OSTEOPOROSE:CLASSIFICAÇÃO EDIAGNÓSTICOJuliana Maia04/10/11
INTRODUÇÃO• É um distúrbio osteometabólico caracterizado pela diminuiçãoda densidade mineral óssea (DMO), com deterioração...
EPIDEMIOLOGIAEPIDEMIOLOGIA:• A prevalência de osteoporose e incidência de fraturas variam de acordocom o sexo e a raça.• A...
FISIOPATOLOGIA• Baixa massa óssea e fragilidade esquelética em adultos podem ser resultadode: - Baixo pico de massa óssea ...
FISIOPATOLOGIA• O recrutamento e a atividade dessas células, dependem da participação sistêmicade hormônios e citocinas lo...
FISIOPATOLOGIA• Juntamente com a perda de massa óssea devido à menopausa ouenvelhecimento, há também mudanças na qualidade...
________________________________________________________________________________________________________________________OS...
FATORES DE RISCO__________________________________________________________________________________________________________...
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FATORES DE RISCOFRAX• Usa o sexo, idade, IMC, fratura prévia, uso prolongado de glicocorticóide,artrite reumatóide (ou cau...
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CLASSIFICAÇÃO• OSTEOPOROSE PRIMÁRIA– Pós-menopausa– Senil– Idiopática– Juvenil idiopática• OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA_________...
CLASSIFICAÇÃO• OSTEOPOROSE PRIMÁRIA– Pós-menopausa– Senil– Idiopática– Juvenil idiopática• OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA_________...
CLASSIFICAÇÃO• OSTEOPOROSE PRIMÁRIA– Pós-menopausa– Senil– Idiopática– Juvenil idiopática• OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA_________...
CLASSIFICAÇÃO• OSTEOPOROSE PRIMÁRIA– Pós-menopausa– Senil– Idiopática– Juvenil idiopática• OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA_________...
CLASSIFICAÇÃO• OSTEOPOROSE PRIMÁRIA– Pós-menopausa– Senil– Idiopática– Juvenil idiopática• OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA_________...
OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA• CAUSAS SECUNDÁRIAS• Nos homens, a presença de uma causa secundária de osteoporose é maisfreqüente ...
FATORES DE RISCO• CAUSAS SECUNDÁRIAS______________________________________________________________________________________...
OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA• GLICOCORTICÓIDE• Perda óssea associada a glicocorticóides desenvolve-se rapidamente,dentro de três...
OSTEOPOROSE – GRAVIDEZ E LACTAÇÃOGRAVIDEZ E LACTAÇÃO NORMAIS:• Gravidez – associada a perda de massa óssea de +/- 5% na co...
OSTEOPOROSE EM HOMENS_____________________________________________________________________________________________________...
OSTEOPOROSE EM HOMENS_____________________________________________________________________________________________________...
OSTEOPOROSE EM HOMENS_____________________________________________________________________________________________________...
DIAGNÓSTICOANAMNESE• Sexo / Idade / Raça• Co-morbidades (AR, DPOC, DM, Def. de GH, hiperpara, etc.)• Hábitos de vida (álco...
DIAGNÓSTICO• EXAME FÍSICO• Fundamentais na avaliação física de pctescom osteoporose:– estatura;– peso corporal;– hipercifo...
DIAGNÓSTICOAVALIAÇÃO LABORATORIAL• Avaliação mínima para todos os pacientes:– Hemograma completo + VHS;– Bioquímida: cálci...
DIAGNÓSTICOAVALIAÇÃO LABORATORIAL• Se a história médica e os achados do exame físico sugerirem causassecundárias de perda ...
DIAGNÓSTICO• MARCADORES DE REMODELAÇÃO ÓSSEA• Fornecem uma avaliação dinâmica da atividade do esqueleto.• Marcadores de fo...
DIAGNÓSTICO• MARCADORES DE REMODELAÇÃO ÓSSEA• Não podem ser usados para diagnosticar osteoporose• Porém os níveis elevados...
DIAGNÓSTICO• RADIOGRAFIAS• Indicado para o diagnóstico das fraturas.• Esta técnica não pode ser utilizada para diagnostica...
DIAGNÓSTICO• OSTEOPOROSEDÇA ÓSTEO-METABÓLICA → ↓ FORÇA ÓSSEA______________________________________________________________...
DIAGNÓSTICODENSIDADE MINERAL ÓSSEA• Medição da DMO pela DXA é o padrão ouro para diagnósticonão invasivo de osteoporose– D...
________________________________________________________________________________________________________________________OS...
DIAGNÓSTICO• DENSITOMETRIA ÓSSEA - Interpretação• 1. Valores absolutos– DMO em gramas de mineral por cm2 de área de osso (...
DIAGNÓSTICO• DENSITOMETRIA ÓSSEA - Situações especiais• Homens ( >20 anos)– ♂ > 65 anos → classificação da OMS (osteoporos...
DIAGNÓSTICO• DENSITOMETRIA ÓSSEA - Situações especiais• Crianças (♂ ou ♀ < 20 anos)– Z-scores deve ser utilizado– DMO por ...
DIAGNÓSTICO• DENSITOMETRIA ÓSSEA – Considerações• Medir a DMO na coluna PA e quadril em todos os pacientes.• DMO de antebr...
DIAGNÓSTICO• USG ÓSSEA• Mede a velocidade de propagação e a atenuação do som em calcâneo,estabelecendo um índice que expre...
DIAGNÓSTICO• TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA QUANTITATIVA (TCQ)• Mede a DMO volumétrica (DMOv) em mg/cm3, utilizando um softwar...
DIAGNÓSTICO• QUALIDADE ÓSSEA• Apesar da indiscutível importância da densitometria óssea no diagnóstico deosteoporose, sua ...
DIAGNÓSTICO• QUALIDADE ÓSSEA• No indivíduo com osteoporose, existe um nº aumentado de unidades ativas e maisosso é reabsor...
DIAGNÓSTICO• ANÁLISE DA QUALIDADE ÓSSEA• Não invasivo: - Tomografia periférica computadorizada- Tomografia periférica comp...
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Osteoporose classificação e diagnóstico

  1. 1. OSTEOPOROSE:CLASSIFICAÇÃO EDIAGNÓSTICOJuliana Maia04/10/11
  2. 2. INTRODUÇÃO• É um distúrbio osteometabólico caracterizado pela diminuiçãoda densidade mineral óssea (DMO), com deterioração damicroarquitetura óssea, levando a um aumento da fragilidadeesquelética e do risco de fraturas.Rev. Bras. Reumatol. – Vol 42 – nº 6 – Nov/Dez 2002________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  3. 3. EPIDEMIOLOGIAEPIDEMIOLOGIA:• A prevalência de osteoporose e incidência de fraturas variam de acordocom o sexo e a raça.• As mulheres brancas na pós-menopausa apresentam maior incidência defraturas.• A partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofreralgum tipo de fratura por osteoporose ao longo da vida.Rev. Bras. Reumatol. – Vol 42 – nº 6 – Nov/Dez 2002________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  4. 4. FISIOPATOLOGIA• Baixa massa óssea e fragilidade esquelética em adultos podem ser resultadode: - Baixo pico de massa óssea no início da idade adulta- Excesso de perda de massa óssea na vida adulta, ou ambos.PICO DE MASSA ÓSSEA:• Cerca de 70% a 80% é geneticamente determinado.• Muitos fatores não genéticos contribuem, como nutrição (ex: cálcio, fosfato,proteínas e vitamina D) e hormônios envolvidos no crescimento e puberdade.REMODELAÇÃO• Uma vez que pico de massa óssea do adulto é atingido, inicia-se o processo deremodelação óssea (o osso velho é substituído por osso novo).• A remodelação é regida pela ação de:- Osteoclastos: reabsorvem osso velho- Osteoblastos: produzem osso novo.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  5. 5. FISIOPATOLOGIA• O recrutamento e a atividade dessas células, dependem da participação sistêmicade hormônios e citocinas local.• Recentemente, surgiram como princ. reguladores locais da remodelação óssea: oreceptor ativador do fator nuclear-kb (RANK), seu ligante RANKL, e aosteoprotegerina (OPG).• Nas mulheres, as alterações hormonais que ocorrem durante a perimenopausa ena pós-menopausa estimulam a produção de RANKL (direta e indiretamente),levando à perda óssea acelerada.• A taxa média de perda de massa óssea durante este período é cerca de 1% ao ano• Já a perda de massa óssea relacionada à idade se inicia na 6ª década de vida emhomens e mulheres e procede a um ritmo mais lento, cerca de 0,5% ao ano.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  6. 6. FISIOPATOLOGIA• Juntamente com a perda de massa óssea devido à menopausa ouenvelhecimento, há também mudanças na qualidade óssea.• Muitos fatores podem influenciar na taxa de perda óssea e no risco defraturas, como: nutrição, vitamina D, exercícios, tabagismo e a presença deoutras doenças e uso de medicamentos.VITAMINA D:• Em particular, deficiência de vitamina D (isolada ou associada à desnutriçãogeneralizada) = quase uma epidemia em todo o mundo.• Mesmo a deficiência de vitamina D leve/moderada reduz absorção de cálcio epode levar a aumento de reabsorção óssea mediada por PTH.• A def. vit. D também provoca diminuição da força muscular e equilíbrio,levando a um aumento do risco de queda.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  7. 7. ________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOBandeira F, Graf H, et al. Endocrinologia e Diabetes. 2009
  8. 8. FATORES DE RISCO________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO• História familiar– Presente em 60-70% das mulheres comosteoporose• Idade• Sexo (feminino)• Peso– Baixo peso. Obesidade??• Etnia– Caucasianos e asiáticos < pico de massaóssea que negros e hispânicos• Sedentarismo– Princ. na adolescência – contribui parabaixo pico de massa óssea.• História pessoal de fraturas• Desnutrição• Nutricionais– Baixa ingestão de Ca e VitD• Tabagismo• Etilismo• Retardo puberal/hipogonadismo• Menopausa• Deficiência de GH/IGF-1• Imobilização– Aumenta reabsorção ósseaBandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009
  9. 9. ________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  10. 10. ________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO• Estudos populacionais em coortes da Europa, América do Norte, Ásia eAustrália.• Avaliar risco de fraturas em homens e mulheres ≥ 50 anos.• Probabilidade fratura de colo do fêmur ou fratura osteoporótica maior em 10a.• Fratura osteoporótica maior: quadril, vertebrais clínicas, antebraço ou úmero.
  11. 11. FATORES DE RISCOFRAX• Usa o sexo, idade, IMC, fratura prévia, uso prolongado de glicocorticóide,artrite reumatóide (ou causas secundárias de osteoporose), tabagismo,ingestão de álcool (> 3 unidades/dia) e (opcionalmente) a densidademineral óssea de o colo do fêmur.• FRAX com densidade mineral óssea é melhor que FRAX sem densidademineral óssea ou densidade mineral óssea sozinha.• Não deve ser aplicado a indivíduos < 50 anos.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO2010 clinical practice guidelines for the diagnosis and management of osteoporosis in Canada - CMAJ 2010.
  12. 12. ________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  13. 13. CLASSIFICAÇÃO• OSTEOPOROSE PRIMÁRIA– Pós-menopausa– Senil– Idiopática– Juvenil idiopática• OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOBandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009
  14. 14. CLASSIFICAÇÃO• OSTEOPOROSE PRIMÁRIA– Pós-menopausa– Senil– Idiopática– Juvenil idiopática• OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOReabsorção óssea excessiva e diminuiçãoda formação como consequência dadeficiência estrogênica.Bandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009
  15. 15. CLASSIFICAÇÃO• OSTEOPOROSE PRIMÁRIA– Pós-menopausa– Senil– Idiopática– Juvenil idiopática• OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOBandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009- Após 70 anos em ambos os sexos.- Diminuição da formação óssea(falência dos osteoblastos) e daprodução renal de 1,25-OHD, além dediminuição da absorção intestinal decálcio e elevação do PTH
  16. 16. CLASSIFICAÇÃO• OSTEOPOROSE PRIMÁRIA– Pós-menopausa– Senil– Idiopática– Juvenil idiopática• OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOBandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009- Patogenia incerta• Anormalidades na função deosteoblastos• Diminuição de IGF-1• Deficiência estrogênica subclínica- Mulheres na pré-menopausa e homensjovens (idade média 35a).- ♀=♂. Caucasianos > outras raças.- Geralmente múltiplas fraturas- História familiar de osteoporose é comum
  17. 17. CLASSIFICAÇÃO• OSTEOPOROSE PRIMÁRIA– Pós-menopausa– Senil– Idiopática– Juvenil idiopática• OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOBandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009- Condição incomum- Ocorre na puberdade- Em geral, é autolimitada- Observa-se compressão vertebral,biconcavidade, colapsos vertebrais efraturas metafisárias
  18. 18. OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA• CAUSAS SECUNDÁRIAS• Nos homens, a presença de uma causa secundária de osteoporose é maisfreqüente (30% a 60%), sendo o uso de glicocorticóide, hipogonadismo e oalcoolismo, as mais prevalentes.• Nas mulheres na pós-menopausa a presença de causas secundárias émenos freqüente, embora também deva ser sempre considerada.Rev. Bras. Reumatol. – Vol 42 – nº 6 – Nov/Dez 2002________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  19. 19. FATORES DE RISCO• CAUSAS SECUNDÁRIAS________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  20. 20. OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA• GLICOCORTICÓIDE• Perda óssea associada a glicocorticóides desenvolve-se rapidamente,dentro de três a seis meses, e o risco de fratura aumenta com doses baixascomo 2,5-7,5 mg/dia.• Uso a longo prazo de glicocorticóides (três meses ou mais) tem resultadoem uma incidência de fraturas de 30% -50%, princ. em > 40 anos enaqueles que utilizam altas doses.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO2010 clinical practice guidelines for the diagnosis and management of osteoporosis in Canada - CMAJ 2010.
  21. 21. OSTEOPOROSE – GRAVIDEZ E LACTAÇÃOGRAVIDEZ E LACTAÇÃO NORMAIS:• Gravidez – associada a perda de massa óssea de +/- 5% na coluna e fêmur• Lactação – perda de 3-10% em 3-6 meses de lactação– Requerimento de cálcio para produção de leite– Deficiência estrogênica pela amenorreia associada a lactação– Aumento de PTH-rP (secretado pela gland. mamária)OSTEOPOROSE ASSOCIADA A GRAVIDEZ E LACTAÇÃO• Rara. Prevalência, etiologia e patogênese desconhecidas.• Dor óssea e fraturas por fragilidade (princ. vertebrais)• Mais comum no 3º trim. da 1ª gestação ou pós-parto recente.• Geralmente há resolução sem uso de anti-reabsortivos e não recorre em gestaçõesposteriores.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOUp to date 19.2
  22. 22. OSTEOPOROSE EM HOMENS________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO• 1/3 de todas as fraturas de fêmurno mundo ocorrem em homens.• Mortalidade > 37,5%.• Freqüentemente associadoa causas secundárias.• 40% idiopática.Osteoporosis in Men. N engl J Med,. 2008.
  23. 23. OSTEOPOROSE EM HOMENS________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOBandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009
  24. 24. OSTEOPOROSE EM HOMENS________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOOsteoporosis in Men. N engl J Med,. 2008.INVESTIGAR CAUSAS SECUNDÁRIAS
  25. 25. DIAGNÓSTICOANAMNESE• Sexo / Idade / Raça• Co-morbidades (AR, DPOC, DM, Def. de GH, hiperpara, etc.)• Hábitos de vida (álcool, tabagismo e cafeína).• Exercício – sedentarismo x excesso• Menarca e menopausa• Medicações• Dieta• História familiar• Dor toraco-lombar aguda ou crônica.• Relato de diminuição de estatura.Rev. Bras. Reumatol. – Vol 42 – nº 6 – Nov/Dez 2002________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  26. 26. DIAGNÓSTICO• EXAME FÍSICO• Fundamentais na avaliação física de pctescom osteoporose:– estatura;– peso corporal;– hipercifose dorsal;– outras deformidades esqueléticas;– sinais físicos de doenças associadas à osteoporose.Rev. Bras. Reumatol. – Vol 42 – nº 6 – Nov/Dez 2002________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  27. 27. DIAGNÓSTICOAVALIAÇÃO LABORATORIAL• Avaliação mínima para todos os pacientes:– Hemograma completo + VHS;– Bioquímida: cálcio (corrigido pela albumina), fósforo, fosfatasealcalina, transaminases, eletroforese de proteínas e creatininaplasmáticas;– Função tireoideana– Calciúria de 24 horas;– Sumário de urina.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOBandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009
  28. 28. DIAGNÓSTICOAVALIAÇÃO LABORATORIAL• Se a história médica e os achados do exame físico sugerirem causassecundárias de perda óssea, avaliações laboratoriais adicionais podem sernecessárias:– PTH– 25-hidroxivitamina D– Teste de supressão com dexametasona overnight– Mielograma– Testosterona em homens– Ferro e Ferritina (se suspeita de hemocromatose)– Anticorpos antigliadina e antiendomísio e Bx de intestino delgado– Bx óssea– Marcadores de reabsorção óssea________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOBandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009
  29. 29. DIAGNÓSTICO• MARCADORES DE REMODELAÇÃO ÓSSEA• Fornecem uma avaliação dinâmica da atividade do esqueleto.• Marcadores de formação:– Fosfatase alcalina– Osteocalcina– Pró-peptídeos do colágeno tipo I• Marcadores de reabsorção:– NTX (N-telopeptídeo)– CTX (C-telopeptídeo)– Piridinolinas– Hidroxiprolina– Fosfatase ácida tartaro-resistenteRev. Bras. Reumatol. – Vol 42 – nº 6 – Nov/Dez 2002________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  30. 30. DIAGNÓSTICO• MARCADORES DE REMODELAÇÃO ÓSSEA• Não podem ser usados para diagnosticar osteoporose• Porém os níveis elevados podem prever as taxas mais rápidas de perda óssea emgrupos de pacientes e ser associados com aumento de risco de fraturaindependente da DMO na menopausa e em mulheres idosas.• Sua aplicação na prática clínica ainda é limitada.• Utilidade:– Prever risco de fraturas– Monitoramento de tratamento (Aderência / Falha/Resposta)• Respondem rapidamente à intervenção terapêutica, e as mudanças nosmarcadores têm sido associadas com a resposta óssea ao tto e ↓risco defraturas.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICORev. Bras. Reumatol. – Vol 42 – nº 6 – Nov/Dez 2002
  31. 31. DIAGNÓSTICO• RADIOGRAFIAS• Indicado para o diagnóstico das fraturas.• Esta técnica não pode ser utilizada para diagnosticar osteoporose.– É necessária perda de 30-40% da massa óssea para que a dça seja detectadapor Rx.• São úteis para o diagnóstico diferencial de outras doenças que possam acometer oosso (mieloma múltiplo, osteomalácia e metastases ósseas)Rev. Bras. Reumatol. – Vol 42 – nº 6 – Nov/Dez 2002________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  32. 32. DIAGNÓSTICO• OSTEOPOROSEDÇA ÓSTEO-METABÓLICA → ↓ FORÇA ÓSSEA________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICODENSIDADEMINERAL ÓSSEAQUALIDADEÓSSEA+
  33. 33. DIAGNÓSTICODENSIDADE MINERAL ÓSSEA• Medição da DMO pela DXA é o padrão ouro para diagnósticonão invasivo de osteoporose– DXA – absorciometria por raio X com dupla energia• Grande Limitação: Não avalia a Qualidade óssea________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICORev. Bras. Reumatol. – Vol 42 – nº 6 – Nov/Dez 2002Osteoporos Int (2004) 15: 779–784
  34. 34. ________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOSpecial report on the official positions of the Int. Society for Clinical Densitometry - Osteoporos Int (2004) 15: 779–784Bandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009
  35. 35. DIAGNÓSTICO• DENSITOMETRIA ÓSSEA - Interpretação• 1. Valores absolutos– DMO em gramas de mineral por cm2 de área de osso (g/cm2)– Úteis para monitorar mudanças da DMO ao longo do tempo;• 2. T-Score (em desvios-padrão- DP).– Referência = DMO média do picode massa óssea em adultos jovens.– Classificação bem estabelecidapara ♀ na pósmenopausa.• 3. Z-Score (em desvios-padrão - DP)– Referência = DMO média esperada para indivíduos da mesma idade, etnia e sexo.– Importante: Z-Score < -2,0 DP podem sugerir causas secundárias de osteoporose.– Em crianças utiliza-se o Z-Score.Rev. Bras. Reumatol. – Vol 42 – nº 6 – Nov/Dez 2002________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  36. 36. DIAGNÓSTICO• DENSITOMETRIA ÓSSEA - Situações especiais• Homens ( >20 anos)– ♂ > 65 anos → classificação da OMS (osteoporose = T-scores < -2,5).– ♂ 50-65 anos → T-score pode ser usados (osteoporose = T-score < -2,5 + outrosfatores de risco para fratura).– ♂ < 50 anos → diagnóst. não deve ser feito com base na densitometria por si só.• Mulheres pré-menopausa (20 anos até menopausa)– Deve ser utilizado Z-score, em vez de T-score.– DMO por si só não deve ser usado para definir "osteoporose".– "baixa DMO" → DMO < -2,0 DP Z-scoreSpecial report on the official positions of the Int. Society for Clinical Densitometry -Osteoporos Int (2004) 15: 779–784________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  37. 37. DIAGNÓSTICO• DENSITOMETRIA ÓSSEA - Situações especiais• Crianças (♂ ou ♀ < 20 anos)– Z-scores deve ser utilizado– DMO por si só não deve ser usado para definir osteoporose.– ‘’baixa densidade óssea para idade cronológica’’ → Z-score < -2,0 DP.– Locais preferidos para medição são coluna e corpo total.– O valor da DMO para predizer fraturas em crianças é não bem determinado.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOSpecial report on the official positions of the Int. Society for Clinical Densitometry -Osteoporos Int (2004) 15: 779–784
  38. 38. DIAGNÓSTICO• DENSITOMETRIA ÓSSEA – Considerações• Medir a DMO na coluna PA e quadril em todos os pacientes.• DMO de antebraço deve ser medido se:– quadril e / ou coluna não pode ser medido ou interpretadas;– hiperparatireoidismo;– Pacientes muito obesas (acima do limite de peso para a tabela DXA).• Calcular o percentual de perda ou ganho de massa óssea.– Uma variação maior do que 3% é significativa (variação do aparelho)• Artefatos:• Zipper, botões, calcificações da Ao, elevam a DMO.• Idosos: osteófitos – medida do quadril é mais precisa.• Gordura em excesso pode falsamente elevar a DMO.• A escoliose acentuada pode reduzir falsamente a DMO.Special report on the official positions of the Int. Society for Clinical Densitometry -Osteoporos Int (2004) 15: 779–784________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  39. 39. DIAGNÓSTICO• USG ÓSSEA• Mede a velocidade de propagação e a atenuação do som em calcâneo,estabelecendo um índice que expressa provavelmente a “resistência óssea”.• Foi idealizada há vários anos, porém sua exatidão, suas limitações, artefatos eproblemas técnicos permanecem desconhecidas.• Baixo custo, fácil acesso, livre de radiação, não invasivo.• Útil em detectar população de risco.Rev. Bras. Reumatol. – Vol 42 – nº 6 – Nov/Dez 2002________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
  40. 40. DIAGNÓSTICO• TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA QUANTITATIVA (TCQ)• Mede a DMO volumétrica (DMOv) em mg/cm3, utilizando um software especialem uma máquina padrão de tomografia.• É capaz de distinguir o compartimento ósseo cortical e o trabecular e pode medir aDMO, geralmente na coluna e em alguns equipamentos no quadril.• A acurácia e aprecisão não são tão boas quanto a DXA• Pode ser utilizada para monitorar DMO da coluna em pctes com alteraçõesestruturais dos elementos posteriores da coluna (ex: osteoartrite)• Usada princ. em pesquisas clínicas para avaliar a estrutura e o tamanho ósseo,além de mudanças nos compartimentos corticais e trabeculares que ocorrem comas mais diversas terapias medicamentosas e/ou dças do metabolismo ósseo.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOBandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009
  41. 41. DIAGNÓSTICO• QUALIDADE ÓSSEA• Apesar da indiscutível importância da densitometria óssea no diagnóstico deosteoporose, sua avaliação isolada é insuficiente para acessar o risco de fratura eeficácia do tto.• O conceito de qualidade óssea vem sendo amplamente utilizado para justificar aocorrência de eventos clínicos não explicados pela avaliação da densidade óssea• Qualidade óssea compreende a composição e a estrutura óssea, que contribuempara a sua força, independente de sua densidade.• A qualidade óssea é responsável por 20-40% da resistência óssea.• Vários fatores interagem para compor a qualidade óssea:• Turnover ósseo; Geometria; Microarquitetura; Mineralização; Componente damatriz óssea e mineral; Microagressões.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOBandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009
  42. 42. DIAGNÓSTICO• QUALIDADE ÓSSEA• No indivíduo com osteoporose, existe um nº aumentado de unidades ativas e maisosso é reabsorvido do que formado.• Isso provoca a perda da qualidade da arquitetura trabecular óssea com consequenteperda de resistência e da qualidade óssea.• O elevado turnover ósseo aumenta o risco de fraturas, independentemente demudanças na densidade óssea, pois modifica diretamente a qualidade óssea.________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOBandeira et al. Endocrinologia e Diabetes,Cap 35 ,2ª Edição 2009
  43. 43. DIAGNÓSTICO• ANÁLISE DA QUALIDADE ÓSSEA• Não invasivo: - Tomografia periférica computadorizada- Tomografia periférica computadorizada de alta resolução– Avaliam microarquitetura do osso trabecular e cortical do rádio e tíbia– Imagem em 3D e de alta resolução• Invasivo: Bx óssea → Microtomografia computadorizada→ Histomorfometria– Bx de crista ilíaca em osso calcificado marcada com tetraciclina– Só em casos particulares quando a osteoporose é diagnosticada sem causasaparentes, ou quando não há resposta terapêutica________________________________________________________________________________________________________________________OSTEOPOROSE: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICOSão pouco disponíveis e de alto custo
  44. 44. FIM

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