Traumatismos de extremidades 2

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Traumatismos de extremidades 2

  1. 1. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-1Lição 13TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADESOBJETIVOS:Proporcionar aos participantes conhecimentos e habilidades que os capacitem a:1.Conceituar fratura, luxação e entorse, citando suas causas bem comoenumerar 4 sinais ou sintomas que identificam tais lesões;2.Reconhecer as condições que ameaçam a vida de vítimas com trauma deextremidades3.Citar duas razões para a imobilização provisória;4.Reconhecer os imobilizadores e suas formas de utilização de acordo com otipo de lesão;5.Demonstrar através de uma simulação, os passos para imobilizar fraturas emextremidades superiores/inferiores e na pelve.
  2. 2. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-2CAUSAS GERAIS DE TRAUMATISMOS MÚSCULO-ESQUELÉTICOS1. Trauma direto: A lesão pode ocorrer no local do impacto ou diferente do seuponto de origem;2. Forças de torção: O segmento ósseo ou articulação é exposto a uma forçacontrária lesando o(s) tecido(s);3. Espasmos musculares: contração violenta do músculo produzindo fratura;4. Estresse: O osso submetido a esforço repetitivo pode sofrer uma fratura ouluxação;5. Condições patológicas: Processos destrutivos localizados que podemenfraquecer o osso. Ex: câncer, osteoporose, tumores, etc.CONCEITOS BÁSICOSFRATURASPodemos definir uma fratura como sendo a perda, total ou parcial, da continuidadede um osso. A fratura pode ser simples (fechada) ou exposta (aberta). Na fraturasimples não há o rompimento da pele sobre a lesão e nas expostas sim, isto é, oosso fraturado fica exposto ao meio ambiente, possibilitando sangramentos e umaumento do risco de infecção.No caso de fraturas, a vítima geralmente irá queixar-se de dor no local da lesão. Osocorrista poderá identificar também, deformidades, edemas, hematomas,
  3. 3. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-3exposições ósseas, palidez ou cianose das extremidades e ainda, redução detemperatura no membro fraturado.A imobilização provisória é o socorro mais indicado no tratamento de fraturas oususpeitas de fraturas.Quebra de um osso. Ruptura total ou parcial de um osso. Perda da continuidadeóssea.Tipos de fraturas Fechada (simples): A pele não foi perfurada pelas extremidades ósseas; Aberta (exposta): O osso se quebra, atravessando a pele, ou existe umaferida associada que se estende desde o osso fraturado até a pele.Sinais e sintomas de fraturas1. Deformidade: a fratura produz uma posição anormal ou angulação num localque não possui articulação;2. Sensibilidade: geralmente o local da fratura está muito sensível ou não hásensação nos extremos do membro lesado;3. Crepitação: se a vítima se move podemos escutar um som áspero, produzidopelo atrito das extremidades fraturadas. Não pesquisar este sinalintencionalmente, porque aumenta a dor e pode provocar lesões;4. Edema e alteração de coloração: quase sempre a fratura é acompanhada deum certo inchaço provocado pelo líquido entre os tecidos e as hemorragias. Aalteração de cor poderá demorar várias horas para aparecer;5. Incapacidade ou Impotência funcional: perda total ou parcial dos movimentosdas extremidades. A vítima geralmente protege o local fraturado, não podemover-se ou o faz com dificuldade e dor intensa;6. Fragmentos expostos: numa fratura aberta, os fragmentos ósseos podem seprojetar através da pele ou serem vistos no fundo do ferimento;7. Dor: sempre acompanha a fatura de forma intensa;
  4. 4. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-48. Secção de tecido: o osso ou parte dele rompe o tecido e se retrai para suaposição original ou interna;9. Mobilidade anormal: a vítima da fratura não consegue movimentar-senormalmente, apresentando dificuldades ao se deslocar ou segurar algo;10. Hemorragia: a lesão pode ser acompanhada de sangramento abundanteou não, dependendo de secção ou não de artéria importante;11. Hematoma: em caso de ferimentos fechados, é um bom indicador detrauma ósseo ou suspeita deste;12. Espasmos musculares: logo após a fratura, há a tendência de que, aslesões em ossos longos, mais especificamente no fêmur, o músculo que trabalhanesta região e que sempre permaneceu tenso, ao ter o osso fraturado, começa avibrar intensamente por alguns momentos até se relaxar e se contrairbruscamente.LUXAÇÃOA luxação é uma lesão onde as extremidades ósseas que formam uma articulaçãoficam deslocadas, permanecendo desalinhadas e sem contato entre si. É odesalinhamento das extremidades ósseas de uma articulação fazendo com que assuperfícies articulares percam o contato entre si.O desencaixe de um osso da articulação (luxação) pode ser causado por umapressão intensa, que deixará o osso numa posição anormal, ou também por umaviolenta contração muscular. Com isto, poderá haver uma ruptura dos ligamentos.Os sinais e sintomas mais comuns de uma luxação são: dor intensa, deformidadegrosseira no local da lesão e a impossibilidade de movimentação.Em caso de luxação, o socorrista deverá proceder como se fosse um caso defratura, imobilizando a região lesada, sem o uso de tração. No entanto, devemossempre lembrar que é bastante difícil distinguir a luxação de uma fratura.
  5. 5. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-5Sinais e SintomasGeralmente são bastante similares com as fraturas:1. Deformidade: mais acentuada na articulação luxada;2. Edema;3. Dor: aumenta se a vítima tenta movimentar a articulação;4. Impotência Funcional: perda completa ou quase total dos movimentosarticulares.ENTORSEEntorse pode ser definida como uma separação momentânea das superfíciesósseas, ao nível da articulação.É a torção ou distensão brusca de uma articulação além de seu grau normal deamplitude.A lesão provocada pela deformação brusca, geralmente produz o estiramento dosligamentos na articulação ou perto dela. Os músculos e os tendões podem serestirados em excesso e rompidos por movimentos repentinos e violentos. Umalesão muscular poderá ocorrer por três motivos distintos: distensão, ruptura oucontusão profunda.A entorse manifesta-se por um dor de grande intensidade, acompanhada deinchaço e equimose no local da articulação.O socorrista deve evitar a movimentação da área lesionada, pois o tratamento daentorse, também consiste em imobilização e posterior encaminhamento paraavaliação médica.Em resumo, o objetivo básico da imobilização provisória consiste em prevenir amovimentação dos fragmentos ósseos fraturados. A imobilização diminui a dor epode ajudar a prevenir também uma futura lesão de músculos, nervos, vasos
  6. 6. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-6sangüíneos, ou ainda, da pele em decorrência da movimentação dos fragmentosósseos.Se a lesão for recente, esfrie a área aplicando uma bolsa de gelo ou compressafria, pois isso reduzirá o inchaço, o hematoma e a dor.Sinais e sintomas de entorseTambém são similares às luxações. Nos entorses os ligamentos geralmentesofrem ruptura ou estiramento, provocados pelo movimento brusco.RAZÕES PARA A IMOBILIZAÇÃO PROVISÓRIA1. Evitar ou minimizar a dor: prevenindo a movimentação de fragmentosósseos fraturados ou dos ossos de uma articulação luxada ou com entorse.2. Prevenir ou minimizar:a. Lesões futuras de músculos, nervos e vasos sangüíneos pelos fragmentosósseos.b. Rompimento da pele e conversão de uma fratura fechada em aberta (maisperigosa devido à contaminação direta e possível infecção).c. Diminuição do fluxo sangüíneo como resultado da pressão exercida pelosfragmentos ósseos sobre os vasos sangüíneos.d. Sangramento excessivo para os tecidos ao redor do local da fraturacausado pelas extremidades ósseas instáveis.e. Paralisia das extremidades como resultado de uma lesão da medulaespinhal por vértebras fraturadas ou luxadas.
  7. 7. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-7TIPOS DE IMOBILIZADORES1. Talas rígidas: seguem um formato no alinhamento do membro;2. Talas moldáveis: permitem moldagem na forma do segmento lesado;3. Prancha longa: imobilização de corpo inteiro em plano rígido;4. Bandagens triangulares: fixador de talas e imobilizador para luxações eentorses de membros superiores;5. Colete Imobilizador Dorsal, conhecido por KED - Kendrick ExtricationDevice: aplicado invertido em caso de trauma no quadril.ACESSÓRIOS DE IMOBILIZAÇÃO1. Fita crepe; Atadura de crepe; Compressas de gaze; Bandagem triangular.REGRAS GERAIS PARA A IMOBILIZAÇÃO1. Priorizar o atendimento das lesões que ameacem a vida, detectadas na análise primária.2. Imobilizar fraturas antes de movimentar o acidentado, exceto, nos casos derisco iminente de vida para a vítima ou socorrista, a posição da vítima estiverobstruindo suas vias aéreas, sua posição impede a realização da análise primáriaou para garantir acesso a uma vítima mais grave.Ex. explosão, local gaseado, risco de novos acidentes, etc.3. Não perder tempo com imobilizações muito elaboradas nas situações em que houverrisco de vida imediato para o acidentado;4. NUNCA tentar alinhar o osso fraturado.5. NUNCA tentar reintroduzir um osso exposto.6. Expor o local do ferimento e remover adornos como relógio, pulseiras e anéis dasextremidades afetadas.
  8. 8. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-87. Cobrir ferimentos com gaze estéril seca, fixando com atadura de crepe ou bandagemtriangular.8. Avaliar o pulso distal, perfusão capilar, cor, temperatura, sensibilidade, mobilidade emotricidade da extremidade afetada.9. Imobilizar o membro com o mínimo de movimentação possível, em posição maispróxima da anatômica, conforme POP específicos.10.Refazer exame da extremidade após imobilização; caso haja alterações vasculares ouneurológicas, refaça a imobilização.11.Na dúvida, se há ou não fratura, sempre imobilizar.12.Não se distrair das prioridades por causa de uma fratura que cause uma deformidadeimpressionante.13. A imobilização de fraturas deve impedir a movimentação de uma articulação acima euma abaixo do local da fratura e, no caso de lesões em articulações, imobilizar um ossoacima e um abaixo da articulação lesada.14. Nos membros superiores utilizar uma tala e nos membros inferiores utilizar três talaspara a imobilização provisória.PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS DE IMOBILIZAÇÃO DELESÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICASCLAVÍCULA, ESCÁPULA E OMBRO.1. Imobilizar o membro proporcionando sustentação para o braço.2. Utilizar bandagem triangular e confeccionar uma tipóia:3. Se o membro estiver afastado do corpo, colocar um apoio entre o braço eo corpo para manter o membro na posição encontrada.LUXAÇÃO DE OMBRO1. Utilizar bandagem triangular e confeccionar uma tipóia:
  9. 9. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-92. Se o membro estiver afastado do corpo, colocar um apoio entre o braço eo corpo para manter o membro na posição encontrada.ÚMERO1. Envolver a articulação do ombro e do cotovelo:a. Se a fratura for proximal (próximo ao ombro), utilizar 2 bandagenstriangulares, imobilizando o membro fletido;b. Se a fratura for medial, utilizar tala rígida na face anterior do braço,protegendo a extremidade da tala que estiver em contato com aaxila com uma atadura. Poderá ser utilizado tala moldável;2. Se a fratura for distal (comum em crianças e pessoas idosas) utilizar a talarígida ou a moldável.RÁDIO E ULNA1. Envolver a articulação do cotovelo e do punho.2. Utilizar a tala rígida ou moldável para imobilização de fraturas.MÃO E DEDOS1. Imobilizar a mão com os dedos semi-fletidos, deixando-os apoiados sobreum rolo de atadura de crepe ou chumaço de gaze.2. Utilizar tala rígida ou moldável.3. Para os dedos, proceder da mesma forma; caso seja apenas um dedo e ocomprometimento é da falange distal, utilizar duas espátulas de madeira.PÉLVE1. Imobilizar na prancha longa, com auxílio da tala rígida e bandagemtriangular.
  10. 10. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-102. Imobilizar envolvendo a articulação do joelho e impedindo a flexão doquadril.3. Colocar um cobertor enrolado entre os membros inferiores.4. Poderá ser utilizado o colete imobilizador dorsal na posição invertida.LUXAÇÃO DE ARTICULAÇÃO COXO-FEMURAL1. Fazer imobilização de forma a sustentar o membro na posição encontrada,utilizar tala moldável e cobertores enrolados.2. Utilizar a prancha longa.FÊMUR1. Utilizar a tala rígida ou moldável.2. Imobilizar de forma a impedir movimentação do quadril e do joelho.JOELHO1. Lesões ortopédicas de joelho, utilizar tala rígida ou moldável.2. Imobilizar o joelho envolvendo o fêmur, a tíbia e a fíbula.TÍBIA E FÍBULA1. Utilizar tala rígida ou moldável.2. Imobilizar envolvendo a articulação do joelho e tornozeloPÉS1. Utilizar tala aramada moldável.
  11. 11. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-11ATENÇÃO Nunca tentar realinhar um membro fraturado, devendo ser imobilizado naposição encontrada, particularmente em casos onde houver suspeita de lesõespróximas às articulações. Na evidência de alteração de perfusão e ausência de pulso distal à fratura,informar à Central de Operações onde o médico regulador determinará se oSBV aguarda ou não o SAV; se vai ao encontro do SAV ou se vai ao hospitalde destino. Estar atento para a possibilidade de choque nas vítimas com fratura de pelvee/ou fêmur pela grande quantidade de sangue no foco da fratura.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1. Planos de aula do Curso de Assistente de Primeiros Auxílios Avançados doPrograma USAID/OFDA/MDFR/UDESC/SMS/CBPMESP de Capacitação paraInstrutores, São Paulo - 1998.2. Socorros Médicos de Emergência. American Academy of OrthopaedicSurgeons. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.ª, 1979.3. Half, Brent – Primeiros Socorros para Estudantes – Editora Manole – 1º EdiçãoBrasileira – São Paulo – 2002.4. Bergeron, J. David – Primeiros Socorros – Atheneu Editora São Paulo – SãoPaulo – 1999.5. Bergeron, J. David – Emergency Care – Brady Prentice Hall – Upper Saddle,New Jersey -1995.PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS11-01 Trauma músculo-esquelético
  12. 12. Curso de Resgate e Emergências MédicasRevisão JAN/09 MP 13-1211-02 Imobilização de membros12-04 Colocação de colete imobilizador dorsal12-07 Aplicação de talasBLOCO DE ANOTAÇÕES_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

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