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28Exercícios físicosA prática de exercícios físicos melhora a saúdee a qualidade de vida, reduz a gordura corporal,hipertr...
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  1. 1. Obesidadesem marcasCirurgia menos invasivaé um direitosivaavnvasvn av sivasivaavinvasvnvasn avnvasivasPressKitSociedade Brasileira deCirurgia Bariátrica e Metabólica
  2. 2. PRESS KITSociedade Brasileira deCirurgia Bariátrica e Metabólica
  3. 3. 1 DIREITO A SER RESPEITADO p. 063 RISCOS DA OBESIDADE - DOENÇAS ASSOCIADAS p. 125 RELAÇÃO CUSTO BENEFÍCIO DA CIRURGIA DA OBESIDADE p. 177 SOBRE A SBCBM p. 199 GLOSSÁRIO p. 202 POR QUE A OBESIDADE AFETA TANTAS PESSOAS HOJE EM DIA? p. 074 CIRURGIA DA OBESIDADE p. 136 MITOS E VERDADE SOBRE A CIRURGIA DA OBESIDADE p. 188 FONTES CONSULTADAS p. 2010 CONTATOS DA ASSESSORIA DE IMPRENSA p. 23ÍNDICE
  4. 4. Compete ao médico aprimorar con-tinuamente seus conhecimentos e usaro melhor do progresso científico embenefício do paciente.CódigodeÉticaMédica,ConselhoFederaldeMedicina(2010)9Aberta X videolaparoscópicaMinimamente invasiva e aplicável em todas astécnicas cirúrgicas, a videolaparoscopia representauma das maiores evoluções tecnológicas damedicina. Na cirurgia aberta convencional, omédico precisa fazer um corte de pelo menos 20centímetros no abdômen do paciente, enquanto navideolaparoscopia são feitas de 4 a 5 mini-incisões de0,5 a 1,2 cm cada uma, por onde passam as cânulase a câmera de vídeo. O registro fica gravado e opaciente pode levar uma cópia do DVD consigo, oque constitui em um documento da operação. Pesama favor da videolaparoscopia redução do tempo decirurgia, menos dias de internação, diminuição dorisco de infecção, menor incidência de hérnia no localda incisão e a possibilidade de o paciente voltar àsatividades normais em menos tempo.LegislaçãoO tratamento cirúrgico da obesidade é amplamenteaceito pelos órgãos regulatórios nacionais einternacionais como um método seguro e eficientepara a redução do excesso de peso em pacientes comobesidade mórbida. A SBCBM acredita que a cirurgiabariátrica por videolaparoscopia deva constar no rolde procedimentos de cobertura obrigatória pelosconvênios médicos. O rol é um documento emitidopela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),que sofre atualizações periódicas para inclusão denovas tecnologias terapêuticas que passam a serdireito dos usuários de planos de saúde. Dr. Cohenalerta que a cirurgia bariátrica faz parte do rol daANS, mas não está claro que o procedimento podeser por videolaparoscopia.“Optar pela cirurgia menosinvasiva é uma decisão do médico e um direito dopaciente”, afirma.O Brasil é considerado hoje o segundo maior centromundial em cirurgia bariátrica, atrás somentedos Estados Unidos, com médicos altamentecapacitados, hospitais preparados e uma agenda depesquisas clínicas bastante intensa. Contudo, nemsempre as técnicas mais modernas estão disponíveispara todos os pacientes. Isso porque as fontespagadoras em saúde às vezes não acompanham asinovações tecnológicas no ritmo necessário. O maiorexemplo disso hoje é a resistência da maioria dosplanos de saúde em cobrir a cirurgia bariátrica porvideolaparoscopia, método menos invasivo, maisseguro e com maiores benefícios ao paciente.Das 60 mil cirurgias bariátricas realizadas em 2010,35% foram por videolaparoscopia. O presidenteda Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica eMetabólica (SBCBM), Dr. Ricardo Cohen garante queo método, apesar de ter um custo mais elevado,representaumaeconomiaemmédioprazo,pagando-se em cerca de seis meses. “As despesas da cirurgiavideolaparoscópica são plenamente justificáveis,levando-se em conta os gastos relacionados àobesidade e o impacto disso no orçamento dosindivíduos e do país”, explica.1. DIREITO A SER RESPEITADOCIRURGIA MENOS INVASIVA PARATRATAMENTO DAOBESIDADE É UM DIREITO DO PACIENTEA afirmação é da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, entidade médica que trabalha paragarantir acesso a técnicas mais avançadas para o maior número de pessoas
  5. 5. 10DefiniçãoConsiderada por especialistas como a maiorepidemia do século XXI, a obesidade é caracterizadapelo acúmulo excessivo de gordura no corpo e estáassociada a inúmeros problemas de saúde. Apesar deser influenciada por fatores genéticos, a obesidadeé reflexo direto dos hábitos e circunstâncias da vidamoderna, principalmente a ausência de atividadefísica regular e a alimentação de alto valor calórico,sem qualidade nutricional.Incidência e prevalênciaMetade da população brasileira está acima do pesoA ocorrência da obesidade está relacionada a fatoresgenéticos, mas há uma influência significativa dosedentarismo e de padrões alimentares inadequadosno decorrer da vida. Segundo a Pesquisa deOrçamentos Familiares (POF 2008-2009) do IBGE,em parceria com o Ministério da Saúde, entre 1989e 2009, o sobrepeso entre os adultos brasileirosaumentou de 35,7% para 49%. Já a obesidade adultano Brasil cresceu de 9,3% para 14,7%. A região Sul éEm 30 anos, o sobrepeso no Brasil cresceu 13,3 pontos percentuaisSobrepesoObesidadeFonte: IBGE, Diretoria Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009.1989 200926,40%34,30%9,30%14,70%2. POR QUE A OBESIDADE AFETATANTAS PESSOAS HOJE EM DIA?a que registra o maior número de pessoas acima dopeso (54,2%), sendo que 17,7 apresentam obesidade.Como reflexo dessa epidemia, o número de cirurgiasbariátricas realizadas no país também aumentou,passando de 16 mil procedimentos em 2003 para 60mil em 2010, o que representa um aumento de 275%em sete anos.O que faz uma pessoa engordarAcreditar que o excesso de peso é mero desleixo,gula, falta de cuidado ou empenho faz parte de umavisão ultrapassada das causas da obesidade. Apesarde a adoção de hábitos alimentares adequados e deum estilo de vida saudável ser unanimidade entre osmédicos para evitar o excesso de gordura corporal,está comprovado que a doença sofre influênciade agentes que independem do modo de vida doindivíduo, como hereditariedade, fatores ambientais,biológicos e comportamentais. Além disso, situaçõescomo gravidez, estresse, uso de alguns tipos demedicamentos e mesmo o envelhecimento tambémpodem levar à obesidade.11Um em cada setebrasileiros é obesoUbAs causas mais comuns da obesidade são:1. Alimentação em excessoSob esse aspecto, podemos afirmar que a obesidadeé uma doença da civilização. O homem primitivo nãoera obeso, pois se alimentava de sementes, raízes efrutas, e não dispunha destes alimentos o ano todo.Atualmente, temos à nossa disposição alimentosindustrializados, muito palatáveis e altamentecalóricos, considerados os grandes vilões causadoresda obesidade. O fator psicológico também tem umainfluência importante. Desde pequenos aprendemosque comida é “prêmio”, já que os fatos importantesda vida são comemorados com comida. Muitasvezes o individuo que está frustrado, estressadoou angustiado apela para a comida buscando umacompensação para o sofrimento.2. Falta de atividade físicaExistem dois tipos de atividade física: programadae não programada. A atividade física programadaé aquela realizada na academia de ginástica eproporcionadapelapráticadeesportesemgeral.Essetipo de atividade física vem aumentando nos últimostempos, mas apenas para uma pequena parcela dapopulação. Já a atividade física não programadavem diminuindo na medida em que aumentam osconfortos da vida moderna, como controles-remotosde TV, elevadores, automóveis, escadas rolantesetc., tornando o dia a dia do habitante das grandescidades cada vez mais sedentário.3. Tendência (fator genético)A literatura médica internacional demonstra quequando os pais têm peso normal, 10% dos filhos sãoobesos; quando um dos pais é obeso, 50% dos filhossão obesos, e, quando ambos os pais são obesos, 80%dos filhos são obesos. Trabalhos feitos com famílias egêmeos idênticos têm demonstrado que a genéticaé uma das causas fundamentais de incidência daobesidade.4. Problemas glandularesAlterações na função da glândula tireoide, dassuprarrenais e na região hipotalâmica podem serresponsáveis pela obesidade. Não são as causasmais comuns do problema, mas devem ser sempreinvestigadas.
  6. 6. 12IMC DIAGNÓSTICOmenos que 18,5 Baixo peso18,6 a 24,9 Normal25 a 29,9 Pré-obesidade(sobrepeso)30 a 34,9 Obesidade leve35 a 39,9 Obesidademoderada40 a 49,9 Obesidade severa50 ou mais SuperobesidadeIMC = PesoAltura2Cálculo do IMCO índice de massa corpórea (IMC) é calculado peladivisão do peso (em quilos) pela altura (em metros)elevada ao quadrado. A cirurgia bariátrica é indicadapara pacientes com IMC acima de 35 com umaou mais doenças associadas ou IMC acima de 40,independentemente da presença de outras doenças.Por que é tão difícil perder pesoUma das poucas certezas a respeito da doença é queo indivíduo desenvolve as células do tecido adiposoainda na infância. Depois disso, elas só incham edesincham, conforme se engorda ou emagrece, masestão e sempre estarão presentes em seu corpo -não há retorno. Isso leva à situação atual em que aalimentação das crianças vem sendo supervisionadacom preocupação crescente em algumas regiões.Uma alimentação rica em gorduras na infânciafatalmente levará o indivíduo a desenvolver umnúmero grande de células adiposas e estar fadado alutar contra a balança para sempre.Em relação aos adultos, ao se perceberem comexcesso de peso, muitos tentam emagrecer sozinhos,cortando doces, apelando para dietas equivocadas e,não raro, partindo para a automedicação. O resultadoé sempre insatisfatório, quando não causa o efeitooposto (engordar), além de colocar a saúde emrisco. Dietas extremamente restritivas podem até darresultado em curto prazo, mas a tendência natural éa pessoa recuperar os quilos perdidos quando voltarà alimentação normal.A dificuldade que obesos têm para atingir e manterum peso normal é decorrência de fatores genéticos,EVOLUÇÃO DA CIRURGIA BARIÁTRICA NO BRASILANO CIRURGIAS REALIZADAS2003 16.0002004 18.0002005 22.0002006 29.5002007 33.0002008 38.0002009 45.000(25% por videolaparoscopia)2010 60.000(35% por videolaparoscopia)Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica - SBCBM131,65 m 1,70 m 1,70 mIMC = 22,06 IMC = 27,68 IMC = 41,52Normal Sobrepeso Obesidadesevera60 kg 80 kg 120 kg2 2 2Exemplos:alterações hormonais e questões comportamentaise psicológicas. O tratamento clínico comacompanhamento especializado é sempre a primeiraindicação para uma perda de peso saudável eduradoura. A cirurgia chega como opção ao pacientecom obesidade moderada a grave, quando houvefalha do tratamento clínico e as doenças associadasao excesso de peso começam a ameaçar a saúde.Impacto econômico da obesidadeNão existem números consolidados sobre o impactofinanceiro da obesidade, mas estudos nacionais einternacionais apontam a doença como uma dasmais significativas para a economia mundial peloscustos inerentes a medicações e tratamento dasdoenças associadas.Segundo a SBCBM, cada obeso mórbido representaum custo de R$ 3.500 a R$ 5.000 por ano, comconsultas, medicações e tratamentos. A depressãoestá presente na vida de 89% dessas pessoas, devidoàs dificuldades físicas e sociais.Sabe-se que nos EUA e em outros países, muitascompanhias de seguro cobram mais caro dopaciente obeso, calculando o valor da apólice combase no índice de massa corpórea. No Reino Unidoas despesas com o tratamento clínico do diabetes –uma das principais doenças associadas à obesidade- representam 5% do orçamento do sistema britânicode saúde pública, cerca de 3,5 bilhões de librasesterlinas, quase R$ 9,3 bilhões. Isso sem contar comos custos dos hospitais, previdência e serviços sociais.No Brasil, onde há 16,5 milhões de portadores dediabetes tipo 2, a maioria dos pacientes (60%) receberemédios pelo SUS. Os 40% restantes gastam, emmédia, R$ 116 por mês.PrevençãoApesar da relevância dos fatores genéticos nodesenvolvimento da obesidade, essa situação podeser evitada, a começar pela educação das criançasdentro de casa e na escola. Deve-se optar sempre porrefeições e lanches saudáveis e, de preferência, nãocompraralimentosindustrializadosericosemgordura,evitando as tentações. Guloseimas como doces,frituras, refrigerantes e até bebidas alcoólicas podemser consumidos, mas em ocasiões específicas e semprecom moderação. Além da alimentação saudável, ricaem carnes magras, vegetais, frutas e massas integrais,deve-se manter a prática regular de exercícios físicos.Atividades como esportes coletivos, corrida, dança,caminhada e ciclismo, por exemplo, além de fazerembem ao corpo, são fontes de prazer e socialização.
  7. 7. 14- pacientes com IMC acima de 35 (obesidademoderada) que apresentem pelo menos uma doençaassociada;- pacientes com IMC acima de 40 (obesidadesevera), independentemente da presença de outrasdoenças.Os dois casos entram na classificação de “obesidademórbida”, que significa que a saúde do paciente estácorrendo riscos devido ao excesso de peso, com apossibilidade de aparição de doenças graves.CIRÚRGICOO que incluiCirurgia,reeducação alimentarQuem coordenaCirurgião bariátricoQuem acompanhaEndocrinologista, nutricionista,fisioterapeuta e psicólogoIndicaçãoPacientes com IMC acima de 35 com doençaassociada e pacientes com IMC acima de 40EficáciaEficaz em 85% dos casosCLÍNICOO que incluiDieta, exercícios, medicaçãoQuem coordenaEndocrinologistaQuem acompanhaNutricionista, fisioterapeuta e psicólogoIndicaçãoPacientes com IMC a partir de 25 (sobrepeso) ou maisEficáciaEficaz em 10% dos casosDIFERENÇAS NOS TRATAMENTO DA OBESIDADE MÓRBIDATratamento clínico e cirúrgicoA primeira opção para o se livrar do excesso depeso é o chamado tratamento clínico, que incluidieta, exercícios, medicação e acompanhamentodo endocrinologista e do nutricionista. Tambémpodem fazer parte da equipe um fisioterapeuta e umpsicólogo. O objetivo é trocar o cenário compostopor sedentarismo e má alimentação por outro quecontemple atividade física e dieta balanceada.Sabe-se, contudo, que os mecanismos que levamao acúmulo de gordura não são fáceis de seremcombatidos, por isso é tão comum ver pessoas quetentam diversos tratamentos e não conseguemperder peso suficiente ou voltam a engordar depoisde algum tempo.Nos casos em que a obesidade traz prejuízos àsaúde e o tratamento clínico se mostra ineficaz,o tratamento cirúrgico deve ser considerado. Ométodo é conhecido popularmente como “reduçãode estômago”, mas vai muito além. Existem váriastécnicas seguras disponíveis hoje no Brasil e cabe aomédico apresentá-las ao paciente e recomendar amais apropriada para cada caso. Os requisitos para acirurgia da obesidade vigentes hoje no País são:3. RISCOS DA OBESIDADE - DOENÇAS ASSOCIADASDiabetesDe acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS), mais de 246 milhões de pessoas, cerca de 6%da população adulta no mundo, sofrem de diabetes.No Brasil, estima-se que esse número seja 11 milhões.O Datasus mostra que o diabetes é a quinta causa dehospitalização e está entre as 10 maiores causas demortalidade no pais.A epidemia de diabetes tipo 2 está associadadiretamente à obesidade. Estresse, hábitosalimentares ruins e vida sedentária são as principaiscausas da incidência da doença. Pessoas comexcesso de peso têm risco três vezes superior ao depessoas com peso normal de desenvolver diabetes.O aumento do tecido gorduroso, principalmente noabdômen, leva à produção exagerada de substânciasque dificultam a ação da insulina. Assim, mesmoquem não é obeso, mas possui gordura abdominalem excesso, corre o risco de desenvolver a doença.HipertensãoO excesso de peso corporal está diretamenterelacionado com a hipertensão arterial. Maushábitos, como sedentarismo e consumo emdemasia de alimentos açucarados e gordurosos, sãodeterminantes para a obesidade e levam os níveis dapressão arterial a valores iguais ou maiores que 14por 9, aumentando o risco de insuficiência cardíaca,fibrilação atrial e morte cardiovascular.Estudos têm demonstrado que, ao reduzir o índicede massa corpórea, a cirurgia bariátrica tem impactosignificativo na redução da circunferência abdominal,da pressão arterial, da frequência cardíaca e dosníveis do colesterol ruim (LDL), além do aumento dobom colesterol (HDL), o que se traduz na redução dorisco cardíaco.15
  8. 8. 16Estudos realizados com pacientesobesos submetidos à cirurgiabariátrica videolaparoscópicacomprovam a redução das seguintescomorbidades:diabetes (98%)hipertensão arterial (95%)disfunção respiratória (99%)disfunção cardíaca (95%)artrose (85%)dislipidemia (98%)incontinência urinária (95%)irregularidade menstrual (99%)Problemas articulares (dores,hérnia de disco)O excesso de peso causado pelo acúmulo de gordurano corpo sobrecarrega todo o organismo, mas acoluna vertebral é afetada de modo particular. Napessoa obesa, o peso do corpo pressiona as vértebrase desgasta as articulações, podendo levar à hérniade disco. É comum o paciente sofrer com dores nacoluna e nas articulações dos membros inferiores,como joelhos e tornozelos. Ao reduzir o pesocorporal é possível aliviar a carga sobre a estruturaóssea, suavizar as dores e minimizar a incidência deproblemas articulares mais sérios.Outras doenças (problemaspulmonares, cânceres)A condição de obesidade severa está associadatambém a outros problemas de saúde, comodificuldades respiratórias e apneia do sono, riscoaumentado de embolia pulmonar por alterações dacoagulação sanguínea e até alguns tipos de câncer(útero, mama, intestino grosso). Vale ressaltar quea desnutrição também pode estar presente naobesidade. Muitas pessoas não fazem refeiçõessaudáveis, substituindo-as por comidas gordurosas efriturasquenãofornecemaoorganismoosnutrientesnecessários.174. CIRURGIA DA OBESIDADEO que éA cirurgia bariátrica, também conhecida comocirurgia da obesidade, cirurgia metabólica ou, maispopularmente, redução de estômago, reúne técnicascom respaldo científico destinadas ao tratamento daobesidade e das doenças associadas ao excesso degordura corporal ou agravadas por ele. O conceitometabólico foi incorporado há cerca de seis anos pelaimportância que a cirurgia adquiriu no tratamentodas co-morbidades, como o diabetes e a hipertensão.IndicaçãoA cirurgia da obesidade é indicada para pacientesque se encaixam em parâmetros determinados deÍndice de Massa Corpórea (IMC):• acima de 40;• entre 35 e 40 na presença de doença associadaAlém disso, o paciente deve ter tentado perderpeso pelo tratamento clínico convencional por pelomenos dois anos, sem sucesso. Essa exigência nãose aplica a casos de pacientes com IMC maior que50 e para pacientes com IMC entre 35 a 49 comdoenças em evolução progressiva ou risco elevado.Não há restrições em relação à idade, para pessoasentre 18 e 65 anos. Em adolescentes e idosos,considerados casos de exceção, recomenda-se umaavaliação detalhada feita pelo cirurgião e por umaequipe multidisciplinar. A família deve acompanharo paciente durante todo o período, especialmente narecuperação.Diversos estudos no Brasil e no exterior têmcomprovado ainda o benefício da cirurgia bariátricapara pessoas com IMC entre 30 e 35 na presençade diabetes. Pacientes nessas condições podem seroperados em casos especiais, sempre acompanhadospor um endocrinologista.A cirurgia é contraindicada em condições adversascomo:• limitação intelectual significativa em pacientes semsuporte familiar adequado;• quadro de transtorno psiquiátrico não controlado,incluindo uso de álcool ou drogas ilícitas. No entanto,quadros psiquiátricos graves sob controle nãocontraindicam a cirurgia;• doenças genéticasTipos de cirurgiaSão aprovadas no Brasil quatro modalidadesdiferentes de cirurgia bariátrica (além do balãointragástrico, que não é considerado cirúrgico):bypass gástrico, banda gástrica ajustável, duodenalswitch e gastrectomia vertical.Astécnicascirúrgicasdiferenciam-sepelomecanismode funcionamento. Existem três procedimentosbásicos da cirurgia bariátrica: os restritivos (quediminuem a quantidade de alimento que o estômagoé capaz de comportar), os disabsortivos (quereduzem a capacidade de absorção do intestino),e aqueles que tem pequeno grau de restrição edesvio curto do intestino com discreta mal-absorção,chamadas de técnicas mistas.Todos podem serfeitos por videolaparoscopia, menos invasivo e maisconfortável para o paciente.
  9. 9. 18Bypass gástrico (gastroplastia com desviointestinal em“Y de Roux”)Estudado desde a década de 60, o bypass gástricoé a técnica bariátrica mais praticada no Brasil,correspondendoa75%dascirurgiasrealizadas,devidosua segurança e, principalmente, eficácia: perde-sede 40 a 45% do peso inicial. Nesse procedimentomisto, é feito o grampeamento de parte doestômago, reduzindo o espaço para o alimento, e umdesvio do intestino inicial, que promove o aumentode hormônios que dão saciedade e diminuem afome. Essa somatória entre menor ingestão dealimentos e aumento da saciedade é o que leva aoemagrecimento, além de controlar o diabetes eoutras doenças como a hipertensão arterial.Duodenal switchÉ a associação entre gastrectomia vertical edesvio intestinal, em que 85% do estômago sãoretirados, porém a anatomia básica do órgão e suafisiologia de esvaziamento são mantidas. O desviointestinal reduz a absorção dos nutrientes, levandoao emagrecimento. A técnica foi criada em 1978,corresponde a 5% dos procedimentos e leva à perdade 40 a 50% do peso inicial.parededo abdômembotãosiliconeinflávelestômagoBanda gástrica ajustávelCriada em 1984 e trazida ao Brasil em 1996, a bandagástrica ajustável representa 5% dos procedimentosrealizadosnoPaís.Apesardenãopromovermudançasna produção de hormônios como o bypass, essatécnica é bastante segura e eficaz na redução de peso(20 a 30% do peso inicial), o que também ajuda notratamento do diabetes. Instala-se anel de siliconeinflável ajustável ao redor do estômago, que apertamais ou menos o órgão tornando possível controlaro esvaziamento do alimento. O anel é ligado a umbotão que fica embaixo da pele e pode ser alcançadopor uma agulha de injeção. Assim, é possível injetarágua destilada para apertar mais o estômago ouesvaziá-lo para aliviar a obstrução.15% deestômagointestinogrossopâncreasdesvio dointestinodelgadodesvio dointestinodelgadovesícula biliarbolsagástricaalçacomumestômagotranspostofígadointestinodesviadocólonalçaalimentar19Gastrectomia verticalNesse procedimento o estômago é transformadoem um tubo, com capacidade de 80 a 100 ml. Essaintervenção provoca boa perda de peso, comparávelà do bypass gástrico e maior que a proporcionadapela banda gástrica ajustável. É um procedimentorelativamente novo, praticado desde o início dos anos2000.Tem boa eficácia sobre o controle da hipertensão,doenças dos lípides (colesterol e triglicérides). Existeainda alguma controvérsia se esse é um método tãoeficaz quanto o bypass gástrico ou o duodenal switchem relação ao controle do diabetes, mas de maneirageral, é uma operação mais simples tecnicamente queo bypass e diversos estudos nacionais e internacionaismostram resultados promissores.Balão intragástricoReconhecido como terapia auxiliar para preparopré-operatório, trata-se de um procedimento nãocirúrgico, realizado por endoscopia para o implantede prótese de silicone, visando diminuir a capacidadegástrica e provocar saciedade. O balão é preenchidocom 500 ml do líquido azul de metileno, que, em casode vazamento ou rompimento, será expelido na corazul pela urina. O paciente fica com o balão por umperíodo médio de seis meses. Vale ressaltar que esseprocedimento não é coberto pelas redes SUS e deSaúde Suplementar, podendo ser realizado somenteno atendimento particular. É indicado para pacientescom sobrepeso ou no pré-operatório de pacientescom superobesidade (IMC acima de 50 kg/m2).Regulamentação no BrasilAs técnicas relacionadas no item anterior constam noConsenso Brasileiro Multissocietário em Cirurgia daObesidade. Todas são atualmente reconhecidas peloConselhoFederaldeMedicina(CFM)epelaSociedadeBrasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM),recomendadas mundialmente e seus resultados eriscos estão disponíveis em consistentes publicaçõesmédicas científicas. Podem ser realizadas porestômagobalãointragástricoestômagoremovidoestômagolaparotomia (cirurgia aberta) ou videolaparoscopia(cirurgia menos invasiva).Os demais procedimentos e técnicas cirúrgicaspara o controle da obesidade não relacionados noConsenso Bariátrico não apresentam indicação atualde utilização ou encontram-se em fase de estudos.Até o momento, não apresentam documentaçãocientífica consistente que permita sua realização
  10. 10. 20fora de protocolos de pesquisa devidamenteregulamentados pelo Conselho Nacional de Ética emPesquisa (CONEP).Opacientequetenhaindicaçãoparacirurgiabariátricadeve conversar com o médico que já o acompanhae, ao tomar a decisão, procurar um profissionalhabilitado e com experiência comprovada nessaárea, evitando aqueles que pratiquem técnicas nãoaprovadas pelo CFM ou que prometam soluçõesmilagrosas.Benefícios para a saúdeOs benefícios da cirurgia bariátrica são perda depeso, remissão das doenças associadas à obesidade,como diabetes e hipertensão, diminuição do risco demortalidade, aumento da longevidade e melhoriana qualidade de vida. Os riscos são os mesmosde outras cirurgias abdominais, por isso deve serfeita em hospital com estrutura adequada e pormédicos associados da SBCBM que pratiquem osprocedimentos regulamentados pelo CFM.Vale lembrar, porém, que apesar dos inúmerosbenefícios, a cirurgia bariátrica é apenas o primeiropasso de uma jornada rumo a uma vida saudável.O paciente precisará passar por uma mudança dehábitos, abandonando antigos costumes nocivose adotando uma forma de vida mais saudável, queinclui dieta equilibrada e prática de exercícios.Antes, durante e depoisAlém de pelo cirurgião bariátrico, a obesidade deveser tratada por profissionais habilitados para avaliar,orientareacompanharopacientenosâmbitosclínico,ambulatorial e hospitalar. Esses profissionais dividemtarefas com o cirurgião bariátrico e contribuem parao alcance e a manutenção dos bons resultados, assimcomo para a resolução das situações adversas.Pré-operatórioO preparo pré-operatório otimiza a segurança eos resultados da cirurgia bariátrica. É é pedido aopaciente que se esforce para perder um pouco depeso antes da cirurgia, pois alguns quilos a menospodem oferecer melhores condições à anestesiageral e à operação. Também é obrigatório, nessa fase,preencher o Consentimento Informado, documentoem que o paciente reconhece estar devidamenteinformado sobre os benefícios e riscos da cirurgia.No pré-operatório, o paciente deve realizar uma sériede exames como endoscopia digestiva, ultrassomabdominal e hemograma, além de passar emconsulta com os profissionais obrigatórios: cirurgião,cardiologista, psiquiatra, psicólogo e nutricionista.A cirurgiaNa operação por laparoscopia são realizadas de cincoa sete pequenas incisões de 0,5 a 1,2 cm. Insufla-sea cavidade abdominal com gás carbônico, criandoassim espaço dentro dela para que o cirurgiãopossa trabalhar com o auxilio de uma videocâmera,instrumentos e grampeadores especiais. A cirurgialeva de 1h a 2 h, em média, e o paciente recebe altaem 36 horas. Na cirurgia aberta, o tempo estimadoé de 2h a 3h e o paciente fica cerca de seis diasinternado.Pós-operatórioO paciente deve fazer consultas e exameslaboratoriais periódicos no pós-operatório, conformeo tipo de cirurgia e as rotinas estabelecidaspela equipe responsável. O cirurgião e a equipemultidisciplinar, o paciente ou seus responsáveis, osfamiliares e as fontes pagadoras públicas e privadasdevem se assegurar de condições para seguimentopós-operatório adequado. Comorbidades devem seracompanhadas, quando houver necessidade, pelosrespectivos especialistas.Nas operações realizadas por videolaparoscopia, operíodo pós-operatório costuma ser tranquilo, compequeno desconforto nos locais das incisões. É muitoimportante salientar que a dieta líquida deve serseguida rigorosamente nos primeiros 10 dias. Apósesse período, haverá nova orientação nutricionalcom evolução da dieta. Em decorrência da restriçãogástrica, mínimas quantidades de alimento váriasvezes ao dia são suficientes para gerar saciedadeplena. Em média, o paciente deve consumir entre250g a 400g por refeição.Algumas reações que podem ocorrer no pós-operatório são desnutrição, fezes de forte odore diarreias, quase que exclusivamente naquelessubmetidos ao duodenal switch, que é uma operação21que privilegia a má absorção de alimentos. Nasoperações abertas recomenda-se ao paciente usoda faixa abdominal, atividade física, complementovitamínico e substituição de anticoncepcionais porpreservativos. Mais raramente, a cirurgia pode gerarcomplicações como infecção, tromboembolismo(entupimento de vaso sanguíneo), deiscências(separações) de suturas, fístulas (desprendimentodo grampo), obstrução intestinal, hérnia no local docorte, abscessos (infecções internas) e pneumonia.Sintomas gastrointestinais podem aparecer após arefeição. Os pacientes predispostos devem ter algunscuidados como reduzir o consumo de carboidratos,comer mais vezes ao dia, mas em pequenasquantidades e evitar a ingestão de líquidos duranteas refeições.Alguns pacientes podem necessitar de cirurgiasplásticas após a cirurgia bariátrica para remoçãodo excesso de pele. Nesse caso, as plásticas sãoconsideradas cirurgias reparadoras, não estéticas.• Acompanhamento nutricionalEntendendo que a cirurgia bariátrica é apenaso primeiro passo rumo à cura da obesidade,o nutricionista tem papel fundamental noacompanhamento do paciente nessa jornada. Esseprofissional vai dar toda a orientação necessáriapara a dieta líquida pós-operatória, sua evoluçãopara a pastosa e, finalmente, sua transição definitivapara a alimentação normal. O paciente deveráaprender a comer pouco e bem, várias vezes ao dia,e optar por alimentos pouco calóricos e com altoteor vitamínico, abandonando hábitos nocivos. Areeducação alimentar ajudará não só a perder peso,mas também a mantê-lo por toda a vida. O pacientenão está proibido de consumir doces, refrigerantesou outras guloseimas de vez em quando, porémesses alimentos não devem fazer parte da sua rotinae a quantidade deve ser controlada.• Acompanhamento psicológicoO acompanhamento psicológico tem foco preventivoe educativo, no modo como cada paciente vive suaexperiência de emagrecimento. Junto com o novocorpo, as relações familiares e sociais se transformamporque a relação do indivíduo consigo mesmotambém muda. É difícil imaginar que, ao emagrecer,algo possa mudar para pior, mas novos fatoresde estresse surgem, como ansiedade, ciúmes doparceiro, rivalidade, desejo de liberdade etc.Muitas vezes existem expectativas depositadas noemagrecimento que não vão ser atingidas com aperda de peso, pois dizem respeito a frustraçõesanteriores ou mesmo a um quadro de imaturidadediante da vida. Outro fator é a discordância de tempoentre cirurgia e transformação psíquica: se a cirurgiademora, em média, de 90 minutos, a transformaçãodo estilo de vida de uma pessoa leva anos. Não sepode dizer que a cirurgia bariátrica só funciona paraquem se submete à psicoterapia, mas a presença deprofissionais orientadores e facilitadores do processode transformação podem ajudar o paciente a sedescobrir mais saudável e feliz em um novo estilo devida.
  11. 11. 22Preço das cirurgiasEm 2010 foram realizadas no Brasil 60 mil cirurgiasbariátricas, 35% por videolaparoscopia (menosinvasiva). Nos principais centros de referênciaem cirurgia bariátrica das capitais brasileiras, oprocedimento pelo método aberto custa entre R$10mileR$15mil,enquantoomenosinvasivovariaentreR$15 mil e R$ 25 mil. O uso de equipamentos maisavançados para realizar a cirurgia videolaparoscópicareflete, naturalmente, um maior custo noprocedimento, diferença que é compensada pelaredução do tempo do centro cirúrgico, por menosdias de internação e pela diminuição dos riscos aopaciente, que poderiam levar a novas idas ao hospital.Além disso, o paciente pode voltar ao trabalho maisrapidamente, reduzindo ainda despesas relativasà previdência e aos dias de afastamento. A taxa demortalidade média é de apenas 0,23%, menor que ade outras cirurgias como vesícula, apêndice, coraçãoe cérebro, e bem abaixo do índice de 3,5% de mortesregistradas na fila de espera da cirurgia pelo SUS.VIDEOLAPAROSCÓPICA ABERTACusto médio (R$) R$ 15 mil a 25 mil R$ 10 mil a 15 milDuração da cirurgia 40 min a 1h30 2 a 3 hTempo de internação 36 h 120 h (5 dias)Retorno à rotinanormal 10 dias 30 a 60 diasNúmero e tamanho 5 de 0,5 1da incisão (corte) a 1,2 cm cada de no mínimo 20 cmIncidência de hérniano corte (incisional) 3% 30%em 1 anoCusto de re-operaçãoe internação (R$) 8.000,00 8.000,00Cirurgias realizadasem 2010 no Brasil * 21 mil (35%) 39 mil (65%)Dor pós-operatória Leve, por 1 dia Moderada a intensa,ou inexistente por 7 dias*Por ano, além das cerca de 60 mil cirurgias realizadas na Saúde Suplementar, o SUS registra crescimento de 800% e já realiza em média quatro mil cirurgias.Fonte: SBCBM.5. RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO DA CIRURGIA DA OBESIDADEEconomia para a fonte pagadoraMesmo representando uma despesa inicial maiselevada para a fonte pagadora, a cirurgia menosinvasiva representa uma econômica em médio prazo,amortizando-se em cerca de 6 meses. Para se teruma ideia, outras cirurgias abdominais como as devesícula e apêndice já são, na grande maioria doscasos, realizadas por videolaparoscopia. Os custos dacirurgia bariátrica menos invasiva são inteiramentejustificáveis, levando-se em conta sua eficácia esegurança, especialmente quando comparadosaos os gastos do tratamento da obesidade e suasdoenças associadas.236. MITOS E VERDADES SOBRE A CIRURGIA DA OBESIDADE“Em um ano de pós-operatório, o pacientenormalmente engorda.”MITO.Na maioria dos casos, o ganho de peso ocorrequando o paciente não assume hábitos saudáveis,como adotar dieta menos calórica e mais nutritiva epraticar exercícios físicos com regularidade.“Perde-seamaispesonosprimeirosseismeses.”VERDADE.A perda mais significativa de peso ocorre nosprimeiros seis meses. Daí a importância de o pacienteser disciplinado quanto às recomendações médicasnessa primeira etapa do pós-operatório.“Quem faz a cirurgia bariátrica fica propensoa alcoolismo, uso de drogas ou comporta-mento compulsivo para compras.”MITO.Não existe nenhuma evidência científica de que, nopós-operatório, o paciente tenda ao alcoolismo ouao uso de drogas. Quanto à compulsão por compras,o histórico mostra que, ao perder peso, o pacienteresgata a autoestima e passa a ter prazer em adquirirroupas e outros produtos de uso pessoal. Pode-seevitar o comportamento compulsivo por meio doacompanhamento psicológico.“A mulher pode engravidar no pós-operatório.”VERDADE.Após 15 meses de resguardo pós-operatório, apaciente é liberada para engravidar sem riscos.Durante esse período, em que é proibido o uso deremédios anticoncepcionais, é prudente o uso depreservativos.“Sempre é possível fazer a cirurgia via lapa-roscopia.”VERDADE.Somente em algumas situações especiais não épossível realizar a cirurgia por essa via de acesso,como em pessoas que foram submetidas a cirurgiasabdominais prévias.“A depressão é uma consequência comumpara quem faz a cirurgia.”MITO.Não existe uma tendência. Se o paciente ficardeprimido, isso pode se dever a outros fatoresque precisam ser investigados por psicólogo oupsiquiatra.“Há tendência à anemia no pós-operatório.”VERDADE.De fato, o paciente tende à anemia, sobretudo amulher em função da menstruação, da perda deferro e da pouca presença de carne vermelha nadieta. O quadro de anemia pode ser revertido com areintrodução da dieta sólida, que permite a ingestãode alimentos ricos em ferro ou, se necessário, com autilização de suplementos vitamínicos.“Depois da operação, é comum a intolerânciaa leite.”MITO.Não há reações adversas ao consumo de leite ederivados, que, ao contrário, são recomendadoscomo fonte de cálcio, sobretudo para as mulheres.
  12. 12. 24“Oapoiodafamíliaeàfamíliaéindispensável.”VERDADE.Por meio da máxima informação possível e consultapsicológica, se preciso, deve-se dar toda a assistênciae orientação à família do paciente. Os novoshábitos a serem adotados pelo paciente devem sercompartilhados e estimulados por todos com quemconvive.“A cirurgia causa problemas renais.”MITO.Não há tendência a problemas renais.“O paciente sente muitas dores no primeiromês do pós-operatório.”MITO.Normalmente, as dores se manifestam somente noprimeiro dia, por ser necessário inflar o abdômen comgás carbônico para possibilitar a melhor manipulaçãodos órgãos internos por videolaparoscopia.“O paciente pode ser operado mesmo quesofra de gastrite.”VERDADE.Não há restrição médica ao paciente que tem gastrite.“Depois da cirurgia bariátrica, o pacientedeve fazer cirurgia plástica corretiva.”MITO.Nem sempre é necessário fazer cirurgia plásticaapós o procedimento bariátrico. Cada caso deve seravaliado criteriosamente pela equipe multidisciplinarresponsável pelo tratamento.“Às vezes, durante a laparoscopia, é precisoconverter a cirurgia em procedimento aberto.”VERDADE.Algumas situações exigem que o cirurgião convertaa videolaparoscopia em procedimento aberto. Essadecisão é baseada em segurança e só pode sertomada durante o ato operatório.25Release InstitucionalFundada em 1996, um ano após a criação daFederação Internacional para a Cirurgia da Obesidade(IFSO), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica eMetabólica (SBCBM) é a segunda maior sociedadeprofissional do mundo dedicada à especialidade emcirurgia bariátrica. Conta com aproximadamente 900cirurgiões associados, muitos deles reconhecidoscomo líderes internacionais pela excelência notratamento da obesidade. Além da brasileira, existemhoje sociedades congêneres em diversos países,como Estados Unidos, Espanha, França, Itália, Japão,Índia, Austrália, México, Suíça e República Tcheca,todascongregadaspelaFederaçãoInternacionalparaCirurgia da Obesidade e da Síndrome Metabólica(IFSO, na sigla em inglês).Desde 1998, quando realizou o 1º CongressoBrasileiro de Cirurgia da Obesidade, em São Paulo,a SBCBM vem promovendo anualmente eventoscientíficos e acadêmicos para aprofundar o debatesobre a obesidade, o diabetes e a cirurgia bariátrica,com um número cada vez maior de participantes.A iniciativa também busca promover o intercâmbiode experimentos e novas tecnologias aplicadas aesse segmento da medicina. Nesse período, foramlançadas publicações inéditas no País, disponíveis nasede da entidade, como Cirurgia da Obesidade,VideoAtlas of Obesity Surgery, Bariátrica e Metabólica, alémdas bases do Capítulo Latino-Americano da IFSO.Em 2005, a assembleia da sociedade incluiu otermo “metabólica” em sua designação pelaimportância que a cirurgia adquiriu no tratamentodas comorbidades. O pioneirismo serviu de exemplopara entidades bastante representativas como a IFSOe ASBS (American Society for Metabolic and BariatricSurgery), que também fizeram o mesmo.Em meados de 2010, a SBCBM lançou um programapara ampliar o foco da entidade na segurança, noscuidados e nos benefícios à saúde do pacientepromovidos em longo prazo pela cirurgia bariátricae metabólica. A medida visa atender às necessidadesespecíficas de pacientes obesos e aos papéis e àsresponsabilidades exclusivas dos provedores destetipo de cirurgia.Uma das maiores preocupações da SBCBM é fornecerinformações seguras e confiáveis ao paciente,esclarecendo dúvidas sobre a cirurgia bariátrica.Também é possível consultar a relação dos médicosbrasileiros habilitados a realizar o procedimento. Osdados estão disponíveis no site da entidade: www.sbcbm.org.br.PERFIL DO PRESIDENTEDr. Ricardo CohenPresidentedaSociedadeBrasileiradeCirurgiaBariátrica e Metabólica desde novembro de2010.Doutor em Cirurgia pela Faculdade deMedicina da USP desde 1996.Pesquisador do Hospital Alemão OswaldoCruz (São Paulo).Apresentações em mais de 100 congressos,cursos e simpósios, no Brasil e exterior.Autordecincolivrossobrecirurgiabariátricaemetabólica, 25 capítulos em livros nacionais eestrangeiros, 21 artigos em revistas nacionaise 30 artigos em periódicos estrangeiros.7. SOBRE A SBCBMSOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIABARIÁTRICA E METABÓLICA - SBCBMEntidadequereúnemédicosespecializadosemcirurgiadaobesidadeéumadasmaisrepresentativasdetodoomundo.
  13. 13. 26Obesidade sem marcasCirurgia menos invasiva é um direito8. FONTES CONSULTADAS• Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica eMetabólica - SBCBM• Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC• Sociedade Brasileira de Diabetes - SBD• Sociedade Brasileira de Endocrinologia eMetabologia - SBEM• Associação Brasileira para o Estudo daObesidade e Síndrome Metabólica - ABESO• Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS• Datasus• Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE• Ministério da Saúde• Organização Mundial da Saúde - OMS279. GLOSSÁRIOAlimentação saudávelDieta balanceada, composta de proteínas,carboidratos, gorduras, fibras, vitaminas e minerais.Para isso, necessitamos de uma dieta variada, quetenha todos os tipos de alimentos.Balão intragástricoTratamento temporário para indivíduos comsobrepeso ou obesidade leve. Também pode serutilizado nos obesos mórbidos e superobesos comoforma de melhor prepará-los para o procedimentodefinitivo. O paciente é sedado para a colocação dobalão por endoscopia. Normalmente o paciente ficacom o balão por um período de aproximadamenteseis meses.Banda gástricaTécnicacirúrgicaemqueseinstalaumaneldesiliconeinflável ajustável ao redor do estômago. Quandoinsuflado, o anel aperta mais ou menos o estômago,tornando possível controlar o esvaziamento doalimento.Bariátrica (cirurgia)Intervenções realizadas no aparelho digestivopara tratamento da obesidade com o objetivo depr¬omover a redução do peso e a melhora dasdoenças associadas.Bypass gástricoTécnica cirúrgica em que parte do estômago égrampeada e isolada do restante, que não é maisutilizado.CaloriaMedida usada para expressar o calor ou o valorenergéticodoalimentoedaatividadefísica.Édefinidacomo o valor necessário para elevar a temperatura de1 kg (1 l) de água de 14,5 a 15,5 graus centígrados.DesnutriçãoA desnutrição pode ser o resultado de poucaalimentação ou alimentação excessiva de baixo valornutritivo. Ambas as condições são causadas porum desequilíbrio entre a necessidade do corpo e aingestão de nutrientes essenciais.Duodenal switchTécnica cirúrgica que associa a gastrectomia verticale o desvio intestinal. Parte do estômago é retirada,porém mantém-se a anatomia básica do órgão e suafisiologia de esvaziamento.DiabetesDistúrbio na secreção e na ação da insulina, hormônioproduzido pelo pâncreas que permite que a glicoseproveniente dos alimentos seja digerida e absorvidapelo organismo. Devido a essa deficiência, a glicosenão absorvida pelas células do corpo acaba sendoeliminada na urina ou se acumula no sangue. Nodiabetestipo1(genético),oorganismonãoconsegueproduzir insulina e, no diabetes tipo 2 (adquirido),geralmente há uma combinação de deficiência daprodução de insulina com resistência ao hormônio.Doença vascularDoença relativa aos vasos sanguíneos, comoretinopatia, nefropatia, neuropatia e aterosclerose.
  14. 14. 28Exercícios físicosA prática de exercícios físicos melhora a saúdee a qualidade de vida, reduz a gordura corporal,hipertrofia os músculos, fortalece os tendões,aumenta a flexibilidade das articulações, eleva acapacidade aeróbica e o grau de oxigenação dostecidos.Gastrectomia verticalOperação restritiva em que 85% do estômago sãoretirados, porém mantém-se a anatomia básica doórgão e sua fisiologia de esvaziamento.Gastroplastia com Y de RouxTécnica cirúrgica em que é feito o grampeamentode parte do estômago, reduzindo o espaço parao alimento, e um desvio no início do intestino, oque promove o aumento de hormônios que dãosaciedade e diminuem a fome. Essa somatóriaentre menor ingestão de alimentos e aumento dasaciedade é o que leva ao emagrecimento.GorduraAgorduraconstituiumafontedeenergiaconcentrada,formada por ácidos graxos. As gorduras podemser saturadas, monoinsaturadas ou poliinsaturadas.Alimentos ricos em gorduras saturadas costumamser de origem animal. As gorduras vegetais são, emgeral, insaturadas. As saturadas elevam o nível decolesterol no sangue. O colesterol existe nos alimentosanimais, mas não nos de origem vegetal. É essencialpara o metabolismo, mas não é necessário na dieta,pois nosso corpo pode produzir todo o colesterol deque precisa. O alto nível de colesterol no sangue éassociado ao aumento do risco de doenças cardíacas.Hipertensão arterialA famosa“pressão alta”é a elevação da pressão arterialpara números acima dos valores considerados padrãopela medicina (140/90mHg). Essa elevação anormalpode causar lesões em diferentes órgãos do corpohumano, tais como cérebro, coração, rins e olhos.IMCO índice de massa corporal é reconhecido comopadrãointernacionalparaavaliarograudeobesidade.O IMC é calculado dividindo o peso (em kg) peloquadrado da altura (em m). A fórmula matemática éIMC = peso/altura².Light e DietOs produtos light sofrem redução de, no mínimo,25% em um de seus ingredientes como gorduras,açúcares, colesterol etc. Já os produtos diet sãoproduzidos para atender a determinada classe erestringem totalmente um dos seus ingredientespara atender a esse fim – por exemplo, no caso depessoas que têm restrições nutricionais severas,como os diabéticos.MorbidadeÉ todo o tipo de complicação provocada pordeterminada doença que põe em risco a saúde dopaciente. Na obesidade, por exemplo, o paciente queestámuitoacimadopesopodesofrerdecomplicaçõescardíacas, respiratórias, dermatológicas, oncológicas,entre outras.NutriçãoÉ o processo biológico pelo qual o organismoassimila alimentos ou nutrientes para a realização dasfunções vitais, tais como crescimento, movimento,reprodução etc.ObesidadeAcúmulodegorduracorporal,levandoaumaumentode peso superior a 25% do peso ideal.ObesoPessoa com excesso de gordura corporal, o que levaa um aumento da frequência de algumas doençase, consequentemente, do risco de mortalidade. Éconsiderado obeso o indivíduo com IMC superior a30 kg/m2.29Peso idealDeve levar em conta vários fatores, como sexo,idade, prática de atividade física e constituição doorganismo. Mas, conforme a Organização Mundialda Saúde, o peso ideal pode ser calculado por meiodo índice de massa corporal, IMC, que envolve peso ealtura da pessoa.QuiloTermo pelo qual popularmente é chamada a unidadede peso quilograma (kg).Síndrome metabólicaConhecida como síndrome de resistência à insulinaou síndrome X, é uma combinação de diabetes tipo2 ou tolerância reduzida à glicose com dislipidemia(triglicéridesaltoseHDLcolesterolbaixo),hipertensãoarterial, obesidade central e/ou tendências pró-trombóticas.SobrepesoExcesso de gordura corporal que não chega a serobesidade, resultando em um IMC entre 25,1 e 29,9.SubnutriçãoÉ a deficiência de nutrientes essenciais e pode serresultado da ingestão insuficiente de nutrientes,devido a uma dieta pobre.Tratamento da obesidadeO tratamento da obesidade é simples na prática,mas a dificuldade é fazer com que o paciente percapeso e mantenha-o após o tratamento. Dessa forma,deve-se encorajar intensamente o indivíduo obesoa perder peso por meio da reeducação de hábitosalimentares e de vida.VideolaparoscopiaMétodo cirúrgico no qual são realizadas algumaspequenas incisões de 0,5 a 1,2 cm por ondepassam cânulas, que permitem ao cirurgiãoacesso à cavidade abdominal sem a necessidadecortes. A cirurgia é realizada com o auxilio deuma videocâmara e instrumentos especiais.Com isso, cai o tempo de internação e reduzem-se o tempo de cirurgia, a dor pós-operatória e osriscos de infecções e complicações.
  15. 15. 30Assessoria de imprensaAdriana SolinasExecutiva de contasadriana.solinas@ketchum.com.brTel: (11) 5090-8957Relações PúblicasCarlos Alessandro SilvaExecutivo de contascarlos.alessandro@ketchum.com.brTel: (11) 5090-8900 ramal 8614Gerente de Comunicação CorporativaAlexandra Aparícioalexandra.aparicio@ketchum.com.brTel: (11) 5090-8961Diretora de AtendimentoAndrea Moraesandrea.moraes@ketchum.com.brTel: (11) 5090-894710. CONTATOS31A assessoria de imprensa da SBCBM está aos cuidados da Ketchum. Para solicitar informações adicionaisou agendar entrevista, entre em contato com:Creditos:Diretora ExecutivaVania CiorliaIlustração e diagramaçãoFelipe Barreiro
  16. 16. ANOTAÇÕES
  17. 17. Sociedade Brasileira deCirurgia Bariátrica e Metabólica

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