Sedentarismo a inatividade que pode comprometer a sua vida

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Sedentarismo a inatividade que pode comprometer a sua vida

  1. 1. ISSN 1983-5752ARTIGO ORIGINALSEDENTARISMO: A INATIVIDADE QUE PODE COMPROMETER A SUA VIDADomínguez, AGD*; Ferraz, E**; Ultra, F**; Oliveira, J**; Anastácia, M***Fisioterapeuta, Professora Doutora da disciplina de Saúde Coletiva, UNIEURO**Graduandos em Fisioterapia, Discentes da disciplina de Saúde Coletiva, UNIEUROemail para correspondência: aldira@unieuro.edu.brHABILITAR – Rev. Elet. Fisiot. Centro Universitário UNIEURO; Vol. II, Abr/ Set 2008 71RESUMOO sedentarismo está entre asprincipais patologias que afetam apopulação mundial, acarretando sériascomplicações para a saúde dosindivíduos. Sedentarismo é o hábito denão realizar esforço físico ou realizá-lo demaneira reduzida, insuficiente para ademanda que o organismo exige. Oobjetivo principal dessa pesquisa foievidenciar o índice de sedentarismo entrejovens de 18 a 54 anos, dentro de umaamostragem composta por homens emulheres. Busca ainda, identificar qual otipo de atividade física mais freqüenteentre os não-sedentários, meio detransporte, perfil de atividades físicas nolazer e no trabalho, e a presença depossíveis patologias que contra-indiquema prática efetiva de exercícios físicos,contribuindo para a queda na qualidade devida das pessoas. Para tal, foi utilizadoquestionário aplicado a indivíduos noCentro Universitário Unieuro.Palavras-chave: Sedentarismo, jovens,atividade física e qualidade de vida.ABSTRACTThe sedentary lifestyle is among themajor diseases affecting the worldpopulation, causing serious complicationsto the health of individuals. Sedentary lifestyle is the habit of physical effort or notto implement it so low, not enough todemand that the body requires. The mainobjective of this research was thehighlight index of inactivity among youngpeople 18 to 54 years, within a samplecomposed of men and women. Search yetto identify what type of physical activitymost common among non-sedentary,means of transport, profile of physicalactivities at work and at leisure, and thepresence of possible diseases thatcounter-indicating the effective practiceof physical exercise, contributing to thefall in the quality of life of people. To thisend, was used questionnaire administeredto individuals in the University CenterUnieuro.Key words: Sedentary life style, young,physical activity and quality of life.INTRODUÇÃOSedentário: [do latim sedentarium]Adj. 1. Que está comumente sentado; queanda ou se exercita pouco; inativo (...)s.m. 4. Aquele que tem vida sedentária(FERREIRA, 1999). A inatividade, ouhábitos sedentários, podem estarpresentes em hábitos sedentários, podemestar presentes em qualquer faixas etária,portanto, torna-se alto o índice de pessoasque por escassez de tempo no dia-a-dia,não se predispõem à prática de atividadesfísicas. Na China e Grécia antigasencontram-se relatos sobre a importânciada atividade física na promoção do bem-estar e no tratamento de doenças eincapacidades (LEE e PAFFENBARGERapud THOMPSON, 2004). Osedentarismo, prevalente na sociedadeatual, tem se tornado um sério problemapara a civilização moderna, e um grandedesafio no campo da Saúde Pública.
  2. 2. Sedentarismo: a inatividade que pode comprometer a sua vidaHABILITAR – Rev. Elet. Fisiot. Centro Universitário UNIEURO; Vol. II, Abr/ Set 2008 Página 72A predominância de esforçosfísicos de pouca intensidade na maioriadas ocupações laborais demanda gastosenergéticos inferiores ao necessário parase manter um bom nível de qualidade devida, comenta AZZOLINI (2003).O sedentarismo não é um fator derisco isolado associado a ele estãopresentes as doenças cardiovasculares, ahipertensão arterial, a obesidade, o AVE,Diabetes Mellitus e complicaçõesrespiratórias. Quem é sedentário nãomantém um equilíbrio entre a ingestaenergética e o dispêndio de energia, e essedesequilíbrio contribui muito para aobesidade entre outros males observadosnas sociedades altamente especializadas ealtamente mecanizadas (MCARDLE,2003).Um estilo de vida sedentário causaperdas na capacidade funcional, pelomenos quanto aos efeitos doenvelhecimento (MCARDLE, 2003). Apessoa sedentária deve modificar seushábitos diários relacionados ao esforçofísico, estejam eles ligados ao lazer ou aotrabalho, pois essa modificação no estilode vida oferece ao organismo benefíciosmetabólicos importantes, excluindo-os dorisco de contrair patologias associadas àinatividade. Contudo, é necessárioobservar que tais modificações devem teracompanhamento profissional adequado.A presente pesquisa teve comoobjetivo principal observar a prevalênciade sedentarismo e patologias associadas,na população investigada, além de tentaridentificar onde ocorre menor gastoenergético, no segmento lazer ou notrabalho.MATERIAIS E MÉTODOSA pesquisa foi realizada comparticipantes na faixa etária de 18 a 54anos, de ambos os sexos, escolhidosaleatoriamente no Centro UniversitárioUnieuro.Para efetivação da coleta deinformações foi utilizado umquestionário, elaborado pelos acadêmicosdo curso de Fisioterapia da UNEUROcontendo 13 (treze) questões objetivas e 2(duas) questões dissertativas, aplicado aum total de 100 entrevistados do CampusI e II.RESULTADOSPrática de exercícios físicos: 55%são praticantes de exercícios físicos equantas são sedentárias.Tipo de atividade física maispraticada: dentre as modalidadesesportivas praticadas por estes, 49%corresponde à musculação como apreferida, seguida pela corrida, e outrasatividades como ciclismo e dança, quetambém estão entre as mais praticadas. Oque confere uma melhor qualidade devida entre os considerados ativos.Ocupação no lazer: considerando atotalidade dos pesquisados, a maioria(31%) ocupa seu tempo livre assistindoprogramas televisivos e com serviçosdomésticos, e outros apenas dormindo.Por que os entrevistados fazemexercícios físicos: a maioria reveloudiretamente ou indiretamente que praticaexercícios físicos devido o bem estar,seguido da estética e por ultimo pordiversão, num percentual mínimo.Principal ocupação: analisando asposturas exercidas no cotidiano, naamostra evidencia-se que 40% estuda outrabalha, seguido dos que somentetrabalham.Principal meio de transporte: aquestão relaciona-se à inatividade ou nãodeste grupo que se ocupa com atividadesfora do lar. Constatou-se que apesar dagrande maioria possuir ocupação, utiliza-se como meio de transporte o automóvelparticular, posteriormente os indivíduosse locomovem pelo ônibus coletivo, quede forma geral, consomem pouca energia
  3. 3. Sedentarismo: a inatividade que pode comprometer a sua vidaHABILITAR – Rev. Elet. Fisiot. Centro Universitário UNIEURO; Vol. II, Abr/ Set 2008 Página 73e contribuem para a inatividade, assimcomo o metrô e a moto.Posição mais freqüente naocupação: o maior percentual é a favor daposição sentada, seguido da posiçãoortostática. Este fato demonstra que háum revezamento de posições, o que podeindicar algum gasto energético. Todavia,não chaga a ser um exercício físico.Apresenta alguma patologiadiagnosticada: a maioria dos indivíduosnão apresenta nenhuma patologia.Patologias diagnosticadas: possuemum percentual mínimo, sendo a de maiorprevalência os fatores relacionados adoenças cardíacas.Como se apresenta a rotina dosentrevistados: a maioria relatou terpreocupações e tensões diárias, comfinais de semana tranqüilos. Talvez umdos motivos da não prática de exercíciosfísicos no lazer seja pelo comodismo emrelaxar durante os finais de semana.Número de fumantes: a maior partedos entrevistados não fuma, o que jáfavorece uma prática de exercício físicoregular, sem a intervenção de transtornosque dificultem o exercício, devido ofumo.O convívio dos não-fumantes comfumantes: a maior parte relatou que nãofuma e não convive com fumantes. Aliteratura nos revela que o pior fumante éo passivo, que possui maior risco dedesenvolver doenças respiratórias.No histórico familiar, qual o tipo depatologia presente: Diabetes e aosteoporose lideram o número de famíliasacometidas. O que podemos concluir quese houvesse maior prática de exercíciosfísicos, ocorria um retardo deacometimento dos descendentes.CONCLUSÃOO objetivo proposto pela pesquisafoi alcançado, em que se pode concluirque o sedentarismo representa um perigoiminente à saúde, mesmo quandoobservada uma pequena parcela dapopulação, sendo que a falta deconscientização dos benefícios que aprática de atividade físicas oferece amudanças de hábitos cotidianos,direcionando-os a um maior gastoenergético, prevenindo-se então, umagama de patologias associadas aosedentarismo.Analisando a amostra de dadosobtidos nas pesquisas foi encontrado quea diferença de pessoas praticantes deatividade física não é estatisticamentesignificativa. Embora que para ter umaconclusão mais fidedigna deve terapresentação de amostras representativase estabelecer uma faixa etária mais amplapra determinar qual motivo um individuotem para a não pratica regular deexercícios. Notou-se também que grandeparte dos entrevistados apontaram praticarexercício físico mais nos fins de semanarelatando não ter tempo para a praticadevido a trabalho, estudo, filhos e etc.Atividades como caminhada,futebol e musculação são os maisapontados na pesquisa, e a maioriarelataram que praticam exercício físicopelo bem estar e saúde. E que são poçasas pessoas que relataram ter algumapatologia diagnosticada.Hoje muita das pessoas não tem ohabito a pratica regular de exercício físicodevido à dependência do controle remoto,dependência do carro, telefone, aparelhosdomésticos, da tecnologia como um todo,dependência de produtos industrializados,do consumismo. O que afeta na realizaçãodos mesmos, principalmente pelafacilidade do mundo ‘moderno’.A promoção da pratica regular deexercício físico possibilitará aosindivíduos uso de benefícios sobre asaúde, tanto a curto quanto a longo prazo,feitos sob os cuidados de um profissionale dentro dos seus limites.
  4. 4. Sedentarismo: a inatividade que pode comprometer a sua vidaHABILITAR – Rev. Elet. Fisiot. Centro Universitário UNIEURO; Vol. II, Abr/ Set 2008 Página 74REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASArtigo disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732008000100005&lng=pt&nrm=isoArtigo disponível em:http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_exibe.asp?cod_noticia=1829Artigo disponível em:http://www.efdeportes.com/efd69/risco.htmArtigo disponível em:http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_exibe.asp?cod_noticia=1829

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