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AnatomiaExistem dois tendões fibulares, o fibular curto e o fibular longo. Originam na partelateral da perna, cruzam a art...
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Atividades físicas como futebol, basquete, tênis, volei, futebol americano e rugbi podemser importantes fatores para ocasi...
- Fatores biomecânicosUma análise da biomecânica global é essencial, especialmente quando não há históriatraumática, entor...
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A ressonãncia magnética é o exame mais sensível (abrangente), dependendo do caso suasolicitação é requisitada.TratamentoO ...
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- FisioterapiaAlongamento FortalecimentoTratamento CirúrgicoA opção cirúrgica é requerida quando o tratamento conservador ...
- Tenossinovite (inflamação) – Limpeza da sinovia (estrutura que cobre o tendão), comremoção do tecido inflamado- Tendinos...
Pós operatório- Retirar pontos após 7 a 10 dias- Sem pisar com o pé operado por 2 a 4 semanas (depende do procedimento).Im...
Complicações- Infecção, má cicatrização, dor recorrente e complicações anestésicas13
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Lesões dos tendões fibulares

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Lesões dos tendões fibulares

  1. 1. 1
  2. 2. AnatomiaExistem dois tendões fibulares, o fibular curto e o fibular longo. Originam na partelateral da perna, cruzam a articulação do tornozelo atrás do maléolo lateral (osso daparte de fora do tornozelo) e se extendem até o pé.Atrás do maléolo lateral, os tendões fibulares se encontram dentro do sulco fibular, umaespécie de acomodação para os tendões deslizarem e não sairem do lugar durante omovimento do tornozelo.A superfície do túnel é reforçado por uma faixa de tecido chamada de retináculo.  Existeainda um segundo retináculo abaixo do primeiro que juntamente com o superiorgarantem o trajeto correto dos fibulares.2
  3. 3. A sua localização do lado de fora da articulação do tornozelo, assim como osligamentos laterais, proporcionam estabilidade lateral nesta junta.Têm a função de realizar o movimento de eversão (pé para fora) e flexão plantar (pépara baixo).Em 20 % dos indivíduos pode apresentar “os peroneum”, uma forma oval ou redondade ossículo acessório dentro da substância do tendão fibular longo, próximo ao ossocubóide.Uma outra estrutura “os vesalianum” é encontrado na inserção do tendão fibular curto,em 0,1% da população.EstatísticaA estatística no Brasil não é realmente conhecida, mas acredita-se que o número decasos vêm crescendo a medida que o diagnóstico é feito.Di Giovanni e colaboradores encontraram 77% dos pacientes com instabilidade lateralcrônica do tornozelo, tiveram algum tipo de lesão dos fibulares. Brandes e Smithobservou uma incidência de 33% de acometimento dos dois fibulares.Fatores de risco- Atividades físicasUm dos pricipais fatores de risco, é o esporte de alto impacto para o tornozelo, ondenecessita movimentos laterais desta junta.3
  4. 4. Atividades físicas como futebol, basquete, tênis, volei, futebol americano e rugbi podemser importantes fatores para ocasionar a doença, principalmente por causa dos entorsesde repetição.- Fatores anatômicosO pé cavo varo, devido o aumento da curvatura e a sobrecarga na borda lateral externado pé, é descrito como um importante fator para o acometimento dos tendões.Brandes e Smith relataram que 82% dos pacientes com tendinopatia (doença) do fibularlongo tinham um cavo-varo do retropé (parte de trás do pé). A presença de um “osperoneum” também tem sido postulada como predispor à ruptura do fibular longo.4
  5. 5. - Fatores biomecânicosUma análise da biomecânica global é essencial, especialmente quando não há históriatraumática, entorses de repetição ou pé cavo varo. As alterações de comprimento daperna, impacto femoroacetabular, dores nas costas são alguns dos fatorescorrelacionados.Tipos de LesõesExistem diferentes tipos de lesões dos tendões fibulares, dependendo do grau deacometimento e estágio encontrado.“Tendinites” TenossinoviteRupturas Luxação e Subluxação5
  6. 6. ClínicaPacientes com problemas do tendão fibular geralmente descrevem a dor na parte externado tornozelo ou logo atrás do maléolo lateral. Esta dor geralmente piora com aatividade e melhora com o repouso. Pode apresentar inchaço atrás ou debaixo domaléolo lateral também.DiagnósticoO diagnóstico é feito através da história e do exame físico do paciente. Deve-se palpartodo complexo lateral do tornozelo em busca da região dolorosa e sua correspondênciaanatômica, assim como observar alterações no pé, especialmente o tipo cavo varo.6
  7. 7. É importante a realização dos testes de instabilidade de tornozelo, uma vez que esteacometimento esta intimamente associado as lesões dos tendões fibulares.O exame radiográfico é extremamente útil, pois possibilita a avaliação das deformidadesestruturais do retropé (varo), presença de “os peroneum” e confirma ou descartafraturas.Os peroneum Fratura do quinto metatarsoA ultrassonografia, por ser um exame dinâmico, tem bastante validade nas subluxaçõese luxações dos fibulares. Determina também a extensão e grau de comprometimento dotendão, nas rupturas.7
  8. 8. A ressonãncia magnética é o exame mais sensível (abrangente), dependendo do caso suasolicitação é requisitada.TratamentoO tratamento inicial deve ser o não cirúrgico, consiste em mudanças de hábito emrelação a atividade física, uso de órteses e cunhas (elevações) laterais para asdeformidades e fisioterapia.A utilização de medicamentos orais e tópicos (locais) podem ser administrados,enquanto que a infiltração não é aconselhado.8
  9. 9. - Repouso. Em certas ocasiões é necessário a imobilização por 2 a 4 semanas e mudançade hábito nas atividades físicas (diminuição da frequencia e intensidade)- Órteses e cunhas (elevações) laterais nas deformidades em varo do calcanhar,posicionando dessa forma numa posição neutra- Administração de antiinflamatórios orais e tópicos (locais), sempre prescrito pelomédico- Infiltração não é aconselhado, pelo risco de degeneração tardia do tendão9
  10. 10. - FisioterapiaAlongamento FortalecimentoTratamento CirúrgicoA opção cirúrgica é requerida quando o tratamento conservador não obtem sucesso. Ocorte na pele depende da extensão da lesão, variando de 4 a 8 cm, na região externa dotornozelo.Em alguns casos é indicado a investigação do tendão por método endoscópico, onde sãorealizados dois mínimos cortes de 1cm na pele.Alguns procedimentos preconizados dependendo do tipo de acometimento.10
  11. 11. - Tenossinovite (inflamação) – Limpeza da sinovia (estrutura que cobre o tendão), comremoção do tecido inflamado- Tendinoses (degeneração - ruptura) – Sutura (ponto) no tendão, em alguns casos énecessário a retirada da estrutura lesado e posterior união com o tendão saudável- Luxação e Subluxação. As lesões do retináculo, devem ser reparadas, para que osfibulares mantenham em sua localização original11
  12. 12. Pós operatório- Retirar pontos após 7 a 10 dias- Sem pisar com o pé operado por 2 a 4 semanas (depende do procedimento).Imobilização com tala gessada ou Robofoot.- Fisioterapia após a 4 semana- Atividades físicas de impacto após a 12 semana- Pode demorar de 6 a12 meses o edema (inchaço) (em alguns casos persiste mais que12 meses)12
  13. 13. Complicações- Infecção, má cicatrização, dor recorrente e complicações anestésicas13

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