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Resumo esquistossomose

  1. 1. C.D.U.: 616-036.21 (812.1) CONSTATAÇÕES SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS ROEDORES SILVESTRES(Holoehilus brasiliensis nanus Thomas , 1897) NA EPIDEMIOLOGIA DA ESQUISTOSSOMOSE MANSÕNICA PR6p·RtA DA PRÉ-AMAZÔNIA, MARANHÃO - BRASIL* inha Ve i d(l)Terezl a Velga-Borgeau Raimundo Carlos Lemos Neto(3) . (2) FranC1S Peter Othon de Carvalho Bastos(3) RESlM) Roedores silvestres foram capturados mensalmente, durante dois anos de trabalhos, em oito diferentes localidades, distribuídas em 12 hectares, no Lago da Cidade de são Bento, situado na Região da Baixada Maranhense, ao Noroeste do Estado do Maranhão, Brasil. Esta Região pertence ã Pré-Amazônia. Foi demonstrado que a espécie Holochilus brasiliensis nanus Thomas, 1897 era a que predominava nas localidades trabalhadas, e que se constituía em importante elemento da ca deia epidemiológica do Schistosoma mansoni por albergar grande número de vermes: eliminar ovos viaveis do parasita, reproduzir-se em grande intensidade, ser en contrado infectado durante todo o ano e por apresentar-se com uma extraordinária densidade populacional. Foram acrescidos dados da bio-ecologia destes roedores. UNlTEffi.üS:Roedores silvestres. Esquistossomose. Pré-Amazônia. 1 INTRODUÇÃO ~ . A esquistossomose mansonlca é uma das endemias que existe no Esta do do Maranhão, desde 1920~ com desta que para a Região da Baixada, localiza da ao Noroeste do Estado, por acometer 20% aproximadamente da população de 285.236 habitantes, distribuída em 17.138km2 (dados da SUCAM).Trata-se de uma Região rica em sua fauna e flora, constituída de um misto das Regiões Norte e Nordeste: a prê-Amazônia. A população sobr~vive às cus tas do grande Lago Natural. A caça e a pesca servem para sua nutrição e econo mia, motivo da esquistossomose ser con siderada como urna"endemia .profissi~ nal", nesta localidade. A prevalência maior da parasitose ocorre em adultos dos dois sexos, sendo que a forma gra ve é mais freqUente em homens(SUCANQ. A participação de pelo menos 'k Pesquisa financiada pelo CNPq. . (1) Bolsista de Desenvolvimento·Regional-CNpq. (2) Museu Nacional de Historia Natural de Paris-França (3) Programa de Pesquisa e Pôs-Graduação em Imuno1ogia-UFMA. 86 Cad. Pesq. São Luís, ~ (2): 86 - 99, ju1./dez. 1986
  2. 2. dois hospedeiros definitivos na cadeia epidemiológica do Schistosoma mansoni na Baixada Maranhense,. o homem e oro~ dor silvestre, vem sendo demonstrada em publicações anteriores 4 • As altas percentagens de in fecção, freqUentemente e~contradas nos roedores silvestres da Baixada,levaram a.equipe de pesquisadores do ProgTtarna de Pesquisa e Pós-Graduação em Imunol~ gia, da UFMa, a proje~ar a constatação da importância destes animais .corno agente disseminador daparasitose na Região. Para isto, foi solicitada a ajuda de expertos em bio-taxionornia de pequenos mamíferos, em outros Centros de Pesquisa. Os resultados que apresenta mos formQ obtidos durante doze meses de trabalho no campo, os quais ?emons tram a prevalência da parasitose nes tes pequenos mamíferos, habitantes do lago da Cidade de São Bento, tomada co mo representativa da Região. Foram adl cionados com aí guns dados sobre a Hist.§. ria Natural do Hol.ooh il.us braei.l.ieneie, - . especle de roedor silvestre que pred~ mina na area cornohospedeiro :não hurna no do venne. 2 MATERIAL E MÉTODOS: 2.1 - Local de Trabalho A cidade de São Bento foi to mada cornorepresentativa para o nosso estudo, pelas suas ...características geo-eco-epiderniológicas,que são· co mW1S a todas as outras cidades locali zadas na Região da Baixada Maranhense. .. Este municÍpio,é caracteriza do por se encontrar ladeado por um grande lago natural, que serve para a população exercer suas atividades do mésticas, profissionais e de lazer, co mo lavagem de roupas, caça, pesca e b~ nho no lago, principalmente as crian ças. Este lago, devido a sua gra~ de extensão, recebe nomes diversos em seus diferentes pontos, freqUentemente associados a sua utilização pelo homem do campo. Das várias localidades situa das no lago, foram estabelecidos 08(ol to) pontos estratégicos para a realiz~ ção dos trabalhos propostos: Ferrugem, Juçara, Carnaubal, Lago Redondo, Ser rao, Igarapé do Meio, primeira Cornpo~ ta e Lago Grande. A diferença básica entre elas deve-se à freqUência dos pescadores e caçadores, com maior ou menor intensidade, o que leva a consj. derar o homem epiderniologicamente im portante, já que funciona corno polui dor de águas, através de se~. dejetos de fezes, lançados durante as ativida des de campo.Outro ponto levado em co~ sideração foi a vegetação que,dependen do da localidade, torna-se mais densa, beneficiando o abrigo de maior numero de roedores. (FIG~l). 2.2 Método de Captura Em janeiro de 1984, quando foram iniciadas as atividades de campo para captura de roedores vivos " foram utilizadas armadilhas tipo"chuavancy", adaptadas em latas de utilização domés Cad. Pesq. São Luís, 2 (2): 86 - 99, jul./dez. 1986 87
  3. 3. tica. Sendo a captura dos pequenos ~ míferos realizada em campos alagados, tornou-se extremamente difícil o manu seio dessas armadilhas. Em fevereiro do mesmo ano, houve mudança na estratégia de captura dos roedores silvestres, que passaram a ser coletados diretamente no ninho,a golpe de bastão ou tiro de espingarda. Os roedores assim capturados, quando mortos, eram imediatamente colocados em sacos plásticos,devidamente etiquet~ dos e conservados em isopor com gelo (± 49 C). No laboratório, montado na ci dade de são Bento, os anlmalS eram ne cropsiados para a constatação de suas positividades para »crn.etioeoma mansoni. 2.3 Reprodução Os animais capturados tinham suas medidas externas(cabeça-corpo,ca~ da, pés e orelhas) anotadas e eram ob servados seus pesos e sexos. Eram ano tados os numeras de embriões implant~ dos, nas fêmeas. Nos machos, observa va-se a posição dos testículos. 2.4 Constatação da Infecção Por ato cirúrgico, os roedo res tinham suas cavidades abdomiria'is abertas e seus principais órgãos aco metidos pela infecção eram retirados. Do intestino foram obtidos segmentos de O,5cm de comprimento, para a execu ção de 00grama , segundo técnica de PRATA (1957)7. O fígado foi prensado entre duas lâminas de vidro, com vis tas a verificar a presença de vermes e granulomas 9. Foram observados , também, vermes no plexo porta. 2.5 Coleta de MOluscos Mo1uscos da espécie Biomph~ laria glabrata foram coletados em loca lidades de captura de roedores, em quantidades aleatórias, de modo a ter mos uma boa mostragem(200 caramujos em média) sobre o índice de infecção ne~ tes animais. 3 RESULTADOS 3.1 Área de Trabalho As localidades trabalhadas , no lago da Cidade de são Bento, em nu mero de oito, ocuparam uma área de 12 hectares, que margeavam a Sede do Muni cípio. A vegetação aquática retirada p~ ra estudos ecológicos era Gomumente denominadas de guarimã, orelh2 de on ça, arroz do campo, água-ré, planta de junco e rabo de raposa. A altura da 1â mina d'água variou de SOem, na epoca da seca, para aproximadamente 100cm, na estação chuvosa. 3.2 Reprodução e índice de fecção. In De janeiro a dezembro de 1984, foram capturados 228 filhotes de roedores silvestres, da espécie Rolo chilus brasiliensis nanus Thomas~1897, em 50 ninhos. O número máximo ,mínimo e médio de filhotes encontrados durante 12 meses de trabalho estão demonstra 88 Cad. Pesq. são Luís, 2 (2): 86 - 99, jul./dez. 1986
  4. 4. dos na TABELAI, onde !U~'verifica que a presença deases.anímaí.s fdi;' ' as.i.L ' nalada no período compreendido de ma!. ço a julho, consãderadó intenso perí.e. do reprodutivo. r Io mês de março em diante, o número 'de récem-nasci.dos'cresceu gr~ dativamente, atingindo o máximode 90 jovens, distribuídos em 20 ninhos, no mês de julho, comuma m;;dia de 05 fi. lhotes por ninho. O máximo de filhotes retirados foi .de 11, e o mínimo de OL De agosto a dezembro, prat i camente nenhumaninhada foi encontra da. ~ Quanto ao numero de animai~ adul tos, fêmeas grávidas ou não e núme ro de embriões encontrados, estão apr~ sentados na TABELAn. Anotou-se em fe vereiro que 47% das fêmeas capnuradasc estavam prenhas, e que números mai.s significativos ocorreram nos meses de março (77%) e abril (60%). Em setem bro, ocorreu baixa nestas taxas (13%), chegando a ser praticamente nula nos meses de novembro erdezembro (FIG. 2) .0 número de embriões variou de 03 a 08 por animal. 3'.3 Infe.cção Esquistossomótica Emtodas as localidades p~ viamente selecionadas para o es tudo pro posto, foram identificados Holochilus brasiliensis nanus positivos para Schistosoma maneoni.: Foram necrops ia dos 598 animais, distribuídos mensal mente nas diferentes localidades C lABE. LAH.I}, A captura, de roedores em al c, gtills 'locais dapesquí sa ; como Primeira "C0mpQ+"ta.",Lago Grande e Igarapé do ~io, ficou prejudicada devido ã gr~ de dificuldade de penetraçao nestas ~ giões. ~ interessante acentuar que,me~ mo em capturas comnUmeroreduzido de animais, foram encontrados animais for temente parasitados. O índice mensal de .infecção esquistossomótica mostrou que o número de animais infectados está na dependen cia da variação sazonal: do mês de j a neiro ao mês de maio,a taxa média de i!!. divíduos parasitados não ultrapassou 21%, e do mês de junho em diante ,houve (fumento significativo desta taxa, che gando a 80% dos animais capturados ( T~ BELAl l I) . Entre as looalidades de captu ra dos roedores, a que se apresentou freqUentemente com índice de infecção mais baixo, foi Serrão. Somente em ou tubro, 40% dos animais estavam positl vos, e isto demonstra que, mesmoas 10 calidades de índices mais baixos, em determinadas epocas do ano ,tOTIlarn-se regiões potencialmente infectantes, principalmente porque foram coletados, também, vários moluscos da espeCle Biomphal.ax-ia ql.abratoi, .el iminando grél!!. de níime'ro de cercárias de Schistosoma maneorn: (TABELAIV). A localidade denominada Car naubal foi a que apresentou uma cons tância no ndice mais elevado de in fecção em roedores, de fevereiro a .de ,zembro . Os meses de outubro a dezem Cad. Pesq. São Luís, l (2): 86 - 99, jul.jdez. 1986 89
  5. 5. bro constituíram-se épocas em que fo ram observados os maiores índices de infecção. Foram assinalados 100% dein fecção nestes pequenos mamíferos captu rados na região denominada Juçara, 3.4 Infecção em glabra ta Biomphalaria o número de moluscos coleta dos por localidades e a percentagem de infecção esquistossomótica encontrada nestes animais estão transcritos na TA BELA IV. Estes resultados foram possi veis de obter, a partir de novembro. 3.5 NÚmero de vermes adultos ovos de Schistosoma mansoni As anotações dos nu meros de vermes adultos encontrados no- fígado e mesentério de 34 roedores, as sim cornoa presença de ovos de Schisto soma mansoni em seus intestinos, estão dispostos na TABELA V. Verifica-se que estes animais albergam grande ~úmero de esquistossomo. 4 DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Segundo Ávila-Pires (1974), os roedores silvestres podem ser enco~ trados em locaisúrnidos e nas prox~ dades de águas, vá~zeas, ao longo de corregos e valas, nos canaviais e cam pos pr oxmos de coleções líquidas. Existem informações .sobre há bitos semi-aquáticos e atividades qu~ se que exclusivamente noturnas destes anirnais~ ~ Verificamos que a unlca esp~ e cie de roedor encontrada nas localida des trabalhadas do lago.de água doce. da Cidade de são Bento foí.o Holoehi.bue · hraei l-ienei.e nanus Thomae , 1897. Ent.re tanto, acreditamos que, nesta região, os roedores tenham tarnbérnatividade di urna, não só pela grande freqUência do homem (pescador e caçador) no lago, c~ mo também pela necessidade da .feitura de seus ninhos sobre a vegetação aquá tica e por sua sobrevivência em locais onde a terra firme fica muito distante. Podemos citar, ainda a favor desta afirmação, o grande ~::ilúmero de animâi s parasitados comparado .com os encontrados em outras cidades,corno-lpor exemplo São José dos Campos ,em são Pau 10' ,_e a constante identificação de alimerrtosfrescos ingeridos. As capturas efetuadas direta mente nos ninhos permitiram observar o comportamento solitário desses animais, justificado pela presença das mães j~ to à ninhada somente em épocas de ama mentação .. o ciclo reprodutivo do Holo chi. Lue b. nanus e semelhente ao, 'de va rios outros pequenos mamíferos' da Re gião Tropical. O seu ritmo de reprod~ ção é máximo durante a estação chuvosa (inverno) e menos intenso, ou pratic~ mente nulo, durante a estação 'seca( TA BELASil e II e FIG. 2)8,10. A captura sistemática, reali zada mensalmente nas mesmas localida des, evidenciou: a importância dos roedores silves tres como elemento portador e difu 90 Cad. Pesq. São Luís, 2 (2): 86 - 99, jul./dez. 1986
  6. 6. sor da esqúistossomose mansônica na R! gião da Baixa .Maranhense, haja visto que foram encontrados HoZoahiZus b. nanue portando grande quantidade de vermes .e de ovos viáveis (TABELA V) ,os quais são depositados em águas propi cias ao seu desenvolvimepto, c~ntendo vetor de grande suscetibilidade ã in fecção - a BiomphaZaria gZabrata; -- que foram encontrados animais ln fectados durante todo.o ano de obser vação (TABELA IV) ,chegando a índices altos, como 100% de parasitados; -- que estes animais se reproduzem com grande intensidade (FIG. 2, TABELAS.'Ie II ); e, -- que se apresentam em uma extraordi nária densidade populacional. .Cabe acrescentar. aqui, como reforço para esta última conclusao,que estes animais continuaram em observa çao durante nove meses de 1985: janei ro, fevereiro, março, abril, maio, j~ nho, outubro, novembro e dezembro. (nao foi ppssíve1 trabalhar na área nos me ses de julho, agosto e setembro), apr~ sentando índices de infecção altos, de 50 a 90%. Além destas observações acre~ ce ainda o fato de ter sido isolada a linhagem silvestre de S.mansoni~ oriun da de Holoahilus desta Região, discu tido'cornoconseqííénci.ade contato. es treito entre estes roedores e as pop~ lações de moluscos3 • EVIDENCE ABOUT mE IMPORTANCE I Cad. Pesq. São Luís, ~ (2): 86 - 99, jul;jc HoZoahiZis brasiZiensis. nanus Thomas~ 1897, IX '1'HE EPIDEMIOLOGIK OF SCHISTOSOMIASIS YROM LOWER AMAZONIA ; , '. Wild rodents were monthly catched, during one year, in eigth different localites that occuped 12 hectares, from Lowland Region of State Maranhao, Brazil. It was show that HoZoahiZus brasiZiensis nanus Thomas~ Z897~ was the predominant specie in this Region and the important element of the epidemiologic chain of Sahistosoma mansoni because to contain ~ig number of worms; to elirninateviab1e eggs of parasites; high degree of reproducitibility; to enclose the infection during alI the year and to show a high populational density. Bio-ecologic data from this rodents were increased. UNITERMS: Wild rodents. Schistosomiasis. Lower Amazonia 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. ALVIM, M. de C. - A esquist.ossomo se no Maranhão. Hiléia Médica , Belém, 2:151-157, 1980. 2. ÁVI,LA-PIRES, F.D. de C. - Caract.e rização geográfica da Província Amazônica. I - Expedições cienti ficas na Amazônia Brasileira. OF 3. BASTOS, O. de C.; MAGAlliAES,L. A.; RANGEL. H. A. & PIFDRABUENA A. E. - Alguns dados sobre o compO! tamento parasitólogico das linha 1986 91
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  8. 8. -".~' . ., I••'••"· .•.~ '..~.",', .'I f / / / J -t~---'=--C;--+_._-~-_._-_ .... ---- ~ (-4J li-t : ~ I ,<, -, , I .....•• •... " I- -, --~ ""G""2f: IEscala . _ tIJ - P' . Fig. 1 - Localização da Cidade de São Bento, Estado do Maranhão, sil, e dos pontos de captura de roedores silvestres e cos: -Primeira Compor tat L? C); Ferrugem(F) ;Juçara(Juç) ; rão(S); Lago Redondo (LR); Carnaubal(CR) e Igarapé do (IM) Bra molus Ser Meio Cad. Pesq. Sao Luís, ~ (2): 86 - 99, jul./dez. 1986 93
  9. 9. G 90 LL ll: IJ) <X: o .~ll: C> IJ) c:x: W ~ IW LL IJ) W ll: o o W o ll: W o W o IC:X: Ü U W LL ~ W o IJ) W U Õ .~ 100 80 70 60 50 40 30 20 10 ",, I I , , ' , '- I , , , , ,, , , ", , , " t ' ", ~, ~••••.> I I I I I I I I I I I I I I I I I ."AI-----~ .,, -- "" , ', ,~ REG. ,/ / / / I I I I O~--~---'----.----r---'----.----r--~----.----r--~~~Jan. Fe«. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Agt. Set. Qut. Nov. -- ROEDORES INFECTADOS ROEDORES FÊME AS GRÁVIDAS ANO 19B4 Fig. 2 - fndices de infecção esquistossomótica e de fêmeas gravidas en contrados em roedores silvestres, capturados mensalmente no lago da Cidade de São Bento, Estado do Maranhão, Brasil. 94 Cad. Pesq. São Luís, ~ (2): 86 - 99, jul.jdez. 1986 ANO Dez. R.1. ,.
  10. 10. n g. . "'d ('[) Vl .D cn PlI o t:-' C•.... Vl IN ---N <:» 00 0 O O LJ, C•.... .<, g. N . •.... .0 00 0 (g (J'I TABELA I Filhotes de HoZochiZus b. nanus recolhidos diretamente no ninho, no período 'de janeiro a dezembro de 1984 no Lago de São Bento, Região da Baixada Maranhense, Maranhão - Brasil. MEs NOMERO DE NINHOS TOfAL DE FIlliOTES NOMERO MEDro NOMERO DE FIlliarES COM FIlHOTES FIIHOTES/NINHO ' ~IM) M!NIMJ Janeiro 00 00 00 00 00 Fevereiro - 00 00 00 00 00 Mlrço 01 03 03 00 00 Abril 06 30 05 07 02 Mlio 09 37 05 06 02 Junho 14 68 05 11 01 Julho 20 90 05 09 01 Agosto 00 00 00 00 00 " Setembro 00 00 00 00 00 Outubro 00 00 00 00 00 Novembro 00 00 00 00 00 -., Dezembro 00 00 00 00 00 TOTAL 0623 3350 228
  11. 11. TABEtA 11 Percentua1 de fêmeas grávidas e número ;médio de embriões implantados por f~ . mea restante de Holochilus b. nanus , capturados de janeiro a dezembro de 1984, na Baixada Maranhense ,Cidade de São Bento, Maranhão - Brasil. .. MESES 00 AJO ANlMiIS ADULTAS (A) FEMEAs NG GRÁVIDAS (G) (%) EMBRIOES E/G Janeiro 02 00 00 00 00 Fevereiro 42 20 47 84 04 Março 40 31 77 179 06 Abril 35 21 60 117 05 Maio 31 15 48 121 08 Junho 24 12 50 98 08 Julho 28 14 50 155 04 Agosto 24 10 41 59 06 Setembro 29 04 13 24 06 Outubro 17 03 17 24 08 Novembro 13 00 00 00 00 Dezembro 15 01 06 03 03 TOTAL 300 131 409 864 58 96 Cad. Pesq. São Luís, 2 (2): 86 - 99, j u l v Zde z . 1986
  12. 12. TABELAIII Indice de infecção esquistossoIDÔtica resultante de (12} capturas sucessivas de roedores silvestres Holochi l.ue braei l.ieneie , na Cidade de SâoBento , Região da Baixada Maranhense. Período: janeiro a dezembro/84 1984 MESES ROEIX)RES SILVESTRES CAPTIJRAOOS TOTAL Õ Q (g) INFECfAIn3 TOTAL O % O (G) JANEIRO 10 07 03(0) 01 01 (O) 10 FEVEREIRO 109 66 43(21) 17 09 08 (03) 15 MARÇO 79 39 40(31) 10 06 04 (04) 13 ABRIL 77 42 35(20) 02 01 01 (01) 03 MAIO 53 22 31(15) 11 08 03 (03) 21 JUNHO 31 07 24(12) 11 04 07 (04) 35 JUIHO 40 12 28(14) 13 06 07 (03) 33 AGOSTO 46 22 24(11) 21 13 08 (03) 46 SETEMBRO 35 16 19(04) 14 09 05 (03) 40 OlJI1JBRO 29 12 17(03) 21 09 12 (01) 72 l'DVEMBRO 38 26 12(0) 15 11 04 (O) 39 DEZEMBRO 51 36 15(01) 41 29 12 (01) 80"", TOTAL 598 307 291(132) 177 105 72 (25) 407 -c MEDIA 49,83 25,58 24,25(11) 14,75 8,75 06(2,08) 29,6 Cad. Pesq. são Luís, 2 (2): 86 - 99, ju1./dez. 1986 97
  13. 13. TABELA IV índice de infecção esquistossomática encontrado em Biomphalaria glabrata cole tada no Lago de São Bento, Região da Baixada Maranhense, Pré-Arnazônia- Brasil. CAPTURA ~VLUSCOS(Biomphalaria glabrata) Capturados Infectados Mês Local Vivos fvIortos Total Total !ndice(%) Nov/84 Mangue 413 21 434 06 1.4 Juçara 176 08 184 03 1.7 Ferrugem 147 51 198 02 1.3 r Fundo 149 21 170 00 0.0L.. L. Grande 141 17 158 00 0.0 L. Redondo 131 15 146 01 0.7 Jacaré 208 07 215 00 0.0 Serrão 81 09 90 00 0.0 Carnauba1 286 13 299 04 1.3 Dez/84 Mangue 76 00 76 08 10.5 Juçara 18l 04 185 02 1.1 Ferrugem 95 15 110 06 6.3 C. Fundo 98 04 102 02 2.0 L. Grande 168 11 179 06 3.5 L. Redondo 231 12 243 04 1.7 Jacaré 231 18 249 03 1.2 Serrão 161 04 165 08 4.9 Camaubal 116 05 121 04 3.4 Jan/8S Mangue 86 31 117 04 4.6 Juçara 102 08 110 06 5.8 .- Ferrugem 136 04 140 02 1.4 C. Fundo 85 18 103 04 4.7 L. Grande 141 13 154 03 2.1 L. Redondo 201 08 209 06 2.9 Jacaré 251 11 262 09 3.5 Serrão 158 13 171 01 0.6 Camaubal 92 16 108 00 0.0 ruTAL GERAL 4341 357 4698 94 3.0 98 Cad. Pesq. São Luís, 2 (2): 86 - 99, jul.jdez. 1986
  14. 14. ~ nÇl) o, TABELA V '1j (!J (fi Números. médios de ovos em diferentes estágios de desenvolvimento e de esquistossomos encontrados em intestinos, fíg~.D (fl do e mesentério de 34 roedores (Holochilus brasiliensis) naturalmente infectados com S. mansoni no Lago da Cidade de>DI o São Bento - Região da Baixada Maranhense, Pré-Amazônia - Brasil. r c1--', (fi ~ Iw ,-.., ELEMENTO PARASITÁRIO OVOS VIÁVEIS EM DIFERENTES ESTÁGIOS VERMES ADULTOSN '--' Mortos 19 29 39 49 Maduros e Total Macho Fêmea Acasalados Totalco Cascas0 I 1O 1O 6RGÃOS PARASITADOS Ll. cf-' INTESTINO '-- 16 40 32 24 13 144 o, Delgado 19(D '.N 32 25 18 11 112Grosso 12 14 f-I 381O Reto 02 02 08 10 10 06oo 0 30 294Total 33 32 80 67 52 F!GAlX) - - - - - - - 04 05 02 13 MESE~RIO - - - - - - - 17 09 06 38 TOTAL GERAL 66 64 160 134 104 60 588 21 14 08 51 - nãoquantificados $

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