Puericultura e produção de perfis de atuação feminina dois manuais em análise

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Puericultura e produção de perfis de atuação feminina dois manuais em análise

  1. 1. Gênero: trânsitos multidisciplinares – ST 57 Luciana Maria Viviani Geisiele da Silva Marchan Universidade de São Paulo Palavras-chave: puericultura, escola normal, feminilidade Puericultura e produção de perfis de atuação feminina: dois manuais em análise Este trabalho refere-se à análise de dois manuais de puericultura, publicados em São Paulo nas décadas de 30 e 40 do século XX, com o objetivo de verificar os perfis de atuação feminina e materna aí produzidos, bem como os seus possíveis significados sociais. Pretende-se ainda realizar uma análise das identidades de gênero elaboradas pelos autores, tendo em conta alguns elementos de sua posição social e dos meios de circulação desses materiais: O livro das mamães, de Almeida Jr. e Mario Mursa, era utilizado nas Escolas Normais paulistas e O livro das mãezinhas, de Wladimir Piza, era distribuído gratuitamente às mães e pais que registravam seus filhos nos cartórios de registro civil de São Paulo. Apesar de este último ter sido editado até 1962, esta análise refere-se apenas ao período de publicação simultânea das duas obras. Considera-se aqui a concepção de gênero de Joan Scott, que afirma ser o gênero “um elemento constitutivo de relações sociais baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos”, bem como “uma forma primária de dar significado às relações de poder” (1995, p.86), pois para a autora o gênero não é o único campo onde ocorrem práticas de significação do poder, ainda que estas tenham sido recorrentes na esfera ocidental cristã. Na primeira e especialmente na segunda década do século passado, uma das idéias circulantes mais freqüentes referia-se ao brasileiro apresentando muitas doenças, vícios e problemas de caráter. Padrões culturais de países considerados desenvolvidos, especialmente da Europa e dos Estados Unidos, foram trazidos para o meio brasileiro, na tentativa de suprir lacunas que estariam impedindo o progresso e o desenvolvimento observados naquelas situações idealizadas. Para Hershmann (1994), a medicina, a partir da segunda metade do século XIX, bem como a educação e a engenharia, tiveram uma aproximação às doutrinas positivistas que levaram seus profissionais a sentirem-se responsáveis pela orientação e organização da nação. Isto veio ao encontro dos processos de reformas sociais que o Estado começava a implementar na época, num posicionamento semelhante em relação à possibilidade e capacidade de conduzir o país a uma situação de maior progresso. Muitos médicos higienistas atribuíam ao meio o poder de modificar as células germinativas e todo o processo de hereditariedade. Nesse sentido, muita ênfase foi dada à reprodução humana – o casamento, as doenças venéreas no convívio matrimonial, a puericultura e a gestação. Várias
  2. 2. reformas sanitárias desse período foram encampadas pelo movimento eugênico, já que poderiam representar uma melhoria do estado de saúde da população e das futuras gerações (Stepan, 1990). Esse movimento teve pontos de contato com os projetos sociais de grande parcela de educadores, que elegeram a saúde e a educação como pilares da campanha de regeneração de nossas populações. A melhoria dos serviços de saúde, a modernização do país e a ampliação de postos de trabalho eram defendidos indistintamente por médicos higienistas e educadores (Carvalho, 1997). Um amplo movimento se deu no país a partir da década de 1920, no sentido de popularizar e propagandear os preceitos de higiene e puericultura junto à população, com o estabelecimento de campanhas, palestras, distribuição de folhetos e livros, bem como a inserção desses preceitos nos currículos das escolas primárias e de formação de professoras. É justamente nesse movimento que se inserem as duas publicações em análise. O livro das mamães1 foi escrito pelos médicos Mario Mursa e Almeida Jr, sendo este último participante do movimento renovador de ensino, catedrático de Biologia Educacional no Instituto de Educação “Caetano de Campos” e Diretor de Ensino de São Paulo. O manual foi utilizado nas Escolas Normais para desenvolver conteúdos de puericultura já no final da década de 1920 e, a partir dos anos 1930’s, foi usado pelas normalistas na disciplina Biologia Educacional, cujas práticas foram fundamentais na construção de perfis de atuação social, em referência às crianças, mães e donas de casa, bem como de um ideal de desempenho profissional considerado moderno (Viviani, 2003). Foi também um médico paulista quem escreveu o manual que teve uma circulação mais ampla que o anterior. Wladimir Piza obteve o financiamento do Rotary Club de São Paulo para publicar em 1937 O livro das mãezinhas. Em 1939, o governo de São Paulo deu continuidade à iniciativa e, por meio da Seção de Propaganda e Educação Sanitária do Departamento de Saúde do Estado, imprimiu a segunda edição do manual2 . O grande número de exemplares publicados e o extenso período em que permaneceu sendo editado são indicativos da importância do livro e das possibilidades de sua circulação. Público alvo Apesar dos títulos abrangentes das duas publicações, e apesar do fato de Wladimir Piza direcionar seu livro indistintamente aos que fossem registrar seus bebês nos cartórios, o texto dos manuais dialoga com os setores sociais mais favorecidos economicamente. Nota-se isto por dois motivos principais: em primeiro lugar, várias das indicações dadas pelos autores envolviam a aquisição de certos materiais, o que pressupõe um razoável poder aquisitivo da família responsável pela criança. Em segundo lugar, havia várias orientações sobre a contratação de amas de leite, o que evidentemente só poderia ser feito por aqueles que tivessem algumas posses.
  3. 3. No caso d’ O livro das mamães, as futuras mães e professoras com as quais os autores dialogam são também brancas, já que em várias passagens, ao criticar certas crendices associadas à fases do crescimento e desenvolvimento humano, atribuem o senso comum à práticas de africanos, índios e imigrantes pouco esclarecidos. Essa mãe foi ainda considerada ignorante quanto às tarefas de cuidado infantil que deveria desempenhar, mas apesar disso, os autores contam com certos saberes e habilidades da leitora, que possam permitir o encaminhamento de suas prescrições. Obviamente as leitoras precisavam ser alfabetizadas, o que na década de 1930 não era assim tão comum, especialmente entre as mulheres. Além disso, a leitora deveria ter inúmeras habilidades, como a elaboração de cálculos para verificar quanto alimento o lactente deveria ingerir por dia, ou a capacidade de realizar medições de ingredientes para diversas receitas. Esses saberes e habilidades seriam mais facilmente encontrados na população com um mínimo de escolarização, ou mesmo entre as normalistas. Para melhor entender o direcionamento preferencial destas prescrições higiênicas para as mulheres da elite paulistana, é importante mencionar a história da sexualidade de Foucault (1999), que se remeteu ao processo de instalação de dispositivos em que o poder presente nas relações sociais constrói corpos sexuados, mantendo e sendo mantidos por determinadas formas de saberes. Esses dispositivos envolvem toda uma tecnologia que foi se modificando ao longo do tempo, e que teve sua cronologia de aplicação iniciada na burguesia, no final do século XVIII e início do século XIX. Para o autor, as técnicas de sexualização das classes populares se instauraram mais tarde, lentamente, até finais do século XIX. A constituição do perfil de atuação feminina aqui em destaque, como expressão de relações sociais de poder, foi conformada considerando as elites paulistas que freqüentavam as Escolas Normais, garantindo assim um padrão de saúde física e mental para os seus descendentes. Posteriormente, essas regras foram veiculadas nas camadas populares, por meio de publicações de circulação mais ampla, e mesmo através da escola primária, em que muitas das normalistas trabalhariam, ao longo do processo de ensino das crianças e também pela atuação social junto às próprias famílias, uma das funções exigidas da professora. Quanto a O livro das mãezinhas, direcionado a um público bem mais amplo, nota-se o esforço do autor em direção à simplificação, tanto em termos de conteúdo como na linguagem utilizada, quando comparado ao outro manual. Para atingir indistintamente as mães, a obra prescrevia o mínimo necessário para garantir a leitura das mulheres e a sobrevivência de seus filhos, restringindo-se, como se verá adiante, a questões de alimentação do bebê. Ficou mantida, no entanto, a mesma organização do texto, direcionado às classes economicamente privilegiadas. Deveres maternos
  4. 4. O livro das mamães é basicamente uma relação de tarefas que deveriam ser executadas pelas mães, de forma a permitir o bom desenvolvimento da criança na primeira infância. A alimentação, o asseio da criança e de seu ambiente, o acompanhamento de seu crescimento e desenvolvimento físico e psíquico, na saúde e na doença, e ainda a educação e disciplina do lactente estavam fortemente presentes entre as funções maternas. O destaque dado pelos autores foi a amamentação da criança, chamada de alimentação natural. Outros tipos de alimentação foram citados, como a alimentação artificial e a mista, havendo instruções sobre o preparo de tais alimentos. Já em O livro das mãezinhas, o tema da alimentação da criança se estende por todo o livro para, segundo ele, evitar os erros alimentares e auxiliar na luta contra a mortalidade infantil. O autor insistia para que as mães praticassem o aleitamento, deixado de lado apenas em casos raros de doença ou falta de leite da mãe, ou ainda se uma ama de leite não fosse encontrada. Os manuais em foco apresentavam os mesmos objetivos: o autodomínio e a organização, não somente das ações e do tempo da mãe, mas também dos mínimos detalhes em relação às técnicas utilizadas para o bom desempenho destas ações, visando o controle do crescimento e do desenvolvimento físico e psíquico da criança. Pôde-se entender melhor toda esta orientação racionalista e disciplinadora endereçada às mães leitoras desses livros-texto, tanto em relação aos seus filhos como a si mesmas, ao considerar os objetivos do projeto liberal de reordenação social direcionados ao controle por meio do disciplinamento dos múltiplos espaços sociais. Ainda nas declarações iniciais do livro em análise, Wladimir Piza se engaja na luta pela formação da população em geral para cumprir uma importante missão para o país: “o governo do estado de São Paulo se interessa pelo teu filho. Ele vê, nessa criança que dorme agora no berço ao lado da tua cama, um cidadão do futuro, cheio de amor pela sua terra, que ele há de engrandecer e honrar” (1940, p. 6). Ana Laura Godinho-Lima (2005) distinguiu três tipos de manuais de puericultura dentre 12 manuais analisados, publicados entre 1918 e 1941. O primeiro conjunto é referente à reunião de artigos veiculados em periódicos ou preleções difundidas pelo rádio; o segundo agrupamento consiste em livros didáticos para cursos de puericultura e no terceiro conjunto foram reunidos livros direcionados a auxiliar as mães no cuidado de suas crianças. Para a autora, os manuais didáticos focalizam preferencialmente a fundamentação científica das recomendações, enquanto aqueles do terceiro conjunto caracterizam-se pela linguagem informal, texto simples e claro, bem como pela fala direta às mães, enfatizando a prática e substituindo a presença do médico ao lado da mãe. A análise aqui considerada vai ao encontro dessas afirmativas. A linguagem empregada por Almeida Jr. e Mario Mursa foi bastante técnica, enquanto Piza utilizou uma abordagem coloquial dos temas, com vistas a uma maior proximidade do autor com as mães, superando as dificuldades que a linguagem científica poderia gerar. Houve um encorajamento à leitura, por meio do relato de
  5. 5. histórias entre um item e outro e pela fala direta de Piza à leitora, como por exemplo: “Mãezinha! Aqui estamos no fim do segundo capítulo. Louvo-te a boa vontade e a atenção com que acompa- nhaste estas linhas. Arma-te de coragem para o terceiro capítulo, que virá a seguir” (1940, p. 24). Ao longo de todo o livro, Piza construiu estratégias de convencimento das mães, tanto para incentivar a leitura continuada do texto até o final, apresentando formas facilitadoras dessa atividade, como para garantir que a leitora realizasse adequadamente as tarefas indicadas no manual. O autor também aconselhava a divulgação do livro a outras mães, que cuidavam dos filhos de maneira considerada errônea, por parte daquelas que já haviam aceitado realizar as tarefas propostas pelo texto e estavam felizes com isso. Outra estratégia de convencimento referia-se ao apelo aos sentimentos das mães, tanto no sentido de frisar a alegria e a beleza maternas trazidas pelos bons resultados alcançados nos cuidados ao bebê, dados pela obediência aos ensinamentos do livro, como pelo uso de um discurso ameaçador, insistindo na possibilidade de doenças e morte da criança, causando profunda tristeza e culpa por parte das mães, se estas não fossem obedientes e eficientes em seus cuidados maternos. Perfis de atuação feminina e identidades de gênero Entre as décadas de 1910 e 1920 houve por uma diversidade de discursos e de lutas em torno dos espaços que as mulheres poderiam ou deveriam ocupar na sociedade brasileira. Muitas tentativas de ruptura das representações das mulheres como naturalmente dedicadas às funções domésticas ocorreram tanto nas camadas médias como entre as operárias. Através de meios de comunicação e discursos nos meios jurídicos e parlamentares, debateram-se seus direitos sociais, trabalhistas, sua possibilidade de escolarização e sua presença no espaço público. Entretanto, a partir da segunda metade dos anos 1920, e com intensidade crescente nas duas décadas seguintes, parece ter ocorrido um refluxo dessas possibilidades de ampliação dos espaços reservados às mulheres, havendo uma multiplicidade de discursos a respeito de sua atuação social (Reis, 1993). Os manuais em análise não explicitavam quais seriam os espaços sociais devidos às mulheres, mas preconizavam um enorme elenco de tarefas que as mães deveriam desempenhar em seus lares, direcionando o foco de atuação da mulher para as atividades domésticas. Há, nas duas publicações, a apresentação de perfis diferenciados de atuação feminina, relacionados a processos de construção de identidades de gênero no período e que, em alguns momentos, associa-se a processos de construção de identidades de classe social. A forma precária de as mães criarem seus filhos, atribuída às classes populares, fica evidente na abordagem do tema denominado aleitamento mercenário. Para Almeida Jr. e Mario Mursa, as mulheres de classes baixas freqüentemente viviam em locais insalubres e tinham doenças que poderiam se transmitir às crianças. A ama seria “uma revoltada. Revoltada contra a vida, que a obriga a abandonar o próprio
  6. 6. filho, para ir, com o leite que de fato lhe pertence, alimentar outra criança, de mais sorte que ela, pois que nasceu cercada pela proteção da fortuna” (Piza, 1940, p. 21). A solução proposta pelo autor restringia-se ao campo pessoal, de matiz assistencialista, representada pela generosidade das mães de melhores condições econômicas em aceitar que as crianças das amas também fossem amamentadas por elas, argumentando que a quantidade de leite materno aumentaria naturalmente quando da amamentação simultânea de duas crianças. Quanto aos saberes e conhecimentos mobilizados para a tarefa de bem cuidar dos filhos, os autores promoveram uma diferenciação entre duas formas de atuação feminina. Por um lado, as mães dispostas a atender às prescrições dos médicos, higienistas e educadores, baseadas em conhecimentos científicos, de forma disciplinada e racional, o que levaria a bom termo o processo de crescimento e desenvolvimento das crianças. Por outro lado, as mães que consideravam o conhecimento proveniente da experiência de outras mulheres e mães, ironicamente chamadas de vizinhas e comadres, saberes tidos como crendices populares, que poderiam causar prejuízos incalculáveis à saúde da criança, inclusive sua morte. Essas mães são apresentadas como indisciplinadas, teimosas, vaidosas e guiadas apenas por sentimentos. Ao considerar as relações entre aspectos das esferas pública e privada, outro ponto relevante foi a possibilidade de intervenção nos espaços domésticos, vistos como dominados pelas mulheres, que esses autores tiveram com a divulgação de seus manuais. Para eles, somente a inteligência, o estudo, a leitura e o bom senso poderiam livrar as mães novatas da influência nefasta das mães experientes, aproximando-as dos valores científicos aí apresentados como verdades absolutas. A análise aqui delineada pôde ser melhor compreendida através do conceito de masculinidade hegemônica, construído por Connell (1995), que considerou a existência de vários perfis de masculinidades e de feminilidades hierarquizadas, que iriam se transformando ao longo do tempo, com preponderância de um deles. Os modelos femininos indicados pelos autores dos dois manuais aqui estudados apresentaram-se de forma hierarquizada quanto ao seu suposto valor e adequação social, operando-se a legitimação daquele considerado mais relevante naquele momento. Além disso, essas formas de feminilidade seriam subordinadas ao perfil de masculinidade hegemônica presente no texto, representando o pensamento de um grupo considerado de elite – homens brancos, de classe social privilegiada e detentores do conhecimento técnico racionalista, legitimado como o de maior valor social. Para os autores em foco, a função de criar filhos seria das mães, tarefa apresentada como naturalmente associada ao universo feminino, mas estas deveriam fazê-lo seguindo princípios científicos bem delineados, construídos como um campo de saberes e práticas próximo ao universo masculino. As identidades de gênero em construção pelas diversas formas de uso desses dois manuais de puericultura se constituíram de forma a reforçar a posição privilegiada de grupos da
  7. 7. elite econômica e cultural da sociedade paulista, nas décadas de 1930 e 1940. As relações de gênero aí construídas se estabeleceram como práticas de implementação e legitimação de posições de poder. Dessa forma, tal grupo habilitou-se a delinear os principais problemas da atuação das mulheres na família, no âmbito das questões mais relevantes para a sociedade brasileira da época, e também propor e implementar propostas para seu devido encaminhamento. Referências ALMEIDA JR., A; MURSA, M. O livro das mamães. Noções de puericultura. 3ª ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1938. CARVALHO, M. M. C. de. Quando a história da educação é a história da disciplina e da higienização das pessoas. In: FREITAS, M. C. de (org.) História social da infância no Brasil. São Paulo: Cortez/USF, 1997. CONNELL, R. W. Políticas da masculinidade. Educação & Realidade. Porto Alegre, v.2, nº 20, p. 185-206, jul/dez 1995. FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I. 13ª ed. Rio de Janeiro: Graal, 1999. GODINHO-LIMA, A. L. O governo da maternidade: um estudo histórico de manuais de puericultura publicados no Brasil (1918-1941). In: I Seminário Internacional Enfoques feministas e o século XXI: feminismo e universidade na América Latina, 2005, Salvador, BA (no prelo). HERSCHMANN, M., PEREIRA, C A. (orgs.) A invenção do Brasil moderno. Medicina, educação e engenharia nos anos 20. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. PIZA, W. O livro das mãezinhas. 3ª ed. São Paulo: Departamento de Saúde do Estado de São Paulo. Seção de Propaganda e Educação Sanitária, 1940. REIS, M. C. D. Tessitura de destinos: mulher e educação. São Paulo: EDUC, 1993. SCOTT, J. W. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, Porto Alegre, 20 (2): 71-100, jul./dez. 1995. STEPAN, N. L. Eugenics in Brazil (1917-1940). In: ADAMS, M. B. (ed.) The wellborn science: eugenics in Germany, France, Brazil and Russia. Oxford: Oxford University Press, 1990. VIVIANI, L. M. Formação de professoras e Escola Normal: a biologia necessária. Tese de Doutorado. São Paulo, FEUSP, 2003.
  8. 8. 1 Houve três edições, sendo a primeira denominada “Noções de puericultura para as mães e para as escolas”, de 1927, publicada pelo Instituto D. Anna Rosa. A segunda, de 1933, com tiragem de 5000 exemplares e a terceira de 1938, com 2080 exemplares, foram publicadas pela Editora Nacional. 2 As edições d’ O livro das mãezinhas foram: 1ª edição (1937): 13000 exemplares; 2ª edição (1939): 50000 exemplares; 3ª edição (1940): 50000 exemplares; 4ª edição (1943): 30000 exemplares; 5ª edição (1953): 30000 exemplares; 6ª edição (1956): 50000 exemplares, a cargo do Rotary Club; 7ª edição (1962): 600000 exemplares, entregues àqueles que os solicitassem à SPES.

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