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Rastreamento do sedentarismo em adultos

  1. 1. 1Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de MedicinaO Projeto Diretrizes, iniciativa conjunta da Associação Médica Brasileira e Conselho Federalde Medicina, tem por objetivo conciliar informações da área médica a fim de padronizarcondutas que auxiliem o raciocínio e a tomada de decisão do médico. As informações contidasneste projeto devem ser submetidas à avaliação e à crítica do médico, responsável pela condutaa ser seguida, frente à realidade e ao estado clínico de cada paciente.Autoria: Sociedade Brasileira de Medicina deFamília e ComunidadeSociedade Brasileira de Clínica MédicaSociedade Brasileira de Medicina do EsporteAssociação Brasileira de Medicina Física eReabilitaçãoRastreamento do Sedentarismo emAdultos e Intervenções na Promoção daAtividade Física na Atenção Primária àSaúdeElaboração Final 7 de agosto de 2009Participantes: Pinto MEB, Daudt C, Stein AT, Castro Filho ED,Lopes AC, Nahas RM, Pereira CFPar
  2. 2. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina2 Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à SaúdeDESCRIÇÃO DO MÉTODO DE COLETA DE EVIDÊNCIA:Foram realizadas duas estratégias de busca que abordaram o rastreamento do sedentarismo eas intervenções para diminuir o sedentarismo que poderiam ser utilizadas na atenção primáriaà saúde. A primeira estratégia de busca realizada no PubMed, SUMSEARCH em 13 de julho de2006, para intervenções para a promoção da prática da atividade física regular em adultossaudáveis e sedentários foi (sedentary[All Fields] OR sedentarism[All Fields]) AND (intervention[AllFields] OR advice[All Fields] OR counseling[MeSH]) AND (“motor activity”[MeSH] OR “physicalactivity”[MeSH] OR (“physical fitness”[MeSH] OR exercise[MeSH]) AND (“health promotion”[MeSH]OR “primary health care”[MeSH] OR “primary prevention”[MeSH] OR““health education”[MeSH]).Essa busca resultou em 128 artigos; foram então acrescentados os limits: All Adult: 19+ years,Humans e Field: Title/Abstract e as línguas inglesa, italiana, espanhola e portuguesa, resultandoem 40 artigos. A seguir, pelos abstracts, foram selecionados 29 trabalhos relevantes quanto àquestão clínica. A estratégia de busca feita na Cochrane resultou em 6 revisões sistemáticasrelacionadas às intervenções para a promoção da prática de atividade física. As palavras utilizadasforam: exercise, primary care, health promotion e couseling. A segunda estratégia de buscarealizada no PubMed, SUMSEARCH em 20 de novembro de 2006, foi para o rastreamento desedentarismo em adultos saudáveis na atenção primária à saúde, utilizando as seguintes palavras:“Exercise”[MeSH] AND (questionnaire OR assessment tool OR questions) AND (sedentary ORsedentarism) NOT (osteoporosis OR cancer OR diabetes OR hypertension OR low back painOR obesity OR depression), resultando em 191 artigos. Foram então acrescentados os limits:All Adult: 19+ years, Humans e Field: Title/Abstract e as línguas inglesa, italiana, espanhola eportuguesa, resultando em 94 artigos, destes foram selecionados 26 que eram relevantes aoassunto em questão pelo título e pelo abstract. Na Cochrane, essa mesma busca não resultouem nenhum artigo (sedentarism, exercise, assessment tool). Critérios de inclusão e exclusão:foram incluídos os artigos metodologicamente adequados, estudos com seguimento de pelomenos seis semanas de acompanhamento, com delineamento de ensaios clínicos randomizados,nas línguas: inglesa, portuguesa, espanhola ou italiana. Alguns artigos citados como referênciados artigos originais foram incluídos pela relevância do tema para essa diretriz. Foram excluídostodos os estudos que abordassem populações com doenças específicas, como portadores dediabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca, obesidade, osteoporose, etc.GRAU DE RECOMENDAÇÃO E FORÇA DE EVIDÊNCIA:A: Estudos experimentais ou observacionais de melhor consistência.B: Estudos experimentais ou observacionais de menor consistência.C: Relatos de casos (estudos não controlados).D: Opinião desprovida de avaliação crítica, baseada em consensos, estudos fisiológicos oumodelos animais.OBJETIVOS:O objetivo desta diretriz clínica é orientar os médicos de família e comunidade a rastrear osedentarismo em adultos, identificar as barreiras para a prática de atividade física e identificaras melhores intervenções para a modificação do hábito dos pacientes em exercitar-se. Asperguntas a serem respondidas são: Como rastrear o sedentarismo em adultos na atençãoprimária? Quais as barreiras para a prática de atividade física regular? Qual a melhor intervençãoem relação ao sedentarismo para orientar os pacientes adultos saudáveis?CONFLITO DE INTERESSE:Nenhum conflito de interesse declarado.
  3. 3. 3Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à SaúdeProjeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de MedicinaINTRODUÇÃONo Brasil, aproximadamente 70% dos adultos sãosedentários1(D); na cidade de Porto Alegre, 56% das mulheres e37% dos homens2(C) têm esse perfil. Indivíduos fisicamente ativostem morbidade e mortalidade menor por diversas doenças crônico-degenerativas (câncer, diabetes tipo 2, hipertensão, doençascardiovasculares) do que indivíduos sedentários. Isto tambémocorre quando comparados indivíduos com sobrepeso ou obesidadeativos com indivíduos sedentários com peso normal, sendo aatividade física tão importante quanto a obesidade e o sobrepesocomo preditores de mortalidade, pelo menos entre os homens3(B).Os benefícios da atividade física, principalmente aqueles deintensidade moderada (Quadro 1), são observados em diversosestudos populacionais.A prática de atividade física tem sido considerada um doscomponentes mais importantes na modificação do risco emindivíduos acometidos por comorbidades decorrentes ou associadasà inatividade. Essa é uma estratégia importante, tanto na prevençãocomo no tratamento das doenças cardiovasculares, hipertensãoarterial, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral, alguns tiposde câncer, osteoporose, depressão e desequilíbrio no perfillipídico4(D).Nos Estados Unidos, sedentarismo e dietas com baixo valornutricional são responsáveis por 16% das causas de morte5(B) e,são causa global de, aproximadamente, 22% das doençasisquêmicas6(D). Custam quase 24,4 bilhões de dólares por anoao sistema de saúde norte-americano7(B).No Brasil, o risco adicional de doenças crônicas, desabilidadese aumento da utilização dos serviços de saúde para populaçãobrasileira, que envelhece progressivamente, se consolidam aindamais pela falta de programas específicos de promoção da saúde eprevenção de doenças. Concomitantemente, o risco para essapopulação envelhecida pode ser observado também na dificuldadede implementar intervenções efetivas no estilo de vida dessesindivíduos, tais como a prática de atividade física regular ealimentação saudável8(D). Apesar de todos os benefícios observados
  4. 4. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina4 Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à Saúdea partir desses hábitos, esse segmentopopulacional é relatado na literatura como omais sedentário9(D).A recomendação do Colégio Americano deMedicina do Esporte (ACSM) para este tema,com objetivo de diminuir os porcentuais deincidência de morbidade e de mortalidade, é deque indivíduos adultos devam praticar pelomenos 30 minutos de atividade física demoderada intensidade, cinco vezes ou mais porsemana10(D), sendo a mesma recomendaçãofeita pelo departamento de saúde do ReinoUnido11(D). Estudos mostram que apenas 21%a 34% dos adultos norte-americanos alcançamos níveis de caminhada recomendados em saúdepública12,13(B). Apenas 50% dos adultos semdoença cardíaca que iniciam um programa deatividade física se mantêm ativos depois de trêsmeses14(D).Os indivíduos relatam que a impossibilidadede praticar exercícios intensos é, principalmente,devido ao medo de lesões, reduzidaautoconfiança, falta de energia, falta de tempoe custo elevado15(B). Outras barreirasperceptíveis que servem de impedimento parafazer parte de programas de caminhada ousimplesmente para incluí-la como parte de suasatividades diárias são: aparência (desconfortopelo aumento da sudorese, falta de roupasapropriadas ou o desgaste das roupas do dia-a-dia), calçado desconfortável e falta de um localadequado perto de sua residência (ausência decalçadas, tempo gasto no deslocamento até olocal da atividade, volumes que carregam, faltade local seguro para a prática de exercícios eesportes). Embora esses relatos sejam relevantes,a caminhada, como principal atividade física aser prescrita, é uma alternativa segura sustentadapor vários fatores: socioeconômicos (pelo seubaixo custo, podendo ser realizada em locaispúblicos, ao ar livre ou dentro de casa), culturaise psicológicos (pela formação de grupos,estimulando o convívio social, elevação daautoconfiança e diminuição do medo de lesões).Dessa forma, a caminhada pode ser praticadade forma regular e inserida no dia-a-dia, comoparte das tarefas essenciais do indivíduo16(B).O Modelo Transteórico de Mudança édescrito com um modelo integrado ecompreensivo das mudanças de comportamentobaseado nas teorias da psicoterapia17(B).Existem cinco “estágios de mudança” de adoçãoe manutenção da atividade física: pré-contemplação (sedentário, sem intenção demudar); contemplação (sedentário, seis mesesde intenção); pré-participação (atividadeirregular e intenção); ação (atividade regular porpelo menos seis meses); manutenção (ativoregularmente por mais de seis meses)18(D).RASTREAMENTO DO SEDENTARISMO EMADULTOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIANão existe evidência conclusiva quanto àforma de mensurar atividade física na atençãoprimária à saúde, como existe para outrassituações como alcoolismo e tabagismo19(D).Existem alguns instrumentos utilizados parainvestigar a frequência de atividade física20-23(B).O Questionário Internacional de AtividadeFísica (International Physical ActivityQuestionnaire – IPAQ) foi desenvolvido por umgrupo de vários países, incluindo o Brasil, paraser um questionário padrão para avaliar o nívelde atividade física das populações e produzirinformações comparáveis no mundo inteiro.Foram propostas duas versões para o IPAQ,uma curta, com nove questões, e outra longa,com 3124(B), que apresentam resultados
  5. 5. 5Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à SaúdeProjeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de MedicinaFrequência ConsumoIntensidade METs* cardíaca máxima máximo de VO2Escala de Exemplos(% da FCmáx)** (% de VO2máx)*** Borg****Muito baixa < 3 < 35 < 30 < 10Baixa 3-6 35 - 59 30 - 49 11 - 12 Caminhar lentamente(1,6 a 3,2 km/h)Moderada > 6 60 - 79 50 - 74 13 - 14 Caminhar rapidamente(4,8 a 6,4 km/h)Alta 80 - 89 75 - 84 14 - 16 Caminhar rapidamentecom carga em planoMuito alta > 90 > 85 > 16 inclinado; corrersemelhantes em algumas avaliações24,25(B) edistintos em outras26(B). Ele foi validado paradiferentes línguas, inclusive para o portuguêspor Hallal et al.26(B)27(D), sendo utilizado comoinstrumento de avaliação da atividade em váriosestudos epidemiológicos22,28(B).Uma avaliação sobre o nível de atividadefísica foi testada através de duas perguntas naprática de médicos de família e demonstrou serfactível para utilização em atenção primária, comvalidade e confiabilidade moderada29(B). Aocomparar as duas perguntas com três perguntas(Quadro 2) o resultado foi semelhante30(B).Esses estudos validaram as respostas àsperguntas sobre atividade física, por meio deresultados medidos por um acelerômetro(instrumento que mede os movimentos doindivíduo calculando a atividade físicadesempenhada). O tempo de consultadispendido nessa avaliação foi de 1 a 2 minutos.A utilização de apenas uma pergunta sobreatividade física (“No último mês, além do seutrabalho regular, você realizou qualquer atividadefísica ou exercício, como correr, exercícios deresistência, jardinagem ou caminhar comoexercício?”) não distingue indivíduos sedentáriosdaqueles que são ativos realizando atividades detrabalho, deslocamento ou em casa31(B).Utilizar uma pergunta que quantifique asatividades de lazer que provocam suor paradeterminá-las como parâmetro de atividade físicarealizada não demonstra boa correlação com aQuadro 1Classificação da intensidade do exercício tendo como base 20 a 60 minutos de exercícios aeróbios(caminhada, corrida, natação)* METs – taxa de equivalente metabólico: 1MET equivale a 3,5 mL de O2/kg.min.-1; ** FCmáx ou FC alvo pode ser obtida pela fórmula:220 – idade x % intensidade; *** Importante considerar para uma FC máx. um porcentual de intensidade máximo;–**** Escala depercepção subjetiva de esforço.
  6. 6. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina6 Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à SaúdeRecomendações e evidências no rastreamento de atividade física em adultosRastreamentoA avaliação sobre atividade física realizada não deve abordar apenas as horas delazer, devendo ser indagado também sobre as atividades executadas durante otrabalho profissional e em casa. Não deve ser perguntado apenas sobre a atividadefísica realizada nas horas de lazerUtilizar a versão de curta do IPAQ (9 questões): para avaliar atividade física realizadano lazer, em trabalho em casa, no trabalho e durante deslocamentosRealizar duas perguntas e utilizar o escore para classificar o nível de atividadefísica:A) Quantas vezes na semana você, normalmente, realiza 20 minutos de atividadefísica vigorosa que faça você suar ou ofegar (por exemplo, correr, carregar volumespesados, cavar, aeróbica, andar de bicicleta rapidamente): a) 3 vezes/semana (4);b) 1-2 vezes/semanas (2); c) nenhuma (0);B) Quantas vezes por semana você normalmente realiza atividade física moderadapor 30 minutos ou caminhada que aumente a frequência cardíaca ou a respiração(cortar a grama, carregar volumes leves, ciclismo em ritmo regular, tênis de duplas):a) 5 ou mais vezes/semana (4); b) 3-4 vezes/semana (2); c) 1-2 vezes/semana(1);d) nenhuma(0) ESCORE: > 4 atividade suficiente < 4 atividade insuficienteUtilizar três perguntas para avaliar a atividade física de adultos:1) Quantas vezes por semana você normalmente faz 20 minutos de atividade físicavigorosa que faça você suar ou ofegar (por exemplo, correr, carregar volumespesados, cavar, aeróbica, andar de bicicleta rapidamente): a) 3 vezes/semana; b)1-2 vezes/semanas; c) nenhuma2) Quantas vezes por semana você normalmente caminha 30 minutos ou mais?(caminhar de um lugar para outro por exercício, lazer ou recreação): a) 5 ou maisvezes/semana; b) 3-4 vezes/semana; c) 1-2 vezes/semana; d) nenhuma3) Quantas vezes por semana você normalmente realiza atividade física moderadaque aumente a sua frequência cardíaca ou respiratória? (por exemplo, carregarvolumes leves, andar de bicicleta): a) 5 ou mais vezes/semana; b) 3-4 vezes/semana;c) 1-2 vezes/semana; d) nenhumaQuadro 2Grau derecomendação29,30(B)30(B)31(B)22,28(B)
  7. 7. 7Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à SaúdeProjeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicinautilização de uma pergunta direta sobre asatividades físicas desempenhadas peloindividuo20(B).PROMOÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA EMADULTOSO aconselhamento associado à prescriçãoindividualizada de caminhadas utilizando afrequência cardíaca (intensidades moderada ealta) está diretamente relacionado à melhora dacapacidade cardiopulmonar dos adultossaudáveis a médio e longo prazo (24meses)32(A).Auxiliar os pacientes a mudar seu estilo devida, incluindo nos seus hábitos diários aprática da atividade física, é uma tarefa difícilpara os profissionais da área da saúde. Osmédicos, tanto pelo seu papel na promoção desaúde e prevenção de doenças, quanto pelacaracterística de atendimento longitudinal econtinuado, tem a oportunidade de mudar ocontexto funcional e fisiopatológico deindivíduos sedentários, assumindo aimportante tarefa de otimizar o manejo destefator de risco para a maioria das doençascrônico-degenerativas33(A).Os médicos devem estar comprometidoscom a ideia de promover a saúde por meio daatividade física. A literatura mostra que osmédicos que realizaram treinamento específicode aconselhamento sobre atividade física(Activity Counseling Trial) (Quadro 3)executaram esta atividade em 99% dos seuspacientes, adultos e idosos, utilizando 3 a 6minutos do tempo destinado às consultas quenão eram de problemas agudos34,35(B),mostrando que esse tipo de abordagem éacessível e aceitável. A possibilidade deencaminhamento dos indivíduos a um centrode recreação e lazer ou a um órgão específicopara maiores esclarecimentos sobre o assuntoauxilia a manter atividade num curto prazo detempo (menos de seis meses)36(A). Embora asinformações sejam satisfatórias para oesclarecimento de dúvidas dos pacientes, isso nãoinfluencia a adesão à prática de atividade físicaem 12 meses36(A).Uma revisão sistemática de estudosrealizados em países como Estados Unidos eAustrália, onde a atenção primária é realizadapor pediatras, clínicos gerais e também pormédicos de família, aponta que apenas oaconselhamento do médico quanto à prática daatividade física não é um meio efetivo paraproduzir um aumento relevante na quantidadede atividade física realizada pelos seuspacientes37(B). Entretanto, existem algumasevidências sobre a eficácia a curto e médio prazo(até seis meses) na mudança para prática deatividade física38,39(A)40(B) do aconselhamentode 2 a 3 minutos nas consultas abordando osbenefícios de exercitar-se, incentivando a práticade exercício moderado e orientando os pacientessobre lesões possíveis ou existentes.A utilização de uma intervenção simples porescrito via correio, baseada em uma mensagemde vida ativa, é um método efetivo para auxiliarjovens sedentários a modificar o “estágio demudança” de hábito em relação atividade física,quando acompanhados por sete meses41(B). Abusca de dispositivos que possam auxiliar oindivíduo a monitorar a sua capacidade demelhora pode servir de estímulo paramanutenção de hábitos mais saudáveis, comoa própria caminhada. Dentre estes, o pedômetro(equipamento que conta o número de passosdado pelo indivíduo) é um dispositivo portátil
  8. 8. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina8 Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à Saúdede fácil utilização e baixo custo33(A). Paraaqueles que podem adquiri-lo, pode servir deestímulo para aumentar a adesão à caminhada(em todos os momentos do dia), pois quantificaa distância que este indivíduo foi capaz depercorrer, servindo como adjuvante àsorientações do médico. Além disso, podem seracrescentadas outras estratégias que estimulemainda mais o indivíduo, como a distribuiçãode folhetos (exemplo no Anexo 1) sobre oscuidados e os benefícios da prática de atividadefísica33(A).Em alguns países, o reforço telefônico(IMPACT), esclarecendo dúvidas, sugerindomaneiras de vencer as barreiras que impedema manutenção do nível de atividade física, éuma estratégia adjuvante a palestras e folhetosinformativos para mulheres de baixarenda42(A). O aconselhamento baseado noModelo Transteórico de Mudança17(B)realizado por conversa, via telefone, com umacentral de computador programada, aumentao número de passos realizados diariamente emadultos acompanhados por três meses43(A),sendo um sistema de baixo custo. Não existemestudos sobre reforço telefônico no contextobrasileiro.A utilização de prescrição de programas deexercícios específicos para cada paciente comoSTEP44(A), “Green Prescription”39(A)45(B),IMPACT42(A)34(B),aseremrealizadosemhoráriosde lazer, apresenta benefícios para a saúde, noseguimento de seis meses a um ano, assim como,pode aumentar a adesão à prática continuada deexercíciofísico44(A).Oaconselhamentoverbalmaisescrito (Green prescripton) apresenta melhordesempenho no aumento da prática de atividadefísica em comparação com aconselhamentosomente verbal39(A).PROMOÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA EMIDOSOSIndivíduos idosos são menos ativos e sebeneficiam mais com as intervençõesrelacionadas à maior mobilidade por meio daprática de atividades físicas regulares. Isso éverdadeiro, considerando o seu maior riscocardiovascular, perdas funcionais e problemasde saúde mental (queda na autoestima, perdade memória), consequências diretas da falta deestímulo e inatividade. A inserção de “GreenPrescription” (orientação e prescrição deexercício de acordo com a faixa etária, condiçõesde saúde, capacidade e atividades diárias), alémde reforço por telefone e material escrito a cadamês, provou ser bastante eficaz em promoveruma mudança nos hábitos de exercício deindivíduos com mais de 65 anos, aumentandoa adesão à prática a atividade física e o gastoenergético, melhorando a qualidade de vida ediminuindo o número de hospitalizações45(B).A utilização de mecanismos que melhorem ascapacidades do indivíduo e estimulem suaautossuficiência,somadaàpercepçãodequeoexercíciofísico contribui para tornar isso possível, traz umsentimento de bem-estar e autoconfiança, que gera,porpartedesteindivíduo,adesãoecomprometimentocom as estratégias traçadas46(B)9(D).A indicação de um programa de esporterecreativo (com variação da atividade realizada emcada sessão) para indivíduos entre 55 e 65 anos,sugerindo atividades mais aeróbicas, estimula aprática de atividade física também como lazer,melhorando a capacidade aeróbica e a saúde geraldo indivíduo47(B).Os programas de atividade física realizadosem casa parecem ter aderência superiores aos
  9. 9. 9Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à SaúdeProjeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de MedicinaQuadro 3Recomendações e evidências na intervenção de adultos sedentários paraaumentar o nível de atividade físicaGrau de recomendação32,33(A)37,40(B)34,35(B)IntervençãoUtilização de instrumento de monitoramento da evolução dacaminhada (pedômetro ou podômetro) como incentivoAconselhamento do médico de família e comunidade com duraçãode 2-3 min (identificando a importância e a relevância do exercícioregular para cada sujeito; orientando sobre exercício moderado;abordando preocupações com lesões) associado à entrega de folhetode reforço (padronizado ou individualizado)Treinamento específico dos médicos para aconselhar sobre atividadefísica (2-6 minutos na consulta, abordando a suplantação dasbarreiras, mudança de estágio de ação)Intervenções que envolvem estratégias para a modificação dehábitos (definição de metas, automonitoramento, “transposição debarreiras”, orientação sobre assuntos relacionados à prática deexercícios, como aquecimento, formas de evitar lesões, etc) eenfatizam as atividades físicas moderadas32(A)14(D)que são realizados em centros específicos,especialmente a longo prazo48(A). Essa pode seruma estratégia importante para vencer a barreira,citada pelos indivíduos, da inexistência de locaispúblicos adequados para atividade física próxi-mos à sua residência.PROMOÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA NACOMUNIDADEAs ações fortemente recomendadas noâmbito de atuação da atenção primária nascomunidades, no que tange à promoção da ativi-dade física, são49(D):• Amplas campanhas de educação eaconselhamento direcionadas para acomunidade local, com utilização damídia;• Intervenções de apoio social localizadas nascomunidades, levando em conta aspectosculturais;• Prática de esportes nas escolas, durante efora das aulas de educação física;• Programas adaptados a cada indivíduo paraa mudança de hábitos de saúde;
  10. 10. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina10 Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à Saúde• Criação ou melhoria das instalações para aprática de atividade física combinada com odesenvolvimento de atividades de lazerinformal;• Segurança nos bairros e nos ambientesexternos, tornando-os mais adequados eseguros9(D).Entretanto, não existe evidência suficientedo aumento da prática de atividade física pormeio de uma abordagem familiar de apoio àmudança de hábitos49(D). Também não háevidência suficiente para serem recomendadasgrandes campanhas publicitárias demassa49(D). Quanto às atividades educativasdurante as aulas nas escolas não existeevidência suficiente em relação à diminuiçãodo tempo de lazer gasto com televisão e jogosde videogame, tanto em adolescentes quantoem crianças49(D).AVALIAÇÃO DA MUDANÇA DE SEDENTÁRIOPARA FISICAMENTE ATIVOPode ser utilizado como critério paraconsiderar o sucesso na mudança de hábitosde indivíduos adultos previamente sedentários,o fato deles se manterem ativos fisicamentepor um período mínimo de seis meses10(D).O pedômetro pode ser utilizado paramonitorar a evolução da caminhada, sejacomo prática esportiva, seja como meta paraaumentar a atividade física diária (pelacontagem do número de passos realizados).Esse tipo de instrumento serve como estímulopsicológico ao usuário, para que mantenha oprograma de atividade física proposto32,33(A).RECOMENDAÇÕES PRINCIPAISHá uma variação muito grande entre osestudos quanto ao impacto das intervenções demudanças de hábitos da atividade física nocenário da atenção primária à saúde, assim comoevidência da importância e eficiência deintervenções como orientações sistemáticas nasconsultas para manutenção em longo prazo destamudança de hábito e, consequentemente, estilode vida. Entre elas, indicar formas de superaras barreiras para a prática de exercícios, informarsobre os benefícios da prática continuada,fornecer prescrição específica de exercício commetas, contar com outros profissionais noincentivo da mudança do hábito (por telefone,por folhetos e/ou pessoalmente) e utilizarinstrumentos de monitoramento da evolução(pedômetro).Anexo 1Orientação para usuáriosAtividade Física: como começar?Por que eu devo praticar exercícios?A prática de exercício físico previne asdoenças cardiovasculares, diabetes tipo 2,osteoporose, obesidade e outros problemas desaúde. Aumentar a quantidade de atividade físicapraticada auxilia você a viver mais e com maisqualidade. Também é uma forma de queimarcalorias e controlar o seu apetite.Todos devem praticar exercícios?A atividade física beneficia praticamentetodas as pessoas. A maioria das pessoas podeiniciar gradualmente a praticar exercíciosmoderados. Se você pensa que pode ter alguma
  11. 11. 11Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à SaúdeProjeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicinarazão pela qual você não possa praticar exercíciosde forma segura, procure o seu médico antes deiniciar um novo programa de exercícios. O seumédico precisa saber se você tem pressão alta,problemas cardíacos, artrite, diabetes ou sente-se tonto frequentemente ou tem dor no peito.Que tipo de exercícios eu devo fazer?Exercícios que aumentam os batimentoscardíacos e usam grandes grupos musculares(pernas e braços) são os preferenciais. Escolhauma atividade que lhe traga prazer e que vocêpossa iniciar de forma gradual e aumentar deintensidade quando se sentir confortávelrealizando-a. A caminhada é uma boa escolha,assim como a dança, andar de bicicleta, jogarfutebol e nadar. Você pode escolher diferentesatividades para realizar durante uma mesmasemana. Utilizar as escadas no lugar doelevador, descer algumas paradas antes do seudestino e completá-lo caminhando, cuidar dojardim e brincar com os filhos ao ar livre sãoboas formas de começar a ser mais ativo.Quanto eu devo me exercitar?Inicie exercitando-se três ou mais vezes porsemana, por 20 minutos ou mais. Você deveaumentar gradativamente até a meta de realizaratividade física 5 ou mais vezes por semana, porpelo menos 30 minutos de intensidademoderada. Exercitar-se com um familiar ou umamigo pode ser estimulante para permanecernum programa de exercícios e torná-lo maisdivertido e prazeroso.Qual a intensidade que eu devo meexercitar?Você deve iniciar sempre com uma atividadenum ritmo confortável e só deve aumentá-laquando estiver acostumado a executá-la. O seumédico ou um profissional de educação físicapode auxiliá-lo a estabelecer metas deintensidade de acordo com os batimentoscardíacos.Se tiver qualquer dúvida, procureinformações com o seu médico.
  12. 12. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina12 Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à SaúdeREFERÊNCIAS1. Bloch KV, Lessa J. Fatores de riscocardiovasculares e para o diabetes mellitus.In: Lessa I, ed. O adulto brasileiro e asdoenças da modernidade: epidemiologia dasdoenças crônicas não-transmissíveis. SãoPaulo:Hucitec/Abrasco;1998. p.43-72.2. Achutti A, Achutti VR. Risk factors foratherosclerosis. Elements for describing thesituation in Rio Grande do Sul. Arq BrasCardiol 1994;63:427-31.3. Blair SN, Brodney S. Effects of physicalinactivity and obesity on morbidity andmortality: current evidence and researchissues. Med Sci Sports Exerc 1999;31(11Suppl):S646-62.4. Francis KT. Status of the year 2000 healthgoals for physical activity and fitness. PhysTher 1999;79:405-14.5. Mokdad AH, Marks JS, Stroup DF,Gerberding JL. Actual causes of death inthe United States, 2000. JAMA2004;291:1238-45.6. World Health Organization. World HealthReport 2002. Geneva:World Health Orga-nization;2002. Disponível em: http://www.who.int/whr/2002/en/7. Colditz GA. Economic costs of obesity andinactivity. Med Sci Sports Exerc1999;31(11 Suppl):S663-7.8. US Department of Health and HumanServices. Physical activity and health. Areport of the Surgeon General.Washington: US Department of Healthand Human Services, Centers for DiseaseControl and Prevention, and NationalCenter for Chronic Disease Prevention andHealth Promotion;1996. Disponível em:www.cdc.gov/nccdhp/sgr/pdf/ chap5.pdf9. Schutzer KA, Graves BS. Barriers andmotivations to exercise in older adults. PrevMed 2004;39:1056-61.10. Pate RR, Pratt M, Blair SN, Haskell WL,Macera CA, Bouchard C, et al. Physicalactivityandpublichealth.Arecommendationfrom the Centers for Disease Control andPrevention and the American College ofSports Medicine. JAMA 1995;273:402-7.11. Department of Health, Physical ActivityHealth Improvement and Prevention. Atleast five a week: evidence on the impactof physical activity and its relationship tohealth. London:Chief Medical OfficerAnnual Report;2004.12. Rafferty AP, Reeves MJ, McGee HB,Pivarnik JM. Physical activity patternsamong walkers and compliance with publichealth recommendations. Med Sci SportsExerc 2002;34(8):1255-61.13. Eyler AA, Brownson RC, Bacak SJ,Housemann RA. The epidemiology ofwalking for physical activity in the UnitedStates. Med Sci Sports Exerc2003;35(9):1529-36.14. Dishman RK. Motivating older adults toexercise. South Med J 1994;87:S79-82.
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