ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE ALAGOAS
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE – SUVISA
DIRETORIA DE VI...
Informe nº 2 Edição: Trimestral Período: Janeiro a Junho Ano: 2012
SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA
ESQUISTOSSOMOSE NO BRASIL
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Os dados comparativos dos últimos cinco anos
mostram manutenção da prevalência em torno de 7
a 9% (conforme gráfico abaixo...
Tabela 2 – Nº de notificações, óbitos e internações por
esquistossomose em Alagoas. 2008 a 2012.
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ÇÕES GERAIS
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AÇÕES DE PREVENÇÃO E CONTROLE
DA ESQUISTOSSOMOSE:
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DA ESQUISTOSSOMOSE:
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Informe sobre a esquistossomose

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Informe sobre a esquistossomose

  1. 1. ESTADO DE ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE ALAGOAS SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE – SUVISA DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – DIVEP INFORME SOBRE A ESQUISTOSSOMOSE EDITORIAL Este informe tem como objetivo fornecer informações trimestrais sobre a situação epidemiológica da esquistossomose. É de circulação geral e tem como público- alvo profissionais de saúde envolvidos com as atividades de vigilância epidemiológica da esquistossomose mansoni e/ou cidadãos que necessitam ter acesso a esta informações. As informações aqui disponibilizadas têm como fonte de dados quatro meios de informação: • DATASUS/MS • Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN; • Sistema de Informação do Programa de Informe nº 2 Edição: Trimestral Período: Janeiro a Junho Ano: 2012 SINTOMATOLOGIASINTOMATOLOGIA 1. Fase inicial: Pode ser assintomática ou com presença de dermatites cercarianas que são Figura 1. Cadeia de transmissão da esquistossomose. Fonte: Amaral, R.S, 2006. SIM • Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose – SISPCE; • Sistema de Informação de Mortalidade – SIM. 1 É uma doença transmitida quando o indivíduo entra em contato com águas superficiais onde existem caramujos do gênero biomphalaria, hospedeiros intermediários, liberando cercárias. (figura 1) A suscetibilidade ao verme é geral. Qualquer pessoa independente de sexo, cor e idade, uma vez entrando em contato com as cercárias, pode vir a contrair a doença. CONCEITOCONCEITO MODO DE TRANSMISSÃOMODO DE TRANSMISSÃO presença de dermatites cercarianas que são micropápulas avermelhadas semelhante a picadas de inseto (duram de 24 a 72 horas). 2. Forma aguda: Após dois meses da fase inicial a pessoa infectada passa a apresentar anorexia, náuseas, astenia, diarréia e cefaléia. 3. Fase crônica: O fígado é o órgão mais comprometido, as queixas mais comuns são diarréia frequente e dor abdominal. Com a evolução da doença pode ocorrer as formas graves: a) Hepatomegalia: o fígado é palpável e endurecido. O paciente não apresenta varizes de esôfago; b) Hepatoesplenomegalia: - Compensada: pode apresentar hemorragia digestiva; - Descompensada: ascite, icterícia e encefalopatia c) Mielorradiculopatia esquistossomótica: forma mais grave e incapacitante. Pode se manifestar sem história clínica prévia ou diagnóstico de esquistossomose. Sinais e sintomas: dor lombar, alterações de sensibilidade de membros inferiores e disfunção urinária. Com a evolução, seguem-se fraqueza de membros inferiores e impotência sexual. Surgem de forma aguda. A esquistossomose é uma doença infecciosa parasitária provocada por vermes do gênero Schistosoma, inicialmente assintomática, que pode evoluir até as formas clínicas extremamente graves.
  2. 2. Informe nº 2 Edição: Trimestral Período: Janeiro a Junho Ano: 2012 SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA ESQUISTOSSOMOSE NO BRASIL SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA ESQUISTOSSOMOSE NO BRASIL SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA ESQUISTOSSOMOSE EM ALAGOAS SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA ESQUISTOSSOMOSE EM ALAGOAS DIAGNÓSTICO LABORATORIALDIAGNÓSTICO LABORATORIAL Pesquisa de ovos de Schistosoma mansoni nas fezes: Técnica de Kato-Katz: Além da visualização dos ovos, permite que seja feita a contagem destes por grama de fezes, fornecendo um indicador quantitativo para se avaliar a intensidade da infecção. Técnica de sedimentação espontânea, também conhecida por Hoffman: Permite a identificação dos ovos e sua diferenciação em viáveis ou não. OUTROSOUTROS MÉTODOSMÉTODOS:: BiópsiaBiópsia retal,retal, hepática,hepática, ee ultrassonografiaultrassonografia dodo abdomeabdome.. O Estado de Alagoas, composto de 102 municípios, possui um contingente de 3.120.922 habitantes, distribuídos em 27.818,5 km². As condições socioeconômicas são desfavoráveis ao controle do agravo. De acordo com dados do IBGE, censo 2010, 78,5% da população tem canalização interna para abastecimento de água ligada à rede geral e 33% dos domicílios possuem instalações sanitárias (ligado à rede geral de esgoto ou pluvial, fossa séptica ou rudimentar). Associado a estes aspectos, o Estado apresenta 69% de seus municípios compreendendo a área endêmica de esquistossomose, com concentração de formas graves e mortalidade atribuída à doença. Em Alagoas, mais de 2 milhões e meio de pessoas vivem sob risco da doença em áreas endêmicas. (mapa 2).A esquistossomose é endêmica em vasta extensão do território nacional, considerada ainda um grave problema de saúde pública no Brasil porque acomete milhões de pessoas, provocando um número expressivo de formas graves e óbitos. (Mapa 1). 2 Fonte: Diretrizes Técnicas do Ministério da Saúde No período de 2001 a 2011 a média de portadores de S. mansoni identificados por meio de inquéritos coproscópicos foi de 129.818. De 2001 a 2003 o percentual de positividade situou- se na média de 7,3. A partir de 2004 esse percentual decresceu gradativamente e alcançou 5,1% em 2011. A maior prevalência da esquistossomose é encontrada nas regiões Sudeste e Nordeste do país onde Alagoas se destaca, juntamente, com Pernambuco, Sergipe e Bahia como estados hiper-endêmicos para o agravo. área endêmica área indene O Estado é rico em recursos hídricos, e têm nas bacias dos Rios Mundaú e Paraíba os principais focos do agravo (mapa 3). Os hospedeiros intermediários do S. mansoni, caramujos Biomphalaria glabrata e Biomphalaria straminea estão relacionados com a transmissão da doença, sendo que o primeiro se destaca como o de maior importância epidemiológica. bacia do paraíba bacia do mundaú (Mapa 1). Mapa 1. Situação epidemiológica da esquistossomose. Brasil 2011. Mapa 2. Área endêmica da esquistossomose – Alagoas, 2011. Mapa 3. Municípios que compreendem as bacias hidrográficas, principais focos da esquistossomose em Alagoas
  3. 3. Os dados comparativos dos últimos cinco anos mostram manutenção da prevalência em torno de 7 a 9% (conforme gráfico abaixo), ainda considerada alta quando comparados com os dados do Brasil que está em torno de 5 a 6%. A implementação de medidas regulares de controle da esquistossomose, teve impacto sobre a prevalência e a intensidade das infecções humanas. DADOS EPIDEMIOLÓGICOSDADOS EPIDEMIOLÓGICOS Nas áreas endêmicas, os casos detectados nos inquéritos coproscópicos e os atendidos na demanda passiva da Rede de Atenção à Saúde continuam sendo registrados no SISPCE, como é realizado na rotina. O que a Portaria traz de novo é a obrigatoriedade da notificação no Sinan dos casos diagnosticados como formas graves e investigação utilizando a Ficha de Investigação de Esquistossomose. A ficha de investigação será modificada nos campos relativos aos dados complementares do caso, bem como a definição de caso de esquistossomose será reformulada para atender a Portaria. Por enquanto, continua sendo utilizada a ficha vigente. CONSIDERAÇÕES GERAISCONSIDERAÇÕES GERAIS Os dados do SISPCE retratam que, em 2011, 5 municípios apresentaram prevalência maior ou igual a 15%, 27 municípios entre 5 e 15% e 31 menor que 5% de prevalência. Dos 70 municípios da área endêmica, 7 não enviaram informações das atividades realizadas (mapa 7). Gráfico 1 – Prevalência da esquistossomose. Alagoas e Brasil. 2007 a 2011. Fonte: SESAU/DIVEP/SISPCE.DATASUS/MS Informe nº 2 Edição: Trimestral Período: Janeiro a Junho Ano: 2012 0 5 10 2007 2008 2009 2010 2011 6 6 5 5 5 8,73 8,36 8,81 7,28 7,43 BRASIL ALAGOAS NOTIFICAÇÕESNOTIFICAÇÕES A portaria nº 104/11, que define a relação de doenças, agravos e eventos em saúde pública de notificação compulsória em todo território nacional, em seu Art.3º, § 2º diz que: “Os casos de esquistossomose nas áreas endêmicas serão registrados no Sistema de Informação do Programa de Vigilância e Controle da Esquistossomose – SISPCE e os casos de formas graves deverão ser registrados no Sinan, sendo que nas áreas não endêmicas todos os casos devem ser registrados no Sinan”. Desta forma, a esquistossomose continua sendo doença de notificação compulsória e fica entendido que: Nas áreas não endêmicas, todos os casos detectados na Rede de Atenção à Saúde e também os casos de formas graves hepatointestinal, hepática, hepatoesplênica, vasculopulmonar, neurológica e ectópicas) serão notificadas no Sinan e investigados utilizando a Ficha de Investigação de Esquistossomose. Fonte: SISPCE/DIVEP/ SESAU. Atualizado em 8/8/12 Comparando os dados da esquistossomose, entre os sistemas que registram a endemia, verifica-se uma diminuição nas internações (tabela 2). Do total, Maceió, União dos Palmares e Rio Largo apresentaram 40,8% das internações. A mortalidade vem apresentando dados oscilantes ao longo dos últimos cinco anos. De janeiro a dezembro de 2011 foram registrados 62 óbitos. Quando comparado com o mesmo período de 2010 (28 óbitos) apresenta um aumento de 122%, conforme mostra a tabela 2. 2007 a 2011. Fonte: SESAU/DIVEP/SISPCE.DATASUS/MS Mapa 7. Prevalência da esquistossomose na área endêmica de Alagoas. 2011. > de 15% 5 a 15% < 5% Sem informação 3
  4. 4. Tabela 2 – Nº de notificações, óbitos e internações por esquistossomose em Alagoas. 2008 a 2012. INFORMA - ÇÕES GERAIS 2008 2009 2010 2011* 2012 * *Notificação 78 46 89 64 30 **Óbito 45 51 28 62 27 ***Internação 23 22 10 13 03 Fonte: *SINAN NET **SIM - *** SIH/SUS/DATASUS; (*) parcial. Nas notificações, os dados mostram oscilações que aconteceram em decorrência da mudança do sistema de notificação (SINANW – SINANNET) e da publicação da portaria nº 2.472/10 (tabela 2). Em áreas vulneráveis, originalmente indenes é necessário: diagnosticar, investigar, notificar e fazer o controle de cura dos casos. Informe nº 2 Edição: Trimestral Período: Janeiro a Junho Ano: 2012 PORTARIA 2.556 DE 28/10/2011PORTARIA 2.556 DE 28/10/2011 Considerando a necessidade de controlar a esquistossomose e as Geohelmintíases, diagnosticar precocemente os casos, realizar tratamento dos casos, ações de Art. 23. Caberá às Secretarias Estaduais de Saúde, a realização do monitoramento e assessorias técnicas às Secretarias Municipais de Saúde no processo de implementação e execução das ações, visando o cumprimento das metas. CRITÉRIOS ADOTADOS ESQUISTOSSOMOSE: Municípios prioritários – aqueles com prevalência maior ou igual a 10% e com populações em áreas de extrema pobreza. GEOHELMINTOSES: Municípios prioritários: aqueles com prevalência acima ou igual a 10%, populações em áreas de extrema pobreza e Índice de Desenvolvimento Humano Municipal- IDHM menor ou igual a 0,554. AÇÕES E METAS DA ESQUISTOSSOMOSE AÇÕES: I – Implantação do tratamento coletivo para esquistossomose em crianças em idade escolar ( 5 a 14 anos de idade);casos, realizar tratamento dos casos, ações de mobilização e educação em saúde e visando o fortalecimento da vigilância epidemiológica resolve: Art. 1º Estabelecer mecanismo de repasse financeiro do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde Estaduais, do Distrito Federal e Municipais, por meio do Piso Variável de Vigilância e Promoção da Saúde, qualificação das ações de Tracoma, Esquistossomose e Geohelmintíases. Art. 2º O recebimento do incentivo que trata o artigo anterior foi realizado por adesão ao processo de qualificação das ações de vigilância de uma ou mais doenças, previstas na portaria, podendo ser ou não cumulativos. A adesão foi formalizada por meio do Termo de Compromisso e submetido à Comissão Inter gestores Bipartite (CIB), para pactuação e homologação e posterior encaminhamento à Secretaria de Vigilância em Saúde para publicação da portaria de autorização de repasse do incentivo. Art. 21. As metas definidas serão monitoradas e avaliadas formalmente a cada seis meses e o não cumprimento delas, no período de 12 meses, implicará na suspensão do repasse do incentivo. ( 5 a 14 anos de idade); II – Intensificação dos inquéritos coproscópicos nas localidades endêmica; III – Tratamento de todos os casos positivos para esquistossomose identificados nos inquéritos, em parceria com a Estratégia Saúde da Família; METAS: Realizar cobertura de no mínimo 80% dos tratamentos coletivos em escolares; Realizar a cobertura nos inquéritos de no mínimo 80% dos residentes das localidades endêmicas; Realizar a cobertura de 100% de tratamento dos casos positivos nos inquéritos; Realizar a cobertura de 100% de investigação dos casos graves de esquistossomose residentes. AÇÕES E METAS DA GEOHELMINTÍASES AÇÕES: I – Implantação do tratamento coletivo em crianças em idade escolar (5 a 14 anos); II – Intensificação das atividades de forma conjunta e integrada nos municípios onde a esquistossomose, geohelmintoses e tracoma coexistem com altas prevalências. 4
  5. 5. AÇÕES DE PREVENÇÃO E CONTROLE DA ESQUISTOSSOMOSE: AÇÕES DE PREVENÇÃO E CONTROLE DA ESQUISTOSSOMOSE: MALACOLOGIA : Inspeções de coleções hídricas para determinar a localização de moluscos hospedeiros da esquistossomose; Aplicação de substâncias moluscicidas para reduzir a população de caramujos, em situações especiais que não ofereçam risco para a população, sob a devida orientação. COPROSCOPIA: Os inquéritos coproscópicos periódicos têm por finalidade acompanhar a evolução da doença nos municípios e localidades trabalhadas e identificar as pessoas que devem ser tratadas. São de fundamental importância na avaliação do impacto das ações de controle. Conforme orientações das diretrizes técnicas do programa, a cada dois anos os municípios devem trabalhar 100% Quanto à realização de exames, dos 70 municípios da área endêmica, 20 municípios alcançaram a meta, 30 não atingiram e 20 estão sem informação das atividades (mapa 5). Em relação à pesquisa malacológica, apenas três municípios realizaram a atividade (Maceió, Arapiraca e Teotônio Vilela). Essa ação sofreu descontinuidade desde a descentralização (1999), na maioria dos municípios. Mapa 4. Municípios quanto as atividades malacológicas – Alagoas, 2012. Informe nº 2 Edição: Trimestral Período: Janeiro a Junho Ano: 2012 Fonte: SISPCE/DIVEP/SESAU Atualizado em 08/08/2012 Realizou malacologia Não pactuou anos os municípios devem trabalhar 100% das localidades. A Pactuação Anual das Ações de Vigilância é a realização da: Pesquisa malacológica - cuja meta é realizar em 10% das coleções hídricas de importância epidemiológica; Exames coproscópicos - cobertura de no mínimo 90% das localidades com percentual de positividade igual ou maior que 5%; Tratamento dos positivos – Tratar 90% dos portadores de S. mansoni. O acompanhamento dos dados é feito através do Sistema do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE) implantado em 100% dos municípios da área endêmica. Mapa 5. Municípios quanto a realização de exames coproscópicos – Alagoas, 2012. 5 INDICADORES :INDICADORES : TRATAMENTO : O Ministério da Saúde preconiza o tratamento de 90% dos positivos com praziquantel, comprimido de 600mg; Quanto ao tratamento dos portadores de S.mansoni diagnosticados, dos 70 municípios da área endêmica, 11 municípios alcançaram a meta, 39 não alcançaram e 20 estão sem informação das atividades realizadas. (mapa 6). Mapa 6. Municípios quanto ao tratamento dos portadores de Shistosoma mansoni diagnosticados – Alagoas .2012. Fonte: SISPCE/DIVEP/SESAU Atualizado em 08/08/12 Alcançou Não Alcançou Sem informação Alcançou Não Alcançou Sem informação Fonte: SISPCE/DIVEP/SESAU Atualizado em 08/08/12
  6. 6. A redução da morbimortalidade da esquistossomose requer a detecção precoce e pronto tratamento de todos os portadores para evitar que a ação patogênica acumulativa dos ovos do S. mansoni provoque alterações nos RECOMENDAÇÕES Envolver o gestor e técnicos municipais das áreas de vigilância, endemias e atenção básica, por intermédio de ações de articulação, sensibilização e capacitação, tendo em vista o desenvolvimento das ações integradas; Envolver as equipes de agentes de endemias dos municípios, definindo as atividades de campo (localidades a serem trabalhadas) e a articulação com as equipes da atenção básica; Realizar regularmente a busca ativa dos portadores; Encaminhar todos os positivos para avaliação e tratamento médico; Notificação das formas graves com respectiva investigação e classificação dos casos; Alimentar regularmente o SISPCE; Intensificar as ações de prevenção e controle da esquistossomose com o objetivo de: Prevenir a ocorrência de formas graves; Reduzir a prevalência da infecção, por Informe nº 2 Edição: Trimestral Período: Janeiro a Junho Ano: 2012 CONSIDERAÇÕES FINAISCONSIDERAÇÕES FINAIS METAS: Realizar a cobertura de no mínimo 80% dos tratamentos coletivos em crianças em idade escolar. Mapa 8 – municípios contemplados na portaria 2.556 ovos do S. mansoni provoque alterações nos órgãos afetados, especialmente fígado, resultando na hipertensão portal e outras formas graves da doença. Cabe aos municípios realizar regularmente busca ativa e tratamento dos portadores, por longo prazo, em média em ciclos bienais, para manter a prevalência baixa e reduzir o aparecimento das formas graves. A busca ativa dos portadores só deverá ser reduzida ou interrompida, quando as medidas permanentes de controle eliminarem a transmissão. Os resultados dos exames coproscópicos devem ser monitorados permanentemente para identificação dos casos com cargas parasitárias elevadas (acima de 17 ovos/lâmina), visando atenção especial a esses pacientes para evitar que eles desenvolvam formas graves. Reduzir a prevalência da infecção, por localidade, a níveis inferiores a 5%; Evitar a dispersão da endemia; EXPEDIENTE O Informe sobre Esquistossomose é uma publicação oficial da Gerência de Agravos Transmitidos por Zoonoses, Vetores e Fatores Ambientais - GATZVFA da Diretoria de Vigilância Epidemiológica - DIVEP da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas. Governador do Estado de Alagoas: - Teotônio Vilela Filho Secretário de Estado da Saúde: - Alexandre de Melo Toledo Superintendente de Vigilância à Saúde: - Sandra Tenório Accioly Canuto. Diretor de Vigilância Epidemiológica: - Cleide Maria da Silva Moreira. Gerente de Agravos Transmitidos por Zoonoses, Vetores e Fatores Ambientais: - Marina de Abreu Accioly Canuto Gerente Núcleo de Vigilância a Agravos de Veiculação Hídrica/Alimentar: - José Lourenço das Brotas Neto Programa de Controle da Esquistossomose: - Jean Lúcia dos Santos Editoração Eletrônica: - Maíra Cunha Neri Revisão: - Laisa Granja Esses dados reforçam a necessidade da intensificação das ações de prevenção e controle, maior flexibilidade do programa, bem como, integração de suas ações à rede de atenção básica, uma vez que, um dos objetivos do programa de controle é reduzir a prevalência da infecção, por localidade, a níveis inferiores a 5%. 6

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