Inovação na gestão eclesial (ANEC)

1.976 visualizações

Publicada em

Conferência apresentada no Seminário das Mantenedoras da ANEC (Associação Nacional de Educação Católica). Versão atualizada do tema, elaborado para o Congresso de Gestão Eclesial. Destina-se a Gestores e Agentes de Pastoral.

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.976
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1.230
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
21
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Inovação na gestão eclesial (ANEC)

  1. 1. INOVAÇÃO NA GESTÃO ECLESIAL UMA ABORDAGEM A PARTIR DA EDUCAÇÃO CATÓLICA Ir. Afonso Murad Seminário de Gestão de Mantenedoras
  2. 2. A nossa rota: dar novo sentido... Cordas
  3. 3. Conceito de Inovação  Criação, desenvolvimento e implantação de produto, de serviço, de processo ou de tecnologia que introduz um diferencial qualitativo na organização ou/e na sociedade. -> Quem inova, sai na frente. Cria um diferencial competitivo. Insere um “fator crítico de sucesso”.
  4. 4. Inovação passo a passo  Foco: missão da organização  Compreender e interpretar demandas latentes (oportunidades) -> Ideia inovadora.  Pesquisa e desenvolvimento (identificar o que existe de melhor -> aprender, copiar, criar).  Formatação e escolha dos parceiros.  Teste  Implantação (preparada por sedução e convencimento)  Avaliação  Aperfeiçoamento e ampliação
  5. 5. Para acontecer inovação  Pessoa(s) com mente aberta, que captam uma demanda e buscam alternativas.  Conhecimento para transformar a ideia em solução (Pesquisa e Desenvolvimento).  Recursos humanos, tecnológicos, organizacionais e financeiros.  Implantação -> teste -> avaliação -> melhoria -> consolidação
  6. 6. Constitui a inovação  Ideia criativa  Solução para uma demanda (por vezes implícita)  Impacto na sociedade ou na organização  Alto grau de difusão
  7. 7. Intensidade da inovação  Radical: extraordinária, de implantação.  Média: aperfeiçoamento de uma inovação anterior (incrementação).  Atualização de algo já existente.
  8. 8. A inovação nas diversas dimensões da Gestão  Serviço: cumprir sua missão e satisfazer seus destinatários ou clientes.  Pessoas: selecionar, formar, acompanhar, estimular e avaliar voluntários e profissionais.  Patrimonial: adquirir, manter e atualizar bens imóveis, móveis e tecnológicos.  Econômico financeiro: gerir recursos para realizar a missão  Contábil: ter acesso e apresentar os dados econômicos.  Comunicação e imagem: informação, conceito e percepção.  Pesquisa e desenvolvimento: sistematizar o conhecimento, aprender de quem faz melhor, desenvolver e criar.  Responsabilidade social e ambiental  ....
  9. 9. Inovação é sempre boa? Depende...  Inovação “do bem”: visa minimizar problemas e oferecer soluções para as pessoas, as nações e o planeta.  Inovação “neutra”: pode ser usada para o bem ou para o mal.  Inovação “do mal”: promove o crescimento de iniciativas que destroem pessoas, povos e a Terra. Cria necessidades e maximiza desejos em vista da exploração.
  10. 10. Inovação por um mundo melhor  Empresas israelenses lideram a exploração de energia solar. Tornaram-se referências mundiais no setor e vêm construindo enormes sistemas de captação de energia do sol, reduzindo sua dependência de combustíveis como o petróleo.  A irrigação por gotejamento revolucionou a agricultura em todo o mundo, permitindo que agricultores aumentassem sua produção utilizando menos água..  A cada ano, 1,6 milhão de crianças menores de cinco anos morrem por falta de água potável tratada nas nações pobres. Uma empresa israelense desenvolveu um sistema de purificação de água que fornece água potável a partir de praticamente qualquer fonte, incluindo água contaminada, a água do mar e até mesmo urina.
  11. 11.  O empresário Nimrod Elmish criou uma cadeira de rodas feita de papelão a partir de materiais reciclados, mais baratos que as de ferro. Uma instituição de caridade internacional está construindo uma fábrica destas cadeiras na África para doá-las a milhares de crianças  Estudantes de vários países estão obtendo notas mais altas em testes de matemática e álgebra, graças à ajuda da professora Michal Yerushalmy. Ela desenvolveu programas para computadores e smartfones que ajudam os alunos na resolução de problemas no aprendizado destas matérias.
  12. 12. Alguns tipos de inovação  De produto.  De serviço.  De processo (de fabricação, de logística, de gestão da informação).  Organizacional.  De comunicação (interna e externa)  De valores e práticas sociais (maneira original de ver o mundo e atuar sobre ele -> produz mudanças de visão e de atitudes)
  13. 13. INOVAÇÃO ECLESIAL  Por quê?  Para quê?  Em que condições?
  14. 14. Inovação no horizonte eclesial Conversão Restauração? Renovação - Atualização
  15. 15. Conversão Mudança de vida, de perspectiva, de valores, de atitudes e de ações que toca o coração da pessoa e de um grupo, modificando seu núcleo vital. Acontece como resposta a um apelo de Deus. A conversão faz parte da existência cristã e da vida da Igreja, pois a gente sem perceber se desvia do caminho da vida ou esfria no “amor primeiro”.
  16. 16. Renovação  Processos de mudança em grupos ou instituições, para se atualizar e adaptar- se a novas circunstâncias históricas. A renovação pode ser breve ou duradoura, atingir pessoas e/ou estruturas com maior ou menor intensidade.  No correr da sua história, a Igreja promoveu processos de renovação. O mais recente foi desencadeado pelo Concílio Vaticano II.
  17. 17. Restauração  Adoção de modelos do passado próximo, como reação às mudanças na sociedade e na própria Igreja.  A Igreja adotou posturas de restauração no séculos 19 e 20, enfrentando a sociedade moderna com suas características: antropocentrismo, mentalidade científica, subjetividade, historicidade.  A restauração não volta às fontes primeiras do cristianismo, mas somente até a cristandade.  Movimentos neoconservadores utilizam várias inovações a serviço de sua causa.
  18. 18. Para que renovar e inovar?  Para que a Boa de Nova de Jesus Cristo continue significativa para homens e mulheres de hoje, numa sociedade plural e com rápidas mudanças.  Para que o Evangelho ressoe com sentido nas novas gerações. -> Renovar e inovar não é um capricho, mas uma necessidade no atual momento histórico da humanidade.
  19. 19. Renovar e inovar a partir do Concílio  Igreja Povo de Deus a caminho: estruturas participativas. Diferentes ministérios e serviços. Protagonismo dos leigos (LG).  Liturgia significativa (SC).  Centralidade da Palavra de Deus. Relação da Bíblia com a Tradição (DV).  Diálogo com o mundo contemporâneo. Discernir os “Sinais dos Tempos”. Compartilhar das alegrias e dores, tristezas e esperanças (GS)
  20. 20. A inovação eclesial articula:  Voltar às fontes primeiras do cristianismo: Bíblia e patrística.  Aprender com a Tradição Viva e o magistério.  Ser sensível à contemporaneidade.
  21. 21. O equilíbrio difícil e necessário  Voltar constantemente ao núcleo da Boa Nova de Jesus, a fonte primeira.  Conservar e transmitir a Tradição viva da Igreja: nos valores, na doutrina, nas práticas religiosas.  Inovar através de gestos, palavras e processos, para que o Evangelho ressoe nas pessoas, na instituição e na sociedade.
  22. 22. Bíblia Tradição Sinais dos Tempos
  23. 23. Estar sempre a caminho... Iniciativa ou processo inovador que não se atualiza tende a perder seu valor e a se transformar em algo anacrônico. Em vez de asas para voar, é peso para carregar!
  24. 24. O que impede a inovação/renovação  Medo de arriscar.  Concentração de poder.  Amadorismo.  Pouca conexão com a contemporaneidade.  Ausência de método.  Competição interna.  Visão paroquiana e pouco “católica”.  ....
  25. 25. O que favorece a inovação/renovação  Tradição como sabedoria milenar.  Força do Espírito Santo que desinstala.  Generosidade de pessoas e grupos.  Espírito de aprendiz.  Internacionalidade e catolicidade: a diversidade que soma.
  26. 26. Uma figura inspiradora de renovação/inovação Francisco no meio de um grupo de refugiados.
  27. 27. Cinco posturas básicas Papa Francisco, A alegria do Evangelho, 24 Ir à frente Envolver-se Acompanhar Frutificar Festejar
  28. 28. Inovação eclesial na Educação cristã A inovação eclesial na educação cristã significa exercitar a criatividade para que as grandes metas da Igreja se traduza de forma própria alí. A inovação nas nossas instituições em parte segue a lógica da inovação de mercado. Mas também questiona seus limites e aponta seus equívocos. Trata-se de uma relação simultânea de diálogo e crítica, de assumir e superar.
  29. 29.  O grande equívoco de instituições religiosas consiste em se apegar no sucesso do passado, negar-se a implantar inovações em várias áreas, usando a justificativa de que está defendendo valores perenes.  Mas, na prática, dificilmente estes valores estão sendo vivenciados de uma forma nova e significativa com seus interlocutores e destinatários.
  30. 30. Inovação eclesial na transversalidade  O fulcro da inovação na Escola Cristã diz respeito à sua identidade e missão: - Ensino-aprendizagem - Formação e difusão de valores a partir das práticas educativas. - Evangelização (tornar Jesus Cristo conhecimento, amado e seguido) - Despertar para a cidadania.
  31. 31. Ensino- aprendizagem Valores em práticas Evangelização Cidadania
  32. 32. Inovação eclesial na complexidade  A educação e a evangelização avançam ao conjugar os componentes explicitamente pedagógicos e pastorais com outros: - Arte - Novas linguagens - Tecnologia educacional - Formação e cuidado com os educadores - Práticas solidárias e ambientais - .....
  33. 33. O que qualifica a inovação eclesial de uma escola católica? Que a mensagem de Jesus (palavras e gestos) se encarne e transforme: o clima organizacional, as relações trabalhistas, os processos de ensino- aprendizagem, a forma de exercício do poder.
  34. 34. Pense diferente!  http://www.youtube.com/watch?v=NLqj_ZIlMyA
  35. 35. Vamos inovar?
  36. 36. Sugestão de bibliografia CARVALHO, Marly Monteiro. Inovação. Estratégias e comunidades de conhecimento. São Paulo: Atlas, 2009. CORAL, Eliza e al. (orgs). Gestão integrada da Inovação. São Paulo: Atlas, 2008. MURAD, Afonso. Gestão e Espiritualidade. São Paulo: Paulinas, 2012, 5 ed. Afonso Murad é teólogo, escritor e ambientalista. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Email: murad4@hotmail.com. Redes sociais: afonsomurad.

×