais, para jogarmos junt--” SAIA AGORA! Bonnie se atirou pela abertura entre as cadeiras como um coelhoatravés de um campo. Enquanto fazia isso, ela arremessou as duas mãos parafora, de forma selvagem e histérica, sem saber o que esperava fazer com osobjetos, mas as impulsionando para fora do mesmo jeito. Meredith uma vez tentara explicar para Bonnie que respostas de pânicocomo essas tinham um propósito. Quando uma mente consciente não sabe oque fazer, ela recorre ao pânico - tentando comportamentos que nenhumamente sã conseguira criar. Isso ocasionalmente resultava na descoberta de umcomportamento novo e útil, Meredith dissera. Bonnie nunca tinha entendidoaquilo muito bem, mas agora ela via isso em ação. Quando Bonnie atingiu o espaço entre as cadeiras, ela arremessou ocopo plástico com toda a sua força para a esquerda e isso acertou olobisomem que roía, com seu longo focinho fechado. A força do arremesso deBonnie fizera o copo parar subitamente na mandíbula do animal, fechando aboca dele em seu interior. Com sua mão direita, Bonnie deu uma cutilada com toda a força usandoa régua de aço, acertando o lobisomem da voz rasgante através de um olho.Ele deu um uivo gritado e caiu para trás. E então tudo ficou branco. Tudo ficoubranco porque alguém - um dos dois monstros, Bonnie pensou - haviaacendido a luz. Eles não tinham mais o que ganhar com a escuridão, entãoeles podiam revelar suas formas verdadeiras. Bonnie não podia evitar - não, ela realmente não podia evitar - dar umaolhada para trás para ver suas formas verdadeiras. Eles eram hediondos. E eles eram claramente lobisomens. Bonniepensou que lobos eram lindos, e que algumas pessoas eram lindas, mas a Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  10. 10. criatura que você obtém quando as combina era hedionda. Além de serem lisase peludas, com patas longas demais na frente e atrás, seus lindos rostos delobos eram horrivelmente combinados com a circunferência de um crâniohumanóide, e olhos na frente, como os de uma pessoa. Eles ficavam meioagachados, mas Bonnie podia dizer só de olhar que eles eram vigorosos, feitospara correr. Para caçar. Para matar. Até o momento, entretanto, eles estavam parados. “Como você fez isso?” um deles exigiu em uma voz gutural. Ele estavaolhando com seu olho bom para a lâmpada acima. O outro não podia dizer nada, apesar de que uma espuma brancaborbulhou em volta de sua boca. Seu longo fucinho estava bem preso no copoplástico, e apesar de que seus músculos estivessem fazendo um grandeesforço, eles não pareciam nem de perto funcionar para se abrirem. Pareciaum pouco bobo com o nariz no copo, tentando rosnar e morder o plástico, masainda era assustador o suficiente quando Bonnie viu um cinza brilhante diantede seus olhos. Oh, não, não... Acabou. Ela ia... Ela ia desmaiar. “Tire-o, idiota,” a voz gutural disse, e o primeiro lobisomem caminhou atéo outro. Ele fechou a pata da frente em torno do copo e puxou. Levou poucotempo, uma vez que o copo tinha se tornado escorregadio com a saliva doprimeiro lobisomem. Bonnie viu as pessoas que amava passando à frente do cinza cintilanteque era o seu campo de visão: Mamãe, sua irmã Mary, e Meredith e Elena,claro, e Caroline - mais ou menos, e seu namorado Raymond, e MattHoneycutt, que era um grande quarterback com seus cabelos louros, e Stefan,o cara novo e maravilhoso que Elena estava tentando pegar, e o garoto quesentava atrás dela neste ano em sociologia... “Luz demais,” chorou o lobisomem que estiver fingindo ser legal. “Quemacendeu a luz?” Ele tinha olhos azuis, o que o fazia muito mais hediondo doque o outro. Os olhos azuis eram leves demais para estarem bem em cima de de um focinho de lobo - o tanto que aquilo era errado era doentio. “Cale a boca,” rosnou o outro. Ele tinha garras negras ao invés deunhas, e agora ele bateu uma delas contra uma prateleira de metal paraproduzir o som que Bonnie ouvira antes. Tick. Seu rosto era horrendo por causa da ferida que havia cortado umdos olhos quase ao meio e que tinha coberto o seu peito de sangue. “Vá em frente e olhe,” ele disse para Bonnie, na sua voz lenta, profundae gutural. “Eu já estou me curando. Você não fez nada além de me irritar, e eujuro que esse foi um erro ruim. Você vai morrer... lentamente. Você vai meimplorar para morrer, antes de morrer.” “Sim, sim, hora de começar os jogos,” disse o outro lobisomem, que nãoparecia muito são em sua sede por sangue. Tick... “Lentamente.” Ambos os lobisomens deram um passo na direção dela. Ambos os lobisomens deram outro passo. “Dolorosamente.” Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  11. 11. Tick... “Morte.” Apesar de que todos os instintos de Bonnie diziam que correr era inútil,ela se virou para correr. E instantaneamente foi pega pela cintura e imobilizada. ***** “Agora, agora,” Damon disse e pegou a donzela ruiva que estavafugindo quando ela começava a correr pela prateleira em que ele estivera,deixando os seus próprios olhos ajustados para a noite se acostumarem à luz.Eles estavam bem agora, mas tinha levado um tempo. “Pronto, pronto.” Ele saiu da prateleira, ainda segurando a garota, e então deu a todos umsorriso brilhante, que ele desfez imediatamente, como uma vela sendoapagada com água. “Três podem ser uma multidão,” ele disse para a garotaaterrorizada e quase desmaiada em seus braços, “mas quatro é o suficientepara uma rodada de brida, não é?” “Seu sanguessuga--” começou o lobisomem de voz gutural, enquantoDamon colocava a garota quase desmaiada cuidadosamente em uma cadeira,amontoando alguns papéis na mesa para garantir que ela não machucaria acabeça se desmaiasse. Danos na cabeça podiam ser perigosos e podiaminterferir na capacidade dela de admirá-lo. “Agora, então, deixe-me adestrar esses dois por um momento,” Damondisse para a garota, e adicionou “Cachorro mau! Não! Senta!” para oslobisomens. Ele então graciosamente foi para trás das criaturas antes que elaspudessem se mover e pegou cada uma delas com uma mão pela nuca. Noinstante seguinte, ele as estava arrastando pela porta, aonde ele triturou comuma mordida o pescoço de cada um. Eles se transformaram de volta a suasformas humanas depois disso, e humanos sem reputação e baixos. Seu cheirode humanos era quase tão ruim quanto o seu cheiro rançoso de lobisomens, eisso dizia muito. Damon cuspiu algumas vezes, limpou sua boca e endireitou eescovou seu suéter de casimira com as mãos antes de voltar para dentro, paraver a sua donzela. Ela estava fracamente tentando se levantar, os seus olhosna régua de aço ensangüentada no chão. “Agora, agora. Pronto, pronto. Agora, pronto,” Damon disse, aimpedindo de pegar a régua. “Você fez um bom trabalho com ela, mas vocênão precisa mais dela. Eles estão no paraíso dos filhotes agora. Bem, noinferno dos filhotes, provavelmente, mas você não precisa mais se preocuparcom eles, e é esse o ponto.” A donzela, que era excepcionalmente frágil e bonita e tinha, para umvampiro, a mais bela feição de todas, um pescoço excepcionalmente longo edelicado, estava olhando para cima, para ele expressivamente. Isso era bom,que ela fosse baixinha. Damon não se importava muito com garotas altasporque ele não era muito alto. Ela também tinha - você não poderia deixar deperceber - olhos particularmente grandes em seu pequeno rosto em forma decoração, dando a ela a aparência de uma gatinha. Eram claros olhoscastanhos, com um anel escuro na borda externa da íris, e então um anel bemclaro, como se luz os estivesse iluminando no meio, e então outro anel escuroem volta da pupila. Seu cabelo era da cor de um morango e se cacheavasuavemente por toda a sua cabeça de um modo que te fazia pensar “fada”. Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  12. 12. Juntando tudo, ela era um adorável pequeno ornamento, com finas veiasazuladas em sua pele naturalmente translúcida. Damon sorriu para ela, não se incomodando em esconder seus caninosalongados. “Oooh,” a donzela suspirou, olhando para Damon de seu cabelo escuroe sedoso até os seus pés elegantemente cobertos por botas, no tempo de umabatida de coração. “Oooooh. Maravilhoso.” “Desculpe?” “Eu quis dizerr: ooooh, você me salvou!” “Bem, eu ajudei,” disse Damon, com um senso de modéstia muitoprofundo e falso. “Ooooh, eles eram monstros.” “Bem, eles não são mais um perigo,” disse Damon. “Ooooooh, eles iam me comer!” Damon se perguntou se deveria gemer antes de falar, da forma como agarota fazia. Talvez fosse uma coisa de dialeto regional. Ele queria deixá-laconfortável. “OOH!”, ele disse, de uma forma um pouco mais violenta do queprentedia, e a garota se contraiu de susto nos braços dele, seus olhoscastanhos ficando enormes. “Sim, eles eram,” ele concordou cordialmente. “Oh, meu Deus,” disse a garota, esquecendo de fazer “Oooh”. “Quem évocê? Você não iria tirar vantagem de uma garota indefesa num momentodesses, iria?” Ela adicionou, e fechou os olhos. “Oh, bem, talvez só um pouco,” Damon disse jovialmente, olhando paraas adoráveis veias cor de lavanda no pescoço dela. “Ooooooooh.” Damon ficou olhando para a donzela, percebendo desconfortável queela pesava quase nada em seu braço, que a sua pele tinha o brilho d apele deum bebê, e que, levando tudo em consideração, ela parecia mais uma criançado que uma donzela. Ele limpou a garganta. Os olhos castanhos se abriram. Eles não só eramincomumente grandes, mas realmente vastos, transmitindo à sua dona umaaparência infantil. “Sim?” ela disse, parecendo desapontada, o que não fez nadaacontecer com os caninos de Damon. “Ah,” ele disse. Ele tentou passar um pouco da veludez da noite em suavoz. “Um. Você sabe o que aquelas duas coisas eram?” “Oooooh, sim. Eles eram oooooh lobisomens.” Ela estremeceu. “Então vocês têm muitos lobisomens por aqui?” “OooooooooooOOh! Não!” “Ah,” disse Damon, que tinha se assustado um pouco no fim dessegemido. “Bem. Eles eram definitivamente criaturas da --” “--ooooooh, noite!” “E ah, o que você sabe sobre qualquer outras criaturas da noite?” “Ooooh, lobisomens e vampiros e bruxas e fantasmas e demônios esúcubosi, e íncubos e elfos ruins e diabinhos e, oooh, criaturas fedorentas eluzes fantasmagóricas, e oooooh--” Damon saltou naquele gemido estratégico. “Ok, vamos pegar esses,volte no começo e fale o segundo de novo.” Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  13. 13. Os olhos castanhos se arregalarem e as pupilas se dilataram com medo,então a garota deu olhadas rápidas pelo recinto e para o teto. “Bru... bruxas?” ela vacilou. “Eu conheço uma - conheci uma - que nãotinha nada de maldosa. Ela era minha avó e sabia que ia morrer, porque meenviou meu presente de aniversário um mês mais cedo e o--” “Pare!” disse Damon. A garota tinha uma voz particularmente melodiosa,e ficar ouvindo-a não era uma grande provação - era como ouvir a um rouxinolou um maçarico-real, mas ele tinha que tirar esse ponto a limpo. “Bruxas eramas terceiras na lista, na verdade. Havia algo antes.” “Não,” a ruiva disse, “Lobisomens e bruxas e vamp--” Ela parou, colocouuma mão pequena e de dedos delicados sobre a sua boca. “Vampiros?” Elaterminou, engolindo em seco levemente no meio da palavra. Damon sentiu alívio instantâneo. Eles tinham chegado a algum lugar. Elesorriu de novo, brilhantemente. A garota de cabelos cor de morango olhou para o seu sorriso. Ela olhoucom muito cuidado. Damon estava feliz de terem superado os desafioslingüísticos e sustentou o sorriso por um longo tempo, quase um segundointeiro. Assim que ele parou de sorrir, a ruiva parou de examinar. Damon sabiaquando ela parou, precisamente, porque suas pestanas tremularam de um jeitoque a sua bisavó teria aprovado, seu rosto ficou branco como marfim, e todo oseu corpo ficou flácido, mandando a sua cabeça ruiva e de cabelos cacheadosem um curso de colisão com o chão de madeira. Seriam necessários reflexos superhumanos para pegá-la antes que seupequeno corpo atingisse o chão, de cabeça, mas felizmente Damon os tinha.Ele pegou o pequeno pássaro canoro ruivo quase no instante em que elacomeçara a cair, a pegando por sua cintura fina e... mais uma vez, elesestavam de volta ao primeiro estágio, com ele a segurando, mas dessa vez,com a adição da inconsciência dela. Ele olhou ao redor, procurando por algo em que colocá-la., e estavacomeçando a fazer uso de uma mesa de estudos quando as pestanas delatremularam de novo, e ela gemeu levemente, e então acordou. “Oooh, é só você... É você!” ela exclamou, indo de segura a aterrorizadaem cerca de um décimo de segundo. Ela lutou debilmente para se libertar dosbraços dele. Uma vez que o intento dela a faria cair de costas no chão, Damonnão a deixou. A ruiva também estava tateando o seu pescoço longo e delicado - umpescoço de bailarina, se é que ele já tinha visto um - perfeito para O Lago DosCisnes - “Eu estou...? Você...? Você já...?” ela perguntou. “Nunca. Eu nunca tiraria vantagem de uma donzela adormecida.”Porque eu não gosto de carne fria e não receptiva, Damon pensou. O calor, oprazer vibrante, assim como a força vital de um regalo tão belo como esseeram para ser saboreados, e não desperdiçados enquanto ela dormia. A garota estava arquejando nos braços dele agora, como se fosse umveado ferido, com os cães muito próximos. “Ao menos... você me salvou...daqueles monstros. Eles teriam me torturado.” Olhando para ela, da forma como ela agarrou a pequena cruz de ouroem seu pescoço, da forma como ela olhou para o céu que ainda estavailuminado apenas pelo luar, da forma como ela estendeu a mão na direção Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  14. 14. dele, como se para agarrar o salvador impossível de se agarrar, Damon estavadesnorteado. Havia algo... algo irreal nesse momento. E então ele percebeuexatamente o que era. Irrealidade. Ela estava formando um quadro, uma imagem para as telas. Alguémpoderia até pensar em nomes para ele, com facilidade: A Donzela e o Vampiro;ou de forma mais poética, O Último Alcance Para a Luz. Só se, ele pensou,encantado pelo que viu com o olho da mente, ela estivesse usando umacamisola branca ondeante que estivesse deslizando de um de seus luminososombros, e a janela fosse de madeira e e de um modelo antigo. Que momento!Que retrato! Que donzela! O único problema é que ela era dois ou três anos jovem demais. Emocionalmente. Mentalmente. Mesmo, ele percebeu, com a magreza dela pressionada contra ele comtanta firmeza, fisicamente. Ele não jantava crianças. E em todo caso... “O que você está imaginando que eu farei?” ele perguntou para ela,ironicamente. Ela fechou os olhos e cruzou as mãos sobre os seios. Uma atriz atraentenata, se ele já tinha visto uma. “Tomar... meu sangue,” ela disse em um tom dehumilde aceitação de cortar o coração. “E o quanto você está imaginando que eu preciso?” “Quantos litros de sangue há no corpo humano?” Sua donzela esqueceude parecer um sacrifício virgem e colocou uma junta na covinha de uma desuas bochechas, como se quisesse afundá-la mais. “Heh,” ela disse, comvergonha, quebrando o ambiente, “eu não sei.” “Bem, eu não preciso nem mesmo de um litro,” Damon disse, sentindoque era melhor falar. “E, de qualquer forma, eu não vou tirar de você.” “Não vai!” a donzela exclamou de forma indignada. “Porque não? Sóporque Meredith e Caroline e Elena têm mais... mais...” ela estava traçandoalgo que parecia a figura de um relógio com ambas as mãos - “Mais coisasaqui em cima, já? Eu também estou começando a ter! Eu fiz dezessete anos hádois dias! Se você me visse vestida de forma apropriada, saberia!” Agora o ambiente foa completamente arruinado, para Damon. E aindaassim, ele seria... ele seria um maldito se deixasse qualquer outra criaturaaleatória da escuridão a transformasse em lanche, agora que ele a tinhasalvado. “Junte as suas coisas,” ele disse de mau humor. “Por quê?” a donzela vociferou de volta, desafiadora. “Porque eu vou de levar para casa, sua tolinha. O que você estavafazendo aqui sozinha em um grande prédio como esse, em que ninguém vive?” “Eu estava estudando! Eu tenho um relatório a entregar!” “Bem, se não fosse por mim, você estaria estudando no além agoramesmo, e não se esqueça disso.” “Bem, eu não me importo!” a donzela - não, a garotinha disse,começando a chorar. “Você não” - soluço - “tem meu professor de história” -soluço. “Ele ri de mim” - soluço - “na frente de todo mundo!” “Este é o pior tipo,” Damon disse, se lembrando das humilhações quesofrera através dos anos, do Signore Lucca. “E sempre depois de que vocêesteve em uma festa e a sua cabeça dói.” Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  15. 15. “Oh, você entende,” a garota respondeu, soluçando, e colocou a cabeçano ombro dele. “Qual a época que você precisa? E qual país?” Damon perguntou, umpequeno canto de sua boca se erguendo. “Inglaterra e Espanha, por volta de 1533 - os anos anteriores, e os anosque vieram depois.” “Bem, o que você quer saber?” Damon perguntou, mais uma vez dandoo seu sorriso mais brilhante - o que transformara garotas em poças trêmulas -pela sala. “Eu acredito que eu possa estar apto a te ajudar com isso. Olhe só,eu estava por lá na época - mais ou menos - e o que eu não vi, eu ouvi porfofoca. Eu sempre digo que, se não vale a pena fofocar sobre algo, ela nãoaconteceu.” ***** Amanhecer. Bonnie, mais ou menos sonâmbula, estava sendo ajudada asair de seu carro, com uma mochila pressionada contra os seus braços. “Agora se lembre de parecer surpresa quando encontrarem os trêsmortos na biblioteca - principalmente o pobre sujeito que eles transformaramem uma pilha de ossos.” Bonnie estremeceu e seus olhos se abriram, castanhos e expressivos.“Você impediu que o mesmo acontecesse comigo.” Ela parecia um pequenopássaro vermelho, com plumas revoltas por toda a sua cabeça. “Bem... isso não importa,” o garoto disse, mais uma vez tentandoparecer modesto. “E se lembre de digitar todas as dicas que eu escrevi, masnão se pergunte por que está fazendo isso. É imperativo.” “Muito imperativo” Bonnie concordou em um balbucio, e então elesestavam na frente da porta da casa dela. “Obrigada - oh, muito obrigada!”Depois que falou, ela ficou na ponta dos pés e colocou os seus lábios nos dogaroto. Houve uma pausa e então o mais leve e quente roçar de lábios sobre osseus. Fora o beijo mais doce que ela já dera - e o mais sexy. “Bem, adeus então... pequeno pássaro,” uma voz disse, e Bonnie abriuos olhos para olhar dentro de insondáveis olhos negros, e então estavasozinha. Totalmente sozinha. Por alguma razão, ela olhou ao redor paraconfirmar isso. Lá estava o seu carro, estacionado de forma ordenadamenteparalela - ela estava ficando melhor nisso - mas ela estava sozinha e... e...bem, é claro que ela estava sozinha! Ela tinha planejado isso - estudar a noitetoda na biblioteca Robert E. Lee, e nada fora do comum acontecera. É claro,ela tivera um pouco de medo ao ver o carro do Sr. Breyer em sua vaga habitualdo estacionamento, mas ele deveria estar substituindo a senhora Kemp - ecomeçando extraordinariamente cedo, também. De qualquer forma, ela fora incrivelmente sortuda de não topar com umdos bibliotecários! Agora ela não podia esperar para contar para Elena e Meredith eCaroline o que fizera. Tudo por conta própria. Ela mesma quase não conseguiaacreditar nisso! Ela pegou a sua mochila. Mas aqui estava a prova. “AConsciência de Uma Rainha” fora o melhor relatório de história que ela já tinhaescrito, e ela ia trabalhar o dia inteiro para preencher o que estava faltando. Elapoderia até conseguir um A! Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com
  16. 16. Algo bem no fundo de sua mente a mandou olhar para trás. Ela olhou, mas não viu nada além de um magnífico corvo preto voandode um galhou para o dia que amanhecia. ***** Damon flutuou cada vez mais alto, assistindo o bairro virar uma mixórdiaabaixo dele, e abaixo disso, para olhos sintonizados com o Poder, as linhasque cruzavam e recruzavam aqui, atraindo todo tipo de coisa, desde aqueleslobisomens nojentos até ao seu irmão mais jovem, Stefan. A razão pela qual Damon estava circulando agora era simples: eleestava com fome. Ele não fora capaz de pergurar as veias da pequena avecanora ruiva. Ela era muito jovem, muito... inocente, para ser perfurada deforma aleatória, daquele jeito. E, além do mais, apesar de - ha! - ter passado a noite com ela, elenunca tinha perguntado o seu nome. Ele provavelmente nunca saberia - não,espere! Ela o tinha escrito naquele primeiro pedaço de papel. A página dotítulo, era assim como ela tinha chamado. O último nome era algo escocês ouirlandês que ele não conseguiu lembrar, mas do primeiro ele conseguiu. Era Bonnie. Doce ave canora Bonnie, pensou Damon, fazendo uma volta ecirculando pelo outro caminho. Que pena que ele nunca mais a veria de novo. FIM. Tradução: Guilherme Magalhães Equipe Vampire Diaries Brasil – HTTP://vampirediariesbrasil.com Sugestões, dúvidas, reclamações: contato@vampirediariesbrasil.com

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