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Prováveis Reações Diante de um Possível Diagnóstico

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Prováveis Reações Diante de um Possível Diagnóstico

  1. 1. OO HHOOMMEEMM EE OO CCÂÂNNCCEERR DDEE PPRRÓÓSSTTAATTAA:: PPRROOVVÁÁVVEEIISS RREEAAÇÇÕÕEESSDDIIAANNTTEE DDEE UUMM PPOOSSSSÍÍVVEELL DDIIAAGGNNÓÓSSTTIICCOOCamila Guimarães Vieira1, Wilma de Sousa Araújo2, Débora Regina Madruga de Vargas3O Câncer de Próstata é o 6º tipo de câncer mais comum no mundo e o mais prevalente emhomens, representando cerca de 10% do total de câncer. Vários fatores interferem na adesão aoexame preventivo do Câncer de Próstata, tais como: constrangimento, desinformação, medo epreconceito em realizar os exames do toque retal e dosagem do PSA sanguíneo, porém odiagnóstico precoce é bastante importante, pois esse é um câncer curável nos estágios iniciais. Apopulação masculina procura somente o serviço especializado para uma possível recuperação dasaúde ao invés de procurar antes a atenção básica para obter promoção à saúde e prevenção deagravos. A pesquisa tem por objetivo revelar sentimentos, pensamentos e ações de homensresidentes em um Município do TO frente ao tema Câncer de Próstata; sendo quanti-qualitativa,pois analisou e interpretou tais aspectos intensamente, expondo a complexidade docomportamento do homem com uma análise mais minuciosa sobre as investigações, hábitos,atitudes e tendências de comportamento. Do material coletado e consultado observa-se que amaioria da população masculina não sabe a respeito dos fatores de risco para o Câncer dePróstata, não tendo assim uma prevenção da doença, e mesmo aqueles que apresentam certograu de conhecimento não procuram se auto cuidar. O enfermeiro enquanto cuidador e em certaparte educador, assume um papel social, cultural e histórico em preparar o homem para umaparticipação ativa e transformadora nas diferentes possibilidades de nascer, viver e morrer emuma sociedade, por isso, a educação em saúde assume um papel fundamental no processo docuidar em enfermagem, para que as pessoas possam viver da forma mais saudável possível.Palavras-chave: Câncer de Próstata. Educação em Saúde. Enfermagem.The Prostate Cancer is the 6th most common cancer worldwide and more prevalent in men,representing about 10% of all cancer. Several factors influence adherence to preventiveexaminations for prostate cancer, such as embarrassment, misinformation, fear, prejudice aboutdigital rectal exam and measurement of PSA blood, but early diagnosis is very important becausethis is a curable cancer in the early stages. The male population demand only the servicespecialist for a possible recovery of health rather than seek prior primary care for healthpromotion and disease prevention. The research propose a quanti-qualitative approach and aimsto reveal feelings, thoughts and actions of men living in a city facing the issue of TO ProstateCancer; in this way, it was intensely analyzed and interpreted these aspects, exposing thecomplexity of men behavior with a more thorough analysis about the investigations, habits,attitudes and behavioral tendencies. Through research it is observed that most of the malepopulation does not know about the risk factors for prostate cancer and as a result doesn’tprevent themselves appropriately; and even those who have some degree of knowledge do notseek care for themselves. The nurse as caregiver and in some part educator, assumes the role ofsocial, cultural and historical man preparing for an active and transforming participation indifferent possibilities to be born, live and die in a society, that’s why health education plays a keyrole in the process of nursing care so that people can live as healthy as possible.Keywords: Prostate Cancer. Health Education. Nursing.1 Graduação em Enfermagem; ITPAC/FAHESA - Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos; Rua 14, nº 188,Entroncamento, CEP: 77818-300; Email: camilinhaguimaraes04@hotmail.com.2 Graduação em Enfermagem; ITPAC/FAHESA - Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos; Rua; Email:araujowilma@hotmail.com3 Orientadora – docente do Curso de Enfermagem ITPAC/FAHESA - Instituto Tocantinense Presidente AntônioCarlos; Email: devargasburns@hotmail.com.
  2. 2. CC.. GG.. VViieeiirraa eett aall.. IISSSSNN 11998833--66770088RReevviissttaa CCiieennttííffiiccaa ddoo IITTPPAACC,, AArraagguuaaíínnaa,, vv..55,, nn..11,, PPuubb..33,, JJaanneeiirroo 220011221. INTRODUÇÃOO desenvolvimento do câncer estárelacionado com a modificação na qualidade e nocrescimento do número de células. Transformam-se em agressivas, destrutivas independente dascélulas normais e ganhando a capacidade deentrar e invadir os tecidos vizinhos, sendo assimassintomático. No Brasil, de 60% a 70% dos casossão diagnosticados quando a doença já estádisseminada (LEFORT, ALMEIDA, 2004 apudMAIA, MOREIRA, FILIPINI, 2009).A próstata é uma glândula masculina quese localiza entre a bexiga e o reto e participa daprodução do sêmen, líquido que carrega osespermatozóides produzidos no testículo(BRUNNER & SUDDARTH, 2006).O Câncer da Próstata aparece quando ascélulas da próstata passam a se dividir e semultiplicar de forma desordenada, constituindo-se um tumor que pode se desenvolverrapidamente, disseminando-se para outros órgãosdo corpo e podendo levar à morte. Uma grandemaioria, porém, cresce de forma tão lenta que nãochega a dar sintomas durante a vida e nem aameaçar a saúde do homem levando cerca de 15anos para atingir 1 cm³. (GUELER, 2002 apudRIBEIRO, OPARACZ, CULIBABA, 2006).Os sintomas mais comuns relacionados aoCâncer de Próstata são: hematúria e poliúria, ànoite; jato urinário fraco; dor ou queimação aourinar (RIBEIRO, OPARACZ, CULIBABA, 2006).De acordo com autores acima, a adoção dehábitos saudáveis de vida é capaz de evitar odesenvolvimento de certas doenças, entre elas oCâncer de Próstata.O Câncer de Próstata é o 6º tipo de câncermais comum no mundo e o mais prevalente emhomens, representando cerca de 10% do total decâncer. As taxas de incidência deste tipo de câncersão cerca de seis vezes maiores nos paísesdesenvolvidos comparados aos países emdesenvolvimento (INCA, 2009).A prevenção precoce do Câncer dePróstata é a busca de homens assintomáticosatravés da prática do toque retal e pela dosagemdo PSA. É indicado pelo Instituto Nacional deCâncer que o controle do câncer da próstata sejabaseado em ações educativas voltadas àpopulação masculina que deverão procurar umaunidade ambulatorial para uma avaliação anual(INCA, 2009).Os maiores obstáculos são a falta deinformação da população, com crenças antigas enegativas sobre o câncer e seu prognóstico; opreconceito contra o câncer e o exame preventivo,como o toque retal; a falta de um exame específicoe sensível para detectar em fase microscópica e aausência de rotinas abrangentes programadas noserviço de saúde públicas e privadas que favorecea detecção do câncer, inclusive o da próstata(LEFORT, ALMEIDA, 2004 apud MAIA,MOREIRA, FILIPINI, 2009).A maioria dos homens resiste ao examepor mero preconceito cultural, mas os que járealizaram o toque aceitam repeti-lo sem restrição.O problema talvez não seja cultural oupsicológico, mas apenas o medo infundado depossível dor. (SROUGI E VARASCHIN, 1997apud MAIA, MOREIRA, FILIPINI, 2009).O sofrimento do homem portador deCâncer de Próstata afeta seu bem-estar físico eemocional, assim como a qualidade de vida. Paraum adequado tratamento profissional, inclusivequanto à aceitação da doença e como lidar com ossentimentos que surgem neste momento, éimportante o diagnóstico médico associado aoexame psicodiagnóstico (TOFANI, 2007).Por ser um órgão que afeta a sensibilidadesexual masculina, a depressão e o sentimento deimpotência estão presentes em todos os pacientes,mesmo naqueles em que a impotência possa sertemporária.Vários fatores interferem na adesão aoexame preventivo do Câncer de Próstata, taiscomo: constrangimento, desinformação, medo epreconceito em realizar os exames do toque retal edosagem do PSA sanguíneo. Embora seja umassunto de relevada importância para saúde dohomem, esta pesquisa mostra que, mesmo osindivíduos sabendo da necessidade e importânciaainda se mostram resistentes à sua realização. Éelevado o número de indivíduos com poucainformação e/ou até mesmo totalmentedesinformados.A população precisa de maioresesclarecimentos quanto à importância darealização dos exames preventivos do toque retale do PSA, onde a patologia será detectada na sua
  3. 3. CC.. GG.. VViieeiirraa eett aall.. IISSSSNN 11998833--66770088RReevviissttaa CCiieennttííffiiccaa ddoo IITTPPAACC,, AArraagguuaaíínnaa,, vv..55,, nn..11,, PPuubb..33,, JJaanneeiirroo 22001122fase inicial, obtendo-se sucesso na prevenção etratamento do Câncer de Próstata.Assim, o propósito do presente estudo écompreender os sentimentos, pensamentos e açõesdos homens diante de um possível diagnóstico deCâncer de Próstata com idade entre 40 a 79,independente da cultura, escolaridade e situaçãosócio-econômica, analisando a necessidade depromoção da saúde, prevenção de complicações,opção de tratamento e adoção de cuidadospaliativos.2. OBJETIVOSRevelar sentimentos, pensamentos e açõesde homens residentes em Araguaína - TO frenteao tema Câncer de Próstata, no ano de 2010;caracterizar esses homens quanto às variáveis,idade, escolaridade, profissão, condição sócio-econômica, agravos à saúde, dentre outras;compreender os sentimentos, pensamentos ereações relatados por eles.3. METODOLOGIAEsta pesquisa é de natureza bibliográfica,descritiva, exploratória, de campo, quali-quantitativa, não-probabilística, à esmo, realizadano período de agosto à novembro de 2010. Oinstrumento de coleta de dados foi do tipoformulário, contendo 21 questões objetivas,subjetivas e mistas aplicado a um total de 45homens de 40 a 79 anos no município deAraguaína - TO, sendo 15 na Praça São LuizOrione, 15 da Av. Cônego João Lima e 15 naFeirinha. Os dados foram agrupados, tabulados,analisados e discutidos à luz da literaturapesquisada com o intuito de revelar sentimentos,pensamentos e ações desses homens. Esse trabalhofoi aprovado pelo CEP – Comitê de Ética emPesquisa e apresenta Parecer Consubstanciado nº47/2010.4. RESULTADOSOs resultados obtidos através da pesquisamostram que a média de idade dos sujeitos é de55 anos, a maioria são casados, com ensinofundamental incompleto, católicos, aposentados,comem arroz, feijão, carne vermelha, carne branca(ave e peixe), frutas, verduras, pouca gordura epouco sal, não possuem nenhum vício, a maiorparte não possui nem possuíram nenhumadoença, não fazem uso de nenhum medicamento,realizam consulta médica apenas quandonecessário, a maior parte não possui história deCâncer de Próstata na família, que os fatores derisco seriam beber e fumar, juntos com máalimentação, maus hábitos, idade e sal,responderam que sabiam a idade de iniciar aprevenção do Câncer de Próstata, fazem ou jáfizeram o exame, se sentem seguros, pois está nahora de realizar o exame preventivo, que o Câncerde Próstata é uma doença que leva a morte se nãotratar, acham importante o exame do toque retal,ao receber um diagnóstico confirmado de Câncerde Próstata dizem que iriam ter muita fé em Deuse pediria apoio à equipe médica, todos aceitariamo tratamento caso estivessem com Câncer dePróstata e dizem não procurar a prevenção pormachismo.Tabela 1. Motivo da não procura da prevenção do Cade PróstataFonte: Instrumento de coleta de dados (Formulário),2010
  4. 4. CC.. GG.. VViieeiirraa eett aall.. IISSSSNN 11998833--66770088RReevviissttaa CCiieennttííffiiccaa ddoo IITTPPAACC,, AArraagguuaaíínnaa,, vv..55,, nn..11,, PPuubb..33,, JJaanneeiirroo 22001122* O total obtido difere do número de sujeitos devido àutilização de questões de múltipla escolhaTabela 2. Conhecimento dos fatores de risco para o Cade PróstataFonte: Instrumento de coleta de dados (Formulário),2010Tabela 3. Conhecimento em relação à idade que seinicia a prevenção do Ca de PróstataFonte: Instrumento de coleta de dados (Formulário),2010Tabela 4. Sentimento sabendo que está na idade derealizar a prevenção do Ca de PróstataFonte: Instrumento de coleta de dados (Formulário)2010Tabela 5. Conhecimento sobre o Ca de PróstataFonte: Instrumento de coleta de dados (Formulário)2010
  5. 5. CC.. GG.. VViieeiirraa eett aall.. IISSSSNN 11998833--66770088RReevviissttaa CCiieennttííffiiccaa ddoo IITTPPAACC,, AArraagguuaaíínnaa,, vv..55,, nn..11,, PPuubb..33,, JJaanneeiirroo 220011225. DISCUSSÃOOs homens não buscam como as mulheres,apesar da maior vulnerabilidade e das altas taxasde morbimortalidade, os serviços de atençãoprimária, inserindo-se no sistema de saúde pelaatenção ambulatorial e hospitalar de média e altacomplexidade, tendo como resultado o agravo dadoença pela demora na atenção e maior custo parao sistema de saúde. (FIGUEIREDO, 2005;PINHEIRO et al., 2002 apud POLÍTICANACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL ASAÚDE DO HOMEM - PNAISH, 2008).O problema da população masculina emnão procurar o serviço primário é de quecontinuará realizando ações que podem serprejudiciais a sua saúde, podendo aumentar achance de um maior agravo que poderia ter sidoevitado anteriormente com essa busca, pois ocusto é maior e o desgaste emocional e físico dapessoa e da família é muito intenso na busca dessasaúde. Lembrando que quanto mais tardia aprocura, mais grave a doença e maior o esforço dopaciente para a mudança de seus hábitos e atépara o tratamento (MINISTÉRIO DA SAÚDE,2008).Um dos obstáculos enfrentados pelo sexomasculino é a sua fantasia de perda de virilidade,devido ao encargo de assumir a performancesexual, confundindo masculinidade comdesempenho sexual (GIANINI, 2007).Diversos fatores têm sido mostrados comodeterminantes para o aumento da incidência decâncer na próstata, dentre eles destacam-se: amaior expectativa de vida; e as constantescampanhas de identificação da doença, as quaispassaram a revelar mais homens com a doença,além das influências ambientais e alimentares, taiscomo o alto consumo energético, ingestão decarne vermelha, gorduras e leite (PAIVA,MOTTA, GRIEP, 2009).Segundo Gomes et al. (2008), a adoção dehábitos saudáveis, tais como comeradequadamente, controlar o peso, beber commoderação, limitar o uso de açúcar e sal, nãofumar e praticar exercícios físicos aparece comouma forma de prevenir as doenças em geral,incluindo-se o câncer de próstata.Sugerem-se às autoridades sanitárias quesejam promovidos programas educativos, com ointuito de conscientizar a sociedade sobre aimportância da prevenção sistemática do câncerde próstata a partir dos 40 anos, e ainda que sejaviabilizado aos usuários o acesso aos serviços desaúde (VIEIRA et al., 2008).O autor acima diz que há alguns anos, osistema público de saúde tem disponibilizado àpopulação a realização do exame de prevenção docâncer de próstata. Porém, a demanda ainda éinsignificante, possivelmente em decorrência dohomem não ter hábito de buscar o serviço desaúde, nem mesmo na vigência de queixas.Quando se trata de exame dessa natureza, aadoção dessa conduta preventiva é bloqueadatambém pelo preconceito, além do déficit deeducação sanitária da população inerente àprevenção.Segundo o INCA (2009), pai ou irmão comcâncer de próstata antes dos 60 anos podeaumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezescomparado à população em geral, podendorefletir tanto fatores genéticos (hereditários)quanto hábitos alimentares ou estilo de vida derisco de algumas famílias.Segundo Vieira, Pompeo, Lucon (2005), aexperiência clínica mostra que o medo dodiagnóstico constitui grande obstáculo para que oindivíduo se submeta a exames de prevenção etratamento do Câncer de Próstata. Mesmo noscasos em que o tratamento é bem-sucedido seobserva que o paciente muitas vezes não consegueretomar satisfatoriamente sua vida, o que justificaos inúmeros estudos sobre "qualidade de vida" empacientes oncológicos desenvolvidos nas últimasdécadas. No momento do diagnóstico observaramreações de: medo da morte, dependência,interrupção de relações sociais e profissionais eincremento de sintomas somáticos.O autor citado acima diz que, a prevençãoe tratamento do Câncer de Próstata devemconsiderar os aspectos emocionais envolvidos,visto que muitos homens adiam ou mesmorecusam a participação em programaspreventivos. Há muita falta de informação,entretanto, são as fantasias conflitivas associadasaos exames clínicos e à próstata que sustentam aresistência ao tratamento médico. O exame clínicoe o toque retal parecem incrementar tais fantasias
  6. 6. CC.. GG.. VViieeiirraa eett aall.. IISSSSNN 11998833--66770088RReevviissttaa CCiieennttííffiiccaa ddoo IITTPPAACC,, AArraagguuaaíínnaa,, vv..55,, nn..11,, PPuubb..33,, JJaanneeiirroo 22001122e afastar muitos homens da possibilidade deprevenção e tratamento do Câncer.Muitos mitos e medos em torno do câncerestão relacionados às crenças, oriundas do séculoXIX. Acreditava-se que o câncer era doençasexualmente transmissível, idéia esta reforçadapelas deformidades causadas pelos tumores. Aslesões detectadas eram semelhantes às lesõesprovocadas por doenças venéreas. Entre os mitosque sobrevivem até os dias atuais merecedestaque o de que todo homem submetido àcirurgia na próstata se torna impotente e que ocâncer, de forma geral, é visto como uma doençamortífera (CARVALHO, 1998 apud VIEIRA,POMPEO, LUCON, 2005).Na raiz dos preconceitos, se destaca umaignorância ao pensar que o toque retal provocador. Independentemente ao fato de haver ou nãodor nesse exame, as considerações sobre essemedo parecem esconder a dimensão subjetiva doproblema, reduzindo-o apenas a sua dimensãofísica. A resistência ao exame também é atribuídaa pessoas com tendências machistas, tratando oproblema como um desvio (GOMES 2003 apudGOMES et al., 2008).O autor citado acima considera que, otoque retal é uma prática que pode provocar nohomem o medo de ser tocado na sua parte“inferior” podendo se desdobrar em inúmerosoutros medos. O toque, envolvendo penetração,pode estar associado à dor, se associando tambémà violação ou no mínimo, experimenta odesconforto físico e psicológico de estar sendotocado, numa parte íntima. Outro medo é dapossível ereção que pode surgir com o toque e servista como indicador de prazer. Na imaginaçãomasculina, a ereção pode estar ligada tãofortemente ao prazer que não se consegueimaginá-la apenas como uma reação fisiológica.O mesmo autor diz que, outra causa detemor é o fato de ficar descontraído, a pedido domédico, para que o toque seja menos agressivo. Ohomem pode pensar que a sua descontração podeser vista como sinal de que o toque nessa parte éalgo comum e/ou prazerosa.Muitas vezes os homens sentem-seisolados, impossibilitados de dividir seus medoscom as pessoas até mesmo por vergonha dasituação ou constrangimento, pois acham quenunca iria acontecer com eles, que nuncaadoecem, que são fortes, enfim preferem dividircom aquelas que também estejam ou estiveramfazendo os mesmos tratamentos e a medidaconstante do PSA (Antígeno ProstáticoEspecífico), até mesmo para ouvir experiênciase/ou exemplos de vivência na situação(LAURENTI, 2000; BERGAMASCO, 2001 apudGIANINI 2007).É muito importante a colaboração dosprofissionais da enfermagem na divulgação commaior ênfase nas campanhas e palestras,conscientizando sobre os cuidados, prevenção econseqüências que poderão advir se nãodiagnosticado precocemente o Câncer de Próstata.O enfermeiro, com suas atribuiçõesprivativas e conhecimento científico, contribuipara a qualidade e manutenção da vida doshomens em relação à prevenção do Câncer dePróstata, quando diz respeito à orientação,identificação, exploração e resolução do problema,proporcionando um ambiente e uma situaçãoadequada para que os homens mudem o seupensamento para assim começar a buscar aatenção a saúde necessária para sua vida.O papel do enfermeiro em certa parte temuma maior importância, pois é quem está maispresente ao lado de um cliente mesmo que seja naatenção básica, dando explicações, tirandodúvidas, orientando, enfim, dando mais de si,para conquistar o cliente e mostrar a importânciado cuidado à saúde.Os homens relatam que o atendimentohumanizado na ótica dos usuários significa,principalmente, um atendimento “atencioso” e“respeitoso”. A perspectiva da humanização a serincorporada na área da saúde no sentido de situaros usuários dos serviços de saúde a partir do seuestatuto de sujeitos, visa articular o uso dastecnologias com uma abordagem que parte daescuta, passando pela gerência dos afetos, paraum comprometimento com a felicidade humana(AYRES, 2006 apud REBELLO et al., 2009).A população masculina necessita de umatendimento ancorado na comunicação comoaquele que se baseia na conversa e não se reduzaao ato de informar. Trata-se de uma conversa emque tanto médico quanto usuário ora fale, oraescute, a partir de uma compreensão mútua. Essa
  7. 7. CC.. GG.. VViieeiirraa eett aall.. IISSSSNN 11998833--66770088RReevviissttaa CCiieennttííffiiccaa ddoo IITTPPAACC,, AArraagguuaaíínnaa,, vv..55,, nn..11,, PPuubb..33,, JJaanneeiirroo 22001122comunicação pode ser estruturante numatendimento em que são envolvidos sujeitospertencentes a diferentes etnias (ATKINSON, 1993apud REBELLO et al., 2009).A Política Nacional de Atenção Integral àSaúde do Homem (2008), fala que um dos desafiosdessa política é a movimentação da populaçãomasculina brasileira para a luta pela garantia deseu direito social à saúde, desejando mover esseshomens para uma apreciação e expressão de suascondições sociais e de saúde, para que sejam asprincipais peças dessas ações, concretizando seuexercício e gozo dos direitos de cidadania.6. CONCLUSÃOCom a finalidade de saber como oshomens que residem em Araguaína, na faixaetária de 40 à 79 anos pensam, sentem ou agem arespeito de um possível diagnóstico de Câncer dePróstata, foram aplicados 45 formulários depesquisa, contendo 21 perguntas mistas em trêslocais diferentes, onde esses sujeitos tiveram aoportunidade de relatar seus sentimentos e/oupensamentos e ações a respeito do assunto. Osdados obtidos através do referido Instrumento deColeta de Dados, transformados em informações eque, foram devidamente tabulados edemonstrados sob a forma de tabelas estatísticas,exibindo a diversidade de opiniões entre todos ossujeitos participantes do estudo.Os homens se mostraram parcialmentedistantes dos serviços de saúde, o que foidemonstrado pelos relatos de preconceitos, medo,machismo, enfim, pensamentos e açõespreviamente formados e que os impedem debuscar a prevenção do Câncer de Próstata, e senecessário, até mesmo o tratamento eficiente.Considera-se que os homens são maissuscetíveis aos efeitos negativos de doenças, atémesmo porque eles e as mulheres são socializadosde modos diferentes, não se desenvolvendo comisso a mesma expansão de habilidades e deenfrentamentos em relação à realidade vivida.A quantidade de homens que sepreocupam com sua saúde ainda é pequena,poucos cuidam de sua alimentação e realizamatividades físicas para procurar assim preveniralgumas doenças, e não precisar procurar oserviço de saúde somente quando já estãodoentes, como faz a maioria.Apesar de que muitos homens se mostramcom medo do Câncer de Próstata, grande parterelata que se sentiria seguro na hora de realizar oexame preventivo, e que considera esteimportante, porém, incômodo. Muitos delessabem a idade correta de iniciar o examepreventivo do Câncer de Próstata, mas poucosrealizam ou realizaram o exame, relatando quenão está na hora.Os homens sabem pouco sobre o Câncer dePróstata e seus fatores de risco, mas em relação aum diagnóstico confirmado, com certeza teriammuita fé em Deus.O nível de conhecimento de muitoshomens em relação ao Câncer de Próstata émínimo devido à baixa escolaridade, pois amaioria deles tem o ensino fundamentalincompleto e desta forma não possui a capacidadede desenvolver mais a mentalidade para entendera necessidade de cuidados com a saúde paraevitar agravos.A não procura da prevenção do Câncer dePróstata advém do machismo, preconceito e atémesmo do desconhecimento que já foi discutido,conforme também demonstram literaturas sobre otema. Infelizmente diversos homens aindapensam que adoecer e principalmente se cuidar “écoisa de mulher”, mas os que mais morrem eadoecem, são eles que não cedem para poder sermais saudáveis.Um dos maiores problemas em não seprevenir do Câncer de Próstata e até de outrasdoenças é a quantidade de fatores de risco que oshomens estão expostos no ambiente em quevivem. Não se tem um controle no sal e nagordura da alimentação, não deixam de ingerirbebidas alcoólicas e fumar, não controlam aquantidade de carne vermelha que consomem,enfim, vivem com os fatores de risco achando queestão vivendo muito bem.A aceitação do homem em relação a umCâncer depende de vários fatores, assim como deapoio por parte de familiares, em especial a esposaque se torna sua cuidadora principal e da equipemédica que se torna a pessoa mais preparada pararesolver o problema, passando confiança devido à
  8. 8. CC.. GG.. VViieeiirraa eett aall.. IISSSSNN 11998833--66770088RReevviissttaa CCiieennttííffiiccaa ddoo IITTPPAACC,, AArraagguuaaíínnaa,, vv..55,, nn..11,, PPuubb..33,, JJaanneeiirroo 22001122carga de informação que carregam e podendoesclarecer suas dúvidas.Entende-se então que os cuidadosprestados pela enfermagem aos homens,principalmente em relação ao Câncer de Próstata,requerem muito mais do que uma simpleshabilidade técnica, necessita que os profissionaisdesempenhem uma prática comprometida com asaúde da população visando à promoção da saúdee prevenção de agravos.O enfermeiro enquanto cuidador e emcerta parte educador, assume um papel social,cultural e histórico em preparar o homem parauma participação ativa e transformadora nasdiferentes possibilidades de nascer, viver e morrerem uma sociedade, por isso que a educação emsaúde assume um papel fundamental no processodo cuidar em enfermagem.A educação em saúde contribui para queas pessoas possam viver da forma mais saudávelpossível. É preciso que a enfermagem busquesempre novos caminhos e novas formas decuidado humano, a fim de proporcionar umaassistência de qualidade.Foi de grande importância e satisfação arealização desta pesquisa, pois se teve aoportunidade de buscar mais conhecimentossobre o gênero masculino, sabendo o que osincomoda, e o que pensam em relação à saúde e oCâncer de Próstata, para assim começar a buscarmeios que possam incentivá-los frente à promoçãoda saúde e a prevenção de doenças, no intuito debuscar para essa parcela, sempre, cada vez maisqualidade de vida.7. REFERÊNCIASBRASIL. Ministério da Saúde; Secretaria deAtenção à Saúde; Departamento de AçõesProgramáticas Estratégicas. PNAISH – PolíticaNacional de Atenção Integral à Saúde do Homem(Princípios e Diretrizes). Brasília, 2008.BRASIL. Ministério da Saúde. AparelhoReprodutor Masculino. Saúde do Homem. SaúdeSexual Reprodutiva. Texto na Internet, acessadoem 15/10/2010. Disponível em: http://portal.saude.gov.br.BRUNNER, Lillian Sholtis; SUDDARTH, DorisSmith. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica.10ª ed.; vol. 3 Rio de Janeiro. Editora GuanabaraKoogan, 2006.GIANINI, Marcelo M. Siqueira. Câncer e Gênero:Enfrentamento da doença. Dissertação demestrado pela Pontifícia Universidade Católica deSão Paulo. O Portal dos Psicólogos. 2007.GOMES, Romeu; REBELLO, Lúcia E. F. de Sousa;ARAÚJO, Fábio Carvalho de; NASCIMENTO,Elaine Ferreira do. A prevenção do câncer depróstata: uma revisão da literatura. RevistaCiência e Saúde Coletiva. 2008; 13(1): 235-246.INCA - Instituto Nacional do Câncer. Câncer dePróstata. Texto na Internet, 2009, acessado em:06/03/2010. Disponível em: http://www.inca.gov.br.MAIA, K. O.; MOREIRA, S. H.; FILIPINI, SôniaMaria. Conhecimento e Dificuldades em Relação àPrevenção do Câncer de Próstata na Ótica dosHomens de Meia Idade. XIII Encontro LatinoAmericano de Iniciação Científica e IX EncontroLatino Americano de Pós-Graduação –Universidade do Vale do Paraíba, 2009.PAIVA, Elenir Pereira; MOTTA, Maria C.Salvador; GRIEP, Rosane Harter. Conhecimentos,atitudes e práticas acerca da detecção do câncer depróstata. Acta Paul Enferm 2010;23(1):88-93.REBELLO, Lúcia E. F. S.; NASCIMENTO, ElaineF. do; DESLANDES, Suely Ferreira; MOREIRA,Martha C. N. A Atenção Básica à Saúde doHomem Sob a Ótica do Usuário: Um EstudoQualitativo em Três Serviços do Rio de Janeiro.Revista Ciência e Saúde Coletiva, 2009; 01-09.RIBEIRO, Andréa Mara; OPARACZ, Valdirene;CULIBABA, Márcia Maura. O Papel doEnfermeiro com Pacientes Portadores do Câncerde Próstata. Curitiba – Paraná, 2006.TOFANI, Ana Cristina A.; VAZ, Cícero E. Câncerde próstata, sentimento de impotência e fracassosante os cartões IV e VI do Rorschach.Interamerican Journal of Psychology. PortoAlegre: agosto, 2007, v.41, n.2.VIEIRA, Ana C. O. Almeida; POMPEO, AntonioC. Lima; LUCON, Antônio Marmo. Repercussõesda comunicação do diagnóstico de câncer dapróstata na sexualidade masculina. RevistaBrasileira de Medicina. P. 10-14, 2005.VIEIRA, Luiza J. E. Souza; SANTOS, Zélia M. S.Araújo; LANDIM, Fátima L. Pinheiro; CAETANO,Joselany Áfio; NETA, Clycia A. Sá. Prevenção do
  9. 9. CC.. GG.. VViieeiirraa eett aall.. IISSSSNN 11998833--66770088RReevviissttaa CCiieennttííffiiccaa ddoo IITTPPAACC,, AArraagguuaaíínnaa,, vv..55,, nn..11,, PPuubb..33,, JJaanneeiirroo 22001122câncer de próstata na ótica do usuário portador dehipertensão e diabetes Revista Ciência e SaúdeColetiva. 13(1):145-152, 2008.

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