Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 03, p. 317 - 325, 2006Disponível em http://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v...
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Resíduos biológicos nos institutos de medicina legal de goiás

  1. 1. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 03, p. 317 - 325, 2006Disponível em http://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a02.htm____________________________________________________________ARTIGO ORIGINAL317RESÍDUOS BIOLÓGICOS NOS INSTITUTOS DE MEDICINA LEGAL DE GOIÁS: IMPLICAÇÕES PARA OSTRABALHADORES*BIOLOGICAL WASTES IN INSTITUTES OF FORENSIC MEDICINE IN GOIÁS: IMPLICATIONS TO WORKERS*RESIDUOS BIOLÓGICOS EN LOS INSTITUTOS DE MEDICINA LEGAL DE GOIÁS: IMPLICACIONES PARALOS TRABAJADORES*Izildinha Pedreira Barros1, Anaclara Ferreira Veiga Tipple2, Adenícia Custódia Silva e Souza2, MilcaSeverino Pereira3RESUMO: Os objetivos deste estudo foram identificaro manejo dos resíduos biológicos nos Institutos deMedicina legal, segundo as diferentes etapasprevistas na legislação nacional vigente; verificar asituação de risco biológico ocupacional para ostrabalhadores dos Institutos de Medicina Legal (IML)do Estado de Goiás A coleta de dados foi realizadapor meio de observação direta, entrevista equestionário com os trabalhadores. Apesar dessesserviços gerarem resíduos semelhantes ao dequalquer instituição de saúde, estes não sãosegregados, acondicionados e dispostos conforme asnormas legais vigentes. O manejo deperfurocortantes foi o principal risco para otrabalhador, gerando exposição percutânea. Embora,haja uma consciência, entre os trabalhadores, acercado risco biológico envolvido em suas atividades, hábaixa adesão às medidas de proteção. A maioria nãousa os equipamentos de proteção individualrecomendados, e não têm esquema completo paraas vacinas contra o vírus da hepatite B e contra otétano. Os resultados mostram a ausência de umapolítica voltada para o gerenciamento dos resíduosbiológicos nos IML, a vulnerabilidade dosprofissionais quanto aos riscos com material biológicoe a premente necessidade de educação permanenteem relação às medidas de biossegurança.PALAVRAS-CHAVE: Gerenciamento de resíduos;Ambiente; Saúde Ocupacional.ABSTRACT: This study aims at identifying themanagement of biological waste in the Institute ofForensic Medicine, according to different stages asestablished by current national legislation; verifyingthe actual situation of occupational biohazardsconcerning the staff of the Institute of ForensicMedicine in Goiás. Data was collected throughobservation, questionnaires, and interviews with allstaff. Despite the generation of wastes in the samemanner as any other health care institution, theseones are non-segregated, non-conditioned anddisposed in accordance with current legal rules.Sharp instruments management is shown as a mainhazard to workers, causing higher exposure topercutaneous injuries. However, there is someawareness among workers concerning biohazardsinvolved in their activities, adherence to protectivemeasures is low. Most workers do not use protectiveindividual barriers as recommended, and do not showa complete vaccination plan against tetanus andHepatitis B virus. The outcomes show the lack of apolicy towards biohazards, and the need of continuingeducation concerning biosafety measures in suchfacilities.KEY WORDS: Wastes Management; Environment;Occupational Health.RESUMEN: Los objetivos de este estudio fueron,poder identificar como estaba siendo hecha lamanipulación de los restos biológicos en los Instiutosde Medicina Legal, según las diferentes etapasprevistas en la legislación nacional vigente; revisar lasituación de riesgo biológico ocupacional para lostrabajadores de los Instituto de Medicina Legal (IML)de Goiás. La recolección de datos fue realizada pormedio de observación directa, entrevista ycuestionario con los trabajadores. A pesar de esosservicios generar residuos semejantes al de cualquierinstitucioón de salud, estos no son separados,condicionados y dispuestos conforme las normaslegales vigentes. La manipulación deperfurocortantes fue el principal riesgo para eltrabajador, generando exposición percutanea. Apesarde que, existe conciencia, entre los trabajadores, alrespecto del riesgo biológico que existe en susactividades, existe baja adhesión en lo que a las* Este artigo é parte da dissertação de Mestrado, apresentada aoPrograma de Pós-Gradução: Mestrado em Enfermagem, daFaculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.1Enfermeira, Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Enfermagem da Faculdade deEnfermagem (FEN) da Universidade Federal de Goiás (UFG),Fiscal de Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde deGoiás e Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia(izildinhap@hotmail.com).2Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora Adjunto daFaculdade de Enfermagem da UFG – Goiânia/GO3Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora Titular daFaculdade de Enfermagem da UFG – Goiânia/GO
  2. 2. BARROS, I. P.; TIPPLE, A. F. V.; SOUZA, A. C. S.; PEREIRA, M. S. RESÍDUOS BIOLÓGICOS NOS INSTITUTOS DE MEDICINA LEGAL DEGOIÁS: IMPLICAÇÕES PARA OS TRABALHADORES. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 03, p. 317 - 325, 2006. Disponível emhttp://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a02.htm318medidas de protección se refiere. La mayoría, no usalos equipos de protección individual recomendados, yno tienen esquema completo para las vacunas contrael virus de la hepatite B y contra el tétano. Losresultados muestran la ausencia de una política quese dedique exclusivamente al direcccionamiento delos residuos biológicos en los IML, la vulnerabilidadde los profesionales en lo que se refiere a los riesgoscon material biológico y la urgente necesidad deeducación permanente en relación a las medidas debioseguridad.PALABRAS-CLAVE: Direccionamiento de residuos;Ambiente; Salud Ocupacional.INTRODUÇÂOOs resíduos sólidos são, atualmente, um dosmaiores problemas de poluição ambiental,provocando discussões e polêmicas sobre o métodosanitário correto para sua disposição final. Apesardessa preocupação acompanhar o homem desde aantiguidade, foi a partir do século XX com o aumentodo padrão de consumo da sociedade e da forteindustrialização que se estabeleceu um paradigma decrescimento urbano e modernidade que impõe umaprodução intensa de resíduos em função de poucasrestrições legais para o seu controle. Dessa forma,nos deparamos com uma produção cada vez mais deprodutos descartados, que de modo agressivoprovoca poluição ambiental. A falta de um manejoadequado desses resíduos além de proporcionarrisco para o homem e meio ambiente aumenta apopulação de vetores propagadores de certospatógenos, como baratas, roedores, moscas, etc.(FERREIRA, 2000; SCHNEIDER et al., 2001;TAKAYANAGUI, 1993).Os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS),comumente associados à denominação de “LixoHospitalar”, representam uma fonte de riscos à saúdee ao meio ambiente, quando não se dispensamcuidados apropriados no manejo do mesmo (BRASIL,2001).Para a Organização Pan-Americana da Saúde- OPAS – (1997) a elaboração e execução de práticascorretas reduzem os resíduos infectantes no local degeração, minimizam os riscos a eles associados egarantem tratamento adequado, de acordo com suascaracterísticas. Entretanto, para que um sistema degerenciamento seja efetivo e eficiente, torna-senecessário a incorporação de procedimentos quegarantam a sua execução e implementação, como:definição dos resíduos infecciosos; detalhamento dasetapas no manejo dos mesmos; especificação dosresíduos a serem tratados dentro da instituição e otipo de tratamento a ser dado; treinamentos dostrabalhadores envolvidos no processo e elaboraçãode manuais de procedimentos operacionais(GORDON & DENYS, 2000).Segundo a World Health Organization - WHO –(2005) os artigos que entram em contato com sanguee outros fluidos corpóreos constituem-se em potencialfonte de infecção, com isto o gerenciamento dosresíduos faz parte de um processo seguro naprevenção de danos à saúde.A Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº306 – (BRASIL, 2004a) classifica os resíduos emcinco grupos. Grupo A que são os Resíduos com apossível presença de agentes biológicos como:culturas e estoques de microrganismos; resíduos defabricação de produtos biológicos, excreções,secreções e líquidos orgânicos; tecidos, órgãos, fetose peças anatômicas, entre outros. Grupo B - são osresíduos contendo substâncias químicas como:produtos hormonais e produtos antimicrobianos;resíduos de saneantes, resíduos para laboratórios,dentre outros. Grupo C - são os materiais resultantesde atividades humanas que contenhamradionuclídeos. Grupo D - são os que nãoapresentam risco biológico, químico ou radiológico àsaúde ou ao meio ambiente, podendo serequiparados aos resíduos domiciliares. Grupo E - sãoos materiais perfurocortantes ou escarificantes:agulhas, escalpes, lâminas de bisturi, tubos capilarese outros similares.Os Institutos de Medicina Legal (IML) sãoinstituições que prestam serviços à população econforme classificação, da Agência Nacional deVigilância Sanitária (ANVISA), por meio da RDC 306(BRASIL, 2004a) e do Conselho Nacional do MeioAmbiente –CONAMA – (BRASIL, 2005), sãogeradores de RSS. Dessa forma, devem seguir asdiretrizes das legislações pertinentes, que norteiamas ações conforme o tipo de resíduo produzido.Apesar das atividades dos IML seremconsideradas de ordem policial, os procedimentosdesenvolvidos, tais como: remoção de cadáveres,autópsia (incluindo cadáveres em decomposição),retiradas de vísceras, exames de lesão corporal e deconjunção carnal, colocam os trabalhadores eusuários dos serviços em risco de exposição commaterial biológico, entre outros. Por isso, éfundamental a preocupação com o tipo e destino deresíduos ali produzidos, como são segregados,acondicionados, transportados e a disposição final,bem como com os trabalhadores envolvidos nestasetapas.Com o intuito de contribuir para umredirecionamento das rotinas relacionadas ao manejodos RSS nos IML de Goiás, objetivamos: Identificar omanejo dos resíduos biológicos nos Institutos deMedicina legal, segundo as diferentes etapasprevistas na legislação nacional vigente; verificar asituação de risco biológico ocupacional para ostrabalhadores dos Institutos de Medicina Legal deGoiás.METODOLOGIA
  3. 3. BARROS, I. P.; TIPPLE, A. F. V.; SOUZA, A. C. S.; PEREIRA, M. S. RESÍDUOS BIOLÓGICOS NOS INSTITUTOS DE MEDICINA LEGAL DEGOIÁS: IMPLICAÇÕES PARA OS TRABALHADORES. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 03, p. 317 - 325, 2006. Disponível emhttp://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a02.htm319Estudo descritivo realizado nos dez Institutosde Medicina Legal no Estado de Goiás (IML),localizados nos municípios de: Anápolis, Catalão,Ceres, Formosa, Goiânia, Cidade de Goiás, Iporá,Luziânia, Quirinópolis e Rio Verde. Foram sujeitos doestudo todos os diretores dos dez IML e ostrabalhadores que estavam presentes no momento dacoleta de dados e consentiram livremente emparticipar.A coleta de dados foi realizada nos meses demaio a agosto de 2005 e foram utilizados trêsinstrumentos: um check list, um questionário e um roteiropara entrevista. Todos os instrumentos tiveram comoreferencial os requisitos para gerenciamento de RSS daRDC nº 306 (BRASIL, 2004a).Os instrumentos foram analisados por trêsprofissionais com conhecimentos na área de resíduose/ou de controle de infecções em serviços de saúde.Após as adequações necessárias, realizamos testepiloto, em outros serviços da capital e do interior, quetêm semelhança com as atividades desenvolvidas emum IML.Em todos os IML entramos em contatoinicialmente com os diretores dos estabelecimentos,que nos apresentava aos trabalhadores em serviço.Em seguida, explicávamos os objetivos do estudo efazíamos a leitura detalhada do termo deconsentimento livre e esclarecido.Após autorização, os questionários foramentregues aos diretores e constaram de perguntasabertas e fechadas, que contemplavam dados sobreo gerenciamento dos RSS e questões relativas àbiossegurança.As entrevistas, também, constaram deperguntas abertas e fechadas com dados sobre:vacinação, situação de risco e adesão às medidas deproteção. Foram feitas pela pesquisadora, com ostrabalhadores (exceto os diretores), e, cada uma, teveduração média de uma hora.O check list foi apresentado aos diretores eaos trabalhadores dos IML, antes do seupreenchimento. Foi delineado de forma a identificar:as etapas do manejo dos resíduos biológico e o usode equipamentos de proteção individual. Forampreenchidos pela pesquisadora, durante a visita nosIML, com observação direta da rotina dostrabalhadores em relação à coleta, segregação,acondicionamento, armazenamento e disposição dosresíduos. Durou em média dois dias em cada IML dointerior do estado e oito dias no IML de Goiânia,considerando que esse tem maior atividade.Os dados foram analisados no programaestatístico EPI - INFO Versão 3.01 (DEAN, 2003), epara discussão foram agrupados em unidadestemáticas pré-estabelecidas em: manejo dos resíduosnos IML, situação de risco; adesão às medidas deproteção. Para as execuções das tabelas e gráficosfoi utilizado o programa Microsoft Excel. Os dadosforam analisados utilizando a estatística descritiva.O estudo foi submetido à apreciação doComitê de Ética em Pesquisa do Hospital MaternoInfantil de Goiânia-GO, sendo que foram respeitadasas recomendações da Resolução 196 do ConselhoNacional de Saúde no que diz respeito a pesquisacom seres humanos (BRASIL, 1996).Para fins deste estudo utilizaremos aterminologia de resíduos biológicos representando osgrupos caracterizados pela RDC nº 306 (BRASIL,2004a) como GRUPO A (Resíduos com a possívelpresença de agentes biológicos que, por suascaracterísticas, podem apresentar risco de infecção) eGRUPO E (Materiais perfurocortantes ouescarificantes).RESULTADOS E DISCUSSÕESO total de trabalhadores atuando nos IML doEstado de Goiás, no período da coleta de dados erade 151 trabalhadores, dos quais 93 foramcontactados no momento das visitas. Participaramdesse estudo 91 profissionais: dez diretores e 81trabalhadores perfazendo uma amostra de 60,3% dossujeitos.A equipe de profissionais dos IML ébasicamente composta dos profissionais: auxiliar deautópsia; médico legista; papiloscopista e serviçosgerais. O maior percentual de trabalhadoresentrevistados, proporcionalmente por categoria, foi ode serviços gerais, 13 (81,3%), seguidos dosauxiliares de autópsia 31 (72,1%), que, também, sãocategorias mais expostas ao risco biológico, devidoao contato direto com sangue e outros fluidosorgânicos.Manejo dos Resíduos nos Institutos de MedicinaLegalIdentificamos que os IML produzem resíduosbiológicos compatíveis com qualquer estabelecimentode saúde, como: sangue, fezes, urina, vísceras, bemcomo seringas, fios cirúrgicos, roupas, luvas,máscaras, gazes, dentre outros, contaminados comàquelas secreções. O tipo de instrumental utilizadopara a realização de autópsia, também, é semelhanteao que se encontra em hospitais, laboratórios eoutros estabelecimentos afins: agulhas para sutura,tesouras, lâminas de bisturis, bisturis, espéculos,pinças, alicates, seringas e agulhas com lúmen,afastadores, martelos, serras elétricas, dentre outros.Dos dez serviços existentes, apenas quatrodiretores afirmaram ter conhecimento das legislações:RDC 306 (BRASIL, 2004a) e Resolução nº 358(BRASIL, 2005), que dispõem sobre aobrigatoriedade do plano de gerenciamento dosresíduos de serviços de saúde.Observamos que nenhum dos serviçossegrega seus resíduos da forma recomendada, demodo que os resíduos do Grupo A (luvas, máscaras ejalecos usados; gazes; espéculos descartáveis; fioscirúrgicos utilizados, roupas dos cadáveres) são
  4. 4. BARROS, I. P.; TIPPLE, A. F. V.; SOUZA, A. C. S.; PEREIRA, M. S. RESÍDUOS BIOLÓGICOS NOS INSTITUTOS DE MEDICINA LEGAL DEGOIÁS: IMPLICAÇÕES PARA OS TRABALHADORES. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 03, p. 317 - 325, 2006. Disponível emhttp://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a02.htm320colocados juntos com resíduos comuns, na mesmalixeira, nas salas onde são realizados osprocedimentos. Apenas os perfurocortantes sãoacondicionados separadamente.Um sistema de gerenciamento começa com asegregação que é uma das operações essenciaispara alcançar êxito nos objetivos propostos, pois alémde permitir a participação ativa das pessoasenvolvidas no processo, propicia mudanças decomportamento, redução de resíduos infectantes e,conseqüentemente, minimiza custos. A segregaçãorealizada de forma efetiva torna-se uma importanteferramenta na redução de resíduos que necessitamde cuidados especiais, uma vez que evita o contatodos resíduos contaminados com os comuns, quepoderiam ser tratados como domiciliares(SCHNEIDER et al., 2001).Em relação ao acondicionamento observamosque apenas quatro IML utilizavam sacos plásticosbrancos leitosos para descarte dos resíduosbiológicos, que, conforme mencionado anteriormentesão descartados junto com os comuns. Esses tiposde sacos oferecem maior proteção para o trabalhadore para o meio ambiente por serem mais resistentes àruptura e vazamento (BRASIL, 2004a). Apenas umIML, utilizava a identificação com o símbolo deresíduo infectante.O acondicionamento dos resíduos deve serfeito no momento e no local de sua geração. Dessaforma, além de facilitar as etapas da coleta,armazenamento e transporte, evita que os resíduoscomuns sejam contaminados com os infectantesmantém os resíduos afastados do contato cominsetos e roedores e minimiza riscos para a saúdedos trabalhadores (OPAS, 1997; BRASIL, 2002;RIBEIRO FILHO, 2000). Essas recomendaçõesdevem ser rigorosamente observadas.Apesar de constatarmos lixeiras em todas assalas de autópsias e nas salas de exames médicos,somente em três IML os resíduos eramacondicionados em lixeiras com tampas acionadas apedal, em cinco serviços as lixeiras não continhamesse dispositivo e em dois as lixeiras não eramprovidas de tampas.É importante que as lixeiras que contenhamresíduos biológicos tenham tampas que fechemhermeticamente para evitar contato manual dotrabalhador, no momento do descarte, e inviabilizaratração de insetos e roedores (RIBEIRO FILHO,2000). Em se tratando da presença de insetos,destacamos que estes podem transportarmicrorganismos de um ambiente para outro, comoobservado por PRADO (2002), que ao analisar 103baratas de um hospital público, isolou da superfíciedas mesmas, microrganismos de interesse parainfecções hospitalares (fungos, enterobactérias;estafilococos coagulase negativos e bacilos Gram-negativos).Em relação aos perfurocortantes, observamosque o descarte é feito de formas distintas: três serviçosdispõem de recipientes de paredes rígidas propostasespecificamente para esta finalidade. Sete serviçosimprovisam recipientes para o descarte, utilizam frascosvazios de álcool, o que contraria as especificações daNBR 13853 (ABNT, 1997). Frasco de álcool não éresistente à punctura, o que torna essa prática depotencial risco para os trabalhadores e para os coletoresdos resíduos para disposição final. Em cinco serviçosconstatamos que os recipientes para perfurocortantesexcediam a capacidade de 2/3, preconizada pela RDC306 (BRASIL, 2004a).Os riscos com agulhas e outrosperfurocortantes são muito bem documentados naliteratura, em outros tipos de resíduos infectantes opotencial risco de infecção, apesar de ser menor, nãoé inexistente (RIBEIRO FILHO, 2000). Para osCenters for Disease Control and Prevention (CDC,2003) apesar de todas as categorias dos resíduosbiológicos apresentarem riscos para a população, osperfurocortantes são os maiores responsáveis porexposição com material biológico.Nenhum IML dispõe de abrigo externo paraarmazenamento dos resíduos biológicos. Dessaforma, os resíduos acondicionados em sacosplásticos são coletados e armazenados utilizando-seos mais diversos recursos. Em dois serviços, sãodepositados em lixeiras vazadas, sem tampas efixadas nas calçadas; em um serviço, os sacosplásticos são depositados diretamente no chão dacalçada pública. Em dois serviços, são depositadosnas calçadas dos pátios internos, e quatro utilizamcontaineres sem tampa localizados nos pátiosinternos. Em um serviço não há armazenamentoexterno, nesse caso, os resíduos são coletados equeimados, por trabalhadores de serviços gerais, emum terreno baldio próximo do estabelecimento.Situações de riscoDos 81 sujeitos entrevistados, 75 (92,6%),afirmaram ter contato freqüente com resíduosbiológicos, o restante, seis (7,4%), esporadicamente,dessa forma, significa que todos têm contato comesse tipo de resíduo. Somando-se a isto o fato damaioria, 74 (91,4%) (figura1), responderpositivamente quando questionados sobre aexistência de risco em seu trabalho, concluímos quehá necessidade de implementação de medidas debiossegurança frente ao risco biológico.
  5. 5. BARROS, I. P.; TIPPLE, A. F. V.; SOUZA, A. C. S.; PEREIRA, M. S. RESÍDUOS BIOLÓGICOS NOS INSTITUTOS DE MEDICINA LEGAL DEGOIÁS: IMPLICAÇÕES PARA OS TRABALHADORES. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 03, p. 317 - 325, 2006. Disponível emhttp://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a02.htm318Figura 1 - Distribuição dos trabalhadores, segundo o reconhecimento do risco biológico inerente as atividadesexercidas nos Institutos de Medicina Legal.Goiás-2005.%91,44,9 3,7ExisteNão existeNão sabeA percepção do risco torna-se umelemento transparente da necessidade de avaliar oconhecimento do trabalhador em relação às doençasveiculadas pelo sangue, suas causas, conseqüênciase modos de evitá-las. Neste sentido, SOUZA (2001)em um estudo realizado com profissionais deenfermagem, observou pouco conhecimento emrelação à transmissão de microrganismos veiculadospelo sangue, prevalecendo apenas o conceito degrupos de riscos como população vulnerável.Constatamos que abordagens sobre riscobiológico, e uso das medidas de precauções padrão,não fazem parte das temáticas dos programas decapacitação, conforme respostas de todos os sujeitosentrevistados. Assim, verificamos que o risco não épercebido de forma homogênea, entre essestrabalhadores.Esses aspectos evidenciam a necessidade deconscientização do profissional no sentido dedesenvolver ações seguras para a sua saúde, quedepende, também, de programas de educaçãopermanente, visando a capacitação dos recursoshumanos (SOUZA et al.,2002).Quando questionamos acerca de acidentescom material biológico, cinco diretores responderamter conhecimento desse evento entre ostrabalhadores. Na entrevista, 35 (43,2%)trabalhadores relataram terem sofrido algum tipo decontato com matéria orgânica, sendo que destes, 29(82,9%) aconteceram com perfurocortantes, e seis(17,1%) reportaram respingos de sangue, no corpo. ATabela 1 mostra os diferentes momentos em queocorreram os acidentes com perfurocortantes.Tabela 1 - Distribuição dos acidentes com perfurocortantes relatados pelos trabalhadores dos Institutos de Medicina Legal(n=29), segundo o momento da exposição. Goiás – 2005.Momento do acidente Nº %Durante a autópsia 13 44,8Durante o descarte 11 38,0Antes da autópsia 5 17,2Total 29 100,0Observamos que, 11 (38,0%) dos acidentesocorreram durante o descarte de perfurocortantes, oque pode decorrer da não adesão às normaspreconizadas pela RDC 306 (BRASIL, 2004a). O nãoenvolvimento dos trabalhadores no correto manejodos resíduos pode caracterizar o desconhecimento, onão entendimento das legislações como suportetécnico na condução sistemática das ações e dosprincípios básicos na prevenção de acidentesocupacionais e conscientização dos riscos.Adesão às medidas de proteçãoNo Instituto Médico Legal de Goiânia-GOforam realizadas, em 2004, pela Secretaria Municipalde Saúde, duas campanhas de vacinação contra otétano e contra o vírus da hepatite B. Mesmo assim, oíndice de cobertura vacinal foi considerado baixo econforme apresentado, na Tabela 2, não houveadesão de todos os trabalhadores.
  6. 6. BARROS, I. P.; TIPPLE, A. F. V.; SOUZA, A. C. S.; PEREIRA, M. S. RESÍDUOS BIOLÓGICOS NOS INSTITUTOS DE MEDICINA LEGAL DEGOIÁS: IMPLICAÇÕES PARA OS TRABALHADORES. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 03, p. 317 - 325, 2006. Disponível emhttp://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a02.htm318Tabela 2 - Distribuição da situação vacinal dos trabalhadores dos Institutos de Medicina Legal conforme respostados entrevistados. Goiás – 2005Sim Não Não lembraVacinasNº % Nº % Nº %Tétano 68 84,0 10 12,3 3 3,7Hepatite B 65 80,2 11 13,6 5 6,2Febre Amarela 59 72,9 15 18,5 7 8,6Influenza 15 18,5 37 45,7 29 35,8Difteria 41 50,6 28 34,6 12 14,8Rubéola 36 44,4 34 42,0 11 13,6Dos 68 (84,0%) profissionais que afirmaramser vacinados contra tétano apenas 45 (66,2%)trabalhadores fizeram o esquema completo. Isto oscoloca em situação de risco de tétano acidental.A vacina contra tétano, disponível nasunidades de saúde, é administrada juntamente com avacina contra difteria (dupla) e tem esquema de trêsdoses com intervalos de dois em dois meses entre asmesmas. O reforço é feito após dez anos da últimadose, excetuando-se os casos com ferimentos gravese gestação, que é dado com intervalo de cinco anos(BRASIL, 2004b).Dos 65 trabalhadores vacinados contrahepatite B, apenas 32 (49,2%) responderam quecompletaram o esquema de três doses. Esse é umdado que merece atenção porque essestrabalhadores estão expostos a secreções corporais,e a eficácia da vacina está condicionada ao esquemacompleto.Atualmente, a vacina contra hepatite B estádisponível nas unidades de saúde para crianças aonascer e para os grupos de risco. O esquema davacina é constituído de três doses com intervalos deum mês entre a primeira e a segunda e de seismeses entre a primeira e a terceira dose (BRASIL,2004b).Não houve uma cobertura satisfatória emrelação à vacina contra febre amarela (72,8%),apesar da disponibilidade nas unidades de saúde ede ser indicada para: crianças menores de novemeses de idade, adolescentes e adultos, que residamou que irão viajar para áreas endêmicas, incluindo oEstado de Goiás (BRASIL, 2004b).Dos dez serviços de medicina legal existentes,dois possuem lavatórios exclusivos para higienizaçãodas mãos, a maioria utiliza a mesma pia que lavainstrumental usado nas autópsias. A provisão desabão líquido junto às pias foi observada em oitoserviços, porém a disponibilidade de papel toalha foibem menor, verificada em apenas quatro. Doisserviços, não dispunham de sabão líquido, e em seisnão havia qualquer recurso para enxugar as mãos.Nas salas de autópsias a necessidade dehigienização das mãos é proteger o trabalhador e nassalas de exame médico é proteger o trabalhador e ocliente.Quando perguntamos aos 81 trabalhadoressobre o ato de lavar as mãos, a maioria, 78 (96,3%),afirmou realizá-lo após cada procedimento e três(3,7%) responderam que só o fazem em casa.Justificaram essa conduta por considerarem comomaior risco o ato de lavar as mãos no local detrabalho, pela falta de lavatório destinadoexclusivamente para esta finalidade. Este também foium empecilho à higienização das mãos, em umestudo realizado por TIPPLE (2000), entreacadêmicos de odontologia.Na literatura sobre medicina legal, apesar depoucas referências sobre medidas de biossegurança,existe recomendação sobre o uso de Equipamentosde Proteção Individual (EPI), durante a atividade deautópsia. A autópsia é um dos procedimentosmédico-legais de maior importância, e exige do peritoum minucioso exame do corpo, inclusive do dorso edos orifícios naturais (GOMES, 1997). O mesmo autorrecomenda que os trabalhadores, em função daatividade, façam uso de óculos protetores, para evitarinoculação de matéria orgânica pela mucosa econjuntiva ocular, além do uso de avental e de luvas.Entre as medidas preventivas recomendadas,para evitar exposições a material biológico, encontra-se a necessidade de disponibilização dos EPI; luvas,avental, máscara, óculos protetores e outrosdependendo do risco envolvido e esta recomendaçãoé preconizada pela RDC 306 (BRASIL, 20004a) paraos trabalhadores que mantenham quaisquer tipos decontatos com resíduos. Conforme demonstra aTabela 3, não há uma adesão homogênea quanto aouso dos EPI.Ressaltamos que o uso de EPI é uma dasmedidas de precauções padrão que devem seraplicadas no atendimento de todos os pacientes, nomanuseio de equipamentos e artigos contaminadosou sob suspeitas de contaminação e quando houver apossibilidade de contato com sangue, mucosas eoutros fluidos corpóreos (GARNER, 1996).
  7. 7. BARROS, I. P.; TIPPLE, A. F. V.; SOUZA, A. C. S.; PEREIRA, M. S. RESÍDUOS BIOLÓGICOS NOS INSTITUTOS DE MEDICINA LEGAL DEGOIÁS: IMPLICAÇÕES PARA OS TRABALHADORES. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 03, p. 317 - 325, 2006. Disponível emhttp://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a02.htm324Tabela 3 – Distribuição da freqüência dos Equipamentos de Proteção Individual, utilizados pelos trabalhadoresdos Institutos de Medicina Legal. Goiás – 2005EPI Nº %Jaleco, luvas, máscara, óculos 32 39,5Jaleco, luvas, máscara, botas 15 18,5Jaleco, luvas, máscara, óculos, gorro 12 15,0Jaleco, luvas, máscara, avental 10 12,3Jaleco, luvas, avental, óculos 5 6,2Jaleco 3 3,7Máscara, gorro 2 2,4Nenhum 2 2,4Total 81 100,0A maior freqüência 32 (39,5%) foi com ouso simultâneo de jaleco, luvas, máscara e óculos.Em sete (8,6%) trabalhadores (três só usam jaleco,dois só usam máscara e gorro e dois que não usamnada) observamos que não há uso de luvas, fatopreocupante porque todos os trabalhadores têmcontato com matéria orgânica.Nos IML, jalecos, máscaras, gorros e luvas sãodescartados após o uso, entretanto os aventaisimpermeáveis e os óculos são reprocessados deformas diversas. Acerca da limpeza e desinfecçãodos óculos e do avental, a maioria 64 (79,0)trabalhadores informou realizar algum tipo dedesinfecção com álcool a 70%. No entanto,constatamos que os IML não dispõem de sala deutilidades destinadas para esta finalidade.Em relação aos procedimentos adotados apósexposição a material biológico, observamos (tabela 4)que a maioria 14 (48,3%) apenas lavou com água esabão, mas não procurou atendimento médico, e sete(24,1%) não realizaram nenhum tipo deprocedimentos que minimizaria o risco de infecçõespelos vírus da hepatite B, hepatite C e HIV.Tabela 4 - Distribuição da freqüência das condutas tomadas após acidentes com perfurocortantes, entre ostrabalhadores dos Institutos de Medicina Legal (n=29). Goiás - 2005.EPI Nº %Água e sabão 14 48,3Água, sabão e acompanhamento médico 2 6,9Acompanhamento médico 6 20,7Nenhuma providência 7 24,1Total 29 100,0Um dos cuidados imediatos, após injúriascom perfurocortantes é a lavagem exaustiva da áreacom sabão e água, sendo que ocorrendo em mucosaé importante lavar em abundância com água ou comsolução salina, e iniciar os cuidados de profilaxia pós-exposição (BRASIL, 2004c). Portanto, somente doistrabalhadores (6,9%) realizaram os procedimentosrecomendados, que somados aos seis queprocuraram atendimento médico, num total de oito(27,6%), informaram que receberam profilaxia pós-exposição.A orientação quanto às medidas adequadas aserem efetuadas logo após a exposição é importante,uma vez que a eficácia da quimioprofilaxia adotadadepende do tempo transcorrido entre o acidente e oinício do atendimento e acompanhamento pós-exposição (BRASIL, 2004d).CONCLUSÕES• Os Institutos de medicina legal geram resíduossemelhantes aos de qualquer instituição desaúde, no entanto, os resíduos biológicos nãosão tratados conforme o preconizado pelaslegislações e se apresentam como um pontocrítico para a saúde dos trabalhadores e para omeio ambiente.• Não há segregação dos resíduos de acordo coma classificação de risco. Assim, todos osresíduos tornam-se contaminados.
  8. 8. BARROS, I. P.; TIPPLE, A. F. V.; SOUZA, A. C. S.; PEREIRA, M. S. RESÍDUOS BIOLÓGICOS NOS INSTITUTOS DE MEDICINA LEGAL DEGOIÁS: IMPLICAÇÕES PARA OS TRABALHADORES. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 03, p. 317 - 325, 2006. Disponível emhttp://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a02.htm324• Dos dez serviços estudados, apenas trêsserviços fazem o descarte de perfurocortantesem recipientes recomendados pela RDC 306(BRASIL, 2004a).• Em nenhum serviço foi verificada a existência deabrigo externo, para armazenamento dosresíduos até a coleta para disposição final. Osarmazenamentos internos e externos sãoinapropriados, além de oferecer riscos para ostrabalhadores e para a população. Assim,constituem-se em um meio de atração edisseminação de vetores, como: baratas, ratos,moscas, mosquitos.• Nenhum dos serviços possui uma política degerenciamento de RSS e a maioria não temconhecimento das legislações que dispõemsobre este gerenciamento. Há certo ceticismosobre o risco biológico existente nos IML,principalmente pela compreensão de que essesserviços não são considerados como instituiçãode saúde.• Os trabalhadores dos IML apresentam-se emsituação de risco biológico ocupacional,evidenciado pela não adesão às medidas deprecauções padrão, como: uso de EPInecessários, higienização das mãos apósprocedimentos com material biológico, nãoapresentarem esquema completo de vacinaçãocontra hepatite B e tétano e pela baixa adesãoàs recomendações de profilaxia pós-exposiçãoocupacional a material biológico.• Algumas barreiras, como ausência de piasexclusivas para higienização das mãos,recipientes inadequados para o descarte deperfurocortantes, manejo inadequado dos RSS eo desconhecimento das medidas protetoras,contribuem para aumentar o risco de exposição,dos trabalhadores dos IML, com materialbiológico.A falta de gerenciamento dos RSS aliada coma freqüência com que os trabalhadores são expostosa material biológico, e a baixa adesão às medidaspreventivas e de profilaxia pós-exposição, evidenciamo potencial risco para doenças transmitidas porsangue e outros fluidos corpóreos nos IML.CONSIDERAÇÕES FINAISObservamos que vários estudos apontam paraa necessidade de condutas apropriadas no manejodos RSS, com ênfase para os perfurocortantes. Como intuito de minimizar riscos ocupacionais nos IMLfazemos as seguintes considerações:• Os IML devem estabelecer um plano degerenciamento de resíduos de serviços desaúde, com critérios bem definidos, de forma acontemplar todos os requisitos das legislaçõesvigentes.• Vacinar os trabalhadores, conforme preconizadopela legislação.• Determinar protocolo de uso de equipamento deproteção individual para cada procedimentotécnico realizado nos IML.• Planejar estrutura física que contempleambientes necessários para higienização dasmãos, Os lavatórios devem ser de uso exclusivodos trabalhadores e devem ser providos derecursos necessários para higienização dasmãos. É importante que os lavatórios tenhamtorneiras que permitam o acionamento semcontato manual.• Implantar um fluxograma para atendimento aotrabalhador vitima de acidentes com materialbiológico, incluindo o registro sistemático destesacidentes que permita conhecer asespecificidades epidemiológicas nestesserviços.• Estabelecer uma política de recursos humanosque vise a capacitação dos trabalhadores, pormeio de educação permanente com vistas àadoção de práticas corretas, tanto no que dizrespeito a medidas protetoras no exercício daprofissão, quanto na proteção da saúde dapopulação e na preservação ambiental.AgradecimentosAgradecimentos especiais aos trabalhadores dos IMLde Goiás, pela prestimosa colaboração, o que tornoupossível a realização desse trabalho.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÀFICASASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMASTÉCNICAS - NBR 13853. Coletores para resíduos deserviços de saúde perfurantes ou cortantes. Requisitoe método de ensaio. Rio de Janeiro. 1997.BRASIL, Conselho Nacional de Meio Ambiente.Resolução nº 196/96. Dispõe sobre diretrizes enormas regulamentadoras de pesquisa envolvendoseres humanos, Brasília, 1996._______Gerenciamento de resíduos de serviços desaúde. Projeto reforço à reorganização do sistemaúnico de saúde – Brasília: Ministério da Saúde, 2001._______Ministério da Saúde. Saúde ambiental egestão de resíduos de serviços de saúde.Capacitação a distancia. Brasília, 2002________Ministério da Saúde. Agência Nacional deVigilância Sanitária. Resolução RDC n° 306 de 07dedezembro de 2004. Dispõe sobre o RegulamentoTécnico para o gerenciamento de resíduos deserviços de saúde: Diário Oficial da União. Brasília de10 de dezembro de 2004, 2004a._______Ministério da Saúde. Ato Portaria nº 597/GMde 08 de abril de 2004. Institui, em todo territórionacional, os calendários de vacinação. Brasília.Gabinete do Ministro, 2004b._______Ministério da Saúde. Recomendações para oatendimento e acompanhamento de exposiçãoocupacional a material biológico: HIV e hepatite B eC. [online] 2004c. Disponível em:
  9. 9. BARROS, I. P.; TIPPLE, A. F. V.; SOUZA, A. C. S.; PEREIRA, M. S. RESÍDUOS BIOLÓGICOS NOS INSTITUTOS DE MEDICINA LEGAL DEGOIÁS: IMPLICAÇÕES PARA OS TRABALHADORES. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 08, n. 03, p. 317 - 325, 2006. Disponível emhttp://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a02.htm325http://www.aids.gov.br/final/biblioteca/manual_exposicao/manual_acidentes.doc [Acesso em 25 de set.2005]._______Ministério da Saúde. Agência Nacional deVigilância Sanitária. Curso de Infecção Relacionada àSaúde. Risco ocupacional e medidas de precauçõesde isolamento. Módulo 5. São Paulo. Versão 1.0,2004d._______Ministério do Meio Ambiente - ConselhoNacional de Meio Ambiente. Resolução nº 358 de 29de Abril de 2005. Dispõe sobre o tratamento e adisposição final dos resíduos dos serviços de saúde edá outras providências. Brasília, 2005.CENTERS FOR DISEASE CONTROL ANDPREVENTION - Guidelines for environmentalinfection control in health-care facilities. Atlanta.[online] 2003. Disponível em:http://www.apic.org/AM/TemplateRedirect.cfm?template=/CM/ContentDisplay.cfm&ContentID=6435.[Acesso em 16 de out. 2005].DEAN AG, Dean JÁ, Coulombier D, et al. Epi InfoVersion 3.01, a word processing, database, andstatistics program for public health on IBM.Compatible microcomputers. Atlanta: Centers forDisease Control and Prevention, [online] 2003.Disponível em: http://www.cdc.gov/EpiInfo/biblio.htm[Acesso em 30 de nov. 2003].FERREIRA, A.J. Resíduos Sólidos: PerspectivasAtuais. In: Sisino CLS, Oliveira RM. Resíduos Sólidos,Ambiente e Saúde: uma visão multidisciplinar. Rio deJaneiro: Editora FIOCRUZ, 2000.GARNER, J.S. Guideline for isolation precautions inhospitals. Infection Control and HospitalEpidemiology. , v.17 n.1 p.53-80.1996.GOMES, H. Manual de Medicina Legal (atualizador:Hygino Hércules). 32 ed.- revista e atualizada. Rio deJaneiro: Freitas Bastos, 1997.GORDON, J.G; DENYS, G.A. Infecttious wastes:Efficient and Effetive Management. In: BLOCK, S.S.Disinfection, Sterilization and Preservation. 5 ed.Philadelphia: Lippincott Willians & Wilkns.. p.1139-1157. 2000.ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE. Guiapara o manejo interno de resíduos sólidos emestabelecimentos de saúde. Tradução de CarolCastilho Arguello. Brasília,1997.PRADO, M.A. Microrganismos isolados de baratas(Periplaneta americana), em um hospital público degrande porte da região Centro Oeste. Dissertação(Mestrado). Ribeirão Preto. 67p. 2002. Escola deEnfermagem de Ribeirão Preto. Universidade de SãoPaulo.RIBEIRO FILHO, V.O. Gerenciamento de resíduos deServiços de Saúde. In: FERNANDES, A.T. et al.Infecção Hospitalar e Suas Interfaces na área daSaúde 2. São Paulo: Atheneu, 2000.SCHNEIDER, V.E. et al. Manual de Gerenciamentode Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde. SãoPaulo: CLR Baliero, 2001.SOUZA, A. C. S. Risco biológico e biossegurança nocotidiano de enfermeiros e auxiliares de enfermagem.Ribeirão Preto. Tese (Doutorado). Escola deEnfermagem de Ribeirão Preto. Universidade de SãoPaulo. 2001. 183p.SOUZA, A.C.S et al. Desafios para o controle deinfecções nas instituições de saúde: Percepção dosenfermeiros. Ciência y Enfermeria. RevistaIberoamericana de Investigacion. v .8, n.1, p.19-30,2002.TAKAYANAGUI, A. M. M. Trabalhadores de saúde emeio ambiente: ação educativa do enfermeiro naconscientização para gerenciamento de resíduossólidos. Ribeirão Preto. Tese [Doutorado].Escola deEnfermagem de Ribeirão Preto. Universidade de SãoPaulo. 1993. 178p.TIPPLE, A.F.V. As interfaces do controle de infecçãoem uma instituição de ensino odontológico. RibeirãoPreto. 2000. 177p. Tese (Doutorado). Escola deEnfermagem de Ribeirão Preto. Universidade e SãoPaulo.WORLD HEALTH ORGANIZATION- Better healthcare waste management. an integral component ofhealth investiment. Amman. [online] 2005. Disponívelem:<http://www.who.int/entity/water_sanitation_health/medicalwaste/betterhcwm/en/index.html> [Acesso em 02de nov. 2005].Artigo recebido em 20.11.2006Aprovado para publicação em 29.12.2006

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