Ligamento Cruzado PosteriorIntroduçãoO Ligamento Cruzado Posterior (LCP) é classificado como estabilizadorestático do joel...
b) Força em sentido para baixo na coxa, com uma hiperflexão do joelho.Ex: aterrisagem de um salto.Esses dois mecanismos no...
médico precoce, porque conseguem deambular, fato que dificulta o diagnósticona fase aguda da lesão.[1]O indivíduo pode ser...
Quanto maior a flexão de joelho, maior será o grau de posteriorizaçãoda tíbia em relação ao fêmur, tanto na mobilização at...
Os exercícios de flexão do joelho são estritamente passivos durante asprimeiras semanas. Devemos tomar o cuidado de evitar...
No nível inicial do programa de corrida é realizado em primeiro lugaruma combinação de deambulação e corrida e progredindo...
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Ligamento cruzado posterior

  1. 1. Ligamento Cruzado PosteriorIntroduçãoO Ligamento Cruzado Posterior (LCP) é classificado como estabilizadorestático do joelho e sua função principal é restringir o deslocamento posteriorda tíbia em relação ao fêmur.Possui sua origem no côndilo femoral medial e se insere na faceposterior da tíbia. Este ligamento é constituído de duas bandas distintas, masinseparáveis, o feixe antero-lateral, espesso, e o póstero-medial, menor. Ofeixe ântero-lateral fica tenso em flexão e relaxado em extensão, enquanto queo feixe póstero-medial é tencionado em extensão e frouxo em flexão.[2]Com a evolução da medicina esportiva, novos método de diagnósticoalém da avaliação clinica, colaboraram para o diagnóstico preciso desta lesãoobservando-se um aumento da incidência de lesões que acometem o LCP emtorno de 09% a 20%, muito superior à porcentagem de estudos mais antigosonde a incidência de lesões era em torno de 3%.[3]A lesão do LCP causa instabilidade articular, podendo evoluir para umquadro de incapacidade funcional, caso não seja devidamente tratada.O prognostico em curto prazo é bom, com cerca de 45% a 80% dospacientes retornando a suas atividades de vida diárias sem restrições, incluindoa prática esportiva, até mesmo competitivo. No entanto podem aparecer lesõescomo degeneração da cartilagem articular, em relação a paciente em longoprazo devido à instabilidade articular.Mecanismo de LesãoMovimentos gerados por forças extrínsecas e intrínsecas, além doslimites articulares dão origem aos mecanismos de lesão que são divididos emtrês tipos principais:a) força externa na região anterior da tíbia com o joelho flexionado. Ex:acidente de automóvel onde há um contato brusco da região anterior datíbia com o painel do veículo.
  2. 2. b) Força em sentido para baixo na coxa, com uma hiperflexão do joelho.Ex: aterrisagem de um salto.Esses dois mecanismos normalmente causam lesão isolada do LCP.c) Uma hiperextensão do joelho que normalmente associa-se a umestresse em varo ou valgo, resultando numa lesão combinada deligamentos.[2]As rupturas do LCP podem ser totais ou parciais, podendo ser tanto dabanda antero-lateral quanto da banda póstero-medial. Durante o movimento delesão pode ocorrer uma fratura por avulsão na inserção do LCP. Se esse ossoavulso for refixado logo, há uma concordância geral que o prognóstico serámelhor.Classificação-Isoladas: ocorre quanto existe a ruptura de uma ou duas bandas do LCP.-Combinadas: ocorre quando existe a lesão do LCP juntamente com outroligamento ou menisco.TratamentoQuando existe a lesão isolada do LCP, pode haver avulsão do osso,nesses casos a fixação é recomendada.Nos casos que não aconteceu avulsão óssea, muitas vezes otratamento é conservador [4], ou seja, repouso e fisioterapia. No entanto seuma lesão isolada atingir a 15mm de instabilidade alguns autores recomendama reconstrução do ligamento de maneira cirúrgica.Se houver uma lesão combinada o LCP é lesionado juntamente comoutro ligamento, onde ocorre um aumento da instabilidade na articulação,dessa forma o tratamento recomendado é o cirúrgico.Quadro ClinicoOs pacientes que sofrem a lesão do LCP referem dor moderada,edema, aumento da temperatura local. Muitas vezes não procuram um auxílio
  3. 3. médico precoce, porque conseguem deambular, fato que dificulta o diagnósticona fase aguda da lesão.[1]O indivíduo pode ser assintomático por um longo período de tempo etornar-se sintomático a partir de um outro trauma ou de uma manifestação dedistúrbios conseqüente a posteriorização da tíbia em relação ao fêmur, como adegeneração femoropatelar.[1]A alteração da biomecânica do joelho devido à lesão do LCP e aconseqüente posteriorização da tíbia em relação ao fêmur, causa sobrecargafemoropatelar e lesões condrais na região dos côndilos femoral medial. Istoresulta em dor no compartimento anterior do joelho, fato que se agrava com opassar dos anos, com o aparecimento de artrite degenerativa nas regiõesacima citadas. Esta em conjunto ou não com o sinal de falseio é limitante paraa prática de atividades físicas.Os sintomas encontrados nas lesões do LCP são: hemartrose,instabilidade articular ao descer e subir escadas, com histórico de falseio aocaminhar em terrenos irregulares.[1]Nos sinais encontramos diminuição da força, função e tônus musculardo quadríceps, seguida da diminuição da propriocepção, já que os ligamentosdo joelho possuem estruturas que uma vez lesadas, resultam na perda deinformações para os comandos centrais de manutenção do trofismo muscular.Devido à força gravitacional o quadríceps tem a necessidade de umaestimulação contínua a descarga de peso adequada para manter o seutrofismo e função.Cuidados aos a cirurgiaApós a cirurgia o paciente pode sentir diminuição da força e do controlemuscular além da diminuição da sensibilidade na região próxima a cicatriz.Essequadro é temporário e tende a se normalizar durante o tempo de reabilitação.Medidas protetoras contra a ação da gravidade que incide na regiãoanterior da tíbia, como contração dos isquiotibiais, movimentos passivos deflexão exagerados do joelho e alongamento dos isquiotibiais a favor da ação dagravidade devem ser analisados de maneira rigorosa para se evitar qualquertipo de problema.[4]
  4. 4. Quanto maior a flexão de joelho, maior será o grau de posteriorizaçãoda tíbia em relação ao fêmur, tanto na mobilização ativa como na passiva nãodevemos ultrapassar ângulos maiores que 90º até no mínimo à quarta semanade pós-operatório.[5]Reabilitação do LCPO tratamento de lesão do LCP continua tendo grande controvérsia naortopedia atual, o objetivo principal do pós-operatório imediato é proteger oenxerto recém construído das forças de posteriorização da tíbia.[5]Os princípios importantes a serem considerados são: permitirmovimento imediato do joelho e evitar exercícios rigorosos dos isquiotibiaisdurante os primeiros cinco a seis meses do período pós-operatório.Os pacientes são alertados para que evitem qualquer tipo de exercícioou atividade que implique na incidência de grandes forças posteriores decisalhamento na tíbia, por ex., andar em planos inclinados descendentes,agachar-se e usar aparelhos para flexão dos isquiotibiais. Além disso,alertamos que o retorno precoce das atividades físicas no período pós-operatório significa um risco definido de nova lesão.Devemos permitir o movimento passivo (quando o fisioterapeuta realizao movimento) de 0 a 90º imediatamente após a operação.Os pacientes devem ser incentivados a readquirir a extensão do joelhotão logo seja possível para que seja evitada excessiva formação do tecidocicatricial na incisão intercondilar.A completa extensão dos joelhos deve ser obtida por volta da terceira asexta semana de pós-operatório. Não incentivamos a busca da hiperextensão,porque isso poderá aumentar o risco de ruptura do enxerto.A flexão do joelho ficará limitada durante as sete semanas do períodopós-operatório, para evitar a incidência de grandes forças posteriores decisalhamento.Exercícios de flexão passiva do joelho são realizados na posiçãosentada, para evitar excesso de pressão, devemos tomar cuidado deproporcionar apoio para a parte proximal da tíbia para evitar seu deslocamentoposterior nos exercícios.
  5. 5. Os exercícios de flexão do joelho são estritamente passivos durante asprimeiras semanas. Devemos tomar o cuidado de evitar a ativação dosisquiotibiais.Permitir que os pacientes descarreguem parcialmente o peso (25% dopeso corporal) durante as duas primeiras semanas, permitimos a progressãopara 50% de peso corporal na terceira semana, se o paciente demonstrar 0 a90º de flexão.Se a dor e hemartrose articular estão controladas, e se o tônus doquadríceps está satisfatório, na quarta semana do período pós-operatório opaciente tem permissão para sustentar mais peso e liberar as muletas.A descarga de peso tem progressão mediante o uso de uma técnica demarcha normal, evitando posições travadas do joelho incentivando a flexãonormal durante o ciclo da marcha.O fortalecimento muscular já ocorre no primeiro dia de fisioterapia,realizando exercícios isométricos leves. De 1ª a 5ª semana devemos tomarcuidado com exercícios que possam forçar o deslocamento posterior da tíbia,limitando os exercícios de cadeia cinética fechada. Com a boa evolução dopaciente os exercícios podem ser aumentados de forma gradualOs alongamentos de isquiotibiais são iniciados da primeira à quartasemana de pós-operatório, o paciente precisa ser instruído para que não façaalongamento agressivo e rigoroso, o que poderia resultar na ativação dosmúsculos isquiotibiais.Os outros grupos musculares são realizados alongamentos a partir doprimeiro dia de fisioterapia.Corrida e retorno às atividades esportivasPara que possa dar início ao programa de corridas o paciente precisademonstrar não mais de 30% de deficiência no torque médio para o quadrícepse os isquiotibiais nos testes isocinéticos. Não podem ter mais que trêsmilímetros de aumento no deslocamento antero posterior da tíbia no teste como artrômetro e a cirurgia deve ter ocorrido a pelo menos seis meses.
  6. 6. No nível inicial do programa de corrida é realizado em primeiro lugaruma combinação de deambulação e corrida e progredindo gradualmente com aevolução do paciente.REFERÊNCIAS BIBLIOGAFICAS1. CAMANHO GL. Patologia do joelho. Ed.Sarvier, São Paulo, 1996.2. FATTINI CA, DANGELO JG. Anatomia humana sistêmica e segmentar2ª edição. Ed. Atheneu, São Paulo, 1995.3. RODRIGUES A. Joelho: Patologia dos ligamentos. São Paulo:Cefespar, s.n.t.4. TODD S. ELLENBECKER. Reabilitação dos ligamentos do joelho,Ed.Manole, São Paulo, 2002.5. TRIA A J. Lesão ligamentares do joelho: Anatomia- Diagnóstico-Tratamento- Resultados.Ed. Revinter, Rio de Janeiro, 2002.

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