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Perfil da candidíase bucal em clínica estomatológica

  1. 1. Arquivo Brasileiro de Odontologia 26 PERFIL DA CANDIDÍASE BUCAL EM CLÍNICA ESTOMATOLÓGICA ORAL CANDIDIASIS PROFILE IN A CLINIC OF STOMATOLOGY 1 Cirurgiã-dentista 2 Doutora em Epidemiologia pela UFMG. ProfessoraAdjunta da Faculdade de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais ProjetoPROBIC2003/33 Resumo: Um estudo epidemiológico transversal retrospectivo foi feito com o objetivo de verificar a prevalência da candidíase bucal nas clínicas de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da PUC-MG e de descrever o perfil da doença e do portador. Foram analisados 2.197 prontuários de pacientes atendidos durante cinco anos, entre 1998 e 2002. Em 277 deles encontrou-se diagnóstico de candidíase bucal, correspondendo a 12,7% do total dos diagnósticos, neste período. Estes prontuários foram analisados para obter a freqüência da doença por sexo, idade, raça, tipo da manifestação clínica, localização e tratamento preconizado. As mulheres foram 3,5 vezes mais afetadas que os homens; 48% dos casos ocorreram entre 40 e 59 anos de idade e 5,4% abaixo de 29 anos de idade; a maior freqüência foi em leucodermas (43,7%). O uso de prótese total removível foi o fator predisponente associado em 75,4% dos casos.Aprincipal localização da doença foi na mucosa do palato. Em 154 casos (64,4%) o tratamento inicial foi feito com nistatina e em 61 (25,5%) com miconazol Os resultados confirmam a candidíase como doença bucal de alta prevalência e indicam a necessidade de controle periódico dos usuários de prótese removível, para prevenção e tratamento precoce da doença. Unitermos: Candidíase; Diagnóstico; Prótese removível; Palato. Rafaela Russo deAraújo1 Ana Paula Rezende1 MarinaBrasileirodeAraújo1 HermíniaMarquesCapistrano2 INTRODUÇÃO A candidíase é uma infecção fúngica, produ- zida pelos microrganismos Candida sp, sendo a es- péciemaiscomumenteencontradaaC.albicans.Estes fungos habitam normalmente as mucosas e só cau- sam doença quando existem condições que favore- çam seu crescimento.Aevidência clínica ou não de infecção depende provavelmente de três fatores ge- rais: o estado imunológico do hospedeiro; o meio ambiente da mucosa bucal e a resistência da Candi- da albicans (Neville et al., 2004). A candidíase é a mais comum das infecções fúngicas que afetam a boca. Os microrganismos po- dem desenvolver-se em qualquer superfície da mu- cosa. Os fatores predisponentes podem ser locais ousistêmicoseenvolvemmaiscomumentepróteses removíveis mal-adaptadas e mal higienizadas, mu- danças na microbiota bucal, feridas crônicas de mucosa, uso sistêmico prolongado de antibióticos, corticoterapia, uso de imunossupressores e doen- ças que causam imunodeficiência, como a AIDS (Myzuka, 2005).
  2. 2. Arquivo Brasileiro de Odontologia 27 Namucosabucalacandidíaseapresenta for- masclínicasvariadas: - Candidíase Eritematosa: apresenta-se sob a forma de manchas ou áreas eritematosas avermelhadas. Ocorre com maior freqüência no palato, onde tam- bém é chamada de Estomatite por Dentadura quan- do associada ao uso de prótese removível e no dor- so da língua, podendo ocorrer como pequenos pon- tosavermelhadosnamucosajugal. -CandidíasePseudomembranosa:infecçãoresultanteda proliferaçãodaCandidaalbicans,vulgarmenteconhe- cidacomo“sapinho”.Émaiscomumemcrianças. ca- racteriza-sepelapresençadeplacasesbranquiçadasou amareladasremovíveispormeioderaspagemdeixando amucosacomáreaseritematosasehemorrágicas. -CandidíaseCrônicaHiperplásica:caracterizadapor placas brancas que não podem ser removidas pela raspagem.Étambémconhecidacomoleucoplasiapor Candida. -CandidíaseMucocutânea:apresentavariaçõestanto nosaspectosclínicoscomonogrupodepacientesafe- tados.Aformalocalizadacaracteriza-sepelacandidíase persistenteeprolongadadamucosabucal,dasunhas, dapeleedamucosavaginal.Inicia-secomocandidíase pseudomembranosaenvolvendo,poucodepois,unhas e pele (Reichart et al., 2000; Ortega et al., 2002). Oobjetivo desteestudofoiconhecer o perfil da candidíase bucal na clínica de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da PUC/MG (FO-PUC/ MG),através da análise retrospectiva dosprontuários deportadores,paradeterminarsuaprevalência,osfa- toresassociadosàsuaocorrênciaecompararosresul- tadoscomdadosdisponíveis na literatura. MATERIAIS E MÉTODOS Ométodoepidemiológicoutilizadofoioestu- dotransversalretrospectivo.Foramanalisados2.197 prontuáriosdepacientesatendidosnaclínicadeEsto- matologiadaFO/PUC-MG,durantecincoanos,entre 1998e2002,paraverificaraprevalênciadecandidía- sebucal.Foramencontrados277casoscomdiagnós- ticodecandidíasebucal.Estesprontuáriosforamana- lisados para verificar a freqüência da candidíase em relação a sexo, idade e raça dos portadores, localiza- ção e forma clínica da doença e o tipo de tratamento preconizado.Aanáliseestatísticafoifeitautilizandoos testes do Qui-Quadrado e o de Kruskal-Wallis. RESULTADOS A candidíase bucal representou 12,7% de to- dos os diagnósticos encontrados nos prontuários analisados, durante o período avaliado. Os resulta- dos encontrados para a freqüência da candidíase bucal por faixa etária dos portadores estão na Ta- bela I. A maior ocorrência da doença (48% dos casos) foi em pessoas entre 40 e 59 anos de idade, com diferença estatisticamente significativa entre o número de casos presentes por faixa etária avaliada (p< 0,001). Entre 0-29 anos de idade foram en- contrados 15 casos (5,4%). Em relação ao sexo a candidíase foi 3,5 vezes mais encontrada no sexo feminino: 216 dos casos (78,0%) ocorreram em Idade No de casos % 0 - 29 15 5,4 30 - 39 40 14,5 40 - 49 62 22,4 50 - 59 71 25,6 60 - 69 54 19,5 > 70 35 12,6 Total 277 100,0% Tabela I - Freqüência e porcentagem de candidíase bucal por faixa etária dos pacientes
  3. 3. Arquivo Brasileiro de Odontologia 28 mulherese61casos(22.0%)ocorreramemhomens. ATabela II mostra a freqüência e a porcenta- gem da candidíase bucal, quando foi feita a relação entrealocalizaçãodadoençaeofatoretiológicopre- disponenteassociado.Acandidíasefoisignificativamente associadaaousodepróteseremovíveleàlocalização no palato (p<0,05) com 77,6% dos portadores da doençasendousuáriosdeprótesesremovíveisedes- tes,76,2%usuáriosdeprótesetotalremovível(PTR). Em 18,8% dos casos, o fator predisponente associa- donãoestavaespecificadonosprontuários. Em relação à cor dos pacientes, encontrou- se 121 casos de candidíase em pessoas leucodermas (43,7%), 66 casos em feodermas (23,9%) e 50 ca- sos em melanodermas (18,0%). Em 40 dos prontuá- rios analisados (14,4%) não havia esta informação. Tabela II - Freqüência da candidíase bucal considerando localização e fator etiológico associado Na análise do tratamento preconizado obser- vou-sequeotratamentoinicialfoitópico,utilizandoa nistatina em 154 pacientes (55,6%) e o gel de mico- nazol, em 61 pacientes (22,0%), sendo os dois me- dicamentos antibióticos poliênicos. Em 18 casos (6,5%) associou-se miconazol e nistatina. Nos casos restantes, a prescrição medicamentosa utilizada foi variada. Para muitos pacientes a medicação foi tro- cada após 15 dias, quando sua ineficácia foi consta- tada, conforme padronização de tratamento adotada no serviço ambulatorial analisado. Em 3 casos, após o tratamento com antibióticos poliênicos, foi feita muco-abrasãonopalato,técnicacirúrgicacomumente utilizada para a remoção da hiperplasia papilar asso- ciada à candidíase. DISCUSSÃO Acandidíasebucalrepresentou12,7%dototal de diagnósticos estabelecidos para pacientes atendi- dos na clínica, indicando que a doença tem alta pre- valência, uma vez que há grande variedade de doen- çasdiagnosticadasnesteserviço.Emtrabalhorecen- terealizadonoLaboratóriodePatologiadaFO/PUC- MG, onde a maioria do material enviado para diag- nóstico é proveniente da clínica de Estomatologia, encontrou-se124tiposdiferentesdediagnóstico,em 8.900 fichas de biópsias analisadas (dados não pu- blicados).Happonnen etal.(1982)encontraram104 diferentes tipos de diagnóstico, em 15.758 biópsias avaliadas. A alta prevalência da candidíase pode estar relacionada ao fato de que fungos da espécie Candi- da sp podem ser parte da microbiota bucal de huma- nos, com 30 a 50% das pessoas apresentando estes microrganismos em sua boca, sem evidência clínica de infecção.Acandidíase pode desenvolver-se tanto em pessoas saudáveis, como se manifestar como in- fecção oportunista relacionada a fatores etiológicos predisponentes, locais e sistêmicos (Reichart et al., 2000; Neville et al., 2004).
  4. 4. Arquivo Brasileiro de Odontologia 29 ParaEllepola&Samaranayake(2000),aprin- cipal razão da alta incidência da candidíase oral pa- rece ser a multiplicidade de fatores predisponentes, que facilitam a conversão da cândida na forma co- mensal para a parasita. Amaiorprevalênciadacandidíasebucalnes- teestudofoiemmulheres(78%doscasos)eemusu- áriosdeprótesesremovíveis(77,6%doscasos).Este resultadopoderiaestarrelacionadoaomaiornúmero de mulheres atendidas, ou ao uso da prótese removí- vel por elas, maior número de horas sem tirar para descansar, conforme observado por outros estudos. Este dado merece ser investigado, para verificar a significância e a força desta associação. Regezi & Sciubba (1991) relataram que a candidíase crônica, conhecida também por “estomatite por dentadura”, ocorrepredominantementeemmulheres,contribuin- do para o seu aparecimento o traumatismo crônico secundário a próteses mal adaptadas, relações oclu- sais deficientes e não remoção da prótese à noite. O aspecto clínico é de superfície vermelho vivo, com ceratinização relativamente pequena. Em pacientes HIVpositivos,Souzaetal.(2000)encontrarammaior prevalência no sexo masculino (78% dos pacientes). Neste estudo, os achados de significativa maior freqüência de candidíase entre os 40 e 59 anos de idade (48%) e a maior associação da doença com o uso de próteses removíveis, indica a perda precoce dos dentes na população estudada, atendida em ser- viço ambulatorial gratuito, onde a grande maioria de usuáriosédenívelsócio-econômicoeculturalbaixo. Acima de 60 anos de idade, observou-se 32,1% da ocorrência de candidíase bucal. Estes da- dos são coerentes com os encontrados por Frare et al. (1997), estudando população de idosos de baixa rendaeporBirmanet al.(1991)que,analisando160 pacientes acima de 60 anos, encontraram 28,4% de portadores de candidíase eritematosa no palato, as- sociada ao uso de PTR. McEntee et al. (1998) de- monstraram que nem a idade e nem a qualidade das PTR foram associadas à prevalência de candidíase, concluindo que o uso de PTR por si mesmo seria um fator predisponente à infecção. AinfecçãopeloHIVfoiofatorassociadoem 3,7% dos portadores de candidíase da amostra, sen- do que a maior parte dos pacientes tinha menos de 30 anos de idade. Embora este ambulatório seja re- ferência para alterações patológicas bucais, pacien- tesHIVpositivosutilizam,geralmente,centrosespe- cializadosparaoseutratamento,oquepodeexplicar a baixa porcentagem de candidíase associada à in- fecção pelo HIV neste estudo. Além disto, a maior eficáciadosnovosmedicamentosutilizadosnotrata- mentodaAIDS,vemreduzindoasinfecçõesoportu- nistas associadas à doença.Acandidíase é a doença mais encontrada em pacientes aidéticos (Scully et al.,1991). Os 17,3% de pacientes onde não havia um fator específico associado à candidíase reforçam o relato de Neville et al. (2004), de que a candidíase bucal pode se desenvolver em pessoas que não apre- sentam qualquer associação oportunista detectada. Embora neste estudo 43,7% dos pacientes portadores de candidíase bucal eram leucodermas, nãoforamencontradosnaliteraturaconsultada,rela- tosqueassociemestadoençacomalgumgruporaci- alespecífico. O tratamento preconizado para 55,6% dos pacientes com o antibiótico nistatina deve-se ao pro- tocolo adotado pela FO-PUC/MG, que utiliza este medicamento como primeira escolha, por sua eficá- cia comprovada e por ser distribuído gratuitamente nos Postos de Saúde, que o torna acessível à popu- lação de baixa renda, predominante entre os atendi- dos.Ogeldemiconazol,consideradoigualmenteefi- caznotratamentotópicodadoença,foiutilizadocomo
  5. 5. Arquivo Brasileiro de Odontologia 30 segundaescolha,provavelmenteporquenãoédedis- tribuição gratuita.Apenas nos casos resistentes a es- tes medicamentos, foram receitados derivados imi- dazólicosetriazólicos.Todosestesmedicamentostêm sua utilização recomendada na literatura (Ortega et al., 2002).Aefetividade da nistatina, do cetoconazol e ainda do fenticonazol, parece ser semelhante, sem diferençasignificativaentreeles,notratamentotópi- co da candidíase bucal (Lopez-De-Blanc et al., 2002).Antes de tudo, a medida preventiva mais im- portante é evitar a interferência com o equilíbrio da floramicrobianaeasdefesasdohospedeiro,bemcom suprimirosirritanteslocais,principalmenteoálcoole o tabaco (Ortega et al., 2002).Além da terapia tópi- ca, que deve ser a primeira escolha para pacientes que usam próteses removíveis, é necessário orientar os pacientes para desinfetar suas próteses rotineira- mente, durante e após o tratamento. Promover cui- dados com a saúde dental exerce importante papel nodiagnósticoetratamentodedoençascausadaspor fungose,assim,osclínicosprecisamestarcientesdos sinais e sintomas da doença (Myzuka, 2005). Osresultadosencontradosnesteestudocom- provaram a importância de pesquisas sobre infecção bucal por Candida sp, por sua alta prevalência, de- monstrando a necessidade de controle periódico dos usuários de próteses removíveis, a população mais acometida pela doença, para sua prevenção e trata- mento precoce. ABSTRACT Aretrospectivecross-sectionalstudytodeter- mineprevalenceoforalcandidiasisandrelatedfactors intheClinicofStomatologyofthePontificalCatholic UniversityofMinasGeraisSchoolofDentistry,Brazil, was done. The records of 2197 patients were exami- ned during five years. In 277 of them a diagnosis of oralcandidiasiswasobtained,whichcorrespondedto 12,7% of all diseases diagnosticated. These records wereanalyzedforfrequencyofthecandidiasisbygen- der, age and race of patients and for clinical aspect, localizationandusedtreatmentofcandidiasis.Women were 3,5 times more affected that man; 48% of the cases were found between 40-59 years of age an 5,4 %ofthepatientswereunder29yearsofage.Thegre- atestfrequencywasinwhitepeople(43,7%).Wearing aremovableprosthesiswasthepredisposalfactorfor candidiasisin75,4%ofthepatients.Themainlocaliza- tionwasthepalate.Theinitialtreatmentwasmadewith nystatinin154ofthecases(64,4%)andwithmicona- zolein61ofthecases(25,5%%).Theresultsconfirm oral candidiasis as a disease of high prevalence and indicate the need of periodic control of the patients wearingaremovableprosthesisforthepreventionand earlytreatmentofthedisease. UNITERMS Candidiasis;Diagnostic;Removableprosthe- sis;Palate. REFERÊNCIAS BirmanEG,SilveiraFRX,SampaioMCC.Astudyof orallesionsingeriatricpatients.RevFacOdontolFZL. 1991; 3:17–25. EllepolaANB,SamaranayakeLP.Theeffectofbrief exposure to sub-therapeutic concentrations of chlorhexidinegluconateongermtubeformationoforal Candida albicans and its relationship to post-anti- fungal effect. Oral Dis 2000; 6: 166-71. Frare SM, Limas P, Albarello F, Régio R. Terceira idade:quaisosproblemasbucaisexistentes?RevAss Paul Cir Dent 1997; 51: 573-6. Happonen RP,Ylipaavalniemi P, Calonius B.Asur- veyof15,758oralbiopsiesinFinland.ProcFinnDent Soc 1982; 78: 201-6.
  6. 6. Arquivo Brasileiro de Odontologia 31 Lopez-De-Blanc SA, Salati-De-Mugnolo N, Femo- paseFl, B, Morelatto RA,Astrada-De-Verde Let al. Antifungaltopictherapyinoralchroniccandidosis.A comparative study. Med Oral 2002; 7:260-70. MacEnteeMI,GlickN,StolarE.Age,gender,dentures andoralmucosaldisorders.OralDis1998;4:32-6. MuzykaBC.Oralfungalinfections.DentClinNorth Am 2005; 49:49-65. Neville BW, Damm DD, Allen CM, Bouquot JE. PatologiaOraleMaxilo-facial.Trad.,RiodeJaneiro: Guanabara Koogan, 2004. Ortega JR, Tarragó FM, Lugones HM, Garay JCS. Candidiasisdelamucosabucal.Revisionbibliográfi- ca. Rev Cubana Estomatol 2002; 39. Regezzi J, Sciubba JJ. Patologia bucal, correlações clínico-patológicas.Trad.,RiodeJaneiro:Guanaba- ra Koogan, 1991. Reichart PA, Samaranayake LP, Philipsen HP. Pa- thologyandclinicalcorrelatesinoralcandidiasisand its variants: a review. Oral Dis 2000; .6:85-91. Scully C, Laskaris G, Pindborg J, Porter Sr, Reichart P.OralmanifestationsofHIVinfectionandtheirma- nagement.Morecommonlesions.OralSurgOralMed Oral Pathol 1991;71:158-66. SouzaLB,PintoLP,AraujoJrRF,MesquitaOJ.Ma- nifestaçõesoraisempacientescomAIDSemumapo- pulação brasileira. Pesq Odont Bras 2000; 14:79-85. Recebido em: 07/05/2006 Aceito em: 01/08/2006 Hermínia Marques Capistrano Faculdade de Odontologia da PUC Minas Av. Dom José Gaspar, 500 – Prédio 45 30.535-901 – Belo Horizonte - MG E-mail:herminialau@uol.com.br

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