Você x sedentarismo

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Você x sedentarismo

  1. 1. VocêXSedentarismoSantaCatarinarevistaÉ possível vencer essa competiçãoEm FocoConheça seuaparelho digestivoEspecialidadeMal de Alzheimer: apoiofamiliar é fundamentalInformativodoHospitalSantaCatarina-Ano5-nº1-Março-2012VocêSedentarismo
  2. 2. RevistaSanta Catarina • 2editorialExpedienteA Revista Santa Catarina é uma publicação do Hospital Santa Catarina. Endereço: Av. Paulista, 200, Bela Vista - São Paulo, SP - CEP 01310-000 - Contato:Tel. (11) 3016-4133 e Fax (11) 3016-4413. Diretoria: Irmã Rute Redighieri, Manoel Ricardo Navarro Borges, Jayme Cobra, Denilson de Santa Clara. Comunicação:coordenadora - Priscila Pontes, analistas - Stella Campos e Amanda Oliveira, designer - Lígia Cunha, auxiliar - Daniel Freitas, estagiário - Diego Brandão.Jornalista responsável: Tatiane Ribeiro Lima MTB 36.439. Redação: Andrea Sarti. Fotografia: Leandro Brandão. Projeto gráfico, diagramação e revisão: Rae,MP.Caro leitor,Em primeiro lugar, gostaria de desejar a você e à suafamília o mesmo que estamos planejando para oHospital Santa Catarina: um 2012 de realizações.É nosso objetivo melhorar ainda mais para quepossamos atendê-lo com qualidade e presteza.A alta complexidade no atendimento - principalmente nasáreas de Cardiologia, Neurologia, Ortopedia e Oncologia- continua em destaque e receberá inovações importantes,como, por exemplo, equipamentos de imagens de altaprecisão para uso dentro do Centro Cirúrgico.Iremos, ainda, inaugurar o serviço de Medicina doEsporte e iniciar a segunda fase da reforma do ProntoAtendimento Adulto. Nossa perspectiva é crescer cercade 10% e aumentar o repasse de verba para as obrassociais da Associação Congregação de Santa Catarinaem, aproximadamente, R$ 20 milhões.Enfim, 2012 começa cheio de trabalho e é hora decolocar em prática nossas promessas de Ano Novo.Foi pensando nisso que preparamos a capa desta edição
  3. 3. Revista3 • Santa CatarinaÚltimas edições:da Revista Santa Catarina. A reportagem traz dicas paravocê realizar exercícios físicos com segurança e espantar,de uma vez por todas, o fantasma do sedentarismo.Nosso conceituado corpo clínico desvendará o malde Alzheimer, a diarreia infantil, o sal e as doenças queacometem o sistema digestivo.Você vai conhecer a comovente história de uma mãeque transformou a batalha de sua filha pela vida emum blog e hoje é referência para mulheres com filhosrecém-nascidos. Temos muito orgulho de tê-la entreas nossas pacientes e entre as nossas vitórias.O início do ano marca também o aniversário de106 anos do nosso hospital e, para que vocêentenda um pouco mais de nossa missão,contaremos a história do Hospital Santa Catarina.Tenha uma ótima leitura,Denilson de Santa ClaraDiretor Administrativo do Hospital Santa CatarinaÍndiceEspecialidadeMal de Alzheimerpág. 4Em FocoNo caminho da comidapág. 6CapaMexa-se!pág. 8Materno-InfantilHidratação: o melhor remédiocontra a diarreiapág. 12Nossas históriasPressa de viverpág. 14Bem-estarPitadinha perigosapág. 16ACSCHSC completa 106 anospág. 18Em diaFique por dentro dosacontecimentospág. 19
  4. 4. Fique atento aos sinaisassociados à perdade memória• Distúrbios de linguagem ou da fala;• Alterações comportamentais;• Dificuldade em realizar movimentosbásicos e de rotina, como abotoar a camisa;• Diminuição do senso crítico;• Déficit de atenção.RevistaSanta Catarina • 4EspecialidadePerda da memória e distúrbios de comportamento nem sempre são apenas sinais de envelhecimento.Eles podem ser indícios de uma doença muito mais complexa e que, infelizmente, não tem cura.O mal de Alzheimer atinge cerca de 6% das pessoas com mais de 60 anos, segundo dados daAssociação Brasileira de Alzheimer (Abraz). Em todo o mundo, são 15 milhões de portadores.“Diagnosticar alguém com essa demência não é tarefa fácil, já que a análise é basicamenteclínica e o próprio portador tende a esconder os sintomas por vergonha. A famíliaprecisa estar atenta e procurar um especialista ao menor sinal”, alerta o neurologista doHSC, Dr. Maurício Hoshino.Segundo o médico, falta de memória e outros sintomasparecidos tanto podem ter causa tratável como, por exemplo,falta de vitaminas, sangramentos, alterações da tireoide,depressão, quanto fazer parte de outras doençascomplexas, como mal de Parkinson, demência vascularou demência por Corpúsculos de Lewy (CL).Tanto para a família quanto para o portador, o diagnósticode Alzheimer é bastante complicado. “É uma doençadegenerativa, então para ambos não é fácil aceitar quea enfermidade progredirá. Quando apresentamos aevolução esperada do Alzheimer, causamos uma grandecomoção. Entretanto, não existe outra forma de iniciar otratamento. Precisamos ser claros e jogar abertocom todos os envolvidos para que todo oprocesso seja o menos traumático possível”,esclarece a geriatra do HSC, Dra. Márcia Oka.O mal de Alzheimer é dividido em três fases:leve, moderada e grave. “Na fase inicial da doença, oportador mostra-se um pouco confuso e esquecido.Na intermediária, os sintomas se intensificam e o idosonecessita de ajuda para executar as tarefas de rotina”,explica Dr. Hoshino. Ainda segundo o neurologista, odoente pode apresentar comportamento inadequado,irritabilidade, desconfiança, impaciência e até agressividade;ou pode apresentar depressão, regressão e apatia.No período final da doença, que é a fase mais grave, a depen-dência é completa. “O idoso torna-se incapaz de qualquer atividadede rotina da vida diária e fica restrito ao leito, com perda total deApoio familiar é fundamental no dia a dia deComo éo no
  5. 5. GRAP garante suportena alta hospitalarRevista5 • Santa Catarinajulgamento e concentração”, destaca o neurologista.O tratamento medicamentoso permite melhorar a saúde,controlar os sintomas e a progressão da doença, proporcionarconforto e qualidade de vida ao idoso e sua família. Entretanto,a terapia cognitiva é essencial. “O idoso precisa, sim, de umarotina em casa, mas não podemos deixar de destacara importância do trabalho de reabilitação no dia a dia. Por isso,recomendo sempre exercícios físicos bem orientados e açõesque garantam o convívio social e ajudem a estimular o cérebro doidoso, com atividades variadas, trabalhos manuais ouqualquer outra novidade”, elucida a geriatra.Tanto idosos saudáveis quanto os acometidos por Alzheimerdevem realizar acompanhamento médico periódico. “O idealé que o médico seja consultado pelo menos a cada trêsmeses, porém o intervalo entre as consultas deve ser reduzidono mínimo pela metade, caso alguma enfermidade sejadiagnosticada”, ressalta Dra. Márcia Oka.Criado em 2007, o GRAP – Grupo de Apoioaos Pacientes de Longa Permanência - auxilia noprocesso de alta hospitalar dos pacientes de longapermanência, oferecendo apoio aos seus familiares,para que concretizem e superem o momento dedeixar o hospital após um período mais longode internação, fazendo todo o acompanha-mento burocrático e o gerenciamento de altas.A comissão é multidisciplinar, formada por médicose profissionais das áreas de Serviço Social, Psicologia,Nutrição, Fisioterapia, Enfermagem e Farmácia do HSC,e atua diretamente nos casos de internações delonga permanência, ou seja, mais de 20 dias.Segundo a coordenadora do grupo, a geriatra Dra.Marcia Oka, mais de 90% dos assistidos são idosos.“Com a idade, o que pode parecer uma simples fratura,por exemplo, às vezes requer um tempo grande depermanência hospitalar. No momento da alta, saberlidar com a pressão psicológica e conduzir as novasnecessidades de forma adequada é indispensável paraqualquer caso. Com idosos, isso se intensifica”, destaca.Cuidador: um papel essencialCom a progressão do Alzheimer, o idoso torna-se cada vezmais dependente e por conta disso o trabalho do cuidadoré fundamental. Segundo a geriatra do HSC, Dra. Márcia Oka,o responsável pelo idoso deve estar sempre atento às menoresalterações no paciente, sejam elas de comportamento, humor,apetite, entre outras.Embora o ideal seja que um familiar e um cuidador treinadodividam as responsabilidades diárias do idoso, a realidadebrasileira é bem diferente.Na maioria dos casos, um membro da família acaba por assumirsozinho o posto de cuidador. “Quando sobrecarregado pelogrande volume de atividades, este familiar pode sentir-se triste,deprimido e com um quadro de estresse bastante elevado.Por isso, é importante que toda família esteja unida em prol daqualidade de vida do idoso e da saúde do cuidador”, afirmaDra. Márcia Oka.portadores do mal de Alzheimerme?mesmoDra. Márcia Oka
  6. 6. Em FocoRevistaSanta Catarina • 6Sempre que comemos algo, o alimento percorre umlongo caminho até que todos os seus nutrientes sejamabsorvidos e o excedente seja eliminado.“A digestão é realizada por um complexo sistemaformado por 10 órgãos diferentes. São eles: boca,faringe, esôfago, estômago, intestinos delgado e grosso,ânus e as glândulas anexas (salivares, pâncreas e fígado)”,explica o gastroenterologista do Hospital Santa Catarina,Dr. Isaac Altikes. A Gastroenterologia, aliás, é aespecialidade médica que trabalha para mantera saúde de todo o aparelho digestivo, estudando,diagnosticando e tratando as doenças desse sistema.As enfermidades que acometem esses órgãos nãosão poucas e fazem parte do cotidiano de praticamentetodos os brasileiros. Quem nunca reclamou de azia,diarreia, sensação de estufamento, estômago cheioou enjoo? Esses são apenas alguns dos sintomas quepodem sinalizar desde doenças simples de seremtratadas até mesmo outras mais complexas.Gastrite “Quando nos alimentamos, todo o alimento, depoisde mastigado, vai para o estômago, onde é feitaa digestão. Durante esse processo, o organismo produzácido clorídrico. Este órgão possui uma mucosa queo protege da ação desse ácido e que, quando inflama,causa a gastrite”, informa Dr. Altikes. Existem vários tiposde gastrite, podendo ser aguda ou crônica. A primeiraestá relacionada ao estresse e a medicamentos;a crônica, às doenças causadas pelas secreçõesgástricas, principalmente quando há excesso defluidos ácidos no organismo.Os sintomas mais comuns dessa enfermidade sãoqueimação, dor abdominal, perda do apetite, náuseas,refluxo, má digestão e sangramento digestivo. Além disso,pode causar fraqueza e diarreia. O tratamento é feitocom dieta e intervenção medicamentosa.Segundo o gastroenterologista, alimentar-se bem,praticar atividades físicas, evitar o estresse, não fumare não consumir analgésicos, antiácidos, frituras, álcoole refrigerantes ajudam a afastar os riscos de desenvolveruma gastrite. Além disso, é importante também evitaro jejum prolongado, comendo a cada três horas paraneutralizar o ácido presente no estômago.Conheça seuaparelho digestivoe saiba comoevitar doençasNo caminhoda comida
  7. 7. Revista7 • Santa CatarinaDoenças inflamatóriasintestinais Também chamadas de DII, são doenças crônicasque causam inflamação do intestino. Ainda sem cura,podem ser controladas com tratamento médico eacompanhamento adequado. Entre elas, destacam-sea Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa que,apesar de serem doenças distintas, apresentammanifestações clínicas semelhantes. Ambas causam inflamação e, às vezes, úlceras. O queas diferencia é a localização. “Na Doença de Crohn,a inflamação pode afetar da boca ao ânus enquantoa Retocolite Ulcerativa só acomete o intestino grosso,também chamado de cólon”, esclarece Dr. Issac Altikes.Entre os sintomas destacam-se dor abdominal, cólicae diarreia, febre, emagrecimento e, em alguns casos,sangramento, sendo este mais comum na retocolite.Não se sabe ao certo quais são as causas dasDIIs, mas existem fatores genéticos, ambientaise imunológicos envolvidos. “Apesar de não seremcausadores, aspectos emocionais, como o estresse,e hábitos alimentares pouco saudáveis podemagravar os quadros clínicos dessas doenças”, afirmao especialista.Câncer de fígado A 16ª edição da Revista Santa Catarina trouxe umareportagem sobre os tipos de hepatite e tratamentospara cada uma delas. Acima, desvendamos a cirrosehepática. Agora, falaremos de algo mais grave, quepode ser desencadeado por essas enfermidades.O câncer do fígado é o oitavo mais comum no mundoe, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer,mais de 7 mil pessoas morreram em 2008 emdecorrência dele. “Por não apresentar muitos sintomas,o diagnóstico em etapa inicial é difícil. Mas, como osoutros tipos de câncer, pode causar perda de pesoe de apetite, febre, fadiga, dor e inflamação na partesuperior do abdômen, náuseas, icterícia e urina escura”,esclarece o médico.Os estágios de desenvolvimento da doença sãodivididos em quatro etapas, determinadas de acordocom o tamanho, localização, presença de gânglioscomprometidos, metástase e estruturas hepáticasafetadas. “O tratamento depende do estágioda doença, da condição do fígado e da idadee condições gerais de saúde do paciente. O médicopode recomendar a cirurgia, a quimioterapia, a radio-terapia, a terapia biológica ou uma combinaçãodestes métodos”, elucida Dr. Isaac Altikes.Para afastar-se do câncer de fígado, vacine-secontra hepatite, evite o consumo de álcool,alimentos gordurosos e drogas e tenha cuidadoao manusear objetos perfurocortantes.Cirrose Geralmente associada ao consumo excessivo debebidas alcoólicas, a cirrose se caracteriza por fibrosee formação de nódulos que bloqueiam a circulaçãosanguínea no fígado. “Diferente do que as pessoaspensam, a cirrose não possui uma única causa.As hepatites virais, outras doenças crônicas, distúrbiosvasculares e metabólicos também são fatores que podemocasionar a enfermidade”, explica Dr. Isaac Altikes.No início, não há praticamente nenhum sintoma,o que torna o diagnóstico precoce bastante difícil.Em casos mais avançados, pode ocorrer desnutrição,hematomas, sangramentos de mucosas, icterícia (peleamarelada), hemorragias digestivas, entre outros.A cirrose é irreversível e pode levar à morte. Por isso,o único tratamento totalmente eficaz para a doença éo transplante de fígado. “Entretanto, quanto mais cedoo médico conseguir eliminar o agente que a originou,como, por exemplo, o álcool ou o vírus da hepatite,maiores são as chances de adiar ou evitar que surjamcomplicações mais graves”, ressalta o especialista.
  8. 8. CapaPromessas de Ano Novo são sempre muito parecidas.Serenidade, prosperidade e compreensão figuramentre os principais objetivos a serem alcançados.No entanto, nada esteve tão em alta como a pro-messa de que “no ano que vem, começo a ginástica”.Hoje em dia, o Brasil vive um boom esportivo. Aomesmo tempo em que aumenta a consciência deque fazer exercícios é necessário para a manutençãoda saúde e do bem-estar, o esporte ganha status denegócio, já que em 2014 e 2016 o paíssediará a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos,respectivamente. Ainda assim, segundo a SociedadeBrasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 70% dapopulação é sedentária. O índice, segundo a SBC,preocupa bastante e é maior do que o de fumantese obesos, por exemplo. Se você faz parte dessaestatística, está na hora de virar o jogo. Pouco tempo,preguiça e falta de dinheiro são desculpas comuns parafugir dos exercícios, mas nenhum deles ganha – oudeveria ganhar – da lista de benefícios conquistadacom a prática regular de atividades físicas. Quandobem orientada, ela é positiva para todo o organismo.Do ponto de vista musculoesquelético, é visívelo aumento da força e do tônus muscular, alémda flexibilidade e do fortalecimento de ossos eRevistaSanta Catarina • 8Mexa-se!Aproveite o início do ano edeixe, de vez, a vida sedentáriaarticulações. Além disso, a atividade física melhorao metabolismo, o humor, a qualidade do sono,a circulação, a imunidade e afasta problemas desaúde como obesidade, diabetes, hipertensão,dores articulares, entre outros.Segundo o ortopedista e médico do esportedo HSC, Dr. André Pedrinelli, a prática regularde exercício deve ser vista como uma ferramentado receituário médico, assim como qualqueroutro tipo de recomendação.“Ela pode ser usada tanto para a prevenção dedoenças, como para o tratamento delas ou comoforma de reabilitação. O envelhecimento da popu-lação também favorece essa recomendação”, afirma.Mas, apesar de ser um passo saudável, a migraçãoda vida sedentária para uma rotina de exercíciosexige alguns cuidados e deve ser acompanhadapor um médico. “É indispensável que se façauma avaliação completa do paciente e que osexercícios sejam praticados com orientaçãoespecializada, já que se praticada de forma incorreta,a atividade física pode, ao invés de promover a saúde,causar problemas como lesões articulares, dorescrônicas, fraturas, hipoglicemia, cefaleia, aumento dapressão arterial e muitos outros”, destaca o médico.
  9. 9. Revista9 • Santa CatarinaÉ indispensável que se faça umaavaliação completa do paciente eque os exercícios sejam praticadoscom orientação especializada.Dr. André Pedrinelli - Ortopedista e médico do esporte do HSC
  10. 10. RevistaSanta Catarina • 10Nada de atletas profissionais. A Medicina do Esporte é uma especialidademédica que cuida de gente como você e que tem como objetivo investigara influência do exercício, do treinamento e do esporte sobre as pessoassadias ou doentes, com a finalidade de prevenir, tratar e reabilitar.Capaz de avaliar integralmente o paciente, das condições físicas atéas emocionais, esse especialista cuida para que você aproveitetodos os benefícios de um exercício. “O suporte multidisciplinarproporciona ao paciente melhor rendimento físico econdições de saúde. Por isso, a Medicina do Esportetrabalha integrada a outras disciplinas, como cardio-logia, fisiatria, fisiologia, fisioterapia, neurologia,nutrição, ortopedia, pneumologia, psicologiae reumatologia”, explica Dr. Pedrinelli.Promover a saúde é uma das missões do HospitalSanta Catarina e, por isso, a instituição prepara-separa lançar, ainda neste ano, um núcleo focadoem Medicina do Esporte. O foco do novo serviçoé proporcionar um atendimento médico completoàqueles que se interessam pela prática esportiva. Alémdo suporte de todas as áreas já existentes no hospital, onovo departamento também terá uma estrutura própria edeve ser inaugurado ainda no primeiro semestre.Pontapé inicial:o que fazer para começar a se exercitarMedicina do Esporte: especialidadea serviço da saúde integral• Faça uma avaliação médica;• Providencie os exames solicitados pelo seu médico;• Escolha um exercício que lhe agrade. Não adianta, por exemplo, ir auma academia se você prefere atividades ao ar livre;• Use os equipamentos adequados para a modalidade escolhida.Atenção também aos tipos de roupa e calçado;• Programe seus exercícios para a maioria dos dias dasemana e em horários com temperatura agradável;• Ouça seu corpo. É esperado que, após longo tempo parado,você sinta algumas dores. Porém, se elas forem persistentes, é sinalde que a carga ou execução dos exercícios está inapropriada;• Alimente-se adequadamente cerca de 30 a 40 minutos antes e atéuma hora após os treinos. Jamais faça atividade física em jejum;• Beba muita água, pelo menos dois litros por dia;• Faça exercícios de alongamento e flexibilidadeantes e, principalmente, após os treinos;• Se você é do tipo que não gosta de ficar sozinho, mesmo durantesua atividade física, convide alguém para lhe acompanhar e não desista!Capa
  11. 11. Revista11 • Santa CatarinaUm paulistano nato, bem urbano. É assim que o Dr. AndréPedrinelli se intitula. Nascido e criado na região da Praçada Árvore, esse médico do esporte não sabe o queé ficar parado. Desde criança, sempre se envolveu comatividades físicas e era um bom goleiro do time do prédio.Entrou na faculdade de Medicina da Universidade deSão Paulo com apenas 17 anos e foi, então, que começoua sua vida de atleta amador. Estudioso, conciliava a vidaacadêmica com o esporte. Foi eleito o melhor calouroe o melhor atleta de futsal. Mais tarde, assumiu a presi-dência da Atlética e foi membro do Show Medicina,grupo de teatro amador da faculdade.Sua vida profissional começou cedo, quando Dr. Pedrinelliainda estava na faculdade. A convite de um grande amigo,tornou-se médico da seleção paulista de futsal em 1986,função que exerceu por 14 anos. De 1989 a 1992,foi médico do time profissional do Palmeiras, um dosprincipais clubes paulistas. Fez mestrado e doutorado naFaculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.O especialista conheceu o Hospital Santa Catarina porintermédio do Dr. Gilberto Camanho, a quem auxiliou poralgum tempo. Desde o início dos anos 90, Dr. Pedrinellimantém a instituição como seu hospital de base, ondeopera pelo menos uma vez por semana. Em 2007,recebeu o convite da FIFA (Federação Internacionalde Futebol) para criar um Centro de Excelência, órgãoque propõe estudos que visam proteger o jogador.Atualmente, Dr. Pedrinelli divide seu tempo entre afaculdade de Medicina da Universidade de São Paulo,onde é professor colaborador, vice-coordenador doQuem sou eu?Conheça um pouco maissobre o Dr. André Pedrinelli,responsável pela Medicinado Esporte no HSCprograma de residência em Medicina do Esporte,diretor da Oficina de Ortopedia e chefe do Grupode Amputados; a Sociedade Brasileira de Ortopediae Traumatologia (SBOT), onde é presidente da Comissãode Ensino e Treinamento; seu consultório particular;as atividades como médico da Confederação Brasileirade Futebol de Salão (CBFS); o trabalho de diretor doCentro Médico de Excelência da FIFA; e o atendimentona Clínica Rebouças, na qual tem sociedade como irmão, também ortopedista.Ao relembrar toda sua história, o especialista afirmaque o esporte deu-lhe quase tudo que ele conseguiuao longo da vida. Foi nos Jogos Universitários Brasileirosde 1981 que conheceu a esposa, Verena, professorade Educação Física. O médico é casado e pai de doisfilhos: Vivian, de 21 anos, e Thomas, de 19.Em suas horas vagas, Dr. Pedrinelli gosta de cuidar de seusbichos, paixão intensificada pela filha, que é veterinária.“Eu sempre tive animais de estimação. Tinha cachorroquando criança, mas agora tenho cachorro, gato, tartarugad’água, jabuti, peixe e papagaio”, afirma. Livros, viagens,a reforma de um jipe militar 1982 e, é claro, a prática deatividades físicas também figuram entre as preferênciasdo Dr. André Pedrinelli nas horas de lazer.
  12. 12. Materno-InfantilRevistaSanta Catarina • 12Comum na infância, a diarreia é caracterizada peloaumento da frequência na evacuação. “Bebês ecrianças têm o sistema imunológico mais frágil. Por isso,a incidência da diarreia é maior. Diferente do que asmães pensam, não é necessário que a criança façacocô inúmeras vezes para se caracterizar diarreia.Mudanças no aspecto das fezes, por exemplo, já podemindicar que algo está errado”, explica a pediatra do HSC,Dra. Renata Mazzotti Zampol.Na maioria das vezes, a diarreia nas crianças é de origemviral. “Hoje, a principal causa é o rotavírus. No entanto,alergia a algum tipo de substância, condições ruins deNessa época do ano, aumenta, e muito, a procura por atendi-mento médico por casos de diarreia. O principal motivo é queos alimentos se deterioram mais rápido, aumentando o risco decontaminação. Por isso, recomenda-se redobrar no verão oscuidados com a compra, higiene e armazenamento da comida.No momento da compra, lembre-se de vistoriar os prazos devalidade e condições das embalagens. No caso de latase produtos embalados, atente-se para a integridade:não podem estar amassados nem apresentar sinais deferrugem ou estufamento. Para os vidros, certifique-seque não existem fissuras e se estão lacrados.Se for comer fora de casa, atente-se à forma de preparoe à higiene dos restaurantes e barraquinhas de lanches.Prefira talheres e copos descartáveis. A qualidade da águatambém merece bastante atenção: nunca beba água quenão seja filtrada ou mineral.Outra dica importante é evitar o consumo de alimentos gordu-rosos, frituras, carnes pesadas e alimentos ricos em açúcar.Cuidados redobrados no verãoPara quea criançamelhore, énecessáriooferecermuito líquidoe alimentosleves. Dra. Renata Mazzotti Zampolo melhor remédioSaiba como prevenir e o que fazer para
  13. 13. Revista13 • Santa Catarina1. A boca está seca?2. Quando seu filho chora não saem lágrimas?3. Urina com menos frequência ouo xixi está mais escuro?4. A criança está mais sonolenta,quieta ou irritadiça?5. Está pálido ou com os olhos fundos?6. No caso dos bebês, a moleiraestá mais funda?contra a diarreiaseu filho se recuperar desse problemahigiene dos alimentos e água contaminada tambémpodem ser causadores da enfermidade”, afirmaa especialista. Dentre os sintomas, além de fezesmais pastosas ou líquidas, estão mal-estar, náusea,vômito, falta de apetite, febre e dores abdominais.O maior perigo do desarranjo intestinal é a desi-dratação e, nesse caso, a mãe deve procurarrapidamente um médico. “Além do líquido, a criançaperde também sais minerais, como sódio e potássio,que são elementos reguladores do organismoe controlam, por exemplo, os batimentos cardíacos.A perda de peso é normal nesses casos e podechegar a 10%”, destaca.Para a diarreia não há remédio e a melhora éprogressiva. A enfermidade pode durar até 14 dias.“Para que a criança melhore, é necessário oferecermuito líquido e alimentos leves, como sopas, caldos,torradas, entre outros”, esclarece Dra. Renata.Segundo a médica, suspender a alimentação é umerro bastante comum dos pais. “A criança precisacomer para que seu organismo tenha forças paracombater a doença. Se o bebê mama no peito,deve-se manter o aleitamento. Para os maiorzinhos,os pais devem evitar alimentos que soltam o intestino,como mamão, ameixa-preta, aveia e abacate”, afirmaDra. Renata Mazzotti Zampol.Perguntas simples ajudama identificar sintomas dedesidrataçãoCaso você responda sim para um dessessintomas, procure o pediatra ou o pronto-atendimento. Seu filho pode estar com umquadro de desidratação.
  14. 14. Nossas HistóriasHá quase um ano, Leila Lacerda Leão era mais umadaquelas típicas mulheres modernas, extremamentefocada no trabalho. Donos de um estúdio fotográficona zona leste de São Paulo, ela e o marido tentavamengravidar há dois anos. “Eu e o Flávio estávamosmuito envolvidos com um projeto profissional nosEstados Unidos e, como já fazia um tempo queeu queria ser mãe e ainda não tinha conseguido,demorei a perceber que estava grávida”, conta Leila.Foi tomando banho e pensando no que levaria paraa viagem que ela se deu conta do atraso em seu ciclomenstrual. “Eu estava com dois meses de gestaçãoquando descobri. Como estava bem, viajei mesmoassim e apenas quando voltei, uma semana depoisé que comecei a fazer o pré-natal”, relembra.A gravidez de Leila corria normalmente até a25ª semana, quando em uma consulta de rotinao médico percebeu que ela já estava em trabalhode parto. “Quando recebi a notícia, comeceia chorar. Pensar em um parto na 25ª semana degestação era desesperador. Mesmo assim, comonão sentia contrações, ignorei a recomendaçãodo repouso absoluto”, afirma.A futura mãe estava trabalhando normalmente até que,quatro dias depois, sentiu-se mal e foi levada pelomarido ao pronto-atendimento do Hospital SantaCatarina. “Ali começava nossa luta. Era sexta-feira decarnaval e o hospital estava lotado, como se todasas mulheres do mundo tivessem resolvido parirPressade viverRevistaSanta Catarina • 14Saiba como Leila encarou um parto aos cinco mesese meio de gestação e transformou essa história emexemplo para outras mãesnaquele dia! Eu comecei a rezar desesperada,eu realmente queria ficar no HSC. Graças a Deus,houve uma desistência e lá fui eu”, relembra.Leila conta que tinha certeza de que ficaria naquelequarto por, pelo menos, dois meses, e já pedia aomarido que fizesse do espaço um miniescritório.Foram duas semanas de remédios e muito repousopara retardar o trabalho de parto. Mariana, porém,quis mesmo é aproveitar o mundo antes. “Eu tinha27 semanas de gestação e estava tomando meucafé da manhã quando a Dra. Samira Haddad entroupara exames de rotina e percebeu que eu estavacom bastante dilatação. Não tinha mais jeito. Às 13h30,Mariana chegou. Começava a minha aventura de sermãe de um prematuro extremo”, relembra Leila.Durante todo o período que a filha ficou na UTIneonatal, a mãe permaneceu ao lado da pequena.Uma rotina que, segundo ela, não é nada fácil.Mariana passou por entubação, alimentação porsonda, uso de oxigênio para respirar, transfusão desangue, várias apneias e uma cirurgia para fechamentodo canal arterial do coração. “Acompanhar seu filhona UTI neonatal é o que eu chamo de montanha-russaemocional. Em um dia o bebê está ótimo; no outrovocê vê seis médicos em volta dele porque piorou...Não é fácil. Eu procurei manter a calma e conversarcom a Mariana todo o tempo. Eu dizia coisas do tipo:‘filha, a enfermeira vai furar seu pezinho agora, vai doerum pouquinho, mas é para o seu bem’. Acho que
  15. 15. Batalha virou blogFoi para compartilhar sua história com mãesque passam por situações parecidasque Leila criou o blog Mãe Amor Extremo(http://www.maeamorextremo.blogspot.com).O espaço traz anotações detalhadas que Leila fez aindana UTI, as etapas da recuperação da filha e aquilo queronda o pensamento das mães após o parto: culpa,desilusão, tristeza, alegria, esperança, entre muitos outros.Cheio de emoção e escrito com a propriedade dequem melhor do que ninguém entende o que se passana cabeça de uma mãe de bebê prematuro, o blog estásendo indicado pelas enfermeiras do Hospital Santa Catarinapara mulheres em situações semelhantes. Já foi até temade reportagem no jornal Folha de S. Paulo. “Fico muitocontente e lisonjeada por poder ajudar outras mulheres.É importante que elas saibam que a prematuridadeé comum e que encará-la de forma positiva faz muitadiferença na recuperação da criança”, destaca Leila.Revista15 • Santa Catarinafomos nos fortalecendo juntas. Sei que meu amor tambémajudou minha guerreira nessa batalha”, afirma Leila.Mariana recuperou-se muito bem, mas ainda precisavaaprender a respirar sem ajuda do oxigênio do berço, comerpela boca e mamar no peito para, então, ir para casa.Ao todo, foram 70 dias de internação até que chegasseo momento tão aguardado. “Lembro-me daquele dia.Mariana dormia tranquila na cadeirinha do carro, os raiosde sol iluminavam delicadamente seu rosto e eu e o Fláviochorávamos como crianças, numa alegria indescritível. Foi umdos melhores momentos das nossas vidas”, destaca.Leila garante que a escolha pelo Hospital Santa Catarina foi amais acertada. “O hospital foi fantástico. Fomos tratados commuito carinho por toda a equipe médica e de enfermagem,que cuidou para que ficássemos confortáveis, deu-nossuporte psicológico, preocupou-se com cada detalhe. Nãovou citar nomes para não correr o risco de esquecer alguém,mas deixo meu muito obrigada às maravilhosas enfermeiras,fisioterapeutas, psicólogas, médicos... Quero deixar registradapara sempre toda nossa gratidão a todos aqueles que fazemdesta a melhor maternidade do Brasil”, ressalta.Mariana é uma criança super ativa, brinca bastante, temuma saúde de ferro e faz acompanhamento multidisciplinar.“Agora tenho coragem de dizer que tinha medo deperdê-la e orgulho-me de ter ficado o tempo todo aoseu lado. Quero que ela saiba o quanto ela lutou pela vidae que nos orgulhamos muito dela”, emociona-se a mãe.Leila Lacerda e a pequena Mariana
  16. 16. RevistaSanta Catarina • 16Bem-estarSaiba quais os riscos no consumo excessivo de salUm levantamento feito pelo IBGE e divulgadono final de 2011 apontou que o brasileiroconsome, em média, cerca de 12g de salpor dia, mais que o dobro recomendadopela Organização Mundial da Saúde (OMS).Preocupado com números tão elevados, oGoverno Federal comprometeu-se a baixar oconsumo para 5g até o final deste ano.Entre as iniciativas para cumprir a meta, lançoucampanhas de conscientização e firmou um acordocom a indústria alimentícia, que estabelece umplano para a redução gradual do teor de sódioem 16 tipos de alimento, começando pormassas instantâneas, pães e bisnaguinhas.Presente não só na hora de preparar a comida, mas tambémnos produtos industrializados, o sal é uma das estrelas no pratodo brasileiro. O condimento contribui em determinadas funçõesfisiológicas, como na condução de impulsos nervosos e nacontração muscular.No entanto, se consumido em excesso, o sal acarretasérios danos à saúde. “O grande vilão é o sódio, substânciapresente no sal. Seu consumo elevado pode causardoenças cardiovasculares, osteoporose, hipertensão,entre outras enfermidades”, alerta o cardiologista do HSC,Dr. Alessandro Machado.De acordo com o especialista, o excesso atrofia as papilasgustativas da língua e os alimentos parecem ficar sem gosto,o que exige cada vez mais sal na dieta. “O sal faz com queo nosso organismo retenha líquido e obriga o coraçãoa fazer mais força para bombear o sangue, reduzindosua vida útil”, destaca Dr. Machado.Além de abusar na pitadinha no tempero das saladas,massas e molhos, por exemplo, nós consumimos sal muitasvezes sem perceber. Biscoitos, caldos prontos, pratos congela-dos e macarrão instantâneo figuram entre os campeões em sódio.Em meia porção de lasanha, por exemplo, há 85% daquantidade total de sódio recomendada para a alimen-tação de um dia inteiro.Estudo apontaconsumo exageradode sal no BrasilPitadinha
  17. 17. perigosaRetenção hídricaO excesso de sódio no sangue eleva a retenção de água, o que podeprovocar, além de inchaço, edemas pelo corpo.HipertensãoA hipertensão ocorre quando a pressão arterial atinge níveis iguais ousuperiores a 140x90 mmHg. Com a retenção de líquido, há um aumento novolume de sangue que circula pelos vasos sanguíneos, o que causaa conhecida pressão alta. A doença acomete 30% da população mundial.O aumento da pressão arterial também é um fator de risco para as doençascardiovasculares, como infarto, derrames, entre outros.DiabetesSe o sal causa hipertensão e problemas nos rins, certamente ele tambémé um grande inimigo do diabético. Os portadores sofrem frequentementede pressão alta associada e são mais suscetíveis a doenças renais do queas pessoas que não possuem a enfermidade.Alterações visuaisO excesso de sal também pode causar catarata, orbitopatia e outrasenfermidades oculares.OsteoporoseUm alto consumo de sal está relacionado a maior perda de cálciona urina, o que pode causar uma redução da densidade mineralóssea, que caracteriza a osteoporose.Disfunções na tireoideNo Brasil, o sal é enriquecido com iodo, substância que, se consumida emexcesso, pode levar à inflamação da tireoide, causando sua disfunção.• Tire o saleiro da mesa para não cairna tentação de adicionar mais salna comida já temperada;• Substitua os alimentos industrializados eprodutos em conserva pelos caseiros;• Se comprar comida enlatada queesteja mergulhada em sal, enxague-apara remover um pouco do sódio;• Temperos e molhos industrializadoscomo shoyo, ketchup, caldos prontos,maionese, entre outros, tambémdevem ser evitados;• Antes de consumir alimentosindustrializados, verifique aquantidade de sódio no rótulo;• Reduza aos poucos a quantidade desal usada no preparo dos alimentos;• Capriche no uso de ervas e temperosnaturais para dar mais sabor aos pratos.Revista17 • Santa CatarinaConheça algumas consequências doconsumo excessivo de sódioDicas para reduzir ouso do sal
  18. 18. ACSCRevistaSanta Catarina • 18HospitalSanta Catarina,uma história a ser contadaNo dia 6 de fevereiro de 2012, o Hospital Santa Catarinacompletou 106 anos. Um período de graças e de bênçãosrecebidas da gratuidade do Senhor. Uma história de amor,paixão e, sobretudo, de cuidado com a vida, um dom de Deus.Mas, essa história não pode ser contada sem antes apresentara Congregação das Irmãs de Santa Catarina, instituição queexiste há 440 anos e que tem como objetivo servir ao próximo,ajudando-o a crescer na fé, no amor e no conhecimentode Deus. No Brasil, as Irmãs de Santa Catarina estão presenteshá 114 anos, graças à coragem e ousadia de quatro mulheres -Daria Beckmann, Crescência Bleise, Irmengard Preuschaff e RosaWoywood. Elas deixaram sua terra natal, a Alemanha, e chega-ram ao Brasil em 1897, em Petrópolis, Rio de Janeiro,para ali iniciar seus trabalhos missionários.Alguns anos depois, em 1903, a Irmã Beata Heinrich contou como apoio de mais dois corajosos idealizadores - Dom Miguel KruseGraças vos damos Senhor, por graças podermos vos dar.Irmã Ana MariaSala de Raio-XFachada do Hospital Santa Catarina em 1930e Dr. Walter Seng. -, para que juntos iniciassem a construçãodesta magnífica obra, o Hospital Santa Catarina, que perdurae cresce com excelência, exuberância e inovações. As Irmãsda Congregação de Santa Catarina têm como lema:  “o quedeve mover o ser humano é o amor ao próximo, a solidarie-dade, a compaixão e o acolhimento”. Estes ensinamentos sãopassados para os colaboradores do HSC desde o momentode sua contratação e perpassam o dia a dia de todos, pormeio da convivência, mensagens, reuniões, encontros ecelebrações. O desejo é que a filosofia e a espiritualidadeda Congregação sejam vivenciadas por todos.O que move a ação no Hospital Santa Catarina é o acolhimento,em todos os sentidos. Elas procuram promover e colaborarna formação da equipe hospitalar, com a formação continuada,a medicina preventiva e o apoio a iniciativas diversas, empre-gando os meios possíveis para restaurar a saúde e amenizaros sofrimentos dos doentes, sob os aspectos biológicos,psicológicos, sociais e espirituais. No decorrer destes106 anos, o HSC acompanhou os avanços da medicinae concomitantemente os avanços tecnológicos. Em suaconstrução há uma sintonia entre o novo e o velho, datradição e da modernidade, avançando para as inovaçõesjunto à história e ao desenvolvimento, adequando seusserviços às necessidades do mundo moderno.Hoje, o Hospital Santa Catarina conta com mais de 2.300colaboradores, 352 leitos, 5 UTIs especializadas e realizacerca de 12 mil atendimentos no Pronto Atendimento todosos meses. Entre outras especialidades, o HSC é reconhecidocomo referência por sua Maternidade e também nas áreasde Oncologia, Neurologia, Cardiologia e Ortopedia.Constatamos, assim, que o HSC vem crescendo afetivae efetivamente e tem grandes sonhos para o futuro.
  19. 19. Revista19 • Santa CatarinaEm diaFique pordentrodos acontecimentosConforto, funcionalidade e qualidade de vida. Foi paraproporcionar esses benefícios àqueles que cuidam da suasaúde que o Hospital Santa Catarina inaugurou o novo Serviçode Atendimento ao Médico (SAM HSC).Com capacidade para atender os especialistas da instituição24 horas por dia, o ambiente de 140m² foi desenvolvidoseguindo modelos existentes em países como Estados Unidos,Espanha e Suíça. A nova estrutura é composta por sala de estarequipada com poltronas para massagens, sala de reunião eárea administrativa, além de espaço gourmet e cybercafé.Médicos do HSC ganhamespaço exclusivoEspecialização e atendimentode primeiraPátio Paulista abrigarááreas administrativasO Hospital Santa Catarina inaugurou em fevereiroo Pronto Atendimento adulto com dois importantesdiferenciais: Unidade de Dor Torácica e Unidade deAVE (Acidente Vascular Encefálico).Com investimento de R$ 3,5 milhões, ambas asunidades contam com equipe de enfermagemprópria, integração com as UTIs cardiológicae neurológica e tecnologias de monitoramentocardíaco e respiratório. A novidade faz parte daconclusão da primeira fase de modernização do PA.Endereço:Rua Teixeira da Silva, 71O Hospital Santa Catarina adquiriu,no fim de 2011, o edifício Pátio Paulista.O prédio de 12 andares será a novacasa de algumas áreas administrativase do Centro de Estudos do HSC.Localizado na Rua Teixeira da Silva,em frente à entrada do ProntoAtendimento, esse novo espaçopossibilitará novos 45 leitos deinternação, ampliando a capacidadedo hospital para cerca de 500 leitos.
  20. 20. A fórmula dos nossos106 anos de sucessoé amor ao trabalho.Cuidado com o paciente, compromisso com o melhor serviço,profissionais qualificados e dedicados, inovação, tecnologiae qualidade. Estas são algumas das muitas razões pelas quaiso Hospital Santa Catarina comemora mais um aniversário.Saúde a todos nós!Dr. Jayme Fogagnolo CobraDiretor Técnico MédicoCRM 98361

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