Hipertensão e nutrição

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Hipertensão e nutrição

  1. 1. Hipertensão e Nutrição    A partir da década de 60, as doenças cardiovasculares superaram  as infecto‐contagiosas como primeira causa de morte no país. Sendo que  a  hipertensão  arterial  é  um  dos  maiores  riscos  para  o  desenvolvimento  das  doenças  cardiovasculares,  explicando  40%  das  mortes  por  acidente  vascular cerebral (AVC) e 25% por doença arterial coronariana.  O excesso de peso é um fator de risco para a hipertensão. Estima‐se que 20% a 30% da  prevalência de hipertensão arterial pode ser explicada por essa associação. Assim, todos os  hipertensos com excesso de peso devem ser incluídos em programas de redução de peso. A  meta  é  alcançar  um  índice  de  massa  corporal  (IMC)  inferior  a  25kg/m2  e  circunferência  de  cintura inferior a 102cm para homens e 88cm para mulheres.  Estudos mostram a relação entre o perfil alimentar e a pressão arterial. Indivíduos que  ingerem mais frutas, verduras, legumes, leite desnatado e seus derivados, quantidade reduzida  de gordura saturada e colesterol apresentam níveis mais baixos de pressão arterial.    Recomendações gerais  A conduta alimentar básica para pacientes hipertensos deve:    • Controlar ou manter o peso corporal em níveis adequados;  • Reduzir a quantidade de sal na elaboração do alimentos e retirar o saleiro da mesa; 
  2. 2. • Restringir o consumo de alimentos industrializados ricos em sal, como embutidos, conservas,  enlatados, defumados, salgados de pacote tipo “snacks”;  • Limitar ou abolir o consumo de bebidas alcoólicas;  • Dar preferência a temperos naturais como limão, ervas, alho, cebola, salsa e cebolinha, ao  invés de similares industrializados;  • Substituir doces e derivados do açúcar por carboidratos complexos e frutas;  • Incluir, pelo menos, cinco porções de frutas/verduras no plano alimentar diário, com ênfase  nos vegetais verdes ou amarelos ou frutas cítricas;  • Optar por alimentos com reduzido teor de gordura e, preferencialmente, do tipo mono ou  poliinsaturada, presentes nas fontes de origem vegetal, exceto óleo de dendê e coco;  •  Manter  ingestão  adequada  de  cálcio  pelo  uso  de  produtos  lácteos,  de  preferência,  desnatados;    Sal  Estudos revelam inúmeras evidências dos efeitos benéficos da restrição no consumo de sal na  dieta:  • Redução da pressão arterial;  • Menor prevalência de complicações cardiovasculares;  • Menor aumento da pressão arterial com o envelhecimento;  • Possibilidade de prevenção de elevação da pressão arterial.   
  3. 3. Para tais benefícios, recomenda‐se a ingestão de no máximo 6g de sal (NaCl), o que  equivale a 2,4g de sódio. É importante ressaltar, que muitos alimentos já contém sal na sua  composição. No quadro abaixo, temos a quantidade de alguns alimentos que equivalem a 1g  de  sal  de  cozinha,  os  quais  devem  ser  evitados  para  que  não  se  exceda  a  recomendação  máxima diária.  1 grama de sal de cozinha equivale a:  • 1/2 gomo de lingüiça calabresa  • 1 1/2 unidade de salsicha  • 4 fatias finas de mussarela  • 5 fatias finas de queijo prato  • 1 1/2 unidade de sardinha em lata  • 4 unidades de azeitona  • 1 unidade de pão francês  • 1/2 de tablete de caldo concentrado  • 1 colher de sopa de shoyo     Potássio  A  ingestão  de  potássio  promove  uma  modesta  redução  da  pressão  arterial.  Assim,  deve‐se optar pelo consumo de alimentos pobres em sódio e ricos em potássio, como vegetais  e frutas frescas.   
  4. 4.   Alimentos ricos em potássio:  • Grãos e cereais: feijão, soja, grão‐de‐bico, ervilha, lentilha, aveia e pão de glúten.  •  Hortaliças:  beterraba,  cenoura,  almeirão,  chicória,  couve  de  bruxelas,  couve  manteiga,  rabanete e espinafre.   • Frutas: abacaxi, abacate, banana e maracujá.  • Tubérculos: batata, mandioca, cará e batata‐doce.  • Outros: amêndoa, avelã, amendoim, merluza, peru e vitela.    Prevenção   A  prevenção  é  o  meio  mais  eficiente  de  se  combater  a  hipertensão  arterial.  Assim,  seguir as recomendações já citadas é uma boa estratégia de prevenção.    Fernanda Ferreira Marcolino   Acadêmica de Nutrição da USP  Estagiária da Nutrociência 

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