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Prática de atividade física e sedentarismo em brasileiros

  1. 1. ARTIGOARTICLE36971Universidade Federal dePelotas (UFPel). Programade Pós-graduação emEpidemiologia. RuaMarechal Deodoro 1160/3ºandar, Centro. 96020-220Pelotas RS.alan_knuth@yahoo.com.br2Coordenação Geral deDoenças e Agravos NãoTransmissíveis, Secretariade Vigilância em Saúde,Ministério da Saúde.3Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística.4Secretaria de Vigilânciaem Saúde, Ministério daSaúde.5Ministério da Saúde.Prática de atividade física e sedentarismo em brasileiros:resultados da Pesquisa Nacionalpor Amostra de Domicílios (PNAD) – 2008Practice of physical activity and sedentarism among Brazilians:results of the National Household Sample Survey - 2008Resumo Inquéritos populacionais estão no cen-tro das atividades relevantes para a saúde públi-ca. Atualmente tem-se interesse em compreenderaspectos comportamentais influentes na mudan-ça do quadro de saúde individual e coletiva, entreeles a atividade física. O objetivo do presente estu-do é apresentar os resultados de prática de ativi-dade física (AF) da Pesquisa Nacional por Amos-tra de Domicílios (PNAD) em 2008, conforme dis-tribuição regional e características sociodemográ-ficas. O convênio firmado entre o IBGE e o Mi-nistério da Saúde foi responsável pelo levanta-mento suplementar de saúde. O tamanho de amos-tra foi de 292.553 pessoas. A prevalência de AFnos níveis recomendados no lazer foi de 10,5%, omesmo percentual de indivíduos relatando deslo-camento ativo para o trabalho. Homens e indiví-duos mais jovens foram mais ativos e houve rela-ção direta entre escolaridade e AF no lazer e in-versa entre escolaridade e atividade física no des-locamento. Um em cada cinco brasileiros não pra-tica qualquer AF, e um em cada três assistem, emmédia, 3h ou mais de televisão por dia. Estes da-dos visam apoiar as políticas públicas no desenhode estratégias que promovam ações sustentadas depromoção da saúde, especialmente de AF, visandoo alcance de resultados que influenciem positiva-mente na qualidade de vida da população.Palavras-chave Atividade física, Inquérito, SaúdepúblicaAbstract Population surveys are a key compo-nent of the relevant activities for public health.There is growing interest in identifying behav-ioral aspects which influence individual and col-lective health, such as physical activity (PA). Theaim of this study is to present PA data from the2008 Brazilian National Household Survey(PNAD) according to regional distribution andthe socio-demographic characteristics. A partner-ship between the Brazilian Institute of Geogra-phy and Statistics and the Ministry of Health wasresponsible for preparing the health supplementof the questionnaire. The sample size was 292,553individuals. The proportion of subjects practic-ing PA at the recommended levels in leisure timewas 10.5%, exactly the same proportion of sub-jects reporting active transportation to and fromwork. Males and younger adults were more ac-tive; schooling was directly related to leisure-timePA and inversely associated with transport-relat-ed physical activity. One fifth of the Braziliansdid not report any physical activity at all and35.7% watch TV for 3 hours or more, on average,per day. These data may help design public poli-cies aimed at promoting health, in particularthrough PA, which may positively influence onthe quality of life of the Brazilian population.Key words Physical activity, Survey, PublichealthAlan Goularte Knuth 1Deborah Carvalho Malta 2Samuel Carvalho Dumith 1Cimar Azeredo Pereira 3Otaliba Libânio Morais Neto 4Jose Gomes Temporão 5Gerson Penna 4Pedro Curi Hallal 1
  2. 2. 3698KnuthAGetal.IntroduçãoInquéritos populacionais estão no centro das ati-vidades relevantes e de produção consistente deconhecimento para a saúde pública. Tais pesqui-sas permitem que sejam construídos indicadoresde saúde e de doença e comportamentos de riscoou de proteção, e que sejam avaliados os determi-nantes sociais de saúde/doença1. Com base emtais dados, o conjunto de esferas responsáveis pelaprodução de conhecimento e criação de políticaspúblicas no país pode compreender os aspectosde saúde/doença em termos de magnitude e dis-tribuição. A organização sistemática de inquéri-tos reflete as mudanças temporais da situação desaúde e permite o monitoramento de determina-do aspecto relevante para o contexto avaliado.Quando pensados sob o ponto de vista de mu-dança na situação de saúde, os inquéritos sãoparâmetros importantes para a avaliação diretaou indireta de políticas públicas e para situá-lasem termos de mudanças nas condições de saúde ede qualidade de vida das populações.Em uma perspectiva atual, no âmbito da ava-liação das condições de saúde, temos um expres-sivo interesse em compreender aspectos compor-tamentais, influentes na mudança do quadro desaúde individual e coletivo. Nessa lógica tem-setornado consistente o estudo da prática de ativi-dade física, dada sua importante relação comeventos de saúde e qualidade de vida em jovens,adultos e idosos2.Pelo recente foco de abordagem em atividadefísica nos inquéritos de saúde, as informaçõesreferentes a este tema são também extremamen-te recentes. Em 1996-1997, a Pesquisa de Padrõesde Vida (PPV) avaliou a atividade física de lazerpor meio de um breve questionário. Menos de5% dos entrevistados relataram praticar ativida-de física de lazer nos níveis recomendados3. Aavaliação de atividade física, por meio de questio-nário específico e detalhado, com base de dadosnacional (15 capitais + Distrito federal), teve abor-dagem pioneira em 2002-2003 no Inquérito Do-miciliar sobre Comportamentos de Risco e Mor-bidade Referida de Doenças e Agravos Não Trans-missíveis, sob coordenação do Instituto Nacio-nal do Câncer (INCA) e Ministério da Saúde4.Também nesse período, a investigação epidemi-ológica do tema atividade física/inatividade físi-ca/sedentarismo passou a ser crescente e realiza-do com abordagem bastante variada em termosde instrumentos, faixa-etária e domínio da ativi-dade física avaliado5,6. Tanto inquéritos popula-cionais quanto estudos locais pontuais apontampara uma baixa prática de atividade física, nolazer, por adultos e adolescentes3,4.Com a epidemiologia da atividade física pas-sando a ocupar um espaço de destaque nas avali-ações em saúde, o Ministério da Saúde, o IBGE,as universidades e os centros colaboradores con-solidaram outros mecanismos de conhecimentodos padrões de atividade física de brasileiros epassaram também monitorar as mudanças tem-porais nesse comportamento. Assim, a Vigilânciade Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crô-nicas por Inquérito Telefônico (Vigitel)7e a Pes-quisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE)8fo-ram desenhadas para mapear situações de saúdeem diversos aspectos, entre eles a atividade físicade adultos e jovens escolares, respectivamente.Em moldes semelhantes, a Pesquisa Nacionalpor Amostra de Domicílios (PNAD), criada em1967 para avaliar o desenvolvimento socioeco-nômico do país, incluiu em determinados levan-tamentos, suplementos específicos de saúdecomo nos anos de 1998, 2003 e 2008. No levanta-mento suplementar de saúde em 2008 a práticade atividade física foi avaliada pela primeira vez.O que traz uma informação adicional aos inqu-éritos anteriores e aumenta a cobertura de medi-ção de atividade física em relação aos demais in-quéritos populacionais, pois a abrangência daPNAD é ainda maior.O objetivo do presente estudo é apresentar osresultados de prática de atividade física da PNADem 2008, conforme distribuição regional e carac-terísticas sociodemográficas. Também são discu-tidos no presente manuscrito os resultados paradiferentes domínios de atividade física e o hábitode assistir televisão na população brasileira.MetodologiaEm 2008, o convênio firmado entre o IBGE e oMinistério da Saúde foi responsável pelo levan-tamento suplementar de saúde, abordado pelaterceira vez na PNAD, com intervalos regularesde cinco anos. A PNAD é realizada por meio deamostra probabilística de domicílios, a partir deestágios múltiplos de seleção, a saber: unidadesprimárias ou municípios, unidades secundáriasou setores censitários e unidades terciárias oudomicílios. Os municípios foram classificados emduas categorias, autorrepresentativos e não au-torrepresentativos, os últimos passaram por umprocesso de estratificação e, em cada estrato, fo-ram selecionados com reposição e probabilida-de proporcional à população obtida no Censo
  3. 3. 3699Ciência&SaúdeColetiva,16(9):3697-3705,2011Demográfico de 2000. Nos setores censitários, seutilizou a probabilidade proporcional e tambémcom reposição. Os domicílios foram seleciona-dos com equiprobabilidade. Maiores detalhessobre a amostragem e outros aspectos da PNAD9podem ser encontrados em seu sítio na Internet.Cerca de 2500 entrevistadores foram os res-ponsáveis pela coleta de dados da PNAD 2008,por meio de coletor eletrônico. O suplementosaúde da PNAD no ano de 2008, com 163 ques-tões, incluiu diversos aspectos, entre os quais aprática de atividade física, a qual foi estudada emmoradores com 14 anos ou mais de idade. Pormeio de oito questões procurou-se avaliar a ati-vidade física nos seguintes domínios: deslocamen-to para o trabalho, atividade laboral, realizaçãode faxina no ambiente doméstico e atividades fí-sicas de lazer. No mesmo bloco, uma questãoavaliou a frequência de horas sentado assistindotelevisão, em todos moradores da casa.As questões sobre atividade física e o hábitode assistir televisão foram construídas tendo porbase os questionários do Vigitel10. No entanto,existem algumas diferenças, especialmente emfunção da coleta de dados por entrevista face aface (PNAD) em comparação às entrevistas tele-fônicas (Vigitel). O questionário da PNAD11tam-bém está disponível para acesso público no sítioeletrônico do IBGE. No instrumento sobre ativi-dade física, foi questionado se os indivíduos cos-tumam ir a pé ou de bicicleta para o trabalho e otempo gasto; também foi perguntado se o indi-víduo, em seu trabalho, anda a maior parte dotempo, carrega peso ou faz esforço intenso; so-bre a atividade física no domicílio foi indagadose o indivíduo faz faxina, e se sim, se essa limpezaé individual ou com ajuda de outra pessoa; aindaquatro questões abordam aspectos referentes aexercício fisco ou esportes, como as modalida-des escolhidas, frequência de dias e tempo gastonas práticas.As variáveis dependentes utilizadas nesse ar-tigo são:- ativo no deslocamento: indivíduo emprega-do que costuma ir a pé ou de bicicleta de casapara o trabalho, com trajeto de 30 minutos oumais somando a ida e a volta;- ativo no lazer: indivíduo que pratica ativi-dades físicas leves ou moderadas em 5 dias oumais na semana por pelo menos 30 minutos e/ou indivíduos que praticam atividades físicas vi-gorosas em 3 dias ou mais na semana por pelomenos 20 minutos;- inativos: indivíduo que relatou não praticarqualquer atividade física em todos os domíniosestudados (deslocamento para o trabalho, ativi-dade laboral, faxina no ambiente doméstico eatividades físicas de lazer);- hábito de assistir TV: indivíduo que assistetelevisão sentado por 3 horas ou mais diaria-mente, fora do trabalho.As variáveis independentes utilizadas nesteartigo foram: grandes regiões geográficas (Nor-deste, Norte, Sudeste, Sul e Centro-Oeste), sexo(masculino ou feminino), grupos de idade (anoscompletos) e escolaridade (conforme anos com-pletos de estudo). O indicador ativo no lazer tam-bém foi descrito conforme unidades federativasbrasileiras.As análises foram conduzidas no ProgramaStata, versão 9.0. A amostra de 391.868 pessoas e150.591 domicílios foi expandida para a popula-ção brasileira e o efeito de delineamento amos-tral foi considerado nas análises, por meio dogrupo de comandos svy. Atribuiu-se também umpeso para cada indivíduo, utilizando-se o coman-do “fweight”. A expansão amostral é baseada naprojeção da população residente de cada Unida-de da Federação, considerando a evolução po-pulacional entre os Censos de 1991 e 2000 e acontagem da população em 2007. Apesar de to-das as associações terem sido testadas por meiodo teste do qui-quadrado, os valores p (todosaltamente significativos) não foram menciona-dos no corpo do texto ou nas tabelas e figuras,em função do elevado poder amostral.ResultadosA amostra analisada neste estudo ficou constituí-da por 292.553 indivíduos com 14 anos ou mais.Usando o fator de ponderação para frequênciada população brasileira, o N total corresponde a142.533.480 pessoas. Entre os entrevistados, quasemetade (43,5%) residiam na região Sudeste,51,5% eram do sexo feminino, 8,8% tinham 65anos ou mais de idade e 54,6% possuíam o ensi-no fundamental completo (Tabela 1).A prevalência de indivíduos classificados comativos no lazer foi exatamente a mesma daquelesconsiderados ativos no deslocamento, correspon-dendo a 10,5% da população. Aproximadamenteum quinto da população (20,2%) relatou nãopraticar nenhuma atividade física, seja no traba-lho, lazer, deslocamento ou domicílio. Com rela-ção ao hábito de assistir televisão, 35,7% referiufazê-lo em média por pelo menos 3 horas por dia.A Tabela 2 apresenta a prática de atividadefísica no deslocamento para o trabalho e no lazer
  4. 4. 3700KnuthAGetal.conforme região do país e variáveis sociodemo-gráficas. A prevalência de deslocamento ativo foimaior para as regiões Nordeste (15,4%) e Norte(11,9%), sexo masculino (11,4%) e indivíduosentre 14 e 24 anos (11,5%). Já a prevalência deativos no lazer foi maior para a região Centro-Oeste (12,0%), sexo masculino (12,7%) e indiví-duos entre 14 e 24 anos (16,1%). A prevalência deindivíduos ativos no lazer conforme unidade fe-derativa está ilustrada na Figura 1. A proporçãode ativos oscilou de 5,8% em Alagoas a 16,6% noDistrito Federal.A Figura 2 mostra a prática de atividade físi-ca no lazer e deslocamento de acordo com a es-colaridade. Enquanto a escolaridade e a ativida-de física de lazer estão diretamente relacionadas,a associação é inversa entre escolaridade e ativi-dade física no deslocamento.Os resultados de inatividade física e hábitode assistir televisão 3 horas ou mais por dia con-forme região do país e variáveis sociodemográfi-cas estão apresentados na Tabela 3. O Sudeste foia região com maior prevalência de inativos(22,1%), enquanto a região Sul obteve o menorpercentual (17,4%). Os homens foram mais ina-tivos que as mulheres (25,6% versus 15,2%), e aprevalência de inatividade física entre os idosos(65 anos ou mais) foi superior ao dobro daquelaverificada nas demais faixas etárias. Indivíduoscom maior escolaridade (12 anos ou mais) fo-ram mais inativos do que os seus pares. Já o há-bito de assistir TV foi mais frequente na regiãoSudeste (38,3%), sexo feminino (38,7%), indiví-duos mais jovens (43,4%) e naqueles com 9 a 11anos de estudo (41,1%).Tabela 1. Descrição de variáveis independentesconforme grandes regiões e informaçõessociodemográficas em indivíduos de 14 anos oumais. PNAD – 2008.CaracterísticaRegião do paísNorteNordesteSudesteSulCentro-OesteSexoMasculinoFemininoIdade (anos)14 a 2425 a 3435 a 4445 a 5455 a 6465 ou maisEscolaridade (anos)0 a 89 a 1112 ou maisTotalNexpandido10.612.14638.519.82961.965.52421.157.17610.278.80568.727.94373.805.53736.804.74230.549.81126.595.88721.857.88614.193.56312.531.59164.719.42026.976.19350.837.867142.533.480% (IC95%)7,5 (6,9-8,0)27,0 (26,6-27,4)43,5 (43,0-44,0)14,8 (14,5-15,2)7,2 (7,0-7,4)48,2 (48,1-48,4)51,8 (51,6-51,9)25,8 (25,6-26,0)21,4 (21,2-21,6)18,7 (18,5-18,8)15,3 (15,2-15,5)10,0 (9,8-10,1)8,8 (8,6-9,0)45,4 (44,9-45,9)18,9 (18,7-19,2)35,7 (35,2-36,1)100,0Tabela 2. Prática de atividade física no deslocamento para o trabalho e no lazer conforme região do país evariáveis sociodemográficas em indivíduos de 14 anos ou mais. PNAD – 2008.Região do paísNorteNordesteSudesteSulCentro-OesteSexoMasculinoFemininoIdade (anos)14 a 2425 a 3435 a 4445 a 5455 a 6465 ou maisTotalN expandido759.0823.484.0843.240.4131.227.574433.0085.758.7943.395.3672.041.2102.326.3712.110.4371.644.567764.192267.3849.154.161% (IC95%)11,9 (10,4-13,6)15,4 (14,5-16,4)8,6 (8,2-9,1)9,0 (8,3-9,7)6,8 (6,2-7,4)11,4 (10,9-11,2)9,4 (9,0-9,8)11,5 (10,9-12,1)10,1 (9,6-10,5)10,3 (9,9-10,8)10,7 (10,2-11,2)10,5 (9,9-11,1)10,1 (9,2-11,1)10,5 (10,2-10,9)N expandido1.145.4053.825.2876.330.0172.398.6271.230.9288.693.6426.236.6225.928.0893.028.2192.094.6361.669.1281.259.427950.76514.930.264%10,8 (10,1-11,5)9,9 (9,5-10,3)10,2 (9,9-10,5)11,3 (10,8-12,0)12,0 (11,4-12,5)12,7 (12,4-12,9)8,5 (8,2-8,7)16,1 (15,7-16,5)9,9 (9,6-10,2)7,9 (7,6-8,2)7,6 (7,3-8,0)8,9 (8,5-9,3)7,6 (7,2-8,0)10,5 (10,3-10,7)Ativo no deslocamento Ativo no lazer
  5. 5. 3701Ciência&SaúdeColetiva,16(9):3697-3705,2011DiscussãoEsse é o primeiro inquérito populacional de saú-de a descrever a prevalência de atividade física emamostra representativa de todo o Brasil e comfaixa etária ampliada, captando adolescentes,adultos e idosos. Apenas 10,5% dos brasileiroscom 14 anos ou mais de idade cumprem as reco-mendações para atividade física de lazer2. Essecomportamento foi mais frequente em indivídu-os de maior escolaridade, exatamente o opostoao observado para atividade física no desloca-mento para o trabalho, a qual é marcada comoum comportamento de jovens e indivíduos debaixa escolaridade. A inatividade física foi de20,2% e o hábito de assistir pelo menos 3 horasde televisão foi um comportamento bastante co-mum na população brasileira.A investigação separada de atividade física pordomínios (deslocamentos, atividades domésticas,trabalho e no período de lazer) é bastante refe-rendada na literatura científica12,13.Essa distinção,além de didática, é importante para a captação deinformações com maior qualidade nos instru-mentos pertinentes à área. Além disso, essa sepa-ração contribui bastante para esclarecer a presen-ça de um marcador social envolvendo a atividadefísica no deslocamento e no lazer. A atividade físi-ca realizada no deslocamento para o trabalho émais comum nas regiões mais empobrecidas dopaís (Norte e Nordeste), em homens, pessoas maisjovens e com baixa escolaridade. Ao que tudo in-dica esse tipo de atividade física não é realizadacomo opção de promoção da qualidade de vida, esim, fundamentada basicamente em uma neces-sidade. Ainda que o deslocamento ativo possa tra-Figura 2. Prevalência de atividade física nos níveisrecomendados no lazer e deslocamento ativoconforme a escolaridade, em indíviduos com 14anos ou mais. PNAD – 2008.05%Escolaridade (anos completos)1015200 a 8 9 a 11 12 ou +Lazer DeslocamentoFigura 1. Prevalência de ativos no lazer em indivíduos com 14 anos ou mais para cada estado do país.PNAD – 2008.0,05,0Rondônia%Unidade Federativa25,020,015,010,0AcreAmazonasRoraimaParáAmapáTocantinsMaranhãoPiauíCearáRioGrandedoNorteParaíbaPernambucoAlagoasSergipeBahiaMinasGeraisEspíritoSantoRiodeJaneiroSãoPauloParanáSantaCatarinaRioGrandedoSulMatoGrossodoSulMatoGrossoGoiásDistritoFederalTotal
  6. 6. 3702KnuthAGetal.zer benefícios para a saúde,14ir a pé ou cami-nhando para o trabalho na realidade brasileiraparece indicar falta de outra opção e não umaescolha individual para promoção da saúde. Adeterminação da atividade física envolve diversoscomponentes complexos. A utilização de aspec-tos individuais, como sexo, idade e escolaridade,não afasta a necessidade de se atentar para ques-tões mais amplas e que dependem fortemente depolíticas públicas, responsabilizando diversas es-feras. A escolha individual por comportamentosativos está intimamente atrelada às condições devida, saúde, lazer, e, por isso, a atividade física éresultante de uma configuração ampla de vida, eem nosso estudo, investigamos apenas algunsaspectos isoladamente.Não há recomendações consolidadas para aprática de atividade física no deslocamento isola-damente. A maioria dos órgãos de saúde priorizaa recomendação focando na atividade física total,sugerindo que o indivíduo realize 30 minutos deatividade física em cinco dias ou mais na semana.No período de deslocamento, consideramos ati-vos os indivíduos que relataram, costumeiramen-te, se deslocarem a pé ou de bicicleta para o traba-lho com trajeto total igual ou superior a 30 minu-tos diários. Somando os dois domínios (lazer edeslocamento), 19,1% dos indivíduos foram ati-vos no lazer ou no deslocamento; um somatóriosimples das duas prevalências geraria 21%, o queconfirma que a prática de atividade física em umdomínio independe do outro. Também por isso,as características associadas a um ou outro do-mínio de atividade física são diferentes.Apenas 10,5% dos brasileiros com 14 anosou mais que cumprem as recomendações de ati-vidade física no lazer2. O padrão aqui encontra-do repete estudos populacionais anteriores15,16,onde homens, jovens e indivíduos de maior es-colaridade são mais ativos, o que mais uma vezremete a um aspecto social, onde a atividade físi-ca no lazer, por muitas vezes, encontra-se ligadaa entidades privadas e assim restrita a certos gru-pos populacionais. Estratégias públicas de pro-moção da atividade física na comunidade têmaumentado recentemente em nosso país17,18edevem ser fortalecidas e encorajadas. A divulga-ção de experiências exitosas e articuladas com osistema de saúde devem ser incentivadas e po-dem aproximar brasileiros de atividades físicasprazerosas e com significado próprio, de comu-nidades e contextos locais.Em 2009, um total de 14,7% de indivíduoscom 18 anos ou mais de idade foi consideradoTabela 3. Inatividade física e hábito de assistir televisão 3 horas ou mais por dia, em média, conformeregião do país e variáveis sociodemográficas em indivíduos de 14 anos ou mais. PNAD – 2008.Região do paísNorteNordesteSudesteSulCentro-OesteSexoMasculinoFemininoIdade (anos)14 a 2425 a 3435 a 4445 a 5455 a 6465 ou maisEscolaridade (anos)0 a 89 a 1112 ou maisTotalN expandido1.961.0147.392.93713.696.3633.675.5822.064.43417.571.66811.212.6627.216.6625.112.3854.497.5964.051.3233.128.9504.783.41412.511.7004.832.11311.446.51728.790.330%18,5 (17,5-19,5)19,2 (18,6-19,8)22,1 (21,7-22,5)17,4 (16,7-18,1)20,1 (19,3-20,9)25,6 (25,1-26,0)15,2 (14,9-15,5)19,6 (19,2-20,1)16,7 (16,3-17,1)16,9 (16,5-17,3)18,5 (18,1-19,0)22,0 (21,4-22,6)38,2 (37,4-39,0)19,3 (19,0-19,7)17,9 (17,5-18,3)22,5 (22,1-22,9)20,2 (19,9-20,5)N expandido3.550.84113.534.59823.705.6056.582.8263.565.77322.369.36428.570.27915.977.66510.393.0258.032.8726.812.8754.826.1224.897.08422.411.91411.093.19717.434.53250.939.643%33,5 (31,7-35,3)35,1 (33,9-36,4)38,3 (37,5-39,0)31,1 (30,1-32,2)34,7 (33,5-35,9)32,6 (32,0-33,1)38,7 (38,2-39,3)43,4 (42,7-44,1)34,0 (33,4-34,7)30,2 (29,6-30,9)31,2 (30,5-31,9)34,0 (33,2-34,8)39,1 (38,2-40,0)34,6 (33,9-35,3)41,1 (40,5-41,8)34,3 (33,8-34,9)35,7 (35,2-36,3)Inativo Assiste TV 3h/mais por dia
  7. 7. 3703Ciência&SaúdeColetiva,16(9):3697-3705,2011ativo no lazer, segundo o Vigitel, inquérito tele-fônico em capitais brasileiras e distrito federal.No presente estudo, a prevalência de ativos nolazer foi de 10,5%, mesmo com faixa-etária maisabrangente, a partir dos 14 anos. Em nossa amos-tra, se restringirmos para a população de 18 anosou mais, a prevalência seria de 9,4% (no grupode 14 a 17 anos a prevalência de ativos no lazerfoi de 20,5%). Estudos demonstram que a ativi-dade física sofre redução exatamente no fim daadolescência19e esse é um período da vida emque o aconselhamento para a prática de ativida-de física deve ser fortalecido. Ainda que as preva-lências de ativos no lazer não sejam idênticas en-tre Vigitel e PNAD, os sentidos dos resultadossão muito semelhantes. No presente estudo aatividade física de lazer reduz gradualmente con-forme aumenta o grupo de idade e sofre leve au-mento na faixa de 55 a 64 anos, o mesmo ocor-rendo no inquérito telefônico, assim como amaior atividade no sexo masculino e em indiví-duos mais escolarizados. Deve-se considerar tam-bém que o Vigitel é restrito as capitais e a PNADincluiu também cidades do interior, as quais po-dem ter padrões de comportamento que diferemdos grandes centros urbanos do país.Para a inatividade física, os dados do Vigitel2008 e PNAD foram 15,6% e 20,2%, respectiva-mente. As prevalências são próximas, entretantoalgumas características de diferenciação entre osinquéritos, que podem auxiliar na identificaçãode particularidades entre estes, são menciona-dos: faixa-etária já discutida anteriormente, aper-feiçoamento no questionário do Vigitel em 2009para inatividade física realizada no deslocamen-to, com a inserção de perguntas sobre atividadescomo ir ou vir à escola para jovens ou mães quelevam ou buscam seus filhos na escola, não utili-zadas na PNAD. Além disso, para se chegar aoindicador inatividade física, o procedimento émais complexo, pois implica em avaliar quatrodomínios (deslocamento para o trabalho, ativi-dade laboral, faxina no ambiente doméstico eatividades físicas no lazer). Ou seja, são inúme-ras questões, e qualquer alteração nas perguntase na ordem das mesmas pode trazer prejuízo nacomparabilidade entre diferentes estudos. Ou-tro ponto a ser considerado consiste no fato daPNAD obter informação por meio do proxy,nestecaso, sendo outro o informante, questões com-plexas como a variável inatividade física, podemacumular respostas imprecisas, que ajudam naexplicação da diferença do resultado encontradoneste estudo comparado com o Vigitel, que per-gunta diretamente ao informante7. Agrega-se esseponto fundamental à diferença já mencionadana composição das amostras. Mesmo assim, asfrequências podem ser consideradas bastantesemelhantes entre os inquéritos.Há uma elevada exposição a assistir televisãosentado, fora do ambiente de trabalho, por pelomenos 3 horas entre brasileiros. Para alguns au-tores o tempo excessivo em comportamento se-dentário pode trazer consequências negativaspara a saúde, como aumentar o risco de doençascardiovasculares, independentemente da ativida-de física20. Esse campo de pesquisa, com aborda-gem nova, sugere que haja inclusive recomenda-ções populacionais para que os indivíduos preo-cupem-se em não permanecer por longos perío-dos sentados. No presente estudo, os indivíduoscom hábito de assistir televisão por mais tempoforam também mais inativos, em comparaçãoàqueles que assistem menos tempo de televisão(34,1% contra 30,7% de inatividade física respec-tivamente). Políticas de promoção da atividadefísica podem incluir mensagens de diminuiçãodo comportamento sedentário, buscando alter-nativas de entretenimento, menos vinculadas aocomportamento sedentário e ao tempo assistin-do televisão.Dentre os limites do estudo destacamos ametodologia empregada na PNAD que obtéminformação por meio de proxy, se por um ladoisto reduz as perdas da pesquisa, aumenta a pos-sibilidade de o informante familiar não repassaras informações de forma precisa de todos os fa-miliares, podendo obter estimativas por vezesincorretas. Diversos produtos oriundos daPNAD analisaram os desfechos diretamente, semavaliação rigorosa para quem foi o indivíduorespondente. Os próprios dados do relatóriooficial não contemplam comparações entre res-postas pessoais e por proxy.Estes dados têm apoiado o Ministério da Saú-de no sentido de desenvolver políticas públicasde promoção à saúde, fortalecendo essa estraté-gia no âmbito do Sistema Único de Saúde. Em2006 foi publicada a Política Nacional de Promo-ção da Saúde18e dentre suas prioridades foi inse-rido o tema da atividade física, o que tem resul-tado em ações e agendas concretas. Foi estrutu-rado um sistema de monitoramento de fatoresde risco de proteção a doenças crônicas não trans-missíveis, o que incluí o monitoramento dos in-dicadores referentes à prática da atividade física.Neste sentido, a realização da PNAD e do VIGI-TEL7compõe este sistema de acompanhamentoe tem possibilitado o estabelecimento de metasacordadas com os gestores no Pacto pela Vida18.
  8. 8. 3704KnuthAGetal.Além disto, o Ministério da Saúde financiou nosúltimos cinco anos cerca de mil municípios quevem desenvolvendo projetos locais de promoçãoà atividade física, inserindo a promoção da saú-de como tema prioritário no SUS. Ainda torna-se um grande desafio abordar o tema da promo-ção da saúde na sua complexidade, o que remeteàs articulações intersetoriais, visando a reorga-ColaboradoresAG Knuth liderou a escrita e revisão do artigo.DC Malta definiu o plano de análise e a comuni-cação entre IBGE e Ministério da Saúde na iden-tificação e circulação do banco de dados, junta-mente com CA Pereira, o qual acompanhou acoleta. SC Dumith coordenou as análises do ar-tigo. OL Morais Neto, JG Temporão e G Pennaapoiaram a execução do trabalho de forma ins-titucional. PC Hallal revisou a escrita do artigoem todas as etapas.ReferênciasViacava F. Informações em saúde: a importânciados inquéritos populacionais. Cien Saude Colet2002;7(4):607-621.Organização Mundial da Saúde. Global recommen-dations on Physical Activity for Health. Geneva:OMS; 2010.Monteiro C, Conde W, Matsudo S, Matsudo VR,Bonseñor IM, Lotufo PA. A descriptive epidemiol-ogy of leisure-time physical activity in Brazil, 1996–1997. Rev Panam Salud Publica 2003;14(4):246-254.Brasil. Ministério da Saúde (MS). Inquérito domi-ciliar sobre comportamentos de risco e morbidadereferida de doenças e agravos não transmissíveis.Rio de Janeiro: INCA; 2003.Hallal PC, Dumith SC, Bastos JP, Reichert FF, SiqueiraFV, Azevedo MR. Evolution of the epidemiologicalresearch on physical activity in Brazil: a systematicreview. Rev. Saude Publica 2007; 41(3):453-460.Dumith SC. Physical activity in Brazil: a systematicreview. Cad. Saude Publica 2009; 25(Suppl. 3):S415-26.Brasil. Vigitel Brasil 2008: Vigilância de fatores derisco e proteção para doenças crônicas por inqué-rito telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, Se-cretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria deGestão Estratégica e Participativa; 2009.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. Rio de Ja-neiro: IBGE; 2009.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Umpanorama da Saúde no Brasil. Acesso e Utilizaçãode Serviços, Condições de Saúde e Fatores de Riscoe proteção à Saúde 2008. Ministério do Planejamen-to 2010. [acessado 2010 out 13]. Disponível em:http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/panorama_saude_brasil_2003_2008/default.shtm.Brasil. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Vi-gilância em Saúde. [acessado 2010 out 13]. Disponí-vel em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/167_ Q2008.pdfBrasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicíli-os. Rio de Janeiro: IBGE; 2008. [2010 out 13]. Dispo-nível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/panorama_saude_brasil_2003_2008/qstpnadsaude2008.pdf1.2.3.4.5.6.7.8.9.10.11.nização dos espaços urbanos, favorecendo amobilidade urbana e a prática do lazer ativo. Es-tes dados visam apoiar as políticas públicas nodesenho de estratégias que promovam ações sus-tentadas de promoção da saúde, especialmentede atividade física, visando o alcance de resulta-dos que impactem positivamente na qualidadede vida da população.
  9. 9. 3705Ciência&SaúdeColetiva,16(9):3697-3705,2011Florindo AA, Hallal PC, Moura EC, Malta DC. Prac-tice of physical activities and associated factors inadults, Brazil, 2006. Rev Saude Publica 2009; 43(Supl.2):65-73.Malta DC, Moura EC, Castro AM, Cruz DKA, Mo-rais Neto OL, Monteiro CA. Padrão de atividadefísica em adultos brasileiros: resultados de um in-quérito por entrevistas telefônicas, 2006. Epidemio-logia e Serviços de Saúde 2009; 18(1):7-16.Hamer M, Chida Y. Active commuting and cardio-vascular risk: a meta-analytic review. Preventivemedicine 2008; 46(1):9-13.Martins TG, Assis MA, Nahas MV, Gauche H, MouraEC. Leisure-time physical inactivity in adults andfactors associated. Rev Saude Publica 2009; 43(5):814-824.Dias-da-Costa JS, Hallal PC, Wells JC, Daltoé T,Fuchs SC, Menezes AM, Olinto MT. Epidemiologyof leisure-time physical activity: a population-basedstudy in southern Brazil. Cad Saude Publica 2005;21(1):275-282.Knuth A, Malta D, Cruz D, Castro AM, Fagundes J,Sardinha LM, Gosch CS, Simões EJ, Hallal PC.Description of the countrywide physical activitynetwork coordinated by the Brazilian Ministry ofHealth: 2005-2008. J Phys Act Health 2010; 7(2):253-248.Malta DC, Castro AM, Cruz DKA, Gosh CS. A Pro-moção da Saúde e da Atividade Física no SistemaÚnico de Saúde. Rev. bras. ativ. fis. saúde 2008;13(1):24-27.Gordon-Larsen P, Nelson MC, Popkin BM. Longi-tudinal physical activity and sedentary behaviortrends: adolescence to adulthood. American jour-nal of preventive medicine 2004; 27(4):277-283.Hamilton MT, Healy GN, Dunstan DW, Zderic TW,Owen N. Too Little Exercise and Too Much Sitting:Inactivity Physiology and the Need for New Rec-ommendations on Sedentary Behavior. Current Car-diovascular Risk Reports 2008; 2(4):292-298.Apresentado em 22/09/2010Aprovado em 24/12/201012.13.14.15.16.17.18.19.20.

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