CARINA DE OLIVEIRA MARQUES ALMEIDA
RENATA PAULA FABRI
O CHOQUE HIPOVOLÊMICO COMO CONSEQÜÊNCIA DA
DESIDRATAÇÃO EM CRIANÇAS ...
CARINA DE OLIVEIRA MARQUES ALMEIDA
RENATA PAULA FABRI
O CHOQUE HIPOVOLÊMICO COMO CONSEQÜÊNCIA DA
DESIDRATAÇÃO EM CRIANÇAS ...
CARINA DE OLIVEIRA MARQUES ALMEIDA
RENATA PAULA FABRI
Monografia apresentada ao Centro Universitário Claretiano para obten...
Dedicamos este trabalho à nossa Família que tanto
colaborou para a realização de nosso trabalho,
principalmente nossos fil...
Agradeço primeiramente a Deus, aos meus pais,
Eunice e José Carlos que me ajudaram na
concretização desse sonho me incenti...
Agradeço primeiramente a Deus por ter me
abençoado na realização deste trabalho. À minha
mãe Marlene, pois sem ela eu não ...
RESUMO
O organismo é formado basicamente por água, que é a responsável por
quase 60 a 80% do peso corpóreo. Como as necess...
ou em risco de choque tenha habilidade e conhecimento científico suficiente para
compreender seus mecanismos e reconhecer ...
SUMÁRIO
Introdução...........................................................................................................
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INTRODUÇÃO
A escolha desse tema relaciona-se ao fato de sermos mães e as
conseqüências que a diarréia pode causar, levan...
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bilhão de episódios de diarréia e 4 milhões de óbitos em crianças menores de cinco
anos nos países em desenvolvimento.
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OBJETIVO
Considerando a desidratação como uma das principais causas da
mortalidade mortalidade e o choque hipovolêmico,...
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METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa descritiva, realizada através de levantamento
bibliográfico, em livros relacionado...
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CAPÍTULO 1
EQUILÍBRIO HÍDRICO
A água é responsável por quase 60 a 80% do peso corpóreo.
O homem é essencialmente uma so...
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CAPÍTULO 2
DIARRÉIA AGUDA
É uma das mais importantes causas de morbidade e mortalidade no Brasil
e em países em desenvo...
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Os parasitas podem ser encontrados isolados ou associados
(poliparasitismo) e a manifestação diarréica pode ser aguda, ...
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2.1- MEDIDAS DE CONTROLE
Segundo Marcondes (2003) existem algumas medidas a serem tomadas a
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CAPÍTULO 3
DESIDRATAÇÃO
Vários mecanismos atuam em conjunto para manter o equilíbrio hídrico do
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A desidratação ocorre em conseqüência de perdas pelo trato
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pele. Juntamente com a hipovolemia advém alguns sintomas como hipotensão com
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CAPÍTULO 4
A DESIDRATAÇÃO NA DIARRÉIA AGUDA
Na síndrome diarréica, as perdas fecais de água e eletrólitos (sódio, cloro...
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Para as crianças acometidas de diarréia aguda, menores de um ano,
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Segundo Carvalho (2000), em alguns casos é necessário a administração
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CAPÍTULO 5
O CHOQUE
O choque é um estado fisiológico, em que existe fluxo sangüíneo
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Choque circulatório ou distributivo causado por diminuição do tônus
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hipotensão;
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e má perfusão tecidual. Nessa fase, a reversão do quadro clínico do paciente
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reduz cerca de 15 a 25%, representando uma perda de 750 a 1300 ml de sangue
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renal, responde a hemorragia aumentando a secreção de renina, que por sua vez
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A reposição volêmica deve ser considerada objetivo inicial na recuperação
do volume intravascular, para tanto devem ser...
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CAPÍTULO 6
DIAGNÓSTICOS E INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
O diagnóstico precoce do choque hipovolêmico é realizado
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Estabelecer uma relação de apoio com o paciente e a família;
Orientar o paciente quanto a importância de relatar imedia...
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3 – Perfusão tissular ineficaz relacionada a hipovolemia caracterizada por dispnéia,
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Monitorar, registrar e comunicar quaisquer sinais e sintomas de retenção de
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Monitorar a perda de líquidos (Ex...
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Administrar medicamentos para reduzir a ansiedade, conforme prescrito;
Proporcionar ambiente tranqüilo e seguro ao paci...
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7 – Hipotermia relacionada a doença ou trauma caracterizado por redução da
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
A água é responsável por quase todo o metabolismo presente no
organismo, principalmente da criança...
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Num segundo momento é identificar sua etiologia, ou seja, identificar o
tipo de choque, para que se consiga iniciar de ...
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ASSOCIATION, North American Nursing Diagnosis. (Org.). CORREIA, Cristina.
(Trad.). Diagnósti...
43
MARCONDES, Eduardo. (orgs.) et al. Pediatria Básica. 9. ed. São Paulo: Savier,
2003.
MCCLOSKEY, Joanne. (orgs.) Classif...
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  1. 1. CARINA DE OLIVEIRA MARQUES ALMEIDA RENATA PAULA FABRI O CHOQUE HIPOVOLÊMICO COMO CONSEQÜÊNCIA DA DESIDRATAÇÃO EM CRIANÇAS COM DIARRÉIA AGUDA BATATAIS 2006
  2. 2. CARINA DE OLIVEIRA MARQUES ALMEIDA RENATA PAULA FABRI O CHOQUE HIPOVOLÊMICO COMO CONSEQÜÊNCIA DA DESIDRATAÇÃO EM CRIANÇAS COM DIARRÉIA AGUDA Monografia apresentada ao Centro Universitário Claretiano para obtenção do título de graduado em Enfermagem. Orientadora Profª. Mestre Maria Cristina Simões Flório. BATATAIS 2006
  3. 3. CARINA DE OLIVEIRA MARQUES ALMEIDA RENATA PAULA FABRI Monografia apresentada ao Centro Universitário Claretiano para obtenção do título de graduado em Enfermagem. Orientadora Profª. Mestre Maria Cristina Simões Flório. O CHOQUE HIPOVOLÊMICO COMO CONSEQÜÊNCIA DA DESIDRATAÇÃO EM CRIANÇAS COM DIARRÉIA AGUDA Orientadora: Profª. Mestre Maria Cristina Simões Flório Examinador (a): Examinador (a): Batatais______de____________________________de 2006.
  4. 4. Dedicamos este trabalho à nossa Família que tanto colaborou para a realização de nosso trabalho, principalmente nossos filhos Amanda, Vinícius e Ana Clara, que nortearam nossa pesquisa. E a nossa grande amiga Mara, que sempre nos incentivou na profissão de Enfermagem. Carina e Renata
  5. 5. Agradeço primeiramente a Deus, aos meus pais, Eunice e José Carlos que me ajudaram na concretização desse sonho me incentivando, dando muito amor além de me ajudarem na parte financeira, ao meu marido Marquinho pelo companheirismo e paciência, aos meus filhos Amanda e Vinicius que tiveram que ficar por longos períodos sem a mamãe, a minha ajudante Elis pelo carinho e amor com que cuidou dos meus filhos e de maneira muito especial à Mara que muito me incentivou para que eu fizesse este curso, não podendo também de me esquecer de grandes amizades que conquistei ao longo desses anos, da minha comadre Renata, que me deu a Ana Clara como afilhada, Janiny, Loraine, Silvia, Ale, Vanessa, Paulinha e Júlia que espero que sejam realmente amizades sólidas. Carina de Oliveira Marques Almeida
  6. 6. Agradeço primeiramente a Deus por ter me abençoado na realização deste trabalho. À minha mãe Marlene, pois sem ela eu não teria chegado onde cheguei. Meu pai Erval, que não pertence mais no nosso mundo, mas tenho a certeza de que ele está me olhando e ajudando. Á minha irmã Rosana, meu cunhado e sobrinhos, que tanto me ajudaram e são tão importantes para mim. Ao meu companheiro Jorge, pelo carinho, atenção, compreensão, estando ao meu lado sempre que precisei. Aos meus colegas de estágio: Alessandra, Janiny, Loraine, Ednilson, Simone, Renata e Silvia, pela colaboração, pelo apoio e pela força que tanto me atribuíram para a conclusão de mais essa etapa da vida. Às minhas amigas, Carina e Mara, com quem dividi grandes momentos da minha vida e que estiveram ao meu lado, sempre. A nossa orientadora Cristina, pela sua paciência e dedicação com o nosso trabalho. Á minha querida filha Ana Clara, que com certeza se tornou o centro da vida para mim e quem eu amo muito mais que a mim mesma. Renata Paula Fabri
  7. 7. RESUMO O organismo é formado basicamente por água, que é a responsável por quase 60 a 80% do peso corpóreo. Como as necessidades hídricas da criança são maiores que no adulto, devido sua imaturidade renal, é de suma importância os cuidados com a criança acometida pela diarréia aguda que tem como prognóstico a desidratação grave e conseqüentemente o choque hipovolêmico. O choque hipovolêmico é a conseqüência de uma má perfusão tecidual acompanhado ou não de uma hipotensão arterial, em decorrência de um baixo volume sangüíneo ou da insuficiência significativa no bombeamento do sangue do coração. O trabalho tem por objetivo principal definir choque, a fisiopatologia, suas causas, bem como a lesão orgânica decorrente do mesmo. Enfatizando o choque hipovolêmico em conseqüência de uma desidratação grave ocasionada pela diarréia aguda, que é uma das causas mais significativas da mortalidade infantil, e, fundamentalmente, o papel do enfermeiro enquanto cuidador e observador da evolução da criança com desidratação, e as intervenções e/ou orientações que deverão ser realizadas. Trata- se de uma pesquisa descritiva, realizada através de levantamento bibliográfico. Foram utilizadas fontes bibliográficas da Literatura Latino-Americana e do Caribe de Ciências da Saúde (LILACS), bem como livros, sites internet (www.msd-brazil.com, www.bireme.br, www.scielo.br) e periódicos da biblioteca do Centro Universitário Claretiano de Batatais. Foi realizado revisão da literatura abordando os seguintes itens: equilíbrio hídrico; diarréia aguda e medidas de controle; desidratação; desidratação na diarréia aguda; o choque: definição de choque hipovolêmico, fisiopatologia, tratamento; e, diagnósticos e intervenções de enfermagem. Portanto, é de extrema importância que o enfermeiro que cuida de uma criança com choque
  8. 8. ou em risco de choque tenha habilidade e conhecimento científico suficiente para compreender seus mecanismos e reconhecer os primeiros sinais. No primeiro momento da abordagem do choque é importante reconhecer sua instalação lembrando que, seu diagnóstico é feito exclusivamente pelo exame físico, que deve ser voltado aos sinais vitais e perfusão cutânea, pois nenhum teste laboratorial identifica imediatamente o choque. Num segundo momento é identificar sua etiologia, ou seja, identificar o tipo de choque, para que se consiga iniciar de maneira rápida e eficaz os cuidados com a criança para que seu prognóstico seja o melhor possível. PALAVRAS CHAVE: criança com diarréia aguda; equilíbrio hídrico; desidratação grave, choque hipovolêmico; intervenções de Enfermagem.
  9. 9. SUMÁRIO Introdução............................................................................................................ 09 Objetivo................................................................................................................ 11 Metodologia......................................................................................................... 12 Capítulo 1 – Equilíbrio Hídrico........................................................................... 13 Capítulo 2 – Diarréia Aguda............................................................................... 17 2.1 – Medidas de controle.............................................................................. 19 Capítulo 3 – Desidratação.................................................................................. 20 Capítulo 4 – A Desidratação na Diarréia Aguda............................................... 23 Capítulo 5 – O Choque........................................................................................ 26 5.1 – Definição de Choque Hipovolêmico..................................................... 29 5.1.1 – Fisiopatologia................................................................................. 30 5.1.2 – Tratamento...................................................................................... 31 Capítulo 6 – Diagnósticos e Intervenções de Enfermagem............................ 34 Conclusão............................................................................................................ 40 Referências Bibliográficas................................................................................. 42
  10. 10. 9 INTRODUÇÃO A escolha desse tema relaciona-se ao fato de sermos mães e as conseqüências que a diarréia pode causar, levando a quadros graves como o choque hipovolêmico. O que torna a atuação da enfermagem imprescindível para o diagnóstico precoce bem como suas intervenções, como medida preventiva ao choque. O organismo é formado basicamente por água, que é a responsável por quase 60 a 80% do peso corpóreo. Devido a imaturidade renal e maior metabolismo hídrico, as crianças possuem necessidades hídricas relativamente maiores que o adulto. É de suma importância ressaltar que esse volume hídrico encontra-se no espaço intercelular e volume sanguíneo. A água que se encontra fora da corrente sangüínea atua como um depósito para repor ou absorver o excesso de água do sangue de acordo com a necessidade. A água entra no corpo principalmente através da absorção do trato gastrintestinal. Entretanto, um indivíduo pode apresentar desidratação quando ele é incapaz de ingerir uma quantidade suficiente de água para compensar a perda excessiva, como no vômito prolongado ou na diarréia aguda, nesses casos ocorre a desidratação, que é a maior causa de morbidade e mortalidade em crianças. Brandão (2005) realizou um estudo em 60 países em desenvolvimento e mostrou que uma criança sofre em média 3,3 episódios de diarréia anualmente e que mais de um terço de todos os óbitos de crianças menores de cinco anos estão associadas com essa doença. Isso significa que, anualmente, ocorrem aproximadamente 1,5
  11. 11. 10 bilhão de episódios de diarréia e 4 milhões de óbitos em crianças menores de cinco anos nos países em desenvolvimento. A criança acometida pela diarréia necessita de diagnóstico e intervenções de urgência a fim de que, seja evitado o choque hipovolêmico. Quando se tratar de desidratação grave o diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais e indicadores clínicos. O choque hipovolêmico é o resultado de uma má perfusão que pode vir ou não acompanhado da hipotensão arterial, em decorrência de um baixo volume sanguíneo ou da insuficiência significativa no bombeamento do sangue do coração. Nessas condições clínicas de choque por diarréia aguda, são de extrema importância os diagnósticos e intervenções de enfermagem. É comum também a utilização de antibioticoterapia, associada à reposição de líquidos e uso de drogas vasoativas. A criança em choque exige observação e cuidados intensivos, principalmente assegurar a devida oxigenação.
  12. 12. 11 OBJETIVO Considerando a desidratação como uma das principais causas da mortalidade mortalidade e o choque hipovolêmico, uma de suas conseqüências mais graves, esta monografia tem por objetivos: - abordar aspectos conceituais e fisiopatologia do choque hipovolêmico pós- desidratação em crianças acometidas por diarréia aguda; - e propor diagnósticos e intervenções de enfermagem para crianças com choque hipovolêmico pós-desidratação, acometidas por diarréia aguda.
  13. 13. 12 METODOLOGIA Trata-se de uma pesquisa descritiva, realizada através de levantamento bibliográfico, em livros relacionados à fisiologia e principalmente à pediatria enfatizando a desidratação. Para o levantamento bibliográfico, foram utilizadas fontes bibliográficas da Literatura Latino-Americana e do Caribe de Ciências da Saúde (LILACS), bem como livros, sites internet (www.msd-brazil.com, www.bireme.br, www.scielo.br) e periódicos da biblioteca do Centro Universitário Claretiano de Batatais. As palavras chave utilizadas nas pesquisas bibliográficas foram: choque hipovolêmico, desidratação, crianças com diarréia aguda, cuidados e intervenções de enfermagem. Os critérios usados para seleção dos livros, sites e artigos científicos se basearam exclusivamente no conteúdo específico, bem como sua compilação para a descrição do trabalho.
  14. 14. 13 CAPÍTULO 1 EQUILÍBRIO HÍDRICO A água é responsável por quase 60 a 80% do peso corpóreo. O homem é essencialmente uma solução aquosa na qual um grande complexo de soluto é distribuído em compartimentos que variam de tamanho. As necessidades hídricas estão aumentadas na criança, comparativamente ao adulto, em decorrência do maior metabolismo hídrico, da distribuição dos compartimentos aquosos e da imaturidade renal. (MARCONDES, 2003, pág. 405). De acordo com o crescimento esse número varia, a composição corpórea se apresenta da seguinte maneira: PREMATURO 2% 6% 12% 80% MINERAIS GORDURA PROTEÍNA ÁGUA RECÉM-NASCIDO A TERMO 2% 12% 12% 74% MINERAIS GORDURA PROTEÍNA ÁGUA
  15. 15. 14 LACTENTE DE 1 ANO DE IDADE 2% 23% 15% 60% MINERAIS GORDURA PROTEÍNA ÁGUA ADULTO (SEXO MASCULINO) 6% 16% 18%60% MINERAIS GORDURA PROTEÍNA ÁGUA Alterações da composição corpórea durante o crescimento. Fonte: MARCONDES, 2003, pág. 405. Dois terços do peso corpóreo correspondem à água. Um indivíduo com 68 Kg possui aproximadamente 38 litros de água no corpo. Destes, entre 22 a 26 litros encontram-se no interior das células, 7,5 litros encontram-se no espaço intercelular e uma quantidade discretamente inferior a 4 litros (aproximadamente 8% da quantidade da água total) encontra-se na corrente sangüínea. O volume relativamente pequeno de água na corrente sangüínea é muito importante para o funcionamento do corpo e deve ser mantido constante. A água que se encontra fora da corrente sangüínea atua como um depósito para repor ou absorver o excesso de
  16. 16. 15 água do sangue de acordo com a necessidade. A água entra no corpo principalmente através da absorção do trato gastrintestinal. (BERKOW, 2002) Os rins podem excretar até vários litros de urina por dia ou podem conservar a água excretando menos de meio litro por dia. Diariamente, pela evaporação através da pele e dos pulmões, são perdidos aproximadamente 750 mililitros de água. A sudorese abundante, como a que ocorre durante a realização de um exercício vigoroso ou em climas quentes, pode aumentar dramaticamente a quantidade de água perdida através da evaporação. Normalmente, a perda através do trato gastrointestinal é pequena. No entanto, em casos de vômito prolongado ou de diarréia grave, a perda diária pode ser de até 3,7 litros ou mais. Quando o consumo de água compensa a quantidade perdida, a água do corpo encontra-se em equilíbrio. (BERKOW, 2002) Para manter este equilíbrio, os indivíduos saudáveis com uma função renal normal e que não transpiram excessivamente devem ingerir pelo menos um litro de líquido por dia. No entanto, é recomendada a ingestão de 1.5 a 2 litros por dia para proteger-se contra a desidratação e também contra a formação de cálculos renais. Quando o cérebro e os rins funcionam adequadamente, o organismo consegue enfrentar alterações extremas da ingestão de água. Normalmente, um indivíduo pode ingerir uma quantidade suficiente de água para compensar a perda excessiva e, conseqüentemente, manter o volume sanguíneo e a concentração dos sais minerais dissolvidos (eletrólitos) no sangue. (GUYTON, 2002) Entretanto, um indivíduo pode apresentar desidratação quando ele é incapaz de ingerir uma quantidade suficiente de água para compensar a perda excessiva, como no vômito prolongado ou na diarréia aguda. A quantidade de água presente no organismo está intimamente relacionada à quantidade de eletrólitos. A
  17. 17. 16 concentração (nível) de sódio no sangue é um bom indicador da quantidade de água existente no organismo. O corpo trabalha para manter constante o nível de água total e, conseqüentemente, para manter constante a concentração de sódio no sangue. Quando a concentração de sódio encontra-se demasiadamente alta, o corpo retém água para diluir o excesso de sódio. O indivíduo sente sede e produz menos urina. Quando a concentração de sódio diminui excessivamente, os rins excretam mais água para fazer com que a concentração de sódio retorne ao equilíbrio. (TORTORA, 2006)
  18. 18. 17 CAPÍTULO 2 DIARRÉIA AGUDA É uma das mais importantes causas de morbidade e mortalidade no Brasil e em países em desenvolvimento. Têm incidência elevada e os episódios são freqüentes na infância, particularmente em áreas com precárias condições de saneamento básico. (SABRA, 2002). Não é doença de notificação compulsória em virtude da sua elevada freqüência. A vigilância é feita pela monitoração das doenças diarréicas agudas que consiste no registro de dados mínimos dos doentes (residência, idade, plano terapêutico) em unidades de saúde. (BRANDÃO, 2005) Refere-se a uma síndrome ocasionada por vários agentes etiológicos (bactérias, vírus e parasitas). Sua manifestação predominante é o aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca consistência, e, com freqüência acompanhada de vômito, febre e dor abdominal. Alguns casos apresentam a presença de muco e sangue. (TORTORA, 2006) Em geral se autolimita entre 2 a 14 dias, com variações de leves a graves, provocando desidratação e distúrbios eletrolíticos, principalmente associada a uma desnutrição prévia. Suas manifestações dependerão do agente causador. Quando se trata de bactéria, pode ocorrer, inclusive, lesão epitelial, devido a liberação de toxinas ou colonização e multiplicação do agente na parede intestinal, e ainda, ter como prognóstico a bacteremia ou sepse. Os vírus produzem diarréia autolimitada, só havendo complicações quando o estado nutricional está comprometido.
  19. 19. 18 Os parasitas podem ser encontrados isolados ou associados (poliparasitismo) e a manifestação diarréica pode ser aguda, intermitente ou não ocorrer. Segundo Guyton (1998), os agentes causadores da diarréia aguda podem ser: 1. Bactérias: Staphyloccocus aureus, Campylobacter jejuni, Escherichia coli enterotoxigênica, Escherichia coli enteropatogênica, Escherichia coli enteroinvasiva, Escherichia coli enterohemorrágica, salmonelas, Shigella desinteriae, Yersínia enterocolítica e Vibrio cholerae. 2. Vírus: astrovírus, calicivírus, adenovírus entérico, norwalk, rotavírus grupos A, B e C. 3. Parasitas: Entamoeba histolytica, Cryptosporidium spp., Balantidium coli, Giardia lamblia e Isospora belli. O diagnóstico é clínico, e quando houver a necessidade são realizados exames parasitológicos de fezes ou cultura de vírus e bactérias. A terapêutica indicada é a hidratação oral, através do soro de reidratação oral (SRO), que simplificou o tratamento e vem contribuindo significativamente para a diminuição da mortalidade por diarréias. O esquema de tratamento independe do diagnóstico etiológico, já que o objetivo da terapêutica é reidratar ou evitar a desidratação. O esquema terapêutico não é rígido, administrando-se líquidos e o soro de reidratação oral de acordo com as perdas. Se houver sinais de desidratação, administrar soro de reidratação oral, de acordo com a sede. Inicialmente, a criança de até 12 meses deve receber de 50 a 100ml e 100 a 200ml para aquelas acima de 12 meses. (SMELTZER & BARE, 2002)
  20. 20. 19 2.1- MEDIDAS DE CONTROLE Segundo Marcondes (2003) existem algumas medidas a serem tomadas a fim de promover o controle da diarréia, como: Monitorar a incidência das diarréias visando a atuação em situações de surtos e manter contínuas atividades de educação em saúde com o propósito de diminuir sua incidência e letalidade. Melhoria da qualidade da água, destino adequado de lixo e dejetos, controle de vetores, higiene pessoal e alimentar. A educação em saúde, principalmente em áreas de elevada incidência. Locais de uso coletivo como colégios, creches, hospitais, penitenciárias, que podem apresentar riscos maximizados quando as condições sanitárias não são adequadas, devem ser alvo de orientações e campanhas específicas. Ocorrências em crianças de creches devem ser seguidas de precauções entéricas, além de reforçadas as orientações às manipuladoras e às mães. Considerando a importância das causas alimentares nas diarréias das crianças pequenas, é fundamental o incentivo à prorrogação do tempo de aleitamento materno, comprovadamente uma prática que confere elevada proteção a esse grupo populacional.
  21. 21. 20 CAPÍTULO 3 DESIDRATAÇÃO Vários mecanismos atuam em conjunto para manter o equilíbrio hídrico do organismo. Um dos mais importantes é o mecanismo da sede. Os centros nervosos localizados profundamente no cérebro são estimulados quando o corpo necessita de mais água, acarretando a sensação de sede. A sensação torna-se mais forte à medida que a necessidade de água pelo corpo aumenta, levando o indivíduo a beber e a repor a água necessária. Um outro mecanismo de controle da quantidade de água no organismo envolve a hipófise, localizada na base do cérebro. Quando o corpo possui pouca água, a hipófise secreta uma substância na corrente sanguínea denominada hormônio antidiurético. O hormônio antidiurético estimula os rins a reter o máximo possível de água. Quando o corpo possui uma quantidade insuficiente de água, os rins a conservam, enquanto ela desloca-se automaticamente do grande reservatório intracelular para a corrente sangüínea para manter o volume sangüíneo e a pressão arterial até que a água possa ser reposta através do aumento da ingestão. Quando o corpo possui um excesso de água, a sede é inibida e a hipófise produz pouquíssimo hormônio antidiurético, permitindo que os rins excretem o excesso de água na urina. (BERKOW, 2002). A desidratação é uma deficiência de água no organismo. A desidratação ocorre quando a eliminação de água do corpo é maior que a sua ingestão. Normalmente, a deficiência de água faz com que a concentração de sódio no sangue aumente. O vômito, a diarréia, o uso de diuréticos (medicamentos que fazem com que os rins excretem quantidades excessivas de água e sal), o calor excessivo, a febre e a redução da ingestão de água por qualquer razão podem acarretar a desidratação. Inicialmente, a desidratação estimula os centros da sede do cérebro, fazendo com que o indivíduo ingira mais líquido. (BOUNDY, 2004) É resultado de processos infecciosos que acabam por modificar o volume e a composição do organismo. Sua gravidade dependerá da quantidade e velocidade dessa perda.
  22. 22. 21 A desidratação ocorre em conseqüência de perdas pelo trato gastrintestinal, pelos rins, pulmão ou pelo aumento das perdas insensíveis (são aquelas que se fazem através da evaporação pela pele e pulmões). As insensíveis são perdas obrigatórias de água pura que são proporcionalmente maiores na criança que no adulto. O volume diário é ao redor de 50ml/24h (40ml pela pele e 10ml pelos pulmões). (GUYTON, 1988) No entanto a perda gastrintestinal, na faixa etária pediátrica é a causa mais freqüente de desidratação. Segundo Guyton (1988) a desidratação pode ser classificada em: desidratação isonatrêmica, hiponatrêmica e hipernatrêmica. Desidratação isonatrêmica possui essa denominação quando a perda de água e eletrólitos é proporcional à concentração do fluido extracelular, de tal forma que o gradiente intra e extracelular é mantido. Desidratação hiponatrêmica é definida quando o sódio sérico inicial é inferior a 130mEq/l e decorre de perda excessiva de sódio em relação à perda de água, ocorrendo baixa osmolaridade sérica, movimentando a água do extra para o intracelular. Desidratação hipernatrêmica é definida quando o sódio sérico inicial é superior a 150mEq/l e decorre da perda excessiva de água em relação ao sódio, ocorrendo alta osmolaridade sérica, movimentando a água do intra para o extracelular. Inicialmente, a desidratação manifesta-se por sede intensa e mudança no comportamento (irritação ou prostração). Com o aumento do déficit de água e eletrólitos, aparece o afundamento da fontanela anterior, nas crianças pequenas, ressecamento das mucosas, afundamento dos olhos e a diminuição do turgor da
  23. 23. 22 pele. Juntamente com a hipovolemia advém alguns sintomas como hipotensão com ocorrência de taquicardia, palidez e extremidades frias. Em casos de desidratação grave ocorre colapso circulatório com a presença de sinais característicos como: extremidades frias e cianóticas, pulso fraco e rápido, palidez de pele, letargia ou coma. (CINTRA, 2006) Para que se possa decidir qual a terapêutica adequada é relevante avaliar o grau de desidratação em que a criança se encontra: 1. Sem desidratação; 2. Com algum grau de desidratação; 3. Com desidratação grave. Classificação do estado de hidratação: DADOS CLÍNICOS SEM DESIDRATAÇÃO ALGUM GRAU DE DESIDRATAÇÃO DESIDRATAÇÃO GRAVE Aspecto Alerta Irritada – com sede Deprimida – comatosa Circulação periférica* (rubor palmar) Até 3 segundos 3-8 segundos Mais de 8 segundos Pulso Cheio Fino Impalpável Elasticidade da pele Normal Diminuída Muito diminuída Olhos Normais Fundos Muito fundos Fontanela Normal Deprimida Deprimida Mucosas Úmidas Secas Secas * Avaliação da circulação periférica por meio do rubor palmar: o examinador comprime com a própria mão a mão fechada da criança durante 15 segundos. O examinador retira sua mão e observa o tempo para a volta da coloração normal da palma da mão da criança. Fonte: MARCONDES, 2003, pág. 418. Segundo Einloft (2006), é considerado estado de desidratação grave quando a criança apresenta pelo menos um dos seguintes achados clínicos: Pulso fino ou impalpável; Circulação periférica com tempo de retorno maior que 8 segundos; Alteração do estado de consciência. Normalmente nesses casos em que a terapia de reidratação oral não resolve, é indicada a hidratação parenteral.
  24. 24. 23 CAPÍTULO 4 A DESIDRATAÇÃO NA DIARRÉIA AGUDA Na síndrome diarréica, as perdas fecais de água e eletrólitos (sódio, cloro, potássio, bicarbonato, etc.) estão aumentadas. A desidratação acontece quando as perdas não são compensadas, por isso, é fundamental a oferta de líquidos em quantidade maior que o hábito. Esse processo é realizado com o intuito de cobrir as necessidades basais e repor as perdas hidreletrolíticas anormais. Nesses casos, podem ser utilizados sopas, chás, sucos, água do cozimento do arroz, leite e iogurte. O cloreto de sódio deve ser acrescentado aos alimentos líquidos na quantidade de 3 gramas/litro. (CARVALHO, 2000). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) deve ser administrado juntamente com os líquidos e a alimentação, também o soro de reidratação oral (SRO), que obedece a seguinte composição: COMPOSIÇÃO DA SOLUÇÃO DE REIDRATAÇÃO ORAL (SRO) COMPONENTES GRAMAS / ENVELOPE* Cloreto de Sódio 3,5 Citrato trissódico deidratado 2,9 Cloreto de potássio 1,5 Glicose 20 MILIMOLES / LITRO Sódio 90 Cloro 80 Citrato 10** Potássio 20 Glicose 111 * O conteúdo de um envelope deve ser dissolvido em um litro de água filtrada ou fervida. ** O citrato é trivalente e produz 30mEq/l de bicarbonato. FONTE: CARVALHO, 2000, pág 670.
  25. 25. 24 Para as crianças acometidas de diarréia aguda, menores de um ano, deve-se iniciar oferecendo 50 a 100ml de SRO, após cada evacuação. Nas crianças maiores, oferecer de 100 a 200ml de SRO. É de suma importância verificar a aceitação da criança, em relação aos líquidos e alimentação oferecida. A terapia de reidratação oral é indicada para as crianças com desidratação leve ou moderada, sendo que, elas devem recebê-lo na Unidade Básica de Saúde. A criança deverá permanecer em jejum, exceto quando estiver sendo amamentada, que deverá ser mantido mesmo durante a fase de reparação. Segundo Marcondes (2003), a fluidoterapia (oral ou parenteral, em casos mais extremos) consiste três componentes: fase de reparação, fase de manutenção e fase de reposição. A fase de reparação deve ser realizada no prazo de quatro a seis horas. Como orientação inicial, o paciente deverá receber oferta de 50 ml/kg de SRO nesse período, devendo ser oferecida em curtos intervalos se utilizando de copo, colher ou seringa. O uso de mamadeiras associa-se com maior risco de vômitos, que poderão ocorrer em um ou dois episódios, estando dentro da normalidade, o que, não representa a contra indicação da terapia de reidratação oral. Também deve-se evitar o uso de antitérmicos e antieméticos até que se possa confirmar o desaparecimento dos sinais de desidratação e a total recuperação da função renal. Se a criança estiver restabelecida antes do término do volume recomendado, pode-se passar para as fases de manutenção e reposição e dar início à alimentação. Uma vez que a criança estiver hidratada, ela deve receber a fase de reposição assim como água e outros alimentos.
  26. 26. 25 Segundo Carvalho (2000), em alguns casos é necessário a administração do soro de reidratação oral através de sonda nasogástrica em gotejamento contínuo, que é indicado nas seguintes condições: Perda de peso após duas horas de reidratação oral; Vômitos persistentes (quatro ou mais episódios por hora, depois de reiniciada a reidratação oral, com manutenção ou agravo dos sinais de desidratação); Dificuldade de ingestão do soro de reidratação oral; Desidratação grave, na impossibilidade de hidratação venosa imediata, até que a via venosa seja possível. A infusão de soro de reidratação oral deve ser de 20 a 30ml/kg/hora até a reidratação. Caso a criança tenha náusea ou vômito, reduzir a quantidade para 15ml/kg/hora até o desaparecimento desses sintomas.
  27. 27. 26 CAPÍTULO 5 O CHOQUE O choque é um estado fisiológico, em que existe fluxo sangüíneo inadequado, devido à incapacidade do sistema circulatório em fornecer oxigênio e nutrientes para os tecidos e células do corpo a fim de atender suas necessidades metabólicas, podendo-se dizer então, que é a perfusão e oxigenação inadequada dos órgãos e tecidos, e que quando não tratado resulta em morte celular. Diante de tais afirmações, a idéia de que o choque está sempre associado à hipotensão arterial, deve ser substituída pela observação clínica, através do exame físico de hipoperfusão com ou sem hipotensão, sendo essencial que o enfermeiro tenha habilidade e rapidez na instalação, manutenção e interpretação da monitoração hemodinâmica. (SMELTZER & BARE, 2002) Segundo Robbins (2000), ele pode desenvolver-se de maneira rápida ou lenta, tendo sempre uma causa subjacente. Essa causa subjacente pode ser: Uma falha no mecanismo que bombeia o sangue (coração); Problemas nos vasos sangüíneos (alteração na resistência da parede vascular); Baixo nível de fluídos corporais (sangue ou líquidos corporais). É classificado em: Choque hipovolêmico tem como causa determinante a diminuição no volume intravascular por perda de sangue, plasma ou líquidos extracelulares; Choque cardiogênico causado por uma insuficiência miocárdica e caracterizado por diminuição do débito cardíaco e aumento da resistência vascular, apresentando uma capacidade de bombeamento prejudicada;
  28. 28. 27 Choque circulatório ou distributivo causado por diminuição do tônus vascular e caracterizado por hipotensão, redução do débito cardíaco e oligúria. É dividido em: choque neurogênico, choque anafilático e choque séptico; Choque obstrutivo causado por obstrução mecânica do fluxo sangüíneo. Dentro da célula é onde ocorre o metabolismo energético, em que os nutrientes são quimicamente clivados e armazenados na forma de trifosfato de adenosina, o ATP. Esta energia é utilizada pelas células para realizar todas as funções do organismo. O ATP pode ser produzido por meio aeróbico (na presença de oxigênio) que fornece maior quantidade de ATP por mol de glicose, sendo esta a maneira mais eficiente e efetiva de produção de ATP, ou anaeróbico (sem a presença de oxigênio) que resulta no acúmulo do produto final que é o ácido láctico, que é tóxico e deve ser removido da célula para o fígado, para a conversão em glicose e glicogênio. (SMELTZER & BARE, 2002) Durante o choque, as células necessitam de aporte sangüíneo adequado e são privadas de oxigênio e nutrientes, precisando assim produzir a energia necessária, através de metabolismo anaeróbico, resultando em fornecimento de baixa energia a partir dos nutrientes e em um ambiente intracelular acidótico, cessando assim a função celular normal. Segundo Robbins (2000), alguns sintomas antecedem o choque, são: inquietude; náuseas; lipotímias; astenia; sede intensa. Sinais e sintomas gerais do choque:
  29. 29. 28 hipotensão; taquicardia; pulso fino e taquicárdico; pele fria e pegajosa; sudorese abundante; mucosas descoradas (hemorragia) e secas (desidratação); palidez; cianose; resfriamento das extremidades; hipotermia; respiração rápida, superficial e irregular; sede; náuseas e vômito; alterações neurossensoriais (confusão, desorientação e alteração na consciência). Durante o choque, o organismo esforça-se para sobreviver e manter suas funções vitais, que pode ser percebido por meio de sinais e sintomas clínicos, que nada mais são do que respostas fisiológicas ao caos pelo qual está passando. Segundo Knobel (2006), tais respostas fisiológicas podem ser classificadas quanto ao estágio evolutivo e quanto ao padrão hemodinâmico. Quanto ao estágio evolutivo: Estágio Compensatório: caracterizado por mecanismos compensatórios como o aumento da freqüência cardíaca e da contratilidade do miocárdio, mediados por catecolaminas, vasoconstricção venosa e arterial. Nesse estágio pode não haver hipotensão arterial, oligúria e confusão mental, mas já ocorre acidose metabólica
  30. 30. 29 e má perfusão tecidual. Nessa fase, a reversão do quadro clínico do paciente ainda é mais efetiva. Estágio Descompensado: caracterizado pela falência dos mecanismos compensatórios, com início das disfunções orgânicas; Estágio Irreversível: caracterizado por resposta cardiovascular refratária a volume e drogas vasoativas. Quanto ao padrão hemodinâmico: Hipovolêmico: hemorragia, desidratação e seqüestro de líquidos; Cardiogênico: falência ventricular esquerda, infarto agudo do miocárdio, miocardite/miocardiopatia, arritmias/distúrbios de condução, lesões valvares, disfunção miocárdica da sepse; Obstrutivo: embolia pulmonar, tamponamento cardíaco e pneumotórax hipertensivo; Distributivo: vasoplégico (choque séptico), neurogênico, anafilaxia, hipotireoidismo/hipocortisolismo e síndrome de hiperviscosidade. 5.1 - DEFINIÇÃO DE CHOQUE HIPOVOLÊMICO É o tipo mais comum de choque, tendo como característica definidora à redução do volume sanguíneo circulante, em outras palavras, volume intravascular diminuído sobrecarregando assim a bomba cardíaca. Todo o líquido corporal está nos compartimentos intracelular e extracelular, e o líquido intracelular representa cerca de dois terços da água corporal total e o líquido extracelular que está nos compartimentos intravascular e intersticial é três a quatro vezes o volume do líquido intravascular. O choque hipovolêmico ocorre quando esse volume intravascular
  31. 31. 30 reduz cerca de 15 a 25%, representando uma perda de 750 a 1300 ml de sangue em uma pessoa de 70 Kg. (SMELTZER & BARE, 2002). Essa hipovolemia pode ocorrer devido a vários fatores, como advinda de uma hemorragia interna ou externa ou de uma perda de líquidos e eletrólitos, que pode seguir-se de perda significativa de líquidos gastrintestinais como no caso de vômitos e diarréias, perdas renais como a poliúria, perdas externas secundárias ou quebra da integridade da superfície tecidual como em queimaduras ou por perdas internas e seqüestro de líquidos para o terceiro espaço como na ascite. 5.1.1 – FISIOPATOLOGIA Durante o choque hipovolêmico acontece uma seqüência de eventos, que começam com a diminuição do volume intravascular, que resulta em um retorno venoso de sangue para o coração prejudicado e subseqüente diminuição do enchimento ventricular que reduz a quantidade de sangue ejetada a partir do coração, que é o volume sistólico e também a diminuição do débito cardíaco, que por sua vez faz com que aconteça uma diminuição da pressão arterial e conseqüentemente uma má perfusão tecidual, onde começam a ocorrer grandes danos ao organismo. O organismo responde a uma hemorragia em grande quantidade ativando o sistema hematológico, que por sua vez responde a uma perda sanguínea severa, ativando uma cascata de coagulação, fazendo uma vasoconstricção nos vasos da hemorragia e ativando as plaquetas. O sistema cardiovascular, em resposta à diminuição do volume sanguíneo circulante e subseqüente diminuição de oxigênio circulante, vai estimular o Sistema Nervoso Central, liberando catecolaminas que provocam o aumento da freqüência cardíaca e vasoconstricção periférica. O sistema
  32. 32. 31 renal, responde a hemorragia aumentando a secreção de renina, que por sua vez converte o agiotensinogênio em agiotensina I que é convertida em agiotensina II pelos pulmões e fígado, que promove a secreção de aldosterona que é responsável pela reabsorção de sódio e conservação de água. Já o sistema neuroendócrino aumenta o hormônio antidiurético circulante, que é o ADH, liberado pela hipófise, que faz com que haja um aumento na reabsorção de água e sal (NaCl). Todos esses sistemas agem na tentativa de conter a perda de líquidos e reverter o processo de hipovolemia. (SMELTZER & BARE, 2002). 5.1.2 – TRATAMENTO Uma avaliação minuciosa através do exame físico e diagnóstico precoce está diretamente relacionada a um tratamento efetivo, que tem como principal objetivo proporcionar um menor número de complicações e disfunções orgânicas, bem como um bom prognóstico ao paciente. Desse modo a Enfermeira, deve estar atenta aos sinais clínicos iniciais para que possa direcionar a terapia e alcançar esse bom prognóstico ao paciente. O tratamento do choque hipovolêmico visa restaurar o volume intravascular, redistribuir o volume hídrico e corrigir a causa subjacente da perda de líquido. Se a causa subjacente for uma hemorragia, esta deve ser interrompida imediatamente, através de pressão sobre o local, se este for o caso, ou através de cirurgia se a mesma for interna. Se a causa da hipovolemia for a diarréia ou o vômito, devem ser administrados medicamentos prescritos para tratá-los, bem como identificar e tratar a causa dos mesmos.
  33. 33. 32 A reposição volêmica deve ser considerada objetivo inicial na recuperação do volume intravascular, para tanto devem ser instalados dois acessos intravenosos de grande calibre (veias da fossa anticubital, MMSS, jugulares externas, femurais que são contra-indicadas em crianças, e em crianças menores de seis anos considerar punção intra-óssea), para a administração simultânea de líquidos e derivados do sangue, sendo necessário que estes líquidos permaneçam dentro do compartimento intravascular, evitando assim criação de deslocamento de líquidos do compartimento intravascular para o intracelular. Ringer lactato e cloreto de sódio a 0,9% são líquidos cristalóides isotônicos, movimentam-se livremente entre os compartimentos de líquidos, não permanecendo no sistema vascular, podem ser empregados em grandes quantidades, mas podem também provocar edema pulmonar. Geralmente são administrados 2000 ml em bólus de preferência aquecido a 37°C, mas em crianças o indicado são 20ml/Kg; Colóides (albumina e dextran a 6%) são proteínas plasmáticas que expandem o volume intravascular e apresentam uma duração maior de ação que os cristalóides, pois permanecem mais tempo dentro do compartimento intravascular. A albumina é um expansor plasmático rápido, é preparado a partir do plasma humano, portanto é de custo elevado, depende de doadores humanos e pode causar insuficiência cardíaca. O dextran é um expansor plasmático sintético, não está indicado se a causa da hipovolemia for hemorragia, pois interfere na agregação plaquetária; Derivados do sangue são também colóides, mas em virtude dos riscos de transmissão de vírus e da escassez de hemoderivados, só são utilizados quando todas as alternativas não estão disponíveis ou quando a perda sanguínea é
  34. 34. 33 extensa e rápida. A papa da hemácia é administrada para melhorar a capacidade de transporte de oxigênio do paciente, juntamente com outros líquidos que vão expandir o volume; Autotransfusão coleta e retransfusão do sangue do próprio paciente que pode ser realizada quando o paciente está sangrando para dentro de uma cavidade fechada, como o tórax e abdome. Existem alguns parâmetros que podem nortear a reposição volêmica: Freqüência cardíaca aumentada; Diminuição da pressão arterial média, onde se considera hipotensão arterial uma PAM inferior a 60 mmHg; Presença de oligúria, que é caracterizada por um débito urinário inferior a 0,5 ml/Kg/h, por, no mínimo duas horas; O posicionamento correto do paciente ajuda na redistribuição hídrica. Uma posição de Trendelenburg modificada, onde os MMII são elevados até um ângulo de 20°, os joelhos ficam retos, o tronco fica na horizontal e a cabeça fica discretamente elevada, ajudando assim o retorno venoso. Caso a administração venha a falhar na reversão do choque hipovolêmico, devemos utilizar as mesmas medicações utilizadas no choque cardiogênico, pois o mesmo se não revertido a tempo evolui para o choque cardiogênico, o chamado círculo vicioso. Mas se a causa subjacente da hipovolemia for a desidratação, será utilizada a insulina, quando a desidratação é secundária à hiperglicemia e desmopressina (DDVP). (SMELTZER & BARE, 2002).
  35. 35. 34 CAPÍTULO 6 DIAGNÓSTICOS E INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM O diagnóstico precoce do choque hipovolêmico é realizado exclusivamente através da identificação dos sinais e sintomas que o antecedem, como também os cuidados de enfermagem necessários para que o mesmo não se instale em crianças acometidas pela desidratação. De acordo com Johnson (2005), McCloskey (2004) e o NANDA, os diagnósticos e intervenções de enfermagem referentes ao problema compreendem: 1 – Débito Cardíaco diminuído relacionado a ritmo e freqüência cardíaca alterados e volume de ejeção alterado caracterizado por taquicardia, fadiga, pele fria e pegajosa, dispnéia, reperfusão capilar periférica prolongada, pulsos periféricos diminuídos, cianose e agitação. Observar sinais e sintomas de débito cardíaco diminuído; Monitorar sinais vitais de 2/2 horas e anotar; Monitorar o estado respiratório em busca de sintomas falência cardíaca; Monitorar o equilíbrio de líquidos (ingesta, eliminação e peso diários); Monitorar dados laboratoriais apropriados (enzimas cardíacas, níveis de eletrólitos); Reconhecer as alterações na pressão arterial; Avaliar pulsos periféricos (cianose, temperatura); Avaliar e anotar a reperfusão periférica; Avaliar a pele quanto a temperatura, cor, turgor, edema e umidade; Monitorar a tolerância do paciente à atividade; Monitorar a presença de dispnéia, fadiga, taquipnéia e ortopnéia e anotar;
  36. 36. 35 Estabelecer uma relação de apoio com o paciente e a família; Orientar o paciente quanto a importância de relatar imediatamente qualquer desconforto no peito; Proporcionar ambiente tranqüilo e seguro ao paciente. 2 – Fadiga relacionada a condição física debilitada, caracterizada por aumento das necessidades de repouso, cansaço e incapacidade de manter as rotinas habituais. Determinar as limitações físicas do paciente; Determinar a percepção que tem o paciente sobre as causas da fadiga; Encorajar a verbalização dos sentimentos sobre as limitações; Determinar as causas da fadiga; Monitorar o paciente na busca de evidências excessivas de fadiga física e emocional; Monitorar a ingesta nutricional para garantir recursos energéticos adequados; Monitorar e registrar o padrão de sono do paciente e o número de horas de sono; Limitar os estímulos ambientais (iluminação e ruídos) para facilitar o relaxamento; Promover repouso no leito; Limitar atividades; Encorajar períodos alterados de repouso e atividade; Monitorar a resposta de oxigênio do paciente (pulso, ritmo cardíaco, e freqüência respiratória); Orientar o paciente para o reconhecimento de sinais e sintomas da fadiga que requeiram a redução da atividade.
  37. 37. 36 3 – Perfusão tissular ineficaz relacionada a hipovolemia caracterizada por dispnéia, tempo de reperfusão capilar maior que 3 segundos, taquicardia, cianose e mudança na temperatura da pele. Verificar e anotar os sinais vitais de 2/2 horas; Monitorar a ingesta e a eliminação de líquidos; Manter desobstruído o acesso venoso; Monitorar os níveis de hemoglobina e hematócrito; Administrar a reposição de líquidos quando prescrita; Avaliar a pele quanto a cor, temperatura e edema; Avaliar o reenchimento capilar; Incentivar a deambulação; 4 – Volume de líquidos deficiente relacionado a perda de líquido caracterizado por fraqueza, aumento da freqüência de pulso, diminuição da pressão sangüínea, diminuição do volume e pressão de pulso, diminuição do enchimento venoso, mudança no estado mental e diminuição no débito urinário. Obter e manter acesso venoso de grande calibre; Manter um registro minucioso e preciso da ingestão e eliminação de líquidos; Pesar o paciente diariamente no mesmo horário e na mesma balança; Monitorar a situação de hidratação do paciente (Ex: mucosas, pele, etc.); Verificar e anotar os sinais vitais de 2/2 horas; Administrar terapia EV conforme prescrição médica; Manter solução intravenosa com eletrólitos a uma taxa de fluxo constante quando adequado; Monitorar a resposta do paciente à terapia de eletrólitos prescrita;
  38. 38. 37 Monitorar, registrar e comunicar quaisquer sinais e sintomas de retenção de líquidos; Monitorar a perda de líquidos (Ex: sangramento, vômito, diarréia, transpiração e taquipnéia); Avaliar as membranas bucais do paciente, a esclerótica e a pele na busca de indicadores de alteração no equilíbrio de líquidos e eletrólitos (Ex: secura, cianose e icterícia); Oferecer líquidos quando adequado; Administrar derivados do sangue conforme prescrito. 5 – Ansiedade relacionada a ameaça de morte caracterizada por agitação, inquietação, taquipnéia, taquicardia, fadiga, fraqueza e confusão. Usar uma abordagem clara, calma e segura; Estabelecer laços de confiança com o paciente; Esclarecer expectativas de estado do comportamento do paciente; Explicar todos os procedimentos, inclusive sensações que o paciente poderá ter durante o mesmo; Buscar compreender a perspectiva do paciente sobre uma situação temida; Oferecer informações sobre o diagnóstico, tratamento e prognóstico; Permanecer com o paciente quando necessário e possível para promover a segurança e reduzir o medo; Ouvir atentamente o paciente; Criar uma atmosfera que facilite a confiança; Encorajar a verbalização de sentimentos, percepções e medos; Identificar quando o nível de ansiedade se modifica;
  39. 39. 38 Administrar medicamentos para reduzir a ansiedade, conforme prescrito; Proporcionar ambiente tranqüilo e seguro ao paciente. 6 – Confusão relacionada ao delírio caracterizada por agitação e flutuação no nível de consciência. Aproximar-se lentamente do paciente e pela parte frontal; Tratar o paciente pelo nome ao iniciar a interação; Indagar se ele sabe o local onde está, por que está lá e a quanto tempo está lá; Usar uma abordagem que seja coerente (Ex: firmeza gentil, ausência de exigências ) ao interagir com o paciente; Informar o paciente sobre pessoa, tempo e local, na medida das necessidades; Evitar frustrar o paciente com perguntas sobre orientação que ele não possa responder; Etiquetar itens no ambiente que promovam o reconhecimento; Oferecer ao paciente um ambiente físico e uma rotina diária consistentes; Oferecer acesso a objetos familiares (Ex: objetos pessoais, fotos); Providenciar repouso/sono adequados; Limitar visitas e duração das mesmas; Providenciar acesso a eventos atuais quando possível (Ex: televisão, jornais, rádio e relatos verbais); Estimular a memória, repetindo último pensamento que o paciente expressou; Fazer um pergunta de cada vez; Monitorar mudanças na sensação e na orientação.
  40. 40. 39 7 – Hipotermia relacionada a doença ou trauma caracterizado por redução da temperatura corporal abaixo dos parâmetros normais, palidez, tremor, pele fria, reenchimento capilar lento e taquicardia. Verificar temperatura de 2/2 horas ou de 1/1 hora; Verificar e anotar os sinais vitais de 2/2 horas; Monitorar, registrar e comunicar sinais e sintomas da hipotermia como: fadiga, confusão, apatia, coordenação prejudicada, tremor e mudança na cor da pele; Colocar monitor cardíaco quando adequado; Aquecer paciente com cobertor quando adequado; Instituir medidas ativas de reaquecimento externo (Ex: imersão em água morna, aplicação de bolsas de água quente, colocação de cobertor aquecido) quando adequado; Monitorar a ingesta e a eliminação; Monitorar a cor e a temperatura da pele.
  41. 41. 40 CONSIDERAÇÕES FINAIS A água é responsável por quase todo o metabolismo presente no organismo, principalmente da criança, que devido à sua imaturidade orgânica e necessidades de maior intensidade, é de fundamental importância sua correta hidratação, pois seu organismo depende basicamente da água para a realização do metabolismo. A atenção com os cuidados em uma criança acometida pela diarréia aguda devem se redobrar para que não tenha como prognóstico a desidratação grave e conseqüentemente entre em choque hipovolêmico. A diarréia aguda compreende um grupo de condições clínicas, cuja manifestação comum é a presença de fezes de consistência diminuída associada a um aumento do número de dejeções, traduzindo um desequilíbrio entre os processos de absorção e secreção do intestino. O choque hipovolêmico é uma condição pela qual nosso organismo passa e é caracterizada pela oxigenação inadequada dos órgãos e tecidos. É de extrema importância que o enfermeiro que cuida de uma criança com choque ou em risco de choque tenha habilidade e conhecimento suficiente para compreender seus mecanismos bem como reconhecer os primeiros sinais. Portanto, no primeiro momento da abordagem do choque é importante reconhecer sua instalação lembrando que, seu diagnóstico é feito exclusivamente pelo exame físico, que deve ser voltado aos sinais vitais, perfusão cutânea e verificação dos sinais vitais da criança, pois nenhum teste laboratorial identifica imediatamente o choque.
  42. 42. 41 Num segundo momento é identificar sua etiologia, ou seja, identificar o tipo de choque, para que se consiga iniciar de maneira rápida e eficaz os cuidados com a criança para que seu prognóstico seja o melhor possível.
  43. 43. 42 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIATION, North American Nursing Diagnosis. (Org.). CORREIA, Cristina. (Trad.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2005-2006. Traduzido do original: NANDA - NURSING DIAGNOSES: DEFINITIONS AND CLASSIFICATION (2003-2004). Porto Alegre: Artmed, 2006. BERKOW, Robert. (orgs.) et al. Manual Merck de Informação Médica: Saúde para a Família. Tradução de Dr. Fernando Gomes do Nascimento. Barueri: Manole, 2002, 1595 p. Disponível em: <http://www.msd-brazil. com / content. patients / manual _ Merck / mm _ sec3 _ 24.htm1>. Acesso em 22 jul. 2006. BOUNDY, Janice. et al. Enfermagem Médico-Cirúrgica. Tradução de Carlos Henrique Cosendey. 3. ed. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, vol. 1, 2004. BRANDÃO, Marcelo B. O Óbito em Crianças com Diarréira Aguda e Choque em UTI. Campinas: Rev. Assoc. Med. Brasileira, 2005. Disponível em <www.scielo.br/pdf/ramb/v51n4/a22v51n4.pdf>. Acesso em 06 set. 2006. CARVALHO, Eduardo da Silva; CARVALHO; Werther Brunow de. Terapêutica Pediátrica. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2000. CINTRA, Elaine de Araújo. (orgs.) et al. Assistência de Enfermagem ao Paciente Gravemente Enfermo. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2006. EINLOFT, Liane; ZEN, Jaqueline; FUHRMEISTER, Marília; DIAS, Vera Lúcia Mendes. Manual de enfermagem em UTI pediátrica / Intensive care units manual. Rio de Janeiro; Medsi; 1996. 655 p. ilus. Disponível em <http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/>. Acesso em 26 set. 2006. GUYTON, Arhur C. Tratado de Fisiologia Médica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S/A, 2002. ______; Fisiologia Humana. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S/A, 1988. ______; Fisiologia Humana e Mecanismos das Doenças. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S/A, 1998. HAFEN, Brant Q. Primeiros Socorros para Estudantes. Traduzido do original: First aid Colleges and Universities. 7. ed. São Paulo: Manoel, 2002. JOHNSON, Marion. (orgs.) et al. Diagnósticos, Resultados e Intervenções de Enfermagem. Ligações entre NANDA, NOC e NIC. Tradução de Ana Thorell. Porto Alegre: Artmed, 2005. KNOBEL, Elias. Terapia Intensiva: enfermagem. Co-autores Claudia Regina Laselva, Denis Faria Moura Júnior. São Paulo: Editora Atheneu, 2006.
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