Perfil do Público nas Manifestações do dia 15/4

215 visualizações

Publicada em

Esta pesquisa fundamentou-se na coleta de informações, procurando identificar, na população de Porto Alegre a opinião sobre os primeiros meses de atuação do segundo mandato de Dilma Rousseff, bem como buscar reunir os desejos e expectativas da população com a atual gestão e de que maneira ela compreendeu a manifestação do dia 15 de março.

Pesquisa realizada pelo Instituto CFC, cedida gentilmente para a Penso ideias pelo seu Sócio-Diretor Cleiton Chiarel.

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
215
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Perfil do Público nas Manifestações do dia 15/4

  1. 1. Esta pesquisa foi realizada pela CFC Consultoria & Pesquisas nos dias 19 e 20 de março de 2015 e ouviu 400 habitantes em pontos de fluxo do município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A margem de erro da pesquisa é de 5 pontos percentuais e o intervalo de confiança de 95%.
  2. 2. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS OBJETIVO – A pesquisa tem por objetivo avaliar as primeiras impressões da população de Porto Alegre sobre o cenário político brasileiro. LOCAL – Grandes pontos de fluxo do município de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. PERÍODO DE COLETA – Dias 19 e 20 de março de 2015. UNIVERSO – A pesquisa foi realizada com habitantes de ambos os sexos, com 16 anos ou mais, de diferentes classes sociais, residentes na área em estudo. AMOSTRA – A amostra é representativa dos habitantes da área pesquisada, foi feita a seleção aleatória do entrevistado em pontos de grande fluxo, utilizando-se de quotas proporcionais às variáveis populacionais do município. FONTE DE DADOS PARA ELABORAÇÃO DA AMOSTRA: CENSO 2000 E TSE 2010. VARIÁVEIS PARA COTAS AMOSTRAIS GÊNERO: Masculino e feminino. GRUPOS DE IDADE: 16-24; 25-34; 35-44; 45-59; 60 ou mais. ESCOLARIDADE: Ensino Fundamental; Ensino Médio; Ensino Superior Incompleto; Ensino Superior Completo. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 2 NÚMERO DE ENTREVISTAS – 400 entrevistas realizadas em Porto Alegre. MARGEM DE ERRO – A amostragem foi calculada tomando-se como base um nível de confiança de 95% (noventa e cinco por cento) para uma margem de erro máxima estimada de 5 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados obtidos no total da amostra. COLETA DOS DADOS – Entrevistas pessoais com utilização de questionário elaborado de acordo com os objetivos da pesquisa. As entrevistas foram realizadas por uma equipe de entrevistadores contratados pela CFC Consultoria & Pesquisas, devidamente treinados para este tipo de abordagem. CONTROLE DE QUALIDADE – Há a filtragem e verificação de todos os questionários realizados. Acompanhamento da entrevista por parte de supervisor em 20% dos questionários.
  3. 3. PERFIL DOS ENTREVISTADOS A amostra foi composta por 194 homens(48% do total) e 206 mulheres(52% do total), conforme mostra a figura 1. Figura 1 – Distribuição da amostra por gênero A amostra abrangeu eleitores a partir de 16 anos. Esta questão foi fechada e as observações agrupadas em 5 categorias de igual amplitude, conforme apresenta a tabela 1. Tabela 1 – Distribuição da amostra por idade Idade Número de citações Frequência 16-24 anos 144 36% 25-34 anos 101 25% 35-44 anos 62 15,5% 45-59 anos 62 15,5% 60 ou + 31 8% Masculino 48% Feminino 52% GÊNERO
  4. 4. Também foi estabelecido como característica demográfica da amostra o nível de escolaridade, para o qual foram considerados 4 opções de respostas. A maior concentração foi de pessoas com ensino médio completo com 52%, o menor grupo de respostas foi constituído por eleitores com o superior completo com 8% do total. Conforme a figura 2. Figura 2 – Distribuição da amostra por grau de instrução A amostragem apresenta uma divisão por renda pessoal conforme ficou estabelecido na tabela 2, a maior faixa econômica abordada foi a de pessoas que recebem de 2 a 5 salários mínimos com 55% do total da amostra e a menor foi a de trabalhadores que recebem acima de 10 salários mínimos, representados por 3% do total. Tabela 2 – Distribuição por renda pessoal RENDA PESSOAL AMOSTRA PERCENTUAL Até 1 SM 127 32% De 2 a 5 SM 219 55% De 6 a 9 SM 42 10% Acima de 10 SM 12 3% TOTAL 400 100% Ensino Fundamental 30% Ensino Médio 52% Sup. Incompleto 10% Sup. Completo 8% ESCOLARIDADE
  5. 5. RESULTADOS E ANÁLISES Foi perguntado aos entrevistados “O que o senhor achou das manifestações do dia 15 de março?”. A questão foi feita com resposta aberta, sendo que as observações foram reagrupadas em sete categorias. Observa-se que 57% dos habitantes de Porto Alegre pensam que as manifestações do dia 15 foram ocasionadas pela insatisfação com a crise institucional que o país passa, outra parcela dos entrevistados, 20%, acreditam que a passeata ocorreu contra a corrupção generalizada nos partidos e 6% entenderam que foi uma tentativa de golpe por setores descontentes com o governo Dilma contra 10% que acharam os pedidos de impeachment legítimos, conforme podemos averiguar na figura 3. Figura 3 – Manifestações dia 15 Tentativa de Golpe 6% Pedidos de Impeachment foram legítimos 10% Contra a corrupçãp generalizada nos partidos 20% 3° turno da oposição 4% Crise institucional 57% Motivada pela alta dos preços 2% NS/NR 1% MANIFESTAÇÕES DIA 15
  6. 6. Dos entrevistados, ao ouvirem a pergunta “o senhor foi na manifestação do dia 15 de março?”, 11% afirmaram positivamente e 89% disseram que não participaram, conforme indica a figura 4. Figura 4 – Participação na manifestação Na sequência, foi apresentado aos entrevistados “considerando 1 para muito ruim e 5 para ótimo, que nota o senhor daria para as ações do governo Dilma no ano de 2015”. A maioria 55%, desaprova as políticas econômicas de combate à inflação, na área da educação, foram 49% dos entrevistados que classificaram com nota 1 a condução da pasta escolhida pelo governo como a principal do segundo mandato. Dos temas propostos para avaliação, o que atingiu o maior índice de nota 1 foram os discursos que a presidente e os ministros deram após as manifestações, atingindo 61%, como podemos observar na tabela 3. Tabela 3 – Notas para ações do governo Dilma COMBATE À INFLAÇÃO EDUCAÇÃO NOMEAÇÃO NO STF DENÚNCIAS DA LAVA-JATO DISCURSOS NA TV Nota 1 55% 49% 39% 45% 61% Nota 2 19% 22% 13% 11% 10% Nota 3 19% 19% 10% 14% 11% Nota 4 4% 6% 5% 9% 5% Nota 5 3% 4% 2% 18% 3% NS/NR 0% 0% 31% 3% 10% Sim 11% Não 89% PARTICIPAÇÃO NA MANIFESTAÇÃO
  7. 7. A próxima questão que foi proposta dizia” o que o senhor pensa sobre a criação de novos partidos inspirados nas passeatas de junho de 2013 e do dia 15 de março?”. Quase metade dos entrevistados, 49%, é contra a criação de novos partidos, a outra metade se divide entre os que acham novos partidos irrelevantes 25% e 24% que pensam ser uma boa iniciativa para renovar a política brasileira. A figura 5 apresenta estes dados. Figura 5 – Criação de novos partidos Para obtermos os dados da tabela 4, perguntamos “o que o senhor entende que é a reforma política que o governo pretende implementar?”. A maioria, 54%, não soube definir o que significava a reforma política, para outros 15%, o governo vai ficar apenas no discurso, que nada vai mudar. Apenas 4% dos entrevistados disseram que a reforma política tratava do financiamento público de campanha, mesma porcentagem de quem acredita que os políticos estão legislando em causa própria. Tabela 4 – Reforma Política OPÇÃO PERCENTUAL NS/NR 54% Nada vai mudar, é apenas discurso 15% Reformular e cumprir as leis 7% Responder as reivindicações das ruas 6% Acabar com a corrupção 5% Financiamento público de campanha 4% Políticos legislando em causa própria 4% Tirar quem está no poder 2% Melhorias na saúde e educação 2% Aumento de impostos 1% Boa iniciativa, precisamos de novas opções 24% É irrelevante 25% Já temos partidos demais, deveria ter menos 49% Deveria melhorar os que já existem 1% NS/NR 1% CRIAÇÃO DE NOVOS PARTIDOS
  8. 8. Logo a seguir, perguntamos “o senhor apoiaria a criação de um plesbicito sobre a reforma política?”, mesmo sem saber descrever o que seria a reforma política, 75% dos entrevistados disseram preferir que seja realizada uma consulta popular contra 19% que disseram não, como a figura 6 apresenta. Figura 6 – Criação de plesbicito A próxima questão fez a seguinte abordagem “qual o caminho que o senhor vê para a melhoria do país?”. As respostas foram todas agrupadas em 14 opções, apresentando os seguintes resultados na tabela 5. Com 19%, o principal caminho apontado pelas pessoas que foram entrevistadas foi o de mudar o governo/Retirar o PT, em seguida com 16% apareceu o combate rigoroso a corrupção e com 14% foi mencionado o desejo por melhorias na educação. Sim 75% Não 19% NS/NR 6% CRIAÇÃO DE PLESBICITO
  9. 9. Tabela 5 – Caminho para melhorar o país OPÇÃO PERCENTUAL Mudar o governo/Retirar o PT 19% NS/NR 16% Combater com rigor a corrupção 16% Educação 14% Novos políticos que sejam honestos 6% Reforma Política 5% Não tem solução 5% Saúde/Segurança 4% Reduzir impostos e gastos públicos 4% Gestão mais transparente/Cumprir promessas de campanha 3% Povo deve manter as manifestações 3% Volta dos militares 2% Reajustar o Salário Mínimo 2% Combater a inflação 1% A última pergunta da pesquisa foi “se a eleição presidencial fosse hoje, qual liderança o senhor vê se destacar atualmente?”. O senador Aécio Neves apareceu em primeiro lugar no número de menções com 25%, seguido pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa com 9%, do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, ambos com 7%. No entanto, 20% dos entrevistados afirmaram que atualmente não existe nenhuma liderança que se destaque no cenário político brasileiro. Conforme mostra a figura 7. Figura 7 – Liderança em destaque 0% 5% 10% 15% 20% 25% 25% 20% 17% 9% 7% 7% 6% 6% 3% LIDERANÇA EM DESTAQUE
  10. 10. CRUZAMENTOS Realizamos alguns cruzamentos nos dados obtidos e os apresentamos a seguir, através deles podemos analisar exatamente quais são os sentimentos em relação a manifestação do dia 15 de março. Esteve presente na manifestação X Renda pessoal Ao cruzarmos os dados percebemos que 42% dos entrevistados com renda pessoal acima de 10 salários mínimos disseram ter participado da manifestação do dia 15, é a maior parcela de participação entre as divisões por rendimento. O que achou das manifestações X Instrução Com 56%, os entrevistados com o 2°grau concluído são os integrantes da maior parcela que acredita que as manifestações do dia 15 ocorreram por insatisfação geral devido a crise institucional, enquanto que 47% dos respondentes que manifestaram que a passeata foi um 3° turno da oposição é composta por estudantes universitários. Esteve na manifestação do dia 15? Renda Pessoal até 1 SM 2 a 5 SM 6 a 9 SM + de 10 SM TOTAL Sim Não TOTAL 10,2% 89,8% 100% 10,5% 89,5% 100% 11,9% 88,1% 100% 41,7% 58,3% 100% 11,5% 88,5% 100% Instrução O que achou das Manifestações? Tentativa de golpe Pedidos de impeachment foram legítimos Foi contra a corrupção em todos os partidos Um 3°turno da oposição Insatisfação geral devido a crise institucional Aumento dos preços/Inflação Não sabe TOTAL 1°Grau 2°Grau Superior Incompl eto Superior Comple to TOTAL 30,4% 43,5% 17,4% 8,7% 100% 37,5% 45,0% 10,0% 7,5% 100% 32,5% 51,2% 7,5% 8,8% 100% 11,8% 35,3% 47,1% 5,9% 100% 28,4% 56,3% 7,4% 7,9% 100% 22,2% 55,6% 22,2% 0,0% 100% 100% 0,0% 0,0% 0,0% 100% 29,8% 52,3% 10,3% 7,8% 100%
  11. 11. Idade X Novos partidos Ao realizarmos o cruzamento entre idade com a criação de novos partidos, foi constatado que os entrevistados com mais de 60 anos são os mais contrários a criação de novos partidos, atingindo 71% de seu total. O mesmo se repete de forma destacada com as demais faixas etárias, a exceção é a dos jovens entre 16 e 24 anos que incluem com 33% de sua preferência a criação de novas opções partidárias. Reforma Política X Idade Para os mais jovens de 16 a 24 anos, a reforma política é uma incógnita, eles representaram 43% do total de não respostas sobre o que seria esta medida tão discutida pelo governo. Eles também são, ao lado dos entrevistados de 25 a 35 anos, os mais desiludidos com as possíveis soluções a serem encontradas pela realização de uma reforma, respectivamente com 28,3% e 31,7%. Novos Partidos Idade 16-24 25-34 35-44 45-59 60 ou mais TOTAL Boa inici ativa, pr ecisamo s de nov as opçõ es É irrelev ante Já temos partidos demais, deveria ter menos Deveria melhorar os que j á existe m Não sabe É melhor com os militares TOTAL 33,3% 31,3% 34,0% 0,7% 0,7% 0,0% 100% 26,7% 31,7% 41,6% 0,0% 0,0% 0,0% 100% 21,0% 12,9% 64,5% 0,0% 0,0% 1,6% 100% 14,5% 12,9% 67,7% 3,2% 1,6% 0,0% 100% 3,2% 25,8% 71,0% 0,0% 0,0% 0,0% 100% 24,5% 25,3% 48,8% 0,8% 0,5% 0,3% 100% Idade O que entende por reforma política NS/NR Responder as reivindicações das ruas Políticos legislando para sua própria causa Nada vai mudar, é apenas discurso Melhorias na saúde e educação Financiamento público de campanha Reformular e cumprir as leis Acabar com a corrupção Aumento de impostos Tirar quem esta no poder TOTAL 16-24 25-34 35-44 45-59 60 ou mais TOTAL 40,3% 24,5% 14,8% 13,0% 7,4% 100% 27,3% 40,9% 18,2% 9,1% 4,5% 100% 26,7% 13,3% 6,7% 33,3% 20,0% 100% 28,3% 31,7% 13,3% 18,3% 8,3% 100% 0,0% 22,2% 22,2% 44,4% 11,1% 100% 25,0% 37,5% 18,8% 12,5% 6,3% 100% 42,9% 14,3% 17,9% 14,3% 10,7% 100% 42,1% 15,8% 26,3% 15,8% 0,0% 100% 40,0% 40,0% 0,0% 20,0% 0,0% 100% 40,0% 10,0% 20,0% 20,0% 10,0% 100% 36,0% 25,3% 15,5% 15,5% 7,8% 100%
  12. 12. Grau de Instrução X Realização de plesbicito O maior índice de aprovação para a realização de um plesbicito sobre a reforma política foi dos entrevistados com até o 1°grau concluído, representando 76% do total de respostas. Ainda que baixa, a maior rejeição encontrada foi dos entrevistados com nível superior completo, atingindo 26%. Caminho para melhorar o país X Renda Pessoal Este cruzamento apresenta as sugestões de cada entrevistado para terem um país melhor de acordo com sua renda pessoal, dividimos por faixa de renda para facilitar a compreensão. Cruzamento Figura 1.1 – Até 1 Salário Mínimo A primeira faixa de renda analisada, que vai até 1 salário mínimo defende com 21% do total de respostas a mudança da equipe de governo e outros 19% afirmam que o mais importante é combater a corrupção como forma de ter um Brasil melhor. Apoia um plesbicito? Instrução 1°Grau 2°Grau Superior Incompleto Superior Completo TOTAL Sim Não Não sa be/NR TOTAL 76,5% 16,0% 7,6% 100% 74,6% 19,6% 5,7% 100% 70,7% 19,5% 9,8% 100% 71,0% 25,8% 3,2% 100% 74,5% 19,0% 6,5% 100% NS/NR 20% Reforma Política 2% Novos Políticos 5% Educação 13% Combater corrupção 19% Mudar o Governo/PT 21% Outros 20% ATÉ 1 SM
  13. 13. Cruzamento Figura 1.2 – De 2 a 5 Salários Mínimos Da mesma forma que a faixa de renda anterior, os entrevistados com rendimentos de 2 a 5 salários mínimos, apoia a mudança do governo com 19% e o combate à corrupção com 14% desta vez chega empatado com a educação como opção para melhorar o país. Cruzamento Figura 1.3 – De 6 a 9 Salários Mínimos Os entrevistados da terceira faixa de renda apontaram como principal mudança o combate à corrupção com 19% do total de respostas. Logo após surge a necessidade do surgimento de novos políticos no cenário nacional com 12%, mesmo percentual dos que pedem a mudança no governo. NS/NR 15% Reforma Política 6% Novos Políticos 5% Educação 14% Combater corrupção 14% Mudar o Governo/PT 19% Outros 26% 2 A 5 SM NS/NR 14% Reforma Política 9% Novos Políticos 12% Educação 10% Combater corrupção 19% Mudar o Governo/PT 12% Outros 24% 6 A 9 SM
  14. 14. Cruzamento Figura 1.4 – Acima de 10 Salários Mínimos A faixa dos entrevistados com maiores recursos vai de encontro com uma das preferências da faixa anterior, com 17% dos entrevistados preocupados com o surgimento de novos políticos. Também com os mesmos 17%, a educação aparece entre as primeiras opções, mas demonstrando uma sintonia com todo as demais faixas de renda a mudança de governo se fez presente em 25% das opções dos entrevistados. Liderança em destaque X Idade O senador Aécio Neves lidera em todas as faixas de idade, em especial entre os mais jovens com 30% do total, neste mesmo seguimento a presidente Dilma Rousseff atingiu 10% e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa ficou com 8%. Aécio Neves Nenhum NS/NR Joaquim Barbosa Lula Dilma Rousseff Marina Silva Luciana Genro Outros 16 a 24 anos 30% 15% 16% 8% 8% 10% 6% 4% 3% 25 a 34 anos 23% 27% 17% 9% 9% 4% 4% 4% 3% 35 a 44 anos 27% 20% 16% 13% 3% 5% 10% 0% 6% 45 a 60 anos 14% 23% 21% 10% 6% 7% 8% 5% 6% 60 anos ou mais 23% 13% 22% 10% 6% 13% 3% 0% 10% Reforma Política 8% Novos Políticos 17% Educação 17% Combater corrupção 8% Mudar o Governo/PT 25% Outros 25% ACIMA DE 10 SM
  15. 15. Liderança em destaque X Instrução Neste cruzamento a presidente Dilma Rousseff aparece com seu maior percentual, junto aos estudantes universitários ela alcançou 10%, contra 22% de Aécio Neves e 12% Joaquim Barbosa. Liderança em destaque X Renda O ex-presidente Lula atinge seu melhor índice junto aos entrevistados com até 1 Salário mínimo. Seguido de perto por Dilma com 9%, mas ambos distantes do percentual de Aécio Neves com 24% das menções. Nos entrevistados com renda acima de 10 salários mínimos a presidente Dilma Rousseff e Marina Silva alcançaram 17% contra 25% de Aécio Neves. Aécio Neves Nenhum NS/NR Joaquim Barbosa Lula Dilma Rousseff Marina Silva Luciana Genro Outros Até 1 SM 24% 26% 14% 7% 10% 9% 6% 1% 3% De 2 a 5 SM 27% 18% 17% 10% 7% 6% 6% 3% 6% De 6 a 9 SM 19% 14% 31% 12% 2% 5% 2% 10% 5% + de 10 SM 25% 0% 8% 8% 0% 17% 17% 8% 17% Aécio Neves Nenhum NS/NR Joaquim Barbosa Lula Dilma Rousseff Marina Silva Luciana Genro Outros 1°Grau 30% 19% 18% 8% 9% 8% 5% 0% 3% 2°Grau 23% 22% 17% 8% 8% 7% 6% 4% 5% Sup. Incom. 22% 10% 22% 12% 5% 10% 7% 5% 7% Sup. Comp. 16% 19% 16% 19% 0% 3% 10% 7% 10%
  16. 16. INFORMAÇÕES ADICIONAIS A pesquisa foi realizada ainda sob os efeitos da manifestação do dia 15, alguns entrevistados disseram ter lamentado não poder ter participado, chama a atenção que a passeata foi amplamente aprovada pela população, independente de renda, escolaridade ou ideologia política. São uma conjunção de fatores, todos negativos que está unindo pessoas de características tão diferentes. A começar pela maneira como a equipe econômica vem lidando com a alta dos preços em contraste com o corte de verba para áreas como fundamentais, como a educação. E culmina com a exposição negativa com as denúncias de corrupção na Petrobrás. Como os acusados compreendem partidos dos mais variados, desaparece por hora, o partido ou o ator político com capital moral para fazer as acusações e liderar esse conturbado processo com o qual a política brasileira está passando. A fala de timing na comunicação do governo para temas importantes para a sociedade também contribuíram para este cenário belicoso. Dos entrevistados pela CFC Pesquisas, uma parcela significativa disse que deseja a troca do governo, a saída do PT e de Dilma do posto de presidente. Não compreendem, porém, que a melhor solução seria a volta dos militares ao poder, como mostram nossos números. O que demonstram é uma desilusão com a política e com os políticos, apenas os mais jovens apoiam a abertura de novos partidos, os demais entrevistados acreditam que os partidos são cabides de emprego, com baixa credibilidade, sem ideologia e que mesmo que bem intencionados, com o passar do tempo vão se contaminar com o sistema político brasileiro. Para a maioria dos entrevistados, ser político é sinônimo de corrupto e a melhor saída para nosso país se encontra em apostar na educação e no combate cada vez mais rigoroso aos políticos envolvidos em casos de corrupção, todos querem o fim deste sentimento de impunidade que está estabelecido em nossa nação. CONSIDERAÇÕES FINAIS Esta pesquisa fundamentou-se na coleta de informações, procurando identificar, na população de Porto Alegre a opinião sobre os primeiros meses de atuação do segundo mandato de Dilma Rousseff, bem como buscar reunir os desejos e expectativas da população com a atual gestão e de que maneira ela compreendeu a manifestação do dia 15 de março. Cleiton Chiarel Cientista Político Porto Alegre, março de 2015.

×