ObesidadeO QUE É?Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmuloexcessivo de gordura corporal, associada ...
degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, alémde doença varicosa superficial e pro...
É importante considerar que atividade física é qualquer movimentocorporal produzido por músculos esqueléticos que resulta ...
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população está com o peso acima do normal, e em 2001 foram contabilizadas300 mil mortes decorrentes da obesidade.A obesida...
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Obesidade o que você precisa saber

  1. 1. ObesidadeO QUE É?Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmuloexcessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que trazprejuízos à saúde do indivíduo.COMO SE DESENVOLVE OU SE ADQUIRE?Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é oresultado de diferentes interações entre o seu patrimônio genético (herdado de seuspais e familiares), o ambiente sócioeconômico, cultural e educativo e o seu ambienteindividual e familiar. Assim, uma determinada pessoa apresenta diversascaracterísticas peculiares que a distinguem, especialmente em sua saúde e nutrição.A obesidade é o resultado de diversas dessas interações, nas quais chamam aatenção os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos comambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadasmudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas.Recentemente, vem se acrescentando uma série de conhecimentos científicosreferentes aos diversos mecanismos pelos quais se ganha peso, demonstrando cadavez mais que essa situação se associa, na maioria das vezes, com diversos fatores.Independente da importância dessas diversas causas, o ganho de peso estásempre associado a um aumento da ingesta alimentar e a uma redução do gastoenergético correspondente a essa ingesta. O aumento da ingesta pode ser decorrenteda quantidade de alimentos ingeridos ou de modificações de sua qualidade, resultandonuma ingesta calórica total aumentada. O gasto energético, por sua vez, pode estarassociado a características genéticas ou ser dependente de uma série de fatoresclínicos e endócrinos, incluindo doenças nas quais a obesidade é decorrente dedistúrbios hormonais.O QUE SE SENTE?O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvoquando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresentaimportantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exigeum peso corporal até menor do que o aceitável como normal.Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a sercontaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, comdiversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso,sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo
  2. 2. degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, alémde doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição eerisipela.COMO SE TRATA?O tratamento da obesidade envolve necessariamente a reeducaçãoalimentar, o aumento da atividade física e, eventualmente, o uso de algumasmedicações auxiliares. Dependendo da situação de cada paciente, pode estarindicado o tratamento comportamental envolvendo o psiquiatra. Nos casos deobesidade secundária a outras doenças, o tratamento deve inicialmente serdirigido para a causa do distúrbio.Reeducação AlimentarIndependente do tratamento proposto, a reeducação alimentar éfundamental, uma vez que, através dela, reduziremos a ingesta calórica total eo ganho calórico decorrente. Esse procedimento pode necessitar de suporteemocional ou social, através de tratamentos específicos (psicoterapiaindividual, em grupo ou familiar). Nessa situação, são amplamente conhecidosgrupos de reforço emocional que auxiliam as pessoas na perda de peso.Independente desse suporte, porém, a orientação dietética é fundamental.Dentre as diversas formas de orientação dietética, a mais aceitacientificamente é a dieta hipocalórica balanceada, na qual o paciente receberáuma dieta calculada com quantidades calóricas dependentes de sua atividadefísica, sendo os alimentos distribuídos em 5 a 6 refeições por dia, comaproximadamente 50 a 60% de carboidratos, 25 a 30% de gorduras e 15 a 20%de proteínas.Não são recomendadas dietas muito restritas (com menos de 800calorias, por exemplo), uma vez que essas apresentam riscos metabólicosgraves, como alterações metabólicas, acidose e arritmias cardíacas.Dietas somente com alguns alimentos (dieta do abacaxi, por exemplo) ousomente com líquidos (dieta da água) também não são recomendadas, porapresentarem vários problemas. Dietas com excesso de gordura e proteínatambém são bastante discutíveis, uma vez que pioram as alterações degordura do paciente além de aumentarem a deposição de gordura no fígado eoutros órgãos.Exercício
  3. 3. É importante considerar que atividade física é qualquer movimentocorporal produzido por músculos esqueléticos que resulta em gasto energéticoe que exercício é uma atividade física planejada e estruturada com o propósitode melhorar ou manter o condicionamento físico.O exercício apresenta uma série de benefícios para o paciente obeso,melhorando o rendimento do tratamento com dieta. Entre os diversos efeitos seincluem:a diminuição do apetite,o aumento da ação da insulina,a melhora do perfil de gorduras,a melhora da sensação de bem-estar e auto-estima.O paciente deve ser orientado a realizar exercícios regulares, pelomenos de 30 a 40 minutos, ao menos 4 vezes por semana, inicialmente leves ea seguir moderados. Esta atividade, em algumas situações, pode requererprofissional e ambiente especializado, sendo que, na maioria das vezes, asimples recomendação de caminhadas rotineiras já provoca grandesbenefícios, estando incluída no que se denomina "mudança do estilo de vida"do paciente.DrogasA utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do pacienteobeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o aspecto maisimportante das medidas empregadas. Devem ser preferidos tambémmedicamentos de marca comercial conhecida. Cada medicamento específico,dependendo de sua composição farmacológica, apresenta diversos efeitoscolaterais, alguns deles bastante graves como arritmias cardíacas, surtospsicóticos e dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenasem situações especiais de acordo com o julgamento criterioso do médicoassistente.No que se refere ao tratamento medicamentoso da obesidade, éimportante salientar que o uso de uma série de substâncias não apresentarespaldo científico. Entre elas se incluem os diuréticos, os laxantes, osestimulantes, os sedativos e uma série de outros produtos freqüentementerecomendados como "fórmulas para emagrecimento". Essa estratégia, além de
  4. 4. perigosa, não traz benefícios a longo prazo, fazendo com que o pacienteretorne ao peso anterior ou até ganhe mais peso do que o seu inicial.COMO SE PREVINE?Uma dieta saudável deve ser sempre incentivada já na infância,evitando-se que crianças apresentem peso acima do normal. A dieta deve estarincluída em princípios gerais de vida saudável, na qual se incluem a atividadefísica, o lazer, os relacionamentos afetivos adequados e uma estrutura familiarorganizada. No paciente que apresentava obesidade e obteve sucesso naperda de peso, o tratamento de manutenção deve incluir a permanência daatividade física e de uma alimentação saudável a longo prazo. Esses aspectossomente serão alcançados se estiverem acompanhados de uma mudançageral no estilo de vida do paciente.Doenças causadas pela obesidadeA obesidade tornou-se uma epidemia global, segundo a OrganizaçãoMundial da Saúde ligada à Organização das Nações Unidas. O problema vematingindo um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo e entre asprincipais causas desse crescimento estão o modo de vida sedentário e a máalimentação.A taxa de mortalidade entre homens obesos de 25 a 40 anos é 12 vezesmaior quando comparada à taxa de mortalidade entre indivíduos de pesonormal. O excesso de peso e de gordura no corpo desencadeia e pioraproblemas de saúde que poderiam ser evitados. Em alguns casos, a boanotícia é que a perda de peso leva à cura, como no caso da asma, mas emoutros, como o infarto, não há solução.Se você ainda tem dúvidas dos problemas que a obesidade pode trazer,listamos as doenças que, comprovadas por pesquisas científicas, são geradaspelo excesso de peso.CoraçãoAs primeiras doenças que costumam afetar o obeso são as do coração.O coração de uma pessoa acima do peso tem que trabalhar mais. Se seu pesoideal é 70kg, seu coração foi feito para trabalhar num corpo de 70 kg. Se vocêpesa 100, ele tem que trabalhar para um corpo de 70 e mais um de 30 e ficasobrecarregado.
  5. 5. Entre as várias doenças do coração está a hipertrofia ventricular, que é oaumento do músculo do coração por excesso de trabalho. A hipertrofia podeevoluir para a insuficiência e gerar arritmia e também aumenta o risco de umacidente vascular cerebral e morte súbita.HipertensãoA hipertensão é outro problema comum entre os obesos. Um estudoamericano mostrou que 75% dos hipertensos são obesos. O motivo é a altaprodução de insulina; por isso muitas vezes o obeso não é diabético, mas temproblema com a pressão alta. A insulina funciona na manutenção do tamanhodos vasos sanguíneos e também favorece a absorção de água e sódio.Uma alimentação não balanceada somada à compressão dos vasossanguíneos resulta na pressão alta, que aumenta os problemas no coração.Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, o problema é a causa de 40%das mortes por acidente vascular cerebral (avc/derrame).TromboseComo o coração do obeso funciona com dificuldade, há um maubombeamento de sangue para o corpo inteiro, gerando doenças ligadas aosistema vascular. É comum que obesos tenham varizes nas pernas eenfrentem um risco maior de ter trombose (acúmulo de coágulos de sanguedentro de vasos sanguíneos).Uma pesquisa publicada no American Journal of Medicine, em 2005,mostrou que os pacientes obesos tinham 2,5 vezes mais chance de tertrombose do que os indivíduos não obesos. E esse risco foi maior entre asmulheres obesas do que entre os homens obesos (2,75 contra 2,02,respectivamente) e entre os pacientes obesos com menos de 40 anos, emrelação aos mais velhos.ApnéiaApnéia é a parada respiratória involuntária durante o sono, muito comumentre os obesos, é pouco conhecida e muito grave. O problema atinge mais dametade dos obesos mórbidos.A apnéia acontece mais nos obesos porque eles têm excesso degordura na região do pescoço e a faringe fica mais estreita, facilitando o
  6. 6. fechamento involuntário. Na posição horizontal do corpo durante o sono, aexpansão do pulmão para a respiração também é mais difícil.Quem sofre de apneia não tem um sono normal e enfrenta problemasdurante o dia, como cansaço, dificuldade de concentração e pressão alta.Esteatose hepáticaÉ o acumulo de gordura no fígado, órgão responsável pelo metabolismodos lipídeos, que viram glicose e vão para o sangue.Quando há um excesso de gordura ingerida, o fígado não conseguemetabolizar tudo e parte se acumula no órgão, que pode desenvolver cirroseou fibrose. A cirrose é normalmente associada à ingestão de álcool, mas nestecaso, pode aparecer em pessoas que não bebem.DepressãoO problema psiquiátrico afeta uma grande quantidade de obesos.Estatísticas mostram que, na população, 30% das pessoas terão algum tipo dedepressão ao longo da vida. Já entre os obesos, esse número sobre para 89%.São pessoas que sofrem muito com a autoestima, principalmente naadolescência, uma fase em que é importante a socialização. A depressão éuma doença tão importante quanto a pressão alta, por exemplo.AsmaA asma está relacionada à presença de uma substância produzida notecido adiposo, capaz de provocar o fechamento dos brônquios. Estudos jámostraram que, quanto maior o índice de massa corporal, maior a quantidadedessa substância é produzida pelo corpo. Por isso, os obesos sofrem mais deasma.Infertilidade e gravidez de riscoA produção anormal de hormônio nas mulheres obesas desencadeiauma série de problemas relacionados à gravidez.A alta taxa de gordura no corpo provoca maior produção de testosterona(hormônio masculino), a menstruação fica irregular e a mulher tem maisdificuldade para engravidar. A gravidez da mulher obesa costuma ser de alto
  7. 7. risco. Ela pode abortar devido à pressão alta e o bebê também pode serafetado.Um estudo lançado na revista da Associação Americana de Medicinamostrou que as obesas têm o dobro de chance de ter filhos com problemascongênitos, como má formação da medula espinhal (que pode levar a umaborto ou a falta de movimento dos membros inferiores) e do coração.O diabetes do tipo 2, que afeta muitas mulheres obesas, também é umfator de risco para gerar problemas no sistema nervoso central e no coração dobebê.Os resultados de ultrassonografia também são mais imprecisos emmulheres obesas, pois a camada de gordura abdominal atrapalha o exame.NeoplasiaEsse tipo de crescimento desordenado de células, que pode ser benignoou virar um câncer, é facilitado pelo aumento de peso. Obesos têm deficiênciade um tipo de linfócito chamado “natural killer” (assassino natural) que combatecélulas mutantes.Muitos casos de câncer são combatidos pelo nosso corpo porque essascélulas atuam em nossa defesa. Mas, no caso do obeso, as células nãoconseguem combater sozinhas e o tumor pode se desenvolver.O aumento de massa corpórea é um fator de risco para mulheresdesenvolverem câncer de mama e de endométrio.Colesterol altoO colesterol pode ser considerado um tipo de lipídio (gordura) produzidoem nosso organismo. Ele está presente em alimentos de origem animal (carne,leite integral, ovos etc.). Em nosso organismo, desempenha funçõesessenciais, como produção de hormônio e vitamina D. No entanto, o excessode colesterol no sangue é prejudicial e aumenta o risco de desenvolverdoenças cardiovasculares. Em nosso sangue, existem dois tipos de colesterol:• LDL colesterol: conhecido como "ruim", ele pode se depositar nasartérias e provocar o seu entupimento• HDL colesterol: conhecido como "bom", retira o excesso de colesterolpara fora das artérias, impedindo o seu depósito e diminuindo a formação daplaca de gordura.
  8. 8. TiposPodemos dizer que existem vários tipos de colesterol circulando nosangue. O total da soma de todos eles chama-se "Colesterol Total". Comovisto, colesterol é uma espécie de "gordura do sangue" e, como gorduras nãose misturam com líquidos, o colesterol é insolúvel no sangue. Por isso, eleprecisa da "carona" de certas proteínas para cumprir as suas funções.A associação dá origem às chamadas lipoproteínas. Essas, sim, sãoaptas a viajar por todo o organismo via corrente sanguínea. As lipoproteínas -ou apenas colesterol - assumem algumas formas, sendo divididas em "bomcolesterol" (HDL - alta densidade) e "mau colesterol" (LDL - baixa densidade).Pesquisas provaram que o bom colesterol (HDL) retira o colesterol dascélulas e facilita a sua eliminação do organismo. Por isso, é benéfico. Já o maucolesterol (LDL) faz o inverso: ajuda o colesterol a entrar nas células, fazendocom que o excesso seja acumulado nas artérias sob a forma de placas degordura. Justamente por isso, traz diversos malefícios.Os obesos têm baixa taxa de HDL, o colesterol bom que diminui o riscode ataque cardíaco e ajuda a remover o colesterol ruim das paredes dasartérias. O acúmulo de gordura dentro dos vasos pode causa entupimento eaté um infarto.Diabetes do tipo 2No Brasil, existem de 7 a 8 milhões de pessoas com diabetes do tipo 2.Isso representa 5% da população, porcentagem que é a média em outroslugares do mundo. Porém, mais de 70% dessas pessoas com diabetes têmalgum grau de peso acima do normal.O diabetes tem fatores genéticos, mas quanto maior o peso de umapessoa, maior a chance de ele aparecer. Isso acontece porque o aumento dopeso e da gordura no corpo ocasiona uma resistência à ação da insulina, ohormônio que auxilia o organismo a regular os níveis de glicose.COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO?A forma mais amplamente recomendada para avaliação do pesocorporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal), recomendadoinclusive pela Organização Mundial da Saúde. Esse índice é calculado
  9. 9. dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metroselevada ao quadrado (quadrado de sua altura). O valor assim obtido estabeleceo diagnóstico da obesidade e caracteriza também os riscos associadosconforme apresentado a seguir:m2) Grau de Risco Tipo de obesidade9 Peso saudável Ausente9 Moderado Sobrepeso ( Pré-Obesidade )9 Alto Obesidade Grau I9 Muito Alto Obesidade Grau IIs Extremo Obesidade Grau III ("Mórbida")Conforme pode ser observado, o peso normal, no indivíduo adulto, com maisde 20 anos de idade, varia conforme sua altura, o que faz com que possamostambém estabelecer os limites inferiores e superiores de peso corporal para asdiversas alturas conforme a seguinte tabela :Altura (cm) Peso Inferior (kg) Peso Superior (kg)145 38 52150 41 56155 44 60160 47 64165 50 68170 53 72175 56 77180 59 81185 62 85190 65 91Essa classificação, por definir alguns riscos, é muito importante e poresse motivo fez com que se criasse um índice denominado Relação Cintura-Quadril, que é obtido pela divisão da circunferência da cintura abdominal pelacircunferência do quadril do paciente. De uma forma geral se aceita queexistem riscos metabólicos quando a Relação Cintura-Quadril seja maior do
  10. 10. que 0,9 no homem e 0,8 na mulher. A simples medida da circunferênciaabdominal também já é considerado um indicador do risco de complicações daobesidade, sendo definida de acordo com o sexo do paciente:Risco Aumentado Risco Muito AumentadoHomem94 cm 102 cmMulher80 cm 88 cmA gordura corporal pode ser estimada também a partir da medida depregas cutâneas, principalmente ao nível do cotovelo, ou a partir deequipamentos como a Bioimpedância, a Tomografia Computadorizada, oUltrassom e a Ressonância Magnética. Essas técnicas são úteis apenas emalguns casos, nos quais se pretende determinar com mais detalhe aconstituição corporal.Na criança e no adolescente, os critérios diagnósticos dependem dacomparação do peso do paciente com curvas padronizadas, em que estãoexpressos os valores normais de peso e altura para a idade exata do paciente.CURIOSIDADESO Brasil e o mundo vivem uma verdadeira epidemia de obesidade. Parase ter uma idéia da gravidade do problema, cerca de 70 milhões de brasileiros– ou 40% da população – está com excesso de peso. Além disso, 13% dasmulheres e 8% dos homens sofrem de obesidade em nosso país.• 50% dos brasileiros estão acima de seu peso corporal ideal.Além dos números altos, o que assusta é a rapidez com que elescresceram. Estudos comparativos do Setor de Epidemiologia da FaculdadePública da USP indicam que, na década de 1970, os homens obesos no Brasilsomavam 2,8% da população masculina. Em apenas 23 anos, esse númeroquase triplicou, passando para os atuais 8%. No mesmo período, o índicefeminino passou de 4,9% para 13%.Nos Estados Unidos, a situação é ainda mais preocupante: 61% da
  11. 11. população está com o peso acima do normal, e em 2001 foram contabilizadas300 mil mortes decorrentes da obesidade.A obesidade mata por ano, cerca de 300 mil pessoas nos EstadosUnidos, e quase 100 mil no Brasil, de acordo com a Organização Mundial deSaúde (OMS).Hoje 97 milhões de americanos, mais de um terço da população adulta,estão acima do peso ou obesos. Estima-se que 10 milhões dessas pessoassejam consideradas Obesas Mórbidos.

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