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Pancreatite crônica exócrina.

  1. 1. A UTILIZAÇÃO DA ENZIMA ELASTASE – 1 NO DIAGNÓSTICO DA PANCREATITE CRÔNICA EXÓCRINA. Claudia G. B. de Oliveira* , Fernando L. A. Fonseca**, Aleksandra V. L. Sant’Ana***, Roseli Corazzini**** e Ethel Z. Chehter***** * Mestrando em Ciências da Saúde da FMABC, Biologista do Lab. de An. Clínicas da FMABC. **Dr. em Hematologia pela FMUSP, Chefe do Lab. de An. Clínicas da FMABC, Prof. de Hematologia do Curso de Ciências Farmacêuticas da FMABC. ***Me. em Hematologia pela FMUSP, Bioquímica do Lab. de An. Clínicas da FMABC. ****Me. em Patologia Geral pela FMVZ-USP, Profa. do Curso de Ciências Biológicas do CUFSA, Autora Coleção Biologia-Projeto Escola Cidadania, Editora do Brasil. *****Profa. Dra. Adjunta da Disciplina de Gastroenterologia da FMABC. Resumo A resenha discute a possibilidade de utilizar ELISA para a determinação de Elastase 1 como um novo método diagnóstico para pancreatite crônica exócrina. Tanto o diagnóstico clínico quanto os exames de imagem atualmente usados para essa patologia são desafios ao clínico. Um novo método que contemple os pacientes portadores de pancreatite crônica e que possua parâmetros de sensibilidade e especificidade preestabelecidos será de grande interesse no manuseio clínico dessa grave patologia. Palavras-chave: Doenças - Pancreatite crônica. Enzimas - Elastase-1. Ensaios laboratoriais - ELISA. Abstract This summary discusses the possibility to use ELISA-method for evaluating ELASTASE 1 like as new diagnostic method to chronic pancreatite. Actually, so clinical diagnostic as image exams are chalenges to clinical approach. A new method that has preestabilshed sensibility and specificity parameters will be a great interest for clinical approaching of these serious illness. Keywords: Diseases - Chronic pancreatitis. Enzymes - Elastase-1. Laboratory tests - ELISA.
  2. 2. O pâncreas, localizado paralelamente e abaixo do estômago, é uma grande glândula composta, com uma estrutura interna semelhante à das glândulas salivares. As enzimas digestivas são secretadas pelos ácinos pancreáticos, e grande volume de solução de bicarbonato de sódio é secretado pelos pequenos dúctulos e pelos ductos maiores que se originam dos ácinos. O produto combinado flui, então, ao longo de um extenso ducto pancreático, que geralmente se une ao ducto hepático imediatamente antes de desaguar no duodeno através da papila de Vater, que é circundada pelo esfíncter de Oddi. O suco pancreático é secretado mais abundantemente em resposta á presença de quimo nas porções superiores do intestino delgado, e as características do suco pancreático são determinadas, em parte, pelos tipos de alimentos existentes no quimo. (GUYTON, 1998). Pancreatite é um processo definido como uma condição inflamatória da porção exócrina do pâncreas resultante da lesão das células acinosas. Dependendo da sua severidade e duração, a pancreatite apresenta variações na forma clínica. Essa variação de doença autolimitada consiste em inflamação aguda do estroma com pouca ou nenhuma necrose das células acinosas. A mais severa e às vezes fatal; pancreatite aguda hemorrágica; ocorre com necrose das células acinosas. Uma forma debilitante da pancreatite crônica é caracterizada por recorrentes dores abdominais severas e progressivas fibroses, levando a uma insuficiência pancreática. (RUBIN, 1997). A Pancreatite Crônica é resultante de recorrentes ataques de pancreatite aguda, a qual ocasiona a progressiva destruição das células acinares, seguida por cicatrização ou fibrose, resultando dessa forma na perda das funções endócrinas e exócrinas. (RUBIN, 1997). Assim como na pancreatite aguda, a pancreatite crônica á associada ao alcoolismo e, menos comumente, com doenças do trato biliar, hipercalcemia ou hiperlipidemia. Aproximadamente, metade dos casos dessa patologia são encontrados em pacientes que não apresentam nenhum desses fatores. A cura é caracterizada pela remoção do tecido necrosado por macrófagos, seguido por proliferação de capilares e fibroblastos e finalmente deposição do colágeno. Em casos avançados, grandes áreas do pâncreas
  3. 3. são substituídas por áreas com fibrose e os tecidos exócrino e endócrino atrofiam. O tipo mais comum de pancreatite crônica é a calcificação pancreática crônica, pela qual está extremamente associado ao alcoolismo. Esse processo de cronificação em estágios tardio da pancreatite pode acarretar em outros distúrbios como o Diabetes Mellitus e ainda na insuficiência pancreática acompanhada de esteatorréia e má absorção. (RUBIN, 1997). O diagnóstico clínico da pancreatite crônica é baseado em anamnese, exame físico, radiológico, sonográficos, endoscópicos e achados laboratoriais. O diagnóstico exato é estabelecido após cinco anos de acompanhamento depois do primeiro episódio de sintomas clínicos típicos. (MORGENROTH et al., 1991). Entretanto, o diagnóstico laboratorial muitas vezes é feito de maneira tardia pelo motivo de não haver marcador para as pancreatites. Atualmente, estuda-se a enzima elastase pancreática 1 que parece alterar-se precocemente na pancreatite exócrina. Elastase pancreática 1 é uma enzima proteolítica produzida exclusivamente pelo pâncreas. Essa enzima é estável quando passa pelo intestino e ainda possui elevadas concentrações nas fezes se compararmos com a concentração do suco duodenal. A determinação dessa enzima está relacionada com pancreatite crônica, fibrose cística (mucovicidose), câncer de pâncreas, Diabetes Mellitus tipo I (insulinodependente), Síndrome de S. Diamond e outras patologias relacionadas à Insuficiência Pancreática. (GARCIA-BUENO et al., 2002). O acesso à função exócrina do pâncreas através da análise de uma amostra fecal atrai muita atenção. Ensaios determinando a atividade da quimiotripsina e da isoamilase pancreática fecal, além da lipase fecal imunoreativa foram desenvolvidos. O principal problema com esses ensaios é o considerável atraso entre a coleta de dados dos sistemas de saúde e dos pacientes com função pancreática comprometida, refletindo em um déficit na sensibilidade (KATSCHINSKI et al., 1997). Recentemente foi criado um teste para a determinação da enzima pancreática Elastase-1 nas fezes. Este ensaio imunoenzimático emprega dois anticorpos monoclonais específicos para os diferentes epítopos da elastase-1 humana que tem duas importantes vantagens: a elastase-1 é altamente estável ao longo do trato
  4. 4. digestório resistindo a considerável degradação proteolítica deste meio e a reação imunoenzimática determina especificamente a elastase-1 humana, assim promovendo uma avaliação da função pancreática. (KATSCHINSKI et al., 1997). Em estudos recentes a determinação da elastase fecal superou o quimiotripsina fecal e o teste de “pancreolauril”. (KATSCHINSKI et al., 1997). O método ELISA é muito viável para análise da elastase-1. A concentração normal de elastase-1 no suco pancreático está em concentrações de 170 a 360 ug/ml e nas fezes, o valor de referência em pacientes livres de doença pancreática, mostra valores acima de 200 ug de Elastase1/g de fezes. O kit ELASTASE-1 ELISA do fabricante BIOSERV Analytics and Medical Devices Ltd. – Alemanha, considera como referência, as seguintes concentrações de Elastase 1: abaixo de 100 ug/g de fezes, insuficiência pancreática exócrina severa; entre 100- 200 ug/g de fezes, insuficiência pancreática moderada; e acima de 200 ug/g de fezes, função pancreática exócrina normal. Estes valores serão repadronizados para a população local, levando-se em consideração que as referências citadas foram padronizadas para adultos e crianças alemãs. É importante ressaltar que para ser um teste diagnóstico ideal, a avaliação para elastase 1 por ELISA deve preencher os seguintes critérios: simplicidade de manuseio , baixo custo, elevada validade. Além desses critérios, necessita-se validar a metodologia através de parâmetros que avaliam a precisão, exatidão, recuperação, sensibilidade, especificidade e reprodutibilidade e tal metodologia deve contemplar não apenas os casos de insuficiência pancreática crônica mas também os casos leves e moderados da patologia. (KATSCHINSKI et al., 1997). REFERÊNCIAS GARCIA-BUENO, Carlos A. et al. Quantification of fecal elastase-1 using either polyclonal or monoclonal antibodies. Gastroenterology, Philadelphia, v. 122, n. 4, p. A- 510, Mar. 2002.
  5. 5. GHYTON, Arthur C.; HALL, John E. Fisiologia humana e mecanismos das doenças. 6.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. p. 474-475. KATSCHINSKI, Martin et al. Duodenal secretion and fecal excretion of pancreatic elastase-1 in healthy humans and patients with chronic pancreatitis. Pancreas, New York, v. 15, n. 2, p. 191-200, Aug. 1997. MORGENROTH, K.; KOZUSCHEK, W. Pancreatitis. Berlin: Walter de Gruyter & Co, 1991. p. 26-96. RUBIN, Emanuel; FARBER, John L.; SCARPELLI, Dante G. (Ed.). Pathology. 3. ed. Philadelphia: Lippincott-Raven, 1997. p. 811-816.

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