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Hipertensão arterial referida em mulheres idosas prevalência e fatores associados

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Hipertensão arterial referida em mulheres idosas prevalência e fatores associados

  1. 1. - 241 -Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2008 Abr-Jun; 17(2): 241-9.HIPERTENSÃO ARTERIAL REFERIDA EM MULHERES IDOSAS:PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOSREPORTED HYPERTENSION IN ELDERLY WOMEN: PREVALENCE AND ASSOCIATEDFACTORSLA HIPERTENSIÓN ARTERIAL REFERIDA EN MUJERES ANCIANAS: PREVALENCIA YFACTORES ASOCIADOSSonia Maria Junqueira Vasconcellos de Oliveira1, Jair Lício Ferreira Santos2, Maria Lúcia Lebrão3,Yeda Aparecida de Oliveira Duarte4, Ângela Maria Geraldo Pierin51 Doutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica da Escola deEnfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP). São Paulo, Brasil.2 Doutor em Saúde Pública. Professor Titular do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de RibeirãoPreto da USP. São Paulo, Brasil.3 Doutora em Saúde Pública. Professora Titular do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP.São Paulo, Brasil.4 Doutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica da EEUSP. São Paulo, Brasil.5 Doutora em Enfermagem. Professora Titular do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica da EEUSP. São Paulo, Brasil.RESUMO: Estudo transversal que caracterizou a prevalência da hipertensão arterial referida e identificouos fatores associados. A amostra constou de 1.265 mulheres idosas, residentes no município de SãoPaulo, que participaram do Projeto Saúde, Bem-estar e Envelhecimento realizado de 2000 a 2001. Ahipertensão arterial foi considerada como variável dependente para fins de análise e das possíveisassociações. A prevalência da hipertensão arterial foi 55,3% em mulheres com 60 a 74 anos e 60,7%naquelas com 75 anos e mais. No modelo final de regressão múltipla as variáveis que permaneceramcomo fatores associados à hipertensão arterial referida foram: diabetes (odds ratio=3,43), doença cardíaca(odds ratio=3,32), idade (odds ratio=1,57), número de filhos (odds ratio=1,51), índice de massa corporal (oddsratio=1,04), e estado de saúde (odds ratio=2,00). Conclui-se que a prevalência da hipertensão referida ésimilar aos dados de outros estudos.ABSTRACT: This cross-sectional study aimed to measure the prevalence of reported hypertensionand to identify associated factors. The sample consisted of 1265 elderly women, residents of the cityof São Paulo, Brazil, who were interviewed in the Health, Well-being and Aging Project from 2000to 2001. Hypertension was considered a dependent variable in analyzing possible associated factors.Hypertension prevalence was 55.3% in women from 60 to 74 years old and 60.7% in women 75 yearsold and more. In the final multiple regression model the variables which remained as associatedfactors to reported hypertension were: diabetes (odds ratio=3.43), cardiac disease (odds ratio=3.32),age (odds ratio=1.57), number of children (odds ratio=1.51), body mass index (odds ratio=1.04),health conditions (odds ratio=2.00). We conclude that the prevalence of reported hypertension issimilar to that seen in other studies.RESUMEN: Este estudio transversal tuvo como objetivo medir la prevalencia de la hipertensión arterialreferida e identificar los factores asociados. La muestra consistió de 1.265 mujeres ancianas, residentesen la ciudad de São Paulo, que fueron entrevistadas en el proyecto Salud, Bienestar y Envejecimiento,realizado en 2000 y 2001. La hipertensión fue considerada como variable dependiente para analizar losposibles factores asociados. La prevalencia de la hipertensión arterial fue 55,3% en mujeres de 60 a 74años, y de 60,7% en aquellas mujeres con 75 años o más. Al final de la regresión múltiple, las variablesque permanecieron en el modelo como factores asociados a la hipertensión referida fueron: diabetes(odds ratio=3,43), enfermedad cardiaca (odds ratio=3,32), edad (odds ratio=1,57), número de hijos(odds ratio=1,51), índice de masa corporal (odds ratio=1,04), y condiciones de salud (odds ratio=2,00).Se concluye que la prevalencia de la hipertensión referida es similar a los datos de otros estudios.P A L A V R A S - C H A V E :Hipertensão. Prevalência.Saúde do idoso.KEYWORDS: Hypertension.Prevalence. Health of theelderly.P A L A V R A S - C L A V E :Hipertensión. Prevalencia.Salud del anciano.Hipertensão arterial referida em mulheres idosas: prevalência...Sonia Maria Junqueira Vasconcellos de OliveiraEndereço: Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 41905.403-000 - São Paulo, SP, Brasil.E-mail: soniaju@usp.br Artigo original: PesquisaRecebido em: 15 de outubro de 2007Aprovação final: 13 de maio de 2008
  2. 2. - 242 -Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2008 Abr-Jun; 17(2): 241-9.INTRODUÇÃOO envelhecimento da população é um fatoconstatado mundialmente e tem sido documen-tado por vários trabalhos publicados nos últimosanos.1-3No entanto, o envelhecimento populacio-nal não se refere aos indivíduos, ou a cada geraçãoe sim à mudança na faixa etária da população,que indica um aumento das pessoas acima dedeterminada idade, considerada como critério doinício da velhice.4A Lei N° 8.842/94 dispõe sobre a PolíticaNacional do Idoso e no capítulo I, artigo 2º, diz:“[...] considera-se idoso, para efeitos desta lei, apessoa maior de 60 anos de idade”.5:77O número crescente de idosos deve-se aalguns fatores determinantes, como a redução damortalidade geral, sobretudo a infantil, diminui-ção das taxas de fecundidade e aumento das taxasde sobrevida. Aos fatores do processo de envelhe-cimento, os autores acrescentam a melhoria nascondições de saneamento e infra-estrutura básicae os avanços da medicina e da tecnologia.6No Brasil, o envelhecimento populacionalapresenta características peculiares em razão darapidez com que acontece esta transição demográ-fica. Até 1960, a população brasileira apresentou-se muito estável, com distribuição etária quaseconstante. Era uma população bastante jovem com,aproximadamente, 52% abaixo de 20 anos e menosde 3% acima dos 65 anos. Houve significativodeclínio da mortalidade, a longevidade passou dequase 33 anos, no início do século XX,7para 71,6anos, em 2004.8Entre 1960 e 1980, observou-se uma quedade 33% na fecundidade constatada pelo processocontínuo de estreitamento da base da pirâmideetária, conseqüentemente, com envelhecimento dapopulação.4No último censo, a população de ido-sos totalizou cerca de 14,5 milhões de brasileiros,9com projeção de 32 milhões, em 2020, e ocupará osexto lugar mundial.2,10Em razão da transição demográfica, mudan-ça de uma população jovem para uma envelhecida,altera-se o panorama epidemiológico relativo àmorbidade e mortalidade de uma determinadapopulação. As doenças infecto-contagiosas preva-lentes nos jovens tendem a diminuir sua incidên-cia, enquanto as crônico-degenerativas aumentamsua freqüência.10No processo de envelhecimento, inúmerosagravos à saúde poderão surgir em decorrênciadas várias alterações fisiológicas e funcionais,peculiares ao grupo de idosos, tornando o in-divíduo mais vulnerável às doenças crônicas.O resultado desta constatação implica umademanda crescente por serviços de saúde, quefreqüentemente exigem intervenções onerosas,envolvendo tecnologia complexa.2,7Outro aspecto a ser considerado na popu-lação de idosos é o contingente maior do sexofeminino. Em 2000, dos 14,5 milhões de idosos,55,1% eram mulheres.9O aumento da expectativade vida no sexo feminino é mais significativo doque no masculino, o que pode ser justificado porfatores biológicos e pela diferença de exposiçãoaos fatores de risco de mortalidade.11Em relação à morbidade, embora o enve-lhecimento seja um processo natural, nessa faseda vida é comum o aparecimento de doençascrônico-degenerativas, limitações físicas, perdascognitivas, sintomas depressivos, declínio senso-rial, acidentes e isolamento social.10A avaliação realizada pelo suplemento es-pecial da Pesquisa Nacional por Amostras de Do-micílio (PNAD) - Saúde, de 1998, indagou como ogrupo de idosos considerava seu estado de saúde.Constatou que cerca de 83% referiram como regu-lar ou bom. No entanto, essa proporção diminuipara 75%, quando se considera a faixa de 80 anosou mais. Os problemas de saúde detectados foram:hipertensão arterial, doença da coluna e artrite,entre outros. O pior estado de saúde foi relatadopelas mulheres comparado aos homens.1A hipertensão arterial é uma doença denatureza multifatorial com alta prevalência na po-pulação idosa, tornando-se um fator determinantenas elevadas taxas de morbidade e mortalidadedesses indivíduos. Acomete quase 60% dos idosos,está freqüentemente associada a outras doençascomo a arteriosclerose, diabetes mellitus e síndro-me metabólica, conferindo a este grupo alto riscocardiovascular.12-14As estimativas de prevalência da hiperten-são arterial variam muito, dependendo, não sódas diferenças reais entre as populações, mas, doponto de corte definido, do método usado paramedir a pressão arterial, da faixa etária avaliada,dos critérios utilizados (pessoas hipertensas tra-tadas e controladas) e da representatividade daamostra.15-16A identificação da doença hipertensiva napopulação é tarefa difícil, pois exige mensuraçãoda pressão arterial e informações a respeito do usorecente de medicação.17O fato tem estimulado abusca por indicadores simples que poderiam serOliveira SMJV, Santos JLF, Lebrão ML, Duarte YAO, Pierin AMG
  3. 3. - 243 -Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2008 Abr-Jun; 17(2): 241-9.utilizados nos estudos de base populacional.18A hipertensão auto-referida tem sido usada emvários inquéritos de saúde, entre eles, o NationalHealth and Nutricion Examination Survey,19nos Es-tados Unidos da América e a PNAD no Brasil.20Estudo que analisou a validade da hiperten-são auto-referida encontrou 72,1% de sensibilidadee 86,4% de especificidade, concluindo que a hiper-tensão auto-referida é um indicador apropriado àdoença hipertensiva.18Assim, este estudo teve por objetivo avaliar,em mulheres com 60 anos ou mais, a prevalên-cia da hipertensão arterial referida e identificarvariáveis relacionadas às características pessoaise sociodemográficas, doenças referidas, dadosantropométricos e hábitos de vida.MÉTODOEntre janeiro de 2000 e março de 2001, aOrganização Pan-Americana da Saúde (OPAS)coordenou o Estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhe-cimento (SABE), em sete países da América Latinae Caribe, cujo propósito foi realizar uma coletasistemática de informações sobre as condições devida e saúde das pessoas idosas. Trata-se de umestudo multicêntrico, transversal, de campo, comabordagem quantitativa realizado em sete cida-des, seis delas capitais: Buenos Aires (Argentina),Bridgetown (Barbados), São Paulo (Brasil), San-tiago (Chile), Havana (Cuba), Cidade do México(México) e Montevidéu (Uruguai).No Brasil, a população desse estudo cons-tituiu-se de 2.143 idosos residentes no municí-pio de São Paulo. A amostra foi composta pelosomatório de uma amostra probabilística e deuma intencional, para complementar a amostrade idosos em velhice avançada. Para sorteio dedomicílios, usou-se o método de amostragem porconglomerados, em dois estágios, sob o critériode partilha proporcional ao tamanho da amostra.Os dados finais foram ponderados, conforme suarepresentatividade na população. Da amostratotal, 1.265 eram mulheres que na ocasião repre-sentavam a população idosa feminina residenteno município de São Paulo. O estudo realizado na cidade de São Paulofoi coordenado pelo Departamento de Epidemiolo-gia e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisada Faculdade de Saúde Pública da Universidadede São Paulo (Processo Nº 67/1999).21Coleta de dadosOs dados foram coletados, por meio de en-trevistas domiciliares, feitas com um instrumentoconstituído de 11 blocos temáticos*, que abordamdados pessoais, avaliação cognitiva, estado desaúde, estado funcional, medicamentos, uso eacesso aos serviços, rede de apoio familiar e social,história laboral e fontes de ingresso, característicasda moradia, antropometria, flexibilidade e mobili-dade. O instrumento foi elaborado por um comitêregional formado por pesquisadores responsáveisem cada país, além de especialistas nas temáticasespecíficas do estudo.22As entrevistas foram realizadas diretamentecom a idosa e em alguns casos com um informantesubstituto, em decorrência do estado cognitivo damulher. Os coletadores apresentaram-se falandoa finalidade do estudo e ressaltando o aspectosigiloso da entrevista. A participação das mulhe-res no estudo foi inteiramente voluntária e todasassinaram o Termo de Consentimento Livre eEsclarecido, em duas vias, ficando uma em posseda participante e a outra com os pesquisadores. Adescrição detalhada da metodologia empregadapode ser encontrada em publicação específica.22Definição das variáveisA variável hipertensão arterial referida foiconsiderada, como variável dependente para finsde análise e de estudo das possíveis associaçõesque foi considerada no estudo como dicotômica,isto é, com o valor zero (sem referência de HA)e um (HA referida). As variáveis independentesforam selecionadas entre as disponíveis, quantoàs características sociodemográficas, doenças re-feridas e características pessoais. Todas essas va-riáveis foram avaliadas binomialmente, de formaa facilitar a análise dos resultados. As definições,categorias de referência e de contraste encontram-se agrupadas no Quadro 1.Análise dos dadosInicialmente, procedeu-se o cruzamentode cada variável independente com a HA. Asporcentagens de presença ou ausência da hiper-tensão arterial referida foram anotadas, segundoas categorias das variáveis independentes. Osvalores da odds ratio não ajustados foram calcula-dos, como indicação de possíveis associações. Paraavaliação conjunta das possíveis associações das* Disponível em http://www.fsp.usp.br/sabeHipertensão arterial referida em mulheres idosas: prevalência...
  4. 4. - 244 -Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2008 Abr-Jun; 17(2): 241-9.variáveis independentes com a variável depen-dente, usaram-se a regressão logística binomial ea variável desfecho (HA), tendo as categorias zeroe um como acima mencionado. Para facilidade deinterpretação, as variáveis independentes foramtransformadas em dicotômicas, conforme especi-ficado. A técnica de ajuste do modelo foi realizada“por passos”. O modelo inicia-se com todas asvariáveis presentes, sendo retirada em cada ciclo,aquela que menos contribuiu para o ajuste. Aofinal, permanecem apenas as variáveis cujos oddsratio são significantes ao nível de 5%.23Quadro 1 – Definições, referências e contrastes das variáveis independentes utilizadas na análise.São Paulo - SP, 2000.Variáveis independentesNome Definição Referência ContrasteIdade Idade em anos 60 a 74 ≥ a 75Nacionalidade Nacionalidade do entrevistado Brasileiro EstrangeiroEscolaridade Anos de estudo completados Até 3 anos ≥ 4 anosRendaPosição na distribuição de acordo como quintilAté o 2º quintil ≥ ao 2º quintilDisponibilidade de dinheiroConsidera suficiente o dinheirodisponívelSim NãoEtnia Raça ou cor referida Branco Não BrancoFilhos Número de filhos tidos Até 2 filhos ≥ a 3 filhosUnião Condição marital Sem cônjuge Com cônjugeDepressão Presença de depressão Não SimDiabetes Auto-referência ao diabetes Não SimNeoplasias Auto-referência a neoplasias Não SimDoença pulmonar crônicaAuto-referência a doença pulmonarobstrutiva crônicaNão SimDoença cardíaca Doença cardiovascular Não SimDoença cerebrovascularAuto-referência à doença cérebro-vascularNão SimDoença ósteo-articular Auto-referência à doença ósteo-articular Não SimProblema nervoso ou psiquiátrico Auto-referência a doenças psiquiátricas Não SimEstado de saúde Saúde referida Bom Regular/MauÍndice de Massa Corpórea (IMC) Posição na distribuição do IMC Até 3º quartil ≥ ao 3º quartilRazão cintura-quadril (RCQ) Razão cintura-quadril Abaixo da mediana Acima da medianaBebida alcoólica Consumo de álcool nos últimos 3 meses Não SimTabagismo Consumo de tabaco Nunca Fuma ou fumouMenopausa Idade da última menstruação Antes de 50 anos ≥ a 50 anosTerapia de reposição hormonal Usa ou usou hormônio Não SimVariável dependente (resposta)Hipertensão Hipertensão arterial referida Não SimRESULTADOSNo município de São Paulo, os resultadosapontam que a prevalência da hipertensão arterialreferida foi de 55,3% em mulheres com 60 a 74 anose de 60,7% para o grupo acima de 75 anos.Nos dados das Tabelas 1, 2 e 3, a seguir,constam as análises bivariadas das variáveis inde-pendentes com a variável dependente e os valoresdos odds ratio não ajustados.Oliveira SMJV, Santos JLF, Lebrão ML, Duarte YAO, Pierin AMG
  5. 5. - 245 -Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2008 Abr-Jun; 17(2): 241-9.Tabela 1 - Prevalência de hipertensão arterialreferida, segundo as variáveis sociodemográfi-cas e respectivos odds ratio (não ajustados). SãoPaulo - SP, 2000.VariáveisHipertensãoreferida OddsratioNão(%)Sim(%)Filhosaté 2 filhos≥ 3 filhos49,838,650,261,41,56EtniaBrancoNão Branco45,638,254,461,21,35Disponibilidade de dinheiroSimNão48,240,951,859,11,34Idade60 a 74≥ 7544,739,355,360,71,25NacionalidadeBrasileiroEstrangeiro43,838,356,261,71,25UniãoSem cônjugeCom cônjuge44,442,055,658,01,10EscolaridadeAté 3 anos≥ 4 anos38,448,261,651,70,67RendaAté o 2º quintil≥ do 2º quintil38,350,161,749,90,62O fato de apresentar idade acima de 75 anose ser estrangeiro elevou em 25% a chance de terhipertensão arterial referida. O mesmo ocorreupara falta de disponibilidade de dinheiro, corda pele informada não branca, ter três filhos oumais e ter cônjuge que elevaram as chances de terhipertensão arterial referida em 34%, 35%, 56% e10%, respectivamente.Em relação à escolaridade e renda, os acha-dos demonstraram que ter essas variáveis emníveis mais elevados exerceu efeito protetor parahipertensão arterial referida.As doenças cardíacas e o diabetes foram ex-pressivos fatores associados, pois suas ocorrênciasaumentaram as chances de hipertensão arterialreferida em mais de três vezes, e a presença dedoença cerebrovascular cerca de duas vezes.Ressalta-se, ainda, que fatores psicoemocionais,também, elevaram as chances de hipertensão ar-terial referida, embora em menor magnitude.Tabela 2 - Prevalência da hipertensão arterial re-ferida, segundo as variáveis de doenças referidase estado de saúde e respectivos odds ratio (nãoajustados). São Paulo - SP, 2000.VariáveisHipertensãoreferida OddsratioNão(%)Sim(%)DiabetesNãoSim48,819,851,280,23,85Doença cardíacaNãoSim48,123,051,977,03,10Doença cérebro vascularNãoSim44,527,055,573,02,17Doença ósteo-articularNãoSim47,637,852,462,21,49DepressãoNãoSim45,039,755,060,31,24Problema nervoso oupsiquiátricoNãoSim43,742,156,357,91,07Doença pulmonar crônicaNãoSim43,443,655,656,40,99NeoplasiasNãoSim43,344,656,755,40,94Estado de saúdeBomRegular/mau54,334,745,765,32,23A auto-avaliação do estado de saúde con-firma o potencial de bom marcador para váriaspatologias, incluindo a HA que teve seu riscoaumentado por 2,23 na categoria regular/mau.Hipertensão arterial referida em mulheres idosas: prevalência...
  6. 6. - 246 -Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2008 Abr-Jun; 17(2): 241-9.Tabela 3 - Prevalência de hipertensão arterialreferida, segundo as variáveis antropométricas,hábitos de vida, menopausa e respectivos oddsratio (não ajustados). São Paulo - SP, 2000.VariáveisHipertensãoreferidaOddsratioNão(%)Sim(%)Índice de massa corpóreaAté o 3º quartil≥ 3º quartil48,830,051,270,02,22Razão cintura quadrilAbaixo da medianaAcima da mediana49,434,950,665,11,83TabagismoNuncaFuma ou fumou45,638,154,461,91,36Bebida alcoólicaNãoSim41,152,258,947,80,64MenopausaAntes de 50 anos≥ a 50 anos43,346,056,754,00,90Terapia de reposiçãohormonalNãoSim42,746,257,353,80,87O índice de massa corpórea na faixa maiselevada aumentou em 2,2 vezes a chance de hi-pertensão arterial referida, enquanto para a razãocintura-quadril o acréscimo foi de 83%. Por outrolado, entre os hábitos de vida, a ingesta de bebidaalcoólica teve efeito protetor e o hábito de tabagis-mo atual ou anterior aumentou em 36% a chancede hipertensão arterial referida.Quanto as variáveis menopausa (após 50anos) e fazer uso de terapia de reposição hormonal,apresentaram efeito protetor.Os dados da Tabela 4 apresentam os resul-tados do modelo final de regressão logística múl-tipla. Nesta análise, permaneceram como fatoresassociados idade, IMC, diabetes, número de filhos,doença cardíaca e o estado de saúde.Todas as variáveis que permaneceram no mo-delo são fatores associados ao risco, não se obtendonenhumacomofatordeproteção.Asvariáveismaisimportantes foram: diabetes e doença cardíaca,que aumentaram as chances acima de três vezes deocorrer hipertensão arterial referida. O estado desaúde citado confirmou ser um bom marcador paraa ocorrência da hipertensão arterial referida. Idademais elevada e maior número de filhos, também,permaneceram significantemente associados emníveis semelhantes. O índice de massa corporal,emborasignificante,apresentoumenorcontribuiçãopara a associação com a hipertensão neste estudo.Tabela 4 - Análise de regressão múltipla dosfatores associados à hipertensão arterial referidaem mulheres idosas. São Paulo - SP, 2000.VariáveisOddsratioajIntervalo de Confiança(95%)Diabetes 3,43 1,948 – 6,031Doença cardíaca 3,32 1,909 – 5,779Estado de saúde 2,00 1,346 – 2,963Idade 1,57 1,061 – 2,320Filhos 1,51 1,020 – 2,238IMC 1,04 1,001 – 1,078N = 598 Log pseudolikelihood = -364.63 Teste Wald (Chi2)z =0.000 Pseudo R2 = 0,116DISCUSSÃOReconhecidamente, a hipertensão arterial éuma doença de alta prevalência nacional e mun-dial, acompanhada de elevado risco de morbidadee mortalidade que se constitui em um grave pro-blema de saúde pública. Além disso, sua evoluçãoé lenta e silenciosa, o que dificulta a percepção dosindivíduos portadores da doença. Nesse sentido,uma das limitações do atual estudo foi a utilizaçãoda informação referida sobre a ocorrência de hi-pertensão arterial. No entanto, como abordado naintrodução, pela facilidade a hipertensão arterialreferida tem sido utilizada em grandes inquéritosde saúde de base populacional. Assim, um estudorealizado no Brasil verificou que a hipertensãoauto-referida é um indicador apropriado comsensibilidade e especificidade relativamente ele-vadas.18Embora, pesquisas feitas em nosso meioapontem que cerca de um quarto24a metade16dosindivíduos desconhece sua condição de hiperten-so. Por outro lado, os trabalhos mencionam que,em geral, o conhecimento da hipertensão é maiorentre as mulheres.24-27No município de São Paulo, a prevalência dahipertensão arterial referida foi de 55,3% nas mu-Oliveira SMJV, Santos JLF, Lebrão ML, Duarte YAO, Pierin AMG
  7. 7. - 247 -Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2008 Abr-Jun; 17(2): 241-9.lheres entre 60 e 74 anos e 60,7% no grupo acima de75 anos. Os dados da PNAD de 1998 mostram que49,7% das mulheres brasileiras citaram hipertensãoarterial, considerando a faixa etária acima de 60anos.27Também, utilizando a mesma metodologia,valores semelhantes foram observados no estudotransversal de base populacional com mulheresidosas residentes na área urbana do município deCampinas, que constatou prevalência de hiperten-são de 50,4%; 54,1% e 52% nas faixas 60 a 69 anos,70 a 79 anos e ≥ 80 anos, respectivamente.25No entanto, pesquisa realizada em Cianor-te - Paraná, com avaliação dos níveis pressóricos,verificou maior prevalência de hipertensão arte-rial (72,4%) nas mulheres na faixa etária de 60 a69 anos.16Na cidade de Bambuí - Minas Gerais, oestudo de base populacional medindo a pressão in-diretamente encontrou 61,5% dos idosos (homense mulheres) com hipertensão arterial.24Outro estu-do transversal realizado em Rotterdam - Holanda,com 7.983 participantes, com 55 anos ou mais eavaliação indireta da pressão arterial com ponto decorte em ≥ 160/95 mmHg, encontrou menor pre-valência de hipertensão entre as mulheres idosas(39%).28Estes resultados apontam que a doençahipertensiva é um problema de saúde, não só dosgrandes centros urbanos, mas também de cidadespequenas, como Bambuí e Cianorte.Entre os fatores de risco para hipertensãoarterial, são citados na literatura: hereditariedade,idade avançada, sexo feminino, grupo étnico, me-nor nível de escolaridade, condição socioeconômi-ca desfavorável, obesidade, etilismo, sedentarismo,tabagismo e o uso de anticoncepcionais orais.14,25Neste estudo, os resultados apontaram comofatores associados à hipertensão arterial referidana análise bivariada: idade acima de 75 anos, serestrangeiro, cor da pele não branca, ter três filhosou mais, ter companheiro, falta de disponibilidadede dinheiro. Entre as doenças mencionadas, sobres-saíram:diabetes,doençacardíacaecerebrovascular,maiores índices de massa corporal e razão cintura-quadril, além de tabagismo atual ou anterior. Apósajustamento, algumas dessas variáveis foram con-firmadas pela análise multivariada, porém outrasperderam a importância, provavelmente, por tra-duziremseuspapéisdeassociaçõessecundárias.Asvariáveis que permaneceram no modelo, em ordemdecrescente de magnitude, foram: diabetes, doençacardíaca, estado de saúde, idade mais avançada,maior número de filhos e maior IMC.Destaca-se que o aumento do IMC nas fai-xas de sobrepeso e obesidade tem sua magnitudecaracterizada por se constituir em fator de risco,tanto para hipertensão como para diabetes. Estasdoenças contribuem para problemas cardiovas-culares que representam a principal causa demorbidade e mortalidade em nosso meio. Estudodesenvolvido com a mesma base de dados da pes-quisa SABE demonstrou prevalência de 40,5% deobesidade entre as mulheres acima de 60 anos.29Os fatores de risco diabetes e doença cardíaca,encontrados na atual pesquisa, estão em conso-nância com os resultados de outros estudos.25,27-28Ligado a essas co-morbidades, o IMC elevado tam-bém foi um fator que apresentou associação com ahipertensão, semelhante aos observados em outrostrabalhos.24-26Cabe destacar que a avaliação do esta-dodesaúdedeformainsatisfatória,provavelmente,tenharesultadodaassociaçãodosdiferentesfatores,fato comprovado por outros autores.25-26Quanto à associação do maior número de fi-lhos e hipertensão referida, poderia ser decorrenteda implicação de uma condição socioeconômicamais desfavorável.No que tange à idade, observou-se no estratosuperior maior prevalência da hipertensão arterial,o que é esperado, pois a tendência da pressãoarterial é de aumento com o passar dos anos, fatocomprovado em diferentes populações.14,16,25,27-28Finalmente, considerando o delineamentodeste estudo, uma das limitações foi a impossibi-lidade de se afirmar a temporalidade dos fatoresassociados encontrados. Para tanto, é necessárioo desenvolvimento de estudos longitudinais, queestãosendorealizadosnopresentemomento.Outroaspecto,quemerecesercomentado,équepesquisasde morbidade auto-referidas podem subestimar asprevalências das doenças, em razão de problemasde memória ou mesmo falta de diagnóstico.CONSIDERAÇÕES FINAISApesar dos estudos demonstrarem progres-sos na prevenção, detecção, tratamento e controleda hipertensão nas últimas décadas, o desafio paracontrolar a doença é grande e parece ser comum,tanto em países desenvolvidos como naqueles emdesenvolvimento.Os dados do presente estudo corroboramos achados já evidenciados na literatura que des-tacam a importância da faixa etária elevada noaumento da prevalência da hipertensão arterial.Acrescenta-se, ainda, que condições importantescomo fatores associados, a saber: doença cardio-vascular, diabetes e obesidade demonstraram maisHipertensão arterial referida em mulheres idosas: prevalência...
  8. 8. - 248 -Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2008 Abr-Jun; 17(2): 241-9.uma vez que os profissionais da saúde devemreunir esforços com ações preventivas, visandoa minimizar o aparecimento de complicaçõesdecorrentes do quadro hipertensivo.Embora a cidade de São Paulo tenha sidoescolhida por ser considerada uma grande metró-pole e, por tal razão, envolver uma ampla diversi-dade de idosos (diferentes etnias, culturas, estratossocioeconômicos, estruturas sociais, entre outros),mais estudos podem ser necessários, considerandoas divergências das regiões brasileiras.Referências1 Camarano AA. Envelhecimento da populaçãobrasileira: uma contribuição demográfica. In: FreitasEV, Py L, Néri AC, Cançado FAX, Gorzoni ML,Rocha SM. Tratado de geriatria e gerontologia. Riode Janeiro (RJ): Guanabara-Koogan; 2002. p.58-71.2 Veras RP. Em busca de uma assistência adequadaà saúde do idoso: uma revisão da literatura eaplicação de um instrumento de detecção precoce ede previsibilidade de agravos. Cad. 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Disponível em: http://www.ibge.gov.br9 FundaçãoIBGE.População:censosdemográficos,2000[online]. Rio de Janeiro (RJ): 2000 [acesso em 2006 Set03]. Disponível em: http://www.ibge.gov.br10 Ramos LR. Epidemiologia do envelhecimento. In:Freitas EV, Py L, Néri AC, Cançado FAZ, Gorzoni ML,Rocha SM. Tratado de geriatria e gerontologia. Riode Janeiro (RJ): Guanabara Koogan; 2002. p.72-8.11 Veras RP. Atenção preventiva ao idoso: umaabordagem de saúde coletiva. In: Papaléo Netto M,editor. Gerontologia. São Paulo (SP): Atheneu; 1996.p.383-93.12 Pierin AMG, Mion Júnior D. Atuação da equipe deEnfermagem na hipertensão arterial. In: Ministérioda Saúde (BR), Programa de Saúde da Família;Universidade de São Paulo, Instituto para oDesenvolvimento da Saúde. Manual de Enfermagem.São Paulo (SP): MS/USP; 2001. p.149-54.13 Brandão AP, Brandão AA, Freitas EV, MagalhãesMEC, Pozzan R. Hipertensão arterial no idoso. In:Freitas EV, Py L, Néri AC, Cançado FAX, Gorzoni ML,Rocha SM. 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  9. 9. - 249 -Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2008 Abr-Jun; 17(2): 241-9.prevalência, fatores associados e práticas de controleno município de Campinas, São Paulo, Brasil. Cad.Saúde Pública. 2006 Fev; 22 (2): 285-94.26FirmoJOA,UchôaE,Lima-CostaMF.ProjetoBambuí:fatores associados ao conhecimento da condição dehipertenso entre idosos. Cad. Saúde Pública. 2004Mar-Abr; 20 (2): 512-21.27 Lima-Costa MF, Barreto SM, Giatti L. Condiçõesde saúde, capacidade funcional, uso de serviços desaúde e gastos com medicamentos da populaçãoidosa brasileira: um estudo descritivo baseado naPesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Cad.Saúde Pública. 2003 Maio-Jun; 19 (3): 735-43.28 van Rossum CTM, van de Mheen H, WittemanJCM, Hofman A, Mackenbach JP, Grobbee DE.Prevalence, treatment, and control of hypertensionby sociodemographic factors among the Dutchelderly. Hypertension. 2000 Mar; 35 (3): 814-21.29 Barbosa AR, Souza JMP, Lebrão ML, Marucci MFN.Estado nutricional e desempenho motor de idososde São Paulo. Rev. Assoc. Med. Bras. 2007 Jan-Fev;53 (1): 75-9.Hipertensão arterial referida em mulheres idosas: prevalência...

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