Trauma toracico 2

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Trauma toracico 2

  1. 1. TRAUMA TORÁCICOAspectos na tomografia computadorizada Dr Alessandro Severo Alves de Melo
  2. 2. TRAUMA - DEFINIÇÃO• Lesão caracterizada por alteração estrutural ou desequilíbrio fisiológico decorrente de exposição aguda a várias formas de energia, tais como energia mecânica, elétrica, térmica, química ou radioativa.
  3. 3. TRAUMA - INTRODUÇÃO• Uma das principais causas de morte na população jovem do mundo atual.• Trauma torácico significa importante agravante das condições clínicas dos pacientes com trauma multi-sistêmico, determinando cerca de 20% das mortes.
  4. 4. TRAUMA - CLASSIFICAÇÃO:• Divide-se em trauma fechado e aberto.• No trauma fechado a integridade da caixa torácica é preservada. Já no trauma aberto ocorre comunicação entre o meio externo e o interior da caixa torácica, através de solução de continuidade.• O trauma fechado predomina com cerca de 90% dos casos.
  5. 5. VALOR DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA• A tomografia computadorizada apresenta maior sensibilidade e especificidade que as radiografias de tórax na detecção e avaliação da extensão das lesões traumáticas do tórax.• A técnica helicoidal em função de sua rápida aquisição permite a avaliação de pacientes em estado crítico, com qualidade de imagem apropriada para fins diagnósticos.
  6. 6. VALOR DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA• Estabelecer diagnóstico das lesões traumáticas• Permitir avaliação da extensão e gravidade das lesões.• Afastar a necessidade de procedimentos invasivos desnecessários.
  7. 7. HISTÓRICO DA TC NO TRAUMA• Nos anos 70 surge a tomografia computadorizada, que se torna rapidamente padrão-ouro no diagnóstico das lesões cranianas.• Nos anos 80, a TC ganha relevância no manejo do trauma abdominal.• O trauma do tórax permanece campo em evolução.• Nos anos 90 a técnica helicoidal, dada a otimização do uso do contraste venoso e rápida aquisição, abriu espaço para a TC na avaliação da vítima de trauma torácico.
  8. 8. ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS• FAIXA ETÁRIA – predomínio na 3a e 4a décadas.• SEXO – predomínio no sexo masculino da ordem de 80%.• Causas principais:- Colisão de veículos, atropelamento, lesão por arma de fogo, quedas de altura, acidente de motocicleta, espancamento, lesão por arma branca, explosão e esmagamento.
  9. 9. ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS• O trauma multi-sistêmico predomina.• Há associação de lesões torácicas com- lesão do sistema músculo-esquelético, traumatismo craniano e lesões abdominais.
  10. 10. MECANISMOS DO TRAUMA TORÁCICO• TRAUMA TORÁCICO FECHADO1 – Lesão por aceleração/ desaceleração2 – Lesão por compressão3 – Lesão por impacto de alta velocidade• TRAUMA TORÁCICO ABERTOResulta da aplicação de força mecânica sobre uma pequena área da superfície do tórax.
  11. 11. ASPECTOS TÉCNICOS• Colimação: 3 a 5 mm.• Pitch: 1 a 2. Intervalo de reconstrução de 50%.• Meio de contraste venoso não iônico infundido de preferência por bomba injetora com fluxo entre 3 e 5 ml/s.• Tempo médio de aquisição para opacificação ótima da aorta torácica entre 20 e 30 s.• Aquisição do ápice pulmonar até o abdome superior.
  12. 12. LESÕES PULMONARES• Sítio de lesão mais comum.• As formas de lesão encontradas são: as contusões, atelectasias, lacerações e os hematomas.
  13. 13. LESÕES PULMONARES• CONTUSÕES PULMONARES• Áreas de hemorragia pulmonar.- Na TC se caracterizam por áreas de atenuação em vidro fosco e/ou consolidações.
  14. 14. LESÕES PULMONARES• ATELECTASIAS• Áreas de colapso pulmonar.• Subdivididas nas formas compressiva e subsegmentar.
  15. 15. LESÕES PULMONARES• LACERAÇÕES PULMONARES- Lesões parenquimatosas nas quais há ruptura alveolar. Na TC observamos a presença de ar.- Na TC se caracterizam por áreas de contusão com ar no interior.
  16. 16. LESÕES PULMONARES• HEMATOMAS PULMONARES• Lesões parenquimatosas constituídas de cavidades neoformadas preenchidas total ou parcialmente por sangue.• São caracterizadas na TC por opacidades com densidade de partes moles, eventualmente com nível líquido, quando há ocupação parcial por sangue.
  17. 17. LESÕES PLEURAIS• Segundo sítio de lesão mais comum.- As formas de lesão encontradas são o hemotórax e o pneumotórax.
  18. 18. LESÕES PLEURAIS• HEMOTÓRAX corresponde a sangue no espaço pleural.• Na TC manifesto por líquido de densidade variável (entre 0 e 80UH), no espaço pleural.
  19. 19. LESÕES PLEURAIS• PNEUMOTÓRAX- Coleção aérea entre os folhetos pleurais.- A TC permite classificação quantitativa.:- Mínimo- Anterior- Antero-lateral
  20. 20. LESÕES MEDIASTINAIS• IMPORTANTE SÍTIO DE LESÃO TRAUMÁTICA DO TÓRAX EM FUNÇÃO DE SUA GRAVIDADE POTENCIAL.• As lesões mediastinais encontradas são: pneumomediastino, hematoma mediastinal, hemopericárdio e lesão da aorta.
  21. 21. LESÕES MEDIASTINAIS• O hematoma mediastinal se caracteriza pela presença de sangue no espaço mediastinal.• Nas radiografias simples podem se manifestar por alargamento mediastinal.• Na TC se expressa pelo acúmulo de material denso neste espaço.
  22. 22. Alargamento mediastinal
  23. 23. LESÕES MEDIASTINAIS• O hemopericárdio se caracteriza por sangue no interior do saco pericárdico.• Na TC se manifesta por líquido de densidade variável, circundando o coração.
  24. 24. LESÕES MEDIASTINAIS• LESÃO DA AORTA• Lesão extremamente grave que necessita de diagnóstico e conduta imediatos, por apresentar alta mortalidade.• A TC pode demonstrar de pequenas erosões da parede até dissecção, pseudoaneurisma e ruptura.• A TC helicoidal permite tal diagnóstico, servindo de método de screening para a aortografia.
  25. 25. LESÕES DO DIAFRAGMA- As lesões do diafragma correspondem a ruptura, com solução de continuidade do músculo.- Na TC tais lesões são caracterizadas pela herniação de estrutura intra-abdominal para o interior do tórax, sendo mais comum no lado esquerdo.- A TC helicoidal facilita o diagnóstico pela obtenção de reconstruções multiplanares.
  26. 26. Hérnia diafragmática
  27. 27. Hérnia diafragmática
  28. 28. LESÕES TRAQUEOBRÔNQUICAS• Sitio raro de lesão.• Difícil diagnóstico. Em geral feito por complicações tardias, como estenose brônquica ou pneumotórax persistente.• Acomete principalmente o brônquio-fonte direito. Há necessidade de confirmação broncoscópica.• Pode se observar o sinal do “pulmão caído”, pneumotórax volumoso, hemotórax, gás peribrônquico e pneumomediastino.
  29. 29. Enfisema de parede torácica• Ar nas partes moles do tórax
  30. 30. Lesões da caixa torácica• A avaliação de fraturas costais e do esterno pode ser feita através de radiografias simples e pela TC.• As radiografias representam bom método para detectar lesões costais.• A TC avalia melhor as fraturas esternais e lesões associadas.
  31. 31. Fraturas de costela e hemopneumotórax
  32. 32. Fratura de esterno
  33. 33. TC-fratura de esterno
  34. 34. Hemomediastino-fratura de esterno
  35. 35. OBRIGADO

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