A Química no Renascimento

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Breve resumo sobre as práticas Químicas no período Renascentista.

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A Química no Renascimento

  1. 1. A Química no Renascimento Finda-se o período Medieval e, com ele, a hegemonia da Igreja Católica que começa, a partir desse momento, a ser questionada. Trata-se de um momento em que os direitos das nações e dos cidadãos se sobrepuseram à tradição universal da autoridade religiosa. Para que ocorressem tais mudanças na forma como o homem via o mundo e via a si próprio, passamos por um período conhecido por Renascença, o momento dessa grande transição.
  2. 2. Iniciou-se na Itália por volta do século XIV e buscava novas perspectivas da Antigüidade Clássica, sendo inspiração para os artistas e desafiando o misticismo e o ascetismo medievais. O maior pensador da época foi o holandês Erasmo de Roterdam (1467-1536), que via no Humanismo uma maneira de combater a ignorância monástica, o abuso da Igreja, as solicitações em dinheiro e em trabalho dos religiosos e o baixo nível da moralidade pública e privada. A Renascença assistiu não somente à redescoberta da Antigüidade, mas também à descoberta de novos mundos geográficos(já no século XV): Descoberta da América Viagens às Américas e às Índias Grandes contribuições ao período: Nicolau Maquiavel(1469-1527): “O Príncipe” Reformadores que organizaram igrejas ligadas às comunidades locais: Martinho Lutero(1483- 1546):Reforma Protestante John Wyclif (na Inglaterra) João Calvino (na Suíça) Huldrych Zwinglio (na Suíça)
  3. 3. Além de buscar a restauração da disciplina na Igreja e uma volta ao cristianismo primitivo, os reformadores desejavam diminuir o controle exercido pela Igreja e assegurar, assim, liberdade de pensamento. Isto foi extremamente decisivo para que se estabelecessem novas posturas ante a Ciência, facilitando o surgimento de novas mentalidades. É claro que nem todos os reformadores foram assim tão bonzinhos e inocentes como se pinta; dentre eles houveram muitos fanáticos, que por conseqüência tornaram-se piores que qualquer inquisidor dos tribunais eclesiásticos, o que veio criar uma conseqüente reação do papado, desencadeando a Contra-Reforma, revivendo a Inquisição, para investigar a heresia, a feitiçaria, a magia e a Alquimia.
  4. 4. O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO NA RENASCENÇA ☺Química Teve uma enorme influência da Alquimia,principalmente com Paracelso que, além de alquimista, era médico renomado.Outro nome importante foi o do médico e químico alemão Andréas Libavius, que escreveu Alquimia, considerado o mais bonito livro de química do séculoXVII. Nesse período, mesmo fortemente marcados pelo hermetismo (transmutação), a Alquimia prestou significativa colaboração nas técnicas de metalurgia e de mineração, os primeiros ramos da química a contribuir para os aperfeiçoamentos tecnológicos.
  5. 5. ☺Física Não teve um desenvolvimento significativo nesse período;destaca -se os estudos de magnetismo por Simon Stevin, e de mecânica por William Gilbert e alguns trabalhos de óptica. ☺Ciências Médicas Ganharam impulso com o surgimento das Universidades e com o início da experimentação na anatomia. Maior destaque se dá ao belga André Vesálio.
  6. 6. ☺Astronomia Nesse ramo, destaca-se Nicolau de Cusa (Nikolaus Krebs) com a proposição de que a Terra não seria o único lugar no universo em que havia vida. ☺Arte Na Renascença, merece destaque o artista e sábio Leonardo da Vinci (1452-1519). Da Vinci foi um homem de saber enciclopédico, exímio conhecedor de anatomia, geologia, botânica, hidráulica, óptica, matemática, arquitetura, engenharia, fortificações militares e filosofia.
  7. 7. Sabe-se que os objetos do pensamento humano são: a filosofia, as artes, a religião e os conhecimentos científicos. De todos, somente a Ciência, por suas características, se universalizou. Não se tem uma arte universal, uma religião universal, uma filosofia universal, mas se tem uma ciência universal. Foi assim no Renascimento, com o concurso dos povos árabes, que começou o desenvolvimento da Ciência e que chegou até os nossos dias.
  8. 8. IMPEDIMENTOS PARA O AVANÇO CIENTÍFICO Torna-se necessário avançar!! Já não bastava mais apenas o conhecimento herdado da Antigüidade Clássica.Porém, havia impedimentos e dificuldades para que a Ciência progredisse. Dentre eles podemos destacar: A mitificação da Ciência Grega Os livros de Aristóteles tinham sido comentados por Tomás de Aquino e logo foram adotados pela Igreja, tornando a Ciência grega intocável. Dessa forma, a primeira dificuldade foi superar esta mitificação, ou seja, admitir que a Ciência grega continuava com equívocos que deviam ser reparados. Roger Bacon, monge franciscano e um dos precursores da Ciência experimental no século XIII, chegou a dizer que a Ciência grega estava toda errada, o que certamente era um exagero.
  9. 9. Restrições Religiosas O patrocínio das Ciências pela Igreja exigia que todo conhecimento científico estivesse de acordo com a interpretação dada pelos doutores da época às Sagradas Escrituras,fazendo com que todos que não concordassem fossem considerados hereges. O surgimento do protestantismo mudou um pouco essa situação, na medida em que os protestantes achavam que a Ciência ajudava a compreender melhor a obra de Deus. Superstições e Magias Quando a Ciência nasceu ela trazia em si todo um revestimento de magia. Foi preciso que a mente humana se afastasse das superstições herdadas da Idade Média e passasse à observação dos fenômenos, à sua catalogação, análise e conclusão através de um modo racional de pensar. Inicialmente com grande dificuldade, devido à falta de uma metodologia, até que se chegou ao Método Científico, que foi a pedra de toque para que a Ciência vencesse todas essas dificuldades e, enfim, desabrochasse.
  10. 10. A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA DO SÉCULOXVII Para romper com todos os impedimentos ao avanço científico, foi preciso que homens corajosos superassem tais dificuldades e realizassem a conhecida Revolução Científica, período que iniciou-se no século XV e estendeu-se até o século XVII. Sabe-se que a Ciência em todos os tempos foi construída por milhares de trabalhadores anônimos. Credita-se grande parte das descobertas desse período (séculoXVII) à tríade Copérnico-Galileu-Newton, mas ao lado desse três gigantes, vamos encontrar muitos nomes que deixaram o anonimato para se incorporar a essa tarefa de construção do saber científico. Giordano Bruno, que chegou a pagar com a própria vida sua ousadia; Thyco Brahe e Johannes Kepler que prepararam as ratificações decisivas de Galileu e de Newton. A partir daí, a Ciência se desenvolve de modo exponencial. Inicialmente Galileu e Newton estabeleceram os princípios da Física e da Matemática; Kepler e Copérnico da Astronomia; Lavoisier e Dalton da Química; e na Eletricidade, Faraday, Hertz e Ampère.
  11. 11. “Em lugar da revelação através da palavra de Deus, entra a revelação através da obra de Deus, a qual só pode ser corretamente entendida e interpretada se for estudada com os novíssimos métodos objetivos.” Cassirer Francis Bacon é considerado um dos criadores do método científico moderno e da Ciência experimental. “Para se conhecer a natureza é preciso observar os fatos, classificá-los e determinar suas causas.” Bacon A ciência newtoniana é uma ciência prática: uma de suas fontes é o saber dos artesãos da Idade Média e dos construtores de máquinas. “Se vi mais longe do que os outros homens, foi porque me coloquei sobre os ombros de gigantes.” Newton
  12. 12. Mais recentemente temos Einstein, Otto Hahn e Enrico Fermi, que estabeleceram a Ciência Moderna, com a qual contamos hoje. “...temos chamado de fé ao exercício de crer no que não podemos demonstrar...” Albert Einstein
  13. 13. # Fonte Bibliográfica: Monografia de Especialização da Professora Thaiza Montine em “Ensino de Química” pela UEG.

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