FACULDADE ASSIS GURGACZ
EMERSON LUIS ORTOLAN
ÍNDICE DE FRATURAS EM IDOSOS COM FAIXA ETÁRIA ENTRE
50 a 85 ANOS
CASCAVEL-PR
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EMERSON LUIS ORTOLAN
ÍNDICE DE FRATURAS EM IDOSOS COM FAIXA ETÁRIA ENTRE
50 a 85 ANOS
Monografia apresentado ao curso de...
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FACULDADE ASSIS GURGACZ
EMERSON LUIS ORTOLAN
ÍNDICE DE FRATURAS EM IDOSOS COM FAIXA ETÁRIA ENTRE 50 a 85
ANOS
Trabalho a...
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DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho à meus pais Ademir
e Celi, pelo apoio e por sempre
acreditarem e estimularem minha
cami...
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AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por iluminar meu caminho e me dar forças para continuar,
sempre!
Agradeço à minha irmã El...
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Oração do Idoso
Felizes os que respeitaram as minhas mãos enrugadas
e os meus pés deformados;
Felizes os que falaram com...
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RESUMO
Envelhecer não é uma doença, mas uma experiência de vida e, para que o indivíduo
tenha uma boa qualidade de vida,...
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ABSTRACT
Getting old is not an illness, but a life experience and, if someone wants to have a
good life quality it’s nec...
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LISTA DE ABREVIATURAS
CID - Classificação Internacional de Doenças
FAG - Faculdade Assis Gurgacz
MMII - Membro Inferior
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Punho...........................................................................................
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LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1: Porcentagem dos idosos participantes do Projeto Ação Integrada
FAG...........................
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..................................................................................................1...
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1 INTRODUÇÃO
O aumento da expectativa de vida, ocorrido ao longo dos últimos anos,
devido, principalmente aos avanços d...
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fraturas mais freqüentes nos idosos; analisar entre a faixa etária do idoso, qual é a
idade em que mais tem propensão a...
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Com a identificação do índice de fraturas nos idosos, o fisioterapeuta poderá
traçar melhores objetivos e tratamentos e...
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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 IDOSOS
Segundo Papaléo Netto (2002), o processo de envelhecimento e sua
conseqüência natura...
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os seres humanos, já a velhice ela é caracterizada como um fenômeno social, que
rotula o idoso como um ser improdutivo....
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prática regular de atividade física pode auxiliar os idosos na ampliação de sua
qualidade de vida e alterar a taxa de d...
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apoio social e psicológico, ou valendo-se do controle exercido sobre o
comportamento de outras pessoas.
Para Rebelatto ...
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2.2 ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS
Muito do decréscimo na função fisiológica pode estar relacionado com o
descondicionamento o...
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Redução na área de secção transversa do músculo esquelético;
As fibras tipo II, com o envelhecimento, reduzem em tama...
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2.3 PATOLOGIAS ASSOCIADAS
Para Frez e Ragasson (2004), o envelhecimento da população é um
fenômeno mundial, e com isso ...
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Osteoporose: é uma condição que leva a perda de massa óssea,
estreitamento do corpo ósseo e alargamento do canal medul...
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traumatismo no esporte, em acidentes de automóveis ou por algum defeito congênito
na região. Acomete mais as pessoas id...
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declínio global na capacidade cognitiva, além do que poderá ocorrer uma
interferência nas atividades profissionais e so...
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cardio-respiratórias (parada cardíaca ou outra causa de falta de oxigênio no
cérebro).
Apresenta quadro clínico de demê...
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degenerativa do cérebro para a qual ainda não existe cura. A evolução do quadro
clínico da demência acontece diferentem...
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é o ambiente psicossocial e físico no qual vive o idoso para que venha a evitar e
desencadear acidentes domésticos.
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Os idosos tendem a ter mais fraturas devido à quedas e alguns fatores como
a falta de atenção, desequilíbrio, demência,...
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diabete crônica sistêmica, etc. O tratamento adequado deve suprimir a dor e permitir
a mobilização precoce.
2.6 FRATURA...
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desgaste natural, o indivíduo acaba se pr...
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discreta angulação, que normalmente cons...
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IX) Fratura de Colles: Abraham Colles em 184 descreveu esta fratura da
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Segundo Papaléo Netto (2000), o ponto fundamental discutido entre vários
autores na literatura, é o fato de que se torn...
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III) Fraturas na região do joelho: a lesão nos côndilos tibiais em geral poderá
afetar o côndilo lateral, podendo compr...
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Figura 2: Fêmur
Fonte: Fraturas Osteoporóticas, 2006.
As fraturas do fêmur podem ser dividias em três grupos, sendo ela...
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Figura 3: Anatomia das trabéculas ósseas na extremidade proximal do fêmur e o
triângulo de Ward (W).
Fonte: FRÉZ. Fratu...
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Figura 4: Fêmur direito. Vista anterior (A) e vista posterior (B)
Fonte: FRÉZ. Fraturas do fêmur em pacientes idosos: e...
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2.8 FRATURAS TRONCO E CABEÇA
Segundo Gallo et al. (2001, p. 358), as lesões de coluna vertebral e tronco,
são muito fre...
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A fratura da coluna vertebral possui as seguintes características:
- Lesão traumática na coluna vertebral (espinha dors...
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estas lesões podem desestabilizar a coluna, permitindo a colisão dessas estruturas
com a medula espinhal, causando lesõ...
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O aumento do risco de queda em pacientes como osteoartrose é
compensado pelo aumento da massa óssea. Em caso de fratura...
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institucionalização. Contudo, essa restrição à atividades físicas podem ser devido a
dores persistentes e intensas ou i...
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fatores tanto intrínsecos como extrínsecos que aumentam a possibilidade da
ocorrência de uma queda em uma pessoa idosa,...
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3 METODOLOGIA
3.1 TIPO DE PESQUISA
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através de ...
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acerca de um problema, para o qual se queira comprovar, ou ainda, descobrir novos
fenômenos ou as relações entre eles”....
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3.4 COLETA DE DADOS
Para este trabalho, desenvolveu-se uma pesquisa de campo, com o objetivo
de coletar dados de fontes...
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Dessa forma, a entrevista aplicada na Clínica de Fisioterapia da Faculdade
Assis Gurgacz – Centro de Convivência Nair V...
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4 RESULTADOS
O objetivo da aplicação da pesquisa de campo foi de analisar a incidência de
fraturas dos idosos, consider...
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GRÁFICO 2: Porcentagem de idade dos idosos do Projeto Ação Integrada
FAG
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50 a 60 anos 61 a 70 anos 71 a 85 ...
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que não. Segundo Fréz (2003, p. 15), paralelamente ao aumento da população
idosa, existe um aumento considerável entre ...
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caíram na rua, referindo suas quedas na...
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GRÁFICO 6: Número de fraturas sofridas pelos idosos institucionalizados da
FAG
34,29%
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posse desses dados, processou-se e compilou-se os dados e informações, as quais
geraram os resultados.
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GRÁFICO 8: Porcentagem dos idosos que sofreram quedas em diversos
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GRÁFICO 9: Porcentagem entre idosos homens e mulheres que sofreram
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GRÁFICO 10: Porcentagem do local de fraturas sofridas por idosos homens
e mulheres institucionalizados da FAG.
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5 DISCUSSÃO
Um dos problemas mais sérios e freqüentes para os idosos está relacionado
às quedas. Com um quadro de saúde...
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(30,12%), os fatores de risco chamados de intrínsecos, estariam mais relacionados
às quedas que ocorrem sem razão apare...
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fatores de risco chamados intrínsecos, o que estariam relacionados às quedas que
ocorrem sem razão aparente.
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6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este capítulo apresenta as considerações levantadas a partir do estudo
quanto, em relação aos ín...
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Embora se saiba que os resultados obtidos por estas intervenções serão
alcançados a longo prazo, os estudos neste senti...
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Do índice de fraturas, observou-se um maior índice no sexo feminino,
condizendo com as literaturas. Conclui-se portanto...
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Tais orientações e informações podem ser fundamentais no planejamento de
programas de prevenção de quedas e fraturas em...
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REFERÊNCIAS
BORGES, Márcio F. Convivendo com Alzheimer. Disponível em:
<http://www.alzheimer.med.br/alz.htm>, acesso em...
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FRÉZ, Anderson Ricardo. Fraturas do fêmur em pacientes idosos: estudos
epidemiológico. Cascavel: Unioeste – Universidad...
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6, dez. 2002. disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&
pid=S0034-89102002000 700008&Ing=en&n...
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APÊNDICE I: TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
1. Identificação do Projeto de Pesquisa
Título do Projeto: ÍNDIC...
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5. A minha participação neste projeto tem como objetivo: informar os dados necessários para
pesquisa
6. A minha partici...
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APÊNDICE II: ENTREVISTA COM OS IDOSOS
DADOS PESSOAIS:
Nome: ___________________________________________________________...
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íNdice de fraturas em idosos com faixa etária entre

  1. 1. FACULDADE ASSIS GURGACZ EMERSON LUIS ORTOLAN ÍNDICE DE FRATURAS EM IDOSOS COM FAIXA ETÁRIA ENTRE 50 a 85 ANOS CASCAVEL-PR 2006
  2. 2. 1 EMERSON LUIS ORTOLAN ÍNDICE DE FRATURAS EM IDOSOS COM FAIXA ETÁRIA ENTRE 50 a 85 ANOS Monografia apresentado ao curso de Fisioterapia da Faculdade Assis Gurgacz – FAG como requisito parcial de conclusão de curso. Prof Orientador: Esp. Alexandre Badke. CASCAVEL-PR 2006
  3. 3. 2 FACULDADE ASSIS GURGACZ EMERSON LUIS ORTOLAN ÍNDICE DE FRATURAS EM IDOSOS COM FAIXA ETÁRIA ENTRE 50 a 85 ANOS Trabalho apresentado no Curso de Fisioterapia, da FAG, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Fisioterapia, sob a orientação do Professor Orientador Alexandre Badke. BANCA EXAMINADORA ____________________________ Professor Orientador, Alexandre Badke Faculdade Assis Gurgacz Especialista ____________________________ Professor Avaliador, Rodrigo Luiz Lima Jucá Faculdade Assis Gurgacz Especialista ____________________________ Professor Avaliador, Ms Rodrigo Daniel Genske Faculdade Assis Gurgacz Mestre Cascavel, _____ de ________________ de 2006.
  4. 4. 3 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho à meus pais Ademir e Celi, pelo apoio e por sempre acreditarem e estimularem minha caminhada durante o curso e por me ensinar, dentre tantas coisas, o valor do trabalho.
  5. 5. 4 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por iluminar meu caminho e me dar forças para continuar, sempre! Agradeço à minha irmã Elisa, pois não mediu esforços para ajudar-me na finalização de meu trabalho. Agradeço ao meu orientador professor Alexandre Badke pela relevante atuação como Orientador, braço amigo de todas as etapas do presente trabalho. Aos amigos e colegas de trabalho do curso, pois juntos trilhamos uma etapa importante de nossas vidas. E, principalmente, agradeço aos idosos do Projeto Ação Integrada da FAG, que dispusseram de sua boa vontade em participar de minha pesquisa.
  6. 6. 5 Oração do Idoso Felizes os que respeitaram as minhas mãos enrugadas e os meus pés deformados; Felizes os que falaram comigo apesar dos meus ouvidos já não entenderem bem as suas palavras; Felizes os que compreenderam que os meus olhos começaram a não ver e as minhas idéias a ficarem baralhadas; Felizes os que, com um sorriso, perderam tempo em conversar comigo; Felizes os que me ajudaram a lembrar coisas de antigamente; Felizes os que disseram que gostavam de mim e que eu ainda prestava para alguma coisa; Felizes aqueles que me ajudaram a viver os últimos dias de minha vida. (autor desconhecido)
  7. 7. 6 RESUMO Envelhecer não é uma doença, mas uma experiência de vida e, para que o indivíduo tenha uma boa qualidade de vida, é necessário o bem-estar físico e a auto- independência. É preciso informar ao idoso as possibilidades de melhorar, modificar, preservar e desenvolver um potencial que, na maioria das vezes, ele não sabe que ainda possui. O processo de envelhecimento acaba por trazer várias alterações, fisiológicas e anatômicas, deixando-o mais vulnerável e frágil, podendo estar propenso a sofrer quedas e fraturas. O propósito deste trabalho foi de analisar o índice de fraturas em idosos institucionalizados com faixa etária entre 50 à 85 anos na cidade de Cascavel, sendo pacientes da Clínica de Fisioterapia da FAG. Averiguou-se dessa forma, qual a freqüência e quais razões de quedas e fraturas nesta faixa etária. Através de uma apresentação teórica, metodológica e conceitual, enfatizando os principais pontos de discussão relacionados à questão das principais causas que os idosos sofrem com quedas e fraturas, as alterações fisiológicas, patologias associadas e os tipos de fraturas sofridas. Os resultados da pesquisa revelaram que dos 100 pacientes entrevistados, 83% eram do sexo feminino, e o índice maior de faixa etária encontra-se dos 61 aos 70 anos (42,17%), levando em consideração que, 79,52% das mulheres que apresentaram quedas, 36,14% tiveram algum tipo de fratura (MMSS, MMII, Tronco e Cabeça). Palavras-chave: Idosos, Fraturas, Quedas.
  8. 8. 7 ABSTRACT Getting old is not an illness, but a life experience and, if someone wants to have a good life quality it’s necessary physical well-being and self-independence. The elderly must be informed about the possibilities of getting better, modifying, preserving and developing a potential that, most of the time, they don’t know they still have. The getting-old process brings many physiological and anatomical changes, making the elderly more vulnerable and fragile, increasing the risk of falls and fractures. The purpose of this work was to analyze the fracture rate in institutionalized old people, patients of the Physiotherapy Clinic of FAG, from ages 50 to 85 in the town of Cascavel. It was possible to find out the rate and the reasons of the falls and the fractures into that age group. Using a theoretical, methodological and conceptual presentation, the main points of discussion concerning the main causes of falls and fractures in the group in question were emphasized and also, the physiological and the pathological changes linked to those kinds of fractures. The results of the research have revealed that from 100 interviewed patients, 83 percent were women, and the larger incidence was from ages 61 to 70 (42.17%), considering that 79.52% of women who have shown falls, 36.14% have revealed some kind of fracture (MMSS, MMII, trunk and head) Key words: Elderly, Fractures, Falls.
  9. 9. 8 LISTA DE ABREVIATURAS CID - Classificação Internacional de Doenças FAG - Faculdade Assis Gurgacz MMII - Membro Inferior MMSS - Membro Superior
  10. 10. 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Punho.....................................................................................................32 Figura 2: Fêmur.....................................................................................................35 Figura 3: Anatomia das trabéculas ósseas na extremidade proximal do fêmur e o triângulo de Ward.............................................................................36 Figura 4: Fêmur direito..........................................................................................37 Figura 5: Coluna Vertebral .................................................................................... 38 Figura 6: Fratura do color do fêmur tratada com pino...........................................41
  11. 11. 10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1: Porcentagem dos idosos participantes do Projeto Ação Integrada FAG...................................................................................................... 48 Gráfico 2: Porcentagem de idade dos idosos do Projeto Ação Integrada.............49 Gráfico 3: Incidências de idosos que sofreram quedas.........................................49 Gráfico 4: Porcentagem de idosos que sofreram quedas em diversos locais.......50 Gráfico 5: Porcentagem dos idosos intitucionalizados que sofreram fraturas no pós-queda........................................................................................51 Gráfico 6: Número de fraturas sofridas pelos idosos intitucionalizados da FAG ...52 Gráfico 7: Porcentagem entre homens e mulheres que sofreram quedas............53 Gráfico 8: Porcentagem dos idosos que sofreram quedas em diversos locais .....54 Gráfico 9: Porcentagem entre idosos homens e mulheres que sofreram fraturas .................................................................................................55 Gráfico 10: Porcentagem do local de fraturas sofridas por idosos homens e mulheres Institucionalizados da FAG................................................. 56
  12. 12. 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..................................................................................................13 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .......................................................................15 2 1 IDOSOS ..........................................................................................................15 2.2 ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS .....................................................................19 2.3 PATOLOGIAS ASSOCIADAS.........................................................................21 2.4 O IDOSO E A DEMÊNCIA ..............................................................................23 2.5 QUEDAS E FRATURAS EM IDOSOS ............................................................27 2.6 FRATURAS DO MEMBRO SUPERIOR.........................................................29 2.7 FRATURAS DO MEMBRO INFERIOR ..........................................................33 2.8 FRATURAS DO TRONCO E CABEÇA..........................................................38 2.9 COMPLICAÇÕES DE FRATURAS .................................................................40 2.10 FISIOTERAPIA GERIÁTRICA.......................................................................42 3 METODOLOGIA ............................................................................................... 44 3.1 TIPO DE PESQUISA.......................................................................................44 3.2 MÉTODO DE ESTUDO...................................................................................44 3.3 SELEÇÃO DE AMOSTRA...............................................................................45 3.4 COLETA DE DADOS ......................................................................................46 3.5 TRATAMENTO DE DADOS............................................................................47 4 RESULTADOS..................................................................................................48 4.1 RESULTADO GERAL DA PESQUISA............................................................48 4.2 ANÁLISE COMPARATIVA DE QUEDAS ENTRE HOMENS E MULHERES ..52 5 DISCUSSÃO...................................................................................................... 57 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................60 6.1 SUGESTÕES E RECOMENDAÇÕES ............................................................62 REFERÊNCIAS ....................................................................................................64 APÊNDICE I: TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ..........67 APÊNDICE II: ENTREVISTA COM OS IDOSOS..................................................69
  13. 13. 12 1 INTRODUÇÃO O aumento da expectativa de vida, ocorrido ao longo dos últimos anos, devido, principalmente aos avanços da medicina e na produção mundial de alimentos, vem permitindo um paulatino e persistente envelhecimento da população. Com isso, o grupo de idosos mais velhos é o subgrupo de crescimento mais rápido. O número de idosos que vivem sozinhos na comunidade está crescendo, o isolamento social é um problema freqüente: 45% das pessoas com mais de 65 anos apresentam alguma limitação no desempenho das atividades da vida diária, e entre aqueles acima de 85 anos, 60% apresentam tais limitações. Estas limitações podem provocar alterações na qualidade de vida dos indivíduos, e algumas vezes causa dependência de outras pessoas para a execução de suas tarefas diárias, (CANDELORO e SILVA, 2006). No idoso, a coordenação, o equilíbrio, os reflexos neuromotores, a demência, entre outros, diminuem com o avançar da idade, tornando complexas muitas tarefas simples, que se agravam com alguma incapacidade física, condenando-o ao leito. As maiorias das fraturas na terceira idade ocorre devido as alterações acima que ocasionam quedas. Por este motivo, optou-se como objetivo geral, analisar a incidência das fraturas em idosos na faixa etária entre 50 à 85 anos na cidade de Cascavel, pacientes da Clínica de Fisioterapia da FAG, para que se possa averiguar com que freqüência e por quais razões as fraturas acontecem neste grupo social. E como objetivos específicos: analisar e estudar as principais causas que levam os idosos a sofrer quedas e fraturas; descrever as principais alterações fisiológicas do idoso; analisar as patologias associadas aos idosos; identificar quais são as quedas e
  14. 14. 13 fraturas mais freqüentes nos idosos; analisar entre a faixa etária do idoso, qual é a idade em que mais tem propensão a quedas e fraturas. Tal estudo poderá propiciar uma melhora no atendimento aos idosos, e orientar o profissional de fisioterapia, no tratamento preventivo das fraturas, bem como no tratamento clínico de pacientes fraturados. Através de um cuidadoso questionário pretende-se descobrir as principais causas que levam o paciente idoso a procurar a Clínica de Fisioterapia da FAG, na Cidade de Cascavel, para o tratamento de fraturas. O trabalho envolverá as condições sócio-educativas do idoso, além de analisar e verificar quais as principais causas que levam os idosos a sofrer quedas e fraturas. Outras questões importantes também são averiguadas, como: as patologias associadas, as alterações fisiológicas, o idoso e a demência, quedas e fraturas mais comuns entre os pacientes. O movimento é crucial para garantir a realização das necessidades básicas diárias envolvidas na manutenção da qualidade de vida. A manutenção da mobilidade e o deslocamento do indivíduo pelo ambiente são essenciais para suas atividades funcionais, e contrariamente, a restrição do paciente ao leito, além da dependência e suas complicações, diminui a sua autonomia, o seu convívio social, interferindo na sua auto-estima sensação e bem estar, podendo, eventualmente, desenvolver processos depressivos (REBELATTO e MORELLI, 2004). A atuação da fisioterapia traz grandes benefícios aos idosos. A manutenção da mobilidade do indivíduo constitui uma das mais efetivas ações contra complicações físicas, mentais e sociais. Propiciar a máxima independência funcional ao idoso, durante o maior tempo possível também é um dos objetivos do tratamento fisioterapêutico.
  15. 15. 14 Com a identificação do índice de fraturas nos idosos, o fisioterapeuta poderá traçar melhores objetivos e tratamentos em sua conduta, assim ajudando a prevenir as complicações causadas pela fratura, entre elas a imobilidade, que dificulta a realização de suas atividades diárias.
  16. 16. 15 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 IDOSOS Segundo Papaléo Netto (2002), o processo de envelhecimento e sua conseqüência natural, a velhice é uma das várias preocupações que passam a humanidade desde o início de sua civilização. No entanto, percebe-se que grandes avanços científicos e tecnológicos ocorreram no século XX, alguns avanços da ciência do envelhecimento e graças aos conhecimentos adquiridos através de estudos desenvolvimentos através dos tempos. Segundo Zinni e Pussi (2006), esse processo de envelhecimento acaba trazendo várias alterações, fisiológicas como anatômicas, deixando o idoso mais vulnerável e frágil, o que poderá deixar mais propenso a sofrer quedas e fraturas. Deliberato (2002), esclarece que o envelhecimento biológico é um fenômeno do processo natural de vida natural, dinâmico, progressivo e irreversível, ou seja, todo ser humano precisa passar por essa fase de sua vida, assim como a infância, a adolescência e a maturidade que são marcadas por mudanças biopsicossociais específicas, associadas à passagem do tempo. Pode também ser considerada como uma conseqüência ou um meio condutor para o indivíduo chegar mais rápido a velhice, seria a diminuição da capacidade individual de adaptação ao meio ambiente, o que tornaria o idoso mais suscetível à possibilidade de adoecer (DELIBERATO, 2002). Mas, torna-se importante comentar que existem duas diferenças entre envelhecimento e velhice. O envelhecimento como já foi exposto anteriormente, é um processo natural, respeitando-o como progressivo, irreversível e comum a todos
  17. 17. 16 os seres humanos, já a velhice ela é caracterizada como um fenômeno social, que rotula o idoso como um ser improdutivo. Segundo Freitas et. al. (2002), o aumento acentuado de idosos trouxe uma série de conseqüências para a sociedade e, de certa forma, para os indivíduos que compõem essa faixa etária. No entanto, tornou-se necessário e fundamental buscar fatores determinantes com as condições físicas, de saúde e de vida dos idosos, conhecendo também, as múltiplas facetas da velhice e do processo de envelhecimento. De acordo com Sousa et al. (2006), é fundamental que o profissional saiba distinguir os efeitos da idade de patologia. Pois, algumas pessoas mostram pequenos declínios no estado de saúde e nas competências cognitivas precoces, enquanto que outras vivem em perfeita harmonia com a vida e saudáveis até aos 80 anos ou mais. A freqüência de doença crônica aumenta com a idade, com 80% dos idosos apresentando pelo menos uma condição crônica. Isso não significa que toda pessoa idosa sofra com doenças. Muitas das presumíveis perdas com o envelhecimento podem resultar de doenças crônicas subjacentes, como aquelas envolvendo os sistemas músculoesqueléticos, (FREITAS et. al., 2002). Com o passar dos anos, homens e mulheres apresentam dificuldades crescentes no desempenho de tarefas do cotidiano de suas vidas. Este declínio no desempenho pode provocar alterações na qualidade de vida dos indivíduos, e algumas vezes causa dependência de outros para a execução de suas tarefas. O tempo livre, para muitos é às vezes um tempo vazio envenenado por situações penosas de isolamento e abandono. Sempre que tem meios, não se contentam mais em sobreviver, tem o desejo de saborear mais intensamente a alegria de viver. A
  18. 18. 17 prática regular de atividade física pode auxiliar os idosos na ampliação de sua qualidade de vida e alterar a taxa de declínio do seu estado funcional. Alterações ocorrem ao sistema nervoso central e periférico com o avançar da idade. O tempo de reação torna-se mais lento e a velocidade de condução nervosa fica de 10 a 15% mais lenta após os 70 anos. A atividade física regular por toda a vida parece retardar o surgimento da lentidão do tempo de reação causado pelo envelhecimento. Ainda que não se queira tratar o envelhecimento como doença, para Carvalho e Netto (2000), é fundamental que os profissionais da saúde veja com outros olhos esse fator, pois não há como negar que o aumento do número de idosos venha a significar ao longo do tempo problemas de longa duração, necessitando para tanto, de gastos maiores com tratamentos. Segundo Rebelatto e Morelli (2004), a existência do interesse pela qualidade de vida dos idosos, surgiu a partir do momento em que houve a preocupação em relação ao medo e a negação da velhice. No Brasil, estudos realizados mostram ainda que a qualidade de vida na velhice é ainda incipiente e fragmentado, isso porque a emergência da velhice como fenômeno social é muito recente e, em especial, devido ao fato de inserir-se num quadro hoje considerado desigual socialmente e de acentuadas carências, no qual uma minoria, como os idosos, não chega a constituir demandas capazes de mobilizar a sociedade em favor do atendimento de suas necessidades. Dessa forma, deve-se ressaltar que os idosos, bem como pessoas de qualquer idade, são capazes de ativar mecanismos de otimização e compensação para enfrentar essas perdas, lançando mão de recursos tecnológicos, solicitando
  19. 19. 18 apoio social e psicológico, ou valendo-se do controle exercido sobre o comportamento de outras pessoas. Para Rebelatto e Morelli (2004), um bom modelo de qualidade de vida na velhice deve contemplar todas as mudanças na vida do idoso podendo ser elas positivas ou negativas. A essa mudança negativa pode-se ser citada, de acordo com os mecanismos genético-biológico, as seguintes alterações: a) alteração das capacidades biomecânicas, representadas por diminuição da força e da resistência; b) alterações nas capacidades sensoriais e psicomotoras; c) mudanças na velocidade do processamento de informação; d) prejuízos à memória operacional e à memória episódica; e) diminuição da capacidade de novas aprendizagens; f) redução no controle instrumental. Nas transformações positivas que são provocadas na velhice em relação à capacidade de adaptação dos idosos, Rebelatto e Morelli (2004), expõe quatro mudanças sendo elas: a) maior seletividade socioemocional; b) maior capacidade de estabelecer prioridades; c) emergência de especialidades cognitivas e maior capacidade de administração dos eventos da vida prática; d) maior prudência e precisão ao realizar tarefas. Segundo Sousa et al. (2006), de acordo com esses fatos, o mais importante é desenvolver meios para melhor atender às dificuldades tanto positiva como negativa, do crescente grupo de idosos. Parece que a obtenção de dados de caracterização da qualidade de vida e bem estar dos idosos, do ponto de vista dos próprios, é um dado que pode ser fundamental para dinamizar medidas adequadas a essa população que permitam o alcançar de um envelhecimento bem sucedido.
  20. 20. 19 2.2 ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS Muito do decréscimo na função fisiológica pode estar relacionado com o descondicionamento ou desuso. Algumas alterações se devem a processos patológicos ou doenças e não ao envelhecimento: diminuição da velocidade do sistema nervoso central, por perda de mielina das fibras nervosas; diminuição da massa muscular e óssea (cada vez menos capaz de suportar carga, ou seja, mais exposto à fraturas); os ligamentos vão fibrosando; há perda de 30% de água corporal; diminuição da amplitude de movimento o que aumenta o risco de lesões em movimentos de flexibilidade; diminuição do equilíbrio, aumentando o risco de quedas e alterações na marcha; aumento da resistência vascular periférica o que aumenta a pressão arterial; diminuição da expansibilidade torácica e aumento da complacência pulmonar; diminuição das mitocôndrias, o que diminui a capacidade do sistema aeróbico e conseqüentemente diminui o consumo de oxigênio. Segundo Deliberato (2002), as principais alterações biológicas causadas pelo envelhecimento podem ser citadas aqui como: Diminuição da massa muscular e da densidade óssea; perda da força muscular; deficiência da agilidade; da coordenação motora; do equilíbrio; da mobilidade articular e das funções hepáticas e renal; maior rigidez das cartilagens, dos tendões e dos ligamentos; redução da capacidade termorreguladora; maior trabalho ventilatório aos esforços; menor número e tamanho de neurônios, queda do tempo de reação e condução nervosa. (DELIBERATO, 2002, p. 47). Segundo Neri (2004), existem ainda dentro do processo de envelhecimento as seguintes alterações fisiológicas: Redução da força; Redução do volume muscular; Aumento do tecido não contrátil (gordura e tecido conectivo) no músculo;
  21. 21. 20 Redução na área de secção transversa do músculo esquelético; As fibras tipo II, com o envelhecimento, reduzem em tamanho enquanto que as fibras do tipo I permanecem praticamente inalteradas; A redução da área de secção transversa do músculo também se dá às custas da redução do número de fibras ao longo do processo de envelhecimento; O envelhecimento parece provocar redução no número tanto de fibras do tipo I como do tipo II. Com o envelhecimento ocorre também uma redução no número de unidades motoras. Esse fenômeno parece ser resultante da perda de neurônios motores alfa da medula espinhal com subseqüente degeneração de seus neurônios em contra partida as unidades motoras remanescentes aumentam de tamanho; Capacidade reduzida no idoso em gerar força em alta velocidade (potência); Vários estudos têm relacionado a redução da força muscular a uma maior suscetibilidade a quedas, fraturas e dependência do idoso; Parte da redução da capacidade aeróbia (50%) no idoso tem sido atribuída a sua perda de massa muscular. Ainda Deliberato (2002), salienta que o envelhecimento é marcado muitas vezes pela dificuldade do idoso em adaptar-se às mudanças físicas e sociais do qual vivemos, para tanto, torna-se necessário que o profissional conheça todo o conjunto de alterações biológicas e psicológicas de seu paciente, bem como os aspectos relativos aos fenômenos sociais de exclusão.
  22. 22. 21 2.3 PATOLOGIAS ASSOCIADAS Para Frez e Ragasson (2004), o envelhecimento da população é um fenômeno mundial, e com isso vem aumentando um número considerado de idosos que de uma forma ou de outra vem sofrendo diversos tipos de lesões, as quais geralmente acontecem por traumas. Nos idosos as fraturas podem ocorrer por traumas pequenos, de baixa intensidade, como, por exemplo, quedas. Inúmeras afecções reumáticas, de causas degenerativas, conectivo- inflamatórias ou metabólicas e demências, são comuns na terceira idade. Machado (2002), apresenta algumas patologias associadas ao envelhecimento nos quais merecem destaque: artrite reumatóide, osteoartrose; osteoporose, Doença de Parkinson, osteomelite, Artoplastia do Quadril. Artrite Reumatóide: doença inflamatória sistêmica não supurativa, ou seja, crônico, de causa desconhecida, caracterizada por uma poliartrite simétrica que afeta as articulações periféricas e as estruturas extra-articulares. Afeta 3 vezes mais as mulheres que os homens, nas idades entre 20 e 60 anos; e na mesma proporção em idosos. Muitos pacientes sofrem de complicações múltiplas. Osteoartrose: é a mais freqüente das doenças articulares, sua elevada prevalência a torna causa de considerável morbidade entre os idosos. Além da dor crônica, está associada a um elevado custo social e econômico quando determina restrição da mobilidade e dependência funcional, caracterizada por progressivas alterações degenerativas da cartilagem hialina, associadas à esclerose do osso subcondral e neoformação óssea reacional sob a forma de osteófitos. Algumas articulações comprometidas apresentam alterações inflamatórias, o que poderia justificar a definição da patologia como osteoartrite.
  23. 23. 22 Osteoporose: é uma condição que leva a perda de massa óssea, estreitamento do corpo ósseo e alargamento do canal medular. É resultado de uma imobilização prolongada, de um repouso ao leito por período extenso, ou doenças musculoesqueléticas ou neuromusculares associadas e disfunção hormonal. Essas mudanças são susceptíveis à fraturas. Depois da artrose a principal causa de morte em idosos é a osteoporose. Doença de Parkinson: doença progressiva e crônica do sistema nervoso, envolvendo os gânglios da base e resultando em perturbações no tônus, posturas anormais e movimentos involuntários. Clinicamente o paciente exibe bradicinesia, tremor e rigidez (resultado do aumento a musculatura axial), instabilidade postural e marcha instável, causando freqüentes quedas. Podem ocorrer confusão, delírios paranóides, alucinações visuais e distúrbios de memória. As alterações observadas nos testes cognitivos são lentificação do processamento de informações, comprometimento da atenção e concentração, da memória, das habilidades, isolamento social, desinteresse e apatia são outras características comuns. A idade média do surgimento da doença situa-se entre 58 e 60 anos, ocorre em cerca de 1% da população acima dos 50 anos e 2,6% na população acima de 85 anos. Osteomelite: é uma infecção do osso causada por microorganismos. A condição pode ocorrer diretamente, como resultado de infecção através de uma ferida aberta, ou indiretamente, através da circulação. Ocorre dor grave e se o osso for superficial, pode haver edema. Artoplastia do Quadril: É a reconstrução cirúrgica da articulação do quadril, podendo ou não envolver substituição por prótese. É uma lesão lenta e progressiva, que acomete a cartilagem da articulação coxofemural, dando dores no local, dificuldade de abaixar o corpo e até no andar. Geralmente é originária de um
  24. 24. 23 traumatismo no esporte, em acidentes de automóveis ou por algum defeito congênito na região. Acomete mais as pessoas idosas, mas os jovens também podem apresentar essa artrose, que não tem tratamento eficaz, a não ser com medicamentos que, momentaneamente, aliviam as dores. A cirurgia é uma solução que se recomenda para as pessoas depois dos 60 anos. Uma das maiores preocupações nos primeiros dias pós-operatórios com o paciente é evitar a amplitude completa do quadril operado. 2.4 O IDOSO E A DEMÊNCIA As demências são, segundo Zinni e Pussi (2006), um transtorno sério na vida do idoso, problemas esses que vem crescendo gradativamente a cada ano em importância e número, tornando-se uma questão de saúde pública. Para tanto, torna-se primordial a necessidade de estudar e pesquisar as doenças que se enquadram com a demência para que se possam analisar os índices de fraturas em idosos. De acordo com Zinni e Pussi (2006), nos idosos a demência pode surgir como aguda ou crônica, sendo que as freqüências de quedas podem aumentar, isso devido à falta de percepção de perigos ambientais da própria capacidade que o idoso tem nesse momento. Segundo Lange (2005, p. 46), na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) da Organização Mundial de Saúde, a demência é considerada uma “doença cerebral de natureza crônica ou progressiva, que compromete a memória, o ensamento, a orientação, a compreensão, o cálculo, a capacidade de aprendizagem, a linguagem e o julgamento”. Pode também ser definida como uma síndrome de
  25. 25. 24 declínio global na capacidade cognitiva, além do que poderá ocorrer uma interferência nas atividades profissionais e sociais do indivíduo. A população mundial está envelhecendo, principalmente nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. A terceira idade é a faixa etária que, proporcionalmente, mais cresce nas apresentações dos censos demográficos. Segundo Borges (2006), tem-se, no Brasil, no início do século XXI, por volta de 15 milhões de pessoas acima de 60 anos. Nos próximos 20 anos serão contabilizados aproximadamente 32 milhões de idosos. Percebe-se, no entanto, que irá haver um desdobramento, um aumento de doenças próprias da velhice, tais como as doenças cardíacas, as orteoartroses, a osteoporose e as doenças neurológicas degenerativas, demências, entre outras da própria idade avançada. Para Carvalho (2000), a demência caracteriza-se por pelo menos dois déficits cognitivos, o da memória associado ao comprometimento do funcionamento cotidiano do indivíduo. Em idosos, os tipos mais comuns são as doenças cerebrovascular e a do tipo Alzheimer, tendo esta última maior prevalência. Lange (2005), ainda considera que a demência pode ser classificada de duas formas: em reversíveis e irreversíveis. As formas mais comuns de demência que se podem reverter são: falta ou deficiência de vitamina B12, drogas, depressão, abuso do álcool, hidrocefalia de pressa normal, transtornos endócrinos e metabólicos. Já as irreversíveis, quando em decorrência de alterações neuronais ou seja, nas doenças vasculares, transtornos genéticos, infecções e trauma. Patologias que cursam com demência:  Demência vascular: é a demência causada por várias enfermidades que têm em comum a origem vascular, ou seja, o conhecido derrame ou trombose, como também, a obstrução de pequeninas artérias cerebrais (Biswanger) ou por causas
  26. 26. 25 cardio-respiratórias (parada cardíaca ou outra causa de falta de oxigênio no cérebro). Apresenta quadro clínico de demência mais agudo (repentino), após evento neurológico tipo derrame ou trombose. O diagnóstico é feito pelo exame clínico pelo médico, (BORGES, 2006). Além do déficit de memória, uma demência deve apresentar o desenvolvimento de pelo menos uma das seguintes perturbações cognitivas: afasia (deterioração das funções da linguagem), apraxia (prejuízo na capacidade de executar atividades motoras, apesar das capacidades motoras, função sensorial e compreensão estarem intactas para a tarefa exigida), agnosia (fracasso em reconhecer ou identificar objetos, apesar de uma função sensorial intacta) ou uma perturbação do funcionamento executivo (envolve a capacidade de pensar abstratamente e planejar, iniciar, seqüênciar, monitorar e cessar um comportamento complexo), (CARVALHO, 2000). Os déficits cognitivos devem comprometer o funcionamento ocupacional ou social e representar um declínio em relação a um nível anteriormente superior de funcionamento. O quadro é geralmente de natureza crônica e progressiva. O esquecimento é o sintoma que tende a ocorrer mais precocemente, mas pode ser difícil de detectar nos estágios iniciais da doença. A memória para eventos recentes apresenta-se, principalmente no início, mais obviamente comprometida que a memória para eventos remotos, (BOTTINO e ALMEIDA, 1995). Lange (2005), esclarece que existem muitas doenças que podem causar demência, algumas delas ainda existem tratamento específico que vem a melhorar a qualidade de vida do ídolo ou ainda pode trazer a cura da doença, mas na maioria das vezes o responsável por esse fator crítico é a Doença de Alzheimer, doença
  27. 27. 26 degenerativa do cérebro para a qual ainda não existe cura. A evolução do quadro clínico da demência acontece diferentemente em cada indivíduo, dependendo principalmente da causa e sua patologia. Os indivíduos cm demência podem desenvolver desorientação espaciais. Devido principalmente às perturbações no funcionamento executivo, são comuns um fraco julgamento e fraco insight. Os indivíduos podem apresentar pouca ou nenhuma consciência de suas perdas, podendo fazer avaliações irrealistas de suas capacidades e fazer planos que não se mostram condizentes com seus déficits. Eles podem subestimar os riscos envolvidos em certas (por exemplo, dirigir). Outras dificuldades cognitivas incluem déficits de atenção e concentração. A demência Pode ser acompanhada de perturbações motoras da marcha, levando a quedas. Delírios e alucinações também podem ocorrer. Os indivíduos com demência podem estar especialmente vulneráveis a físicos e psicossociais que podem intensificar seus déficits, (BOTTINO e ALMEIDA apud CARVALHO, 2000). O aumento da prevalência das demências tem amplas implicações sobre a assistência à saúde e o planejamento econômico do país, devendo todos os segmentos da sociedade preocupar-se com o atendimento dessa nova demanda, portanto, conhecer o comportamento da síndrome de demência torna-se fator fundamental, principalmente para os profissionais da saúde, da sociedade e governantes, para que possam desenvolver uma terapêutica mais adequada, assim como investir em educação e apoio aos familiares, (LANGE, 2005). O idoso demenciado versus fragilidade necessitam de avaliações constantes, tanto por parte da equipe de saúde quanto da sua família, que compartilham o seu dia-a-dia. Um dos aspectos que merecem uma atenção especial
  28. 28. 27 é o ambiente psicossocial e físico no qual vive o idoso para que venha a evitar e desencadear acidentes domésticos. 2.5 QUEDAS E FRATURAS EM IDOSOS As quedas podem ser definidas como episódios de desequilíbrios que levam o indivíduo, nesse caso, o idoso ao chão, como uma insuficiência subida do controle postural que pode ser considerada uma síndrome, por ser um problema que envolve aspectos biológicos, psicológicos, sociais e funcionais. A instabilidade, outro fator preponderante a queda, pode ser definida segundo Zinni e Pussi (2006, p. 1), como: “falta de capacidade para corrigir o deslocamento do corpo, durante seu movimento no espaço”. As quedas entre pessoas idosas segundo Carvalho e Netto (2000), constituem um dos principais problemas clínicos e de saúde pública devido a sua alta incidência. Porém, as conseqüências das quedas para os idosos podem ser bastante limitadoras, e em alguns casos podendo ocorrer riscos fatais, dentre esses, os principais problemas decorrentes são as fraturas (pernas, braços e coluna), lesões na cabeça, ferimentos graves, ansiedade, depressão, entre outros fatores agravantes nessa faixa etária. Segundo Tinetti e Speechley apud Carvalho (2000), relata que: As quedas, além de produzirem uma importante perda de autonomia e qualidade de vida entre os idosos, podem ainda repercutir entre os seus cuidadores, principalmente os familiares, que devem se mobilizar em torno de cuidados especiais, adaptando toda a rotina em função de recuperação ou adaptação após a queda. Essas pessoas também podem desenvolver ansiedade relacionada ao medo de que o idoso caia novamente, tornando- se superprotetoras, restringindo a autonomia do mesmo. As quedas podem contribuir, inclusive, para um aumento no número de internações em asilos (TINETTI e SPEECHLEY apud CARVALHO, 2000, p. 4).
  29. 29. 28 Os idosos tendem a ter mais fraturas devido à quedas e alguns fatores como a falta de atenção, desequilíbrio, demência, entre outros. A idade avançada, a sensibilidade, desacelera, mas não chega a subtrair a evolução do processo reparador. A intensidade da reparação e a qualidade do calo de fraturas diminuem. Porém, elas consolidam desde que submetidas ao tratamento clássico, que consiste, na redução dos fragmentos, imobilização continuada até o final da consolidação e recuperação funcional, (CANDELORO e SILVA, 2006). Para Lange (2005) a incidência de queda é aumentada nos pacientes com o diagnóstico de demência representando a principal causa de morte acidental ou fraturas nos grupos de idosos. Estima-se, no entanto que, cerca de um terço dos idoso que vivem em casa, uma grande maioria sofrem pelo menos uma queda por ano. Pra enfatizar a importância do problema, a autora relata que, dentre os indivíduos que sofrem queda, de 5 a 25% podem apresentar lesões relevantes e, dos que requerem internação hospitalar após a queda, apenas 50% sobrevivem um ano após o evento. As quedas e suas conseqüências podem ter para o idoso, segundo Carvalho (2000), a conotação de declínio da saúde, da incapacidade de manter a independência, levando a sentimentos de fragilidade, insegurança, vulnerabilidade e perda de controle. Os fatores psicológicos como o medo de cair, especialmente naqueles pacientes com história de instabilidade e de quedas anteriores também podem contribuir para que o idoso sinta-se frágil, deprimido, até parecer, às vezes, demenciado. O eventual fracasso deste processo decorre da má orientação do tratamento, fator extrínseco mais importante do que todas as causas intrínsecas reunidas, quais sejam: Vascularização deficiente dos fragmentos, infecção do foco,
  30. 30. 29 diabete crônica sistêmica, etc. O tratamento adequado deve suprimir a dor e permitir a mobilização precoce. 2.6 FRATURAS DO MEMBRO SUPERIOR De acordo com Magalhães et. al (2006), o fenômeno patológico mais comum nos traumatismos, sejam eles em crianças, adultos ou idosos, é a ruptura dos ossos, comumente chamada de ‘”fraturas”. As fraturas ósseas segundo Cortez (2006), são produzidas com mais freqüência por mecanismos indiretos, como os que ultrapassam o momento de flexão de um osso e a ação muscular. Os sinais clássicos de fraturas são: a tumefação, a dor, a impotência funcional, a mobilidade anormal e, em alguns casos, o deslocamento e a alteração do eixo do membro. Magalhães et. al. (2006), relatam que existem dois tipos de fraturas, as “fechadas” e as “abertas”. As fraturas fechadas são aquelas em que o osso quebrado não aparece na superfície, ou seja, quando não ocorre ruptura das partes moles superficiais, apenas sentindo-se o desnível e movimento anormal dos ossos. Já as fraturas abertas são aquelas em que os ossos fraturados aparecem na superfície corporal, devido aos rompimentos da carne e da pele. No entanto, percebe-se que as quedas são as causas mais comuns de fraturas. A freqüência de queda entre os idosos é devido, em grande parte a uma incidência elevada de condições ambientais nos quais eles vivem, (FREITAS, et. al. 2002). De acordo com Gallo et. al. (2001), a extremidade superior, do ombro à ponta do dedo, é a parte do sistema musculoesquelético que os capacita a interagir
  31. 31. 30 com o mundo ao redor. No entanto, quando ela é afetada por lesão, fraturas ou desgaste natural, o indivíduo acaba se privando dessa interação e por muitas vezes, se limitando a fatores de independência pessoal. Entre idosos, a perda de função da extremidade superior é diferente entre ser ou não capaz de viver independentemente. As lesões do pescoço e do ombro depois de quedas acabam se tornando freqüentes na vida do idoso. Para Rosa Filho (2006), as principais fraturas que ocorrem na velhice, nos membros superiores são: I) Fraturas ocorridas das falanges ou ossos metacárpios (das mãos e dos dedos): podem resultar em deformidades ou em rigidez das articulações, para tanto, torna-se fundamental um tratamento cuidadoso para que se possa produzir um ótimo resultado. Porém, percebe-se que a principal complicação dessas fraturas vem a ser a rigidez articular, que pode ser bastante incapacitante para muitas atividades dos membros superiores, além do que, poderá haver sérios danos nos tecidos moles, que poderá afetar músculos, vasos sangüíneos e nervos. II) Fraturas do Escafóide: tende a ocorrer em adultos jovens como resultado de queda sobre a mão em hiperextensão. III) Fraturas dos Ossos do Antebraço: ocorrem somente no rádio, na ulna ou em ambos os ossos. Se ambos os ossos estiverem fraturados, pode ser resultado de violência direta ou indireta sobre a mão em hiperextensão, havendo probabilidade de ocorrerem fraturas espirais. O deslocamento resultante pode ser de correção difícil e, em certos casos, pode exigir uma redução a céu aberto. A redução anatômica é muito importante devido á relação normal entre os dois ossos, que pode resultar em limitação da rotação e conseqüente perda da função. Nas crianças, o
  32. 32. 31 dano pode não ser tão grave e elas podem sofrer uma fratura em galho verde com discreta angulação, que normalmente consolida sem complicações. IV) Fraturas do braço: as fraturas dos côndilos podem invadir as superfícies articulares e nessa condição podem causar problemas adicionais. Uma das lesões mais séries e problemáticas que podem ocorrer é a lesão braquial, que pode ser seccionada ou contundida. Um outro problema que poderá ocorrer é a ossificação pós-traumática, sendo que, se houver uma lesão grave, fragmentos do periósteo podem ser deslocados do osso, resultando em sangramento e formação de hematomas. Pode ocorrer dor e perda de movimento. V) Fraturas na Diáfise do Úmero: geralmente ocorrem no terço médio do osso e podem ser devidas a trauma direto ou indireto. O trauma direto pode gerar uma fratura oblíqua ou transversal com ou sem desvio de fragmentos. Algumas complicações podem incluir o retardo de consolidação ou a pseudo-artrose, mas não são muito freqüentes esse tipo de complicação. VI) Ombro: as patologias primárias da articulação escapulotorácica, segundo Gallo et. al (2001), no idoso são raras. Nessa fase da vida, os idosos ainda vivem ativamente, podendo ter dor e maciez local nesse nível por uso exagerado e bursite. VII) Terço distal do antebraço: As fraturas do punho apresentam grande complexidade de tipos, freqüentemente requerem tratamento cirúrgico. São lesões que prejudicam a função do membro superior, causando ansiedade e transtorno para o paciente. A fisioterapia deve ser iniciada o mais precocemente possível, buscando evitar transtornos da função da mão. VIII) Fratura do úmero Proximal: ocorre comumente com uma queda com a mão estendida.
  33. 33. 32 IX) Fratura de Colles: Abraham Colles em 184 descreveu esta fratura da extremidade distal do antebraço, devido a queda sobre o braço estendido. A fratura de punho (Colles) geralmente ocorre na extremidade distal do rádio, como resultado de queda sobre a mão estendida. Figura 1: Punho Fonte: Fraturas Osteoporóticas, 2006. As lesões de punho e mão são mais freqüentes que a lesão de cotovelo, e podem resultar em uma perda substancial da função. Essas lesões não são muito graves, porém a imobilização prolongada leva ao risco de deixar os pacientes com maciez e perda profunda da função. A fratura mais freqüente de extremidade superior na população idosa é no rádio distal. As limitações funcionais mais freqüentes que se seguem à fratura de punho no idoso são maciez do ombro e dos dedos a síndrome do túnel carpiano. As lesões esqueléticas na mão são normalmente fraturas ou deslocamentos. A maioria das fraturas das falanges do metacarpo é pouco deslocada, ou nem o é, e exige engessamento somente por 7 a 21 dias, até que esteja confortável, (CUNHA e VEADO, 2006).
  34. 34. 33 Segundo Papaléo Netto (2000), o ponto fundamental discutido entre vários autores na literatura, é o fato de que se torna essencial a prevenção de futuras quedas entre os idosos, recuperando assim, a segurança e a auto estima do paciente idoso. 2.7 FRATURAS DO MEMBRO INFERIOR Os ossos do membro inferior segundo Rosa Filho (2006), apóiam carga, e na maioria das vezes, essas cargas podem vir a causar uma fratura ou uma perda de mobilidade onde o indivíduo poderá ficar incapaz de andar e assim será necessário a utilização de muletas, bengala ou de um andador. Para os idosos, essa fratura poderá ser de grande risco, isso devido a estrutura óssea estar mais fragilizada. As principais fraturas ocorridas nos membros inferiores, segundo Rosa Filho (2006) são: I) Fraturas do pé: as falanges e os metatarsos têm mais probabilidade de serem fraturados pela queda de um objeto pesado sobre o pé. Essas fraturas não requerem redução e imobilização como regra. Em geral, é uma fratura que se manifesta por uma pequena linha de fissura que afeta a diáfise ou o colo do segundo ou terceiro metatársico. II) Fraturas na região do tornozelo: são comuns nessa região onde as extremidades distais da tíbia e da fíbula geralmente se associam ä luxação do tornozelo. A limitação do movimento na articulação do tornozelo e do pé poderá resultar em aderências peri e intra-articulares ou de rompimento das superfícies articulares.
  35. 35. 34 III) Fraturas na região do joelho: a lesão nos côndilos tibiais em geral poderá afetar o côndilo lateral, podendo compreender em uma fratura cominutiva por compressão ou uma fratura com achatamento do platô. As fraturas dos côndilos femorais não são comuns, mas a fratura supracondilar ocorrer mais freqüentemente e em geral como resultado de violência considerável. A habilidade limitada em caminhar diminui a interação do paciente com o ambiente, resultando em menor independência e menor qualidade de vida. IV) A articulação do quadril: As fraturas na região do quadril são divididas em: colo do fêmur, as transtrocanterianas e as subtrocanterianas. As fraturas do colo do fêmur no idoso, quando impactadas, não apresentam deformidade clínica aparente e podem permitir, até mesmo, a deambulação com desconforto ou dor leve. Necessitam diagnóstico precoce, pois a fixação pode prevenir o desvio da lesão e o comprometimento da vascularização da cabeça femural. Geralmente a fratura de quadril ocorre no colo do fêmur, como resultado de queda ou espontaneamente. Podem associar-se a complicações graves e morbidade significativa. V) Fraturas do Fêmur: a fratura do fêmur é comum entre indivíduos idosos. Possui elevados índices de mortalidade e morbidade. Quando sua incidência, a fratura do fêmur aumenta com a idade, a partir dos 50 anos, e sendo mais freqüente em mulheres. Estas fraturas da extremidade superior do fêmur são menos freqüentes do que as fraturas vertebrais. VI) Fraturas da diáfise do fêmur: são resultados de traumatismos graves e podem ocorrer em qualquer parte da diáfise. Pode ser do tipo transversal, oblíqua, espiral e cominutiva. Geralmente, os desvios são acentuados como sobreposição dos fragmentos, que podem provocar encurtamento se não forem corrigidos.
  36. 36. 35 Figura 2: Fêmur Fonte: Fraturas Osteoporóticas, 2006. As fraturas do fêmur podem ser dividias em três grupos, sendo elas: a) fraturas proximais, b) fraturas da diáfise, c) fraturas distais. A fratura de extremidade proximal do fêmur é a causa mais importante de morbidade e mortalidade em idosos, responsabilizando-se por grande parte das cirurgias e ocupação de leitos em enfermarias ortopédicas. Constituindo assim, muitas vezes, seqüelas e conseqüências gravíssimas na vida do idoso, com grandes complicações no seu bem-estar físico, psíquico e social, (CUNHA e VEADO, 2006). VII) Fratura do Colo do Fêmur: localiza-se no colo do fêmur, podendo ser dividida em: fratura intracapsular que leva geralmente à interrupção do aporte sangüíneo à cabeça do fêmur, e isto explica a grande incidência de necrose asséptica e de falta de consolidação neste tipo de fratura. Segundo Fréz (2003), a cabeça do fêmur não é uma esfera perfeita, sua articulação é congruente apenas na posição de sustentação de peso. Contudo, na cabeça e no colo femoral existe um sistema de suporte formado por osso trabecular. Esse sistema, no entanto, foi descrito por Ward em 1838, sendo ele comporto por cinco grupos normais de trabéculas no fêmur proximal.
  37. 37. 36 Figura 3: Anatomia das trabéculas ósseas na extremidade proximal do fêmur e o triângulo de Ward (W). Fonte: FRÉZ. Fraturas do fêmur em pacientes idosos: estudo epidemiológico. 2003. Na região subtrocanteriana existe a transação do osso esponjoso da região intertrocanteriana para o osso cortical espesso da diáfise, (RUSSELL e TAYLOR apud FRÉZ, 2003). Ainda Fréz (2003), relata que, a diáfise estende desde o nível do trocânter menor até a dilatação dos côndilos., sendo ligeiramente arqueada e é mais estreita em seu terço médio. Sua secção transversa é aproximadamente circular, exceto na linha áspera que corre baixo pela face posterior, é a fixação para vários músculos, além é claro, de reforçar posteriormente para contrabalancear com as forças de flexão antero-posterior que ocorrem durante a sustentação de peso. Percebe-se no entanto, que o eixo anatômico do fêmur é diferente do eixo de sustentação do peso, sendo que este último, passa através da cabeça do fêmur e do meio da articulação do joelho, formando 3º com a vertical. O eixo femoral anatômico tem uma angulação em valgo de 7º em relação ao eixo vertical, conforme demonstra figura 3 a seguir. Grupo Compressivo Principal Grupo do Troncânter Maior Grupo Compressivo Secundário Grupo Principal de Tração Grupo Secundário de Tração
  38. 38. 37 Figura 4: Fêmur direito. Vista anterior (A) e vista posterior (B) Fonte: FRÉZ. Fraturas do fêmur em pacientes idosos: estudo epidemiológico. 2003. VIII) Fraturas das Diáfises da Tíbia e da Fíbula: essas fraturas são freqüentes e podem ocorrer em todas as idades, como resultado de trauma direto ou indireto. Em geral, são fraturas expostas por causa de violência direta ou da situação superficial da tíbia e os fragmentos podem ficar expostos. Pode ser cominutiva e complicada ainda mais por lesão dos tecidos moles. As fraturas causadas por uma força rotatória, geralmente são espirais e a fratura dos dois ossos é observada em níveis diferentes. Nas fraturas com desvio, a tíbia deve ser reduzida e qualquer lesão dos tecidos moles deve ser reparada com prioridade (ROSA FILHO, 2006). As fraturas da tíbia ou da fíbula isoladas não são muito comuns. A tíbia pode ser a sede de uma fratura por estresse, devido a pequenos traumas repetidos. A fratura da fíbula pode complicar-se por uma ruptura do ligamento tibiofibular distal.
  39. 39. 38 2.8 FRATURAS TRONCO E CABEÇA Segundo Gallo et al. (2001, p. 358), as lesões de coluna vertebral e tronco, são muito freqüentes em pacientes idosos, podendo variar de torções simples até fraturas significativas, com conseqüências drásticas. I) Coluna vertebral: As fraturas da coluna vertebral podem ocorrer por causa de um trauma moderado, ou espontaneamente, devido à diminuição da resistência óssea. São quadros bastante dolorosos necessitando de analgesia, repouso e controle das condições clínicas. O tratamento cirúrgico pode estar indicado nos casos em que ocorrem grandes deformidades, comprometimento importante do canal medular ou das raízes nervosas, gerando transtornos neurológicos. Conforme a complexidade do quadro apresentado, realizasse a instrumentação cirúrgica da coluna buscando a estabilização ou a vertebroplastia; Figura 5: Coluna Vertebral Fonte: Fraturas Osteoporóticas, 2006. Coluna torácica com osteoporose e fratura de vértebras e cifose grave. Os corpos vertebrais tornam-se bicôncavos com maior pressão sobre os discos intervertebrais.
  40. 40. 39 A fratura da coluna vertebral possui as seguintes características: - Lesão traumática na coluna vertebral (espinha dorsal); - Dor local acentuada; - Deslocamento de vértebras; - Dormência nos membros; - Paralisia de membros. II) Fratura Intertrocantérica: são fraturas geralmente provocadas por uma queda, normalmente ao nível do solo. Estas fraturas são classificadas de acordo com o número de fragmentos ósseos. As fraturas do tronco, também freqüentes em idosos, são fraturas das costelas e da pelve. As costelas podem ser facilmente fraturadas na osteoporose como resultado de golpes torácica, geralmente por queda. (GALLO et. al. 2001). Segundo Rosa Filho (2006), a coluna constitui o pilar principal do tronco. Na região dorsal ela se organiza à 1/4 da espessura do tórax, abrindo espaço para os órgãos, principalmente do mediastino, para que tenham condições de funcionamento. Na região cervical ela se localiza à 1/3 da espessura do pescoço, devido sua função de equilibrar o centro de gravidade da cabeça. Na região lombar, a coluna é totalmente central, para que possa suportar as forças ascendentes e descendentes que chegam até ela. III) Pescoço: O crânio é suficientemente forte para absorver os impactos sofridos. Entretanto, sendo a coluna cervical muito mais flexível, não tolera grandes pressões de impacto sem sofrer angulações ou compressões. Movimentos de hiperextensão ou hiperflexão do pescoço levam a angulações importantes, podendo resultar em fraturas ou deslocamentos das vértebras. As compressões com as vértebras alinhadas podem resultar em esmagamento de corpos vertebrais. Todas
  41. 41. 40 estas lesões podem desestabilizar a coluna, permitindo a colisão dessas estruturas com a medula espinhal, causando lesões irreversíveis. Em impactos laterais, a cabeça se aproxima do ponto de impacto em relação ao eixo lateral e antero- posterior (devido à rotação). Esses movimentos levam à separação dos corpos vertebrais do lado oposto ao impacto, rompendo ligamentos e, à compressão do lado do impacto, resultando em fraturas. (ROSA FILHO, 2006). 2.9 COMPLICAÇÕES DE FRATURAS Um dos problemas mais sérios e freqüentes para os idosos, segundo Rosa Filho (2006) são as quedas sofridas por eles. Com um quadro de saúde normalmente mais comprometido, os processos de queda podem, na maioria das vezes, complicações de fraturas agravantes para esses indivíduos. As quedas podem ocasionar fraturas, medo, insegurança, reduzir a mobilidade das pessoas e provocar uma complicação silenciosa. A queda para o idoso pode significar mais do que eventualidade clínica, pois, poderá determinar para sua vida, uma série de comprometimentos suficiente para levar o indivíduo a ter seqüelas para o resto de sua vida. Os idosos segundo Candeloro e Silva (2006), tendem a ter mais fraturas do fêmur do que outras fraturas, isso devido à quedas e outros fatores já mencionados. No entanto, com a idade avançada, a demência, senilidade, desaceleram, mas não chegam a subtrair a evolução do processo reparador, no entanto, esse processo de reparação só consolida desde que sejam submetidas ao tratamento clássico, que coincide em todas as idades, em todos os casos, na redução dos fragmentos, imobilização continuada até o final da consolidação e recuperação.
  42. 42. 41 O aumento do risco de queda em pacientes como osteoartrose é compensado pelo aumento da massa óssea. Em caso de fratura este aumento de massa óssea protege o colo do fêmur contra fraturas, mas não a região intertrocanteriana, (CANDELORO e SILVA, 2006). O tratamento segundo os autores, devem ser adequados para suprir a dor e permitir a mobilização precoce, fator fundamental do reequilíbrio das condições vitais do idoso. Candeloro e Silva (2006), esclarecem ainda que na maioria das vezes as fraturas provenientes de quedas podem trazer sérias complicações para o idoso, o que na maioria das vezes, necessitando de cirurgias com pino e placas (Figura 6), sendo possível uma mobilização mais precoce, evitando, portanto, complicações pós-operatórios. Em pacientes idosos com osteoporose tem mais risco de serem acometidos por este tipo de fratura. Figura 6: Fratura do colo do fêmur tratada com pino. Fonte: CANDELORO e SILVA. Proposta de protocolo hidroterapêutico para fraturas de fêmur na terceira idade. 2006. As quedas em idoso muitas vezes apresentam seqüelas graves, tendo ainda como conseqüência, além de possíveis fraturas e risco de morte, o medo de cair, a restrição de atividades, o declínio na saúde e o aumento do risco de
  43. 43. 42 institucionalização. Contudo, essa restrição à atividades físicas podem ser devido a dores persistentes e intensas ou incapacitantes por lesões associadas ou por aconselhamento de profissionais da saúde, (PAIXÃO e HECKMANN, 2002). Segundo Fréz (2003), as pessoas idosas que caíram acabam por sua vez experimentando o medo de novas quedas e, a perda de confiança poderá resultar em restrições de atividades físicas e transferências para um ambiente mais limitado. Dessa forma, percebe-se que essas quedas poderão produzir sintomas de ansiedade e depressão, pelos prejuízos impostos pelas limitações funcionais geradas. Para Carvalho e Coutinho (2006), as quedas, além de produzirem um número considerável de perda de autonomia e qualidade de vida entre os idosos, podem também vir a repercutir entre os entes, o cuidado para se evitar possíveis fraturas que poderão colocar em risco a saúde e a vida do idoso, devendo para tanto, a família se mobilizar em torno de cuidados especiais, adaptando toda sua rotina de recuperação ou adaptação do idoso após a queda. É importante salientar que, em muitas ocasiões, essas quedas poderá gerar não apenas o prejuízo físico e psicológico, mas também um relevado aumento financeiro com cuidados de saúde, expressos pela utilização de diversos serviços especializados e hospitalizações e medicamentos, (FRÉZ, 2003). 2.10 FISIOTERAPIA GERIÁTRICA O ponto principal da fisioterapia é a prevenção de futuras quedas; o segundo é treinar os pacientes sobre como lidar com as quedas; o terceiro é recuperar a segurança e a auto-estima do paciente idoso. Os fisioterapeutas identificam os
  44. 44. 43 fatores tanto intrínsecos como extrínsecos que aumentam a possibilidade da ocorrência de uma queda em uma pessoa idosa, também como nas suas conseqüências desde que estes fatores identificados sejam acessíveis às medidas de fisioterapia. Uma medida importante é ajudar o indivíduo da terceira idade a recuperar sua autoconfiança no que diz respeito a suas capacidades posturais. É necessário evitar a imobilização desnecessária e suas conseqüências, para diminuir os efeitos de futuras quedas. Deste modo podemos realizar um impacto sobre a autoconfiança. Portanto, os objetivos fisioterápeutico nas pessoas da terceira idade que correm o risco de sofrer quedas e fraturas são: melhorar a capacidade do indivíduo para resistir às ameaças ao seu equilíbrio, aumentar a segurança deste indivíduo em seu ambiente, recuperar a confiança do paciente e das pessoas cuidadoras deste, no que diz respeito a sua capacidade de se locomover da maneira mais segura e eficaz em seu ambiente. Segundo Paixão e Heckmann (2002), é fundamental para o idoso que desenvolva o hábito de exercícios físicos, pois, acreditam os especialistas que os exercícios melhoram a função em v’rias áreas: força, equilíbrio, marcha e transferências seguras, devendo ser aplicados entre uma intensidade moderada e uma alta intensidade. Exercícios de equilíbrio, instruções comportamentais e correção de deficiências sensoriais são medidas para diminuir os fatores de risco de quedas. Fréz (2003), esclarece que os exercícios e os fortalecimentos não diminuem apenas os riscos de quedas e fraturas, mas acrescentam principalmente e fundamentalmente a sensação de bem-estar, segurança e uma melhor qualidade de vida para o indivíduo da terceira idade.
  45. 45. 44 3 METODOLOGIA 3.1 TIPO DE PESQUISA Para atingir os objetivos propostos, optou-se por um estudo exploratório através de pesquisa de campo com análise quantitativa de corte transverso, através de entrevista realizado com idosos com faixa etária entre 50 a 85 anos, considerando-se na definição metodológica os seguintes pontos: a) as características complexas do problema proposto, conforme justificativa; b) natureza dos objetivos geral e específicos; c) da necessidade de conhecer melhor os pacientes idosos a fim de analisar a incidência das fraturas nos mesmos, com faixa etária entre 50 a 85 anos na cidade de Cascavel. O mesmo foi aplicado nas dependências da Faculdade Assis Gurgacz, no Centro de Convivência Nair Venturin Gurgacz. 3.2 MÉTODO DE ESTUDO Dentro deste contexto, a pesquisa foi desenvolvida através de levantamento de dados em fontes secundárias (estudo bibliográfico), buscando nas mais diversas obras o embasamento teórico necessário para uma maior compreensão dos fenômenos estudados, objetivando a aquisição de novos conhecimentos a respeito do assunto, como forma de tornar possível à formulação de conclusões válidas a respeito do mesmo, que possam, de alguma forma, ser úteis na formação acadêmica em especial preparando-se para o futuro profissional. Segundo a definição de Marconi e Lakatos (1996, p. 75) “pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos
  46. 46. 45 acerca de um problema, para o qual se queira comprovar, ou ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles”. Dessa forma, as pesquisas geralmente buscam mediar valores, crenças, opiniões, conhecimento e comportamento das pessoas. 3.3 SELEÇÃO DA AMOSTRA Este estudo realizou-se no Centro de Convivência Nair Venturin Gurgacz, localizada na cidade de Cascavel-Pr. Utilizou-se como instrumento principal para a coleta dos dados empíricos a aplicação de questionários com idosos institucionalizados, afim de avaliar entre esses entrevistados quem sofreu alguma queda, onde, e dessas quedas quem sofreu algum tipo de fratura. Para tanto, a população pesquisada foi composta por 100 (cem) idosos institucionalizados, onde a mesma foi escolhida aleatoriamente entre idosos do grupo ação integrada da FAG e independente do sexo. Os critérios de inclusão foram somente aqueles que apresentassem fraturas no máximo à 10 anos, que estejam em idade entre 50 a 85 anos. Só participaram da pesquisa idosos que não sofreram fraturas, pelos seguintes fatores: Alzheimer, Parkinson e Osteoporose, ou fraturas com acidente automobilístico. Portanto, os fatores de exclusão do presente estudo são: pacientes analfabetos, com demência senil, Alzheimer, Parkinson e Osteoporose em estágio avançando. Pacientes que sofreram fraturas no trabalho e pacientes que sofreram fraturas com acidente automobilístico também estiveram exclusos desta pesquisa. Sendo que por sua vez os fatores citados anteriormente comprometem a integridade da pesquisa. Sendo somente entrevistados pacientes/idosos institucionalizados que sofreram fraturas correlacionados a quedas.
  47. 47. 46 3.4 COLETA DE DADOS Para este trabalho, desenvolveu-se uma pesquisa de campo, com o objetivo de coletar dados de fontes primárias, que permitam traçar uma analise sobre a incidência das fraturas em idosos na faixa etária entre 50 a 85 anos no Centro de Convivência Nair Venturin Gurgacz., dentro de um modelo de pesquisa quantitativa, através da aplicação de um questionário semi-estruturado com perguntas abertas e fechadas. Na análise documental, utilizou-se de artigos, e livros disponíveis na instituição, permitindo portanto, entender melhor, ilustrar e confirmar os fenômenos estudados. Portanto, para obtenção dos dados realizamos a aplicação de questionário (Apêndice l) para os pacientes/idosos citados, que nele constaram dados com objetivo de verificar a incidência de fraturas, local onde ocorreu a fratura, e qual foi o tipo de fratura que o paciente sofreu. Sendo que por sua vez o mesmo foi realizado pelo acadêmico e seu orientador. Segundo o Gil (1999), a entrevista é uma forma de interação social, onde o investigador se apresenta ao entrevistado e lhe formulam questionamentos para conseguir dados, onde uma das partes busca dados e a outra é a fonte das informações. A entrevista, como técnica de coleta de dados, é muito adequada na obtenção de informações sobre o que as pessoas conhecem, sentem, realizam ou pretendem realizar, assim como suas explicações sobre os acontecimentos precedentes.
  48. 48. 47 Dessa forma, a entrevista aplicada na Clínica de Fisioterapia da Faculdade Assis Gurgacz – Centro de Convivência Nair Venturin Gurgacz, sendo inteiramente patrocinado pelo autor e orientador responsável. Todos os dados coletados serviram para análise de conclusão deste estudo, mantendo o paciente no mais absoluto sigilo, os riscos à sua integridade física ou moral são mínimos podendo o idoso sofrer algum tipo de constrangimento por não compreender as perguntas do entrevistado, evitando-se o constrangimento com o atendimento personalizado do pesquisador que aplicará um único instrumento por vez. Estando livre para desistência da pesquisa a qualquer tempo. 3.5 TRATAMENTO DE DADOS Para Gil (1999), a análise dos dados tem como objetivo organizar e classificar os dados de forma a permitir o fornecimento de respostas ao problema estudado. Já na interpretação dos dados, a busca por um sentido mais amplo das respostas é o objetivo, junto aos dados e conhecimentos obtidos anteriormente. Após a coleta de dados primários, estes foram analisados com base nas informações obtidas através de entrevistas realizadas com os idosos na Clínica de Fisioterapia da Faculdade Assis Gurgacz. Quanto ao processo de análise e interpretação dos resultados, foram analisados por meio de distribuição de freqüência (%) de forma quantitativa sobre a amostra do universo de pesquisa, apresentados em gráficos tipo pizza e barra, possibilitando à melhor visualização dos resultados coletados e ainda permitindo análises mais profundas sobre os fatos encontrados.
  49. 49. 48 4 RESULTADOS O objetivo da aplicação da pesquisa de campo foi de analisar a incidência de fraturas dos idosos, considerando o local onde ocorreu a fratura e qual o tipo de fratura que o paciente sofreu. 4.1 RESULTADO GERAL DA PESQUISA Este item apresenta os resultados obtidos na aplicação da pesquisa de campo, apresentando e analisando as informações obtidas através de questionário semi-estruturado com perguntas abertas e fechadas. De posse desses questionários, processou-se e compilou-seo dos dados e informações, as quais geraram os resultados a seguir descritos. GRÁFICO 1: Porcentagem dos idosos participantes do Projeto Ação Integrada FAG 17% 83% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Porcentagem(%) Masculino Feminino Gênero Fonte: Elaborado pelo autor, 2006. De acordo com o gráfico 01, dos 100 (100%) idosos entrevistados, 83% são do sexo feminino e apenas 17% do sexo masculino.
  50. 50. 49 GRÁFICO 2: Porcentagem de idade dos idosos do Projeto Ação Integrada FAG 12% 38% 50% 50 a 60 anos 61 a 70 anos 71 a 85 anos Fonte: Elaborado pelo autor, 2006. Conforme demonstra gráfico acima, dos idosos entrevistados, 12% estão na faixa etária dos 50 aos 60 anos, 50% entre a faixa etária de 61 a 70 anos e, 38% de 71 a 85 anos de idade. GRÁFICO 3 : Incidências de idosos que sofreram quedas 78% 22% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Porcentagem(%) Sim Não Quedas Fonte: Elaborado pelo autor, 2006. De acordo com o gráfico acima, perguntou-se aos entrevistados se eles sofreram alguma queda, 78% dos idosos responderam que sim, e 22% responderam
  51. 51. 50 que não. Segundo Fréz (2003, p. 15), paralelamente ao aumento da população idosa, existe um aumento considerável entre esses idosos que sofreram algum tipo de queda, as quais geralmente aconteceram por traumas de baixa energia. Contudo, a pré-disposição para lesões podem estar associados ao processo de senescência, ou seja, o envelhecimento fisiológico, ocorrendo para tanto, alterações em vários sistemas as quais diminuem a funcionalidade dos idosos. No gráfico 4, perguntou-se aos idosos onde ocorre a queda, se foi na rua, na casa, no trabalho ou em qualquer outro local. No entanto, para esta questão, houve uma duplicidade de respostas, onde relatamos um exemplo típico de um idoso que sofreu três quedas em locais diferentes, tais como: na cozinha, no pátio de casa e ainda na rua. GRÁFICO 4: Porcentagem de idosos que sofreram quedas em diversos locais 12% 49% 5% 34% Rua Trabalho Casa Outros Fonte: Elaborado pelo autor, 2006. De acordo com o gráfico acima, perguntou-se aos entrevistados onde ocorreu sua queda. 49% dos idosos entrevistados relataram que suas quedas foram dentro de casa referindo-se essas quedas na cozinha, no banheiro, quarto,
  52. 52. 51 lavanderia, tapetes, cadeira e pátio da casa. 34% dos respondentes disseram que caíram na rua, referindo suas quedas nas calçadas, meio-fio, ônibus, 5% relatam que suas quedas deram-se no trabalho e como agente causador dessas quedas foram: tapetes, cavalos, cadeiras e; 12% dos idosos referem à suas quedas em outros locais não mencionados. GRÁFICO 5: Porcentagem dos idosos institucionalizados que sofreram fraturas no pós-queda 44,87% 55,13% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Porcentagem(%) Sim Não Fraturas Fonte: Elaborado pelo autor, 2006. De acordo com o gráfico 5, perguntou-se aos entrevistados se nas suas quedas, eles tiveram fraturas. 44,87% dos idosos entrevistados responderam que sim e 55,13% responderam que não tiveram nenhum tipo de fratura em suas quedas.
  53. 53. 52 GRÁFICO 6: Número de fraturas sofridas pelos idosos institucionalizados da FAG 34,29% 31,42% 34,29% MMSS MMII Tronco/ Cabeça Fonte: Elaborado pelo autor, 2006. De acordo com o gráfico 6, questionou-se para os idosos que sofreram fraturas qual foi o local dessas fraturas. 34,29% dos idosos sofreram fraturas do MMII referindo-se à fêmur, tíbia, fibula, tornozelo e metatarso, 34,29% dos idosos relataram que sofreram fraturas dos Membros Superiores (MMSS) referindo-se ao úmero, rádio, ulna e falange, e 34,29% sofreram fraturas do Tronco/Cabeça, mais precisamente, da clavícula, nariz, vértebra, costela, bacia/pelve. 4.2 ANÁLISE COMPARATIVA DE QUEDAS ENTRE HOMENS E MULHERES Este item apresenta uma análise comparativa dos resultados obtidos entre homens e mulheres que sofreram algum tipo de queda. Porém, ao analisarmos as tabelas e gráficos abaixo, para fazermos um quadro comparativo de quedas entre homens e mulheres, deve-se ficar atento à quantidade de entrevistados, onde, dos 100 idosos entrevistados, 17 são do sexo masculino e 83 do sexo feminino. De
  54. 54. 53 posse desses dados, processou-se e compilou-se os dados e informações, as quais geraram os resultados. GRÁFICO 7: Porcentagem entre homens e mulheres que sofreram quedas 70,59% 79,52% 29,41% 20,48% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Porcentagem(%) Sim Não Gênero Masculino Feminino Fonte: Elaborado pelo autor, 2006. Ao analisar o gráfico 10, dos 17 entrevistados do sexo masculino, 70,59% já sofreram alguma queda, e 29,41% não sofreram. Já com relação ao sexo feminino, das 83 entrevistadas, 79,52% sofrem algum tipo de queda, e 20,48% não sofreram. Segundo Deliberato (2002), relata que as alterações biológicas causadas pelo envelhecimento podem acarretar fatores como desorientação espacial, perda da força muscular, deficiência da agilidade, da coordenação motora, equilíbrio entre outros fatores, podem estar relacionados a quedas.
  55. 55. 54 GRÁFICO 8: Porcentagem dos idosos que sofreram quedas em diversos locais 33,33% 31,81% 41,67% 66,67% 16,67% 1,52% 8,33% 0% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Porcentagem(%) Rua Casa Trabalho Outros Quedas Masculino Feminino Fonte: Elaborado pelo autor, 2006. Ao compararmos as quedas dos entrevistados, verificou-se que, 33,33% dos homens e 31,81% das mulheres sofrerem a queda na rua, 41,67% dos homens e 66,67% das mulheres caíram em casa, no entanto, observou-se que 16,67% dos homens tiveram suas quedas no trabalho enquanto que as mulheres obtiveram 1,52% de queda no trabalho, já 8,33% dos homens tiverem suas quedas de outras formas, como por exemplo, jogando bola.
  56. 56. 55 GRÁFICO 9: Porcentagem entre idosos homens e mulheres que sofreram fraturas 29,40% 36,14% 70,60% 63,86% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Porcentagem(%) Sim Não Fraturas Homem Mulher Fonte: Elaborado pelo autor, 2006. Ao analisar o gráfico 9, verificou-se que, 29,40% dos homens entrevistados e 36,14% das mulheres tiveram algum tipo de fratura enquanto que; e 70,60% dos homens e relativamente 63,86% das mulheres não sofreram nenhuma fratura. Segundo Candeloro e Silva (2006), esclarecem que com o passar dos anos, homens e mulheres apresentam algumas dificuldades no desempenho de suas tarefas no seu dia-a-dia. Este declínio poderá provocar sérias alterações na qualidade de vida e, em alguns casos, dependência de outras pessoas para a execução de suas tarefas.
  57. 57. 56 GRÁFICO 10: Porcentagem do local de fraturas sofridas por idosos homens e mulheres institucionalizados da FAG. 0% 60% 40% 0% 36,67% 30% 30% 3,33% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Porcentagem(%) Homem Mulher Fraturas MMSS MMII TRONCO CABEÇA Fonte: Elaborado pelo autor, 2006. Observou-se que, comparando as quedas entre homens e mulheres, o maior índice de fraturas continua sendo das mulheres, conforme exposto nas tabelas 1 e 7. No entanto, ao analisarmos o gráfico 10, percebeu-se que, nenhum dos entrevistados sofreram fraturas dos Membros Superiores (MMSS), porém, 36,67% das mulheres tiveram fraturas dos MMSS; 60% dos homens e 30% das mulheres já sofrem fraturas dos Membros Inferiores (MMII); 40% dos homens e 30% das mulheres tiveram fraturas do tronco, apenas 3,33% das mulheres tiveram fratura da cabeça. Observou-se portanto que quatro mulheres relataram ter fraturado mais de um membro, como por exemplo, ter fraturado o Membro Superior – úmero, rádio, ulna, falange; Membros Inferiores – fêmur, tíbia, fíbula, tornozelo, metatarso; tronco/cabeça – clavícula, nariz, vértebra, costela, bacia/pelve.
  58. 58. 57 5 DISCUSSÃO Um dos problemas mais sérios e freqüentes para os idosos está relacionado às quedas. Com um quadro de saúde normalmente mais comprometido, os processos de queda podem, em muitas vezes, propiciar sérios agravantes para essas pessoas. No entanto, as quedas podem ocasionar fraturas desde as mais simples até as mais graves e ainda podendo gerar para esses idosos o medo e insegurança, provocando sérias complicações. Oitenta e três mulheres (83%) entrevistadas sofreram algum tipo de queda e conseqüentemente à fraturas, segundo Rosa Filho (2006) relata que as mulheres têm até três vezes mais chances de sofrer quedas. Fraturas de quadril, fêmur, traumatismos cranianos, luxações, grandes escoriações e hematomas são alguns resultados de quedas desses idosos, que têm recuperação mais lenta e se tornam mais vulneráveis à reincidência. Esta incidência é semelhante ao estudo de Paixão e Heckmann (2002), no qual a maior parte dos idosos entrevistados por quedas são as mulheres. Nos homens, apenas 17% sofreram algum tipo de queda e, poucos com fraturas. Neste estudo, 66 mulheres que sofreram quedas (79,52%), 42,17% estão entre as faixas etária que vai dos 61 aos 70 anos, sendo que, esta mesma faixa etária é que teve uma maior índice de fraturas de membros inferiores (23,34%). Segundo Carvalho (2000), estudos realizados com os idosos – nesses casos, as mulheres, demonstraram que, para as mais novas – entre a faixa etária dos 50 à 60 anos (7,23%) – os fatores ambientais, como tropeçar ou cair de escadas, nos tapetes, são causas de quedas mais importantes, porém, para as mais velhas, os que estão nas faixas etárias entre os 61 à 70 anos (42,17%) e entre 71 à 85 anos
  59. 59. 58 (30,12%), os fatores de risco chamados de intrínsecos, estariam mais relacionados às quedas que ocorrem sem razão aparente. Setenta e oito entrevistados (78%) referiram ter sofrido queda, apresentando uma média de 61 a 85 anos. Uma margem de 14% desses idosos sofreram mais de uma queda. O número de estudos abordando pacientes que sofreram quedas ainda é incipiente na literatura nacional e internacional. No entanto, as dificuldades encontradas, podem estar talvez, em avaliar o estado clínico do idoso, incluindo atividades da vida diária, neurológica, aspectos visuais e auditivos, bem como a confiabilidade do relato de queda (LANGE, 2005). Rodrigues apud Lange (2005), esclarece que, o processo de senescência e senilidade, ambiente físico e psicossocial são fatores que se identificam como causadores de quedas entre idosos. A maioria das quedas dos idosos desse estudo, destacou-se o elevado número de quedas em casa – ambiente interno e externo –, 49% dos idosos entrevistados relatam que, suas quedas ocorreram dentro do banheiro, na cozinha, na cadeira, no quarto, lavanderia, tapete, e no pátio (quintal) da casa. Abordando ainda a autora que, as quedas causam repercussões psicológicas, como o medo de cair, perda da auto-estima e imobilidade autoprotetora, podendo iniciar uma fase de vida altamente dependente. Enfatizando ainda, a necessidade de conscientizar a sociedade sobre a segurança do idoso no ambiente domiciliar. Para Carvalho (2006), alguns estudos realizados com idosos, observou-se que entre os idosos mais novos que estão na faixa de 50 à 60 anos em média 12% dos idosos, os fatores ambientais, como tropeçar ou cair de escadas e calçadas, são causas de queda mais importantes. Para os mais velhos, são mais importantes os
  60. 60. 59 fatores de risco chamados intrínsecos, o que estariam relacionados às quedas que ocorrem sem razão aparente. Entre a média dos idosos entrevistados que sofreram quedas, 37% desses relataram sofrer fraturas. A incidência de fraturas do MMII encontrada em pacientes do sexo feminino foi de aproximadamente 33,34% enquanto que nos homens essa incidência foi de apenas 8,34%. Segundo Zini e Pussi (2006), relatam que as fraturas relacionadas ao MMII são mais comuns entre indivíduos idosos, principalmente a fratura do fêmur. De 80 a 90% das fraturas ocorridas no fêmur, são por conseqüência de quedas. Para Carvalho e Coutinho (2006), estudos realizados sobre quedas comprovaram que as influências das debilidades motoras e sensoriais nos idosos são de formas mais moderadas. No entanto, torna-se fundamental apontar algumas diretrizes para que se possam tomar como medidas preventivas em favor do idoso, possibilitando assim, uma melhor qualidade de vida.
  61. 61. 60 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este capítulo apresenta as considerações levantadas a partir do estudo quanto, em relação aos índices de fraturas em idosos com faixa etária entre 50 a 85 anos, sua importância na sociedade, suas alterações fisiológicas, as patologias associadas, o idoso e a demência, quedas e fraturas. Destacam-se, também, os resultados obtidos, as discussões e considerações sobre a validade do instrumento proposto, a aplicação de questionário. Por fim, sugestões e recomendações sobre trabalhos futuros. Considera-se que a pesquisa possa contribuir de alguma forma para o avanço e disseminação de conceitos a respeito da velhice e suas alterações fisiológicas decorridas com o passar dos tempos. Durante todas as etapas de nossa vida, o ser humano passa por processos de socialização, maturação e velhice, internalizando seus padrões de comportamento, normas, valores decorrentes do contexto ao qual estão inseridos ou da condição social à qual está vinculado. São fatores primordiais para a qualidade de vida do ser humano. Torna-se fundamental a recuperação da auto-estima do paciente idoso, e conscientizá-lo de suas limitações, dos riscos ambientais para que não venham a sofrer riscos sérios à vidas, mas uma vida saudável. A análise dos fatores indicam mais do que um simples resultado estatístico. Destaca a necessidade de uma pesquisa descritiva, a fim de que, através de questionários, seja possível avaliar mais profundamente os fatores que mais causam incidência de quedas e fraturas nos idosos entre as faixas etárias que vão dos 50 aos 85 anos.
  62. 62. 61 Embora se saiba que os resultados obtidos por estas intervenções serão alcançados a longo prazo, os estudos neste sentido devem ser cuidadosamente planejadas e persistentes. Além disso, deve-se considerar que esses fatores referem-se sentimentos, idade avançada, emocional, afetividade, entre outros fatores. De acordo com os objetivos propostos inicialmente neste estudo, considera- se que os mesmos tenham sido plenamente alcançados. Pelo primeiro objetivo, foi possível analisar e estudar as principais causas que levam o idoso a sofrer quedas e fraturas. O segundo e terceiro objetivo pretenderam descrever e analisar as alterações fisiológicas e as patologias associadas aos idosos. E o quarto objetivo foi possível analisar entre as faixas etárias dos idosos entrevistados, qual foi a que teve maior propensão a quedas e fraturas. Quanto ao objetivo geral considera-se que os mesmo tenham sido concluídos com êxito, pois a partir do desenvolvimento e alcance dos objetivos específicos anteriormente apresentados, foi possível analisar e verificar a incidência de fraturas, local e tipo de fraturas que sofreu o idoso, através de questionário aplicado na Clínica de Fisioterapia da Faculdade Assis Gurgacz. Dos 100 idosos entrevistados, 78 relataram ter tido alguma queda, destes 78 somente 35 tiveram fraturas. Sendo que houve um índice maior de fraturas em mulheres. Durante a entrevista com os idosos, pode-se observar que o grande número de quedas ocorreu dentro de suas casas, e conforme relatos, observou-se que as quedas ocorreram devido a piso molhado, obstáculos ocultos, escadas, móveis com quina, tapetes.
  63. 63. 62 Do índice de fraturas, observou-se um maior índice no sexo feminino, condizendo com as literaturas. Conclui-se portanto que, o estudo ocorreu de maneira satisfatória. Além das informações colhidas junto aos idosos institucionalizados apresentados pela pesquisa, cujo teor poderá ajudar na avaliação do índice de fraturas nessa faixa etária, o presente estudo também estabelece sua contribuição acadêmica, na medida em que adotou um metido de investigação científica, que permitiu colher as opiniões dos entrevistados de forma aleatória, de forma autêntica, sem a interferência de vício ou opinião que pudesse direcionar o resultado da pesquisa. 6.1 SUGESTÕES E RECOMENDAÇÕES Com base no presente estudo, apontamos as seguintes diretrizes preventivas como recomendações para uma saudável qualidade de vida para o idoso: maior atenção com o ambiente domiciliar, pois é ele onde ocorre a maioria dos acidentes; cuidar dos ambientes do quarto, banheiro, sala e cozinha; cuidar principalmente do tipo de piso que encontra-se na casa, degraus e escadas, verificar se o pátio está em condições para o caminhar do idoso, verificar a posição dos móveis, iluminação, estando compatível para o idoso.
  64. 64. 63 Tais orientações e informações podem ser fundamentais no planejamento de programas de prevenção de quedas e fraturas em idosos. Além das informações colhidas junto aos idosos apresentadas pela pesquisa, cujo teor poderá ajudar na formulação ou reformulação de novos temas abordando os índices de quedas e fraturas em idosos, o presente estudo também estabelece sua contribuição acadêmica, na medida em que adotou um método de investigação científica, que permitiu colher as opiniões dos entrevistados de forma aleatória, autêntica, sem a interferência de vicia ou opinião que pudesse direcionar o resultado da pesquisa. Ficando como sugestão para novos estudos, um estudo comparativo entre idosos institucionalizados e não institucionalizados. O que pode acarretar a queda no idoso e suas complicações. E por fim, realizar uma campanha de orientação de cuidados com o idoso em sua casa.
  65. 65. 64 REFERÊNCIAS BORGES, Márcio F. Convivendo com Alzheimer. Disponível em: <http://www.alzheimer.med.br/alz.htm>, acesso em: 29.junho.2006. BOTTINO, C. M.C.; ALMEIDA, O. P. Demência: quadro clínico e critérios diagnóstico. In: Demência. São Paulo: Fundo Editorial BYK, 1995. CANDELORO, Juliana Monteiro; SILVA, Rodrigo Renato da. Proposta de protocolo hidroterapêutico para fraturas de fêmur na terceira idade. Disponível em: < www.sld.cu/galerias/pdf/sitios/rehabilitacion-bal/candelorojm_silvarr.pdf>, acesso em: 29.junho.2006. CARVALHO, T. E; NETTO, P. M; Geriatria fundamentos, clínica e terapêutica. São Paulo: Atheneu, 2000. CARVALHO, Aline de Mesquita e COUTINHO, Evandro da Silva Freire. Demência como fator de risco para fraturas graves em idosos. Rev. Saúde Pública, ago. 2002, vol.36, no.4, p.448-454. ISSN 0034-8910. Disponível em: <http://scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102002000400010&Ing= en&nrm=iso>, acesso em: 29.junho.2006. CARVALHO, Aline de Mesquita. Demência como fator de risco para queda seguida de fratura grave em idosos. [Mestrado] Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública, 2000. 82p. Disponível em: <http://portalteses.cict.fisiocruz.br/transf.php?script=thes_chap&id=00007605&Ing=pt &n...>, acesso em: 29.junho.2006. CORTEZ, Antonio César. Orientações médicas.Considerações gerais sobre o esqueleto humano – parte 1. Jornal da Mulher, ano 6, disponível em: <http://www.gazetadelimeira.com.br/jornaldamulher/ver_orientacoes_medicas.php?c odig...>, acesso em: 02.junho.2006. CUNHA, Ulisses; VEADO, Marco Antonio Castro. Fratura da extremidade proximal do fêmur em idosos: independência funcional e mortalidade em um ano. RBO - Revista Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Disponível em: <http:// www.rbo.org.br/materia.asp?mt=1742&idIdioma>, acesso em: 02.junho.2006. DELIBERATO, P. C. P; Fisioterapia preventiva: fundamentos e aplicações. Baurueri-São Paulo: Manole, 2002. FREITAS, E. V; PY, L; NERI, A. L.; CANÇADO, F. A. X.; GORZONI, M. L.; ROCHA, S. M.; Tratado de geriatria e gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, 2002. FRÉZ, Anderson Ricardo; RAGASSON, Carla Adriane P. Fatores de risco e prevenção para quedas em idosos. Cascavel-PR: fisio magazine, 2004.
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  67. 67. 66 6, dez. 2002. disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext& pid=S0034-89102002000 700008&Ing=en&nrm=isso>. Acesso em: 19.junho.2006. REBELATTO, José Rubens ; MORELLI, José Geraldo da Silva (org.). Fisioterapia geriátrica: a prática da Assistência ao idoso. São Paulo: Manole, 2004. ROSA FILHO, Blair José. Fraturas de membro superior e inferior. FisioWeb Wgate. Disponível em: <http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisiotera pia/blair_art4.htm>, acesso em: 02.junho.2006. ______. Fisioterapia nas fraturas expostas. FisioWeb Wgate. Disponível em: <http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/fratura_exposta.htm >, acesso em: 02.junho.2006. SOUSA, Liliana, GALANTE, Helena e FIGUEIREDO, Daniela. Qualidade de vida e bem-estar dos idosos: um estudo exploratório na população portuguesa. Rev. Saúde Pública. [online]. jun. 2003, vol.37, no.3 [citado 16 Abril 2006], p.364-371. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034- 89102003000300016&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 0034-8910, acesso em: 16.abril.2006. WHITING, William C. ; ZERNICKE, Ronald F. Biomecânica da Lesão Musculoesquelética. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A., 1998. ZINNI, Juliana V. S.; PUSSI, Flávia Aparecida. O papel da fisioterapia na prevenção da instabilidade e quedas em idosos. FisioWeb. Wgate. Disponível em: <http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/traumato/insta bilidade_postural_idoso.htm>, acesso em: 22.maio.2006.
  68. 68. 67 APÊNDICE I: TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 1. Identificação do Projeto de Pesquisa Título do Projeto: ÍNDICE DE FRATURAS EM IDOSOS Área do Conhecimento: AREA DA SAÚDE Curso: FISIOTERAPIA Número de sujeitos no centro: 100 Número total de sujeitos: 200 Patrocinador da pesquisa: PATROCINIO PRÓPRIO Instituição onde será realizado: FUNDAÇÃO ASSIS GURGACZ Nome dos pesquisadores e colaboradores: Emerson Luiz Ortolan e Alexandre Badke Você está sendo convidado(a) a participar do projeto de pesquisa acima identificado. O documento abaixo contém todas as informações necessárias sobre a pesquisa que estamos fazendo. Sua colaboração neste estudo será de muita importância para nós, mas se desistir a qualquer momento, isso não causará nenhum prejuízo a você. 2. Identificação do Sujeito da Pesquisa e do Responsável Nome do idoso: Data de nascimento: Nome do responsável: Data de Nascimento: Profissão: Nacionalidade: Estado Civil: CPF: RG: Endereço: Telefone: E-mail: 3. Identificação do Pesquisador Responsável Nome: Alexandre Badke Profissão: Fisioterapeuta CREFITO: 55065-f Endereço: Rua JK 2086 Telefone: 8402-2897 E-mail: badke@fag.edu.br Eu, voluntário na pesquisa acima identificado, aceito participar ou autorizo a minha participação, como voluntário(a) no presente projeto de pesquisa. Discuti com o pesquisador responsável sobre a minha decisão em participar ou autorizar a sua participação e estou ciente que: 1. O(s) objetivo(s) desta pesquisa é(são): identificar o índice de fraturas em idosos institucionalizados da FAG 2. O procedimento para coleta de dados: Será realizado uma entrevista com os idosos aplicando um questionário, o mesmo sendo explicado e aplicado pelo pesquisador. 3. O(s) benefício(s) esperado(s) é(são) pode identificar o índice de fratura nos idosos e qual o maior tipo de fratura que acomete os idosos, para possíveis estudos e aperfeiçoamento no tratamento dos idosos. 4. O(s) desconforto(s) e risco(s) esperado(s) é(são) : que o idoso não compreendera a entrevista, ou que o mesmo fique constrangido em fornecer os dados ao pesquisador, por motivo de ser dados pessoais As medidas de proteção adotadas serão: A entrevista será de forma explicativa e individual para que não ocorra os constrangimentos acima citados. Os procedimentos para reduzir a ocorrência dos possíveis riscos e desconforto serão: uma pré explicação do projeto antes de se iniciar a pesquisa
  69. 69. 68 5. A minha participação neste projeto tem como objetivo: informar os dados necessários para pesquisa 6. A minha participação é isenta de despesas. 7. Declaro estar ciente de que não está prevista nenhuma forma de remuneração para a minha participação no presente estudo. 8. Tenho a liberdade de desistir ou de interromper a minha colaboração nesta pesquisa no momento em que desejar, sem necessidade de qualquer explicação. 9. A desistência não causará nenhum prejuízo à minha saúde ou bem estar físico. 10. Os resultados obtidos durante este estudo serão mantidos em sigilo, mas concordo que sejam divulgados em publicações científicas, desde que meus dados pessoais não sejam mencionados; Poderei consultar o pesquisador responsável (Emerson Ortolan) ou com endereço à Rua Nereu Ramos, 1954, Centro, Cep 85806-400, Fone: (45), 3226-0372 ou (45) 8802-2267 E-mail: <ortolan984@hotmail.com>, sempre que entender necessário obter informações ou esclarecimentos sobre o projeto de pesquisa e minha participação no mesmo. 11. Tenho a garantia de tomar conhecimento, pessoalmente, do(s) resultado(s) parcial(is) e final(is) desta pesquisa. Declaro que obtive todas as informações necessárias e esclarecimento quanto às dúvidas por mim apresentadas e, por estar de acordo, assino o presente documento em duas vias de igual teor (conteúdo) e forma, ficando uma em minha posse. _____________( ), _____ de ____________ de ______. ________________________________________ _________________________________ Sujeito da pesquisa Responsável pelo sujeito da pesquisa _________________________________ Pesquisador Responsável pelo Projeto Testemunhas: _______________________________________ _____________________________________ ______ Nome: Nome: RG: RG: CPF/MF: CPF/MF: Telefone: Telefone:
  70. 70. 69 APÊNDICE II: ENTREVISTA COM OS IDOSOS DADOS PESSOAIS: Nome: __________________________________________________________________ D/N: ___________ Idade: ___________ Endereço: _________________________________________________________________ Bairro: _______________________ Telefone:____________________________________ Coleta de Dados: 1- Já sofreu alguma queda? ( ) SIM ( ) NÃO Quantas: __________________________________________________________ 2- Onde ocorreu a queda? ( ) RUA ( ) CASA ( ) TRABALHO ( ) OUTROS Local: ____________________________________________________________________ 3- Nesta queda teve Fratura? ( ) SIM ( ) NÃO 4- Local da Fratura? ( ) MMSS ( ) MMII ( ) TRONCO ( ) CABEÇA Local:_____________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________

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