Escola em saída

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Apresentação sobre a Escola Católica em diálogo com a contemporaneidade, à luz do apelo do Papa Francisco em "A alegria do Evangelho". Destinado a educadores(as). Material didático, utilizado em encontros da ANEC

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Escola em saída

  1. 1. A escola católica em saída Afonso Murad
  2. 2. Escola católica: espaço original e complexo • Instituição educacional: reelabora o conhecimento, produz e dissemina a cultura, socializa as novas gerações, vive e explicita valores. • Espaço de evangelização: forma cristãos e cidadãos. • Negócio: presta serviços educacionais e garante sua continuidade com eles. • Filantrópica: não lucrativa. Realiza ações sociais.
  3. 3. O aluno/a para nós é simultaneamente: • Educando • Interlocutor da evangelização • Cliente • Cidadão planetário.
  4. 4. Papa Francisco publicou a Exortação Apostólica “A alegria do Evangelho” Em latim: “Evangelii Gaudium” (sigla EG). Recolhe as contribuições do Sínodo sobre a Nova Evangelização e dá orientações pastorais.
  5. 5. Papa Francisco não quer dar uma palavra definitiva (EG 16), e sim para a Igreja nos próximos anos (EG 1). iluminar e abrir caminhos
  6. 6. • Francisco propõe algumas uma nova etapa evangelizadora, cheia de ardor e dinamismo, com base no Concílio Vaticano II (EG 17) Escolhe com relevante incidência prática na missão atual da Igreja (EG 18): diretrizes para encorajar e orientar sete temas
  7. 7. 1. A reforma da Igreja em saída. 2. As tentações dos agentes pastorais. 3. A Igreja como Povo de Deus que evangeliza. 4. A homilia e a sua preparação. 5. A inclusão social dos pobres. 6. A paz e o diálogo social. 7. Motivações para o compromisso missionário (EG 17).
  8. 8. Sejam ousados e criativos para repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das suas comunidades. Identificação dos fins, sem a busca comunitária dos meios para os alcançar, está condenada à fantasia. Apliquem as orientações deste documento, com generosidade e coragem.
  9. 9. Abordaremos tópicos do capítulo 1º, que apresenta a necessidade da Igreja sair de si e abrir-se ao mundo, em espírito missionário. E faremos uma releitura dirigida à Escola Católica.
  10. 10. A Igreja em saída
  11. 11. Fundamento bíblico da Igreja em saída O dinamismo de saída, que Deus provoca em nós. Abraão aceitou a chamada para partir rumo à nova terra (Gn 12, 1- 3). Moisés ouviu o apelo: Vai, Eu te envio, e fez sair o povo para a terra prometida (Ex 3, 10.17). A Jeremias, Deus disse: Irás aonde Eu te enviar (Jr 1, 7).
  12. 12. Todos somos convidados a aceitar a chamada: sair da comodidade e alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho(EG 20)
  13. 13. A semente lançada à terra cresce por si mesma, inclusive quando o agricultor dorme (Mc 4, 26-29). Devemos aceitar esta liberdade incontrolável da Palavra, eficaz sob formas que nos escapam, superando as previsões e quebrando os esquemas (EG 22).
  14. 14. A intimidade com Jesus é itinerante. E a comunhão, missionária. A Igreja deve sair para anunciar o Evangelho a todos em todas as ocasiões. A alegria do Evangelho é para todo o povo, não se pode excluir ninguém (EG 23)
  15. 15. FUXICO Me disseram que o amor tem duas caras Uma é bela e não separa. A outra é solta em multidão. Me contaram que o amor tem dois sentidos Um é herói, outro é bandido. Quando um diz sim, outro diz não. Ele é sabiá cantando numa laranjeira em flor. Ele é pedra de bodoque. Bate e vai deixando a dor. Me falaram que o amor são passarinhos Um que mora em vários ninhos. Outro morre em solidão. Me avisaram que o amor tem duas asas Uma vem sempre pra casa. A outra vai sem direção. PARA CANTAR E REFLETIR
  16. 16. FUXICO Ele é sabiá cantando numa laranjeira em flor. Ele é pedra de bodoque. Bate e vai deixando a dor O amor.... Eu soube que tem dois lumes Feito uma faca de dois gumes Um liberta, outro é prisão. Porque o amor sempre ajeita um jeito diferente De chegar bem juntinho da gente E de ficar contando ao coração?
  17. 17. A Igreja em saída é a comunidade de discípulos missionários que apresenta cinco atitudes básicas (EG 24): Tomar a iniciativa Envolver-se Acompanhar Frutificar Festejar.
  18. 18. (1) Ir na frente: a comunidade experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor (1 Jo 4, 10). Por isso, ela vai à frente, vai ao encontro, procura os afastados e chega às encruzilhadas dos caminhos para convidar os que estão à margem.
  19. 19. (2) Envolver-se: com obras e gestos, os evangelizadores entram na vida diária dos outros, encurtam as distâncias, abaixam-se e assumem a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo. Contraem assim o “cheiro de ovelha”, e estas escutam a sua voz.
  20. 20. (3) Acompanhar: a comunidade acompanha a humanidade nos seus processos, por mais duros e demorados que sejam. Conhece e suporta as longas esperas. A evangelização exige paciência, e evita deter-se nas limitações.
  21. 21. (4) Frutificar: o missionário/a mantém-se atento aos frutos, porque o Senhor a quer fecunda. Cuida do trigo e não perde a paz por causa do joio. Encontra o modo para que a Palavra se encarne na situação concreta e dê frutos de vida nova, apesar de imperfeitos.
  22. 22. (5) Festejar: os evangelizadores, cheios de alegria, sabem festejar: celebram cada pequena vitória, cada passo dado. E se alimentam da liturgia.
  23. 23. Educadores/as • Saem na frente: inovação pedagógica e pastoral. • Envolvem-se: escutam, procuram compreender, colocam-se ao lado. • Acompanham processos e não somente rotinas. • Frutificam. • Festejam.
  24. 24. As atitudes dos discípulos missionários de Jesus: - Ousar - Envolver-se - Acompanhar - Frutificar - Festejar. • Qual delas você e sua escola cultivam com mais intensidade? Qual delas vocês devem desenvolver? PARA REFLETIR
  25. 25. Que todas as comunidades se esforcem, com os meios necessários, para avançar na conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Não basta uma simples administração. E sim, estar em estado permanente de missão.
  26. 26. Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal destinado mais à evangelização do mundo atual do que a auto-preservação (EG 27)
  27. 27. A reforma das estruturas visa fazer que a ação pastoral seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes em atitude constante de saída (EG 27).
  28. 28. Que aspectos devem mudar na escola (os costumes, os estilos, os horários, a linguagem, a estrutura) para torná-la um canal mais destinado à educação e à evangelização do que à Simples continuidade? PARA REFLETIR
  29. 29. Movimentos complementares Deixar que as grandes questões da humanidade entrem na escola. Ir para além dos muros da instituição.
  30. 30. Alguns apelos e oportunidades • A solidariedade com os pobres. • Crescente protagonismo dos alunos/as e dos educadores/as. • Consciência ecológica. • Infância/adolescência e consumo. • Empenho nas relações humanas em todos os níveis.
  31. 31. Compreender o olhar e a perspectiva da criança e do adolescente.
  32. 32. Assumir a ambiguidade humana, em vista do melhor possível.
  33. 33. Eu quero desaprender para aprender de novo. Raspar as tintas com que pintaram. Desencaixotar emoções, recuperar sentidos. Rubem Alves
  34. 34. Fonte: Exortação Apostólica “Alegria do Evangelho”, do Papa Francisco. Imagens: bordados de Matizes Dumont Disponível em: afonsomurad.blogspot.com murad4@hotmail.com

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