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Hipertensão arterial – abordagem geral

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Hipertensão arterial – abordagem geral

  1. 1. O Projeto Diretrizes, iniciativa conjunta da Associação Médica Brasileira e Conselho Federalde Medicina, tem por objetivo conciliar informações da área médica a fim de padronizarcondutas que auxiliem o raciocínio e a tomada de decisão do médico. As informações contidasneste projeto devem ser submetidas à avaliação e à crítica do médico, responsável pela condutaa ser seguida, frente à realidade e ao estado clínico de cada pacienteTratamento da Fase Agudado Acidente Vascular CerebralAcademia Brasileira de NeurologiaElaboração Final: 24 de Julho de 2001Autoria: Gagliardi RJ, Raffin CN, Fábio SRCColaboradores: Bacellar A, Longo AL, Massaro AR, Moro CHC,André C, Nóvak EM, Dias-Tosta E, Yamamoto FI,Damiani IT, Maciel Jr JA, Fernandes JG, Vega MG,Fukujima MM, Lanna MA, Oliveira RMC, Melo-Souza SE, Novis SAP, Tognola WA1Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de MedicinaO Projeto Diretrizes, iniciativa conjunta da Associação Médica Brasileira e Conselho Federalde Medicina, tem por objetivo conciliar informações da área médica a fim de padronizarcondutas que auxiliem o raciocínio e a tomada de decisão do médico. As informações contidasneste projeto devem ser submetidas à avaliação e à crítica do médico, responsável pela condutaa ser seguida, frente à realidade e ao estado clínico de cada paciente.Hipertensão Arterial – Abordagem GeralSociedade Brasileira de Cardiologia eSociedade Brasileira de NefrologiaElaboração Final: 03 de Fevereiro de 2002Autoria: Mion Jr D, Machado CA, Gomes MAM, Nobre F,Kohlmann Jr O, Amodeo C, Praxedes JN, Pascoal I,Magalhães LC.
  2. 2. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina2 Hipertensão Arterial - Abordagem GeralDESCRIÇÃO DO MÉTODO DE COLETA DE EVIDÊNCIAS:Reunião consensual e multidisciplinar para elaboração do texto cominclusão das citações bibliográficas, a partir da colaboração demédicos filiados às sociedades de cardiologia, hipertensão e nefrologia.A partir de um texto básico referencial, os participantes, divididos emgrupos de trabalho, geraram, por acréscimos e subtrações ao textobásico, recomendações aprovadas, posteriormente em plenária, quepermitiram a edição do texto preliminar. Em diferentes momentosforam realizadas as buscas de referências cruzadas e artigosrelacionados mais relevantes, como estudos epidemiológicos e multicêntricosclássicos. Procurou-se indicar trabalhos relevantes de autoresbrasileiros. Esta diretriz é uma versão resumida do referido consenso,adaptado em trabalho colaborativo com a Comissão Técnica do ProjetoDiretrizes da Associação Médica Brasileira.GRAU DE RECOMENDAÇÃO E FORÇA DE EVIDÊNCIA:A: Estudos experimentais e observacionais de melhor consistência.B: Estudos experimentais e observacionais de menor consistência.C: Relatos ou séries de casos.D: Publicações baseadas em consensos ou opiniões de especialistas.OBJETIVOS:Oferecer um guia prático, adequado à realidade brasileira, para preven-ção, diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial não complicada.Informações sobre complicações da hipertensão arterial primária e so-bre condutas clínicas na hipertensão arterial secundária ao diabetes, gravidez,doença renovascular, ou associada a outras condições encontram-se nadiretriz denominada “hipertensão arterial – situações especiais”.
  3. 3. 3Hipertensão Arterial - Abordagem GeralProjeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de MedicinaINTRODUÇÃOA hipertensão é um dos principais agravos à saúde no Brasil.Eleva o custo médico-social, principalmente pelas suas complica-ções, como as doenças cérebro-vascular, arterial coronariana evascular de extremidades, além da insuficiência cardíaca e dainsuficiência renal crônica.Desde 1963, as doenças cardiovasculares superaram as outrascausas de morte, sendo responsáveis atualmente por 27% dosóbitos. Houve aumento do risco de morte por estas doenças de1980 a 1984, seguido de queda até 1996.Diferentemente do quadro norte-americano, que mostrou re-dução de 60% na mortalidade por doença cérebro-vascular e 53%por doença arterial coronariana, no Brasil (Figura 1) a reduçãoverificada foi de 20% e 13%, respectivamente. As tendências derisco de morte por doenças cardiovasculares são diferentes nasdiversas regiões com queda no Sudeste e Sul, aumento no Cen-tro-Oeste e Nordeste e estabilidade no Norte1(B).Os estudos de prevalência são poucos e não representativos dopaís. Os inquéritos mostrados na Figura 2 apontam alta prevalência,da ordem de 22% a 44%2(B) 3-6(A) 7(C). Em função desta realida-de, deve-se estabelecer programas de controle em todo o país.Mortalidade no Brasil, de 1980 a 1996.Porcentagem de declínio ajustada por idadeFigura 1Doença cerebrovascular Doença arterial coronária
  4. 4. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina4 Hipertensão Arterial - Abordagem GeralDIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃOO diagnóstico de hipertensão é estabelecidocom medida de pressão realizada com métodose condições descritos na Tabela 1, de acordo comos níveis tensionais relacionados na Tabela 2.MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL17,19(D)O aparelho de coluna de mercúrio é o maisadequado. O aneróide deve ser testado a cadaseis meses e os eletrônicos são indicados somentequando validados.Prevalência de hipertensão arterial: estudos populacionais para pressão arterial > 140/90 mm HgFigura 2Tabela 1Medida da pressão arterial1. Certificar-se que o paciente não está com a bexiga cheia; praticou exercícios físicos; ingeriubebidas alcoólicas, café, alimentos ou fumou até 30 minutos antes. Manter pernas descruzadas ebraço na altura do coração8-13(B)14(D).2. Deixar o paciente descansar por 5 a 10 minutos8-11,13,15(B).3. Usar manguito de tamanho adequado (bolsa de borracha com largura = 40% ecomprimento = 80% da circunferência do braço)16(B).4. Palpar o pulso radial e inflar até seu desaparecimento para a estimar a Sistólica17(D).5. Posicionar a campânula do estetoscópio sobre a artéria braquial17(D).6. Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mm Hg o nível estimado da pressão sistólica.Desinflar lentamente17(D).7. Determinar a sistólica no aparecimento dos sons e a diastólica no desaparecimento dos sons.Não arredondar os valores para dígitos terminados em zero ou cinco17(D).
  5. 5. 5Hipertensão Arterial - Abordagem GeralProjeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de MedicinaROTINA DIAGNÓSTICA(D)Realizar no mínimo duas medidas dapressão por consulta, na posição sentada, ese as diastólicas apresentarem diferençasacima de 5 mm Hg, fazer novas medidas atése obter menor diferença. Na primeira ava-liação, as medições devem ser obtidas emambos os membros superiores. Em caso dediferença, utilizar sempre o braço de maiorpressão. Recomenda-se que as medidassejam repetidas em pelo menos duas ou maisvisitas antes de confirmar o diagnóstico dehipertensão.A medida na posição ortostática deveser feita, pelo menos, na avaliação inicial,especialmente em idosos, diabéticos, porta-dores de disautonomias, dependentes doálcool e usuários de medicação anti-hipertensiva.CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS,CLASSIFICAÇÃO E RECOMENDAÇÕESPARA SEGUIMENTO20(D)Qualquer atribuição de valor numéricoé arbitrária e qualquer classificação insufi-ciente. Considerar, além dos níveis de pres-são, a presença de fatores de risco, co-morbidades e lesão de órgãos alvos relacio-nados na Tabela 3.Em crianças e adolescentes, a pressão arte-rial é classificada de acordo com os percentis deestatura e sexo. Considera-se hipertensão arte-rial valores iguais ou acima do percentil 95.INVESTIGAÇÃO CLÍNICA E DECISÃOTERAPÊUTICASão objetivos da investigação clínica con-firmar a elevação persistente da pressãoTabela 2Classificação da pressão arterial (>18 anos) e recomendações para seguimento com prazosmáximos, modificados de acordo com a condição clínica do paciente18(B)Quando a sistólica e diastólica estão em categorias diferentes, classificar pela maior.*Considerar intervenção de acordo com fatores de risco maiores, co-morbidades.Classificação Sistólica Diastólica SeguimentoÓtima < 120 < 80 Reavaliar em 1 anoNormal < 130 < 85 Reavaliar em 1 anoLimítrofe 130-139 85-89 Reavaliar em 6 meses*HipertensãoEstágio 1 (leve) 140-159 90-99 Confirmar em 2 meses*Estágio 2 (moderada) 160-179 100-109 Confirmar em 1 mês *Sistólica isolada > 140 < 90Estágio 3 (grave) > 180 > 110Intervenção imediata oureavaliar em 1 semana*
  6. 6. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina6 Hipertensão Arterial - Abordagem Geralarterial, avaliar lesões de órgãos-alvo, iden-tificar fatores de risco cardiovascular, diag-nosticar doenças associadas e a etiologia dahipertensão. Para tanto, realiza-se: a) his-tória clínica - considerando, além do habi-tual, sexo, idade, raça, condição socioe-conômica, tabagismo, duração da hiperten-são e níveis de pressão arterial, sobrepeso eobesidade, sintomas de doença arterialcoronariana, acidente vascular cerebral oudoença arterial coronariana na família (emmulheres < 65 anos e homens < 55 anos),sintomas e sinais de insuficiência cardíaca,história familiar de hipertensão, doençavascular encefálica, morte prematura/súbi-ta em familiares próximos, insuficiênciavascular periférica, depressão, ansiedade, pâ-nico, doença renal, situação familiar, diabetemelito, ingestão de sal e álcool, consumo demedicamentos ou drogas que possam inter-ferir com a pressão arterial, fatores de riscopara aterosclerose, prática de atividade físi-ca, dislipidemias, perda de peso e indíciosde hipertensão secundária, que deve ser sem-pre pesquisada na presença das manifesta-ções características (ver diretriz: hipertensãoarterial – situações especiais); b) exame físi-co - com ênfase para peso e estatura, soprosmitral e aórtico, circunferência abdominal,estertores, roncos, sibilos, sinais de hiper-Tabela 3Componentes para a estratificação do risco individual dos pacientes em função da presença defatores de risco e de lesão em órgãos-alvo(D)Fatores de risco maiores:• Doenças cardíacas:Hipertrofia do ventrículo esquerdo;Angina do peito ou infarto do miocárdio prévio;Revascularização miocárdica prévia;Insuficiência cardíaca.• Episódio isquêmico ou acidente vascular cerebral;• Nefropatia;• Doença vascular arterial de extremidades;• Retinopatia hipertensiva.Lesões em órgãos-alvo e doenças cardiovasculares:• Tabagismo;• Dislipidemias;• Diabetes Melito;• Idade acima de 60 anos.• História familiar de doença cardiovascular em:Mulheres com menos de 65 anos;Homens com menos de 55 anos.
  7. 7. 7Hipertensão Arterial - Abordagem GeralProjeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicinatensão secundária, massas abdominais (tu-mores, aneurismas, hidronefrose, rinspolicísticos) medida da pressão arterial, so-pros abdominais (renais, aorta), freqüênciade pulso, pulsos braquiais, radiais, fumorais,tibiais pediosos e pediosos, palpação e aus-culta de carótidas, presença de edema, estasevenosa, exame neurológico sumário,palpação da tireóide, fundo de olho, ictussugestivo de hipertrofia ventricular esquer-da/dilatação do ventrículo esquerdo, 3ª bu-lha (disfunção sistólica do ventrículo esquer-do), hiperfonese de A2; c) avaliaçãolaboratorial de rotina - análise de urina, do-sagens de potássio, creatinina, glicemia dejejum, colesterol total, HDL-colesterol,triglicérides e eletrocardiograma, pode-secalcular o LDL-colesterol quando a dosa-gem de triglicérides for abaixo de 400mg/dlpela fórmula: LDL-colesterol = colesteroltotal - HDL-colesterol - triglicérides/5; d)avaliação complementar quando há indíciosde hipertensão secundária, lesão em órgãos-alvo ou doenças associadas21,22(D).Para instituição do tratamento, deve-se con-siderar o nível pressórico e o risco do pacientede acordo com as Tabelas 3 e 4.ABORDAGEM MULTIPROFISSIONALPor ser a hipertensão arterial multifatoriale envolver orientações voltadas para váriosobjetivos, poderá requerer o apoio de outrosprofissionais de saúde além do médico. A for-mação da equipe multiprofissional irá pro-porcionar uma ação diferenciada aos hiper-tensos24(A).MEV = mudança de estilo de vida; TM = tratamento medicamentoso* TM, se insuficiência cardíaca, renal crônica ou diabete** TM, se múltiplos fatores de riscoTabela 4Decisão terapêutica segundo os valores de pressão e a classificação do risco individual dospacientes em função da presença de fatores de risco e de lesão em órgãos-alvo23(D)Risco CRisco BRisco APresença de lesão emórgãos-alvo, doençacardiovascular clinica-mente identificávele/ou diabete melitoPresença de fatores derisco (não incluindodiabete melito) e semlesão em órgãos-alvoAusência de fatoresde risco e de lesãode orgão-alvoMEVMEV(até 12 meses)TMNormal/Limítrofe(130-139/85-89)Estágio 1(140-159/90-99)Estágio 2 e 3(> 160/ >100)MEVMEV **(até 6 meses)TMMEV*TMTM
  8. 8. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina8 Hipertensão Arterial - Abordagem GeralA EQUIPEPoderá ser formada por médicos, enfermei-ros, auxiliares de enfermagem, nutricionistas,psicólogos, assistentes sociais, professores deeducação física, farmacêuticos, funcionáriosadministrativos e agentes comunitários. Não énecessário a existência de todo esse grupo paraa formação da equipe.Ações comuns à EquipeVisa a promoção à saúde, ações educativascom ênfase nas mudanças do estilo de vida, cor-reção dos fatores de risco e produção de mate-rial educativo; treinamento de profissionais;encaminhamento a outros profissionais, quan-do indicado; ações assistenciais individuais e emgrupo; participação em projetos de pesquisa;gerenciamento do programa.AÇÕES INDIVIDUAISAções próprias de cada profissional, porémhaverá momentos em que as funções serão co-muns e deverão ocorrer de modo natural comuniformidade de linguagem e conduta.PROGRAMAS COMUNITÁRIOSA criação de ligas e associações de hiperten-sos pode aumentar a adesão e ser instrumentode pressão junto às autoridades constituídas vi-sando melhoria na qualidade da assistência aosportadores de hipertensão arterial.TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSOMEDIDAS DE MAIOR EFICÁCIARedução do peso corporal e manutenção dopeso ideal - índice de massa corpórea (peso emquilogramas dividido pelo quadrado da alturaem metros) entre 20 e 25 kg/m2porque existerelação direta entre peso corpóreo e pressãoarterial25(A).Redução da ingestão de sódio - é saudá-vel ingerir até 6 g/dia de sal correspondentea 4 colheres de café rasas de sal, 4g, e 2g desal presente nos alimentos naturais, redu-zindo o sal adicionado aos alimentos, evi-tando o saleiro à mesa e alimentos industri-alizados. A dieta habitual contém 10 a 12g/dia de sal26(A).Maior ingestão de potássio – dieta rica emvegetais e frutas contém 2 a 4g de potássio/diae pode ser útil na redução da pressão e preven-ção da hipertensão arterial27(A). Os substitutosdo sal contendo cloreto de potássio e menoscloreto de sódio (30% a 50%) são úteis parareduzir a ingestão de sódio e aumentar a de po-tássio.Redução do consumo de bebidasalcoólicas28,29(D) 30,31(B) 32(A) - para os con-sumidores de álcool, a ingestão de bebidaalcoólica deve ser limitada a 30g álcool/diacontidas em 600 ml de cerveja (5% deálcool) ou 250 ml de vinho (12% de álcool)ou 60ml de destilados (whisky, vodka, aguar-dente - 50% de álcool). Este limite deve serreduzido à metade para homens de baixo peso,mulheres, indivíduos com sobrepeso e/outriglicérides elevados.Exercícios físicos regulares33(A) 34(D) - hárelação inversa entre grau de atividade física eincidência de hipertensão; exercício físico regu-lar reduz a pressão (Tabela 5).
  9. 9. 9Hipertensão Arterial - Abordagem GeralProjeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de MedicinaMEDIDAS SEM AVALIAÇÃO CIENTÍFICADEFINITIVASuplementação de cálcio36,37(A), magné-sio38(D), dietas vegetarianas e medidas anties-tresse.MEDIDAS ASSOCIADASAbandono do tabagismo – deve ser recomen-dado devido a sua associação com maior incidên-ciaemortalidadecardiovasculareaumentodapres-são arterial medida ambulatorialmente39-41(B). Ainterrupção deve ser acompanhada de restriçãocalórica e aumento da atividade física para evi-tar ganho de peso que pode ocorrer. A exposi-ção ao fumo, tabagismo passivo, também cons-titui fator de risco cardiovascular que deve serevitado42(D).Controle do diabete e das dislipidemias –intolerância à glicose e diabete estãofreqüentemente associadas à hipertensão ar-terial, favorecendo a ocorrência de doençascardiovasculares e complicações do dia-bete43(A) 44(B). Sua prevenção tem comobase a dieta hipocalórica, a prática regularTabela 5Recomendação de Atividade Física35(D)Recomendação populacionalTodo adulto deve realizar pelo menos 30 minutos de atividade física leve à moderada de formacontínua ou acumulada na maioria dos dias da semana com pequenas mudanças no cotidiano, taiscomo: utilizar escadas ao invés do elevador, andar ao invés de usar o carro e praticar atividades delazer como dançar.Recomendação individualizadaTipo: exercícios dinâmicos (caminhada, corrida, ciclismo, dança, natação).Freqüência: 3 a 5 vezes por semana.Duração: 30 a 60 minutos contínuos (indivíduos com pressão limítrofe ou obesidade 50 a 60minutos).Intensidade: moderada. Estabelecida de forma:• Simples: conseguir falar durante o exercício• Precisa: controlar a freqüência cardíaca (FC) durante o exercício:Sedentários: % recomendada da FC de reserva = 50 a 70%;Condicionados: % recomendada da FC dereserva = 60 a 80%.Para o cálculo da FC, utilizar a fórmula:• FC treinamento = (FC máxima - FC repouso) % recomendada da FC de reserva + FC repouso;• FC máxima = medida no teste ergométrico ou calculada por 220 – idade;• FC repouso = medida após 5 minutos de repouso deitado.Exercício resistidoPodem ser realizados, mas em associação aos aeróbios, pois seus efeitos sobre a prevenção dahipertensão não são conclusivos.
  10. 10. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina10 Hipertensão Arterial - Abordagem Geralde atividades físicas aeróbias e a redução deingestão de açúcar simples. Estas medidasvisam também a manutenção da pressão ar-terial abaixo de 130/80mm Hg45(D).Hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia,com HDL-colesterol baixo, são importantesfatores de risco cardiovascular45(D). A basedo controle das dislipidemias é representadapor mudanças dietéticas, com redução doconsumo de gordura e substituição parcialdas gorduras saturadas por gorduras mono epoliinsaturadas e redução da ingestão diáriade colesterol46(D).Evitar medicamentos que elevem a pressãoarterial23(D) relacionados na Tabela 6, onde seencontram as condutas específicas a cada tipode medicamento.TRATAMENTO MEDICAMENTOSOObjetivo - Reduzir a morbidade e mortali-dade cardiovasculares do hipertenso. O benefí-cio é obtido em pacientes tratados comdiuréticos47(A), betabloqueadores47(D),inibidores da enzima conversora da angiotensina- ECA48(A), antagonistas do receptor AT1 daangiotensina II - AII49(D) e em pacientes maisidosos com antagonistas de canal de cálcio48(A),sendo que a maioria dos estudos terminou porutilizar associação de fármacos.META DE REDUÇÃO DA PRESSÃO ARTERIALDeve ser, no mímimo, para valores inferioresa 140/90 mm Hg20(D). Reduções para níveismenores que 130/85 mm Hg propiciam maiorbenefício20(D) em pacientes de alto riscocardiovascular43(A), diabéticos em especial commicroalbuminúria50(A), com insuficiência car-díaca, com nefropatia e na prevenção primáriae secundária de acidente vascular cerebral48(A).PRINCÍPIOS GERAIS DO TRATAMENTOMEDICAMENTOSO(D):• Medicamento deve ser eficaz por via oral,bem tolerado e permitir o menor númeropossível de tomadas diárias;• Em pacientes em estágio 1, iniciar trata-mento com as menores doses efetivas;Tabela 6Drogas que podem elevar a pressão e seu tratamento23(D)Drogas que elevam a pressão Terapia indicadaAnfetaminas, cocaína e derivados(uso agudo)Eritropoietina, antiinflamatórios,anoréxigenos, anticoncepcionais,antidepressivosCorticóidesCiclosporinaInibidor da ECA, prazosinInibidor da ECA, antagonista de canal de cálcio, clonidinaAbordar como crise adrenérgicaTratamento convencional, ajustar doses ou associar
  11. 11. 11Hipertensão Arterial - Abordagem GeralProjeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina• Em pacientes nos estágios 2 e 3, consideraro uso associado de anti-hipertensivos parainício de tratamento;• Respeitar mínimo de quatro semanas paraaumentar a dose, substituir a monoterapiaou mudar a associação de fármacos;• Instruir o paciente sobre a doença, planifi-cação e objetivos terapêuticos, necessidadedo tratamento continuado e efeitos adver-sos dos fármacos;• Considerar as condições socioeconômicas.ESQUEMAS TERAPÊUTICOSO tratamento deve ser individualizado e pro-curar conservar a qualidade de vida do paciente.Qualquer grupo de fármacos anti-hipertensivos,com exceção dos vasodilatadores de ação diretae alfa-bloqueadores, é apropriado para o con-trole da pressão arterial em monoterapia inicial(Tabela 7)23(D).A clortalidona se mostrou superior adoxazosina como escolha medicamentosa ini-cial em pacientes hipertensos mais velhos comoutros fatores de risco50(D) 51(A).Para o paciente hipertenso com pressão ar-terial controlada, a associação de baixas dosesde ácido acetil salicílico pode diminuir a ocor-rência de complicações cardiovasculares52(A).PREVENÇÃO DE HIPERTENSÃO E FATORES DERISCO ASSOCIADOSCombater a hipertensão é prevenir o au-mento da pressão pela redução dos fatoresde risco em toda população e nos grupos deTabela 7Fluxograma para o tratamento da hipertensão arterial23(D)Aumentara doseSubstituir aMonoterapiaAdicionar o2º fármacoAumentara dose daassociaçãoTrocar aassociaçãoAdicionar o3º fármaco(ECA = enzima conversora da angiotensina; AII = angiotensina II)Resposta inadequadaAdicionar outros anti-hipertensivosResposta inadequada ou efeitos adversosDiuréticoBetabloqueadorInibidor da ECAAntagonista de canal de cálcioAntagonista do receptor AT1 da AllEstágio 1Classes distintas em baixas doses,principalmente para estágio 2 e 3Monoterapia Associação de Fármacos
  12. 12. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina12 Hipertensão Arterial - Abordagem Geralmaior risco de desenvolver a doença como onormal limítrofe (130 - 139/80 - 89mmHg)35(D) e aqueles com história fami-liar de hipertensão. O aparecimento da hi-pertensão é facilitado pelo excesso depeso53(D), sedentarismo34(D), elevadaingestão de sal26(A), baixa ingestão depotássio46(D) e consumo excessivo deálcool31(B). No grupo com pressão normallimítrofe também contribuem para o aumen-to do risco cardiovascular as dislipidemias,intolerância à glicose e diabete, tabagismo,menopausa e estresse emocional54(A).As medidas preventivas incluem: manuten-ção do peso ideal53(D), prática regular de ativi-dade física35(D), redução da ingestão de sal eaumento da de potássio46(D), evitar a ingestãode bebidas alcoólicas31(B), seguir dieta saudável(Tabela 8) que deve conter baixo teor de gordu-ra, principalmente saturadas, baixo teor decolesterol, elevado teor de potássio e fibras46(D)e baixo teor de sódio26(A). O valor calórico to-tal deve ser ajustado para obtenção e manuten-ção do peso ideal. A observância global da dietaé mais importante do que o seguimento de me-didas isoladas55(B).Tabela 8Recomendações dietéticas(D)PreferirAlimentos cozidos, assados, grelhados ou refogados.Temperos naturais: limão, ervas, alho, cebola, salsa e cebolinha.Verduras, legumes, frutas, grãos e fibras.Peixes e aves preparadas sem pele.Produtos lácteos desnatados.LimitarSal.Álcool.Gema de ovo: no máximo três/semana.Crustáceos.Margarinas, dando preferência às cremosas, alvarinas e ricas em fitosterol.Açúcares e doces.Frituras. Derivados de leite na forma integral, com gordura.Carnes vermelhas com gordura aparente e vísceras.Alimentos processados e industrializados: embutidos, conservas, enlatados, defumados e salgadosde pacote.Evitar
  13. 13. 13Hipertensão Arterial - Abordagem GeralProjeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de MedicinaREFERÊNCIAS1. Mansur AP, Favarato D, Souza MF,Avakian SD, Aldrighi JM, Cesar LA, etal. [Trends in death from circulatory diseasesin Brazil between 1979 and 1996]. ArqBras Cardiol 2001; 76:497-510.2. Freitas OC, Carvalho FR, Neves JM, etal. [Prevalence of hypertension in the urbanpopulation of Catanduva, in the State ofSao Paulo, Brazil.] Arq Bras Cardiol 2001;77:9-21.3. Fuchs FD, Moreira LB, Moraes RS,Bredemeier M, Cardozo SC.[Prevalence ofsystemic arterial hypertension andassociated risk factors in the Porto Alegremetropolitan area.Populational-basedstudy]. Arq Bras Cardiol 1994; 63:473-94. de Lolio CA. [Prevalence of arterialhypertension in Araraquara, Brazil]. ArqBras Cardiol 1990; 55:167-73.5. Martins IS, Marucci M de F, Velasquez-Melendez G, Coelho LT, Cervato AM.[Atherosclerotic cardiovascular disease,lipemic disorders, hypertension, obesity anddiabetes mellitus in the polulation of ametropolitan area of southeastern Brazil.III – Hypertension]. Rev Saude Publica1997; 31:466-71.6. Ayres JE. [Prevalence of arterialhypertension in Piracicaba city]. Arq BrasCardiol 1991; 57:33-6.7. Rego RA, Berardo FA, Rodrigues SS, Oli-veira ZM, Oliverira MB, Vasconcellos C,et al. [Risk factors for chronic non-communicable diseases: a domiciliary surveyin the municipality of Sao Paulo, SP (Brazil).Methodology and preliminary results]. RevSaúde Pública 1990; 24:277-85.8. Rummel RM, Crawford M, Bruce P. Thephysiological effects of inhaling exhaledcigarette smoke in relation to attitude ofthe nonsmoker. J Sch Health 1975;45:524-9.9. Potter JF, Watson RD, Skan W, BeeversDG. The pressor and metabolic effects ofalcohol in normotensive subjects.Hypertension 1986; 8:625-31.10. Van Dusseldorp M, Smits P, Lenders JW,Thien T, Katan MB. Boiled coffee andblood pressure. A 14-week controlled trial.Hypertension 1991; 18:607-13.11. Scriven AJ, Brown MJ, Murphy MB,Dollery CT. Changes in blood pressure andplasma catecholamines caused by tyramineand cold exposure . J Cardiovasc Pharmacol1984; 6:954-60.12. Foster-Fitzpatrick L, Ortiz A, Sibilano H,Marcantonio R, Braun LT. The effects ofcrossed leg on blood pressure measurement.Nurs Res 1999; 48:105-8.13. Peters GL, Binder SK, Campbell NR. Theeffect of crossing legs on blood pressure: arandomized single-blind cross-over study.Blood Press Monit 1999; 4:97-101.14. Palatini P. Exercise haemodynamics in thenormotensive and the hypertensive subject.Clin Sci (Lond)1994; 87:275-87.
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